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segunda-feira, 18 de maio de 2015

MP mandou arrestar bens de pessoas . ligadas ao "Universo Espírito Santo" - Medida visa impedir uma eventual dissipação de bens que ponha em causa, em caso de condenação, eventuais indemnizações.


MP mandou arrestar bens de pessoas
. ligadas ao "Universo Espírito Santo"

Medida visa impedir uma eventual dissipação de bens que ponha em causa, em caso de condenação, eventuais indemnizações.

O Ministério Público esclareceu hoje em comunicado que o arresto de bens a pessoas ligadas ao "Universo Espírito Santo" visa impedir "uma eventual dissipação de bens", que ponha em causa pagamentos em caso de condenação.
 .
JÁ VOOU MUITO
Na tarde de hoje, a Procuradoria-Geral da República divulgou um comunicado no qual se diz que o Ministério Público mandou arrestar bens imóveis e patrimoniais de pessoas ligadas ao "Universo Espírito Santo".

O Ministério Público promoveu "o arresto preventivo de bens imóveis e valores patrimoniais de outra natureza titulados por pessoas singulares e coletivas relacionadas com o denominado 'Universo Espírito Santo'", explicita-se no comunicado.

E justifica-se depois a medida como "uma garantia patrimonial que visa impedir uma eventual dissipação de bens que ponha em causa, em caso de condenação, o pagamento de quaisquer quantias associadas à prática do crime, nomeadamente a indemnização de lesados ou a perda a favor do Estado das vantagens obtidas com a atividade criminosa".

A Procuradoria esclarece ainda na nota, divulgada depois de vários órgãos de comunicação social terem noticiado o assunto, que entre os bens objeto de tais medidas "se encontram imóveis integrados no património da Rioforte e suas subsidiárias".

Esclarece o Ministério Público que correm neste momento, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), 29 inquéritos, entre processos principais e apensos relacionados com o denominado "Universo Espírito Santo".

"Quanto à origem dos mesmos, pode informar-se que alguns foram instaurados por iniciativa do Ministério Público e que outros decorrem de participações do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), de comunicações bancárias em cumprimento da lei de prevenção e repressão do branqueamento de capitais e ainda de queixas de lesados", lê-se no documento.

Os inquéritos relacionados com o denominado "Universo Espírito Santo" encontram-se em segredo de justiça, acrescenta o comunicado.


* Entretanto já esvoaçaram alguns milhões, pensamos que a medida só peca por tardia. 

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Tomba árvore, tomba índio - Os Ka’apor arriscam a vida para expulsar madeireiros de sua terra. Em meio ao conflito, líder indígena é assassinado.

