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domingo, 17 de maio de 2015

Países "ricos" e "desenvolvidos" na revista "The Economist" - Ele é há coisas que apenas um dirigente de um país que não é "rico" ou "desenvolvido" faz.

Países "ricos" e "desenvolvidos" na revista "The Economist"

Ele é há coisas que apenas um dirigente de um país que não é "rico" ou "desenvolvido" faz. E uma delas é precisamente achar que o dito país é "rico" ou "desenvolvido".

Décadas atrás, estava Aníbal Cavaco Silva nas funções em que está hoje Pedro Passos Coelho, o governo português protestou junto da revista britânica "The Economist". Tudo porque nas suas páginas finais, dedicadas a estatístiscas do Mundo, Portugal aparecia junto dos países "em desenvolvimento", como Turquia, Vietname, e coisas assim. E Portugal, lá está, já era um país "desenvolvido".

Cavaco Silva, do alto dos seus galões de primeiro-ministro de um país "desenvolvido", encheu-se de brios e escreveu - ou mandou escrever - uma daquelas cartas que começa por "dear sir", a que se seguem todos os insultos possíveis, escritos no mais polite estilo, de quem lá estudou.

A direcção da revista acusou o toque e resolveu a questão. Tirou Portugal da lista dos países "em desenvolvimento", mas também dos países "desenvolvidos" e dos países "pobres". Desapareceu do mapa.

Até hoje.


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

VEJAM ESTE VÍDEO E DIGAM-ME SE ISTO SE JUSTIFICA, A AGRESSÃO DO HOMEM (JÁ IDOSO) E SEM QUE ELE REPRESENTASSE PERIGO E TUDO ISTO NA PRESENÇA DOS FILHOS

video

VENEZUELA - COMERCIANTES COM TONELADAS DE ALIMENTOS ESCONDIDOS PARA DESESTABILIZAR O GOVERNO

Venezuela: Descubren toneladas de alimentos que empresarios escondían para desestabilizar al gobierno de izquierdas

El acaparamiento forma parte de una estrategia por parte de los empresarios, en contubernio con los imperialistas yanquis, para generar la sensación de que existe escasez en el país.
 
La derecha venezolana esta repitiendo la estrategia que uso la derecha golpista en Chile contra Salvador Allende. Así sucedió entre 1970 y 1973 en Chile. Acaparamiento de alimentos básicos era el común denominador en la campaña contra Salvador Allende.
 
Al acaparar productos esenciales, se provoca irritación en la gente, un argumento para asegurar que supuestamente el modelo económico actual de Venezuela es inviable. 

Mais de 2700 multas num ano por falta de limpeza de terrenos

Mais de 2700 multas num ano 

por falta de limpeza de terrenos



As forças de segurança multaram, num ano, 2732 proprietários por falta de limpeza de terrenos florestais, dando origem a uma receita próxima dos 224 mil euros, segundo dados avançados à agência Lusa pelo Ministério da Administração Interna.
 .
Desde maio de 2014, que a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (MAI) passou a ser responsável pela instrução dos autos de contraordenação levantados pelas forças de segurança em matéria de incêndio florestal.

Anteriormente eram as câmaras municipais responsáveis pela aplicação e cobrança das coimas sobre a falta de limpeza das matas ou das zonas juntos às habitações.

Os dados do MAI indicam que foram levantados 2.732 autos de contraordenação durante o primeiro ano em que a Secretaria Geral do MAI passou a cobrar as multas relacionadas com incêndios florestais, correspondendo a uma receita de 224.047 euros.

Segundo o MAI, a GNR levantou 2546 autos e a PSP, 186.
A alteração de competências das autarquias para a Secretaria Geral do MAI esteve relacionada, segundo o Governo, com o número reduzido de coimas cobradas pelas autarquias, em relação aos autos levantados pelas forças de segurança.

* Gostaríamos saber se o Estado limpou convenientemente os terrenos de que é proprietário ou se foi multado.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Detroit perdeu 70% de habitantes. É a cidade perfeita para acolher 50 mil sírios


Detroit perdeu 70% de habitantes. 


