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quinta-feira, 11 de junho de 2015

NOTAS - A JOANINHA EM CAMPANHA.



NOTAS - UM CRIME. UM NEGÓCIO CHORUDO - UMA BAGATELA



Carvalho da Silva: 'PCP terá de se adaptar para um novo ciclo' - Elogia o "esforço" dos que "procuram soluções", mas alerta que a "atomização" de partidos não favorece a esquerda. Evita avaliar Arménio Carlos.

Carvalho da Silva: 'PCP terá de se adaptar para um novo ciclo'  

"Vai ter de surgir um novo quadro e até novos partidos" 
José Sérgio
Carvalho da Silva: 'PCP terá de se adaptar para um novo ciclo'
Elogia o "esforço" dos que "procuram soluções", mas alerta que a "atomização" de partidos não favorece a esquerda. Evita avaliar Arménio Carlos. 
PCP e BE apresentaram recentemente os eixos dos respectivos programas eleitorais. Em que diferem?
Ainda não li com atenção. Mas os dois partidos não apresentam as coisas em termos exactamente iguais. Temos de ver aquilo que é proposto e aquilo que é a prática dos dois partidos. Acho é que a representação social e política à esquerda precisa ser mais rentabilizada. É isso que tanto o PCP, como o BE e as forças com maior ou menor força eleitoral que se movem à esquerda devem ponderar. Há cerca de 30% da representação eleitoral que está para lá do PS e da direita que precisa ser melhor utilizada, não só através de uma linha de conjugação de esforços, para consolidar e ampliar este espaço, como trazendo novos conteúdos para que os eleitores perspectivem uma base forte para uma governação nova.
E as coisas não estão muito voltadas para aí e isso preocupa-me.
É suficiente para o PCP querer apenas evitar que PS e PSD juntem os trapinhos, como disse Jerónimo de Sousa. 
Claro que não é suficiente. Estou convencido de que do PCP perante a emergência de uma resposta, e ela tornando-se visível na sociedade, terá de se adaptar e terá capacidade para intervir. Agora: não entraremos num novo ciclo de governação com as práticas que foram seguidas ao longo destas décadas. Vai ter de surgir um novo quadro e até novos partidos. 
E este novo quadro de relações inclui os partidos do centro?
Em períodos de grande crise as soluções em regra vêm das margens, o que não quer dizer que é feito só com as margens. As margens pressionam o centro, mas incluem o centro. 
No último ano surgiram novas forças de esquerda. O Livre, por exemplo, traz alguma coisa de novo? Identifica-se com algum destes projectos?
Duas leituras: reconheço uma grande sinceridade e um esforço significativo destas pessoas que se movimentam e se organizam em busca de soluções. Mas, por outro lado, esta atomização não contribui para a tal rentabilização de que falava antes, ou seja, não se está a avançar na conjugação de esforços para retirar dividendos e ampliar capacidades de intervenção à esquerda. Como se vai sair daqui é uma interrogação. Mas acho que valia a pena um esforço mais acrescido. 
O PS é o único factor de bloqueio nesta impossibilidade histórica?
O PS tem uma responsabilidade significativa neste processo. É evidente. Que a social-democracia europeia está feita num farrapo e que não apresenta caminhos alternativos sérios para a Europa também é um facto. O que é que vai surgir em alternativa logo veremos. Mas o meu maior desejo era que houvesse uma ultrapassagem de obstáculos e novas capacidades para diálogo, sem perder identidades.  
Continua a ser comunista?
Não tenho razão nem quero renegar nenhuma das dimensões da formação que fui adquirindo ao longo da minha vida. Tudo o que aprendi e apreendi durante a minha passagem no PCP, que foi longa, está cá inculcado e são excelentes contributos para a minha intervenção.
Que balanço faz do mandato de Arménio Carlos na CGTP?
Fui dirigente da CGTP mas no dia em que deixei de ser dirigente deixei mesmo. O que é da CGTP compete à CGTP. 
Mas tem uma opinião sobre o que lá se passa... Que balanço faz?
Olho a vida da central, vejo o seu andamento, vejo que o sindicalismo está hoje em enormes dificuldades, mas que eles fazem um grande esforço. Acima de tudo quero ser solidário.

Bilderberg 2015: A Implementação da Inteligência Artificial - O plano para integrar as nações em blocos comerciais continentais não é uma ideia nova.

Bilderberg 2015: A Implementação da Inteligência Artificial


O plano para integrar as nações em blocos comerciais continentais não é uma ideia nova. No livro, Tragedy and Hope do Dr. Carroll Quigley, é feita referência ao plano do Terceiro Reich para criar blocos comerciais globais, o que em si é um plano antigo da Sociedade Real Britânica. Daniel Estulin, em seus livros The Bilderberg Group e Shadow Masters fornece investigações detalhadas sobre os Bilderberg e os cabeças da organização Hydra, exemplificada no filme Capitão América 2: O Soldado Invernal. Fundada pelo príncipe Bernhard dos Países Baixos, bem como inúmeras outras elites atlantistas como David Rockefeller, Paul Van Zeeland e numerosos outros barões da mídia, líderes empresariais, banqueiros, e inúmeras outras pessoas "melhores do que nós".

