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segunda-feira, 8 de junho de 2015

E NÃO OS FECHARAM DENTRO DA GAIOLA ! A MATRAFONA DE VERSAILLHES ANDA-SE A ENCHER COM O DINHEIRO QUE AFINAL É NOSSO - EI-LA AQUI NO PORTUGAL DOS PEQUENINOS (COMO ELES SÃO) ACOMPANHADA DE PASSOS COELHO.


o que vale aqui é o trabalho do serralheiro que não é nada por aí além mas tem mais valor do que as ideias espatafúrdias da joana. Afinal qualquer pessoa pode mandar fazer na oficina uma obra que idealize, ou comprar na farmácia pensos higiénicos e camisinhas para os candeeiros e os lustres que a "artista" tanto gosta. Isto para não falar do galo de Barcelos claro !

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Mariana Mortágua - Quem ganhou com as privatizações?

notas - quem é barak obama ?



USA- NOVA POLÉMICA COM A POLÍCIA DOS ESTADOS UNIDOS QUE SACOU DE PISTOLA E AGREDIU UMA RAPARIGA QUE ESTAVA COM OUTROS JOVENS EM PISCINA - VEJA AQUI O VÍDEO





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Polícias mantêm 36 horas de trabalho e vão ganhar mais 50 euros

Polícias mantêm 36 horas de trabalho e vão ganhar mais 50 euros


Os polícias vão manter as 36 horas de trabalho e ter uma nova tabela remuneratória, que vai permitir um aumento de salário até 50 euros, segundo um memorando assinado esta segunda-feira entre dois sindicatos da PSP e a tutela.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) firmaram com a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, um memorando que resume as três reuniões sobre as negociações de alteração ao estatuto profissional da PSP.
O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o memorando foi assinado uma vez que não existiam actas das reuniões, tendo agora ficado registado em papel o resumo dos encontros e as propostas da tutela.
Paulo Rodrigues adiantou que "está tudo em aberto", devendo agora a ministra apresentar o documento final aos sindicatos da PSP, que a vão analisar em conjunto e tomar uma decisão.

É "o estatuto possível"Também o presidente do SPP, Manuel Andrade, disse que a proposta do estatuto "carece ainda de algumas melhorias", nomeadamente na questão da nova tabela remuneratória, e que o sindicato vai agora fazer um balanço. No entanto, considerou que é "o estatuto possível devido às contingências de operacionalidade".
Segundo o memorando assinado esta segunda-feira, a nova tabela remuneratória vai permitir aos polícias que estão na primeira posição de cada categoria um aumento de 50 euros no salário mensal.
A ministra mantém a diminuição dos dias de férias, dos 25 para os 22, situação que é compensada, segundo os sindicatos, com uma folga quando se trabalha nos feriados e com um prémio de desempenho.
Os polícias que tenham uma nota positiva na avaliação podem ter mais três dias de férias por ano.
O futuro estatuto vai também estabelecer que a passagem à pré-aposentação passe a ser automática aos 55 anos de idade e 36 anos de serviço e a reforma aos 60 anos sem qualquer penalização.
Paulo Rodrigues disse ainda que "não é o estatuto perfeito, mas entre o que foi apresentado na primeira reunião e a última houve avanços".
Anabela Rodrigues continua ao longo desta semana a receber os sindicatos da PSP, devendo a terceira e última ronda ficar concluída na quinta-feira.

O pintor brasileiro José Ferraz de Almeida


José Ferraz de Almeida Júnior provavelmente foi o primeiro artista plástico brasileiro a retratar nas telas o homem do povo em seu cotidiano, em contraste com a monumentalidade que até então predominava nas artes plásticas doBrasil. A forma inovadora como tratava a luz é ainda hoje comentada e apreciada. Em sua honra, o dia do Artista Plástico Brasileiro é comemorado a 8 de Maio, dia do nascimento do pintor.
Desde menino Almeida Júnior demonstrou inclinações artísticas e teve no padre Miguel Correa Pacheco seu primeiro incentivador, em sua cidade natal. Foi o padre quem obteve recursos para que o futuro artista, já então com cerca de 19 anos de idade, pudesse ir estudar no Rio de Janeiro.






 auto retrato



















Padre abusador livre e escondido em casa






Padre abusador livre e escondido em casa 

Prazo máximo da medida de coação expirou. 

