AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Depois da tempestade, a bonança. Os independentistas escoceses perderam o referendo, mas agora podem ser essenciais para ajudar os trabalhistas a formar governo. Irónico? Previsível, dizem alguns.




Depois da tempestade, a bonança. Os independentistas escoceses perderam o referendo, mas agora podem ser essenciais para ajudar os trabalhistas a formar governo. Irónico? Previsível, dizem alguns.
Mais do que humor britânico, é humor escocês. Sempre que a Escócia vai a votos, há duas piadas que tornam a circular pelo país.
A primeira serve para ilustrar a falta de apoio ali encontrado pelo Partido Conservador, liderado pelo primeiro-ministro britânico cessante, David Cameron: “Temos mais pandas no nosso jardim zoológico do que deputados conservadores”. À data, a proporção é de dois pandas para um conservador.
A outra anedota diz respeito ao Partido Trabalhista, liderado por Ed Miliband, o principal rival dos conservadores a nível nacional e habitual vencedor na Escócia. Se olharmos para as últimas três décadas, o pior resultado que os trabalhistas escoceses conseguiram em eleições legislativas do Reino Unido foi 39%, em 1992. Ficaram 14 pontos acima do segundo classificado, os conservadores. Nestes 30 anos, a média eleitoral dos trabalhistas é de 42%. Por isso, de acordo com um dito popular, uma vez que os votos nos trabalhistas são tantos, em vez de se gastar tempo e engenho a contá-los um a um, mais valia pesá-los para constatar o óbvio.
Desta vez pode ser diferente. Se olharmos para as sondagens na Escócia das eleições legislativas de 7 de maio no Reino Unido, é fácil prever que a primeira piada sairá reforçada depois de contados os votos. Tian Tian e Yang Guang continuarão na sua jaula no zoo de Edimburgo, ao passo que os conservadores escoceses não deverão conseguir enviar um único deputado para a Câmara dos Comuns, em Londres. Já a anedota que diz que mais valia pesar os votos trabalhistas vai passar o seu prazo de validade na quinta-feira. Isto porque, segundo os estudos de opinião, os trabalhistas arriscam-se a também não eleger nenhum deputado na Escócia.
No final de contas, com ou sem piadas, quem poderá rir à vontade são os independentistas do Partido Nacional Escocês (Scottish Nacional Party, SNP), liderados por Nicola Sturgeon. Em 2010 ficaram em terceiro, com 19,9% e seis deputados. Agora, uma sondagem da televisão STV de 29 de abril aponta-lhes 54% dos votos — suficiente para conseguirem conquistar cada um dos 59 assentos parlamentares destinados aos escoceses em Londres. Esta é a previsão de votação no SNP mais elevada, mas desde o início de Abril que as intenções de voto têm oscilado ente os 48% e os 54%, com a mais recente,publicada este domingo pelo Sunday Times, a apontar para 49%.
Nicola Sturgeon a dirigir-se a Ed Miliband no debate de 2 de abril. O site YouGov apurou que, nas redes sociais, Sturgeon foi a candidata cuja prestação teve mais apoio. (Stefan Rousseau - WPA)
Destes números, surge algo que tem tanto de óbvio como de inesperado: o Partido Trabalhista, que está longe de ter uma maioria, vai ter muito provavelmente de negociar com o SNP para conseguir formar um executivo. Miliband rejeitou essa hipótese no último debate eleitoral, a 30 de abril. “Se o preço para ter um governo trabalhista é um acordo ou uma coligação com o SNP, então não vai acontecer”, disse. Sturgeon comentou que levar esta decisão avante seria “o último prego no caixão” dos trabalhistas. E houve figuras de topo no seio do partido de Miliband que cedo se apressaram a tentar amenizar as palavras do líder. “Claro” que vai haver “diálogo”, disse uma delas ao “Daily Telegraph”.
A aritmética não engana: para chegar o mais perto possível dos 326 deputados necessários para uma maioria favorável no parlamento, os trabalhistas podem muito bem vir a precisar do independentistas escoceses como de pão para a boca.
Num cenário de negociações, o SNP vai exigir o fim do programa de armas nucleares Trident, cuja base é na Escócia. Calcula-se que o projeto custará 130 milhões de libras (175 milhões de euros) nos próximos 35 anos.
A ajudar estes números está o mesmo sistema eleitoral que até aos dias de hoje tinha prejudicado os nacionalistas escoceses. Nas eleições no Reino Unido, o território é dividido em 650 círculos eleitorais, sendo que apenas o vencedor em cada um destes será escolhido para deputado na Câmara dos Comuns. Nas últimas três décadas, a média eleitoral do SNP na Escócia é 19,3%, mas o número de deputados que tiveram até hoje foi seis. Ou seja, 10% dos deputados eleitos pela Escócia (59) e menos de 1% de todo o parlamento britânico.
Mas a reviravolta política da Escócia tem raízes mais fundas do que um método de contagem de votos.

“Nem o SNP esperava isto”

