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domingo, 10 de maio de 2015

Prisão preventiva para o dono da Feira dos Tecidos - Um juiz de Instrução Criminal da Comarca do Porto decretou que três dos nove arguidos do processo "Fazenda Branca", incluindo o dono da Feira dos Tecidos, ficam em prisão preventiva.

Prisão preventiva para o dono da Feira dos Tecidos


Um juiz de Instrução Criminal da Comarca do Porto decretou que três dos nove arguidos do processo "Fazenda Branca", incluindo o dono da Feira dos Tecidos, ficam em prisão preventiva.
 
ORLANDO ALMEIDA/GLOBAL IMAGENS
Dono da empresa seria o cérebro das movimentações fiscais fraudulentas
Em declarações à agência Lusa, o advogado de quatro dos nove arguidos, Pedro Marinho Falcão, explicou que três dos detidos no âmbito desta investigação relacionada com crimes fiscais no setor têxtil ficaram em prisão preventiva, sendo um deles o dono da empresa "Feira dos Tecidos".

Os restantes seis têm de se apresentar às autoridades periodicamente, estando proibidos de contactar com os arguidos e de sair do país.
Pedro Marinho Falcão acrescentou ainda à agência Lusa que vai interpor recurso da medida da coação aplicada aos seus dois que ficaram em prisão preventiva.
O primeiro interrogatório judicial começou no dia das detenções, na quarta-feira, tendo-se prolongado até este domingo no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
A investigação debruça-se sobre uma suspeita de fraude fiscal no setor retalhista têxtil que terá lesado o Estado em dezenas de milhões de euros.
Nove dos seus membros foram detidos pela Polícia Judiciária do Porto, incluindo Serafim Martins, o dono do grupo retalhista têxtil "Feira dos Tecidos", que, de acordo com a investigação, centralizaria o esquema fraudulento.
A operação de combate à fraude fiscal no setor dos têxteis decorreu no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público - Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto -, em articulação com a Autoridade Tributária e Aduaneira, e teve o objetivo de "cessar a atividade de um grupo de pessoas fortemente indiciado pela prática continuada de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais".
"As investigações permitiram indiciar a existência de um grupo organizado no setor da compra e venda de têxteis que, atuando de forma concertada e permanente, vinha efetuando transações comerciais sem proceder à respetiva declaração fiscal ou fazendo-o com falsidade, lesava a Fazenda Nacional em dezenas de milhões de euros em sede de IRC e IVA"
.

A BELEZA DAS TRIBOS SURMA E MURSI DO SUL DA ETIÓPIA

Enquanto milhares de seres humanos se cadastram para viajar a Marte sem passagem de volta, as tribos Surma e Mursi vivem em um estágio muito comparável ao Mesolítico. Estes indígenas do sul da Etiópia, que vivem principalmente do pastoreio de grandes rebanhos de gado no vale do Omo, também se dedicam à agricultura de cereais, sorgo, milho e sobretudo são coletores de mel. Calcula-se que restam uns 9.000 indígenas Mursi e uns 45.000 Surma.