Os Bilderberg, operando sob o disfarce de "livre capitalismo de mercado", representam na realidade, a completa culminação do controle mundial do serviço corporativo bancário. Apresentado como mais um fórum de debate, as reuniões secretas na realidade, revelaram em numerosos casos terem conduzido a política global. O exemplo mais brilhante é o plano da reunião Bilderberg de 1955 para criação do "Mercado Comum Europeu" e "União Europeia mostrado abaixo. É importante lembrar que o Mercado Comum Europeu entrou no jogo cerca de três anos mais tarde, em 1958, ao passo que a própria União Europeia supostamente foi fundada em 1993. Com isto em mente, podemos ver como o TTIP é simplesmente uma nova extensão da mesmo estratégia de integração econômica da UE para o Nafta.


Documento Bilderberg de 1955 destacando a chegada da União Europeia reproduzida por Estulin no livro Shadow Masters.

Em outras palavras, o que os banqueiros planejaram em segredo em 1955 foi tornado público em 1993, tendo sido implementado em etapas graduais e progressivas. De fato, foi a era pós-Segunda Guerra Mundial que criou todas essas entidades - a ONU, Bretton Woods, FMI e o Banco Mundial, etc. Todas estas entidades, incluindo os Bilderberg, são parte da mesma estrutura de poder que coordenou as últimas guerras do século, com o único propósito de um governo mundial, todos os quais estão descritos nos arquivos baseados no CFR do tomo Tragedy and Hope de Quigley. Assim, enquanto as populações ainda pensam que os governos nacionais estão em guerra com outros Estados-nações e economias de mercado, estão dirigindo excedente econômico, a realidade é que a maioria dos Estados-nação são subsidiários do bloco de poder atlantista cujos pontos turísticos são definidos no desmantelamento da Rússia, como o livro Shadow Masters de Estulin detalha.

Como a reunião Bilderberg do ano passado, os rumores são que este ano discutirão a implementação e o lançamento da inteligência artificial. 2015 tem visto um tremendo impulso para a aceitação de automação, desde robôs no local de trabalho a carros sem motorista e microchips implantáveis. O transhumanismo é agora uma palavra de ordem, e nós na comunidade de mídia alternativa temos vindicado inúmeras vezes em chamar a atenção para a agenda unificada que vende às massas sobre a aceitação da nova ideologia religiosa. O site JaysAnalysis tem destacado este plano de aquisição de documentos mais antigos do Pentágono, bem como o seu ponto de venda em inúmeros filmes de sucesso de Hollywood (e aqui).






Este ano, a ex-chefe da DARPA que tornou-se executiva do Google, Regina Dugan irá discursar, reivindicando que o site JaysAnalysis identifique Dugan como uma jogadora-chave desde 2012. Em 2013, Dugan fez um discurso dizendo ao público que o futuro do microchip será uma forma comestível, bem como a tatuagem de rastreamento RFID.  As palestras do Ted Talks de Dugan detalharam o lado tecnológico dos planos da pirâmide para a distribuição de drones "inteligentes", e quando vemos as palestras da novata CEO Ginny Rommety da IBM sobre Cidades Inteligentes e "pré-crime", podemos ver o plano unificado dos tecnocratas. Detalhando centenas de exemplos semelhantes, o que é mais difícil de transmitir é a natureza unificada do plano global, desde a "reforma" econômica e o "terapia de choque de austeridade do mercado livre", da implementação do smart grid/IA, às operações bio-químicas disgênicas, os planos atlantistas são unificados, estratégicos e de ampla perspectiva. Eles abrangem todo o domínio da experiência humana, bem como toda a biosfera. A transição para a Cidade Inteligente é o objetivo final do plano Verde/Agenda 21, como demonstra abaixo o vídeo de propaganda do grupo de pesquisa do Fórum para o Futuro do Reino Unido:


Tudo isso chega na esteira da trans-formação de Jenner em uma "mulher", apesar do absurdo óbvio dessa ideia dado os cromossomos masculinos e femininos, bem como a afirmação de Ray Kurzweil que, até 2030, os seres humanos serão ciborgues híbridos. Kurzweil afirmou:

Kurzweil prevê que os seres humanos se tornarão híbridos em 2030. Isso significa que nossos cérebros serão capazes de conectar-se diretamente à nuvem, onde haverá milhares de computadores, e esses computadores aumentarão nossa inteligência existente. Ele disse que o cérebro vai se conectar via nanorrobôs - robôs minúsculos feitos de cadeias de DNA. "Nosso pensamento será então, um híbrido do pensamento biológico e não-biológico", disse ele. Quanto maior e mais complexa a nuvem, mais avançado o nosso pensamento. No momento que chegarmos ao final de 2030 ou início dos anos 2040, Kurzweil acredita que o nosso pensamento será predominantemente não-biológico. Nós também seremos capazes de copiar totalmente nossos cérebros. "Nós estamos fundindo e aumentando gradualmente a nós mesmos", disse ele. "Na minha opinião, essa é a natureza do ser humano - nós transcendemos nossas limitações."