Nicola McEwen, professora de ciência política na Universidade de Edimburgo e especialista em comportamento eleitoral, admite-o sem pejo: “Não esperava que isto acontecesse, pelo menos tão depressa”. Ao telefone com o Observador, arrisca dizer que não é a única. “Sinceramente, nem o SNP esperava isto.”
Porém, o caminho começou a ser feito desde 2007, explica McEwen. Foi nesse ano que os nacionalistas escoceses venceram pela primeira vez as eleições para o parlamento escocês, com mais 0,7% de votos do que os trabalhistas. Apenas quatro anos depois, nas eleições de 2011, a vantagem aumentou para 13,7%, com os nacionalistas a receberem 45,4% da preferência dos escoceses.
Alex Salmdond foi líder do PNE entre 1990 e 2000 e mais tarde entre 2004 e 2014. Nicola Sturgeon foi a sua sucessora no partido e no governo escocês. (ANDY RAIN/EPA)
O maior passo desta caminhada foi a promessa de um referendo da independência da Escócia do resto do Reino Unido. Em 2007, o então líder do SNP, Alex Salmond, avançou a ideia. Mas foi em 2011 que ela começou a ganhar forma. Finalmente, no dia 18 de setembro de 2014, a pergunta foi lançada: “A Escócia deve ser um país independente?”. O “sim”, apoiado pelo SNP, teve 44,7% dos votos. O “não”, a opção defendida, entre outros, pelos trabalhistas e pelos conservadores, ganhou o referendo com 55,3%.
O SNP tem sido acusado de querer fazer um novo referendo à independência nos próximos anos, apesar de ter perdido em 2014. Nicola Sturgeon nega, mas já disse que seria “completamente insultuoso” rejeitar essa hipótese para sempre.
Parece, então, um paradoxo que seja o partido que saiu derrotado do referendo aquele que espera melhores resultados. Mas para McEwen, mais do que uma contradição, os números que agora as sondagens apontam são o resultado de um “processo que foi criado a propósito do referendo”. “O SNP gerou um movimento pela independência que não existia antes (…). E acho que eles beneficiaram com esta ideia de não serem só um partido, mas antes parte de um movimento social.” Ainda assim, nesta campanha a hipótese de um novo referendo nos próximos anos tem sido negada por Nicola Sturgeon, que prefere fixar um objetivo mais diplomático e que, por isso, colhe mais junto do seu eleitorado: “Fazer ouvir a voz da Escócia mais alto do que nunca em Westminster”, referindo-se à zona londrina onde se situa o parlamento britânico.
O outro lado do êxito do SNP é, já sabemos, a derrota estrondosa que se adivinha para os trabalhistas escoceses. “Bem mais surpreendente do que o SNP ter beneficiado de um referendo que perdeu, é o facto de os trabalhistas não conseguirem tirar proveito nenhum de um referendo que venceram”, argumenta McEwen. Para a académica da Universidade de Edimburgo, isto acontece porque “o eleitorado escocês já não confia no Partido Trabalhista para defender os interesses escoceses no Parlamento do Reino Unido. E o Partido Trabalhista, a nível nacional, também mudou. Em todas as eleições nos últimos 20 anos, os trabalhistas tinham políticos escoceses de alto prestígio na sua liderança [Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido entre 2007 e 2010, é o melhor exemplo].” Hoje, isto não existe. “Ed Miliband e os seus colegas não têm nenhuma relação com a Escócia.”

O homem do carro dos bombeiros

Chris Law, o candidato do SNP em Dundee West, a quem as sondagens dão uma vitória certa, aventa outra explicação. Para o analista financeiro de 45 anos, “os trabalhistas puseram-se ao lado dos partidos que representam os poderes instalados de Londres”. Durante o referendo, “só falaram de cuidado, da importância de ter cautela, tudo era perigoso, e isso não chamou a atenção dos escoceses nem lhes espevitou a imaginação”.
Segundo a sondagem do YouGov, Dundee West vai ser o sítio onde se vai registar a maior reviravolta destas eleições em território escocês. Desde que entrou no mapa dos círculos eleitorais em 1950, Dundee West elegeu sempre um deputado do Partido Trabalhista — a última vez, em 2010, com 48,5% dos votos. Agora, é pouco provável que passem dos 30%. Já o SNP conta chegar perto dos 60%.
O programa eleitoral do SNP é ainda mais esquerdista do que o do Labour, pois prevê um aumento de 0,5% na despesa pública por ano, fala de impostos a 50% para os mais ricos (embora não especifique a partir de que nível de rendimento quer aplicar a taxa) e do “imposto para mansões”, isto é, para os proprietários de casas acima dos 2 milhões de libras, um escalão que, num país onde houve um forte aumento do preço do imobiliário, atingiria muitas famílias da classe média.
Ao telefone com o Observador, Law explica que a maior motivação para concorrer a um lugar em Westminster é a memória da sua mãe, uma enfermeira que trabalhava num hospital público e que morreu com esclerose múltipla. “Depois de ela ficar doente, o casamento dela acabou e a única maneira que ela arranjou para me conseguir criar decentemente foi com a ajuda do Estado.”
O Estado social é uma das suas maiores bandeiras, refere, e volta a recorrer a uma outra história pessoal para se explicar melhor. “Depois de ter estudado sociologia e ciência política na universidade, fui para a Ásia fazer voluntariado. E também passei pela África do Sul. E sempre que voltava ao Reino Unido, só se falava em reduzir o tamanho do Estado social. Privatizar-se o sistema de saúde, se calhar. E eu só pensava que as pessoas que dizem isto nunca foram aos países onde eu fiz voluntariado, em que não há Estado social como nós o concebemos. Se conhecessem esses sítios, não diziam coisas dessas.”
Chris Law, na fotografia, percorreu a Escócia num carro dos bombeiros para fazer campanha pelo "sim" no referendo de 2014. (Fotografia do Facebook da campanha Spirit of Independence")
Chris Law ficou conhecido por toda a Escócia quando decidiu percorrer o país de Norte a Sul para fazer campanha pelo “sim” no referendo de 2014. Comprou um “Deusa Verde”, nome dado a um carro dos bombeiros dos anos 50, pintou-o com as cores nacionais e fez-se à estrada. Ao longo de 3700 quilómetros, distribuiu panfletos a favor da independência e fez entrevistas a vários cidadãos, que foi colocando no YouTube. A iniciativa ficou conhecida como “Spirit of Independence” (em português, Espírito de Independência). No final do périplo, o homem de quase dois metros tornou-se uma figura conhecida em toda a Escócia, onde ficou celebrizado tanto pelas suas ideias políticas, como por usar rabo-de-cavalo e camisas de padrões berrantes.
“Eu não me importo nada, antes pelo contrário, que digam que eu sou um excêntrico com rabo-de-cavalo, por mim não faz mal. A política tem de mudar, a sociedade política tem de refletir aqueles que representam. Os cidadãos comuns não são milionários que estudaram em Eton”, diz, referindo-se ao colégio privado onde estudaram 19 primeiros-ministros britânicos, incluindo David Cameron. “Escolas públicas, aí sim, é onde as pessoas normais estudam.”
Chris Law não é o único candidato do SNP com um currículo onde a política parece ter sido um acaso. Entre os aspirantes a um lugar em Westminster também está uma antiga atriz de novelas no Paquistão, uma enfermeira, um antigo dono de um bar de stand-up comedy e uma estudante com apenas 21 anos que, segundo as sondagens, será a mais jovem deputada de sempre na Câmara dos Comuns. “Não somos políticos profissionais”, costumam garantir.
O mesmo já não pode ser dito em relação à líder do SNP, Nicola Sturgeon. “As pessoas normais não se inscrevem em partidos políticos aos 16 anos e a partir daí dedicam inteiramente as suas vidas ao partido”, diz ao Observador David Torrance, biógrafo da líder dos independentistas. “Mas foi exatamente isso que ela fez, sem se desviar um centímetro que fosse desta trajetória.”