É a cidade perfeita para acolher 50 mil sírios

Os refugiados sírios podem dar uma nova vida à deserta e decadente capital do automóvel dos EUA

A outrora próspera capital do automóvel dos EUA perdeu 70% da população nas últimas décadas. Em 1950, quando a população ainda estava em fase de crescimento, o censo registou 1,8 milhões de habitantes; a contagem de 2010 já só menciona 713 mil. Muitos desses habitantes seriam, provavelmente, os jovens de 1950. Ficaram as casas, as ruas desertas a pedir gente, e propostas inovadoras como a de  David Laitin Marc Jahr, que defendem a vinda de 50 mil refugiados sírios para a cidade.
 .

Num artigo publicado no New Iorque Times, o professor de Ciência Política na Universidade de Stanford, David Laitin, e o antigo responsável da habitação em Nova Iorque, Marc Jahr, defendem que os EUA devem abrir a porta ao acolhimento de 50 mil refugiados sírios e assim acabar com o decadente estado de Detroit.

"Os refugiados sírios são uma comunidade ideal para revitalizar a cidade, uma vez que os árabo-americanos têm uma presença vibrante e bem sucedida na área metropolitana de Detroit", escrevem Laitin e Jahr, lembrando que o fervilhante pólo industrial das décadas de 1950 e 1960 se transformou num imenso "vazio urbano". 

Neste momento, há 15 milhões de sírios que precisam de ajuda humanitária urgente. Quatro milhões são refugiados na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. A Turquia preparou-se para acolher 100 mil refugiados, mas recebeu quase dois milhões até agora. O país tem 22 campos onde cerca de 220 mil pessoas tiveram de suportar um inverno rigoroso.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, liderado por António Guterres [ACNUR), diz que a guerra civil na Síria é responsável pela "maior emergência humanitária da nossa era".

A solução proposta por Laitin e Jahr no artigo do NYT pode mudar a vida da cidade e de 50 mil refugiados sírios. Os autores retomaram uma ideia apresentada em 2014 pelo governador republicano do Michigan, Rick Snyder, que propunha o acolhimento de 50 mil sírios em Detroit. "Reinstalar sírios vai exigir empenho e cooperação a diferentes sectores e níveis do governo, mas é eminentemente praticável", escrevem Laitin e Jahr, apelando à administração federal para aumentar a quota e a verba para acolhimento de refugiados.

QUANDO ELES FALAM... Encontro Nacional das USF's decorrido em Aveiro, um dos temas debatidos consistia na "Municipalização da Saúde".

QUANDO ELES FALAM...

No 7.º Encontro Nacional das USF's decorrido em Aveiro, um dos temas debatidos consistia na "Municipalização da Saúde". Como debatentes, a presença da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros e dois autarcas, um do PS (Alfãndega da Fé) e outro do PSD (Aveiro).

Concluiu-se sem dificuldade qua a chamada "municipalização da saúde" promovida já este ano pelo Governo não foi negociada, nem tem transparencia. E avança com Projectos - Pilotos locais á espera da generalização

O exuberante Presidente da Cãmara de Aveiro Ribau Esteves alinhou algumas ideias a registar:

- "a III República está institucionalmente falida"

- "gerir doutores não é fácil"

- "há uma série de autarcas tótós- os que acreditaram que o governo pagaria sempre os transportes escolares"

- há um governo "centralista" no tempo de Miguel Relvas e um governo mais "descenntralizador" no tempo de Poiares Maduro

Berta Nunes, Presidente da Cãmara de Alfandega da Fé, opõe-se á municipalização. Será só por ser reforma do PSD?

Radical e definitivo é o Bastonário da Ordem dos Médicos. Ele diz Não. O representante da Ordem dos Enfermeiros deu ideia de que ainda estão a estudar
...

