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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mais de 20.000 manifestam-se em Munique contra a cimeira do G7

Mais de 20.000 manifestam-se em Munique contra a cimeira do G7

Cerca de 23.000 manifestaram-se em Munique em protesto contra a cimeira do G7, que decorrerá no dia 7 e no dia 8 de junho naquela cidade do sul da Alemanha.
Os manifestantes marcharam atrás de uma faixa em que se lia "Parar o TTIP - salvar o ambiente, combater a pobreza", numa referência ao Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos
Autor
  • Agência Lusa

    Cerca de 23.000 manifestaram-se em Munique em protesto contra a cimeira do G7, que decorrerá no domingo, dia 7 de junho, e na segunda-feira, dia 8 de junho, naquela cidade do sul da Alemanha, disseram as autoridades à agência noticiosa francesa France Presse.
    Reunidos no centro da cidade, convocados pelo partido “os Verdes”, os manifestantes iniciaram a marcha por volta das 15:00 locais (14:00 em Lisboa).
    O facto de hoje ser o feriado Festa de Deus nas regiões católicas alemãs, ajudou a que as pessoas afluíssem ao local.
    Os organizadores estimam que o número de participantes possa chegar às 30.000 pessoas.
    Os manifestantes marcharam atrás de uma faixa em que se lia “Parar o TTIP – salvar o ambiente, combater a pobreza”, numa referência ao Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos (Transatlantic Trade and Investment Partnership).
    A pretensão é fazerem-se ouvir, antes de os dirigentes dos sete países mais industrializados do mundo se reunirem no domingo, no castelo de Elmau.
    Por outro lado, em Garmich-Partenkirchen, a pequena vila mais próxima de Elmau, entre 250 a 300 pessoas começaram a montar as suas tendas num campo cedido por um agricultor, também militante, e que pode acolher cerca de 1.000 pessoas, segundo o porta-voz do grupo “Stop G7″.
    Este grupo representa associações como a organização não-governamental ATTAC, que defende uma fiscalidade justa, sindicatos, bem como organizações pacifistas e pró-ambientalistas.
    Um tribunal autorizou finalmente, na terça-feira, dia 2 de junho, a instalação deste campo para os ativistas, pondo fim à interdição levada a cabo pelas autoridades locais.
    No entanto, alguns participantes reclamaram contra os apertados controlos policiais que lhes dificulta o acesso ao local.

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    MOÇAMBIQUE - CONFIRMADO ENVOLVIMENTO DE POLÍCIAS NO ROUBO DE CORNOS DE RINOCERONTE

    CONFIRMADO ENVOLVIMENTO DE POLÍCIAS NO ROUBO DE CORNOS DE RINOCERONTE




    Maputo, 02 Jun (AIM)  A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou hoje o envolvimento de quatro agentes da corporação no roubo de 12 cornos de rinoceronte, dos 65 apreendidos no dia 12 de Maio do ano em curso, numa residência localizada na província meridional de Maputo.

    Falando durante o habitual briefing semanal, o porta-voz da PRM, Pedro Cossa, apontou os agentes envolvidos como sendo Calisto, que ocupava o cargo de inspector da PRM e chefe da brigada da Polícia de Investigação Criminal; Faustino Artur, inspector principal da PRM; Victor Luís Arone e o subinspector da PRM, Tadeu Gaspar, sargento da PRM.

    O grupo também inclui Elias Matusse, afecto na Direcção Provincial de Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural na Província de Maputo e os cidadãos Zefanias Aurélio e John Chaúque que terão produzido as réplicas para substituir os cornos genuínos, apresentadas à imprensa no dia confirmação do roubo e da sua detenção.

    Na semana passada, o porta-voz da PRM ao nível da província de Maputo, Emídio Mabunda, confirmou o roubo dos cornos e detenção de seis indivíduos. Na ocasião, disse que ainda era prematuro avançar se agentes da PRM estariam envolvidos no caso.

    Contudo, a ausência de envolvimento de agentes da PRM neste roubo seria impossível porque, segundo o próprio Mabunda, a indicação das pessoas que guarneceram o local onde estavam os cornos, que já estavam fora da alçada da PRM, tinha sido em coordenação entre aquela corporação e outros órgãos do Estado.
    Já estavam fora da alçada da Polícia. Estavam confiados a outros órgãos do Estado que, em coordenação com a Polícia, formaram uma missão para os proteger, disse.
    Os seis detidos são moçambicanos. Porém ainda é prematuro dizer se são ou não polícias, mas trata-se de pessoas que foram confiadas a guarda dos cornos e que e tinham o acesso ao local do material desaparecido, acrescentou.

