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terça-feira, 9 de junho de 2015

Mais de 100 mil imigrantes chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em 2015

Mais de 100 mil imigrantes chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em 2015


Mais de 100 mil imigrantes e refugiados chegaram à Europa desde o início de 2015 através do Mediterrâneo, em particular à Itália e Grécia.
 

Adrian Edwards manifestou particular preocupação pelo 

número de migrantes e refugiados que estão a dirigir-se 




para a Grécia
O número total de 103 mil pessoas foi atingido no fim-de-semana com a chegada de 6 mil migrantes e refugiados ao sul da Itália, acolhidos no âmbito da operação europeia Tritão coordenada pela guarda costeira italiana, referiu esta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
A maioria é proveniente da África subsaariana e entre eles existem crianças e mulheres grávidas, precisou o porta-voz Adrian Edwards.
Desde o início do ano chegaram 54.000 pessoas a Itália, 48.000 à Grécia, 91 à ilha de Malta e 920 a Espanha, precisou o responsável do ACNUR.
A operação Trião é gerida pela Frontex, a agência europeia responsável pelas fronteiras exteriores do espaço Schengen, e apoia-se na participação de 26 países europeus.
No domingo, quando o número de imigrantes desembarcados nas costas italianas ultrapassou os 50.000 desde o início deste ano, três regiões do norte da Itália (Ligúria, Lombardia e Véneto) avisaram que se recusavam a acolher mais migrantes.
Segundo a Organização internacional para as migrações, cerca de 1.800 homens, mulheres e crianças morreram ou estão desaparecidos quando tentavam no mesmo período cruzar o Mediterrâneo a partir do norte de África e Médio Oriente.
O ACNUR "está a reforçar a sua presença na Grécia e no sul da Itália em resposta ao dramático aumento do número de refugiados e migrantes que estão a chegar", acrescentou o porta-voz.
Adrian Edwards manifestou particular preocupação pelo número de migrantes e refugiados que estão a dirigir-se para a Grécia, que em todo o ano de 2014 registou 34.000 chegadas, número já largamente ultrapassado nos primeiros cinco meses deste ano.
Recentemente foi detetado um aumento dos migrantes que tentam alcançar as ilhas gregas a partir da costa da Turquia, uma travessia considerada mais segura que a viagem desde o norte de África até Itália.
As ilhas gregas estão a receber uma média de 600 pessoas por dia, na maioria refugiados do conflito na Síria, Afeganistão e Iraque e com metade a desembarcar na ilha de Lesbos, muito perto da costa turca, precisou Edwards.
O ACNUR já apelou para o "urgente reforço de pessoal e recursos em todos os serviços estatais e organizações da sociedade civil que lidam com o acolhimento de refugiados", acrescentou.
"Também estamos a procurar apoio para as comunidades das ilhas que estão a ser afetadas", concluiu.

Manuel Luís Pata, avisou em devido tempo, mas ninguém o ouviu... - "Foram estes “Molhes” que provocaram a erosão das praias a sul da Figueira, e foi o “Molhe Norte” que originou a sepultura da saudosa “ Praia da Claridade”,

Manuel Luís Pata, avisou em devido tempo, mas ninguém o ouviu...

Manuel Luís Pata, noventa anos - nasceu na Gala, actual freguesia de S. Pedro, no dia 22 de Novembro de 1924. Tal como eu, é filho, neto e bisneto de marítimos oriundos de Ílhavo, os primeiros povoadores da Cova, aí pelo ano de 1742.

Como escrevi, numa crónica publicada no dia 13 de Julho de 2000, no extinto jornal “linha do oeste”, para mim, Manuel Luís Pata não é, ao contrário do que muitos julgam, até talvez ele próprio, um Homem teimoso. É sim, do meu ponto de vista, um dos raros exemplos de verdadeira perseverança que conheço...

