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segunda-feira, 22 de junho de 2015

GRANDES FOGOS EM WASHINGTON DERIVADO AO CALOR E À SECA -FOTOGALERIA


























CHINESES DIZEM QUE PORTUGAL É O MELHOR PAÍS DA EUROPA PARA COMPRAR EMPRESAS






Guo Guangchang, chairman da Fosun, candidata à compra do Novo Banco em Portugal




Fotografia © Reuters
Grupo chinês que está na corrida ao Novo Banco vai analisar oportunidades no turismo e setor alimentar a nível nacional.



"Portugal é o melhor país da Europa para investir." A afirmação é de Guo Guangchang, chairman e fundador da Fosun, o grupo chinês que comprou a Fidelidade e a Luz Saúde e que está na corrida ao Novo Banco.
O interesse não se restringe à área financeira. "Estamos atentos a todas as oportunidades", afirmou Guo Guangchang aos jornalistas, em Xangai. O chairman da Fosun referia-se ao setor que o grupo denomina como "felicidade e lifestyle", no qual se inserem empresas de turismo, moda, lazer e entretenimento. Ou seja, áreas que permitam proporcionar um novo estilo de vida aos chineses e aproveitar o momento de crescimento da classe média. "O povo chinês trabalha muito, mas também tem de aprender a aproveitar melhor a vida", referiu o chairman da Fosun, na apresentação, na China, do Cirque du Soleil, onde o grupo conta com uma participação de 25%.
Para a Fosun, "Portugal tornou-se numa porta de entrada para a Europa e que acolhe bem o investimento chinês", afirmou o CEO. Além disso, "o custo em Lisboa não é tão elevado" como em outras cidades europeias, acrescentou Liang.
Em Portugal, a Fosun é um dos cinco candidatos à compra do Novo Banco e tem até ao final deste mês para apresentar uma proposta vinculativa.

Ativistas colocam placa a dizer "vendido" no Parlamento (vídeo)

Ativistas colocam placa a dizer "vendido" no Parlamento

 | Hoje às 16:01
A Assembleia da República foi alvo de uma acção de protesto esta segunda-feira de manhã. Um grupo de ativistas conseguiu colocar uma placa com cerca de dois metros a dizer "vendido" numa das principais varandas do edifício.
 

O protesto foi realizado por dois autores da página eunaomevendo.pt e serviu para demonstrar revolta "contra a venda a desbarato das empresas públicas, a liquidação do Estado Social e a entrega da soberania política e económica dos portugueses a interesses estrangeiros".
O cartaz ficou exposto cerca de 30 minutos até ser retirado por um militar da GNR.
Um porta-voz do movimento disse ao JN que dois elementos entraram pela porta principal da Assembleia e que em menos de 10 minutos conseguiram colocar a placa na varanda.
"É preciso relativizar as coisas: nós tomamos uma posição política, não houve nenhum perigo para a Assembleia da República, certamente que se tivéssemos entrado com explosivos eles teriam detectado", comentou. Ainda assim, referiu que "não temos a mínima dúvida de que da próxima vez será muito mais complicado".
O grupo de ativistas "contesta a política de privatizações e a forma pouco transparente como ela ocorre" e, segundo o porta-voz, "tem gente de muitos movimentos sociais". O ativista assumiu, todavia, que os protagonistas do protesto enquadram-se no movimento Agir, a associação política lançada por Joana Amaral Dias e Nuno Ramos de Almeida. "Enquadramo-nos na ideia de que gente que não se vende tem de agir e temos de fazer uma intervenção no quadro da campanha eleitoral de modo a criar uma discussão sobre estas questões que para nós são fundamentais", acrescentou o ativista.
Pouco depois da acção, os ativistas do eunaomevendo.pt consideraram, na sua página do facebook, que "tão grave quanto as negociatas, com escritórios amigos, para entregar todos os sectores estratégicos da economia, o executivo de Passos Coelho entregou a soberania nacional aos pés da chanceler alemã Merkel".
"O parlamento português deixou de ter autoridade sobre o Orçamento do Estado. O BCE decide a política monetária. Berlim decide o nosso Orçamento. A nossa soberania foi vendida, os nossos serviços públicos destruídos, a nossa economia serve para salvar bancos. As reformas são cortadas, os pensionistas roubados, mas as PPPs e swaps são sagradas", acrescentaram os autores do protesto.
O porta-voz da página eunaomevendo.pt assegurou ao JN que estão planeadas novas acções de protesto para os próximos tempos.