 O padre Luís Mendes, 39 anos, está desde ontem em liberdade, mas uma fonte da Diocese da Guarda garante que não irá sair da Casa de Ação Católica, onde estava obrigado a permanecer sob vigilância eletrónica. Condenado recentemente pelo Tribunal de Castelo Branco a dez anos de cadeia, o ex-vice-reitor do Seminário do Fundão viu expirar o prazo máximo da medida de coação. Após dois anos e meio privado de liberdade, como não havia ainda uma condenação transitada em julgado, teve de ser libertado. O antigo vice-reitor do Seminário do Fundão foi condenado por ter abusado sexualmente de cinco alunos desta instituição, entre 2011 e 2012, e coagido sexualmente, em 2008, um aluno do Externato de Nossa Senhora dos Remédios, no Tortosendo, Covilhã. Desde ontem, pode sair livremente da Casa de Ação Católica, na Guarda. O técnico da Direção-Geral de Reinserção Social chegou pouco depois das 08h30 e esteve no local até à hora de almoço. Mas não havia sinal do padre. "Não se deixou ver nem vai sair", adianta uma fonte da diocese ligada ao processo. "Durante a tarde, recebeu a mãe e o irmão e vai continuar a viver nesta casa", acrescentou. A casa, no coração da cidade, serve como residência de sacerdotes e local de atendimento dos serviços paroquiais. D. Manuel Felício, Bispo da Diocese da Guarda, e Inácio Vilar, advogado de defesa, recusaram comentar o caso. Contudo, a mesma fonte refere que a espera "só o prejudica, porque o tempo que ainda vai ter de esperar em liberdade não conta como pena". 


http://www.cmjornal.xl.pt

Mãe de Ronaldo retida no aeroporto com 55 mil euros na carteira


Mãe de Ronaldo retida no aeroporto com 55 mil euros na carteira

Hoje 
Dolores Aveiro, a mãe do futebolista Cristiano Ronaldo foi intercetada e ficou retida no Aeroporto de Barajas, Madrid, quando se preparava para viajar com 55 mil euros na carteira.
 
CARLOS MANUEL MARTINS/GLOBAL IMAGENS
A notícia faz capa no jornal espanhol "El Mundo" desta segunda-feira, mas tudo terá acontecido em meados de maio quando agentes da Guarda Civil espanhola perceberam que dona Dolores, de 61 anos, se preparava para viajar com 55 mil euros em dinheiro, quando o máximo permitido por lei são 10 mil euros.

A mãe do avançado do Real Madrid e da seleção nacional não terá conseguido explicar a origem das notas, daí que 45 mil euros tenham sido logo confiscados para que pudesse embarcar rumo a Portugal. Dinheiro retido até que Dolores Aveiro prove a origem do valor em causa.
Fontes oficiais esclareceram que, segundo a lei espanhola, o facto não constitui delito, mas uma falha administrativa, o que permitiu a Dolores Aveiro seguir viagem, ficando apenas sujeita a uma multa por não respeitar (alegadamente por desconhecimento) a lei de prevenção de crimes como branqueamento de capitais e evasão fiscal.
O "El Mundo" escreve que Dolores é cozinheira de profissão, no entanto, atualmente, ela apenas cozinha para a família, concentrado as prioridades no neto, Cristiano Ronaldo Júnior, o único herdeiro do craque merengue
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Que se lixem os programas eleitorais

Que se lixem os programas eleitorais
 João Quadros

A conferência para a apresentação das Linhas Orientadoras do Programa Eleitoral da Coligação PSD/CDS-PP foi um déjà vu da apresentação da reforma do Estado de Paulo Portas.

A conferência para a apresentação das Linhas Orientadoras do Programa Eleitoral da Coligação PSD/CDS-PP foi um déjà vu da apresentação da reforma do Estado de Paulo Portas. Não aconteceu nada em meia dúzia de páginas com espaçamento triplo e discursos a bold.