Tomba árvore, tomba índio

Por Ruy Sposati, da Terra Indígena Alto Turiaçu (MA) e Piero Locatelli –
Os Ka’apor arriscam a vida para expulsar madeireiros de sua terra. Em meio ao conflito, líder indígena é assassinado.
Eusébio Ka’apor e seu primo viajavam de moto quando foram abordados por dois homens encapuzados e armados em uma encruzilhada. Os indígenas seguiam o caminho de casa, cruzando os povoados que cercam a Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão. “Tava chovendo muito, quase escuro”, relembra P (os nomes dos indígenas foram ocultados). Ao ouvir os gritos dos pistoleiros, ele resolveu acelerar. “Achei que não ia atirar, mas o cara atirou: tá!”, diz, simulando o som do disparo que atravessou o corpo de Eusébio, na garupa, e pegou de raspão nas costas de P.
A moto percorreu cerca de 80 metros, até que ele caiu. “Tá doendo”, foram algumas das últimas palavras de Eusébio. Ainda vivo, foi carregado até um povoado próximo. P foi então pedir socorro na aldeia Ximborendá. Com M, filho de Eusébio, usaram um caminhão para carregar o corpo, “espirrando sangue”, e correram para o hospital no município de Zé Doca. Alguns quilômetros antes de chegar na cidade, o Ka’apor faleceu.
P é a única testemunha da morte de Eusébio. O crime ocorreu no dia 26 de abril, na zona rural do município de Maranhãozinho, a três quilômetros da entrada da aldeia Ximborendá. Na manhã seguinte, na sede da cidade de Zé Doca, seu filho conta que foi abordado por um proprietário de serraria. “Ele disse que já sabia da morte e veio dizer que tinha outras pessoas pra morrer”, relata M. “E ainda reclamou que não consegue mais madeira lá”.
O madeireiro se referia à terra indígena dos Ka’apor, que sofre constantes invasões para o roubo de árvores. Cansados de esperar pela ajuda do Estado, desde 2013 os índios resolveram colocar a própria vida em risco para expulsar os madeireiros. Eusébio era uma das lideranças deste movimento.
Essas ações foram batizadas pelos indígenas como ‘missões’. Sempre dentro de sua terra, eles seguem a trilha dos invasores, tomam seus equipamentos, queimam seus veículos e expulsam os madeireiros (que têm que sair a pé). As trilhas por onde as árvores eram retiradas são fechadas. Os pátios, antes usados como base pelas serrarias, passam a ser ocupados por novas aldeias Ka’apor que levam o nome de Kaar Husak Ha – “áreas protegidas”.
Embora a investigação sobre o assassinato ainda esteja em andamento, são muitos os elementos que levam os indígenas a suspeitar dos madeireiros. Além de terem sido abordados por um proprietário de serraria na manhã seguinte ao crime, outros dois Ka’apor sofreram um atentado parecido: uma semana antes do assassinato, no dia 19, dois indígenas foram abordados por homens encapuzados e armados enquanto andavam de moto. Os pistoleiros, tomaram o veículo, espancaram um dos indígenas e ordenaram que corressem para a mata. A poucos quilômetros do local, os agressores dispararam três tiros – um deles, no tanque da moto, que foi deixada na estrada.
Ex-cacique de Ximborendá, a maior das dezoito aldeias na terra Alto Turiaçu, Eusébio perdera o posto quando os Ka’apor substituíram o cacicado por conselhos gestores. Mas ainda era uma liderança importante. Sua morte assustou os dois mil indígenas que vivem nos 530 mil hectares do território indígena – uma das áreas mais conservadas do Maranhão.
A sobrevivência dos Ka’apor está diretamente relacionada à floresta. “Nós não dependemos da cidade, nós dependemos da mata. Por isso o nome é Ka’apor: ‘nós somos da mata’. E a mata também depende da gente”, diz J, outro indígena que falou sob anonimato. Ainda triste pela morte de Eusébio, ele aponta uma castanheira e explica por que as missões não podem parar: “esta árvore já estava aqui antes de eu nascer e antes do meu pai nascer. Por isso que lutamos. Nós podemos morrer, mas nossos filhos sempre vão ter a floresta”.
ritual
Quem matou Eusébio?
A investigação foi prejudicada pelo fato da Polícia só ter chegado ao local do crime dias depois, quando a Secretaria de Segurança Pública do estado encarregou uma equipe para investigar o caso. O delegado José Henrique Mesquita trabalha com duas hipóteses: “A primeira é de que alguém está cometendo assaltos na região, e não tem nenhum envolvimento do conflito com os madeireiros. A segunda é de que a morte aconteceu à mando dos madeireiros para amedrontar os indígenas”.
A primeira linha da investigação, de latrocínio, é a mais difundida pela imprensa local. O histórico de conflitos na região, contudo, corrobora a segunda hipótese. “Esse tipo de ameaça já vinha sendo feita, e o Eusébio era uma das lideranças ameaçadas. É estranho que alguém tenha abordado justamente a motocicleta de uma liderança como ele”, diz o advogado Luiz Antônio Pedrosa, presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA).
“A gente entende que, a princípio, é um delito relacionado com a situação de conflito local com os madeireiros”, diz o procurador Galtiênio Paulino, do Ministério Público Federal do Maranhão. Ele solicitou que a Polícia Federal investigue o caso, mas a PF respondeu que não deve entrar no caso enquanto as suspeitas de latrocínio não forem descartadas pela Polícia Civil.
