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domingo, 14 de junho de 2015

MENINAS QUE MATARAM ! Quantos anos é preciso ter para matar?

Confira aqui 5 meninas malvadas (de verdade):

1.A pequena Nevada-tan
3

Quantos anos é preciso ter para matar? A história dessa menina mostra que muito, muito pouco. Certo dia, Natsumi Tsuji, que na época estava com apenas 11 anos, foi até uma sala vazia do seu colégio com uma coleguinha. Alegando que queria fazer um jogo com ela, vendou os seus olhos. Em seguida, degolou a menina com um estilete.
Só esse fato já é completamente absurdo, mas a história ainda piora. Natsumi Tsuji, que estava com as roupas cheias de sangue, entrou na sua aula como se nada tivesse acontecido. Obviamente o seu professor ficou completamente assustado ao ver a menina naquela situação e ainda segurando um estilete, por isso chamou os diretores, que logo descobriram o que aconteceu.
No dia do crime, Natsumi Tsuji estava usando um moletom da Universidade de Nevada, e por isso recebeu o apelido de Nevada-tan, que significa a pequena Nevada. Bizarro, não?!

2. Ela queria sair com o namorado

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Você vai ter a impressão de já ter ouvido essa história antes, olha só: Jasmine Richardson, uma menina de apenas 12 anos, ficou muito aborrecida após seus pais falarem que elanão podia ver seu namorado (que, detalhe, era 11 anos mais velho). Como vingança, bolaram um plano que incluiu matar o pai, a mãe e o irmão de apenas 8 anos da menina.

3.Ela queria saber como era matar

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Alyssa Bustamante cometeu um assassinato quando tinha 15 anos. Certo dia, cortou a garganta e esfaqueou uma conhecida de 9 anos de idade apenas para saber como se sentia matando alguém (sim, foi o que ela disse durante o seu julgamento). Durante o seu processo, um diário foi encontado, que falava o seguinte: “eu estrangulei, cortei a garganta e esfaqueei a menina, então agora ela está morta. Eu não sei como estou me sentindo. Foi incrível. Logo que passa a sensação de não poder fazer isso, é realmente prazeroso. Agora estou meio nervosa e tremendo. Tenho que ir para a igreja agora…”.

4.Assassinas do Brasil

6Essa história aconteceu  no Brasil. Com apenas 13 anos, Fabíola Santos Correa foi assassinada por duas “amigas” em Minas Gerais. As colegas pegaram Fabíola e a levaram para um matagal. Por lá, encostaram uma faca na garganta dela, que tentou se defender e por isso acabou sendo cortada acidentalmente. Para resolver tudo, acabaram mantando Fabíola. Dizem que o delegado que cuidou do caso contou que uma das assassinas confessou ter aberto o peito da garota e tirado seu coração lá de dentro enquanto ele ainda batia.

5.Ataque nos EUA
2

Essa é mais uma daquelas histórias bizarras que acontecem nas escolas dos EUA. Em 1979, a escola Groover Cleveland Elementary School, em San Diego, recebeu uma chuva de tiros absurda. Depois de 6 horas tentando tirar o atirador do local, a polícia descobriu que a culpada era uma adolescente de apenas 16 anos, Brenda Spencer.
No seu depoimento Brenda Spencer disse que atirou apenas por diversão, e alegou que “foi como atirar nos patos de um lago. As crianças pareciam um rebanho de vacas andando por lá, foi fácil acertá-las ”.

Fonte: (1)

mundopocket.com.br

QUEM ME AJUDA


PP desaparece do mapa do poder local em Espanha



TAP suspende o piloto que ganhou 170 mil euros com a greve de Maio

TAP suspende o piloto que ganhou 170 mil euros com a greve de Maio







A TAP suspendeu Lino da Silva, o piloto visto como estratega do sindicato durante a greve de Maio, na qual ganhou 170 mil euros na sua preparação (ver notícia abaixo).
A companhia está a investigar, pelo menos, quatro razões que podem levar ao despedimento por justa causa.