A total vacuidade. Nem o nome da coligação se deram ao trabalho de inventar. No cartaz, só estava escrito: Acima de tudo Portugal PSD/CDS. Não acredito que a coligação se vá chamar uma coisa que soa a título de música do festival da canção da RTP. E é má ideia dizer vender a TAP e chamar que a Acima de tudo Portugal quer vender a TAP. Fazia mais sentido, dado que as poucas coisas que este Governo cumpriu foram as privatizações, um "Acima de tudo os chineses".

Portas foi aos pulinhos para o palco e apresentar, não promessas, mas garantias. Um verdadeiro momento de arrojo e um passo no futuro do discurso político, e a escolha do homem certo para nos dar garantias. Se há alguém capaz de nos dar garantias que não dá valor a promessas é Portas.

O vice, e líder da fatia pequena do coligação sem nome (uma espécie de No Name Boys), começou por dizer que a originalidade da proposta começava logo no número de garantia, que eram nove. Segundo Portas, não precisavam de inventar números redondos de propostas só porque isso é o costume. Mas, por acaso, não lhe deu para fazer onze, ou treze. Ficou-se pelas nove, com a desculpa dos números redondos. Um gazeteiro é sempre um gazeteiro. Seja na reforma do Estado, seja nos desejos que o Estado se reforme.

Depois, o vice começou a enumerar as nove garantias e senti falta que fossem doze, e que houvesse doze passas, porque aquilo eram desejos. Uma mistura entre desejos e... promessas. Uma espécie de conversa de "personal trainer" que também nos dá a catequese. Houve um momento em que o ouvi dizer "e comer batata doce e sumos de fruta". No final, quando já tudo dormitava, Portas garantiu que a reforma da Segurança Social será feita "por consenso", o que me leva a suspeitar que vamos ter de descontar para o consenso.

Depois surgiu Passos, com voz colocada, com ar de quem diz: "Chegou o pai. Eu explico o que se passa". Qual vendedor de aspiradores desata a dizer, não o que vai fazer, mas as tropelias que já fez? E descreve um Portugal absolutamente estonteante, com crescimento acima de todos os níveis europeus, desemprego a desaparecer a galope, um serviço de saúde como nunca se viu no mundo, feito com muito menos, e ficamos a pensar que fantástica deve ser a erva em Massamá.

Passos não faz promessas, nem garantias. Não tem discurso escrito, nem nome para a aliança. E não tem programa eleitoral. Passos só tem campanha. É a imagem perfeita deste Governo. O melhor nome para coligação era: Aliança Eleitoral. 

a (des)propósito da sardinha e dos Santos Populares - A PROPAGANDA AFOGOU-SE !

a (des)propósito da sardinha e dos Santos Populares

As pescas portuguesas navegam num mar de rosas...
O INE tornou públicos dados que submergem toda a propaganda governamental para o sector. Um verdadeiro tsunami estatístico, reduziu os “êxitos” nas pescas, invocados pela Ministra, nomeadamente na União Europeia, a zero!
  • Que a quantidade de peixe capturado pela frota nacional – 119 890 toneladas – foi a menor de sempre, desde que existem registos estatísticos, 1969! Que houve uma redução de 17,1% face a 2013! Que a redução de capturas foi significativa na sardinha (42,8%), no atum (menos 21,2%) e na cavala (menos 20,8%). É fraca consolação a subida do preço em lota de 19,1%, face à continuação de preços no consumidor muito distante da primeira venda em lota!
  • Que o défice da balança comercial dos produtos de pesca agravou-se em 44 milhões de euros (acréscimo de 7,1% face a 2013), atingindo o valor de 662,5 milhões de euros!
  • Que a execução do PROMAR (Programa Comunitário 2017/2013), no fim de 2014, apesar de todas as mentiras do Ministério, estava em 69,4%, havendo portanto o risco real de perda de fundos comunitários! Mas mais grave, é que mesmo esses 69,4% de execução, resultavam, no fundamental, de pagamentos de imobilização temporária e de abate definitivo de embarcações, e não de mais investimento no sector (novos barcos, portos de pesca, locais de desembarque e de abrigo, assistência técnica, etc.)!
Um escândalo!
  • Que a frota licenciada em 2014 atingiu o número de 4 316 embarcações, o valor mais baixo desde 2006, diminuindo assim a frota de pesca licenciada, pelo nono ano consecutivo!