Como ele próprio me disse na altura, já lá vão quase dezasseis anos, “é pena que nem toda a gente entenda que na construção do futuro é necessário guardar a memória”.
Foi com este Senhor - de seu nome MANUEL LUÍS PATA – nas suas palavras "um modesto marítimo figueirense que sempre amou a sua Terra e sempre sofreu com as consecutivas asneiras que LHE foram feitas ao longo da sua longa vida”, que passei gostosamente parte desta tarde, a pedido do Pedro Agostinho Cruz, que me convidou para o acompanhar na entrega, que fez questão de fazer a este velho e incansável lutador pelo progresso da nossa Figueira, deum exemplar do ALERTA COSTEIRO 14/15

Já agora, aproveito para recordar algo do que me tem dito ao longo dos anos o experiente Manuel Luís Pata, nas inúmeras e enriquecedoras conversas que com ele tenho tido: “a Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. Na sua opinião, a única obra do homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”

Foi este Senhor que no dia 26 de Março de 2007, no “Diário de Coimbra”, pág. 8, na secção Fala o Leitor, escreveu: "Foram estes “Molhes” que provocaram a erosão das praias a sul da Figueira, e foi o “Molhe Norte” que originou a sepultura da saudosa “ Praia da Claridade”, a mais bela do país. Embora seja de conhecimento geral, quão nefasto foi a construção de tais molhes teimam em querer acrescentar o “Molhe Norte”, como obra milagrosa… Santo Deus! Tanta ingenuidade e tanta teimosia!... Quem defende tal obra, de certo sofre de oftalmia ou tem interesse no negócio das areias!... É urgente contratar técnicos credenciados, de preferência Holandeses, para analisarem o precioso projecto elaborado pelo distinto Engenheiro Baldaque da Silva em 1913, do qual consta um Paredão a partir do cabo Mondego em direcção a Sul, a fim de construir um Porto Oceânico junto ao Cabo Mondego e Buarcos. Este Paredão, sim, será a única obra credível, não já para o tal Porto Oceânico mas sim para evitar que as areias vindas do Norte, se depositem na enseada, que depois a sucessiva ondulação arrasta-as e deposita-as na praia da Figueira, barra e rio."

Ah, pois é: ninguém o ouviu e agora temos as consequências...

outramargem-visor.blogspot.pt

Incumprimento das famílias e das empresas em níveis históricos - SERÁ OUTRO MITO URBANO ?

Incumprimento das famílias e das empresas em níveis históricos

Crédito à habitação
DR
09/06/2015 | 18:59 |  Dinheiro Vivo


O crédito malparado das famílias continua a aumentar em Portugal. Segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal, 4,44% do total dos empréstimos concedidos a particulares em abril eram creditos dados como vencidos. Qualquer coisa como 5,4 mil milhões de euros. A parcela maior é a do crédito à habitação, com 2,5 mil milhões de euros de malparado.
Estes são os valores mais elevados de sempre do malparado desde que o Banco de Portugal publica estes dados, ou seja, desde 1997. Em março, o total do malparado nos particulares era de 4,41% dos empréstimos.
Os 2,5 mil milhões indicados pela banca como valores vencidos no crédito à habitação representam 2,52% do total do financiamento concedido às famílias para este fim. Há quatro meses consecutivos que a percentagem do malparado neste segmento aumenta, consecutivamente, o que constitui fator de preocupação para entidades como a associação de defesa do consumidor, já que é sabido que o crédito à habitação é o última prestação que as famílias em difículdades deixam de cumprir.
"O maior incumprimento no crédito à habitação causa-nos grande preocupação porque é a prova que a situação financeira das famílias não só não está melhor como, infelizmente, está cada vez mais precária e mais dramática", afirmou ao Dinheiro Vivo Natália Nunes, responsável do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS)
Para Natália Nunes, estes dados que, assume, "não são surpreendentes, infelizmente", na medida em que "continuamos, todos os dias, a ser contactados por famílias em números muito semelhantes aos de 2014", provam que todas as medidas tomadas para prevenir situações de incumprimento, designadamente ao nível do crédito habitação, como o decreto-lei 227/2012 "não tiveram os efeitos esperados".
Só até ao dia 8 de junho, o Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado foi contactado por mais de 14 mil famílias e foram aberto 1100 processos, mais de metade do total aberto no total do ano de 2014.
Se é verdade que o maior montante no malparado se prende com o crédito à habitação, não é menos certo que a maior percentagem se prende com os créditos ao consumo e outros fins. Segundo o Banco de Portugal, 10,89% do total dos empréstimos ao consumo estavam vencidos em abril, contra os 10,91% de março. No financiamento para outros fins, o malparado era de 16,22%, a percentagem mais elevada de sempre.
O malparado nas empresas está, também a crescer. Totalizava, em abril, 13,38 mil milhões de euros e correspondia a 15,69% do total do crédito às empresas, percentagem nunca antes atingida.