    Sobre a local onde estavam os cornos, Mabunda apenas garantiu que estes não estavam no comando a nível da província de Maputo.

    O Savana, um jornal privado, avança que estes estavam nos armazéns da Procuradoria, que funciona nas mesmas instalações da PIC-Provincial.

    Hoje, depois de confirmar os nomes dos envolvidos neste caso, Cossa disse ser imperdoável o envolvimento dos oficiais da PRM.
    Nada justifica. A corporação não pode ser manchada com este tipo de acções. Eles mancharam uma corporação inteira. São oficiais subalternos das Polícia lidam com processos e instauram processos há vários anos e eles têm aquilo que na gíria chamam de calos.

    Depois do roubo, segundo Cossa, foi reforçada a segurança do local. Recusando-se a revelar a sua localização, disse apenas 
    a segurança foi redobrada

    Na mesma operação, as forças de segurança apreenderam 340 pontas de marfim, totalizando o lote todo 1300 quilogramas. Esta é considerada a maior apreensão de cornos feita no país.


    (AIM) ht/sg

    paginaglobal.blogspot.pt

    Washington fabrica um dossiê contra Caracas

    Washington fabrica um dossiê contra Caracas

    Os Estados Unidos, que declararam que a Venezuela constitui uma «ameaça» à sua segurança nacional  e que adoptaram sanções unilaterais contra alguns dos seus dirigentes  estão agora a cozinhar os seus argumentos.
    Depois de ter financiado uma guerrilha urbana [, Washington acusou Caracas de ser responsável pelas mortes provocadas pelos seus próprios mercenários. Em seguida, Washington organizou uma tentativa de golpe de Estado, em Fevereiro de 2015 [4]. Agora, a Drug Enforcement Administration (DEA) (Agência de Luta contra a Droga- ndT) e os procuradores de Miami e Nova Iorque fabricam um dossiê acusando o presidente da Assembleia Nacional, e segundo personagem do Estado, Diosdado Cabello, de ser um traficante de drogas.
    No ano passado, os Estados Unidos haviam feito deter em Aruba (uma ilha das Caraíbas dependente dos Países Baixos), o antigo chefe da Inteligência militar venezuelana, Hugo Carvajal Barrios, acusando-o, identicamente, de ser um traficante de drogas. Mas, Amesterdão acabou finalmente por se recusar a extraditá-lo para os Estados Unidos e libertou-o.
    Washington visa igualmente Tarek El Aissami, o antigo ministro do Interior e actual governador da região de Aragua ; Jose David Cabello, irmão do presidente da Assembleia Nacional e director de um serviço fiscal ; e o general Luis Motta Dominguez, encarregado da região central do país.
    Segundo o Wall Street Journal, o dossiê da DEA seria baseado no testemunho de um certo capitão Leamsy Salazar que teria sido o guarda-costas de Diosdado Cabello . Ora, é claro que esta testemunha chave jamais exerceu as funções que alega ter tido.
    Tradução
    Alva