Palavras para quê! A realidade veio acima, e a propaganda afogou-se!


cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt

A DÓNINHA E OS SEUS BEBÉS

notas - história e estórias



OS PISTOLEIROS - Os pistoleiros de serviço na RTP têm alvos precisos contra os quais exercitam diariamente as suas armas letais

OS PISTOLEIROS

Quando a Praça dos Restauradores já estava repleta ainda havia manifestantes aguardando espaço para sairem do Marquês de Pombal.


Os gângsters quando tomam o poder ordenam aos seus pistoleiros para aniquilar quem lhes possa fazer frente. Os gângsters têm como ética a defesa dos interesses do clã, e, rejeitando quaisquer limites ao saque, eliminar quem os contrarie.
Os pistoleiros de serviço na RTP têm alvos precisos contra os quais exercitam diariamente as suas armas letais, e fazem-no friamente, determinados e sem escrúpulos, cobertos que estão pelo capopadrinho ou ministro, esses também protegidos do Bilderberg, maçonaria ou Opus Dei.
A 6 de junho de 2015 teve lugar a maior manifestação política de que há memória. Na Avenida da Liberdade desfilaram em protesto contra a política dos Alcapónis que nos agridem diariamente, mais de cem mil apoiantes da CDU, cem mil vozes que só tiveram direito a cerca de três minutos no telejornal da 20 horas, depois de uma extenuante cobertura de mais de 25 minutos de promoção ao PS, que só no final do conclave, segundo a rádio, acabou por ter uma casa “mais composta”.
Todos os outros meios de extermínio da verdade noticiaram como faits divers um acontecimento relevante na nossa vida social e política.
Costa, Passos e Portas são os produtos que o capital promove e tenta vender, tal como a Renova publicita e vende o seu papel higiénico.
O colhão direito do governo, que arrota todos os domingos na TVI, bolçou desde a tragédia do sporting à pulseira eletrónica de Sócrates sem uma única referência à marcha da CDU.
É a democracia burguesa no seu esplendor de cujas fossas mediáticas exala o fedor nauseabundo próprio da classe que a sustenta e sustém.



Via: as palavras são armas http://ift.tt/1HWYgue

Do internacionalismo proletário à globalização, histórias de chineses e cubanos em Angola

Do internacionalismo proletário à globalização, histórias de chineses e cubanos em Angola




Pequim, 07 Jun (Lusa) - Como a sua avó, a cubana Sheila Borges Gonzalez também foi trabalhar para Angola, mas agora ao serviço de uma multinacional chinesa de telecomunicações e não em nome do internacionalismo proletário.

"Angola é um país novo, em fase de grande desenvolvimento", diz Sheila Gonzalez, empregada da empresa Huawei em Luanda desde 2011.

Sheila Gonzalez, 29 anos, é formada em economia pela University of International Business and Economics (UIBE), uma conhecida escola superior da especialidade, situada em Pequim.

Numa entrevista à agência Lusa nas vésperas da visita do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, Sheila conta que sempre trabalhou na área das telecomunicações, primeiro em Cuba e depois em Angola.

O seu colega Wang Teng, 33 anos, formado em administração, também trabalhava em Cuba antes de a Huawei o contratar para Angola, em 2011.

"No início foi difícil, mas depois acostumei-me", diz. "Angola é um país de oportunidades e já criou muitos milionários".

O nome angolano de Wang Teng traduz a sua integração no país: "Kilamba Kiaxi", o pseudónimo adotado pelo primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, durante a luta pela independência nacional.

Aquele técnico chinês diz que já se "acostumou" também a gastronomia local, mas normalmente come na cantina da sua empresa, dirigida por um 'chef' chinês.