O plano mais abrangente é a completa transcendência das limitações, sejam elas de leis, de gênero, natureza, tempo e espaço. No entanto, enquanto esta agenda unificada tem todo o peso da lista da Fortune 100 e banqueiros transnacionais por trás dela, o Evangelho dos transhumanistas tem um grande problema - visto que os seres humanos são uma mente finita, com um ponto de foco limitado na psique, sempre haverão limitações. O desejo do homem de superar as limitações através de meios techno alquímicos é toda baseado no naturalismo, e o naturalismo não é real. A "imortalidade" transhumanista  é um engano que, mesmo quando a extensão da vida (um objetivo positivo real) tornar-se mais avançada, não será oferecida às massas. As mesmas pessoas da reunião Bilderberg que desejam a imortalidade são as mesmas pessoas por trás da disgenia em massa, da corrida mundial das drogas e do aparelhamento dos mercados globais. Por que você confia que mentirosos lhe darão a vida eterna? Verdadeiramente as pessoas vão acreditar em qualquer coisa.


O plano unificado também é descrito em um dos mais famosos romances distópicos de seu arquiteto, Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo. Em seu trabalho de 1932, o futuro visualizado está inteiramente sob controle tecnocrático, onde a criação é controlada pelo Estado por meio de clonagem, esterilização e a abolição da monogamia, da propriedade, história, tradição e cultura. O famoso discurso de Huxley em Berkeley descreve a estratégia - a mesma coisa que os Bilderberg desejam implementar, e até mesmo descreve o controle da mente da massa, lavagem cerebral, e a castração farmacológica em massa dos futuros Morlock sem gênero. Huxley refere-se a ela como a "revolução definitiva." - A revolução contra o próprio homem é um plano unificado.

 http://www.anovaordemmundial.com

Da (Ca)vacaria ao curral das comendas - Não me choca nada que um estilista ou costureiro ou lá o que é seja comendador.

Da (Ca)vacaria ao curral das comendas

Parece que o costureiro da nossa cavacal primeira-dama, Carlos Gil, foi ontem condecorado com a comenda de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Confesso que não percebo muito de comendas. Mas a verdade é que uma pesquisa pelo site da Presidência me leva a ficar a saber que a “Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores”. Não vamos entrar pelo caminho frágil de discutir a expansão da nossa cultura que é levada a cabo pela Maria Cavaca. Bem sabemos que, em grande parte, as distinções presidências deste tipo têm critérios subjectivos e são muitas vezes arbitrárias. Mais ou menos como se escolhe a vaca para abate. Narciso Miranda é comendador, por exemplo.

Não me choca nada que um estilista ou costureiro ou lá o que é seja comendador. Eu próprio condecoraria a minha mãe. Costureira durante décadas, quando ainda havia indústrias em Matosinhos, vejam lá aos anos que isto vai, desdobrava-se entre as linhas de produção, os quatro filhos e ainda voltava a costurar ao chegar a casa. Ora para fazer as nossas roupas, ora para fora, para ganhar mais algum. Foram anos difíceis lá em casa, com o fecho da FACAR, que empregava centenas de trabalhadores e o seu fecho fica no currículo do comendador Narciso. Na altura, falava-se que os terrenos serviriam para construção, sempre desmentido, pelos pensamentos recuados de alguns.Anos mais tarde, no mesmo local, nasceram as famosas torres de Leça.
A minha mãe tinha uma máquina de costura de dar ao pedal, uma Refrey. Era espectacular. Eu encaixava-me por baixo da mesa da máquina e brincava aos carros. A roda que, ao girar, fazia andar a agulha por aqueles quilómetros de tecido era perfeita, mesmo à medida do volante de um carro imaginário. Mesmo apertadinho, ainda cabiam lá os meus dois amigos imaginários.
A minha mãe vestia-nos. Mais às minhas irmãs, que vieram seguidinhas, com um ano de diferença. Família pobre, sem televisão. A vida da minha mãe nos têxteis marcou-me. Não perdoo à indústria o início de AVC que lhe provocou à entrada dos 40, acho eu, que levou lá a casa a Doutora Prazeres. E a luz apagada, porque incomodava a mãe, e aquele escuro assustava-me. Anos mais tarde, as minhas irmãs também passaram pela fábrica, nas férias.
A minha mãe fez-me o fato da primeira comunhão, as fantasias de Carnaval, camisolas, calças, o meu blusão “à-risca-na-manga” azul e branco sujo, que eu adorava por ser igual ao do meu pai. Fez-me equipamentos para o futebol. Aquela Refrey fazia magia e ainda hoje faz.
Os trabalhadores da indústria têxtil sãos dos mais mal pagos no país. Eram-no então e continuam a ser hoje. Quem não se lembra da desgraça que ia ser o aumento do salário mínimo de 485 para 505 euros mensais? E a fortuna que são os 2,40 euros de subsídio de refeição? Toda a gente sabe que se come por 2,40 euros.
Parabéns, então, a este costureiro. Que eleva o nosso nome ao Olimpo ao contrário dos comuns mortais, que trabalham de cabeça baixa para não coserem um dedo. Que têm encarregados que a única coisa que permitem que se ouça nas linhas de produção é o trabalhar automático das máquinas de corte-e-cose. Que são pressionados até à exaustão para que a produção saia de acordo com os prazos estipulados, sem direito a horas extraordinárias. Sem poderem parar para ir ao quarto-de-banho, ou com horas certas para o fazerem. Parabéns, rapaz, que vestes tão bem a cavacal senhora.
Via: Manifesto 74 http://ift.tt/1QOrS1J