Nicola Sturgeon, uma vida dedicada à política

Nicola Sturgeon, 44 anos, tornou-se ministra principal da Escócia em novembro de 2014 após o seu antecessor e mentor, Alex Salmond, ter abandonado o posto de líder do governo depois de ter perdido o referendo. Era a vez de Sturgeon, filha de um eletricista e de uma assistente de medicina dentária de Irvine, uma cidade com 40 mil habitantes no Sudoeste escocês.
O título da biografia assinada por Torrance não é de todo despropositado: “Nicola Sturgeon: A Political Life”. Quer nos tempos de liceu, como na altura em que estudou Direito na Universidade de Glasgow, a política e o SNP foram sempre as suas prioridades. Até a sua vida pessoal é um reflexo disso. Em 2010 casou com Peter Murrel, chefe executivo do partido. Antes desta relação, conhecem-se-lhe outras duas que foram duradouras. Sem surpresa, ambas foram com homens do partido. E também não é surpresa que a sua série de televisão preferida seja o drama político dinamarquês “Borgen”, que em Portugal foi transmitido pela RTP2. Em 2013, assim que se soube que a atriz que interpreta Birgitte Nyborg, a primeira-ministra da Dinamarca na série, ia visitar a Escócia para promover o programa, a equipa de assessores de Sturgeon fez tudo para juntá-las. O resultado foi uma entrevista em que Sturgeon, na altura vice-líder do governo escocês, lança perguntas à atriz Sidse Babett Knudsen com um ar embevecido. Provavelmente por lapso, foram várias as ocasiões em que se lhe dirigiu como se estivesse a falar com a personagem de “Borgen” e não com a sua intérprete.

Para Torrance, Sturgeon tem uma enorme vantagem sobre Salmond, de quem também é biógrafo: as pessoas gostam dela. “Ela passa a ideia de ser uma pessoa normal, mesmo que não o seja. As mulheres querem ser como ela; os homens gostavam de sair com alguém assim; os escoceses mais velhos nutrem um sentimento paternalista em relação a ela; e os mais novos olham para ela como um exemplo.” Nicola McEwen, recorde-se, especialista em comportamento eleitoral da Universidade de Edimburgo, também segue esta linha de pensamento. “Salmond era um político formidável, mas dividia muito as opiniões. E ela não faz isso. Sturgeon tem um toque humano, uma personalidade simpática.”
Isso viu-se no único debate com todos os candidatos destas eleições legislativas, no já distante 2 de abril. Nessa altura, uma sondagem relâmpago do YouGov feita no Twitter colocou-a como vencedora desse confronto televisivo. Embora os seus maiores alvos tenham sido o primeiro-ministro David Cameron e o líder dos eurocéticos do UKIP, Nigel Farage, Sturgeon também fez questão de pôr Ed Miliband, dos trabalhistas, em cheque. Mas não ao ponto de queimar pontes.
Porque será esse mesmo Miliband que Sturgeon terá de convencer para firmar um acordo que, a acontecer, deverá ser de incidência parlamentar e nunca de coligação governamental. Uma coisa é certa, garante McEwen: “As negociações não vão ser fáceis. Não tanto pelas suas diferenças, que não são assim tantas, mas porque eles competem um contra o outro.” Para a académica, o cenário ainda está aberto.
“Vai depender muito da aritmética final, só vamos conseguir falar com mais certezas depois de os votos serem todos contados. ” No caso do SNP, de modo a poupar tempo e engenho, desta vez talvez seja mais fácil pesá-los.


Com a verdade “minganas” - Na resposta, Passos Coelho mostrou-se desagradado com a “intriga política” suscitada, assegurando que “nunca na vida” enxovalhou "o líder do principal partido da oposição".

Com a verdade “minganas”

Na resposta, Passos Coelho mostrou-se desagradado com a “intriga política” suscitada, assegurando que “nunca na vida” enxovalhou "o líder do principal partido da oposição". Uma gafe que provocou alguns risos, já que se referia à polémica da demissão de Paulo Portas, no verão de 2013.
O trapalhão que temos como Primeiro-ministro até ao próximo mês de Outubro deixou os ferros curtos relatados por terceiros na sua pseudo-biografia (autorizada) para passar aos compridos, ao estribo, desferrados no cachaço do seu parceiro de coligação.

Aquilo do SMS era coisa menor segundo fizeram saber os do Caldas e então, em pleno Parlamento e ainda visivelmente emocionado e enxofrado com as desfeitas que estavam a fazer ao seu parceiro e mentor Dias Loureiro – que ele considera ser um empresário de sucesso que merece ser apontado como exemplo do melhor empreendedorismo nacional - , atirou a Portas o imputo de “líder do principal partido da oposição”.

Sabemos que ele queria dizer – líder do pior (do mais perigoso) partido da contraposição – mas as habituais trapalhices que se lhe conhecem fizeram-no sair-se assim.

Lá para Outubro, na terceira pseudo-biografia de despedida onde comprovará que somos o que queremos que os outros julguem que somos, haveremos de perceber que este lapso foi um MMS intencional.


