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quinta-feira, 28 de maio de 2015

EXCERTOS DA TENEBROSA PIDE (repetição) - Com a Guerra Civil Espanhola, e depois de um atentado contra Salazar por militantes anarquistas, aumenta a repressão, em especial contra o Partido Comunista Português. A PVDE, recebeu instrutores alemães e italianos, que tentaram adaptá-la à estrutura e os métodos da Gestapo.

DIAS COELHO MILITANTE DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUES, ASSASSINADO PELA PIDE



CAÇA AO PIDE EM ABRIL DE 1974

RUA ANTÓNIO MARIA CARDOSO LISBOA - SEDE DA PIDE/DGS

A Polícia Política - Segundo a História de Portugal de A. H. de Oliveira Marques
A polícia política, cujas origens remontam  a 1926, foi reorganizada na década de 1930. Primeiro chamada Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (P. V. D. E.), passou a ser conhecida por Polícia Internacional e de Defesa do Estado (P. I. D. E.) a partir de 1945, data em que viu as suas atribuições consideravelmente ampliadas. Na época Marcelista foi a D.G.S - Direcção Geral de Segurança.
A Polícia Secreta portuguesa alcançou, sob regime de Salazar, em todas as esferas da vida nacional, tais limites de poder e penetração que desafiaram a autoridade do próprio Estado - incluindo a das Forças Armadas - e a converteram gradualmente num estado dentro dele.
Da mesma forma que a lnquisição, teve de justificar a sua própria existência e os seus amplos poderes pela «invenção» ou o exagero de ameaças à segurança do regime e pela «fabricação» de comunistas e de outros  perigosos opositores ao Estado Novo.