RICARDO ARAÚJO PEREIRA - ONZE PARA CADA LADO E NO FIM SUBORNA A ALEMANHA










GRÉCIA - E a TV pública grega regressou (INCLÚI VÍDEOS)

E a TV pública grega regressou



«No dia em que passam dois anos sobre o “apagão” do sinal da ERT, a estação pública grega de televisão voltou a emitir esta manhã. (...) O relançamento da ERT e a readmissão de todos os funcionários que o desejassem foi uma das bandeiras eleitorais do Syriza e o projecto de lei para a reabertura da estação chegou ao parlamento poucas semanas depois do governo tomar posse.»

Claro que as «instituições» devem estar contra: os gregos que se entretivessem a tocar marimbas para divertirem os turistas, não é?

Hoje é o dia para bater palmas à primeira emissão depois da reabertura:



Mas é também o momento adequado para recordar o emotivo e inesquecível concerto de solidariedade, que teve lugar em 14 de Junho de 2013, depois do encerramento, no qual participaram 500 músicos dos mais variados conjuntos, da Ópera Nacional Grega e da Orquestra Sinfónica da própria ERT:



(Notícia daqui.)
 entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

Os novos donos da TAP garantem a sede e a direcção da TAP em Portugal e manutenção de rotas estratégicas, mas apenas por dez anos



Os novos donos da TAP garantem a sede e a direcção da TAP em Portugal e manutenção de rotas estratégicas, mas apenas por dez anos, revelou nesta quinta-feira o secretário de Estado dos Transportes, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.
De acordo com Sérgio Monteiro, com o consórcio Gateway, formado por David Neeleman (dono da companhia de aviação brasileira Azul) e pelo empresário português Humberto Pedrosa (dono da Barraqueiro), a manutenção da sede e da direcção em Portugal "estão assegurados por pelo menos dez anos", assim como as "licenças de exploração", as "ligações-chave" operadas pela empresa e as obrigações de serviço público. Já quanto à preservação do hub, o compromisso é que fique "assegurado por pelo menos 30 anos", explicou o secretário de Estado.
No caderno de encargos da privatização, não se definia um prazo para a manutenção destas garantias, que estão vertidas na proposta elaborada pelo vencedor da corrida a 61% do capital da TAP, que foi escolhido nesta quinta-feira, deixando pelo caminho a oferta de Germán Efromovich, que já em 2012 tinha tentado adquirir a companhia.
O governante adiantou ainda que o consórcio assumiu um compromisso de "estabilidade laboral", o que passará por manter os actuais acordos de empresa, bem como outros entendimentos firmados com os trabalhadores – nomeadamente o que foi assinado em Dezembro e que evitou a greve entre o Natal e o Ano Novo. Neste acordo proíbe-se, por exemplo, que o novo dono da TAP avance com despedimentos colectivos enquanto o Estado for accionista da empresa ou, no mínimo, por um período de 30 meses. 
O secretário de Estado garantiu que qualquer violação destes compromissos resultará em "multas diárias, no cancelamento da opção de compra [do restante capital da companhia] e no direito do Estado de efectuar a reversão do negócio", sem que seja obrigado a indemnizar o comprador.
Dez milhões pelas acções da TAP
Na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, a secretária de Estado do Tesouro adiantou que o consórcio ofereceu dez milhões de euros por 61% do capital da TAP. No entanto, o valor a pagar pelas restantes acções, que vão permanecer por agora nas mãos do Estado, pode chegar aos 140 milhões de euros.
De acordo com a governante, há duas grandes variáveis que vão influenciar o preço a pagar pela companhia: os resultados operacionais de 2015 e a concretização de uma operação de dispersão do capital em bolsa, que poderá ocorrer até quatro anos após a compra da TAP. Ou seja, neste momento o Estado fica apenas com um encaixe de dez milhões de euros e é impossível determinar que receitas vão advir desta privatização no futuro.
Além do encaixe, há ainda uma parcela de 354 milhões de euros na proposta que corresponde ao dinheiro que o consórcio vencedor pretende injectar na companhia. O Estado tinha colocado como fasquia mínima uma injecção de 300 milhões para aliviar a tesouraria da transportadora aérea, que se encontra num momento muito difícil.
Segundo Sérgio Monteiro, estes 354 milhões fizeram a diferença face à oferta de Germán Efromovich, que propunha uma capitalização que passava, em parte, pela entrada de novos aviões e não por dinheiro fresco. "O agrupamento apresentou mais dinheiro e mais cedo no tempo para fazer face aos desafios de tesouraria", referiu o secretário de Estado dos Transportes.
O governante explicou que foi exactamente esta a opinião da administração da TAP, no parecer que entregou ao Governo e que suportou a decisão tomada nesta quinta-feira. A equipa liderada por Fernando Pinto considerou que as duas propostas eram "viáveis", mas entendeu que a vencedora "atende de forma mais conseguida e mais rápida aos desafios que a empresa tem de enfrentar no curto prazo", afirmou.
O facto de o plano estratégico fazer claramente uma aposta nos continentes americano e africano também foi valorizado, tendo em conta a saturação do mercado europeu, com a investida das low cost, e o cada vez maior domínio das transportadoras aéreas do Médio Oriente.
Sérgio Monteiro admitiu que o encaixe imediato para o Estado (os dez milhões de euros) "é reduzido", mas argumentou que é muito superior ao valor indicado nas avaliações pedidas pelo executivo – que variava entre "274 e 512 milhões de euros negativos". Já contando uma capitalização, o valor subia para um patamar "entre 36 e 140 milhões de euros negativos", assegurou.

