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sábado, 2 de maio de 2015

A PRIMEIRA MULTA POR EXCESSO DE VELOCIDADE FOI DADA POR UM POLÍCIA-CICLISTA EM 1896

Os primeiros veículos autopropulsionados, com suas enormes caldeiras de vapor, apareceram no século XVIII. O primeiro veículo movido por um motor de combustão interna com gasolina não mostraria sua cara até 1885. Logicamente, e ante aqueles novos protagonistas, foram obrigados a mudar as leis de trânsito: falamos em seu momento do The Locomotive Act ou da bandeira vermelha, que foi promulgada na Grã-Bretanha em 1865.

A primeira multa por excesso de velocidade foi dada por um policial ciclista
Tal lei estabelecia um limite de velocidade de 6 km/h nas estradas e 3 km/h na área urbana além da obrigação de que o veículo mantivesse, logo à frente do veículo, um homem com uma bandeira ou lanterna vermelha advertindo os pedestres, cavaleiros e carroças puxadas por cavalos da proximidade de uma máquina automotriz.

Em 28 de janeiro de 1896, Walter Arnold de East Peckham (no condado de Kent) converteu-se na primeira pessoa na Grã-Bretanha que foi multada por excesso de velocidade. O insano circulava a umas 8 milhas por hora (absurdos 13 km/h) quando a velocidade máxima permitida na cidade eram os, citados acima, 3 km/h.

A multa imposta, apesar de tamanho abuso, foi de somente 1 xelim e as custas do processo. O curioso é que o policial que o deteve, depois da correspondente perseguição, usava uma bicicleta.

Nesse mesmo ano, em 17 de agosto, Bridget Driscoll convertia-se na primeira vítima. Arthur Edsell conduzia seu reluzente Roger-Benz pelo bairro de Crystal Palace (Londres) quando atropelou Bridget, que ao cair teve a má sorte de bater a cabeça no meio fio e faleceu na hora. Arthur circulava a 4 milhas por hora... também com excesso de velocidade.


http://www.mdig.com.br

A vitória da Grécia - «Há um espírito de dignidade em Atenas, que vale muito mais do que dinheiro. Sente-se algo de muito profundo, que talvez só me tenha sido possível observar duas ou três vezes na vida. E trata-se de um espírito que é contagioso, que pode em breve ser sentido em Espanha, em Portugal, na Irlanda e em outros locais.»

A vitória da Grécia

realidade
O título não é provocatório, reflecte apenas o que me ocorreu imediatamente quando li o relato que James K. Galbraith fez da sua última visita à Grécia, há pouco mais de um mês: «Há um espírito de dignidade em Atenas, que vale muito mais do que dinheiro. Sente-se algo de muito profundo, que talvez só me tenha sido possível observar duas ou três vezes na vida. E trata-se de um espírito que é contagioso, que pode em breve ser sentido em Espanha, em Portugal, na Irlanda e em outros locais.» (No que nos diz respeito parecemos estar muito longe disso, mas adiante: lá chegaremos, mais cedo ou mais tarde.)
Um povo que reagiu ao jugo austeritário e devastador de troikas elegendo um partido como o Syriza e um governo que tem demonstrado uma persistência e uma firmeza notáveis durante os últimos três meses merecem o nosso aplauso, o nosso respeito – e a nossa gratidão também. Venceram, até agora, qualquer que venha a ser o futuro próximo. Com uma grande dignidade.
Somos massacrados todos os dias com noticias agoirentas, e de regozijo mal disfarçado, sobre a inevitabilidade de uma derrota na guerra implacável que está a ser movida contra a Grécia pelos seus pares europeus e pelas chamadas «instituições». De inevitabilidades estão os nossos olhos e os nossos ouvidos cheios e continuemos por isso a esperar que acabe por vencer a razão daqueles que recusam pisar linhas vermelhas que jogam com a vida de pessoas e não com regras ditadas por folhas de Excel. Atenas não pode, nem deve, continuar a aceitar, como no passado que a levou ao estado em que se encontra, reformas cruéis no mercado de trabalho, privatizações insensatas ou atentados ao sistema de reformas. E, sim, como disse Alexis Tsipras em entrevista concedida há alguns dias a uma estação de televisão do seu país, «a prioridade do governo grego é pagar os salários e as pensões».
Honrar a dignidade é isso mesmo: não tratar as pessoas apenas como meios, esquecendo que são, antes de mais, um fim em si mesmas. Não há dívida, défice ou burocracia que justifiquem que este princípio seja esquecido. A humanidade não pode regredir e a dignidade deve sair vencedora.
Não se sabe, neste preciso momento, qual será o desfecho, a curto ou médio prazo, do braço de ferro de que nos tornaram espectadores. Mas ninguém tirará ao povo e ao governo grego a vitória na terrível batalha travada nestes três últimos longos meses. Se a Grécia vier a perder a guerra, é sobretudo a Europa que sairá vencida.