Movimento quer roteiro da ditadura de Salazar
Fernando Madaíl
Vocês podem imaginar isto tudo, amigos?” A interrogação da ex-presa Maria Fernanda Leitão foi publicada na revista Notícia, a 25 de Maio de 1974, sendo reproduzida no livro PIDE – A História da Repressão (coordenação de Alexandre Manuel, Rogério Carapinha e Dias Neves).
Sem a fama de Cunhal ou Soares, Jaime Cortesão ou Torga, Emídio Santana ou Palma Inácio, descrevia a repressão fascista. “O que era, em prisões destas, ser torturado, espancado, apodrecer nos curros, adoecer, tuberculizar, ter cancro, ter dores, vomitar, ter período menstrual, não tomar banho, tremer de frio, passar fome? Ninguém pode imaginar. Só vendo.”
“Vocês poderão imaginar, amigos”, prosseguia, “o que eram os interrogatórios, os insultos, a vida inteira devassada, avacalhada, o silêncio das noites, o isolamento, os anos passados, as cartas abertas, os parlatórios com microfones minúsculos debaixo dos mosaicos das paredes, as visitas com guardas ao lado? Ninguém pode imaginar. Só tendo passado por isto.”
Manuela Cruzeiro, na apresentação do livro Silêncio – Prisões Políticas Portuguesas, do fotógrafo Pedro Medeiros, invoca o título provocatório de Eduardo Lourenço, O Fascismo Nunca Existiu (1976). A investigadora do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra escreveu antes de surgir o movimento Não Apaguem a Memória!, uma vez que a missão fotográfica de reconstituir o universo concentracionário e repressivo do Estado Novo decorreu entre 1999 e 2005 e os autores da petição ao Parlamento só se organizaram em Dezembro de 2005.
O roteiro essencial do fascismo português que este movimento cívico, sem direcção formal, pretende que seja criado passa por locais emblemáticos da brutalidade da polícia política, nomeadamente a sede central da PIDE/DGS em Lisboa, as cadeias do Aljube, Caxias e Peniche, o Tribunal Plenário. Mas um dos ícones do que Salazar designava por uns “safanões a tempo” – da tortura do sono e da estátua (o comunista Francisco Miguel esteve 51 dias de pé) até à morte -, o mais temível de todos, que era o campo de concentração do Tarrafal, não está em território português.
Edmundo Pedro, um dos cinco sobreviventes que estrearam o “campo da morte lenta”, onde estiveram desde o treinador de futebol Cândido de Oliveira ao escritor Luandino Vieira, lembra que o Tarrafal integra simultaneamente a memória do combate contra o nazi-fascismo (inaugurado em 1936, era cópia dos campos hitlerianos) e da luta anticolonial: encerrado em 1954, seria reaberto para os presos dos movimentos de libertação.
E, no entanto, o projecto também deve servir para enaltecer os “semeadores de liberdade”, como definiu os lutadores contra a ditadura o ministro Santos Silva. Afinal, só as fugas mais rocambolescas davam filmes: Nuno Cruz e outros reviralhistas foram brutalmente espancados por cúmplices que se fizeram passar por polícias que os iriam transferir de cadeia; José Magro e outros comunistas saíram de Caxias no carro blindado de Salazar; Palma Inácio serrou as grades da prisão da PIDE no Porto com limas que guardava nos frascos do chocolate e do leite em pó. Vocês podem imaginar?
(http://dn.sapo.pt/2006/08/20/tema/movimento_quer_roteiro_ditadura_sala.html)
Quantas foram as vítimas da PIDE?
Fernando Madaíl
Desde o tempo em que Raul Proença editou um panfleto a denunciar a ditadura, logo em Dezembro de 1926, até Palma Inácio sair de Caxias de braços abertos a saudar a liberdade reconquistada em Abril de 1974, houve “não se sabe quantos” presos políticos durante o fascismo.
Um dos grupos de trabalho do movimento Não Apaguem a Memória! vai dedicar-se a fazer um levantamento, na Torre do Tombo, de todas as vítimas da ditadura militar e dos governos chefiados por Salazar e Marcelo Caetano.
Ao longo de 48 anos, passaram pelos calabouços do regime antigos ministros e militares do reviralho, anarquistas e comunistas, operários e camponeses, intelectuais de renome e funcionários públicos, maçons e sacerdotes, velhos republicanos e monárquicos anti-salazaristas, comunistas fiéis a Moscovo ou cisionistas pró-Pequim, africanos anticolonialistas e estudantes universitários, todas as correntes de opinião.
Na sede da PIDE/DGS, na António Maria Cardoso – nome da rua lisboeta que, a exemplo do que sucedia com a portuense Rua do Heroísmo, só de se pronunciar metia medo -, foi encontrado quase um milhão de nomes nos ficheiros, embora fossem incomparavelmente menos aqueles que tinham direito a fichas idênticas às que se publicam no topo destas páginas (de Álvaro Cunhal, Mário Soares, Palma Inácio, Dias Lourenço, Pires Jorge e Jaime Serra).
A designação PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) só foi usada entre 1945 e 1969, mas os métodos dos agentes de Agostinho Lourenço e de Silva Pais tornaram a sigla terrível. Antes, chamou-se Polícia Especial, Polícia de Informação Pública, Polícia de Defesa Política e Social, Polícia de Vigilância e Defesa do Estado. Depois da “Primavera Marcelista”, Direcção-Geral de Segurança (DGS).
SEDE DA PIDE NO PORTO


CARTEIRA DE FÓSFOROS USADA EXCLUSIVAMENTE PELA PIDE

SILVA PAIS CHEFE DA PIDE/DGS





DIRIGENTES COMUNISTAS PRESOS PELA PIDE

ALVARO CUNHAL PRISIONEIRO DA TENEBROSA PIDE
PRISÃO DE PIDE EM ABRIL DE 1974



As origens da PIDE
As origens da PIDE começaram em 1933, ano da criação oficial do Estado Novo.  É criada a Polícia de Vvigilância e de Defesa do Estado  (PVDE), com duas secções principais:

Secção Defesa e da Política Social, a fim de reprimir a oposição política actividades, impor censura, etc
Secção internacional, utilizadas para controlar a imigração, a deportação e os serviços secretos e de inteligência.

Em 1936  a PVDE criou o presídio do  Tarrafal em Cabo Verde, sob o seu controlo directo, como um destino para os presos políticos, que o regime considerava mais perigosos. Durante 40 anos de ditadura, 32 pessoas morreram no Tarrafal, devido aos rigorosos regimes de internamento.