TAP: Assessor financeiro do sindicato ganhou 170 mil euros a preparar esta greve








Investigação da RTP revela origem do conflito entre pilotos da TAP.
A mais polémica greve da TAP está a colocar pilotos contra pilotos. Uma investigação da RTP apurou a origem deste conflito. O foco deste é o assessor financeiro do sindicato que é acusado de ser o grande estratega da paralisação. Lino da Silva é comandante no activo mas já não é sindicalizado. Cobra pelos serviços de consultoria que presta, onde assina como Paulo Rodrigues. Nos últimos anos esteve por detrás de todas as grandes negociações do sindicato dos pilotos e cobrou mais de um milhão de euros.

portugalglorioso.blogspot.pt

GRÉCIA - Pride LGBT junta milhares, incluindo a líder do Parlamento





ENQUANTO ANDA A FAZER TURISMO AQUI TÊM O SACANA NO SEU MELHOR ! - Cavaco "mais aliviado" com privatização da TAP

Cavaco "mais aliviado" com privatização da TAP

Cavaco mais aliviado com privatização da TAP Pedro A. Pina - RTP

O Presidente da República 


disse hoje que está "mais 


aliviado" com a privatização 


da TAP, durante uma 


conversa informal que 


manteve com os jornalistas 


que o acompanham nas 


visitas de Estado à Bulgária 


e à Roménia.



Uma conversa longe das câmaras, no interior de um A320, precisamente da TAP.

Ainda sobre a privatização da companhia, o Presidente da República sublinhou a importância da maioria do capital ser português e não mostrou nenhuma preocupação com qualquer eventual inquérito que a Comissão Europeia venha a fazer ao processo de privatização. 
"Maioria do capital é português e temos de aplaudir"
Cavaco Silva diz que "a maioria do capital é português e temos todos de aplaudir" o desfecho do processo de privatização. O que poderá estar em causa é a violação de normas comunitárias, que impedem que a maioria do capital usado na compra de uma companhia aérea seja oriundo de fora da Europa.

O Chefe de Estado insistiu que já tinha dito uma vez o que pensava sobre a companhia, esperando que não acontecesse à TAP o mesmo que aconteceu a outras companhias europeias que tiveram de encerrar rotas e fazer despedimentos em massa como em Itália, na Polónia e no Chipre.

E disse que, de acordo com a informação que recebe do governo e da Direção Geral da Concorrência da União Europeia, a TAP "poderá permanecer como companhia europeia autónoma com hub em Portugal satisfazendo o serviço público e as obrigações que tem com os PALOP e com o Brasil".

Na mesma conversa informal com o jornalistas, Cavaco Silva respondeu aos que criticam o valor do negócio entre o estado português e o consórcio Gateway. Os empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa pagam dez milhões de euros pela companhia. O Presidente lembrou que a dívida do grupo TAP atinge os "mil e sessenta milhões de euros".
"Não contem comigo para discursos miserabilistas"
O Chefe de Estado foi ainda confrontado com a hipótese de um futuro governo PS poder vir a reverter a privatização da empresa. O Presidente respondeu apenas com uma frase que já usou no discurso do 10 de Junho: "não contem comigo para discursos miserabilistas".

Foram aliás as críticas da oposição ao discurso do presidente do Dia de Portugal que mereceram de Cavaco a resposta mais lacónica. O Presidente disse que "depois de ter ganho quatro eleições com mais de 50 por cento dos votos, o meu ego está satisfeito, está no máximo. Não preciso de mais nada".

Cavaco Silva insistiu que cede "zero a pressões venham elas da direita ou da esquerda do centro os das costas" e afirmou que só fala "no superior interesse nacional".
O Presidente da República partiu hoje para uma visita de Estado de dois dias à Bulgária, seguindo depois para a Roménia onde estará outros dois dias em visita oficial.

Na comitiva seguem o Ministro da Economia, Pires de Lima, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete. Cavaco vai ainda acompanhado de uma delegação empresarial que procurará dinamizar negócios com estes países do leste da Europa.

VÊ SE TE DESPACHAS !


e vai um copinho !