    Afinal, fim dos feriados não está no programa eleitoral do PS



    O estranho exemplo de Passos Coelho - Mariana Mortágua

    O estranho exemplo de Passos Coelho

    Mariana Mortágua
                        Mariana Mortágua
    (Mariana Mortágua, in Jornal de Notícias
    Passos Coelho escolheu a inauguração de uma queijaria para marcar o Dia do Trabalhador. Aí, elogiou de forma muito decidida não o esforço dos trabalhadores, mas o dos empresários. Corrijo, elogiou “de uma forma muito amiga e especial” um empresário em concreto. Diz o primeiro-ministro que a história deste “empresário bem-sucedido” é um exemplo para todos quantos “sabem que, se queremos vencer na vida, chegar longe, ter uma economia desenvolvida e pujante, temos de ser exigentes e metódicos”. Um empresário que “viu muitas coisas por esse Mundo fora”, e que nos dá lições importantes ao mostrar que “os ricos não são ricos a esbanjar dinheiro”.
    Mas quem é, então, esta conjugação de Steve Jobs com Henry Ford? Dias Loureiro. Compreendo o seu espanto, pois também foi o meu quando vi as imagens, mas é esse mesmo Dias Loureiro. O do BPN que nos custou mais de 5000 milhões de euros. O homem que “viu muitas coisas no Mundo”, de Porto Rico a Marrocos, onde arranjou uns negócios ruinosos (estou a ser simpática na definição…) que acabaram todos a ser pagos pelos contribuintes.
    O “metódico” Dias Loureiro que garantiu, na comissão de inquérito ao BPN, que não conhecia um fundo usado pelo BPN nos seus esquemas financeiros, mas que se mostrou dias depois ter assinado vários documentos desse fundo. A mentira, recorde-se, foi um dos motivos que o levou a renunciar do Conselho de Estado, para o qual tinha sido nomeado por Cavaco Silva.
    As conclusões do relatório dessa comissão parlamentar, aliás, não deixam muitas margens para dúvidas sobre o modelo de negócio e “exigência” deste “empresário bem-sucedido”. O seu nome e o de Oliveira e Costa são os únicos nomeados para explicar como foi montado o “banco laranja”. “O Grupo desenvolveu-se rapidamente mercê da colaboração objectiva de várias pessoas influentes, em virtude do exercício de altos cargos públicos, designadamente, o Dr. Dias Loureiro e o próprio Dr. Oliveira e Costa, bem como alguns acionistas”.
    Sobre Dias Loureiro não há muito mais a dizer, mas as palavras escolhidas por Passos Coelho, na verdade, dizem-nos mais sobre a forma como o primeiro-ministro vê o Mundo, e a relação entre política e negócios, do que sobre um dos responsáveis pelo caso de polícia que foi o BPN. Esperava-se que um empresário com as características elencadas por Passos fosse alguém que tivesse criado empregos bem pagos e desenvolvido a economia do país, não alguém que, à sombra de Oliveira e Costa, ajudou a montar uma espécie de Tecnoforma gigante. Ou então é isso, é mesmo este modelo de vida, negócio e “vencer na vida” que Passos conhece e admira.

    rcag1991.wordpress.com

    Morreu Victória, activista angolana - Angola perdeu hoje mais uma das suas valorosas filhas. Em 3 de Junho de 2015, faleceu em Lisboa, após complicações pós-operatórias, Victória de Almeida e Sousa, nascida em Luanda, em 13 de Agosto de 1936. Era filha de Agnette de La Vieter de Almeida e Sousa, e João de Almeida e Sousa, conhecido nos meios luandenses por "Cachimbinha".


    Morreu Victória, activista angolana


    Texto de Adolfo Maria, recebido através de Diana Andringa: 

    In Memoriam de Victória de Almeida e Sousa

    Angola perdeu hoje mais uma das suas valorosas filhas. Em 3 de Junho de 2015, faleceu em Lisboa, após complicações pós-operatórias, Victória de Almeida e Sousa, nascida em Luanda, em 13 de Agosto de 1936. Era filha de Agnette de La Vieter de Almeida e Sousa, e João de Almeida e Sousa, conhecido nos meios luandenses por "Cachimbinha".

    Em 1954, a Tó – tinha este nome para nós, amigos e familiares – concluiu no Liceu Salvador Correia de Luanda o curso liceal (sétimo ano – então correspondente ao actual 11º ano – que dava acesso imediato à Universidade).

    Iria mais tarde fazer estudos universitários em Portugal (nesse tempo não havia ainda universidades em Angola). Em Março de 1965, sendo estudante de medicina, e com 28 anos de idade, foi presa pela polícia política salazarista, a PIDE, submetida a torturas (incluindo a chamada estátua e privação total de sono). Pertencia a um grupo de nacionalistas angolanos negros, mestiços e brancos que exerciam actividades conspirativas em Luanda e em Lisboa, em prol do MPLA e da extensão da luta às cidades angolanas. Faziam parte desse grupo João Baptista, Victória de Almeida e Sousa, Henrique Guerra, Lucas, Rui Ramos, Arminda Faria, Milton Tavira e Astrid Carvalho. Os quatro primeiros aqui citados foram severamente maltratados por aquela polícia. O Tribunal da Boa Hora condenou a maior parte dos elementos a penas de prisão. Victória de Almeida Sousa saiu da cadeia em 30 de Junho de 1967 (há quarenta e oito anos!)