Com a Guerra Civil Espanhola, e depois de um atentado contra Salazar por militantes anarquistas, aumenta a repressão, em especial contra o Partido Comunista Português. A PVDE, recebeu instrutores alemães e italianos, que tentaram adaptá-la à estrutura e os métodos da Gestapo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Portugal tornou-se um país de espiões, local de exílio para importantes personalidades estrangeiras, e aumentou a cooperação entre a PVDE e Gestapo.
De PVDE a PIDE Em 1945, a PVDE, que tinha sido criada e instruída pelo modelo GESTAPO nazista, muito BRUTA e pouco TÉCNICA, é dissolvida e substituída pela PIDE, que modifica o seu estilo e orientação profissional pelo modelo Scotland Yard. Mais TÉCNICA e menos BRUTALIDADE ! Torna-se uma secção da Polícia Judiciária , e continua a manter o seu estatuto de aparelho de repressão do regime de Salazar.



Como a PVDE, foi dividida em duas secções principais:

Funções administrativas (incluindo os serviços de imigração)
Características penal (aplicação da lei ea segurança do Estado)

PIDE é considerada por muitos analistas como um dos serviços secretos mais eficaz e funcionais da  História.  Com células secretas em todo o território Português, conseguiu infiltrar-se em  todos os movimentos da oposição, como o Partido Comunista ou movimentos independência em Angola e Moçambique. Tinha também parceria, com centenas de civis, chamados "bufos", que actuaram como espiões entre a população. Isso deu-lhe a possibilidade de controlar todos os  aspectos da vida quotidiana em Portugal. Como resultado, milhares de portugueses foram presos e muitos torturados nas prisões da PIDE.

Desde a guerra nas colónias da África, a PIDE intensificou a sua actividade, principalmente no Ultramar. Depois do 25 de Abril de 974, foi criada uma comissão para dissolução da PIDE, e toda a sua documentação arquivada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. As suas páginas podem ser visualizadas, excepto o acesso aos nomes dos seus agentes e altos cargo directivos.



As Vítimas da PIDE
Foi responsável por alguns crimes sangrentos, como o assassinato do militante do Partido Comunista Português (PCPJosé Dias Coelho e do General Humberto Delgado. Este último foi atraído para uma emboscada, só possível pela introdução de informadores nas organizações que o general liderava ou na sua teia mais íntima de relações pessoais, ultrapassando mesmo as fronteiras nacionais (não só o crime foi cometido em território espanhol como os informadores se encontravam instalados no Brasil, na França e na Itália).
As principais vítimas da PVDE - PIDE foram sempre os comunistas ou seus simpatizantes, cujos mártires ultrapassaram, de longe, quaisquer outros oposicionistas. Parece também averiguado que os elementos das classes «inferiores» recebiam em geral pior tratamento do que os das classes média e superior. 
Seria, no entanto, errado, considerar a polícia Secreta como um organismo de classe visando reprimir apenas actividades de outra classe. Todas as correntes de opinião, incluindo os Católicos e os Integralistas e representantes de todas as classes e grupos sociais contaram inúmeras vítimas das perseguições policiais.
Num país pequeno como Portugal, altamente centralizado, as pressões políticas iam também afectar muitas profissões «independentes», para lá do funcionalismo público, como frequentemente se verificou. Por vezes, ao perseguir-se alguém, omitiam-se cuidadosamente os motivos políticos reais, invocando-se, antes, razões de ordem profissional ou moral. 
Também se verificaram pressões sobre empresas ou sobre particulares para demitirem ou para recusarem admissão a indivíduos politicamente suspeitos ou de menos confiança. Pôde assim ser estabelecido todo um clima geral de dependência do Estado e dos seus objectivos políticos

O ATENTADO A SALAZAR (repetição)