PASSOS COELHO E O MITO URBANO. "M'espanto às vezes, outras m'avergonho".

PASSOS COELHO E O MITO URBANO. "M'espanto às vezes, outras m'avergonho".



Li e lembrei-me de Sá de Miranda, "M'espanto às vezes, outras m'avergonho".
Recordemos então.
Passos Coelho tal como o seu ex-ministro, o “Dr.” Relvas fizeram referências explícitas de incentivo à emigração. Lembrar-se-ão certamente do Primeiro-ministro aconselhar os professores excedentários a "abandonarem a sua zona de conforto" e a "procurarem emprego noutro sítio, "Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista ao Correio da Manhã em 18/12/11. Face à reacção a estas palavras, Paulo Rangel sugeriu em 18/12/11 a criação de uma agência que ajudasse os portugueses que querem emigrar. Também Miguel Relvas em 7/1/12 no Público incentivou explicitamente os jovens qualificados a procurarem outros mundos tal como noutras épocas de dificuldades "fomos à vida, à procura de outros mundos".
Na verdade o despudor do discurso político já não consegue espantar-se, mas ainda me envergonha e indigna. Nós ouvimos, lemos, temos memória e esta gente sem espinha nem dignidade insulta-nos com a maior da ligeirezas e, como sempre, não acontece nada.


atentainquietude.blogspot.pt

pedrito, monumental demais para o país em inho

pedrito, monumental demais para o país em inho

Pedrito foi a Coimbra inaugurar duas casinhas em miniatura do Portugal dos Pequeninos. E aproveitou, claro, ou não estivéssemos em plena campanha eleitoral, para fazer declarações aos jornalistas repetindo as velhas cassetes de sempre, ideias tamanhinhas, pensamento curto, acção reduzida a não ser para a estouvadice. Por este andar, vamos ver Pedrito a imitar o velho soba da Madeira, inaugurando obras já inauguradas, fontanários, caminhos de cabras, vedações, casebres, palheiros, grandes empreendimentos todos eles, demonstrações indubitáveis do assombroso espírito empreendedor de um povo que, pobre dele, emprenha pelos ouvidos, faz parir miudezas governativas, cria politicozinhos de polichinelo.

Este novo soba está a precisar de uma sova. Quanto mais não seja, eleitoral.

Paulo Cunha/Lusa/http://www.jn.pt/ouropel.blogspot.pt

Dois contra-revolucionários anti cubanos estão prontos para viajar para Bruxelas.

Elena Larrinaga, o auto-proclamado presidente do cubano Human Rights Watch com sede em Madrid, ao lado do vulgar e cada vez mais desacreditado Berta Soler, que afirma ser o líder das Damas de Branco.
Por: Octavio Guerra Fraga.