Apesar de não ter ajuda federal, a investigação tem apoio dos próprios indígenas. Primeiros ao chegar ao local do crime, eles acharam um projétil calibre 38 revestido com uma capa de cobre. Pouco comum na região, é similar a outra bala disparada contra os indígenas na semana anterior ao assassinato, dia 19 de abril. Segundo o delegado da Polícia Civil, a coincidência entre os projéteis fortalece a hipótese do assassinato pelos madeireiros.
colheita
Um crime anunciado
O histórico de ameaças e os atentados contra os Ka´apor apontam para outro possível elemento do assassinato de Eusébio: a omissão do Estado. Desde 2008, o Ministério Público Federal pede ajuda de instâncias federais para conter este conflito. Seis anos depois, a Justiça Federal determinou que a Funai apresentasse um plano de fiscalização para a terra indígena e a instalação de postos de segurança fixos, o que ainda não aconteceu.
A Funai afirma que intensificou as operações contra a extração ilegal de madeira na região nos últimos cinco anos e que “orienta os indígenas a não abordarem os invasores diretamente”. Segundo os Ka’apor, porém, as ações de fiscalização pontuais não funcionam porque os madeireiros voltam depois.
O diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo, reconhece os limites das operações e avalia positivamente ações como as dos Ka’apor. “Eles protegem estas áreas. Por que eu tenho hoje um milhão de metros quadrados [preservados em Terras Indígenas]? Por que o índio está lá. Se ele não estivesse lá, já tinha ido” afirma. Mas essa proteção pode custar a vida dos indígenas. As ameaças contra eles aumentaram a partir de dezembro de 2014, depois que os Ka’apor fecharam o último ramal por onde a madeira era retirada da terra indígena. Foi quando um grupo de madeireiros invadiu e queimou plantações de uma aldeia. “Roubaram as roupas, as galinhas, queimaram os barracos, pisaram nos velhos”, conta J.
Ele relembra a dificuldade para registrar o boletim de ocorrência do episódio. “Os policiais viam os parentes todos enfaixados, cabeça com esparadrapo, ombro machucado, mas ninguém queria fazer B.O. Andamos 200 quilômetros, fomos na delegacia do Encruzo [Governador Nunes Freire], de Centro do Guilherme, de Santa Luzia do Paruá, e só diziam que o delegado não estava, que não tinha escrivão”. Em fevereiro, indígenas Ka’apor de diferentes aldeias envolvidas nas operações relataram ter sofrido dois ataques semelhantes ao de Eusébio, mas dizem ter “medo de registrar ocorrência por não confiar nos policiais e medo de serem insultados ou agredidos por parentes dos agressores na cidade”, segundo documento entregue pela associação indígena Janderuhã ha Ka’a rehe à Secretaria Estadual de Segurança Pública do Maranhão no início de maio.
Em dezembro do último ano, os Ka’apor solicitaram à Secretaria Especial de Direitos Humanos, órgão vinculado à Presidência da República, a inclusão de quatro indígenas no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. Esse programa dá escolta a lideranças ameaçadas. A secretaria afirma que recebeu o pedido para três indígenas e que aguarda informações do MPF, Funai, PF e do governo do estado para dar prosseguimento à avaliação do caso.
Fronteira Verde
mapa
As árvores dos Ka’apor são tão cobiçadas por que representam o pouco que resta da Amazônia no Maranhão. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pouco mais da metade do que sobrou da floresta no estado está dentro de Terras Indígenas. Até nos mapas do Google é possível ver como a fronteira Ka’apor coincide com a fronteira de desmatamento: o verde da floresta é mais forte dentro do território indígena, enquanto as áreas do entorno estão desmatadas.
A simples repressão aos madeireiros, porém, não seria suficiente para sanar o conflito, acredita o procurador federal Alexandre Soares. Para ele, a pressão sobre a floresta é agravada pela falta de outro modelo econômico na região, que dê alternativas de renda aos moradores locais. Até mesmo alguns Ka’apor, antes do início das missões, recorriam ao trabalho em serrarias para sobreviver.
“Foi antes do nosso despertar”, diz J, que carrega uma certa tristeza no rosto ao lembrar dessa parte de seu passado. “Nós, Ka’apor, estávamos perdendo o tradicional, agora está voltando. Estamos recuperando a floresta e recuperando como nós vivíamos antes”.
Após o assassinato, a pressão sobre eles só aumenta. “Ontem [dia 9 de maio], os madeireiros abriram outro ramal próximo ao que tínhamos fechado na missão”, relata o indígena A, que avistou diversos caminhões e tratores dentro da terra indígena. Mas lembra que só será possível avaliar a real intensidade da invasão com o fim das chuvas amazônicas e chegada do período seco, em junho. A tensão pode ganhar contornos trágicos se, até lá, os governos federal, estadual e municipal continuarem deixando os Ka’apor sozinhos na defesa da floresta. (Repórter Brasil/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no site Repórter Brasil.