Líder mundial de equipamentos e redes de telecomunicações, fundada em 1988 no sul da China, a Huawei emprega cerca de 170.000 pessoas em mais de 150 países e regiões, duzentas das quais em Angola.

"Luanda é uma cidade muito internacional. Americanos, europeus, chineses - todo o mundo está agora em Angola", afirma Wang Teng.

A comunidade chinesa, estimada em cerca de 250.000, é uma das maiores e segundo uma técnica angolana de passagem por Pequim, Angola "tem já uma geração de meninos morenos com olhos rasgados", filhos de casamentos mistos.

"Depois de ficarem algum tempo, os chineses concluem que Angola não é só petróleo e começam a investir também na agricultura, que veem como uma nova oportunidade", comentou a técnica, que pediu para não ser identificada.

Entre os cubanos, sobretudo médicos e professores, "alguns também acabam por constituir família em Angola".

Segundo Sheila Gonzalez, "o clima é parecido" e quem fala espanhol "apanha depressa o português".

No seu caso, há ainda uma história familiar "muito forte" ligada a Angola.

Após a independência do país africano, em novembro de 1975, e até ao final de década de 1980, milhares de soldados cubanos lutaram ao lado das tropas do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) contra a África do Sul e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

"A minha avó trabalhou como enfermeira em Angola", contou Sheila Gonzalez.

Nessa altura, o mundo estava dividido em dois blocos antagónicos, liderados pelos Estados Unidos e pela União Soviética, e a China, que no auge do diferendo ideológico com Moscovo, chegou a apoiar a UNITA, ainda não era o que é hoje: a segunda economia do planeta.

O Presidente Eduardo dos Santos inicia na próxima segunda-feira uma visita de seis dias à China, vista em Pequim como uma oportunidade para "injetar um novo ímpeto" nas relações sino-angolanas.

AC // VM

paginaglobal.blogspot.pt

A GUINÉ EQUATORIAL SOU EU ! - Do tamanho do Alentejo, é governado há 36 anos por Teodoro Obiang, considerado um dos piores ditadores africanos.

A GUINÉ EQUATORIAL SOU EU





A Guiné Equatorial, país africano de 680 mil habitantes, tem uma área ligeiramente inferior à do Alentejo. Aos comandos da nação - composta pela ilha de Bioko, onde fica a capital, Malabo, e uma zona continental entre os Camarões e o Gabão - está, há 36 anos, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, considerado um dos piores ditadores africanos por várias organizações internacionais. Nascido durante a era colonial na então Guiné Espanhola, fez formação militar em Saragoça e foi um elemento importante do Governo do seu tio Francisco Macías Nguema, primeiro Presidente após a independência, conquistada em 1968. Em 1979, Obiang depôs o tio num golpe de Estado sangrento.

Alimentado pelas receitas do petróleo descoberto nos anos 90 - na África subsariana só Angola e Nigéria produzem mais do que a Guiné Equatorial -, este regime despótico procura reconhecimento internacional, não raro "comprado". Depois de ter presidido à União Africana em 2011-2012, aderiu em julho do ano passado à irmandade lusófona, com o beneplácito, entre outros, do Governo português. A língua de Camões é oficial desde 2011 na Guiné Equatorial, embora pouco falada. Outro requisito para entrar na CPLP, a democratização, é uma promessa em que os demais membros dizem acreditar.

Nada no currículo de Obiang justifica tanta fé. Eis um retrato do tirano, em cinco pinceladas

OS CINCO PECADOS DE OBIANG

A Guiné Equatorial é considerada um dos países mais corruptos do mundo. Doente, Obiang aposta no filho Teodorín para lhe suceder