LNT



barbearialnt.blogspot.pt

CRISTIANO RONALDO TERÁ DOADO 7 MILHÕES DE EUROS PARA AS VÍTIMAS DO TERRAMOTO DO NEPAL

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

NOTAS - O FUTEBOL DE HOJE

O FUTEBOL ACTUALMENTE NAS SUAS ESTRUTURAS DE DIRECÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS NÃO FICA NADA A DEVER AO (ISIS) ESTADO ISLÂMICO.
É DE TAL ORDEM A MÁFIA QUE O DOMINA E QUE ( NÃO É VERDADE PARA MUITOS CEGOS E FANÁTICOS) PROMOVE A VIOLÊNCIA E O ÓDIO QUE NEM OS MAIS RESISTENTES QUE AMAM O FUTEBOL PELA SUA VERTENTE DESPORTIVA CONSEGUEM EVITAR O VÓMITO.
PERDEU SIM ! PERDEU TODO O ENCANTO HÁ MUITOS ANOS E OS QUE ATÉ HOJE TÊM OCUPADO OS LUGARES DE CHEFIA NÃO PASSAM DE DITADORES OPORTUNISTAS E GENTALHA QUE ANDA NO DESPORTO SÓ PARA ENCHER AS ALGIBEIRAS.
FALO DE DIRIGENTES, DE TÉCNICOS, E TAMBÉM DE ADEPTOS MUITOS DELES QUE VÃO PARA OS JOGOS DESCARREGAR AS FRUSTRAÇÕES AS COVARDIAS, OS QUE NA VIDA DO DIA A DIA NÃO TÊM CORAGEM DE COMBATER AS INJUSTIÇAS E A PODRIDÃO.
António Garrochinho

EXPERIÊNCIAS MACABRAS DOS AMERICANOS COMPARÁVEIS AO NAZISMO - Câmaras de gás, experimentos com seres humanos, infecção de pessoas de outras raças com doenças perigosas. Parecem métodos empregados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas são alguns dos experimentos realizados pelos Estados Unidos ao longo da história.

13 experimentos macabros com seres humanos realizados pelos EUA

13 experimentos macabros com seres humanos realizados pelos EUA
Estados Unidos - RT

Câmaras de gás, experimentos com seres humanos, infecção de pessoas de outras raças com doenças perigosas. Parecem métodos empregados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas são alguns dos experimentos realizados pelos Estados Unidos ao longo da história.

Um artigo publicado no portal globalconflict.ru lembra os 13 piores experimentos com seres humanos realizados pelos EUA.

MKULTRA, Subprojeto 68

MKULTRA foi um projeto da CIA que buscava encontrar maneiras de controlar a mente, contratando para isso o doutor Donald Ewen Cameron, para que comandasse os experimentos.

Nas operações do Subprojeto 68, o doutor submetia os pacientes de seu Instituto Memorial Allen em Montreal com depressão bipolar ou transtornos de ansiedade a uma "terapia" que lhes deixou sérios danos e alterou suas vidas de forma irreparável.

Assim, entre 1957 e 1964, Cameron submeteu seus pacientes a uma terapia que ultrapassava entre 30 e 40 vezes as normas estabelecidas. Induzia os seus pacientes a estado de coma com drogas durante meses e reproduzia fitas com declarações simples ou ruídos repetitivos por muitas vezes. As vítimas esqueceram como falar, esqueceram-se de seus pais e sofreram amnésia grave.

Os experimentos foram realizados em cidadãos canadenses, provavelmente porque a CIA considerava muito arriscado realizar essas práticas em estadunidenses.

Para conseguir que o objetivo continuasse a ser financiado, Cameron envolveu crianças nos experimentos, induzindo em uma ocasião um menino a manter relações sexuais com um alto funcionário governamental, para depois utilizar a gravação desta cena em chantagens.

Soldados em câmaras de gás mostarda

À medida que se intensificava a investigação de armas químicas nos anos 40 e para provar a eficácia das armas e métodos de defesa, o Governo dos Estados Unidos não vacilou na hora de envolver militares em seus experimentos, durante os quais utilizava gás mostarda e outros produtos químicos que deixavam queimaduras na pele e destruíam os pulmões dos soldados, que nem sequer sabiam que faziam parte do experimento.

Em uma prática que evoca as imagens da Alemanha nazista, prendiam os soldados em câmaras de gás para testar máscaras antigás e roupas de proteção.

Entre os agentes utilizados se encontrava a lewisita, composto que facilmente penetra a roupa e inclusive a borracha e que, ao ter contato com a pele, imediatamente provoca uma dor extrema, queimação, inchaço e erupção cutânea. A inalação do gás provoca sensação de ardor nos pulmões, espirros, vômitos e edema pulmonar.

A respeito do gás mostarda, seus efeitos são assintomáticos até aproximadamente 24 horas depois da exposição, e seus efeitos primários incluem queimaduras graves que se convertem, com o tempo, em ampolas cheias de líquido amarelo. O gás mostarda tem propriedades mutagênicas e cancerígenas que custaram a vida de muitas pessoas expostas.

Imunidade para o monstro da cirurgia

Alguns dos experimentos mais cruéis com humanos durante a Segunda Guerra Mundial foram realizados pela Unidade 731 japonesa a mando do comandante Shiro Ishii.

Em tais experimentos, perpetrados em nome da investigação biológica, extremidades de corpos humanos foram amputadas e depois costuradas em outras partes do corpo; as extremidades das vítimas foram congeladas e voltaram a se descongelar, resultando em gangrena; diversas bactérias e doenças foram injetadas em prisioneiros para estudar seus efeitos, etc.

Após a Segunda Guerra Mundial, Ishii foi preso, mas nunca chegou a pagar por seus crimes, já que o general estadunidense Douglas MacArthur lhe concedeu a imunidade em troca de informação bacteriológica obtida por meio desses experimentos macabros.

Pulverização de cidades com agentes químicos

Para investigar os possíveis efeitos de um ataque químico, as Forças Armadas dos Estados Unidos e a CIA realizaram uma série de simulações de ataques químicos e biológicos contra várias cidades estadunidenses em meados do século passado, entre eles os seguintes:
A CIA dispersou o vírus de pertússis na baía de Tampa, usando barcos. Como consequência, iniciou uma epidemia que deixou 12 mortos. 
A Marinha de guerra arrasou São Francisco com bactérias patógenas. Muitos cidadãos sofreram pneumonia. 
O Exército soltou milhões de mosquitos portadores da febre amarela e dengue sobre Savannah, no estado da Geórgia, e Avon Park, Flórida. O enxame provocou muitos problemas respiratórios e febre tifoide aos cidadãos, e algumas crianças nasceram mortas.
Após os ataques, às zonas afetadas chegavam militares disfarçados de trabalhadores sanitários, com a intenção secreta de estudar os efeitos a longo prazo de todas as doenças enquanto ajudavam às vítimas.