Prostituição. Europa dividida entre punir ou legalizar





Entre os que são a favor da legalização e os que criminalizam os clientes, estão países como Portugal, onde a actividade não é regulamentada.

A Irlanda do Norte tornou-se o primeiro país do Reino Unido a punir, não quem pratica a prostituição, mas sim os clientes que a ela recorrem. A nova legislação, aprovada no início do mês, vai condenar até a um ano de prisão e multas até mil libras (cerca de 1400 euros) quem for apanhado a pagar para ter sexo. A Irlanda do Norte junta-se assim ao lote dos nórdicos (Suécia, Islândia e Noruega) que já aplicaram a medida. A lei segue a recomendação de uma directiva europeia não vinculativa, aprovada no início do ano passado, baseada no sucesso do modelo sueco (adoptado pelo país desde 1999).
De acordo com o relatório da Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Género , que deu origem à proposta de lei, a “forma mais eficaz para combater o tráfico de mulheres e raparigas para exploração sexual e promover a igualdade dos géneros é o sistema aplicado na Suécia, Islândia e Noruega (o chamado modelo nórdico) ”, pode ler-se no documento. 


A Comissão Europeia acredita que existe uma “clara ligação entre a prostituição e o tráfico de pessoas”, uma vez que o mercado fomenta redes de crimes organizadas e agrava a violência contra de mulheres e crianças, especialmente em países onde a indústria do sexo foi legalizada como a Holanda, a Alemanha e a Suíça. Os estados que se decidiram pela criminalização da compra de sexo acreditam que a aplicação da lei ajuda a combater o tráfico pessoas e que desta forma estão a proteger esta população.
Criminalizar solução? Os críticos pensam exactamente de forma oposta e acreditam que penalizar clientes só vai acentuar o problema da clandestinidade e das condições de quem pratica esta actividade. A Rede sobre o Trabalho Sexual (RST), que junta a maior parte das organizações que trabalham com prostitutas em Portugal, não vê de que forma a criminalização da clientela possa ser benéfica: “O que acontece é que este tipo de medidas apenas favorece uma maior clandestinidade dos trabalhadores do sexo, para “protegerem” os seus clientes”, defende a organização num email enviado ao i, sublinhando que não é dessa forma que a prostituição diminui. “Está é mais invisível. E com isso, os trabalhadores do sexo são alvo de maior marginalização e vulnerabilidades várias”, argumenta a RST.
A entidade que dá a cara pelas associações que lidam de perto com a prostituição não acredita nos argumentos presentes no relatório comunitário, que sugerem que nos países onde a actividade foi legalizada houve um claro aumento do tráfico de pessoas. A Rede sobre o Trabalho Sexual defende que é precisamente a clandestinidade que torna invisível o problema, porque não existem possibilidades de contabilização. 
“O tráfico de pessoas destinadas ao negócio do sexo apenas é mais visível nestes países porque o trabalho sexual se encontra legalizado. A mesma coisa aconteceu com a violência doméstica, em Portugal. O maior número de denúncias não significa que, após se ter tornado crime público, houve um aumento do fenómeno”, alega a RST, que em 2012 enviou uma recomendação à Assembleia da República, em parceria com a Agência Piaget para o Desenvolvimento, para a alteração do enquadramento jurídico da actividade no sentido da sua legalização. Mas até agora o assunto não esteve em discussão política.
Fora da agenda política Apesar da recomendação que a RST fez chegar ao parlamento, o tema da prostituição tem estado afastado da agenda política. Nenhum partido apresentou até agora alguma proposta sobre o tema. O Bloco de Esquerda, que defende um enquadramento legal dos trabalhadores do sexo, vai incluir pela primeira vez essa moção no programa eleitoral que ainda está a ser discutido e que será votado no dia 21 deste mês. 
“Ainda não temos um modelo exacto, mas aquilo que o Bloco defende é o reconhecimento dos direitos civis e protecção social, no sentido também de evitar situações de violência e discriminação a que estas pessoas estão sujeitas não estando a actividade regulamentada”, revela o deputado José Soeiro. 
Do lado do PS, o assunto não consta no programa por não se tratar de “um assunto prioritário na sociedade portuguesa”, justifica Luísa Salgueiro, coordenadora da comissão de Saúde do partido, reconhecendo no entanto as vantagens da legalização na saúde pública. 
Em Fevereiro deste ano, a JSD de Coimbra aprovou uma moção para apresentar um projecto lei no parlamento, mas a iniciativa ainda não aconteceu por considerarem que o assunto não é prioritário. Na altura, o líder da Juventude Social Democrata, Cristóvão Simão Ribeiro, disse que antes de avançar com essa proposta teria de haver um “debate profundo sobre o tema”.