ATENÇÃO A TRADUÇÃO É DO MOTOR 

GOOGLE  E EMBORA TENHA FEITO ALGUMAS 

CORREÇÕES AINDA PODE TER

ALGUMAS IMPERFEIÇÕES


A 11ª reunião é já a 10 de junho e será realizada em Bruxelas na sede da União Europeia - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC). Um fórum no qual a presença de 40 chefes de Estado e de Governo dos 61 países que compõem os dois grupos regionais são esperados. Um cenário em que as fontes do bloco europeu, têm descrito como "uma oportunidade para fazer um balanço das ligações que unem as duas regiões e promover o aprofundamento dos laços" (1).
Mas a contra-revolução cubana casposa e desacreditada  se estabelecida na Espanha, tem a intenção de mudar-se para Bruxelas para realizar actos de provocação contra a delegação cubana para este importante evento.
Quem são os contra-revolucionários pequenos personagens?
Luis Elena Larrinaga. Espanhola de origem cubana. Ela vem de uma empresa têxtil da família burguesa. Ele deixou Cuba com sua família em 1960. E desde 1966 vive em Espanha. No entanto foi em 1991 que começa a ser conhecida por suas acções anti-cubanas. Ele mantém laços estreitos com o Partido Popular espanhol. Particularmente com figuras de posições anti-cubanas como Esperanza Aguirre.
Luis Larrinaga foi o presidente da União da organização contra-revolucionária cubana Pueblo.Atualmente, ele é o presidente executivo da Federação Espanhola de Associações de cubanos (FECU). Organização contra-revolucionária com sede em Madrid em 2007, com a idéia de unir  "vários partidos e associações  anti-Castro exilados" no eixo Espanha-Flórida. Bem como outros imigrantes cubanos sem militância conhecida. FECU está ligado a organizações contra-revolucionárias baseadas em Miami apelidadas de pela liberdade e a democracia, do Conselho liberdade de Cuba, Mar por Cuba, Diretório Democrático Cubano, entre outros. Este recebeu apoio financeiro da Comunidade de Madrid e também recebe o apoio da Fundação para a Análise e Estudos Sociais (FAES), presidido pelo presidente do governo e criminoso de guerra espanhol, José María Aznar.
Elena Larrinaga é também  presidente da organização contra-revolucionária cubana Human Rights Watch (OCDH), que é financiada pela NED, uma agência do governo dos Estados Unidos.O principal objectivo desta organização contra-revolucionária com sede em Madrid, é enviar relatórios internacionais e nomeadamente europeus, sobre alegadas violações dos direitos humanos em Cuba. Esta organização mantém laços estreitos com funcionários da embaixada dos EUA em Madrid, . Ele também mantém relações estreitas com o contra-revolucionário cubano Carlos Alberto Montaner, que tem residência nos Estados Unidos e Espanha. Bem como com líderes internos, especialmente Berta Soler, Elizardo Sánchez e Antonio Rodiles. Em janeiro deste ano, ele viajou para o México para ajudar na preparação de contra-revolucionários internos, que iriam participar nos fóruns da VII Cimeira das Américas, realizada no Panamá.
O outro, Alejandro González Raga, é ex-preso contra-revolucionário. Chegou a Espanha no início de 2008, como resultado das negociações com o governo liderado nesse período, Jose Luis Rodriguez Zapatero. Desde que chegou naquele país, ele tem participado activamente de inúmeras atividades contra-revolucionárias. Ele mantém relações estreitas com Elena Larrinaga e Raul Rivero. Bem como vários líderes internos. Atualmente, ele é diretor executivo e porta-voz da organização contra-revolucionária cubana Human Rights Watch (OCDH), com sede em Madrid em 2009.
De acordo com seu site digital que se apresenta como "uma organização sem fins lucrativos que visa denunciar as violações dos direitos humanos em Cuba". Para sensibilizar a opinião pública internacional. E, especialmente, as agências relevantes, como o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Este "observatório"é composto por um único grupo de ex-prisioneiros e reduzida com base na Espanha, que são usados para promover campanhas contra Cuba. Este "ONG" recebeu financiamento da NED  num total de $ 67 434. Também o Partido Popular e Madrid,finacia esta organização. Ela está associada a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, que é dirigida pelo líder desacreditado Elizardo Sanchez Santacruz.
Para a realização destes atos provocativos, mantêm uma estreita coordenação com as organizações da direita radical cubana em Miami. Alguns com história extensa e documentada de ações terroristas contra Cuba. Como a Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA). Bem como com os líderes da contra-revolução interna como Berta Soler, Guillermo Fariñas, Elizardo Sanchez. Manuel Cuesta Morua, entre outros. O objetivo é formar uma delegação para ir para Bruxelas para coincidir com a realização da Cimeira. 
Entre as ações fazer manifestações perto  lugares públicos ou onde a delegação cubana esteja hospedada, a fim de chamar a atenção dos meios de comunicação que vão dar cobertura para a Cimeira.