Negros e latinos: a lógica racista do imperialismo - "O racismo sempre existente, ainda que oculto atrás de um véu de democracia, direitos humanos e eleições, reaparece com virulência em momentos em que na crise americana se forma e se vislumbra um novo crescimento

Negros e latinos: a lógica racista do imperialismo

Negros e latinos: a lógica racista do imperialismo
por Norberto Emmerich e Edgard Valenzuela/Resumen Latinoamericano/Rebelión


"O racismo sempre existente, ainda que oculto atrás de um véu de democracia, direitos humanos e eleições, reaparece com virulência em momentos em que na crise americana se forma e se vislumbra um novo crescimento. As tensões raciais crescem como se voltássemos aos anos 60, porque o acesso às migalhas da renda crescente se fará sob os parâmetros étnicos classicamente imperialistas: homens, anglo-saxões e brancos. O racismo americano, construído e assentado em vários séculos de aculturação sistemática, não é um sentimento espontâneo. É estruturado e alentado a partir das próprias elites dirigentes. Quando a base trabalhadora americana culpa os imigrantes latinos (sobretudo mexicanos) e as comunidades negras pelo descenso de seu nível de vida, eleva a uma consideração simplesmente intelectual e acadêmica a fúria contra os verdadeiros culpados do desastre financeiro-econômico: a cúpula empresarial de Wall Street e a dirigência política de Washington."

Há poucas semanas aconteceram nos Estados Unidos os maiores protestos de corte racial desde o final do movimento pelos direitos civis, há pouco mais de meio século. O detonante foi uma serie de abusos policiais cometidos contra membros da comunidade negra que ficaram impunes pela absolvição dos policiais, apesar de terem assassinado homens desarmados. Trata-se de um mero abuso de autoridade ou estamos assistindo outra demonstração do racismo próprio dos Estados Unidos? Caso seja assim, por que ocorre precisamente agora que a economia americana cresce?

O império é uma questão de estômago

Para Immanuel Wallerstein, o racismo atual é resultado de uma estratégia de cooptação da classe trabalhadora praticada pelas elites europeias em meados do século XIX. Tentando elaborar um mecanismo de contenção efetiva as cada vez mais militantes e numerosas classes trabalhadoras de seus próprios países, as burguesias imperialistas outorgaram alguns direitos políticos e algumas melhorias econômicas, ao mesmo tempo em que estas condições eram negadas ao resto do mundo. É a explicação que Lenin coloca na boca do magnata inglês Cecil Rhodes, em seu texto sobre o imperialismo: 

“A ideia que eu aprecio é a solução do problema social: para salvar os quarenta milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, nós, políticos coloniais, devemos nos apoderar de novos territórios; a eles enviaremos o excesso de população e neles encontraremos novos mercados para os produtos de nossas fábricas e de nossas minas. O império, disse sempre, é uma questão de estômago. Caso queiram evitar a guerra civil, devem se converter em imperialistas”. O que Arrighi denomina o “pacote triplo” consistiu em outorgar o direito ao voto, oferecer melhorias sociais próprias do que constituiria depois o Estado de bem-estar social e promover uma dupla nacionalidade: a de seus próprios Estados (nacionalismo) e a do mundo branco (racismo) [1].

Assim, o racismo fica compreendido como uma criação capitalista que justifica as disparidades econômicas características do mundo industrial.

O racismo sempre existente, ainda que oculto atrás de um véu de democracia, direitos humanos e eleições, reaparece com virulência em momentos em que na crise americana se forma e se vislumbra um novo crescimento. As tensões raciais crescem como se voltássemos aos anos 60, porque o acesso às migalhas da renda crescente se fará sob os parâmetros étnicos classicamente imperialistas: homens, anglo-saxões e brancos. O racismo americano, construído e assentado em vários séculos de aculturação sistemática, não é um sentimento espontâneo. É estruturado e alentado a partir das próprias elites dirigentes. Quando a base trabalhadora americana culpa os imigrantes latinos (sobretudo mexicanos) e as comunidades negras pelo descenso de seu nível de vida, eleva a uma consideração simplesmente intelectual e acadêmica a fúria contra os verdadeiros culpados do desastre financeiro-econômico: a cúpula empresarial de Wall Street e a dirigência política de Washington.