CR

cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt

Artur Lopes – médico * «Vou integrar a Marcha do Povo»

Artur Lopes – médico * «Vou integrar a Marcha do Povo»


Artur Lopes – médico
Presidente da AG da Federação Portuguesa de Ciclismo, vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal e membro da Comissão Médica da União Ciclista Internacional


«Como homem e como médico, o meu apoio à CDU é muito fácil de explicar pois é a CDU que melhor defende a construção de um País cada vez mais solidário onde todos tenham direito a viver com a qualidade e a dignidade a que têm direito. Dia 6 de Junho vou integrar a Marcha do Povo pelas mesmas razões que atrás referi».


«O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes, recebeu a medalha de mérito da União Europeia de Ciclismo (UEC), durante um congresso da instituição que decorreu em Bratislava (Eslováquia).»


Via: as palavras são armas http://ift.tt/1HbjT9J

O toque a finados da Europa

O toque a finados da Europa



(...)


(...)


Clara Ferreira Alves, na Revista do Expresso de 17.05.2015.

entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

BENFICA É BI-CAMPEÃO NACIONAL













BENFICA


É



BI-CAMPEÃO






  

CAFÉ CENTRAL SANTA BÁRBARA DE NEXE : ADEPTAS 

BENFIQUISTAS FESTEJAM O 34º CAMPEONATO DO 

BENFICA

DISCURSO DIRECTO - A VENDA NOS OLHOS




NOTAS - O JANTAR



A destruição do emprego - Um crime de lesa-pátria - O número total de desempregados tem de ter em conta esse valor acrescido daqueles que à data já estavam desempregados bem como de todos aqueles que, por razões demográficas, chegaram, quer ao patamar da população activa, quer aos inactivos.

A destruição do emprego - Um crime de lesa-pátria

A destruição do emprego - Um crime de lesa-pátria
por Anselmo Dias

"O número total de desempregados tem de ter em conta esse valor acrescido daqueles que à data já estavam desempregados bem como de todos aqueles que, por razões demográficas, chegaram, quer ao patamar da população activa, quer aos inactivos. 
Se tivermos em conta todas estas variáveis concluiremos que o número total de desempregados não corresponde aos 698 300 «inventariados» pela engenharia estatística do Governo de Passos Coelho no final de 2014 mas sim a cerca de um milhão, ou para sermos mais precisos a 1 200 000 desempregados."

Não obstante as sucessivas alterações terem descaracterizado o texto inicial da nossa Constituição, a verdade é que – embora com os danos provocados pelas revisões promovidas pelo PS, PSD e CDS-PP –, ainda continua a contemplar normas associadas ao 25 de Abril e ao processo revolucionário que se lhe seguiu.

Uma dessas normas refere expressamente o «direito ao trabalho» e à obrigação do Estado na «...execução de políticas de pleno emprego», normativos considerados pelo actual Governo como meras «utopias» pois, segundo essa gente, quem cria trabalho são as empresas e não o Estado.

Um Estado humanista que coloque a economia ao serviço do Homem; um Estado democrático que adeqúe os investimentos à coesão social e que coloque o emprego como uma das questões nucleares da acção governativa; um Estado progressista, respeitador do texto fundador da actual Constituição; esse Estado, para essa gente que está no Governo, é uma aberração no contexto de uma sociedade formatada à livre iniciativa e, como tal, não lhe cabe o direito de criar emprego.

É, pois, este caldo de cultura ideológica contra a Constituição e contra os valores de Abril que explica a dimensão dramática da destruição de emprego cujos dados extraídos do INE constituem um libelo acusatório às políticas de reconstituição monopolista em curso. 

Emprego com direitos e salários mais elevados

Os dados que a seguir são referidos dizem respeito ao número de pessoas empregadas entre duas datas: final dos anos de 2004 e 2014.

Tais dados não quantificam o número de desempregados, nem sequer a dimensão da destruição de emprego.

Vejamos, então:

– Em 2004 havia 5 133 900 pessoas empregadas;

– Em 2014 havia 4 491 600 pessoas empregadas.

Entre um ano e outro houve um saldo negativo de 642 300, valor influenciado pela catastrófica destruição de emprego e pela moderada criação de postos de trabalho. Este valor corresponde ao número total de desempregados? Não, não corresponde.