Infecção de guatemaltecos com doenças venéreas

Nos anos 40 milhares de guatemaltecos foram infectados com sífilis, gonorreia e cancroide sem seu conhecimento, como parte de uma série de experimentos dirigidos pelo médico estadunidense John Cutler e destinados a averiguar se a penicilina poderia ser usada "para prevenir doenças de transmissão sexual".

Para realizar seus experimentos, o Governo dos EUA enviou prostitutas sifilíticas aos presos, doentes mentais e soldados da Guatemala. Se alguém conseguisse evitar a infecção, a doença lhe era inoculada. Uma vez infectadas, algumas vítimas eram tratadas com penicilina e outras não, para estudar as diferentes reações. Cerca de um terço das vítimas não recebeu penicilina. Mais de 80 "participantes" no experimento morreram.

Experimentos secretos para estudar os efeitos da bomba atômica

Em um programa secreto para estudar o efeito de elementos radioativos, o Governo dos EUA injetava nos seus "participantes" substâncias altamente tóxicas como plutônio.

Estes experimentos incluíam a injeção de miligramas de plutônio em soldados durante o projeto Oak Ridge, e injeções posteriores a três pacientes do Hospital de Chicago. Dos 18 pacientes que foram utilizados para o experimento, só cinco viveram mais de vinte anos depois da injeção.

Além do plutônio, também foram realizados experimentos com urânio. Assim, entre 1946 e 1947, o doutor William Sweet injetou urânio em 11 pacientes do hospital de Massachusetts, com financiamento do Projeto Manhattan.

Injeções de "agente laranja" nos presos

Além de usar amplamente o "agente laranja" como esfoliante durante a Guerra do Vietnã (o que produziu várias doenças e mutações genéticas nas gerações seguintes), o Governo dos Estados Unidos provou o perigoso produto tóxico em presos voluntários de uma prisão da Filadélfia, alegando ser uma "investigação dermatológica".

Os experimentos, realizados entre 1951 e 1974, foram encabeçados pelo doutor Albert Kligman. Os presos eram pagos para permitir a aplicação de injeções de dioxina, um dos componentes do "agente laranja". Entre os efeitos sofridos pelos presos estão as erupções (cloracne) nas bochechas, atrás das orelhas, axilas e virilha.

Operação "Paperclip"

A denominada "Operação Paperclip" remonta ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando a derrota do Terceiro Reich já aparecia no horizonte. A CIA, sem o conhecimento nem a aprovação do Departamento de Estado, levou aos EUA, junto com suas famílias, mais de 700 cientistas nazistas especializados em foguetes, armas químicas e experimentos médicos.

Para limpar seu nome e possibilitar sua entrada nos EUA, numerosos documentos foram reescritos, e grande parte da informação relacionada com a operação ainda está guardada em segredo absoluto.

Infecção de portorriquenhos com câncer

Em 1931, o doutor Cornelius Rhoads recebeu o financiamento do Instituto Rockefeller para realizar uma série de experimentos em Porto Rico. Durante a investigação, Rhoads infectou centenas de cidadãos portorriquenhos com células cancerígenas. Treze deles morreram.

Em novembro de 1931, em uma carta a seu companheiro de Boston, descrevia os portorriquenhos como "a raça mais suja, mais preguiçosa, mais degenerada e mais desonesta que já habitou o planeta".

"Eu fiz o melhor que pude para adiantar o processo [de extermínio da população] matando oito e levando o câncer a muitos mais. Este último não causou mortes ainda... A questão da consideração pelo bem-estar dos pacientes não tem papel algum aqui – de fato, todos os médicos se deleitam no abuso e tortura desses infelizes sujeitos", escreveu na carta.

Tratamento de câncer com doses extremas de radiação

Entre 1960 e 1971, Eugene Saenger, radiologista da Universidade de Cincinnati (Ohio, EUA), executou um experimento que consistia em expor 88 pacientes com câncer, pobres e em sua maioria negros, a radiações em todo o corpo. As vítimas não preencheram nenhum formulário de consentimento, nem foram informados de que o Pentágono financiava o estudo. Simplesmente foram informados que receberiam um tratamento que poderia lhes ajudar.

Em uma hora receberam o equivalente a cerca de 20.000 radiografias, sofrendo no resultado náuseas, vômitos, dor de estômago severa, perda do apetite e confusão mental. Um relatório de 1972 concluiu que até um quarto dos pacientes morreram por causa da radiação.

LSD

Entre os anos de 1953 e 1964, a CIA realizou experimentos nos quais forneciam a milhares de civis e militares estadunidenses a droga alucinógena LSD e outras substâncias sem que os pacientes soubessem.

Prostitutas pagas pela CIA atraíam os clientes aos bordéis, onde estes eram tratados com LSD e outras substâncias, e depois monitorados através de espelhos falsos.

Outros experimentos ocorreram em praias, bares e restaurantes onde os agentes supostamente colocaram as drogas nas bebidas dos clientes.

Algumas das vítimas que participaram dos testes sofreram convulções e paranoia, enquanto outros morreram.

Projeto 4.1

O Projeto 4.1 foi um estudo médico realizado nos nativos das Ilhas Marshall, que em 1952 foram expostos à chuva radioativa após um teste nuclear na ilha de Bikini.

Ao invés de informar os residentes da ilha de sua exposição e de tratá-los enquanto eram estudados, os EUA preferiram simplesmente esperar e ver os resultados da exposição. Depois da primeira década, a quantidade de crianças com câncer de tireoide cresceu significativamente acima dos índices normais. Em 1974, quase um terço dos habitantes da ilha havia desenvolvido tumores.