No entanto, esta construção histórica está sofrendo profundas mudanças e apresenta sérias limitações: enquanto se alenta o racismo e a xenofobia em todos os níveis, incluindo o ambiente acadêmico com textos como o “Who we are” do extinto Samuel Huntington, o peso crescente do eleitorado hispânico obriga os candidatos presidenciais a solidificar vínculos estratégicos com dita comunidade. Jeff Bush, irmão do ex-presidente, buscou a complacência do voto latino publicizando a origem mexicana de sua esposa Columba e apresentando-se como membro da comunidade latina. Inclusive as voltas do eleitorado variam desde o tradicional voto “gusano” e o lobby cubano na Flórida para o peso do voto latino-americano nos Estados da Califórnia, Colorado, Novo México, Nevada, Nova Jersey, Texas, Flórida e Illinois.

Assim, racismo na economia e peso eleitoral na política refletem as contraditórias ainda que irrefreáveis alterações que experimentam os Estados Unidos, cuja previsão supõe um avanço da população latina sobre os WASP (white, anglo-saxon, protestant).

O perigo estratégico de um conflito racial nos Estados Unidos

Acrescentar as tensões e contradições raciais como meio para obter vantagens estratégicas é uma velha prática de todos os impérios ao longo da história, porém tem sido uma ferramenta especialmente aperfeiçoada pelos anglo-saxões. Assim é demonstrado pelos tratados secretos de Sykes-Picot nos quais a França e Grã-Bretanha planificaram a divisão do Império Turco após sua derrota na primeira guerra mundial. Do mesmo modo, se incentivaram os conflitos étnicos no interior da ex-Iugoslávia no que se denominou a “balcanização”.

Mais recentemente estas políticas foram implantadas nas zonas sensíveis das grandes potências que rivalizam com a hegemonia dos Estados Unidos no mundo: o leste da Ucrânia, o Cáucaso russo [2] e Xinjiang, a província islâmica chinesa [3].

Utilizada como instrumento da política exterior, motorizada e monitorada pelo departamento de Estado americano, esta política de motivação étnica tem sido um jogo benéfico para os Estados Unidos. Porém, o que aconteceria se estas tensões surgissem dentro de seu próprio país, incentivadas pelas contradições e tensões do “crescimento” agonizante do imperialismo americano? A fase B negativa da onda econômica mundial de Kondratieff não foi detida. Os indicadores macroeconômicos de crescimento da economia americana estariam sendo produzidos dentro de um declínio sem fim da economia mundial.

Diferente do que acontece na Rússia, China ou Índia, a tensão interna americana não seria produto do choque entre muçulmanos e outros grupos, um projeto muito a gosto do Departamento de Estado. O racismo americano bem poderia ser a expressão das contradições mais profundas que o imperialismo americano em crise já não pode conter exitosamente com os mecanismos habituais.

A sociedade estadunidense é a mais armada do mundo, com uma média de 89 armas para cada 100 habitantes, e proliferam grupos militarizados que asseguram que defenderão a sua comunidade contra os abusos. Ao mesmo tempo, as pressões separatistas estão aumentando significativamente. No ano de 2012, converteu-se no principal movimento político nada menos que no Texas, um “nacionalismo” americano que não pode ser desconhecido nem menosprezado nas estratégias de política exterior mexicana.

A respeito destes grupos que lutam por sua independência, o presidente da organização “Vamos unidos USA”, Juan José Gutiérrez, afirma que “são pessoas que quiseram continuar vivendo com a ilusão de que os Estados Unidos deve se manter como um país majoritariamente branco anglo-saxão, sem ter que conceder nada aos grupos que não são anglos nem saxões” [4].



Notas:

[1] Arrighi, Giovanni. Caos y orden en el mundo moderno. Ed. Akal, 2001. Pág 22.

[2] Putin revela contactos entre los servicios especiales de EU y extremistas del Cáucaso. RT, 26 de abril de 2015.

[3] Jalife-Rahme, Alfredo. La agenda oculta de Xinjiang: petróleo, gas y oleoductos. La Jornada, 19 de julio de 2009.