1. Mau governo

Obiang derrubou o tio Macías, em 1979, para pôr fim a um regime a que chamavam "a Dachau africana" e que fizera fugir mais de um terço da população. A 3 de agosto, no auge de um verão em que o ditador mandara matar membros da própria família, o seu sobrinho Teodoro - governador militar da ilha de Bioko e vice-ministro das Forças Armadas - iniciou uma ação que iria exonerar o tio. Capturado dias mais tarde na floresta, Macías foi sumariamente julgado e executado. A vida dos guineenses equatorianos, porém, não melhorou muito: embora o país seja o mais rico da África subsariana em termos de PIB per capita (35 mil dólares, semelhante ao do Reino Unido), 78% dos seus habitantes vivem abaixo da linha de pobreza, a maioria com menos de um euro por dia. Uma em cada oito crianças morre antes de fazer 5 anos, segundo as Nações Unidas e o Banco Mundial. A riqueza petrolífera alimenta a elite governante, enquanto metade da população não tem acesso a água potável ou eletricidade. De nada serviram as promessas de transparência, desenvolvimento social, reformas legislativas e liberdades fundamentais feitas por Obiang em 2011, na Assembleia Geral da ONU, assegurando que seguiria as recomendações do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Também garantiu que "a corrupção não é um problema na Guiné Equatorial", quando todos os observadores independentes dizem que é um flagelo do qual o Chefe de Estado é o principal beneficiário.

Como se não bastasse, há três anos o país gastou o equivalente a 600 milhões de euros para construir um recinto para acolher a Cimeira da União Africana e está, desde 2012, a construir uma nova capital, concebida pelo ateliê de arquitetura português Ideias do Futuro. A cidade, de nome Oyala, deverá estar terminada em 2020, pronta para acolher 200 mil habitantes.

A televisão britânica BBC calcula que vá custar alguns milhares de milhões de euros.

Não admira, pois o dinheiro que Obiang usou para construir palácios presidenciais desde 1979 ultrapassa o que foi gasto em despesas sociais.

2. Corrupção

Na Guiné Equatorial "não há realmente um Governo", afirmou um ex-embaixador dos EUA naquelas paragens. "O que há é uma conspiração criminosa familiar, que gere o país." Obiang reconheceu, em 2003, controlar pessoalmente o erário público. Explicou que o fazia para que os funcionários públicos não se deixassem corromper, mas o certo é que a revista "Forbes" calcula a sua fortuna em 435 mil milhões de euros. A sua família tinha mais de 300 mil milhões no Riggs Bank, em Washington, que faliu em 2005 e chegou a ser multado por aceitar dinheiros que empresas pagaram indevidamente a Obiang. Fala-se de contratos públicos inflacionados, obras que não se realizam, extorsão.

Apesar das garantias de honestidade do ditador, a candidatura ao projeto internacional "Iniciativa pela Transparência das Indústrias Extratoras" não passou disso, e, se Obiang prometeu criar uma comissão supervisora das finanças, esta perdeu o sentido ao saber-se que os membros seriam nomeados pelo líder.

Segundo a ONG Transparency International, a Guiné Equatorial é um dos 12 países mais corruptos do mundo. A família do governante tem mansões, terrenos e automóveis de luxo, especialmente o filho e putativo sucessor Teodoro - conhecido por Teodorín -, acusado em tribunais dos EUA e França, que já lhe congelaram bens. Ex-ministro da Agricultura - ganhava 5000 euros por mês, o que não chega para a vida que leva -, passa mais tempo em Paris do que na Guiné Equatorial e também tem casa em Malibu, São Paulo, Buenos Aires e Cidade do Cabo, carros Bugatti, Bentley e Lamborghini, um avião, quadros de Renoir, Degas, Gauguin ou Matisse, 300 garrafas de vinho Château Petrus e muitos pertences do cantor Michael Jackson e do estilista Yves Saint-Laurent, comprados em leilões. Espanha também investiga Teodorín e a mãe, Constancia, por terem criado a empresa fantasma Eloba, que nem pagava aos empregados. Roberto Berardi, um italiano que é sócio da Eloba, está preso em Malabo. Areação do ditador às investigações - que envolvem ainda um genro e um sobrinho, ambos ministros - costuma ser desqualificar ou até processar quem as lança ou divulga. Pelo sim pelo não, nomeou o filho vice-delegado permanente do país junto da UNESCO, um posto que lhe garante imunidade diplomática.