A FUNDADORA DA FRAÇÃO DO EXÉRCITO VERMELHO - ULRIKE MEINHOF


Ulrike Meinhof

Presa em junho de 1972 e acusada de diversos crimes depois de dois anos de participação nas atividades da RAF, entre eles assaltos, atentados à bomba, assassinatos e formação de organização terrorista, morreu em sua cela na prisão de Stammheim, em Stuttgart, por enforcamento, em maio de 1976. Sua morte, se por suicídio ou assassinato, é alvo de controvérsias até hoje
Nascida em Oldemburgo em 1934, Ulrike mudou-se para Jena com dois anos de idade junto com a família, após seu pai, um historiador de arte, tornar-se diretor do museu da cidade. O Dr. Werner Meinhof morreu de câncer em 1940, quanto ela tinha cinco anos, fazendo com que sua mãe alugasse um dos quartos da casa para uma inquilina, Renate Riemeck, para obter renda. Em 1946, após a II Guerra Mundial, as Meinhof, junto com Renate - que além de inquilina acabou com parte da família -, mudaram-se novamente para a cidade natal de Ulrike, Oldemburgo, depois que Jena passou para o domínio soviético pela Conferência de Yalta. Oito anos depois, sua mãe, Ingeborg, que trabalhou como professora após a guerra, também morreu de câncer e Renate assumiu a adolescente e sua irmã mais velha sob sua guarda. Renate, uma historiadora e fervorosa anti-nazista, ativa militante socialista, viria a ter grande influência na formação política de Meinhof.
Ulrike completou os estudos secundários em 1955 e foi estudar filosofiasociologiapedagogialiteratura e língua alemã emMarburg, onde se envolveu em movimentos reformistas universitários. Em 1957, ela entrou para a Universidade de Münster, onde conheceu o marxista espanhol Manuel Sacristán - que mais tarde traduziria e publicaria alguns de seus escritos - entrou para a União Socialista Alemã de Estudantes (Sozialistischer Deutscher Studentenbund), participando de protestos contra o rearmamento do Bundeswehr e seu envolvimento com armamento nuclear proposto pelo governo de Konrad Adenauer. Lia Jean-Paul Sartre,Herman HesseThomas MannMarcel Proust e aprendeu a tocar violino.
Em 1958 ela filiou-se ao Partido Comunista da Alemanha - então fora da legalidade - e começou pouco depois a trabalhar na revista Konkret, de linha política esquerdista e independente, da qual seria editora-chefe de 1962 a 1964. Casou-se em 1961 com o co-fundador e editor da revista, Klaus Rainer Röhl, e com ele teve duas filhas gêmeas, Regina e Bettina, no ano seguinte. Seu casamento durou até o divórcio em 1968.
Em 1962, durante a gravidez, ela foi diagnosticada com um tumor cerebral, depois de sofrer de dores de cabeça contínuas. Temerosa, pois seus pais morreram de câncer e acreditando ter uma predisposição genética para a doença, mesmo assim Ulrike decidiu esperar até o parto para realizar a operação, em que seu crânio teria que ser aberto, temendo que ela pudesse afetar o desenvolvimento e nascimento das gêmeas. O tumor retirado foi diagnosticado como benigno.
A morte do estudante Benno Ohnesorg, durante manifestações estudantis e de exilados iranianos durante a visita do  Reza Pahlavi a Berlim, em 1967, e a tentativa de assassinato do líder estudantil e amigo de Ulrike, Rudi Dutschke, no ano seguinte, a levaram à radicalização. Depois de escrever sobre o julgamento de dois militantes esquerdistas alemães, Andreas Baader e Gudrun Ensslin, processados e condenados por incendiarem duas lojas de departamentos emFrankfurt, em fins de 1968 ou começo de 1969 ela abandonou seu emprego e resolveu unir-se aos dois e suas idéias de revolução, antes escrevendo na revistaKonkret o que seria uma de suas mais famosas citações:
Cquote1.svgProtesto é quando eu digo que algo me incomoda. Resistência é quando eu me asseguro que aquilo que me incomoda nunca mais acontecerá.Cquote2.svg
Em abril de 1970, Andreas Baader, que, libertado em condicional junto com Ensslin depois de alguns meses preso pelo ataques incendiários de Frankfurt, fugiu depois que a Justiça cancelou a condicional, foi novamente preso em Berlim. Um mês depois, em 14 de maio, Ulrike, no papel de jornalista que faria algumas entrevistas com Baader para um livro, participou do resgate dele do Instituto para as Questões Sociais - local da entrevista para onde ele havia sido levado sob guarda - junto a outros integrantes do já clandestino grupo (apenas ela continuava levando uma vida normal em público). A fuga de Baader, que resultou em três policiais feridos, e a participação de Meinhof nela, viraram manchete nacional na Alemanha e Meinhof entrou na clandestinidade.
No dia seguinte, cartazes da polícia começaram a aparecer com a fotografia dos dois e os jornais sensacionalistas e de grande tiragem de Axel Springer traziam a notícia em manchetes, chamando o grupo de Gang Baader-Meinhof, pelo qual ficaram popularmente conhecidos. O filme Bambule, com roteiro de Meinhof, sobre a vida de jovens mulheres num reformatório e programado anteriormente para estrear na televisão alemã dez dias depois, foi retirado da grade de programação.Em 2 de julho, o jornal anarquista 833 publica um manifesto da organização, que assina com o nome oficial de Rote Armee Fraktion (Fração do Exército Vermelho) pela primeira vez. Uma recompensa de 10.000 DM é oferecida por sua captura e anunciada em cartazes pelo país.