Experimento Tuskegee

Em 1932, médicos financiados pelo Governo dos EUA realizaram em Tuskegee, Alabama, um experimento que tinha como objetivo estudar a progressão natural da sífilis sem ajuda de tratamento. Ao longo de 40 anos, 399 pacientes sifilíticos, a maioria negros, pobres e analfabetos, acreditaram que estavam sendo beneficiados por assistência médica estatal gratuita, enquanto que, na realidade, não recebiam tratamento algum e nem sequer sabiam que tinham sífilis. Ao mesmo tempo, os médicos seguiam controlando seu estado de saúde para ver se ocorria algum caso de autocura da doença.

Ao final do estudo, apenas 74 doentes seguiam com vida, enquanto que 28 pacientes morreram diretamente por causa da sífilis, outros 100 morreram por causa de complicações relacionadas com a doença, 40 esposas de pacientes foram infectadas e 19 crianças nasceram com sífilis congênita.




50 milhões para Loureiro e o amigo traficante de armas - VEJA VÍDEO

50 milhões para Loureiro e o amigo traficante de armas


NESTE VIDEO CONHEÇA ALGUMAS HISTÓRIAS DE DIAS LOUREIRO.
Dias Loureiro não é apenas amigo do PSD. Já na sequência dos episódios do BPN, Sócrates terá pedido ao PS para poupar nas críticas a Loureiro. (...) Amigos há mais de 40 anos, Jorge Coelho e Dias Loureiro são praticamente da mesma terra.Tratam-se como irmãos. "Éramos uns brincalhões. Jogávamos futebol e comíamos pastéis de feijão numa casa, junto da escola", contou Coelho ao Jornal de Negócios, já este ano. "Passados 22 anos, reencontrámo-nos e estreitámos relações. Hoje, é um dos meus melhores amigos." Coelho sucedeu a Loureiro na Administração Interna.



video e texto: Zita Paiva2014
portugalglorioso.blogspot.pt

COISAS BOAS

SAIBA MAIS SOBRE O NEPAL

Ultimamente o Nepal apareceu diversas vezes na mídia. Isso porque o país foi praticamente devastado por conta do terremoto de 7,8 graus que o atingiu no dia 25 de abril. Até agora, mais de sete mil pessoas já morreram, e catorze mil estão feridas.
Localizado nos Himalaias, o Nepal é limitado pelo Tibete e pela Índia. O país é famoso por abrigar parte do Monte Everest. Extremamente pobre, tem alta densidade demográfica (184 habitantes por quilômetro quadrado) e é composto por 12 etnias diferentes.
A maior parte dos moradores desse país se dedicam à agricultura (cerca de 90%), o que faz com que o Nepal também seja conhecido pela alta produção de arroz.

Quer saber mais sobre o país?! Então leia estas 10 curiosidades sobre o Nepal:

Nepal
1-Bares e outras diversãoes do Nepal fecham rigorosamente às 23h.
2- A religião mais popular do Nepal é o hinduísmo. Mas de 80% de toda a população pratica as tradições e rituais hindus.
3- As pessoas que moram nas montanhas do Nepal têm o hábito de deixar as portas e janelas abertas, mesmo que esteja um frio terrível.
4- O Everest invade três países: Nepal, Tibete e China. No primeiro dos países, é conhecido pelo nome Sagarmatha.
5- A bandeira do Nepal é a única que não tem formato retangular. Seu significado é muito interessante: os dois triângulos representam as montanhas do país e também as religiões de lá (hinduísmo e budismo).
6- O Nepal tem 27,8 milhões de habitantes. Segundo os dados da ONU, 41% da população de lá é pobre.
7- As montanhas do Nepal são habitadas por um povo nômada chamado Sherpa. Por serem habituados às grandes altitudes, trabalham carregando as malas e orientando os turistas da região.
8- O Nepal foi uma monarquia até 2008. Existe um mito que ronda a ex-família real. Em 2001, nove de seus membros foram assassinados. Os boatos dizem que o responsável pela tragédia foi um dos príncipes da época.
9- É muito comum encontrar monges nômadas pelo Nepal. Conhecidos como Sadhus, eles renunciam aos bens materiais para se dedicar à vida religiosa.
10- A capital do Nepal chama-se Katmandu. Infelizmente grande parte das suas estátuas e palácios foi destruída por causa do terremoto que devastou o país.
É uma pena ver que um país tão rico culturalmente tenha sofrido uma tragédia tão grande como essa. Vamos torcer para que essas famílias logo consigam retornas às suas vidas normais.


mundopocket.com.br

Capitalismo e desemprego duas faces da mesma moeda - "O desemprego nas suas mais variadas formas de avaliação é hoje não só um fenômeno universal e um dos principais problemas das sociedades capitalistas, como a sua dimensão, à medida que cresce a globalização, se aprofunda a integração capitalista e o ritmo de crescimento do PIB estagna ou cai, atinge níveis inimagináveis há décadas atrás.

Capitalismo e desemprego duas faces da mesma moeda

Capitalismo e desemprego duas faces da mesma moeda

por JOSÉ ALBERTO LOURENÇO


"O desemprego nas suas mais variadas formas de avaliação é hoje não só um fenômeno universal e um dos principais problemas das sociedades capitalistas, como a sua dimensão, à medida que cresce a globalização, se aprofunda a integração capitalista e o ritmo de crescimento do PIB estagna ou cai, atinge níveis inimagináveis há décadas atrás. A sua evolução nas últimas décadas nos países da União Europeia ilustra bem esta realidade. "
"A ameaça do desemprego, por despedimento individual ou colectivo acompanhado pelo encerramento ou deslocalização de empresas, constitui hoje, sem dúvida, uma arma letal que no actual nível de desenvolvimento das sociedades capitalistas é utilizada diariamente pelos detentores do capital para procurar vergar os direitos e os interesses das classes trabalhadoras e quanto maior for o exército de reserva de trabalhadores desempregados maior é naturalmente a pressão que é exercida sobre os direitos dos trabalhadores."

Do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) «Perspectivas para a Sociedade e o Mundo do Trabalho em 2015», recentemente divulgado, sobressaem algumas afirmações que pela sua importância aqui reproduzo.