  1. http://celac.cubaminrex.cu/articulos/esperan-amplia-asistencia-de-lideres-cumbre-ue-celac-en-bruselas

Blog do Editor: http://cinereverso.org

DOCUMENTOS DESCLASSIFICADOS DA CIA - Documento desclassificado indica Posada Carriles como provavel autor de acto terrorista contra um avião cubano

Documento desclassificado indica Posada Carriles como  provavel autor de  acto terrorista contra um avião cubano

Posada Carriles.  Foto: Reuters.
Posada Carriles. Foto: Reuters.
Baixar documento do Departamento de Estado  em PDF (4,4 Mb)
Um documento de 1976, desclassificado quarta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA considera  Luis Posada Carriles como o mais provável autor  do acto terrorista contra um avião da Comapanhia de Aviação Cubana , em que 73 pessoas foram mortas naquele ano.
O relatório também mostra  as ligações da Agência Central de Inteligência ( CIA ) com grupos extremistas de exilados cubanos do sul da Florida.
O memorando enviado ao então secretário de Estado Henry Kissinger, por dois altos funcionários da agência analisam as acusações do líder cubano, Fidel Castro, sobre o possível envolvimento de Washington no derrube do avião em Barbados a 6 de outubro 1976.
De acordo com o memorando, a CIA tinha ligações a três das pessoas "supostamente" envolvidos na derrube do avião cubano, "mas qualquer papel que essas pessoas possam ter tido com o atentado ocorreu sem o conhecimento da agência."
O texto discute em detalhes as ligações da CIA pessoas ligadas à sabotagem, e cita diretamente  Hernán Ricardo Lozano, Freddy Lugo, Luis Posada Carriles, Orlando Bosch, Frank Castro, Orlando Garcia, Ricardo Morales Navarrete e Felix Martinez Suarez.
A CIA teve  vários contactos no passado com Posada Carriles, Bosch e Martinez Suarez, em diferentes circunstâncias ..
Suarez não estava envolvido no incidente, de acordo com os autores do relatório.
O documento é assinado por Harold H. Saunders, diretor do Bureau de Inteligência e Pesquisa do Departamento de Estado e do Secretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Harry W. Shlaudeman.
O documento, que já fazia parte do acervo do Arquivo de Segurança Nacional , mas  numa versão censurada foi desclassificado pelo Escritório do Historiador da Secretaria de Estado dentro de um volume de documentos relativos à América Central e México, entre 1973 e 1976 .
Cuba denunciou em muitos palcos internacionais que o bombardeio foi realizado por agentes da CIA, os venezuelanos Hernán Ricardo e Freddy Lugo,foram os que colocaram os explosivos dentro do avião por ordem do terrorista de origem cubana Luis Posada Carriles e Orlando Bosch.
Os relatórios indicam que Posada foi treinado pelas instalações militares dos EUA em Fort Benning, Georgia, nos anos 60 para realizar ações militares em Cuba pela Operação Mongoose.
Posada Carriles, que vive em Miami durante vários anos, é  o confessado mentor do atentado de Barbados e também é conhecido o seu papel de organizador de uma série de atentados a bomba contra hotéis de Havana em 1997.
Documentos do Departamento de Estado sobre inn barbudo
(Retirado de Prensa Latina)