Atividades e prisão

Pelos próximos dois anos, ela participou de várias ações do grupo, como roubos a banco e atentados à bomba. Além das ações de campo, Ulrike escrevia manifestos e tratados da RAF. Um dos mais conhecidos e significativos deles foi Das Konzept Stadtguerilla (O Conceito da Guerrilha Urbana), uma resposta ao ensaio publicado por Horst Mahler, outro dos fundadores do Baader-Meinhof e preso desde 1970, que, convertido a novas idéias políticas, criticava as ações do grupo. Nestas publicações, apareceu pela primeira vez o logotipo da organização, uma submetralhadora M5 sobre uma estrela vermelha.
Em 22 de outubro de 1971, ela foi participou de um tiroteio com a polícia em Hamburgo durante uma tentativa de prisão. Ulrike e um companheiro conseguiram fugir, depois que um policial foi baleado e morto. Novamente desaparecida, mais de seis meses se passaram até que se tivesse alguma notícia sua.
Desista, Ulrike!


A resposta de Meinhof foi encontrada três semanas depois, dentro de uma lata de lixo. Seu título: "Uma mãe escrava roga à sua filha". Ulrike reescreveu a carta do ponto de vista de uma mãe escrava, Renate Riemeck, pedindo à sua filha que negasse o direito de lutar pela liberdade, voltar atrás e se contentar em ser uma obediente e exemplar escrava, que poderia tornar-se uma supervisora algum dia, se aceitasse as autoridades e sua vida de escrava. Com esta resposta, Ulricke Meinhof cortou os últimos elos com seu passado e conscientemente decidiu dedicar sua vida a causa política na qual acreditava.Em novembro de 1971, Renate Riemeck tentou argumentar com sua filha adotiva. Ela publicou uma carta em Konkretintitulada 'Desista, Ulrike!', numa mistura de crítica às ações da RAF e elogios a seu passado político e caráter benevolente. Riemeck tentou mudar o ponto de vista de Meinhof elogiando-a e raciocinando com ela. Na carta, ela escrevia que acreditava que a filha era muito inteligente e racional para confundir uma rebeldia antiautoritarismo com o início de uma revolução geral. Também colocou que "a Alemanha não é um lugar para uma guerrilha urbana ao estilo latino-americano" e perguntou.. "Quem ainda entende o impulso moral e político por trás das suas ações?". Renate concluía a carta com um apelo: "Eu não sei até que ponto a sua influência dentro do próprio grupo se estende até onde seus amigos sejam passíveis de considerações racionais. Mas você deve tentar medir as chances de um movimento de guerrilha urbana na República Federal contra a realidade social do país. Você pode fazer isso, Ulrike."
Em 1 de junho de 1972, Andreas Baader foi preso em Frankfurt junto com Holger Meins e Jan-Carl Raspe, membros da liderança da RAF. Uma semana depois, foi a vez de Ensslin, presa dentro de uma butique em Hamburgo. Em 14 de junho, a polícia armou uma emboscada num endereço de Hanôver, depois da denúncia de que um casal de modos suspeitos estava hospedado num apartamento. O homem do casal, ao descer para telefonar, foi detido armado numa cabine telefônica. Era Gerhard Müller, que havia participado do tiroteio com Meinhof meses antes. Ao baterem na porta do apartamento, Ulrike Meinhof, a última líder da primeira geração do Baader-Meinhof em liberdade, foi presa.