    A repressão de que fora vítima e a vigilância policial não a impediram de, a par dos seus estudos universitários, dedicar-se ao apoio aos presos políticos angolanos que jaziam nas cadeias em Portugal. No Forte de Peniche, estava encarcerado o então padre Joaquim Pinto de Andrade. Este e Agostinho Neto tinham sido presos em Luanda pela PIDE, em Junho de 1960, juntamente com outros nacionalistas, e deportados para Portugal. Neto, então presidente de honra do MPLA, fugira em 1962 para Marrocos e viria a assumir a chefia do Movimento, cedida pelo presidente em exercício, Mário Pinto de Andrade, irmão do padre deportado em Portugal. Quando Joaquim Pinto de Andrade sofreu várias prisões neste país, a direcção do MPLA nomeou-o presidente de honra do Movimento.

    Na continuação de visitas ao padre Joaquim Pinto de Andrade, a dedicada solidariedade da Victória Almeida e Sousa foi-se transformando em afecto mútuo tão intenso que os levou a projectarem casar-se, o que implicou demoradas e trabalhosas diligências de Joaquim junto do Vaticano para obter renúncia aos votos e autorização de casamento. Obtida esta, seguiram-se porfiados esforços a fim de conseguirem autorização dos esbirros da PIDE para que o casamento se pudesse efectuar na cadeia. Finalmente, o ex-padre Joaquim e a Victória casaram-se pelo civil no forte de Peniche, em Novembro de 1971. Depois da saída de Joaquim da prisão, realizaram o casamento religioso católico em 1973.

    Após a revolução militar de 25 de Abril, de 1974 que repôs as liberdades cívicas em Portugal, Victória e Joaquim e a sua bebé recém-nascida, Naima, viajaram para Paris e em seguida para o Congo- Brazzaville. O presidente de honra do MPLA, Joaquim Pinto de Andrade, iria encontrar o seu Movimento profundamente dividido. Ainda tentou arbitrar o conflito entre as três facções, mas, após o fracassado Congresso de Lusaka, em Agosto de1974, aderiu à Revolta Activa, da qual se tornou líder.

    Regressados em 1975 a Luanda, Victória de Almeida e Sousa e o seu marido enfrentaram numerosas e sucessivas manifestações de hostilidade por parte dos militantes e da direcção do MPLA e Joaquim Pinto de Andrade viria a ser proibido de ter emprego público. Vitória entregava-se abnegadamente ao exercício da sua profissão de médica, não só nos hospitais como em socorro de gente desfavorecida.

    Nos primeiros meses de 1976, quando a repressão do regime ditatorial instalado com a Independência se abateu sobre alguns elementos da Revolta Activa, Tó e Joaquim acorreram em auxílio moral e material às famílias dos presos e, dignamente, manifestaram o repúdio pelas prisões efectuadas (há testemunhos rendendo homenagem à sua acção [1]). O seu espírito solidário continuaria a manifestar-se pelos anos fora, depois do 27 de Maio de 1977 e consequente repressão, nas obras de assistência aos desfavorecidos, promovidas por organismos da Igreja Católica.

    Joaquim Pinto de Andrade faleceu em Fevereiro de 2009 no meio do desvelo da sua companheira e dos seus filhos Naima, Amílcar e Djamila. E a Tó, de saúde debilitada, continuou a acorrer solidária a membros de toda a sua numerosa família e a amigos necessitando de conforto moral, a pessoas carenciadas. Colaborava estreitamente com organizações que fazem utilíssimas acções de apoio social, como a da irmã Domingas (de que tanto me falava). Deste modo, e de acordo com as suas profundas convicções cristãs, a Victória ajudava os desprotegidos sociais, sobretudo crianças. Antes de baixar ao hospital para uma delicada cirurgia à coluna, Victória de Almeida e Sousa estava trabalhando com os filhos na conclusão de um livro de homenagem ao seu falecido companheiro, Joaquim Pinto de Andrade.

    Inesperadamente, a Tó partiu do nosso convívio. Perdemos a sua terna presença e a sua discreta e permanente solicitude. Morreu uma mulher de extrema sensibilidade, inteligente e corajosa. Morreu uma angolana que sofria com os sofrimentos dos seus compatriotas. Morreu uma mulher que soube lutar pela independência de Angola, pela liberdade, pela aplicação dos direitos humanos, pela justiça social. Viva a cidadã Victória de Almeida e Sousa!

    Adolfo Maria
    Lisboa, 3 de Junho de 2015


    entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

    VIOLENTOS CONFRONTOS NA TURQUIA EM VÉSPERAS DE ELEIÇÕES

    A polícia turca interveio hoje para terminar com violentos confrontos no leste da Turquia que envolveram jovens nacionalistas e apoiantes do principal partido curdo, a apenas quatro dias das eleições legislativas, anunciaram as autoridades. 