Biografia
Emídio Santana militou nas Juventudes Sindicalistas e foi membro do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, filiado na antiga Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa.
No seguimento do golpe militar fascista de 28 de Maio de 1926, desenvolveu uma actividade de resistência contra a ditadura e actividade sindical clandestina.
Em 1936, representou a CGT portuguesa no congresso da Confederación Nacional del Trabajo de Espanha.
Em 4 de Julho de 1937 foi um dos autores do atentado a Salazar quando este se deslocava à capela particular do seu amigo Josué Trocado, na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa, para assistir à missa. Na sequência do atentado, Emídio Santana é procurado pela PIDE e foge para o Reino Unido, onde a polícia inglesa o prende e envia para Portugal onde é condenado a 16 anos de prisão.
A partir do fim da ditadura (1974), Emídio Santana retoma a vida militante activa, nomeadamente como director do jornal A Batalha.
Em 1985, Emídio Santana escreveu Memórias de um militante anarcossindicalista, livro onde recorda momentos importantes da sua vida de militância política


Atentado contra Salazar

O anarco sindicalista Emídio Santana, em 4 de Julho de 1937 foi um dos autores do atentado a Oliveira Salazar quando este se deslocava à capela particular do seu amigo Josué Trocado, na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa, para assistir à missa.
Salazar costumava ouvir missa na capela privada de um amigo, Josué Torcato, que vivia num palacete na Rua Barbosa do Bocage, n.º 96, nas Avenidas Novas, em Lisboa. A bomba foi colocada num esgoto, frente à casa, para ser detonada no momento em que o Presidente do Conselho chegasse de carro, manhã cedo. Assim se fez, mas o engenho estava mal colocado e a bomba explodiu para o lado contrário do automóvel.
Salazar saiu abalado, mas ileso, da explosão
              Buraco em resultado da explosão da bomba                                     O mesmo local nos anos 60
 
Na sequência do atentado, Emídio Santana, que militou nas Juventudes Sindicalistas e foi membro do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, filiado na antiga Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa, é procurado pela PIDE e foge para o Reino Unido, onde a polícia inglesa o prende e envia para Portugal onde é condenado a 16 anos de prisão.
                                                            Notícia do atentado no “Diário de Lisboa
                               1937 Atentado a Salazar.3
                                clicar para ampliar
Nos jornais, durante dias, as vozes do regime publicaram orações à Rainha Santa Isabel (a padroeira do 4 de Julho), porque o “Doutor Oliveira Salazar fora miraculosamente salvo dum infamíssimo atentado contra a sua vida”.
                         

28 de Maio – uma data que ainda nos «prende» - INCLÚI VÍDEOS

28 de Maio – uma data que ainda nos «prende»



Recordo-a quase todos os anos, não só para preservar a memória, mas porque deixou marcas que ainda hoje sofremos na pele – conscientemente ou nem por isso.

Em 1926, um dia terrível e decisivo na nossa História marcou o fim da 1ª República e esteve na origem do Estado Novo. Todos os anos havia comemorações, mas duas ficaram na memória.

Foi num outro 28 de Maio, mais concretamente em 1936, no 10º aniversário da «Revolução Nacional», que Salazar proferiu um discurso que viria a ficar tristemente célebre: «Não discutimos a pátria...»


Ainda num outro aniversário – no 40º, em 1966 – o chefe do governo, então com 77 anos, viajou pela primeira vez de avião até ao Porto (entre os outros passageiros, acompanhado pela governanta) para assistir às celebrações que tiveram lugar em Braga.


Não se ouve, neste vídeo, uma frase do discurso que deixou o país suspenso: «Eis um belo momento para pôr ponto nos trinta e oito anos que levo feitos de amargura no Governo». Mas Salazar continuou: «Só não me permito a mim próprio nem o gesto nem o propósito, porque, no estado de desvairo em que se encontra o mundo, tal acto seria tido como seguro sinal de alteração da política seguida em defesa da integridade da pátria».

E ficou – até que uma cadeira cumpriu a sua missão histórica.


entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

RUSGA DA POLÍCIA FRANCESA À SEDE DO PCF - 1952



































ephemerajpp.files.wordpress.com

FOTOS HISTÓRICAS ATENTADO CONTRA A SEDE DO JORNAL DO PARTIDO COMUNISTA DOS EUA (DAILY WORKER )NOVA IORQUE, 4 DE SETEMBRO DE 1966

ephemerajpp.files.wordpress.com

confessa, zé nega! - Barroso, o durão das dúzias, cavalheiro de triste figura, disse há dias que, desde que saiu da Comissão Europeia, onde nunca devia ter entrado e onde nos enxovalhou durante 10 anos, fala cada vez mais verdade.

confessa, zé nega!