O número total de desempregados tem de ter em conta esse valor acrescido daqueles que à data já estavam desempregados bem como de todos aqueles que, por razões demográficas, chegaram, quer ao patamar da população activa, quer aos inactivos.

Se tivermos em conta todas estas variáveis concluiremos que o número total de desempregados não corresponde aos 698 300 «inventariados» pela engenharia estatística do Governo de Passos Coelho no final de 2014 mas sim a cerca de um milhão, ou para sermos mais precisos a 1 200 000 desempregados.

Mas, insistimos, este não é o elemento que queremos salientar neste artigo.

O que queremos salientar diz respeito ao universo daqueles que há dez anos estavam empregados e aqueles que no final de 2014 tinham emprego. O que se verificou entre aquelas datas? Verificou-se, como já atrás referimos, uma regressão no número de pessoas empregadas, não obstante o número de jovens que passaram do estatuto de inactivos para o estatuto de população activa.

De acordo com os dados disponíveis no final do 2014 a população empregada estava assim dividida:

– agricultura, produção animal, floresta e pescas: 348 500 empregados;

– indústria, construção civil, energia e água: 1 074 990 empregados;

serviços: 3 068 200 empregados.

– Estes dados indicam que entre finais de 2004 e 2014 houve uma diminuição do emprego no sector produtivo, em cerca de 786 000 postos de trabalho, dos quais 520 000 na actividade industrial e na construção civil.

Em contrapartida, no mesmo lapso de tempo, houve um aumento no emprego no sector terciário em cerca de 144 000 postos de trabalho.

A este respeito salientamos duas questões:

– as mulheres, que em 2044 representavam 45,9 por cento do emprego total, passaram para os actuais 48,6 por cento;

– na última década, no plano do emprego, houve uma quebra na mão-de-obra masculina em 467 000 postos de trabalho, enquanto nas mulheres essa quebra foi inferior, na ordem dos 175 mil postos de trabalho.

Em conclusão: a economia portuguesa na perspectiva do emprego está cada vez mais terciarizada.

sendo responsável por cerca de 68 por cento do emprego total do País.

Falamos de um sector fortemente influenciado por serviços de limpeza, segurança, comércio a retalho, hotelaria e turismo, sem esquecer os call-center, tudo isso associado, em parte, aos baixos salários e ao trabalho precário e muito influenciado pelo trabalho feminino – muito mais mal pago do que o trabalho dos homens – e por trabalho sem direitos.

O País precisa de uma prática governativa que respeite a Constituição e de uma economia com um forte e influente Sector Empresarial do Estado, com empresas bem capitalizadas, dimensionadas e apetrechadas com ciência e tecnologia que compaginem a nossa produção às nossas necessidades (consumo interno e exportação), e que, de uma forma planificada, substitua a capacidade super instalada nos sectores industriais e de serviços onde se pratica salários de miséria.

O País precisa de uma democracia política tendente a substituir as importações de bens com alto valor acrescentado por produção nacional, objectivo impossível de conseguir pela política daqueles que promoveram a actuação da troika, subalternizando os interesses do País aos interesses dos credores.

O nosso País tem de pôr termo à grande assimetria na relação de trocas, consubstanciada na exportação de bens com baixos custos unitários e na importação de bens com elevados custos unitários e, sobretudo, o nosso País deve reassumir a sua soberania por forma a que a política seja a política emanada da vontade colectiva dos portugueses e não aquela decidida em Bruxelas com o ámen dos Migueis de Vasconcelos contemporâneos.

Tal objectivo não é, contudo, possível de atingir com essa gente que esteve e que está no Governo. Nem com os agiotas, nem com os traidores e, muito menos, com a política de direita.

A prova provada da afirmação atrás referida consta da recente Proposta de Programa Nacional de Reformas elaborada pelo Ministério das Finanças.

Com efeito, nos cálculos relativos à evolução do emprego aquele Ministério prevê o seguinte crescimento: 0,6 por cento em 2015; 0,8 por cento em 2016; 0,9 por cento em 2017; 0,9 por cento em 2018 e um por cento em 2019.