DOIS GIFTS ANIMADOS, UM INTERESSANTE E ÚTIL E OUTRO ENGRAÇADO



Última novidade em tatuagem freak - óculos de sol

Última novidade em tatuagem freak: o sujeito, como se tratasse de um amigo do Batman ou do Robin, faz uma tatuagem de óculos no rosto. O mundo das tatuagens não tem fim e sempre há que ir inventando novas variantes na busca de novos e diferentes resultados, isto é, a originalidade e a exclusividade do desenho. Fico pensando se amanhã ou depois ele quiser tirar estes óculos da cara... bem pelo menos não quebram e nem há a possibilidade de riscar as lentes.

Cirurgia plástica
Cirurgia plástica
Cirurgia plástica
Cirurgia plástica
Cirurgia plástica


http://www.mdig.com.br

BALAS DE BORRACHA DISPARADAS PELA PSP FERIRAM ADEPTOS DO VITÓRIA

Balas de borracha disparadas pela PSP feriram adeptos do Vitória

BALAS DE BORRACHA DISPARADAS PELA PSP FERIRAM ADEPTOS DO VITÓRIA

Pouco depois da meia hora de jogo os olhos dos mais de 25 mil adeptos presentes do Estádio D. Afonso Henriques deixaram de ver o que acontecia no relvado e viraram-se para a bancada Sul Inferior.
No local onde estão agora concentradas algumas das claques vitorianas, instalou-se o caos. Testemunhos de adeptos do Vitória explicaram ao nosso portal que tudo terá começado com um "desentendimento entre adeptos do Vitória". De imediato a Polícia de Segurança Pública (PSP) e o Corpo de Intervenção, presentes na bancada, intervierem. "Foi completamente despropositado e irresponsável", referiram adeptos do Vitória que quiseram manter o anonimato. 
"Começaram a carregar sobre os adeptos e como é óbvio gerou-se uma enorme confusão". Das bastonadas aos disparos foi um ápice. Alguns adeptos e também um Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) do Vitória foram atingidos. A foto que documenta a notícia é de um desses adeptos, atingido por quatro balas.
Com o jogo já interrompido, muitos acabaram por saltar a vedação, refugiando-se no relvado. Outros esconderam-se no pequeno muro que faz a separação para o relvado para não serem atingidos pelas balas de borracha.
"Foi uma sorte tremenda não acontecer o pior. Ninguém consegue perceber a razão para a Polícia ter agido daquela forma. Não lembra a ninguém disparar naquele sítio, com as pessoas tão perto", sustenta um dos adeptos vitorianos presentes no local, ouvido pelo GuimarãesDigital, que conseguiu escapar ileso a tamanha confusão que obrigou à paragem do jogo durante cerca de sete minutos.