Barroso, o durão das dúzias, cavalheiro de triste figura, disse há dias que, desde que saiu da Comissão Europeia, onde nunca devia ter entrado e onde nos enxovalhou durante 10 anos, fala cada vez mais verdade.

Barroso, o Zé beleza, um cherne de charneira, assume assim que tem mentido. Desde a tanga da tanga que Barroso mente, é um facto indesmentível. Lembro-me, como se fosse hoje, do dia que nos pregou o primeiro enxovalho. Lá ia ele, roliço, de sorrisinho servil, dobrando a cerviz, atrás de Bush, Blair e Aznar aquando da cimeira dos Açores, fazendo as desonras da casa, afiançando que sim senhores, que o Iraque estava pejadinho de armas de destruição massiva, ai que horror, ai deus nos valha, deus nos acuda. Foi o primeiro passo, ele próprio já o admitiu, para a sua ascensão numa carreira internacional de agigantado estadista onde, roliço, de sorrisinho servil, dobrando a cerviz, lá ia atrás de Merkel, de Sarkozy, da voz dos donos, fazendo suas as palavras deles, apostolando a mediocridade, apostando na austeridade, aprovando a impunidade dos mercados financeiros.

Barroso elevou bem alto o nome de Portugal. Agora, os de lá de fora, já sabem: quando quiserem alguém para um cargo que exija obediência cega, seguidismo, servilismo abjecto, chamem um português. Estão tantos na lista de espera. Passos Coelho. Luís Albuquerque. Relvas. Montenegro. Duarte Pacheco. Marco António. Ele há muitos, tantos e tão capazes de igualar Barroso, heróis do mar, nobre povo et cetera e tal.

E, já agora, quem? Quem melhor do que o Zé para suceder a Aniki Bobó, com intensidade, ardor, tensão viril?

http://ouropel.blogspot.pt/

ALGARVE - FARO - HOJE ÀS 15 HORAS MULHER MORTA A TIRO PELO EX-MARIDO NUM CAFÉ EM FARO

Morreu mulher baleada num café de Faro


"Queres o divórcio, queres?" Estas foram as palavras de um homem antes de disparar sobre a mulher, de quem estava separado, num café de Faro, esta quinta-feira à tarde. A vítima acabou por falecer, apurou o JN

O homem entrou no café onde a mulher, de quem estava separado, trabalhava há pouco tempo, localizado perto da Segurança Social de Faro. Era hora de almoço (cerca das 14 horas) e no estabelecimento estavam entre 15 a 20 clientes. Bebeu um café, saiu e voltou pouco depois de caçadeira na mão.
"Queres o divórcio, queres?" gritou antes de disparar e atingir a mulher num braço e numa perna. A vítima foi transportada para o Hospital de Faro mas acabou por morrer, segundo apurou o JN pelas 16.15 horas.
A PSP, cujas instalações se situam a cerca de 100 metros do café, foi alertada por testemunhas e quando chegou ao local encontrou o homem na rua com a caçadeira na mão. No momento em que o atirador estava a carregar a arma, os agentes conseguiram detê-lo.
Segundo a proprietária do café, vítima e agressor terão cerca de 30 anos.

RICARDO ARAÚJO PEREIRA - PRECISA-SE ARGUIDO

PRECISA-SE: ARGUIDO

Depois do encarceramento de um Sócrates, não sei se Portugal aguentaria a prisão de um Marco António. Uma coisa é sermos um país de gente corrupta, outra coisa é sermos uma revista à portuguesa passada na antiguidade clássica



Marco António Costa, vice-presidente do PSD, está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto. Espero, sinceramente, que seja inocente. Depois do encarceramento de um Sócrates, não sei se Portugal aguentaria a prisão de um Marco António. Uma coisa é sermos um país de gente corrupta, outra coisa é sermos uma revista à portuguesa passada na antiguidade clássica. A ignomínia aguenta-se melhor que o ridículo. Por sorte não existem, na política portuguesa, Anaximandros nem Dioclecianos, pelo que, em princípio, bastará manter Marco António fora da cadeia para evitar um enxovalho embaraçoso.