A serem verdade tais previsões, teríamos em 2019 um número similar de empregados ao verificado em 1999. Exactamente: 1999, ou seja, um recuo, na melhor das hipóteses de 20 anos!

Eis, na sua plenitude, uma das gravosas heranças da política de direita (agora levada a cabo pelo executante de serviço, o Governo PSD-CDS/PP, mas que responsabiliza, de igual modo, o PS), política a que o povo português se deve opor, juntando-se pela ruptura e pela exigência da formação de um governo patriótico e de esquerda que dê corpo a uma verdadeira alternativa patriótica e de esquerda, como frontal e publicamente reitera o PCP.

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Fontes:

– Estatísticas do Emprego, INE;

– Proposta de Programa Nacional de Reformas, Ministério das Finanças.



Fonte: Avante



Serás pobre

Serás pobre

Serás pobre
por Sandra Monteiro 


"É este admirável mundo novo da emigração, da precariedade, do biscate, do estágio perpétuo e do endividamento para poder trabalhar que facilita a aceitação de remunerações cada vez mais miseráveis. O exército de reserva dos desempregados é hoje inseparável do exército de reserva dos trabalhadores pobres e das remunerações baixas. As estatísticas que usamos durante décadas terão de ser muito afinadas para traduzirem bem as novas realidades que as políticas sociais e de emprego devem combater."
"Regressemos à ideia de que as políticas atuais generalizam a pobreza, tanto de quem trabalha como de quem está desempregado, por via de uma atuação simultânea no mundo do trabalho e na proteção social no desemprego. Se existe alguma racionalidade individual – que não colectiva – em aceitar trabalhos miseráveis ("é melhor que nada"), é justamente porque esse "nada" foi fabricado, a montante, nas políticas sociais, pela crescente desproteção social, desde logo no subsídio de desemprego e demais prestações, ainda para mais num quadro de permanência de níveis muito elevados de desemprego de longa duração. "

Trabalhes ou estejas desempregado, serás pobre. É esta a mensagem subjacente às transformações que estão a ser feitas, em simultâneo, no mundo do trabalho e na protecção social no desemprego. É esta a sociedade de pobreza, com mais pobres e maior intensidade de pobreza, que está a ser construída de forma estrutural, porque o que se passa ao nível das remunerações salariais e da protecção social tem efeitos sobre todo o edifício econômico, social e político. Uma sociedade que era já das mais desiguais antes da crise está a tornar-se mais desigual ainda.

Portugal caracteriza-se há muito por níveis salariais extremamente baixos quando comparados com a média europeia. Mas a "desvalorização interna" dos últimos anos mostra que termos salários que são pouco mais de metade da média dos salários na União Europeia (56,4%) não é ainda suficiente nesta corrida para o abismo do trabalho (quase) escravo. Nos últimos anos, além dos cortes salariais no sector público (26%) e no sector privado (13%), registrou-se uma acentuada quebra dos salários nos novos contratos e nos contratos a termo (e mais no trabalho feminino do que no masculino). Assim, entre 2012 e 2013, " verificou-se uma travagem a fundo e os salários recuaram 1,9%, correspondendo agora a uma média de 808 euros mensais líquidos" ; e os trabalhadores que sofreram um corte maior, de 6% no último trimestre de 2013, foram os diplomados do ensino superior, apesar de continuarem a ter, em média, salários mais elevados [1] . 

A confirmar esta percepção de que os novos empregos criados são cada vez mais trabalhos de miséria está a informação recente de que "os contratos de trabalho feitos de Outubro de 2013 para cá e que ainda estão em vigor apontam para um salário base de cerca de 581 euros brutos por mês" [2] . Isto é, os novos salários tendem a aproximar-se do salário mínimo nacional, ainda agora aumentado para os 505 euros mensais. 

A construção desta pobreza laboral, que não é uma característica nacional mas neoliberal, assenta em vários factores, da emigração forçada (superior a 400 mil pessoas) às várias formas de desregulação do emprego. Nestas formas incluem-se as deslocalizações, a precariedade, o trabalho temporário e a tempo parcial, os estágios remunerados com fundos comunitários ou públicos, sem perspectivas de inserção no mercado de trabalho, ou ainda o (auto)emprego através da criação de empresas de desespero, as quais, mascaradas por uma retórica de "empreendedorismo individual", são em geral uma via para o sobre-endividamento pessoal. 