Júlio Mendes, Presidente do Vitória, já exigiu explicações, prometendo levar o caso até às mais altas esferas. Refira-se que o Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, assistiu à partida no camarote presidencial ao lado do líder vitoriano.

IMIGRANTES AFOGADOS | A UNIÃO EUROPEIA E O CULTO DA MORTE - Para quem ainda tinha dúvidas, a máscara caiu de vez. A União Europeia faz parte do problema, não da solução, e está a dar continuação à preocupante tendência histórica da Europa de interagir com o resto do mundo como se de um sinistro culto da morte se tratasse.

IMIGRANTES AFOGADOS | A UNIÃO EUROPEIA E O CULTO DA MORTE

Autor: Chappatte
Autor: Chappatte
A União Europeia alega ser um projecto democrático, eticamente superior aos seus vizinhos. A imagem que tenta projectar é aquela de um bastião de liberdade e civilização, com a Federação Russa autoritária e perigosa a Leste, o Médio Oriente bárbaro e violento a Sudeste e a Africa pobre e atrasada a Sul.
Mas longe de ser um bastião de civismo e compaixão, há séculos que a estrutura de poder dominante da Europa se comporta como um vil culto da morte, espalhando o terror e a destruição pelo mundo fora. A ultima tragédia no Mediterrâneo, em que centenas de imigrantes que tentavam desesperadamente fugir à guerra e à miséria morreram afogados, e sobretudo a resposta da União Europeia para com esta tragédia, demonstra que por detrás da fachada de superioridade ética e civilizacional, a estrutura Estatal Europeia ainda não ultrapassou as tendências genocidas que tem vindo a desenvolver durante os últimos séculos, tendo virtualmente como única solução para os problemas que se lhe apresentam a violência premeditada.
Como seria de esperar, o conselho da União Europeia (UE) que se reuniu em urgência depois das centenas de mortes no Mediterrâneo chegou à conclusão que a reposta da UE vai ser de intervir militarmente contra os ‘traficantes de imigrantes’ aumentar o orçamento para policiar o Mediterrâneo. Para além de ridícula, esta ‘solução’ é superficial,contraproducente e hipócrita. Sobretudo, a reacção da UE mostra a sua verdadeira natureza, nomeadamente, que o seu principal objectivo político é o de aglomerar o maior número possível de Estados Europeus de forma a formar uma superestrutura Federal que poderá defender, consolidar e expandir a hegemonia Ocidental sobre o resto do mundo. A própria União Europeia até produziu um vídeo, posteriormente retirado por ter sido considerado racista e impróprio, em que iloustra a sua lógica fundadora, em que a ‘União’ não é uma união entre os povos Europeus em nome da solidariedade, mas sim uma reacção paranóica ao medo de eventuais ameaças exteriores.
Superficial:
Os imigrantes que arriscam a travessia do Mediterrâneo, apelidada por muitos de ‘travessia da morte’, fazem-no, na maioria dos casos, para fugir à pobreza e à violência. A imigração é uma reacção de desespero a condições de sofrimento extremo, é um sintoma de uma causa. Uma verdadeira solução teria que tentar por termo ao duplo flagelo da pobreza e da guerra. O necessário seria uma profunda reforma das relações económicas mundiais, uma redistribuição da riqueza e a redução de relações de dependência económica, ou seja, seria necessária uma abordagem mais radical, o que significaria adoptar uma abordagem mais profunda e consciente. Em vez disso a UE tenciona adoptar medidas violentas, e portanto superficiais, de modo a evitar qualquer verdadeira mudança política.
Contraproducente:
Uma intervenção militar não somente não iria resolver os problemas em questão, iria sem dúvida exacerbá-los. Irá forçar os traficantes de pessoas a militarizar-se ainda mais, a refugiar-se cada vez mais na clandestinidade e na violência, sem por isso reduzir o número de pessoas que procuram os seus serviços. Pelo contrário, mais guerra e violência aplicada por forças militares ultra-tecnológicas, como são as forças da UE, em regiões já desestabilizadas somente irá perpetuar o circulo vicioso de colapso político e social em certas áreas críticas do Médio Oriente e da África.
Hipócrita:
É tragicamente óbvio que o fluxo de imigração desesperada tem como uma das principais causas as intervenções militares Ocidentais recentes, nomeadamente, mas não só, no Iraque, na Líbia, no Mali e na Síria. A estrutura de poder Ocidental defende que intervenções militares são a resposta mágica para todo o tipo de problemas complexos, nomeadamente, catástrofes ecológicos (ver o exemplo do terramoto no Haiti de 2010), défices de democracia (ver a invasão do Iraque de 2003), necessidade de mudança de regime político (ver Síria a partir de 2011), repressão de movimentos revolucionários (ver Iémen em 2015), etc.- todo e qualquer problema serve para justificar mais uma intervenção militar. Mas inevitavelmente, estas intervenções acabam por gerar ainda mais sofrimento para as populações dos países invadidos, somente beneficiando a minoria que lucra da industria da guerra, gerando milhares de refugiados prontos a tudo para fugir das áreas de conflito. A invasão da Líbia de 2011 é o exemplo máximo de como uma missão alegadamente democratizadora acaba por piorar ainda mais a condição do país visado. É claro que intervenções militares fazem parte do problema e não da solução.
Conclusões Relativamente à Natureza da União Europeia:
A UE está a adoptar uma atitude que, para além de profundamente hipócrita, é igualmente infantil, tentando convencer a sua população que simples actos de agressão militar serão suficientes para impedir tragédias futuras, sem por isso ter que mudar o seu próprio estilo de vida, modelo económico ou visão do mundo. Toda a abordagem da UE parece seguir o guião de um filme de acção de Hollywood de má qualidade, em que todos os problemas do mundo se resolvem ao enviar homens brancos armados até aos dentes para matar os ‘maus da fita’, quase sempre representados por supostos criminosos de pele mais escura. Depois de uma série de peripécias visualmente impressionantes, incluindo explosões aparatosas, bombardeamentos aéreos e muita violência gratuita, os maus da fita acabam inevitavelmente por ser neutralizados lá para o final do filme, enquanto que os bons vivem felizes para sempre.
O paradoxo aqui é que como resultado do Ocidente tender para agir como se fosse um herói num filme de acção de Hollywood, as suas acções acabam por fazer com que mundo cada vez mais se pareça com uma tragédia Grega.
E esta tragédia tem que ter da nossa parte uma resposta decisiva, e ela tem que vir na forma de uma declaração de guerra. 
Mas para que esta guerra seja vitoriosa, para que consiga por termo às mortes e ao sofrimento no Mediterrâneo, para que possamos por termo à desgraça que tem sido ao longo dos últimos séculos a atitude da Europa para com o resto do mundo, temos que declarar guerra não aos traficantes de pessoas mas sim aos traficantes de armas. 
E a maioria (cerca de 75%) das armas são fabricadas e vendidas precisamente pelos Estados Unidos da América ou por países que integram a União Europeia.
Vendas de armas, por país
Vendas de armas, por país
Somente o desmantelamento progressivo da industria militar irá parar a espiral de violência que tem gerado centenas de milhares de refugiados prontos a arriscar a própria vida para fugir a conflitos que destroem os seus lares. A solução encontrada pela UE, que é a de aplicar ainda mais violência, continuando a alimentar o monstro que é o Complexo Industrial-Militar Ocidental, é precisamente o oposto do que seria necessário.
Para quem ainda tinha dúvidas, a máscara caiu de vez. A União Europeia faz parte do problema, não da solução, e está a dar continuação à preocupante tendência histórica da Europa de interagir com o resto do mundo como se de um sinistro culto da morte se tratasse.
Joao Silva Jordão
casadasaranhas.wordpress.com

METROPOLITAN MUSEUM Todos os anos o célebre museu de New York realiza um baile de gala que marca a abertura da exposição anual do "Costume Institute". Claro que as FAMOSAS do espectáculo vão aprimorar-se no que levam vestido, por sinal algumas de excelente panorâmica outras de chapado mau gosto, algumas imagens de 4 de Maio 2015.