observatoriogrecia.wordpress.com

«UM NOVO 25 DE ABRIL» – COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL














A celebração de mais um aniversário da Revolução de 25 de Abril pode constituir uma excelente oportunidade para uma serena reflexão sobre o estado da Democracia em Portugal. Um debate sobre este tema não é, de resto, oportuno exclusivamente em relação ao nosso país, uma vez que a crise internacional, iniciada em 2008, veio abalar profundamente a generalidade dos sistemas democráticos, nomeadamente na Velha Europa.

A degradação da actividade política e da ética que deve presidir à sua implementação tem sido motivo de grande desilusão, criando nos cidadãos a amarga ideia de que grande parte dos agentes políticos, em vez de constituírem exemplos de probidade e de civismo, são, pelo contrário, incumpridores de leis e de promessas eleitorais. Na política, à vista de todos, se fazem estágios e se ganham currículos que, depois, habilitam os que deviam servir o Estado a construir prósperas carreiras no sector privado. A acção da Justiça, por outro lado, tarda a convencer os cidadãos da sua eficácia, discrição e independência.

A conjunção da crise internacional com os erros próprios produziu uma legião de desempregados e espalhou pelos lares portugueses a dor, o desânimo e o medo. Sim, o medo!

Os sintomas de desordem vão-se acumulando.   Já não se trata da desordem nas ruas. É a desordem ao mais alto nível, na indizível liderança política e empresarial. Verdadeiras hecatombes financeiras são fabricadas em bancos e empresas de topo, a uma cadência de autêntico pesadelo. O país, atónito, assiste, pela televisão, ao desfilar de personalidades tidas como pertencentes à nata da nossa elite empresarial, quase todas elas preferindo passar por imbecis desmemoriados a correrem o risco de assumir, com coragem, as suas responsabilidades. No meio desta manifesta desordem, parece, por vezes, que os detentores do poder político pretendem, ainda, que os cidadãos achem normal e se acomodem passivamente às sucessivas anormalidades da governação.

Aqui e ali, ouvem-se vozes clamando que é necessário fazer um novo 25 de Abril. Portugal teve, infelizmente, demasiadas intervenções militares na política, desde 1820. Algumas delas destinaram-se, sem dúvida, a pôr fim a algum tipo de “desordem”. Deve sublinhar-se que o Exército sentiu, por diversas vezes, esse chamamento dos Portugueses, mesmo quando em regime democrático. E esse chamamento foi visto, até, de forma regeneradora, tão fundo se tinha despenhado a esperança democrática. Em 1890, após o Ultimatum britânico, Eça de Queiroz, em carta para Oliveira Martins, lançava uma ideia, um quase lamento, a propósito da esperança nas armas:

«É necessário um sabre, tendo ao lado um pensamento. Tu és capaz de ser o homem que pensa – mas onde está o homem que acutila

Três décadas mais tarde, já nos últimos tempos da I República, era o próprio Fernando Pessoa que partilhava dessa visão redentora, quando afirmava:

«Nossas revoluções são, contudo, e em certo modo, um bom sintoma. São o sintoma de que temos consciência da fraude como fraude; e o princípio da verdade está no conhecimento do erro. Se, porém, rejeitando a fraude como fundamento de qualquer coisa, temos que apelar para a força para governar o país, a solução está em apelar clara e definitivamente para a força, em apelar para aquela força que possa ser consentânea com a tradição e a consecução da vida social. Temos de apelar para uma força que possua um carácter social, tradicional, e que por isso não seja ocasional e desintegrante. Há só uma força com esse carácter: é a Força Armada.»   E, noutra passagem, resumia, assim, a sua reflexão:

«Assim, em vez dos políticos de profissão, (a República) passará a governar pelo exército, que é, de espírito, o contrário deles…»

Tinha razão Fernando Pessoa na distinção que fazia entre o espírito de servir, dominante nas Forças Armadas, e o espírito de servir-se que prevalece em demasiados políticos profissionais. Neste aspecto, o julgamento de Pessoa mantém-se rigoroso e actual. Também não falta, para convergir com semelhante solução, o incompreensível menosprezo e as muitas desconsiderações a que os sucessivos governos têm votado os militares.

No entanto, é indispensável ter a lucidez necessária para reconhecer que a solução da força militar – por muitas razões de queixa que os cidadãos tenham do funcionamento do regime – é completamente desajustada nos nossos tempos. A simpatia internacional que o 25 de Abril suscitou há 41 anos, transformar-se-ia agora em condenação e boicote. Nessa hipótese, qualquer tentativa de exercício do poder imediatamente tropeçaria nas amarras que nos ligam à União Europeia e à União Monetária.

Mas fazer algo equivalente a um 25 de Abril é tarefa que está ao alcance de todos os Portugueses. Em cada ocasião que se realizem eleições, passa diante dos cidadãos uma oportunidade de mudança. Se há fenómeno que doa aos militares de Abril é, justamente, constatar a alta percentagem de abstenções verificadas nas idas às urnas, dilapidando uma das armas mais importantes da liberdade que a revolução restituiu ao povo.

É desconsolador ouvir dizer que os partidos são todos a mesma coisa e que não vale a pena votar. Se pensarmos deste modo, jamais conseguiremos a salvação. Não há Democracia sem partidos políticos. Os partidos, mesmo quando falham na sua acção, podem regenerar- se, modificar-se ou desaparecer. Novos partidos se poderão formar. Não, a esperança não é militar. É civil e está onde deve estar: nas mãos das Portuguesas e dos Portugueses.

Porto, 25 de Abril de 2015

Atrelado de trator vira-se na Festa da Pinha e provoca 10 feridos (com fotos)

Atrelado de trator vira-se na Festa da Pinha e provoca 10 feridos 

20150502_140353_resizedO atrelado de um trator carregado de pessoas virou-se este sábado, durante a romaria da Festa da Pinha,  provocando 10 feridos, dos quais dois em estado grave.



Fonte da GNR disse ao Sul Informação que o acidente se deu por volta das 13h00 numa estrada de acesso ao Ludo, freguesia de Almancil, onde os romeiros da Festa da Pinha fazem o seu piquenique no dia 2 de Maio, na Festa da Pinha.
O Sul Informação soube ainda que, apesar de duas pessoas apresentarem ferimentos graves, nenhum dos feridos corre perigo de vida.
As pessoas acidentadas ficaram debaixo do atrelado, quando este se virou. Segundo testemunhas no local, pelo menos uma das senhoras feridas esperou cerca de uma hora pela chegada de uma ambulância para a levar ao Hospital de Faro.
A Festa da Pinha é uma festividade tradicional de Estoi, que começou por ser uma homenagem dos almocreves à Nossa Senhora do Pé da Cruz. A 2 de Maio, grupos de romeiros, em carroças e tratores engalanados, saem de Estoi de manhã, após a bênção do pároco local, para se dirigir ao Pinhal do Ludo, onde fazem piqueniques.
Foi o atrelado de um desses tratores engalanados que acabou por virar-se, provocando os dez feridos.
Segundo o CDOS, foram mobilizados para o local, de modo a prestar socorro aos feridos, 11 veículos e 23 homens.




As condecorações que cavaco semeou por aí... Esqueceu-se das moscas num monte de caca...

As condecorações que cavaco semeou por aí... Esqueceu-se das moscas num monte de caca...



CAVACO NÃO ACERTOU UMA!!!!!!!!!!!!! FALTAM, AGORA,o portas...o passos, o ricardo SALGADO, o oliveira e costa...o duarte lima...