É este admirável mundo novo da emigração, da precariedade, do biscate, do estágio perpétuo e do endividamento para poder trabalhar que facilita a aceitação de remunerações cada vez mais miseráveis. O exército de reserva dos desempregados é hoje inseparável do exército de reserva dos trabalhadores pobres e das remunerações baixas. As estatísticas que usámos durante décadas terão de ser muito afinadas para traduzirem bem as novas realidades que as políticas sociais e de emprego devem combater. 

Quando organismos como o Instituto Nacional de Estatística (INE) apresentam os dados do desemprego (13,7% no primeiro trimestre de 2015) causam entre os cidadãos uma certa ambivalência. Porque, sendo já de si elevadíssimos, percebe-se que não contam com realidades bem conhecidas: os que já desesperam das grilhetas da apresentação quinzenal no Centro de Emprego, de onde não vem qualquer trabalho; os que emigraram e continuam a pensar voltar mal arranjem trabalho cá; os que trabalham muito menos horas (e semanas, e meses…) do que estão disponíveis para trabalhar; etc. 

É por isso importante surgirem estudos que ajudem a compreender melhor a realidade. Exemplo disso é o estudo do "Barómetro das Crise", onde se afirma que, "tendo em conta as diversas formas de desemprego, o subemprego e estimativas prudentes sobre a situação laboral dos novos emigrantes, a taxa real de desemprego poderia situar-se, no segundo semestre de 2014, em 29% da população ativa" [3] . De facto, não só os números da criação de emprego são francamente decepcionantes (pouco e mau emprego), como os níveis do desemprego, em vez de descerem substancialmente, mantêm-se perigosamente estáveis a níveis muito elevados (muito e mau desemprego). 

Regressemos à ideia de que as políticas actuais generalizam a pobreza, tanto de quem trabalha como de quem está desempregado, por via de uma atuação simultânea no mundo do trabalho e na proteção social no desemprego. Se existe alguma racionalidade individual – que não colectiva – em aceitar trabalhos miseráveis ("é melhor que nada"), é justamente porque esse "nada" foi fabricado, a montante, nas políticas sociais, pela crescente desproteção social, desde logo no subsídio de desemprego e demais prestações, ainda para mais num quadro de permanência de níveis muito elevados de desemprego de longa duração. 

É este o papel político da desproteção social dos desempregados. Quando temos, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), menos 100 mil empregos protegidos entre Dezembro de 2012 e Dezembro de 2014, e quando chegamos a taxas de absoluta desproteção (sem subsídio de desemprego, nem subsídio social de desemprego inicial, nem subsídio social de desemprego subsequente) de quase metade dos desempregados "oficialmente" registados (46% no segundo trimestre, 49% no quarto trimestre de 2014) [4] , compreendemos que é um dos pilares do Estado social que está a ser destruído. Qual? O direito à proteção social no desemprego, condição fundamental para a igualdade de direitos e de oportunidades, direito que combate a pobreza protegendo todos os trabalhadores e a própria Segurança Social, ao impedir o abaixamento das contribuições gerais pela aceitação de quaisquer níveis remuneratórios. 

Ainda para mais, a outra prestação social – o rendimento social de inserção (RSI), não criado especificamente para os desempregados e dependendo apenas da falta de rendimentos – que poderia aliviar dramáticas situações de pobreza, não tem acompanhado as necessidades decorrentes da crise e deixa crescentemente sem proteção desempregados que já esgotaram a duração do subsídio. É aqui que importa mexer, com carácter de urgência, para que o Estado social garanta níveis dignos de proteção social. 

Se nem para defender o Estado social se conseguir implantar políticas robustas, como escolher pelo menos um dos outros vértices (o Tratado Orçamental ou a dívida pública actual) do "triângulo das impossibilidades da política orçamental", na expressão do economista Ricardo Paes Mamede, de cujo cumprimento terá de se abdicar para ser possível reverter a austeridade e o empobrecimento? 