    Os incidentes ocorreram em Erzurum, quando cerca de várias centenas de militantes nacionalistas tentaram boicotar uma reunião pública organizada pelo líder do Partido Democrático do Povo (HDP, pró-curdo), Selahattin Demirtas.  

    Os confrontos entre os dois grupos e a intervenção da polícia, que utilizou gás lacrimogéneo, originaram pelo menos 38 feridos entre polícias e manifestantes, refere um balanço provisório do governador de Erzurum, Ahmet Altiparmak, citado pelos 'media' locais.  

    Os manifestantes incendiaram ainda um autocarro com as cores do HDP provocando graves ferimentos no condutor, segundo a agência noticiosa Dogan. 

    Estes incidentes ocorreram um dia após a morte em Bingol, outra cidade do leste turco, do condutor de um autocarro de campanha do mesmo partido curdo, mortalmente atingido por disparos de origem ainda desconhecida. 

    A campanha eleitoral para as legislativas foi assinalada por numerosos atos de violência, na maioria dirigidos contra o HDP. 

    No mês passado, duas explosões dirigidas contra das sedes do partido nas cidades de Adana e Mersin provocaram vários feridos. 

    Os resultados do HDP no domingo estão a concentrar todas as atenções. Caso o partido consiga ultrapassar a barreira dos 10% dos votos e garantir entrada no parlamento, poderá impedir o partido islamita-conservador do Presidente Recep Tayyip Erdogan de alcançar os 330 deputados que necessita para aprovar uma revisão constitucional e reforçar os seus poderes. 

    O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no poder desde 2002) está creditado com entre 38% e 42% das intenções de voto, segundo diversas sondagens, que atribuem ao HDP perto de 10%. 

    Isto de escrever em jornais não devia ser para todos...

    Isto de escrever em jornais não devia ser para todos...





    artigo de opinião de António Ribeiro FerreiraREDACTOR PRINCIPAL, no jornal i,  só pode ser explicado por uma das seguintes razões: estar completamente doente; ou ser completamente um porco hediondo, nojento, repulsivo e insensível.

    Em tempo


    1. Mesmo que este "senhor" fosse o único ocupante da aeronave a despenhar, esta seria mal empregue.

    2.  É do conhecimento público que este "senhor" deve favores à tutela, nomeadamente ao Ministro Pedro Mota Soares, na qualidade de pai da menina Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, presidente do Instituto de Segurança Social, que também foi vice do CDS-PP.



    outramargem-visor.blogspot.pt

    Tempo de Antena do PCP de 4 de Junho de 2015







    VÍDEO



    Governo timorense quer reabrir processo de espionagem contra a Austrália no tribunal de Haia - O Governo timorense quer que o Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia reabra o processo em que a Austrália é acusada de ter realizado atividades de espionagem durante a negociação dos acordos do Mar de Timor.







    Díli, 03 jun (Lusa) - O Governo timorense quer que o Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia reabra o processo em que a Austrália é acusada de ter realizado atividades de espionagem durante a negociação dos acordos do Mar de Timor.

    Em comunicado, o executivo liderado por Rui Maria de Araújo explica que esta questão da espionagem tinha ficado suspensa depois de uma segunda queixa em Haia, apresentada por Timor-Leste contra a Austrália, sobre a "apreensão e detenção de certos documentos e dados".

    Este processo dos "documentos" - como ficou conhecido - refere-se a um conjunto de documentos pertencentes a Timor-Leste e que foram apreendidos no escritório do advogado Bernard Colleary, em Camberra, a 03 de dezembro de 2013, por uma equipa de agentes da ASIO (Organização Australiana de Serviços Secretos).

    Esse material incluía "detalhes sobre atividades de espionagem por parte da Austrália em relação a Timor-Leste, durante a negociação do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (DAMMT)".

    Em declarações aos jornalistas na semana passada, Rui Araújo relembrou que Timor-Leste mantém a sua posição de que o DAMMT foi negociado "numa base de má-fé, porque houve ações de espionagem da Austrália, na altura, para influenciar o curso das negociações".

    "Esta questão central, sobre os fundamentos do DAMMT, é que estava a ser tratada em Haia. Suspendemoso processo há 7 meses para ver se conseguíamos uma resolução sobre essa questão dos documentos", explicou.

    "A Austrália devolveu os documentos e Timor-Leste pode agora avançar para retirar a suspensão e avançar com o processo de arbitragem, para que o Tribunal decida se o que o Timor-Leste está a reclamar sobre o tratado é verdade", afirmou, mostrando-se confiante num resultado favorável ao seu país devido à "má-fé" da Austrália.