3. Repressão

Quando derrubou o tio Francisco Macías (primeiro Presidente do país) - que mandara matar dezenas de milhares de pessoas, incluindo vários parentes, entre eles um irmão de Teodoro Obiang -, o novo governante prometeu um recomeço. Estava-se a 3 de agosto de 1979 e, a título de comparação, em Portugal o Presidente da República era Ramalho Eanes (no primeiro mandato) e a primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo. Obiang concedeu amnistia aos presos políticos e pôs fim ao sistema de trabalhos forçados vigentes. Levou o tirano deposto a tribunal por genocídio, e Macías acabou fuzilado a 29 de setembro. O novo regime foi honrado com visitas do rei de Espanha e do Papa João Paulo II, como vai ser este ano com a adesão à CPLP. Do que nunca se falou foi do papel que Obiang tivera no regime derrubado. Governador militar da ilha de Bioko, o então jovem tenente chefiara a Guarda Nacional e foi diretor da prisão da Praia Negra, um inferno onde iam parar os prisioneiros políticos. Ali eram detidos em solitária, sem comida nem água, torturados, humilhados, executados à paulada com barras de ferro, obrigados a dançar à noite, ao ar livre, e agredidos com ferros incandescentes quando ficavam cansados. Por algum motivo foram escolhidos, para o julgamento de Macías, apenas crimes que não implicassem Obiang. E nada mudou com o novo Governo, ao ponto de uma inspeção da ONU ter considerado, em 2002, que a tortura é "o meio normal de investigação" na Guiné Equatorial.

Pulsos quebrados, mutilações, violações e choques elétricos são prática comum, segundo investigações do Departamento de Estado dos EUA. Faltam justiça, liberdade de expressão e informação onde sobram execuções extrajudiciais e raptos pelo Governo. Num apontamento especialmente macabro, Obiang foi, à semelhança dos déspotas Idi Amin (Uganda) e Bokassa (República Centro-Africana), acusado de praticar canibalismo contra inimigos.

4. Culto da personalidade

Francisco Macías, antecessor de Obiang, era o protótipo do tirano egocêntrico, endeusado como "Líder de Aço" ou "Único Milagre" e com o título oficial de "Presidente Vitalício, Major-General das Forças Armadas Nacionais e Grão-Mestre da Educação, Ciência e Cultura".

Do sobrinho Teodoro, o mínimo que se pode dizer é que quem sai aos seus não degenera.

O "Cavalheiro da Grande Ilha de Bioko, Annobón e Río Muní" ou, se preferirmos uma versão mais breve, "O Libertador" ou "O Chefe" chegou ao ponto de propor à UNESCO - que, pasme-se, aceitou - a criação do Prémio Internacional UNESCO-Obiang Nguema Mbasogo para Investigação nas Ciências da Vida, em 2012, para o qual doou três milhões de dólares. O galardão visa distinguir quem contribui para melhorar a qualidade de vida dos demais, feito de que é duvidoso que o próprio patrocinador do prémio se possa gabar.

Isto gerou uma onda de protestos contra a UNESCO. O culto da personalidade vai ao ponto, segundo a BBC, de a rádio estatal ter chamado a Obiang "Deus do país", assegurando que o Presidente está "em contacto permanente com o Todo-Poderoso", pelo que "pode decidir matar sem que ninguém lhe peça contas e sem ir para o Inferno". É de notar que a rádio oficial é a principal fonte de informação e que a única rádio privada pertence a Teodorín. Os discursos oficiais terminam sempre com votos de longa vida não à nação mas ao Presidente, cuja cara aparece um pouco por todo o lado, de cartazes na rua (incluindo um a desejarlhe Bom Ano Novo) às roupas dos cidadãos comuns. Por toda a parte há ruas cujos nomes comemoram a insurreição que levou Obiang ao poder. É o Chefe de Estado não monárquico há mais tempo no poder em todo o mundo - 35 anos - e não há sinais de que tencione sair, por mais que vá preparando o primogénito, Teodorín, para a sucessão. Um alegado cancro da próstata poderá, para este efeito, ter mais influência do que a diplomacia global, caso o sátrapa lhe não resista ou algum movimento de descontentes aproveite uma das suas frequentes idas ao estrangeiro para tratamento para realizar um golpe.