[4] Separatismo en EU: fruto de la frustración racista. Actualidad RT, 15 de noviembre de 2012.






Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)




EI-LOS QUE PARTE, ! HISTÓRIA DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA (vídeos)




VÍDEOS

EI-LOS QUE PARTEM !

EPISÓDIO 1

EPISÓDIO 2
EPISÓDIO 3
EPISÓDIO 4


EPISÓDIO 5
ISABEL SILVESTRE - CANTAR DA EMIGRAÇÃO


AU REVOIR PORTUGAL

CANÇÃO DO DESTERRO - JOSÉ AFONSO

















10 profissões antigas que não existem mais e que algumas de certeza você não conhecia

10 profissões antigas que não existem mais (com fotos)



ATENÇÃO CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
O avanço tecnológico extermina profissões na mesma velocidade que cria novas, exigindo cada vez mais domínio técnico em substituição à força física ou uso do corpo como maquinário. O registro apontado neste post permite a verificação de modos de vida que ficaram no passado, pois as antigas profissões marcam contingências de sua época, preocupações (como a de acordar cedo, refrigerar comida) e soluções para as quais já inventamos maneiras melhores de lidar.
1. Entregador de leite. Um dos alimentos de origem animal mais antigos consumidos pelo homem, o leite era distribuído em garrafas de vidro (em algumas regiões rurais ainda persiste essa prática), até que se desenvolvessem práticas de preservação como a pasteurização ou tivéssemos tecnologia para armazená-lo por mais tempo, como a refrigeração. O leite fresco diário era entregue de porta em porta por um profissional conhecido simplesmente como “garoto do leite”. Já não há mais esse tipo de emprego, nos locais em que o consumo do produto ainda é entregue em casa, a distribuição é feita pelo próprio produtor, numa economia informal (mesmo esse tipo de prática tem os dias contados, pois a vigilância sanitária proíbe a venda de leite sem que tenha passado pelos processos de higienização atuais).
2. Arrumador de pinos de boliche. Popularizado na Europa e Estados Unidos durante a segunda metade do século XIX, o boliche empregava pessoas, normalmente crianças, para rearranjar os pinos após cada jogada. A brincadeira, que remonta ao antigo Egito (séc. IV a.C.), tem em sua história o uso de escravos para a tarefa, contudo, no mundo moderno, a arrumação dos pinos era profissão. Com o desenvolvimento de equipamentos mecânicos de reposição (várias soluções foram criadas, a mais comum era colocar fios de aço presos à ponta dos pinos), alguns arrumadores passaram a operar os equipamentos, até que o processo tornou-se totalmente eletrônico, dispensando essa mão de obra.
3. Despertador humano. Esta profissão nasceu junto com o emprego, a partir da Revolução Industrial. Durante todo o século XIX um série de processos produtivos passaram da manufatura para a indústria, vilas de trabalhadores foram surgindo ao redor dos parques industriais. Nelas, havia um profissional encarregado de acordar as pessoas pela manhã, para que não perdesse na hora do trabalho. O primeiro despertador mecânico foi desenvolvido em 1847, pelo francês  Antoine Redier, mas popularizou-se algumas décadas depois. Durante esse tempo, era comum encontrarmos nos vilarejos industriais uma pessoa com um bambu, ou vareta grande, com a qual batia à janela dos que o contratavam. Em alguns locais usava-se uma zarabatana por onde o despertador humano atirava pedras à janela do cliente. Curioso que hoje, até mesmo os despertadores mecânicos já estão sendo aposentados pelos celulares.
4. Cortador de gelo. Antes da invenção do refrigerador, das máquinas que produziam gelo (a primeira, a vapor, foi criada por James Harrison em 1856 para gelar a produção de uma cervejaria), manter alimentos preservados pelo frio necessitava do serviço dos cortadores de gelo, profissão obviamente restrita a países em que a água congelava naturalmente (há registros dessa prática no sul do Brasil, mas não como profissão). Em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e outros países europeus, os cortadores de gelo eram encarregados de meterem-se nos lagos congelados, serrar grandes blocos de pedra de gelo, carregar uma carroça e levar à vila. A profissão era de alto risco, mas bastante lucrativa.