[1] Raquel Martins, "Licenciados sofreram a maior queda nos salários em 2013", Público, 8 de Fevereiro de 2014. 
[2] Catarina Almeida Pereira, "Empresas estão a contratar com salário-base de 581 euros", Jornal de Negócios, 26 de Março de 2015. 
[3] "Barómetro das Crises n.º13", 26 de Março de 2015, www.ces.uc.pt/...
[4] Os números aqui referidos foram compilados pelo jornalista João Ramos de Almeida, a quem agradeço. 


[*] Economista. 



O original encontra-se em pt.mondediplo.com/spip.php?article1057

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .



A FONTE PRINCIPAL DESTAS ALDRABICES É O BRASIL - A NOTÍCIA APARECEU NOS JORNAIS, NA TELEVISÃO E FOI ALVO DE UMA CRÓNICA (OS SINAIS) NA TSF. DEPOIS A CAMELADA NÃO SE DÁ AO TRABALHO DE DESMENTIR ! -A imbecilidade mediática : Jornalismo lixo corporativo

A imbecilidade mediática : Jornalismo lixo corporativo

O JORNALISMO LIXO CORPORATIVO 
ResistirA imbecilidade mediática :

"A farsa da morte bizarra do alto funcionário do governo norte-coreano durou pouco tempo, mas as mentiras e manipulações orquestradas pelo governo da Coreia do Sul com apoio da imprensa ocidental a serviço do imperialismo estadunidense não cessam, sendo necessário sempre esclarecer e desmentir esse tipo de "informação"."

Os padrões de qualidade no jornalismo corporativo sempre foram baixos, mas agora degradam-se cada vez mais. E quando se trata da República Democrática e Popular da Coreia, a degradação atinge uma insânia vertiginosa: vale absolutamente tudo, qualquer estória, por mais descabelada e inverossímil que seja. 

A mais recente é a de que o ministro da Defesa teria sido executado publicamente (sic) "a tiro de canhão" (sic) por ter dormido durante um discurso do presidente (sic). Isso foi propalada por todo o mundo nos media que têm a pretensão de serem sérios, como o jornal do Belmiro e o jornalismo Brasileiro da  Globo por exemplo.

A enxurrada de sandices, imbecilidades e lixo difundido diariamente por estes media corporativos faz parte da desinformação promovida pela classe dominante. 

A fase histórica do capitalismo que agora vivemos – de depressão económica sem fim à vista – provoca os fenômenos mais aberrantes.


Ministro norte-coreano aparece em programa de TV após ter morte 'noticiada' pela imprensa ocidental
por Diário Liberdade




O Ministro da Defesa da Coreia do Norte, Hyon Yong-chol, apareceu em um programa de TV norte-coreano nesta quinta-feira (14), um dia depois que o serviço de inteligência da Coreia do Sul anunciou a sua morte por fuzilamento.

Na quarta-feira (13), o Serviço Nacional de Inteligência (SNI) sul-coreano havia anunciado, sem nenhuma prova, o fuzilamento, ou execução com tiros de canhão antiaéreo, do ministro norte-coreano, apresentando como motivo um "cochilo" do funcionário do governo e falta de respeito com o presidente do país, Kim Jong-un. Rapidamente, a imprensa sul-coreana "noticiou" a suposta execução, o que repercutiu em toda a mídia ocidental, a serviço do grande capital, do imperialismo e do governo dos EUA.

Devido ao aparecimento do Ministro da Defesa norte-coreano em rede nacional no país socialista, o Serviço de Inteligência da Coreia do Sul teve que retificar sua própria declaração e afirmou que seguirá acompanhando o caso, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A farsa da morte bizarra do alto funcionário do governo norte-coreano durou pouco tempo, mas as mentiras e manipulações orquestradas pelo governo da Coreia do Sul com apoio da imprensa ocidental a serviço do imperialismo estadunidense não cessam, sendo necessário sempre esclarecer e desmentir esse tipo de "informação".