«A economia mundial continua a crescer a taxas inferiores às registradas antes da crise global de 2008. Em 2014 havia mais de 201 milhões de desempregados no mundo inteiro, mais 31 milhões do que antes da crise de 2008. Prevê-se que em 2015 mais 3 milhões de pessoas engrossem o número de desempregados no mundo e que 8 milhões de pessoas caiam no desemprego nos quatro anos seguintes. Desde o início da crise 61 milhões de pessoas perderam o seu emprego. Levando em conta os novos trabalhadores que vão chegar ao mercado de trabalho durante os próximos cinco anos, será necessário criar 280 milhões de empregos até 2019, para colmatar a perda de empregos provocada desde a crise mundial de 2008. São os jovens em particular as mulheres jovens, os mais afectados pelo desemprego. A taxa de desemprego dos jovens é quase a tripla dos adultos.»

Pela sua enorme relevância vale a pena lembrar que os conceitos de empregado, desempregado e inactivo, considerados nos inquéritos trimestrais ao emprego, e que estão na base da estimativa e da previsão acima apresentadas, resultam das recomendações da OIT retiradas da resolução da 13.ª Conferência Internacional dos Estaticistas do Trabalho de 1982. De acordo com essa resolução a população total pode ser dividida em três categorias mutuamente exclusivas e definidas sequencialmente: empregados, desempregados e inactivos.

Empregado é o indivíduo com idade mínima de 15 anos que, no período de referência (a semana anterior à realização do Inquérito ao Emprego), se encontrava numa das seguintes situações:


Tinha efectuado um trabalho de pelo menos uma hora, mediante pagamento de uma remuneração ou com vista a um benefício ou ganho familiar em dinheiro ou em géneros; 

Tinha um emprego, não estava ao serviço, mas tinha uma ligação formal com o seu emprego; 

Tinha uma empresa, mas não estava temporariamente ao trabalho por uma razão específica; 

Estava na situação de pré-reforma, mas encontrava-se a trabalhar no período de referência.

Desempregado é o indivíduo com idade entre 15 e 74 anos que, no período de referência, se encontrava nas situações seguintes:

Não tinha trabalho remunerado nem qualquer outro;


Estava disponível para trabalhar num trabalho remunerado ou não;

Tinha procurado activamente um trabalho ao longo de um período especificado (período de referência ou nas três semanas anteriores) para encontrar emprego remunerado ou não. Entendendo-se por procura activa de emprego: o contacto com um centro de emprego público ou agência privada de colocações, o contacto com empregadores, contactos pessoais ou com associações sindicais, a colocação, resposta ou análise de anúncios, a procura de terrenos, imóveis ou equipamentos, a realização de provas ou entrevistas para selecção e a solicitação de licenças ou recursos financeiros para a criação de empresa própria.

Inactivo é o indivíduo que independentemente da sua idade, no período de referência, não podia ser considerado economicamente activo, isto é, não estava empregado ou desempregado.

Este é um quadro conceptual que, pretendendo ser simples e objectivo, subalterniza de forma muito clara a dimensão real do desemprego e sobrevaloriza a dimensão real do emprego. Só desta forma se pode entender o conceito de empregado que abrange alguém que tenha trabalhado pelo menos uma hora na semana anterior, quando se assim for ele pelo menos esteve sem trabalhar 39 horas nessa mesma semana (considerando a semana de trabalho de 40 horas), ou o conceito de desempregado que o obriga a procurar activamente emprego sob pena de deixar de ser considerado população activa e passar a integrar a população inactiva.

Um cálculo do desemprego que não subalternize efectivamente a sua dimensão conduzir-nos-ia a valores muito superiores àqueles que a OIT estima e prevê, apesar destes mesmos valores assumirem já uma dimensão assustadora. Para tal basta comparar os níveis de desemprego em sentido restrito na União Europeia a 27, em 2011, 22,8 milhões, com os níveis de desemprego real (considerando o subemprego visível e os inactivos disponíveis) que o próprio Eurostat calculou e que foram de 34,5 milhões de desempregados, ou seja, um agravamento de 51% na taxa de desemprego. Ou se quisermos fazer uma comparação com os dados recentemente divulgados pelo INE sobre o desemprego no nosso país, em 2014, verificaremos que enquanto o desemprego em sentido restrito foi, neste ano, de 726 mil desempregados, o desemprego real terá atingido neste ano 1 244 500, ou seja, mais 71,4%.

O desemprego nas suas mais variadas formas de avaliação é hoje não só um fenômeno universal e um dos principais problemas das sociedades capitalistas, como a sua dimensão, à medida que cresce a globalização, se aprofunda a integração capitalista e o ritmo de crescimento do PIB estagna ou cai, atinge níveis inimagináveis há décadas atrás. A sua evolução nas últimas décadas nos países da União Europeia ilustra bem esta realidade. 
(Ver Gráfico 1)

A globalização e a liberalização da circulação de capitais que as políticas neoliberais promoveram e aprofundaram permitiram aos detentores do capital deslocalizar a produção de bens para os países com os custo de produção mais baixo (salariais e outros) e simultaneamente conduziram à redução e degradação da qualidade do emprego nos países mais desenvolvidos, com impacto no aumento do nível de precarização do emprego e na subida em flecha do desemprego em sentido restrito (regras da OIT) e real.

A União Europeia ao deixar cair grande parte das barreiras alfandegárias a partir de meados da década de 90 do século passado, face à concorrência de regiões do globo com custos de produção substancialmente mais baixos, em especial custos de mão-de-obra, gerou uma dinâmica em que para muitos sectores produtores de bens, se tornou mais apelativo comprar produtos importados, mais baratos do que os produzidos nos países europeus.

Acresce a estes efeitos a liberdade de circulação de capitais, o funcionamento em pleno dos off-shores, a queda considerável dos custos de transportes e das comunicações. Tudo isto criou ótimas condições não só para a substituição de muita produção nacional por importações como para a deslocalização de actividades produtivas de muitos conglomerados industriais da UE para zonas do globo com muito baixos custos de produção, transportes e comunicações. Desta forma, os grandes grupos econômicos encontraram forma de gerar margens de lucro muito superiores a que juntaram a possibilidade de não terem de repatriar dividendos e poderem beneficiar da sua deslocalização para paraísos fiscais, onde estão isentos de impostos sobre capitais.