Intervenção do Secretário-Geral da CGTP-IN na Conferência Anual da OIT

Intervenção do Secretário-Geral da CGTP-IN na Conferência Anual da OIT

IMG 20150609 112144O momento que vivemos exige uma intervenção empenhada no combate à política que quer subjugar os direitos fundamentais à lógica de negócio e lucro, passando por cima das leis nacionais e das próprias convenções da OIT.
104ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, 1 – 13 Junho 2015
Intervenção de Arménio Carlos
Secretário-Geral da CGTP-IN
Sra. Presidente, Senhoras e Senhores Delegados,
Em nome das trabalhadoras e dos trabalhadores portugueses saúdo a centésima quarta Conferência da OIT, que ocorre num momento em que as contradições aumentam, as desigualdades acentuam-se, os compromissos para a concretização do trabalho digno esfumam-se com a bruma do tempo e o ataque aos direitos laborais e sociais caminha de mãos dadas com o retrocesso social e civilizacional.
Em Portugal, os trabalhadores e a generalidade da população continuam a sofrer as consequências da aplicação do programa do FMI, do BCE e da CE, a que, eufemísticamente, chamam de “ajuda” e que liquidou centenas de milhares de postos de trabalho, fez disparar o desemprego, deixando 2/3 dos desempregados sem protecção social, empurrou crianças, idosos e trabalhadores com e sem emprego para a pobreza e a exclusão e forçou a emigração massiva, nomeadamente da juventude. Uma politica que, ao insistir na privatização de empresas estratégicas, deixou o País mais pobre, endividado, periférico e refém dos grupos económicos e financeiros.
Assim, e num momento em que direitos individuais e colectivos dos trabalhadores são postos em causa, a pretexto da “ditadura dos mercados”, temos um Governo que, invocando escassez de recursos financeiros, rejeita apoiar os que menos têm e menos podem, ao mesmo tempo que disponibiliza milhares de milhões de euros para salvar bancos privados da bancarrota.
Por isso, é inadmissível que os mesmos que reconheceram publicamente, tal como o Presidente da Comissão Europeia, que a dignidade dos povos de Portugal, de Espanha, da Grécia e da Irlanda, havia sido posta em causa com as políticas da troika, sejam os que agora não só as defendem como, com o Tratado Orçamental e as chamadas “reformas estruturais”, pretendem prosseguir a desregulamentação da legislação laboral e dar continuidade à brutal transferência de rendimento dos trabalhadores a favor do capital, de que é exemplo o pagamento dos juros da dívida pública, cujo valor anual é superior ao destinado pelo Estado português ao Serviço Nacional de Saúde.
Uma transferência de rendimentos que se continua a exprimir na quebra da riqueza produzida que recai para o trabalho e que é acompanhada por uma brutal carga fiscal sobre os trabalhadores e os pensionistas, pela precariedade, a redução dos salários e a pressão para o aumento da jornada de trabalho.
É necessário dizer basta à política de regressão laboral e social!
É preciso travar a tendência das políticas em curso para enfraquecer e destruir a contratação colectiva, enquanto pilar mais importante do diálogo social.
A contratação colectiva é uma fonte de direitos, um instrumento de harmonização social no progresso e um elemento gerador da distribuição do rendimento. Pôr em causa a contratação colectiva, como faz o governo português e a troika para promover a caducidade das convenções colectivas, para além de atentar contra os princípios do direito de trabalho e os direitos mais elementares dos trabalhadores, constitui um ataque sem precedentes aos sindicatos, à liberdade sindical e à democracia.
Não há democracia sem contratação colectiva, nem liberdade de intervenção dos trabalhadores e dos sindicatos sem o pleno exercício do direito à greve. O direito de greve é um direito inalienável dos trabalhadores, razão pela qual não é interpretável ou negociável, nem susceptível de ser subordinado aos interesses económicos e financeiros do patronato. A greve é uma conquista civilizacional e um instrumento de defesa dos trabalhadores na afirmação dos seus direitos e da sua dignidade, razão pela qual ao invés de ser questionada, tem de ser respeitada, efectivada e valorizada por toda a sociedade.
Sra. Presidente, Sras. e Srs. Delegados,
O momento que vivemos exige uma intervenção empenhada no combate à política que quer subjugar os direitos fundamentais à lógica de negócio e lucro, passando por cima das leis nacionais e das próprias convenções da OIT.
É hora de acabar com a hipocrisia dos que falando no trabalho digno, a pretexto da competitividade a qualquer preço, continuam a reclamar mais flexibilidade das relações laborais para reduzir direitos e salários aos trabalhadores.
Tal facto exige que passemos da constatação à acção para garantir o trabalho digno como o concebemos e defendemos.
Este é um tempo que reclama uma forte mobilização de todos quanto lutam pelo pleno emprego, com segurança e estabilidade, com igualdade entre mulheres e homens, o direito a uma justa retribuição, a articulação do tempo de trabalho com a vida pessoal e familiar, enquanto elementos estruturantes para responder às necessidades e anseios dos trabalhadores, combater as desigualdades e assegurar a dinamização da economia, indispensável para a consolidação e melhoria do funcionamento dos serviços públicos, tais como a Segurança Social, o Serviço Nacional de Saúde e a Educação.
Um tempo de ruptura com a política de direita e, no quadro da preparação do centenário da OIT, um tempo de afirmação de que não há inevitabilidades, que o trabalho tem futuro e que o futuro tem de passar, necessariamente, pela valorização do trabalho, a dignificação dos trabalhadores, o progresso e a justiça social.
Genebra, 9 de Junho de 2015

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