UE prolonga sanções à Rússia até Janeiro



UE prolonga sanções à Rússia até Janeiro


EUA e aliados da NATO avisam que não vão permitir um regresso ao clima da Guerra Fria.


A União Europeia decidiu prolongar as sanções à Rússia, até final de Janeiro de 2016, devido ao prosseguimento das acções militares na Ucrânia. A decisão foi tomada ao nível dos embaixadores permanentes da UE em Bruxelas, ficando ainda a faltar a aprovação final dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, que se reunirão na próxima semana, no Luxemburgo.

As sanções à Rússia terminavam no final de Julho e são, assim, prolongadas por mais seis meses, afectando sobretudo o sector bancário, o petróleo e a defesa, além do congelamento de bens a personalidades russas e ucranianas.

Já no encontro do G-7 realizado no início deste mês, tanto a Alemanha como os Estados Unidos tinham defendido que, tendo em conta o arrastar dos confrontos no Leste da Ucrânia, as sanções contra Moscovo deveriam continuar.

No entanto, algumas fontes em Bruxelas dão conta de receios de um eventual veto do governo grego de Alexis Tsipras - que tem estado muito próximo de Putin, enquanto vai negociando com os credores na Europa - a um acordo final sobre o prolongamento das sanções.

Esta decisão ocorre no dia em que Estados Unidos e os seus aliados da NATO fizeram saber que não vão permitir um "regresso ao passado" por parte da Rússia, recriando um clima dos tempos da Guerra Fria e da ex-URSS, referindo-se, mais uma vez, à questão ucraniana. A intervenção da Rússia na Ucrânia levou já os aliados da NATO a reforçar os exercícios no Leste da Europa de forma a ter pronta uma força de resposta rápida.

Livro de Relvas revela que "troika" queria municípios falidos

Livro de Relvas revela que "troika" queria municípios falidos

Ontem
A pressão da "troika" para deixar os municípios em Portugal declararem falência como a cidade norte-americana de Detroit foi ultrapassada com a reforma da administração local, revelam Miguel Relvas e Paulo Júlio, no livro "O Outro Lado da Governação".
 
ÁLVARO ISIDORO/GLOBAL IMAGENS
O ex-ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas

Segundo os dois ex-governantes do PSD que tutelaram as autarquias, "a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) iniciou o acompanhamento do processo pressionando o governo para deixar os municípios portugueses falirem à boa maneira de Detroit", que declarou falência em 2013.
"Esta era a lógica inicial da 'troika' e, em abono da verdade, temos de reconhecer que teve alguns adeptos dentro do próprio Governo", reconhece o ex-ministro Miguel Relvas, num excerto do livro sobre "A reforma da administração local", a que a Lusa teve acesso.
O ex-secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Paulo Júlio, acrescenta que a "troika" viria a render-se à "reforma do poder local como um exemplo de uma visão estratégica que ia muito além de cortes e reduções".
A reforma, posta em marcha após a tomada de posse do executivo da coligação PSD/CDS-PP, em junho de 2011, visou objetivos de longa duração, contra "uma visão de contabilista liberal" das entidades externas, que apontaram "a necessidade das autarquias reduzirem 2% nos recursos humanos e 15% nos cargos dirigentes até 2014".
O executivo de Passos Coelho foi mais longe e, pelas contas do ex-ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, reduziu em média cerca de 10% dos recursos humanos e 30% dos lugares dirigentes.
"O que permite concluir que as autarquias até fizeram mais do que era exigido pelo memorando" de entendimento assinado pelo Governo socialista de José Sócrates, assume Relvas.
O endividamento municipal - com 40 câmaras em situação mais grave - apressou a preparação de uma nova Lei das Finanças Locais e restrições às empresas municipais.
A redução de 1.165 freguesias, das 4.259 então existentes, motivou forte contestação da oposição e dentro do PSD, e ainda é questionada pela Associação Nacional de Freguesias (Anafre).
A agregação de câmaras não avançou, mas a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) viabilizou outras reformas, como o Programa de Apoio à Economia Local, para redução das dívidas a fornecedores.
Paulo Júlio nota à Lusa que "a reforma comportou a modificação de todo o pacote legislativo das autarquias", incluindo a lei dos compromissos e as competências das freguesias, municípios, comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas.
O ex-secretário de Estado frisa que, entre 2011 e 2014, os municípios, apesar de terem menos receitas, "diminuíram a sua dívida em 33%, (correspondente a) mais de 3.100 milhões de euros".
O livro divide-se em duas partes, primeiro com uma visão história e política sobre o poder local, depois com o processo e intervenientes na reforma, revela a Porto Editora.
O falhanço do acordo com o CDS-PP para revisão da lei eleitoral autárquica é também abordado nas 360 páginas.
A obra, com prefácio de José Maria Aznar, antigo presidente do Governo espanhol, será apresentada a 2 de julho pelo ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Miguel Relvas, 53 anos, demitiu-se do Governo em abril de 2013, por falta "de condições anímicas", na sequência de polémicas com a licenciatura obtida num ano, na Universidade Lusófona, alegadas ligações ao antigo diretor das "secretas" Jorge Silva Carvalho e de pressões junto de jornalistas.
Paulo Júlio, 49 anos, renunciou ao cargo de secretário de Estado após ser acusado de prevaricação, enquanto presidente da Câmara de Penela, e aguarda pelo resultado do recurso da condenação, em pena suspensa, a dois anos e dois meses de prisão.
O ex-ministro explica que a escolha do secretário de Estado foi óbvia: "Sabia que com ele o processo funcionaria em 'piloto-automático' e poderíamos até entendermo-nos por sinais de fumo porque, além de não haver divergências de fundo entre nós, apoiávamo-nos mutuamente"
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Por Que Devemos Apoiar a Grécia - Ao lutar contra a austeridade mais brutal na Europa, o povo grego está a travar uma batalha épica pelo futuro da democracia europeia, e merece o apoio de todos os ativistas anti-pobreza.