É claro que esta dinâmica de deslocalização criou condições para que os aparelhos produtivos dos países periféricos da União Europeia, países cuja estrutura produtiva baseada em salários muito baixos, indústrias tradicionais de baixo valor acrescentado e mão-de-obra pouco qualificada, fossem os mais afectados por esta globalização e integração capitalista.

Criaram-se assim as condições para que os níveis de desemprego, qualquer que seja o conceito utilizado, crescessem nos chamados países mais desenvolvidos e em especial nestes países periféricos da União Europeia, os países do sul da Europa (Portugal, Espanha, Itália, Grécia). 

(Ver Gráfico 2)

Mas não só cresceu o desemprego real, como aumentou a pressão exercida sobre os trabalhadores e os seus direitos, adquiridos ao longo de décadas e décadas de lutas. Esta pressão reflecte-se nos níveis cada vez maiores de precariedade no trabalho, nos baixos níveis salariais praticados, na cada vez maior duração do horário de trabalho, na baixa retribuição do trabalho extraordinário e suplementar, no direito ao descanso e às férias, no direito à reforma, no direito à saúde. Em suma, os ataques aos direitos dos trabalhadores são hoje uma realidade no mundo capitalista e percebe-se que a ameaça do desemprego pende permanente sobre a cabeça dos trabalhadores.

A ameaça do desemprego, por despedimento individual ou colectivo acompanhado pelo encerramento ou deslocalização de empresas, constitui hoje, sem dúvida, uma arma letal que no actual nível de desenvolvimento das sociedades capitalistas é utilizada diariamente pelos detentores do capital para procurar vergar os direitos e os interesses das classes trabalhadoras e quanto maior for o exército de reserva de trabalhadores desempregados maior é naturalmente a pressão que é exercida sobre os direitos dos trabalhadores.

Nas suas diferentes fases de desenvolvimento o capitalismo buscou sempre, com mais ou menos dificuldades resultantes da ascensão e queda das experiências socialistas no Leste da Europa, manter elevadas taxas de lucro para os detentores do capital. Na sua actual fase de desenvolvimento, destruído que foi o campo socialista no Leste da Europa e o que este representou como impulso para muitas das conquistas sociais obtidas pelas classes trabalhadoras nos países capitalistas, o capitalismo socorre-se do neoliberalismo que mais não é do que a expressão ideológica da hegemonia do capital financeiro sobre o capital produtivo, hegemonia construída e consolidada com base na acção do Estado capitalista ao serviço do sector dominante das classes dominantes dos nossos dias, o capital financeiro.

Como muito bem diz o professor António Avelãs Nunes num texto escrito em Julho de 2011, «o neoliberalismo é o capitalismo na sua essência de sistema assente na exploração do trabalho assalariado, na maximização do lucro, no agravamento das desigualdades. Ele é reencontro do capitalismo consigo mesmo, depois de limpar os cremes das máscaras que foi construindo para se disfarçar. O neoliberalismo é o capitalismo puro e duro do século XVIII, mais uma vez convencido da sua eternidade e convencido de que pode permitir ao capital todas as liberdades, incluindo as que matam as dos que vivem do rendimento do seu trabalho.». E aqui uma das suas principais armas contra os trabalhadores é sem dúvida o desemprego. Desemprego que os detentores do capital pretendem manter a um nível considerável para ser dissuasor das lutas dos trabalhadores, mas cuja dimensão real procuram esconder para que ele não possa funcionar como um detonador das lutas sociais e é por essa mesma razão que a OIT na definição de empregado e de desempregado, considera uma hora de trabalho semanal suficiente para se ser considerado empregado, enquanto 39 horas de desemprego não chegam para se ser considerado desempregado.

Percebe-se assim que a real dimensão do desemprego que as estatísticas oficiais ocultam mas que a realidade nos mostra, constitui hoje a outra face do capitalismo.

JOSÉ ALBERTO LOURENÇO


Fonte: Revista O Militante ECONOMIAEDIÇÃO Nº 336 - MAI/JUN 2015




O LIVRO - SÓ MESMO A BÍBLIA, AS PROFECIAS DO BANDARRA, OS LIVROS DA MARGARIDA REBELO PINTO E OS ROMANCES DO JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS PODERÃO BATER O RECORD DE VENDAS QUE JÁ SE ALVITRA QUE A BIOGRAFIA DE PASSOS COELHO VAI VENDER.


O LIVRO

SÓ MESMO A BÍBLIA, AS PROFECIAS DO BANDARRA, OS LIVROS DA MARGARIDA REBELO PINTO E OS ROMANCES DO JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS PODERÃO BATER O RECORD DE VENDAS QUE JÁ SE ALVITRA QUE A BIOGRAFIA DE PASSOS COELHO VAI VENDER.

A ROER-SE DE INVEJA ESTÁ OUTRO ESCRITOR DE CHEQUES (PERDÃO) O MENINO DE OURO QUE EM ÉVORA DEVE BATER COM A CABEÇA NAS PAREDES COM O SUCESSO DO SEU ADVERSÁRIO.

PAULINHO DAS FEIRAS NÃO QUER FICAR ATRÁS E ESTÁ PENSANDO EDITAR A SUA BIOGRAFIA COM O PREFÁCIO DO JOSÉ CAMARINHA E ONDE VAI REPOR DE VEZ A VERDADE SOBRE O MODO COMO ANUNCIOU A SUA DECISÃO IRREVOGÁVEL DE SE DEMITIR DO GOVERNO

O FILÓSOFO DE MASSAMÁ JÁ TENS DUAS BIOGRAFIAS 
(QUAL SALAZAR) EM MENOS DE QUATRO ANOS DE PREGAÇÃO E ENSINO AO INCULTO E PIEGAS POVO PORTUGUÊS.

OS GRANDES VULTOS DA HISTÓRIA DA CULTURA, OS MORTOS REVOLVEM-SE NOS TÚMULOS E OS VIVOS RESPEITAM JÁ ESTE MONSTRO PARA O QUAL VAI FALTAR ESPAÇO PARA MONUMENTOS E ESTÁTUAS NO FIM DA SUA ACTIVIDADE GOVERNATIVA. 


O PANTEÃO ESPERA-O !


António Garrochinho