    No comunicado hoje divulgado, o Governo timorense relembra que em setembro concordou "com um pedido da Austrália para adiar as negociações (de arbitragem) por um período de seis meses, para permitir um diálogo mais fundamentado".

    "Esse período terminou em março. Aexpectativa de Timor-Leste, de que o diálogo poderia conduzir à produção de uma agenda estruturada para a realização das conversações sobre a delimitação permanente das fronteiras marítimas, não se concretizou", refere o comunicado.

    Agio Pereira, porta-voz do Governo e ministro de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, refere no comunicado que a posição de Timor-Leste não se alterou e que, apesar de procurar evitar o confronto legal quer concentrar toda a energia e recursos no desenvolvimento nacional.

    "No entanto, é também a missão do Governo defender os interesses nacionais. Timor-Leste está a concentrar os seus esforços no sentido de avançar para um diálogo significativo nas relações com o seu vizinho, de modo a concluir uma delimitação permanente fronteira marítima, baseada nos princípios do direito internacional", afirmou.

    Na conferência de imprensa recente em que apresentou o relatório dos 100 dias de Governo, Rui Araújo recordou que esta questão da arbitragem é separada da questão de fundo, que tem a ver com as negociações com Camberra sobre as fronteiras marítimas.

    Na altura, Rui Araújo considerou "uma vitória para Timor-Leste" que Camberra tenha devolvido os documentos que confiscou durante uma rusga ao escritório de um advogado em Camberra que representava os interesses timorenses neste processo.

    "Representa uma vitória de uma batalha, porque implicitamente a Austrália reconheceu que, como referia o tribunal de Haia, respeita as ordens de não interferir nas comunicações de uma entidade soberana com os seus advogados", concluiu.

    ASP // JPS
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    COMO SE ILUDEM NÚMEROS NO DESEMPREGO

    COMO SE ILUDEM NÚMEROS NO DESEMPREGO
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    É um outro título do dia. Aqui é do Público: veja notícia abaixo“Há 46 mil desempregados a trabalhar para o Estado


    ”. Um pouco da prosa: “A questão há muito que é colocada ao secretário de Estado da Administração Pública. Afinal quantos desempregados trabalham nos organismos públicos ao abrigo dos contratos emprego-inserção (CEI)? A resposta chegou nesta quarta-feira pela voz de José Leite Martins: há 46 mil pessoas nesta situação a trabalhar nas administrações central e local. A questão tinha sido lançada pela deputada do PCP, Rita Rato, quando criticava o envio de pessoas para a "requalificação" ao mesmo tempo que os serviços recorrem a estes CEI. Crítica semelhante foi feita por Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda.”

    Tanto perguntaram que veio uma resposta (a verdade?): “46 mil desempregados a trabalhar para o Estado”, quase de borla. Que descarregam assim os índices dos que estão no desemprego. Ou seja: há mais 46 mil desempregados a somar às estatísticas do INE. A esses devem ser somados os que por outras “obras mágicas” o governo faz desaparecer dos registos do desemprego. 

    Quem quer mais provas de que estamos perante um governo de aldrabões, de prestidigitadores, que fomentam a miséria e usam de todos os expedientes para a ocultar. Esquecendo-se que a miséria já é tanta, com tal volume, que quando tapam de um lado… destapam do outro.

    Cabecinhas “louras” que muito pouco devem à inteligência e à decência, apoiadas por um presidente da República que se comporta como um rei vesgo, senil, infértil e de péssimo desempenho no cargo. Que se tivesse um pingo de vergonha e decência antecipava pelo menos um ano a sua continuidade em Belém, em vez de estar colado ao lugar em prejuízo da justiça, da democracia, das liberdades e direitos retirados aos portugueses.