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A beleza das Tribos Surma e Mursi, uma cultura em perigo, no sul de Etiópia 01
Seu alimento é baseado no leite e carne de suas vacas, os cereais que cultivam e do próprio sangue das vacas que extraem espetando-as em uma veia. As vacas também são o padrão comercial. O pai, proprietário do rebanho, presenteia 30 vacas à cada filho quando se casam.
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Nas numerosas famílias os mais jovens costumam ficar sem este dote e têm que recorrer a outro tipo de recursos, normalmente bastante irregulares, para conseguir seu dote. Sendo a vaca tão importante não é incomum que ali também soprem suas vaginas para aumentar a produção de leite
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Em uma prática imemorial enfeitam-se, cotidianamente, com espetaculares penteados realizando também incríveis pinturas em seus corpos com pigmentos naturais extraídos de minerais e vegetais, que ademais tem uma segunda função como repelente de insetos ao misturar as tintas com cinza e urina de gado.
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Suas pinturas representam desde desenhos abstratos até padrões de cores das flores que formam uma deslumbrante variedade em todo o corpo, em uma expressão cultural mais elementar para eles que a própria música ou a dança.
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Consideram sua imagem como algo abstrato e pintam o corpo duas ou três vezes ao dia, como se mudassem de roupa em uma particular forma de sedução, de expressar seu estado de ânimo ou seu orgulho. As escarificações e mutilações que se infligem são também sinais de elegância, de força e de valor.
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Os Surma usam discos de abóbora ou pratos de argila incrustados em seus lábios e nas orelhas, que no caso das mulheres resultará em um dote matrimonial -normalmente em cabeças de gado- diretamente proporcional ao tamanho usado.
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Terminada a colheita os jovens Surma competem em lutas bastante violentas, com bastões de madeira como armas, que são conhecidas com o nome de "Donga". Com ela demonstram sua masculinidade, saldam picuinhas pessoais ou lutam para conseguir uma esposa. Os participantes competem de dois em dois e vão sendo eliminados até que só resta o vencedor do torneio. Os jovens Mursi também participam desta tradição.
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É costume entre as duas tribos elaborar uma bebida alcoólica bem parecida à cerveja que é feita a base de sorgo fermentado. Falam o suri e vários dialetos, como o tirma e o chai.
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A maioria dos indígenas conservam um temperamento belicoso. Lutar contra outras tribos sempre foi uma constante em toda sua história e alternam períodos de guerra com outros de paz. Se acontecem tensões muito graves, os Jalaba, conselho de homens de mas idade do povoado, são os responsáveis por tomar as decisões e ditar as leis de convivência.
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Se acontecem confrontos com outras tribos, uma delegação desses mesmos idosos se reúne com a delegação da outra tribo e negociam as soluções para alcançar a paz.
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A cultura milenar destes indígenas encontra-se atualmente em grave perigo já que estão sendo obrigados a renunciar, sem nenhum tipo de compensação, a suas terras no Parque Nacional do Omo, por servidores públicos do Governo segundo denúncia da ONG "Native Solutions to Conservation Refugees".
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Assessorados por eles, os Mursi declararam seu território como zona comunitária de conservação começando um projeto comunitário de turismo para o qual criaram sua própria página na internet, a Mursi Community.
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Por outra parte está em projeto a construção da represa
hidrelétrica Gibe III nesta zona. Uma vez terminada -está prevista sua abertura para o final deste ano- seria a maior hidrelétrica da África.
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Grupos defensores do meio ambiente locais e internacionais como a organização de defesa dos povos indígenas Survival International denunciaram graves impactos negativos tanto sociais quantos ao meio ambiente e estão criticando bastante a avaliação da obra.
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Stephen Corry, diretor da organização de direitos indígenas, Survival International, disse que a represa Gibe III será um desastre de proporções cataclísmicas para os povos do Vale do Omo. Sua vida e sustento serão destruídos, só alguns têm uma ideia do que lhes espera. Segundo ele, o governo violou a constituição da Etiópia e o direito internacional no processo de apropriação.
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Notícias ruins à parte, fascinado pelas tradições destes povos, o fotógrafo Hans Silvester dedicou quase 6 anos para conhecê-los e refletir em seus geniais fotografias os espetaculares adornos e extraordinárias pinturas que embelezam o corpo dos indígenas com um olhar muito especial e íntimo para uma cultura que pode estar a ponto de se extinguir.
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Para facilitar a integração contratou os serviços de uma guia etíope, Moulou, cujos conhecimentos e respeito pelas etnias e seus conselhos resultaram vitais. Para evitar os perigos que supõem para o homem ocidental a comida
indígena e a própria água, Moulou aconselhou Hans a contratação de um cozinheiro, que ademais serviu para estabelecer laços sociais com os indígenas com os quais iam se encontrando.
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Normalmente o primeiro contato com as tribos era estabelecido ao redor de uma comida compartilhada, sentados todos no chão e utilizando as mãos e dedos como utensílios e talheres.
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Hans Silvester é um fotógrafo e militante das causas relacionadas a defesa do meio ambiente nascido em Lorrach, Alemanha, em 1938. Sua ampla obra inclui o estudo de regiões de todo mundo, França, América Central, Japão, Portugal, Egito, Tunísia, Hungria, Peru, Itália e Espanha durante os anos 1960 e 1970. Mas tarde dirigiu sua atenção para os estragos da desflorestação no Amazonas.
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Seu trabalho mais recente documenta a vida destes indígenas com uma obra que o artista descreve como uma imersão na vida e na tradição das tribos etíopes em um esforço para salvar tanto quanto seja possível esta arte realmente viva e sujeita a uma variação infinita, produzida por estas culturas tribais, e cujos elementos constitutivos formam um vínculo entre o homem e a natureza.
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A obra de Silvester, das quais fazem parte estas fotografias que ilustram o artigo, foram exibidas em numerosas galerias de arte pelo mundo todo. Suas fotografias já foram objeto de quase 50 livros sendo o mas recente "Natural Fashion: Tribal Decoration from Africa" publicado em 2009.
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Hua Tunán - AS EXPLOSIVAS PINTURAS

 Hua Tunán - AS EXPLOSIVAS PINTURAS 

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Foto por Matt Wells
As criaturas retratadas no artista chinês Hua Tunán pinturas a tinta  parecem por momentos longe de escapar da tela. Cada peça parece pulsar com energia, impulsionada pelo estilo de pintura frenética de Tunánque que usa a arte tradicional chinesa e do grafitti-estilo ocidental. O artista também funciona em telas muito maiores, com pinceladas de tinta spray pingando em murais urbanos que surgiram em todo o mundo ao longo dos últimos anos.
Tunán tem atualmente uma exposição na Galerie F em Chicago intitulada Espírito da Terra  e está completando uma série de murais ao redor da cidade. Você pode ver mais de seu trabalho
Tunán-1
Foto por Matt Wells
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Foto por Matt Wells
Tunán 4-
Foto por Matt Wells
Tunán 5-
Foto por Matt Wells
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