Ei, gente, digam lá outros!!!!!!!!!!!!!!

Bem, para já, é só "alegadamente"...penso...



Teix Luis FilipeVINTE E CINCO DE ABRIL SEMPRE


depois de pedofilia.....a igreja serve-nos os larápios ?


lusibero.blogspot.pt

GRANDE LADRÃO !Uma mulher chamou hoje 'ladrão' ao ministro Paulo Portas no decorrer da visita que realizou à Ovibeja

Uma mulher chamou hoje 'ladrão' ao ministro Paulo Portas no decorrer da visita que realizou à Ovibeja. A mulher interrogou ainda o vice primeiro ministro quanto ao ' dinheiro dos submarinos'. Veja as imagens exclusivas da televisão do sul.

video

Estação de Santa Apolónia, em Lisboa. 150 anos a ver passar os comboios

Estação de Santa Apolónia, em Lisboa. 150 anos a ver passar os comboios

A Estação de Santa Apolónia faz 150 anos. O edifício lisboeta, inaugurado a 1 de maio de 1865 no reinado de D. Luís I, foi sofrendo alterações com o passar do tempo. Descubra-as em 27 fotos.
Autor
  • Observador

    A Estação de Santa Apolónia em Lisboa completa esta sexta-feira 150 anos. Aquela que foi a primeira estação de comboios portuguesa é hoje ponto de partida e de chegada de cerca de 150 comboios por dia, segundo dados da Refer.
    Desta estação, inaugurada a 1 de maio de 1865, no reinado de D. Luís I, “partem diariamente 75 comboios da CP (Alfa Pendular, Intercidades, Inter-regional, Regional e Urbanos) e chegam outros tantos”, realça a Rede Ferroviária Nacional (Refer), numa nota enviada à agência Lusa. É também na Estação de Santa Apolónia que têm início e fim os comboios internacionais Sud Expresso (ligação a Paris) e Lusitânia (ligação a Madrid). Segundo dados da Refer, o fluxo médio mensal em Santa Apolónia era de 236.449 passageiros em 2013, um número inferior ao registado em 2007, quando recebia, em média, 374.873 passageiros por mês.
    O projeto para a construção de uma estação entre a Praia dos Algarves e a Rua Direita do Caes dos Soldados, aproveitando o antigo Convento de Santa Apolónia, para servir a ligação por caminho-de-ferro de Lisboa ao norte do país e a Espanha e França, foi aprovado em 1862.
    Em 1856 tinha-se realizado a primeira viagem de comboio em Portugal, entre Lisboa (a partir de um cais improvisado perto da atual estação) e o Carregado, e havia projetos do ministro Fontes Pereira de Melo para expandir o caminho-de-ferro pelo país.
    A autoria do projeto original da Estação do Caes dos Soldados, como então se lhe chamou, coube ao Engenheiro Angel Arribas Ugarte, ao Engenheiro Diretor João Evangelista Abreu e ao Engenheiro Chefe Lecrenier.
    A construção coube à empresa do engenheiro francês C.A. Oppermann, diretor da publicação de engenharia “Nouvelles Annales de la Construction”, e foi dirigida pelo engenheiro Agnés, tendo as diferentes partes que compõem o edifício sido subcontratadas a diversos construtores. Custou na altura 255.164$000 réis, o equivalente a pouco mais de 255 escudos (1,27 euros).
    O edifício, encomendado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, tinha “cocheira para 22 carruagens”, salas de espera de 1.ª, 2.ª e 3.ª classes, e salas do chefe de estação, “dos botequins e casa de pasto”, além de ser iluminado por 143 candeeiros a gás, de acordo com uma descrição no “Archivo Pittoresco Semanario Illustrado”, publicação lisboeta da época.
    A estação – que é um lugar central no fim trágico do romance Os Maias, de Eça de Queirós – foi sofrendo alterações ao longo dos tempos.
    “Ao edifício foi acrescentado um andar superior e construída a avenida Infante D. Henrique. Foram criados parques de estacionamento para automóveis particulares, táxis e paragens de elétricos. (…) Os cais de embarque foram prolongados e alargados, procedeu-se à iluminação de toda a gare, dotou-se o edifício com o serviço de bar, salas de espera, depósito de volumes, vendas de jornais e um sistema de informação ao público”, destacou a Refer.
    A partir de 1998 sofreu com a concorrência da nova Estação do Oriente, construída por ocasião da Expo’98, e a 19 de dezembro de 2007 ganhou uma nova ligação à cidade de Lisboa, com a inauguração da interface com o Metropolitano da capital.
    Mas sabe quem era Santa Apolónia? A santa, que deu o nome à estação, é conhecida como a padroeira dos dentistas ou daqueles que sofrem dores de dentes. Também chamada Apolónia de Alexandria era uma virgem mártir que morreu pelo cristianismo no ano 249 na cidade de Alexandria, no Egito. Reza a lenda que antes da sua morte, foi torturada tendo todos os seus dentes sido arrancados ou quebrados. E foi esse mito foi o que lhe deu a alcunha popular.