    Número de contratos emprego-inserção foi avançado pelo secretário de Estado da Administração Pública.
    José Leite Martins RUI GAUDÊNCIO

    A questão há muito que é colocada ao secretário de Estado da Administração Pública. Afinal quantos desempregados trabalham nos organismos públicos ao abrigo dos contratos emprego-inserção (CEI)? A resposta chegou nesta quarta-feira pela voz de José Leite Martins: há 46 mil pessoas nesta situação a trabalhar nas administrações central e local.A questão tinha sido lançada pela deputada do PCP, Rita Rato, quando criticava o envio de pessoas para a "requalificação" ao mesmo tempo que os serviços recorrem a estes CEI. Crítica semelhante foi feita por Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda.
    Na resposta o secretário de Estado da Administração Pública começou por frisar que os CEI são "uma realidade utilizada por muitas administrações" e no bolo total a Administração Central "representa um número relativamente menor".
    "O uso pela Administração Local é três vezes maior do que na Administração Central", referiu, adiantando que no Estado Central há 11 mil desempregados integrados em CEI, enquanto nas autarquias são 35 mil.
    Ainda assim, notou, "estamos perante alguma retracção [na utilização] deste instrumento".
    Os CEI são desenvolvidos por desempregados a troco de uma bolsa que, no caso dos subsidiados, não vai além dos 80 euros

    O NOVO SONHO AMERICANO: SOBREVIVER À VIOLÊNCIA POLICIAL

    O NOVO SONHO AMERICANO: SOBREVIVER À VIOLÊNCIA POLICIAL



    Amy Goodman – Diário Liberdade

    “Que desejas conseguir com este protesto?”, perguntei em agosto do ano passado a uma adolescente de 13 anos que estava a participar numa manifestação em Staten Island contra o assassinato policial de Eric Garner. A adolescente, chamada Aniya, respondeu-me: “Viver até aos 18 anos sem que disparem sobre mim. Quero crescer, viver a vida. Não quero morrer em questão de segundos por culpa da polícia”.

    Este é o sentimento que inspira o movimento Black Lives Matter (As vidas das pessoas negras contam) em todo o país. Será esse o novo sonho americano?

    Mais recentemente, em Baltimore, o anúncio da promotora da cidade de que seria apresentada acusação contra seis polícias pela morte de Freddie Gray acalmou os ânimos depois de uma semana de intensos protestos. Marilyn Mosby, a promotora de Baltimore de 35 anos de idade, é a mais jovem promotora de uma cidade importante dos Estados Unidos. Está apenas há 100 dias no cargo e apareceu em primeiro plano na sexta-feira, primeiro de maio, quando realizou o surpreendente anúncio de que os polícias enfrentariam várias acusações, desde agressão até homicídio em segundo grau.

    Segundo os relatórios policiais, o tenente da polícia de Baltimore Brian Rice estava a patrulhar de bicicleta na manhã de 12 de abril quando Freddie Gray desatou a correr depois de ter estabelecido contacto visual com ele. Rice perseguiu Gray juntamente com os polícias Garrett Miller e Edward Nero. Um transeunte filmou o momento em que Gray era arrastado até à carrinha da polícia enquanto gritava de dor. Apesar de Gray ter pedido assistência médica reiteradas vezes, não lha proporcionaram e em pouco tempo ficou inconsciente. Outros polícias que participaram na sua detenção e transferência também nada fizeram. A sua família informou que Gray tinha 80% da espinal medula partida e que a sua laringe estava esmagada. Gray morreu após ter estado uma semana em coma.

    Gene Ryan, presidente do sindicato da polícia de Baltimore, escreveu horrorizado: “As imagens que apareceram na televisão parecem-se com um linchamento”. Sim, “linchamento” foi o termo que um homem branco usou para descrever os protestos de pessoas afro-americanas contra a morte de outro afro-americano a quem partiram o pescoço enquanto se encontrava sob custódia policial. Mais tarde, numa conferência de imprensa, Michael Davey, advogado do sindicato da polícia, defendeu a perseguição policial de Gray: “Se alguém se encontra numa zona onde há altos índices de delinquência e foge da polícia sem que haja provocação, a polícia está legalmente habilitada a persegui-lo”. Então, isto significa que Freddie Gray foi preso por ser negro e ter começado a correr?

    A indignação torna-se cada vez maior, após cada assassinato por parte da polícia de uma pessoa de cor. A morte de Eric Garner, enforcado por um polícia a 17 de julho de 2014, ficou impune. O promotor do distrito de Staten Island, Daniel Donovan Jr., negou-se a apresentar acusação contra os polícias. Donovan, que é republicano, foi recompensado esta semana: obteve o lugar no Congresso deixado vago por Michael Grimm, que renunciou depois de ter sido considerado culpado de fuga aos impostos em milhões de dólares. Grimm também é conhecido por ter ameaçado um jornalista num programa de televisão em direto após este lhe ter perguntado sobre a acusação. Grimm disse ao jornalista: “Parto-te ao meio, como a um rapaz”.