Admito que faz falta um bom arguido do PSD para equilibrar as contas com o PS. Os socialistas têm Armando Vara, um ex-ministro, a aguardar recurso de uma condenação a cinco anos de prisão; os sociais-democratas têm Duarte Lima, um antigo presidente do grupo parlamentar, a aguardar recurso de uma condenação a 10 anos de prisão. Fica quase ela por ela. Mas agora os socialistas têm um ex-primeiro--ministro preso, a aguardar acusação, e os sociais-democratas têm todas as suas grandes figuras em liberdade - o que se lamenta e estranha. Não contabilizo aqui, até por razões de espaço, outros dirigentes políticos, de ambos os partidos, sobre os quais recaem suspeitas de crimes de vários tipos. Desejo dedicar-me apenas à Liga dos Campeões dos sarilhos jurídicos, onde o PS se encontra em vantagem, com dois elementos proeminentes contra apenas um do PSD. Esta questão é muito importante porque, não havendo equilíbrio no número de potenciais trafulhas, a campanha eleitoral irá centrar-se no problema acessório de saber qual dos partidos tem mais bandidos, em lugar de servir para discutir vários outros problemas acessórios. Tendo apenas um tema acessório para debater, os partidos correm o risco de ficar sem assunto antes do fim da campanha, e podem ver-se forçados a debater as questões essenciais, embora ninguém saiba exactamente quais são. Mas, nestas coisas, é melhor não arriscar.

Se o filho de uma pessoa for preso por homicídio, o seu vizinho passa a poder gabar o seu próprio filho, que apenas furta auto-rádios. A detenção de José Sócrates teve um impacto tão grande na vida política que Passos Coelho sentiu que até podia elogiar Dias Loureiro numa queijaria. ?Ou se encarcera um alto dignitário do PSD depressa, ou nos arriscamos a ver Valentim Loureiro receber um doutoramento honoris causa.





GORJÕES, Uma Retrospectiva Sucinta - FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE - GORJÕES, Uma Retrospectiva Sucinta - um excelente trabalho de APC vídeos no blog http://apcgorjeios.blogspot.pt/







VÍDEO



Da série «Que se lixem as eleições»