METROPOLITAN



MUSEUM


Todos os anos o célebre museu de New York realiza um baile de gala que marca a abertura da exposição anual do "Costume Institute". Claro que as FAMOSAS do espectáculo vão aprimorar-se no que levam vestido, por sinal algumas de excelente panorâmica outras de chapado mau gosto, algumas imagens de 4 de Maio 2015.















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O ilusionista de Trapalhândia - Poucos anos antes do tempo em que decorre esta blogonovela, ocorrera uma revolução florida em Trapalhândia. Os militares derrubaram ....

O ilusionista de Trapalhândia


Nas comemorações do 30º aniversário*

Capítulo 1- A caminho do Oeste

Poucos anos antes do tempo em que decorre esta blogonovela, ocorrera uma revolução florida em Trapalhândia. Os militares derrubaram uma ditadura bolorenta e o povo saiu à rua para festejar. Durou pouco tempo a euforia. Uma década depois, o país estava num beco sem saída, porque os amigos que o governavam em coligação entraram em conflito e tiveram de chamar o FMI para resolver o problema.
Por essa data, em Trapalhândia, as pessoas não iam "Por este Rio acima" , como cantava o Fausto. Preocupadas com salários em atraso, as greves dos transportes e a inflação a atingir os 30 por cento, corriam a depositar as suas poupanças nas mãos de D. Branca, ou coleccionavam rótulos de Cola Cao, para concorrerem ao "1, 2, 3", concurso televisivo que oferecia televisores a cores e outros prémios nunca sonhados.
Quando,em 1984, D. Branca- a Banqueira do Povo- foi presa e os tugas perceberam que o Cola Cao não lhes resolvia os problemas, entraram em depressão. Nessa altura, em Fatimah- capital espiritual de Trapalhândia- um padre de nome Krohn tentou assassinar o Papa. Os tugas correram para os televisores para saber as notícias. Depressa, porém, se desinteressaram e as suas atenções voltaram-se para a primeira telenovela produzida no pais ("Vila Faia") e para o primeiro herói Pimba do país. Chamava-se Tony Silva, tinha humor e muito "kitsch", mas não os dotes necessários para formar um governo que resolvesse os problemas do país.
Estavam as coisas neste ponto, quando um senhor esguio e macilento, "mísero" professor, decidiu comprar um carro novo. Não me perguntem como é que um " mísero" professor, no meio da crise, conseguiu arranjar dinheiro para comprar um carro novo, porque isso agora não interessa nada. O importante são os factos e a eles me vou cingir.
Num belo fim de semana, precisando de fazer a rodagem ( naquela época os carros ainda tinham de fazer rodagem) o professor virou-se para a mulher e perguntou:
-Ó Maria! Está um dia tão lindo, que tal se fossemos comer uma caldeirada à beira mar?
-E onde queres ir? À Erisurfeira ou ao Grito?
- Ó Maria! Eu disse-te que queria fazer rodagem ao carro, não te convidei para dar uma voltinha saloia… vamos à Palmeira da Foz…gostas tanto daquilo! Não achas boa ideia?
A anuência da cara metade foi imediata e, invertendo a marcha de D. Afonso Henriques (rei fundador de Trapalhândia, depois de dura luta contra os mouros) rumaram os dois a Norte.
A caldeirada foi saboreada num restaurante da marginal de Palmeira da Foz, regada com um vinho branco, em dose moderada.
No fim do repasto, o senhor esguio respirou fundo, após o último gole de café, e inquiriu:
- Sabes o que me apetecia agora, Maria?
- Ó homem! O anúncio da Ferrero Rocher só vai para o ar daqui a uns anos e, além disso, essa deixa do “ Ambrósio, apetece-me algo” é minha, não é tua.
Não brinques, Maria, mas estou mesmo com vontade de…
- Deixa-te dessas coisas, filho. Deve ser do ar do mar. Olha, porque é que não vais ali ao quarto de banho e passas um bocadinho de água na cara para aliviar os ardores?
- Não, Maria, nada disso… o que me apetecia mesmo era fazer um discurso.
- Ah, bom…E para quem é que tu vais discursar homem? Não te ponhas agora aí armado em Padre António Vieira a discursar aos peixinhos… já estás a entrar na idade de te deixares desses disparates. Valha-me Deus, p´ró que t’avia de dar! Ainda ontem querias ser ilusionista. Hoje queres fazer discursos? Vê lá se te decides, que eu não aguento isto...
- Olha, eu não te disse nada antes de virmos, mas sei que estão ali uns senhores enfiados numa sala…
Com um dia lindo como este? Devem ser parvos!
- Calma Maria… aqueles senhores estão metidos numa grande embrulhada e estão à procura de um futuro para o país. Penso que os posso ajudar mas, se eles não quiserem, pelo menos vou lá, faço o meu discurso e depois venho-me embora mais aliviado e de consciência tranquila.
-Tá bem, filho, vai lá, mas não contes comigo para te acompanhar. Fico aqui a apanhar este "solinho". Olha, não te demores muito, porque quando anoitecer arrefece e eu não me quero constipar. 
Já a noite tinha caído, quando o professor esguio regressou ao restaurante, onde deparou com a mulher embrulhada numa manta gentilmente cedida pela proprietária. Vinha acompanhado de um grupo de homens sorridentes trauteando uma música que lhe era familiar, mas cujo título não lhe ocorria.Quando se aproximaram, os homens curvaram-se respeitosamente e entoaram em coro:
- Parabéns, minha senhora! O País finalmente vai mudar!
Maria olhou para o grupo estarrecida. Afinal, o seu homem tinha-lhe dito que ia discursar e aparecia-lhe agora acompanhado de um grupo folclórico de homens exibindo uns autocolantes laranja na lapela? Ia formular uma pergunta que certamente deixaria todos embaraçados quando o marido, antecipando-se a qualquer eventualidade, se voltou para os acompanhantes e disse:
- Muito obrigado a todos. Agradecia que me deixassem agora sozinho com a minha mulher, para eu lhe explicar tudo. Encontramo-nos amanhã em Ulisseia.