Julgamento e morte

Em dezembro de 1972, ela foi retirada do isolamento da prisão de Köln-Ossendorf, em Colônia, convocada como testemunha no julgamento de Horst Mahler, onde ele a questionou sobre as declarações que ambos teriam dado sobre a invasão, sequestro e morte de atletas de Israel na Vila Olímpica, durante os Jogos Olímpicos de Munique, por terroristas do Setembro Negro. Meinhof, que na época publicou um manifesto intitulado A ação do Setembro Negro em Munique: por dentro da estratégia da luta anti-imperialista, em que fazia reflexões sobre o relacionamento entre alemães, palestinos e judeus como um resultado da II Guerra Mundial. A pergunta de Mahler a fez responder:
Cquote1.svgComo Auschwitz foi possível? O que era o anti-semitismo na Alemanha? Usou-se o ódio do povo à sua dependência pessoal do dinheiro, como uma maneira de troca, sua busca pelo comunismo. Auschwitz significa que seis milhões de judeus foram assassinados e jogados em aterros sanitários pela Europa, por serem aquilo que lhes foi apontado ser - Dinheiro-Judeus. O que aconteceu foi que o capital financeiro, a elite e os bancos, o núcleo do sistema do capitalismo e do imperialismo, desviou a atenção e o ódio do povo de si mesmo para os judeus.
Após dois anos de audiências preliminares, Ulrike, já então na prisão de segurança máxima de Stammheim junto com os outros líderes da RAF, foi condenada sozinha a oito anos de reclusão por sua participação na libertação de Andreas Baader, em 1970. Em agosto de 1975, ela, Baader, Ensslin e Raspe foram conjuntamente acusados em corte de 4 homicídios, 54 tentativas de homicídio e formação de organização criminosa. Entretanto, em maio de 1976, quando o julgamento ainda ocorria, Meinhof foi encontrada morta.

Morte

Ulrike foi enterrada em Berlim, entre milhares de simpatizantes e discursos de intelectuais de esquerda. No enterro, em 16 de maio de 1976 no bairro deMariendorf(entãoBerlim Ocidental), o editorKlaus Wagenbachdisse que ela "sucumbiu às circunstâncias alemãs". OpoetaErich Friedenviou para as cerimônias do funeral umtelegramachamando-a de"a maior mulher da Alemanha desde Rosa Luxemburgo"Algumas décadas após sua morte veio à tona a notícia de que seucérebrofora retirado pelospatologistasantes do enterro, sem conhecimento da família, e conservado durante 26 anos emformolpara estudos numhospitalMagdeburgSua filha, a jornalista Bettina Röhl, moveu uma ação contra o Estado e o cérebro foi enterrado na sepultura junto com os restos de Ulrike em 2002.Em 9 de maio de 1976, ainda durante o período de julgamento e quando se festejava o Dia das Mães na Alemanha, Ulrike Meinhof foi encontrada morta em sua cela, enforcada com uma corda improvisada de uma toalha, sem deixar nenhuma carta de despedida a suas filhas ou a seus companheiros de prisão, os militantes da Facção do Exército Vermelho (RAF) Andreas Baader, Gudrun Ensslin, Jan-Carl Raspe e Irmgard Möller.A investigação oficial concluiu que se tratara de suicídiolaudocontestado por acusações públicas de que a jornalista havia sido assassinada. Massivas demonstrações de protesto de esquerdistas ocorreram por todo o país e bombas explodem em Nice e Paris, na França e na base da Força Aérea dos Estados Unidos em Frankfurt. Nos últimos tempos em que esteve presa, entretanto, Ulrike estava deprimida por conflitos internos com os outros integrantes da organização, que a relegaram ao ostracismo no grupo. Apesar disso, Jan-Carl Raspe declarou de público em corte, que eles acreditavam que ela havia sido assassinada e que as difíceis relações entre ela e Baader-Ensslin na prisão, não eram qualquer evidência de que ela quisesse se suicidar. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
fotos retiradas da net por:António Garrochinho