corporacoes.blogspot.pt

DESTES BURACOS JÁ ESTÃO SAFOS, AGORA HÁ OUTROS ! - SUÍÇA DESVENDOU FINALMENTE O MISTÉRIO DOS BURACOS NOS QUEIJOS

SUÍÇA DESVENDOU FINALMENTE O MISTÉRIO DOS BURACOS NOS QUEIJos

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O mistério dos buracos no queijo suíço foi finalmente desvendado, após um século de investigação, com a conclusão de que são provocados por pequenas partículas de feno que caem no leite durante a ordenha das vacas.
O anúncio da descoberta foi feito esta quinta-feira pelas autoridades científicas da Confederação Helvética que se dedicaram ao estudo do fenómeno: os investigadores do Agroscope, o instituto das ciências alimentares, sediado em Berna, associados aos do Laboratório Federal Suíço de Testes de Materiais e Investigação (Empa).
Os famosos buracos em queijos como o Emmental e o Appenzell resultam dos gases produzidos pelas partículas de feno durante o processo de fermentação, explicou o Agroscope em comunicado.
O enigma dos buracos no queijo, que “fascinava tanto as crianças quanto os adultos”, está por fim resolvido, congratulou-se o Agroscope.
Os buracos tendem a desaparecer depois de o leite ter passado a ser extraído por meio de técnicas mais modernas, constataram os investigadores.
“É o desaparecimento do tradicional balde“, colocado sob o úbere da vaca, substituído por técnicas mais modernas e mais higiénicas que está na origem do desaparecimento dos buracos, disse um porta-voz do Agroscope citado pela agência de notícias francesa AFP.
Segundo o instituto científico suíço, já em 1917 o norte-americano William Clark publicara um artigo aprofundado sobre a formação dos buracos no Emmental.
Nesse artigo, Clark tentava explicar à luz dos conhecimentos da época o enigma da formação dos buracos no queijo, formulando a hipótese de os buracos resultarem da ação do dióxido de carbono produzido por bactérias.
Depois de Clark, os cientistas que continuaram a interrogar-se sobre a origem desses buracos constataram que os queijos fabricados nos últimos 10 ou 15 anos tinham cada vez menos buracos.
Os investigadores do Agroscope debruçaram-se então sobre a mudança de métodos de ordenha das vacas e a redução de micropartículas de feno e de bactérias no leite.
Para validar a hipótese, observaram a formação dos buracos durante um período de 130 dias, durante o processo de maturação do queijo, utilizando instrumentos como a tomografia axial computorizada (TAC).
“A ordenha tradicional no estábulo com baldes abertos foi substituída nas últimas décadas por sistemas de ordenha fechados”, explicou o instituto científico suíço, acrescentando que as novas técnicas “suprimiram totalmente as micropartículas de feno no leite”.
Em consequência, há menos germes de buracos no queijo“, observou o porta-voz.
“É uma descoberta que foi feita completamente por acidente, como todas as grandes descobertas”, concluiu o porta-voz do Agroscope.
Os produtores de queijo sabem agora que, jogando com a dosagem das micropartículas de feno, podem praticamente controlar o número de buracos desejados nos seus queijos.
O queijo é um assunto sério na Suíça, onde a criação de gado bovino é abundante. Em 2014, o consumo médio anual de queijo por habitante na Suíça foi de 21,3 quilos. Os queijos suíços representaram dois terços deste consumo.
/Lusa

A CHINA EM ÁFRICA - A obra gigantesca que a China está a fazer em África, com base nas contrapartidas que recebe obviamente, não tem paralelo e em nada se assemelham à exploração e atraso deixado em África pelos europeus e os apetites insaciáveis dos Estados Unidos da América, no presente ou no passado.

António Jorge (facebook)
A obra gigantesca que a China está a fazer em África, com base 

nas contrapartidas que recebe obviamente, não tem paralelo e em 

nada se assemelham à exploração e atraso deixado em África pelos 

europeus e os apetites insaciáveis dos Estados Unidos da América, 

no presente ou no passado.


Tal como Neto dizia,... a África é um corpo inerte em que todos os 

abutres vem cá para depenicar o seu pedaço.


Os ocidentais deixaram a África de tal modo atrasada e explorada 

de tal maneira, que ainda hoje os africanos não conseguiram ainda 

descobrir os caminhos da renascença africana necessária e urgente.


Ao contrário, a China com parcerias sérias, criou em África, infra-

estruturas e um desenvolvimento impressionante, com 

investimentos inimagináveis e formação dos africanos, como 

acontece no caso de Angola.


Esta foto que eu publico, foi tirada por mim ontem ao fim da tarde, 

a partir da minha casa na cidade do Kilamba,... eu moro quase no 

céu... num décimo segundo andar.


A cidade do Kilamba, fica a pouco mais de 20 Kms, da baixa de 

Luanda, é uma cidade satélite, tal com a centralidade do Cacuaco, 

idêntica distância. Cidades criadas de raiz, totalmente novas e 

cada uma delas dimensionadas para 200.000 habitantes.


Funcionam exemplarmente, sem falhas na energia elétrica e água, 

com preços acessíveis, os prédios de 8, 10 e 12 andares, são 

servidos por dois elevadores, só nos prédios de 4 andares não 

existem elevadores, cidade totalmente alcatroada, com muitos 

jardins e campos de futebol e basquete e também para o andebol,... 

é servida por muitos estabelecimentos enquadrados em cada zona 

de edifícios, classificados de A a Z.


Da minha casa vejo em frente o mar, e à direita Benfica na entrada 

de Luanda.


Os preços das casa são económicos e a pagar em prestações anuais 

acessíveis,... está já construída uma nova fase de alargamento da 

cidade do Kilamba e já se prepara a terceira fase.


Ver para acreditar e notar as diferenças do legado europeu, 

caracterizado pelo atraso e da obra realizada em África pela China, 

na criação da modernidade e das infra-estruturas para o futuro de 

Angola e da África.