(continua)

*AVISO AOS LEITORES: Escrevi esta blogonovela em 2011. Assinalando-se hoje os 30 anos da entronização de Cavaco na Figueira da Foz, decidi recuperar alguns episódios para lhe prestar a devida homenagem.

E vale a pena nunca esquecer - porque não é ficção - que Cavaco Silva chegou ao poder através de uma fraude. Apresentou a candidatura com assinaturas forjadas por Alberto João Jardim. "O que torto nasce, tarde ou nunca se endireita"...


cronicasdorochedo.blogspot.pt

UM GRUPO DE AMIGOS CHAMADO Z999 CRITICOU ASSIM O ESTADO DAS ESTRADAS NA LITUÂNIA

Manifestação e criatividade por Z999

Achei simplesmente genial o que um grupo de amigos criativos chamado Z999 decidiu fazer para chamar a atenção das pessoas e denunciar problemas ao governo da Lituânia.

O estado das estradas da Lituânia se encontrava impróprio e perigoso, cheio de buracos enormes e causadores de inúmeros acidentes. Assim, o Z999 criou uma sessão de fotos em torno desses buracos nas estradas de Kaunas e conseguiram um resultado incrível mundialmente falando.

O objetivo da ação era fazer com que as pessoas rissem do absurdo das situações criadas e, consequentemente chamar a atenção das autoridades para que pudessem tomar uma providência e reparar as estradas.















www.coisasdekarolcomk.blogspot.com.br