    Voltando a Baltimore, muitas pessoas sentiram-se aliviadas quando a promotora da cidade Marilyn Mosby anunciou que tinha apresentado acusação contra os seis polícias: “Venho de uma família de cinco gerações de agentes da autoridade. O meu pai era polícia, a minha mãe era polícia, tal como vários dos meus tios e tias. O meu querido avô, recentemente falecido, foi um dos membros fundadores da primeira organização de polícias negros de Massachusetts. Àqueles que estão furiosos, feridos ou sofreram injustiças às mãos da polícia, insto-os a que canalizem essa energia pacificamente enquanto julgamos este caso. Escutei o clamor de que ‘sem justiça não há paz’. No entanto, a paz é absolutamente necessária enquanto me esforço para garantir justiça no caso de Freddie Gray”.

    Mosby terminou o seu discurso com uma declaração sem precedentes na história dos discursos da promotoria: “Por último, mas não menos importante, aos jovens desta cidade digo-vos que tentarei fazer justiça em vosso nome. Este é o vosso tempo. Garantamos que as manifestações sejam pacíficas e produtivas, para que consigam mudanças estruturais e sistémicas para as próximas gerações. Vocês estão à frente desta causa e, como jovens, o nosso tempo é agora”.

    Se a exigência de que os responsáveis prestem contas for levada a cabo com esta determinação, talvez Aniya consiga o seu desejo de cumprir 18 anos e muitos, muitos mais. 

    *Artigo publicado em Truthdig em 6 de maio de 2015. Denis Moynihan colaborou na produção jornalística desta coluna. Texto em inglês traduzido por Mercedes Camps para espanhol para Democracy Now. Tradução para português de Carlos Santos/Esquerda.net

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    Estatuto dos magistrados pode não ser aprovado - Ministra não deu garantias aos deputados de que o novo estatuto seja aprovado ainda nesta legislatura. Aumentos salariais estão a causar “dificuldades”.

    Estatuto dos magistrados pode não ser aprovado

    Ministra não deu garantias aos deputados de que o novo estatuto seja aprovado ainda nesta legislatura. Aumentos salariais estão a causar “dificuldades”.
    Estatuto dos magistrados pode não ser aprovado
    A ministra da Justiça saiu ontem do Parlamento sem conseguir deixar aos deputados a garantia de que o novo Estatuto dos Magistrados será aprovado ainda nesta legislatura.

    Questionada directamente pelo PCP e BE, Paula Teixeira da Cruz não deu certezas: "Farei tudo o que está ao meu alcance", disse a ministra, confirmando a notícia ontem avançada pelo Diário Económico de que a parte remuneratória é a que está a causar mais "dificuldades". 

    A proposta de estatutos está na mesa da ministra das Finanças para parecer, mas Paula Teixeira da Cruz já deixou ontem claro que "nenhum orçamento comporta" o que é pedido pelos magistrados em termos de aumentos salariais. A questão é também política, como disseram ao Diário Económico fontes da maioria. Numa altura em que Passos Coelho não abre em demasia os cofres para repor mais rapidamente os cortes salariais, o PSD e o CDS entendem que poderá ser um mau sinal político abrir uma excepção para os magistrados. Tanto mais que o país se encontra em campanha eleitoral e esta excepção seria usada como arma de arremesso pela oposição.

    Falando na Comissão dos Assuntos Constitucionais, a ministra da Justiça enumerou todos os pedidos que feitos pelos juízes e procuradores no âmbito do grupo de trabalho para dizer que "não têm correspondência com a realidade". Sem revelar qual foi a proposta final que enviou para as Finanças, Paula Teixeira da Cruz admitiu, contudo, que "é difícil discutir um estatuto nestes termos" e avisou desde logo que o impacto inicial pedido pelos magistrados não tinha cabimento orçamental. 

    Os estatutos dos magistrados deviam estar aprovados em Setembro do ano passado, mas o processo arrastou-se e está ainda nas Finanças sem uma decisão final, com a legislatura prestes a acabar. A ministra da Justiça argumentou que teve pouco tempo para analisar e harmonizar as propostas dos magistrados e procuradores, tanto mais "com o problema remuneratório", uma vez que os juízes e procuradores ainda estavam a apresentar contributos em Março. 

    A não aprovação dos estatutos (que estão desajustados com o Mapa Judiciário) está a indignar juízes e procuradores, que têm feito sucessivos apelos ao Governo. No limite, pode avançar ainda o estatuto, mas sem que seja revista a parte remuneratória
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