António Jorge

FARO/ALGARVE - ALBUQUERQUE, Teresa de Jesus Lopes de Pina Marques e - Foi certamente uma das primeiras mulheres portuguesas a tirar um curso superior, sendo provavelmente a primeira a licenciar-se em Engenharia Agrónoma

ALBUQUERQUE, Teresa de Jesus Lopes de Pina Marques e



Foi certamente uma das primeiras mulheres portuguesas a tirar um curso superior, sendo provavelmente a primeira a licenciar-se em Engenharia Agrónoma.
Não tenho a certeza se era natural de Faro, mas sei que era algarvia, descendente de boas famílias, que teve uma educação esmerada, com a qual, aliás, honrou os pergaminhos herdados dos seus antepassados.
Estudou no Liceu Nacional de Faro, nos anos iniciais do século vinte, tendo sido, juntamente com suas irmãs, uma das primeiras que abriram as portas daquele preclaro estabelecimento de ensino à frequência do belo sexo, num tempo em que só aos homens competia discernir o futuro, através da formação e chefia da família, da organização da sociedade e da liderança da vida política. Os rapazes, descendentes das famílias mais distintas e com maior poder financeiro, usufruíam do privilégio de investirem na sua própria formação intelectual, científica e profissional, frequentando para isso os melhores colégios e escolas, não só no país como até no estrangeiro.
O movimento feminista, que nos finais do século dezanove despontara na Grã-Bretanha, e que tivera na martirizada Rosa Luxemburgo o expoente máximo da grandeza intelectual da mulher, fez despontar em certas famílias a necessidade de cuidar da educação das suas filhas para as não deixarem à mercê dos maridos, nem do despotismo marital que tanto caracterizava a sociedade burguesa anterior à implantação da República. 
Após concluir o curso liceal em Faro, com altas e distintas classificações, partiu para Lisboa onde se revelaria como uma das mais inteligentes e dedicadas investigadoras do curso de Agronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Projectada para uma grande carreira científica acabou por se apaixonar por esse grande valor nacional que foi o Eng.º Agrónomo e Silvicultor José de Pina Manique e Albuquerque, com quem se casou pouco depois. A distinção social e meios de fortuna do seu marido, descendente directo do grande Pina Manique e também da insigne família dos Albuquerque, não lhe permitiram prosseguir os seus trabalhos de investigação agronómica, resignando-se aos prazeres do lar e às responsabilidades de mãe. Ainda assim acompanhou o marido na direcção da Estação Agronómica Nacional, em torno da qual evoluíam as classes mais avançadas dos cursos de Agronomia e Silvicultura.
Resta acrescentar que a Eng.ª Agrónoma Teresa de Jesus Lopes, que presumo natural de Tavira, faleceu a 18-8-1965, em Lisboa, no seu requintado apartamento da Avenida da República, confortada pelos carinhos da sua filha, Helena Guiomar de Pina Manique e Albuquerque. Não quero terminar este breve apontamento biográfico, sem deixar de lembrar as suas irmãs, que a seu lado frequentaram o Liceu de Faro, e foram igualmente distintíssimas mulheres da sociedade do seu tempo, ambas licenciadas, figuras ilustres e de grande nobreza de carácter, que, igualmente, só não marcaram vincado relevo nos meios intelectuais e científicos, porque também elas foram casadas com prestigiadas figuras nacionais. A mais velha, a Dr.ª Branca Lopes Martins, casou-se com o eminente Professor Doutor Augusto da Silva Martins, de quem enviuvou relativamente cedo; e a mais nova, Dr.ª Maria João Lopes do Paço, foi casada com o notável arqueólogo Tenente-Coronel Afonso do Paço, que muito amou o Algarve e aqui mantinha residência de férias, para não falar já nos trabalhos de investigação que deu à estampa sobre esta região. No fundo foram três mulheres, belas e inteligentes, que tendo-se libertado da sociedade machista do seu tempo, através do investimento na sua própria formação intelectual e científica, acabaram por ser simplesmente distintas esposas de três grandes homens. Aquilo que poderia ter sido a excepção tornou-se na confirmação da regra.



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