5. Escutador de artilharia aérea inimiga (pré-radar). Os conflitos bélicos são grande estimulante de desenvolvimento tecnológico. Toda guerra faz com que as partes envolvidas invistam em equipamentos que garantam alguma vantagem no combate. Na primeira guerra mundial, conflito cuja grande novidade bélica foi o uso do avião (o uso mortal da invenção teria motivado a depressão que culminou no suicídio de Santos Dumont). Para detectar a chegada dessa máquina assassina, engenheiros alemães e ingleses quebravam a cabeça para desenvolver um radar, um equipamento que permitisse adiantar a chegada de uma bateria aérea. Assim, surge a função de “escutador de artilharia aérea”. Veja as incríveis engenhocas:
6. Caçador de ratos. Dizer que a profissão foi extinta é desprezar os agentes anti-praga, ou dedetizadores modernos. Em certos casos, são chamados exclusivamente para exterminar ratos, mas no passado, era comum contratar os serviços de caçadores de roedores que, com seu equipamento e know how, entravam em sótãos, porões, bueiros, sistemas de esgoto, atrás dos temíveis ratos. Durante a Primeira Grande Guerra, com a escassez de alimentos, os especialistas encontraram uma segunda fonte de renda, comercializar os ratos para serem comidos. Veja as imagens abaixo:
7. Acendedor de lampiões. Antes do surgimento implantação das linhas elétricas, a luz das ruas públicas provinha de lampiões. No Brasil, apenas grandes centros urbanos contavam com o benefício, que exigia um profissional incumbido de acender, diariamente, as grandes lamparinas no alto dos postes (o mesmo era incumbido de apagá-los pela manhã). Os lampiões eram acesos com grandes varas, acesas na ponta, ou trazendo para baixo a lamparina (içando para o topo do poste depois de acesas). Na Europa foi sempre uma profissão assalariada, mas por aqui, além de profissão, era comum a realização do serviço por escravos a serviço de algum poderoso da região.
8. Operador de telefonia. As centrais telefônicas eram comuns até a gradual digitalização do serviço, por volta da década de 80. Apesar de ainda existir a profissão de telefonista, que realiza o primeiro atendimento em uma empresa de grande ou médio porte, fazendo a distribuição da chamada para o ramal desejado, a função está em extinção, sendo substituída pelas centrais digitais, com gravações de secretárias-eletrônicas. Mas a profissãojá extinta diz respeito às centrais encarregadas de “completar a ligação”, realizando chamadas interurbanas e internacionais. No Brasil, como em quase todo o mundo, o serviço era realizado por uma empresa pública, a TELEBRÁS e suas subsidiárias regionais, como a TELESP, a TELERJ, a TELEMIG, etc.
9. Coletor de cadáveres para universidade. Aqui não se pode, categoricamente, chamar a atividade de profissão, visto que era ilegal. Sempre foi difícil a obtenção de corpos humanos para pesquisa científica, mas o ensino de medicina (um dos ramos mais antigos da ciência e das primeiras profissões certificadas e legitimadas pela instituição universitária) exigia esse material para aprendizagem e aperfeiçoamento no conhecimento. Assim, era comum a “contratação” dos serviços clandestinos  dos “ressuscitadores”, que se encarregavam de invadir cemitérios públicos, fundos de igrejas em busca de covas para desenterrar cadáveres.
10. Leitor para entreter trabalhadores da indústria. Parece incrível, mas era um cargo comum em grandes e pequenas fábricas, pessoas para ler jornais, revistas, ou mesmo livros inteiros ao longo da jornada de trabalho, como forma de fornecer melhores condições de trabalho, aliviando o tédio das atividades repetitivas a que os funcionários eram encarregados. A atividade começou a se popularizar no início do século, embora já houvesse registro desse tipo de função na Inglaterra em meados do século XIX. Os profissionais eram colocados em uma altura acima dos demais, para que sua voz se sobrepusesse. Normalmente o leitor profissional era contratado não pelo dono da indústria, mas pelos funcionários.