5. Farsa democrática

Depois da rapidez que exibiu em depurar o regime de Macías, Obiang apressou-se a declarar que o país ia tornar-se uma democracia multipartidária. A história seguiu, todavia, outras vias: as primeiras eleições presidenciais só se realizaram 10 anos após o golpe (inicialmente, Obiang fez-se aprovar na presidência em referendo) e, como as que se lhe seguiram, foram tudo menos livres e justas, segundo os observadores internacionais. Se em 1989 o Presidente não teve adversários, em 1996 houve-os, mas acabaram por boicotar o ato eleitoral devido à falta de equidade. Obiang venceu com 97,8%. Em 2002, perante novo boicote dos adversários, o seu total nacional foi ligeiramente pior (97,1%), mas conseguiu a proeza de ter tido, num dos círculos eleitorais e segundo dados oficiais, 103% dos votos! Já em 2009, o resultado caiu para 95,4%. Deixando ao leitor a tarefa de calcular dentro de quanto tempo será plausível, a este ritmo, que alguém o bata nas urnas, recordemos que, em legislativas, o seu Partido Democrático da Guiné Equatorial (uma designação de questionável exatidão) venceu sempre destacado, e a oposição nunca ultrapassou os 12 deputados, num Parlamento com 80. Atualmente, tem apenas um, e no Senado, criado na revisão constitucional de 2011, o Presidente tem a prerrogativa de nomear 15 dos 70 membros.

E se a Lei Fundamental introduziu a limitação dos mandatos, Obiang frisou em entrevista à veterana Christiana Ammanpour, da CNN, que as alterações não eram retroativas. Nada que admire num dirigente que, em 2006, perguntou: "Que direito tem a oposição de criticar as ações de um Governo?" O jornal britânico "The Guardian" conta que um delegado eleitoral do partido oposicionista Convergência para a Social-Democracia já teve de assinar, com uma arma apontada à cabeça, o relatório da contagem oficial de votos, embora houvesse representantes do Governo a votar por aldeias inteiras.

OBIANG FAZ 73 ANOS, 36 DELES NO PODER NA GUINÉ EQUATORIAL




O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, completa nesta sexta-feira (5/6) 73 anos, dos quais 36 esteve no poder e quando seu partido se prepara para realizar um congresso extraordinário, no qual será eleito novamente candidato para as eleições presidenciais de 2016.

O congresso extraordinário do governante Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE, fundado pelo próprio Obiang, em 1986), ainda sem data, também elaborará o programa com o qual concorrerá às eleições, que a princípio deverão acontecer em novembro de 2016.

Obiang, no poder desde agosto de 1979, que foi nomeado líder vitalício do governamental PDGE no último congresso ordinário de abril de 2012, revalidou seu mandato de sete anos pela terceira vez consecutiva com "maioria arrasadora" nas eleições presidenciais realizadas em novembro de 2009.

Embora a oposição a seu governo o acuse de se perpetuar no poder, Obiang disse várias vezes que não é "presidente vitalício", lembrando que os motivos que o levaram a tomar o poder em 1979 foram os de salvaguardar os interesses de todos os guineanos.

Em alguns de seus discursos ao longo desses 36 anos, o líder guineano advertiu que "a democracia não é um mero desejo individualista para satisfazer ambições e egoísmos pessoais, o desejo do interesse de um grupinho de indivíduos".

Obiang, nascido em 1941 no povoado de Acoa-Kam Esangui, em Wele-Nzas, distrito de Mongomo, na parte continental de Rio Muni, chegou ao poder em 1979, depois que no dia 3 de agosto daquele ano derrubou o líder anterior e primeiro presidente do país, Francisco Macías Nguema.

Em agosto de 1982, Obiang substituiu o governo militar, chamado Conselho Militar Supremo, que o apoiou no golpe, por um Executivo civil, para formar seu primeiro governo de transição em janeiro de 1992.

Obiang viveu na cidade de Bata, em Rio Muni até 1964, data na qual foi para a Espanha para entrar na academia militar de Zaragoza. 

Exame – foto com Obiang (jovem), Paco Junquera/Getty Images


Expresso – foto Getty

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