Por Que Devemos Apoiar a Grécia

A propósito da Concentração Stop Austeridade – Apoio à Grécia – Mudança na Europa(Lisboa, 19h, Largo Camões), e no dia em que a Praça Syntagma recebeu mais uma manifestação gigantesca (ver foto) contra a austeridade, publicamos a tradução doartigo do Nick Dearden de dia 19, no Global Justice Now, a explicar que o que está em causa nestes dias é a dignidade de todos os povos e o nosso compromisso com a esperança e o futuro.
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Ao lutar contra a austeridade mais brutal na Europa, o povo grego está a travar uma batalha épica pelo futuro da democracia europeia, e merece o apoio de todos os ativistas anti-pobreza.
Eleito há menos de seis meses, o governo anti-austeridade do Syiza continua a enfrentar a ira profunda dos líderes europeus. Vilipendiado e atacado, tanto por políticos como pelos media, o «crime» do Syriza é representar os direitos e a dignidade do povo grego, em vez dos interesses financeiros e empresariais que, normalmente, põem e dispõem das instâncias de decisão política europeias. É por isso que o Syriza mantém a popularidade, e é também por isso que as instituições europeias estão tão furiosas.
A Grécia tem sido vítima de um dos exemplos mais brutais de austeridade dos últimos tempos, sofrendo na pele o desemprego em massa, o aumento acentuado das taxas de suicídio, assassinatos, infeções por VIH, depressão, abuso de drogas e gente sem-abrigo. Mas esta tremenda depressão podia ter sido evitada, se as vidas dos gregos tivessem sido postas à frente dos lucros dos bancos europeus.
A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI) formaram uma Troika imperial, que suspendeu até a mais ínfima aparência de democracia, para impor políticas à Grécia — que falharam, até segundo os objetivos por elas próprias definidos. A dívida não diminuiu — antes disparou, quando a economia entrou em queda livre. Até o FMI começou a ter algumas dúvidas quanto o veneno que está administrar.
O verdadeiro motivo por trás destas políticas desumanas é simples — um resgate bancário de enormes proporções. Embora o povo grego não tenha feito absolutamente nada para causar a  crise financeira, é ele que está a pagar um preço brutal por os bancos europeus terem feitos empréstimos irresponsáveis ao país, alimentando as redes de corrupção e a militarização. A Jubilee Debt Campaign calcula que a Troika tenha emprestado ao governo grego duzentos e cinquenta e dois mil milhões de euros, a maioria dos quais serviu para resgatar bancos europeus, enquanto a dívida grega continuava a subir.
O atual governo grego é frequentemente apelidado de «extremista», por se recusar a manter ou aumentar a austeridade como condição para obter mais um empréstimo; empréstimo esse que servirá apenas para pagar à própria instituição que o concede.
Ninguém na Troika acredita que estas políticas ajudem a salvar a Grécia. Depois de 1945, aprendemos que só se pode ressuscitar um país com uma combinação de anulação das dívidas e crescimento. Foi assim que a Alemanha pode recuperar da guerra, graças às políticas racionais de países como a Grécia. Mas os atuais líderes europeus estão determinados em humilhar e derrotar um governo que está a colocar em causa todo o credo das políticas económicas contemporâneas. Que deus nos livre de a Grécia demonstrar que, afinal, existe mesmo uma alternativa!
É por isso que devemos apoiar a Grécia. Nos últimos cinco anos, o povo grego não sucumbiu à barbárie, apesar do crescimento de partidos neonazis como o Aurora Dourada. A verdade é que até são eles, os gregos, quem nos tem dado alguma esperança. Mesmo no seio da mais adversa das situações, tentaram manter a sociedade de pé através da organização coletiva, providenciando cuidados de saúde, educação e comida onde o Estado falhou. Toda esta organização foi um elemento fulcral para a eleição do Syriza.
Agora dotados de poder governamental, os movimentos sociais continuam a pôr em causa a lei da austeridade do mercado livre. Recentemente, lançaram uma auditoria à dívida pública para expor a verdade sobre a dívida ilegítima da Grécia e arrancar a máscara aos verdadeiros responsáveis pela crise.
Uma das perguntas mais frequentas sobre a «crise da dívida no terceiro mundo» nos anos oitenta e noventa é «por que é que os países pura e simplesmente não se recusaram a pagar?» Durante essas crises, também os países africanos, asiáticos e latino-americanos foram obrigados a adotar medidas profundas de austeridade e «ajustamento», para pagar o preço pela ação dos bancos e das elites corruptas e irresponsáveis. O resultado foi um sofrimento incalculável, em consequência da destruição de economias inteiras. E foi com base nesse sofrimento, na subjugação destes países, que a nossa economia global, a tal do «o mercado é que sabe», se construiu.
Hoje, a Grécia mostra-nos por que é que não houve mais países a recusar-se a pagar. A intimidação constante, os subornos e chantagem tornam-no praticamente impossível.
Mas não completamente impossível. Nenhum governo conseguirá resistir a tanta pressão sozinho. O Syriza mantém o apoio dos movimentos sociais que o sustentam; mas a Grécia também precisa da solidariedade internacional — a mesmo que devemos a todos os que, no passado, fizeram frente à finança internacional.
A Europa está numa encruzilhada. Vamos continuar a seguir esta via anti-democrática, onde setores cada vez maiores das nossas sociedades são vendidos ao desbarato, as desigualdades continuam a aumentar desalmadamente, a pobreza e o desemprego são considerados falhanços pessoais, e uma «vida boa» só se acha nos mercados? Ou vamos antes não esquecer a importância da ação e e do apoio coletivos, da igualdade e dos direitos humanos, e lutar por novas formas de democracia, que nos permitam explorar as nossas capacidades e assumir a tarefa monumental de salvar o nosso planeta?
A Grécia é esperança. É uma oportunidade das que só acontece uma vez em cada geração. Não a deixemos passar.


observatoriogrecia.wordpress.com

AOS SEGUIDORE(A)S E AMIGO(A)S DO DESENVOLTURAS & DESACATOS

ESTOU NUM PC EMPRESTADO POIS O MEU AVARIOU, NÃO SEI POR QUANTOS DIAS ESTAREI AUSENTE E NÃO PUBLICAREI COM REGULARIDADE.

OBRIGADO, BOA SEMANA !

PORTUGAL À BEIRA MAR PLANTADO DE UM MAR DE TRAPALHÕES