    A estação ferroviária foi também o palco de alguns eventos históricos

    A 17 de novembro de 1873, foi inaugurada a chamada linha de “Americanos” com “carruagens de Nova Iorque, puxadas por mulas brasileiras” como terá dito Ramalho Ortigão. A linha ligava Santa Apolónia à atual Avenida 24 de Julho, anteriormente conhecida como o aterro da Boavista, passando por Santos. Os media terão elogiado as novas carruagens: “são muito espaçosas, com assentos para 22 pessoas, mas podem transportar em pé, aos lados do condutor e do cocheiro, mais 12 passageiros”.
    No dia 19 de maio de 1886 a princesa Maria Amélia de Orleães chegou pelas 17h00 à estação de Santa Apolónia vinda de Paris. Aquela que se iria tornar na Rainha D. Amélia de Portugal chegou acompanhada pela família e pelo numeroso séquito. Rumou a Lisboa para celebrar a boda de casamento com o príncipe D. Carlos de Bragança na Igreja de Santa Justa a 22 de maio. Depois da chegada da princesa todos almoçaram na histórica estação.
    Santa Apolónia foi também o primeiro lugar em solo português que Mário Soares pisou a 27 de abril de 1974 no regresso do exílio em França. Descubra como evoluiu a Estação de Santa Apolónia na fotogaleria com imagens do Arquivo Municipal de Lisboa.

































    PCP quer parar privatização do Oceanário - PCP lembra que o Oceanário gera lucros acima de um milhão de euros por ano e que é “mais do que auto-suficiente”. Razão pela qual não se deve alienar, mas sim baixar o preço das entradas, prestando um serviço público cada vez mais democratizado.

    PCP quer parar privatização do Oceanário

    PCP lembra que o Oceanário gera lucros acima de um milhão de euros por ano e que é “mais do que auto-suficiente”. Razão pela qual não se deve alienar, mas sim baixar o preço das entradas, prestando um serviço público cada vez mais democratizado.
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    O Partido Comunista Português (PCP) quer que o Governo pare o processo de privatização do Oceanário de Lisboa, indo, para isso, apresentar um projeto de resolução para ser aprovado na Assembleia da República.
    No projeto de resolução, o PCP quer que a Assembleia da República recomende ao Governo que “ponha fim ao processo de privatização do Oceanário, por venda das suas participações sociais, ou por qualquer outra forma de alienação”.
    Por outro lado, quer que o Governo envolva as populações e a autarquia, através da Junta de Freguesia do Parque das Nações, da Câmara Municipal de Lisboa e da Assembleia Municipal, “na definição de linhas estratégicas” para o funcionamento do Oceanário de Lisboa.
    Com isso, o PCP pretende reforçar o papel do Oceanário de Lisboa em matéria de investigação e desenvolvimento, “principalmente no âmbito da promoção da pedagogia e da política de divulgação científica”.
    Por último, quer que o Executivo “articule a estratégia de valorização dos recursos marinhos biológicos com a linha de programação do Oceanário, em respeito pela autonomia do Oceanário”.
    No âmbito desta matéria, o PCP acusa o Governo de agir como “comissão de negócios e de agente de interesses privados”, indo contra o serviço público e o interesse nacional.
    “Se é verdade, por um lado, que uma boa parte do que restou da Expo98 se tornou apenas num significativo negócio imobiliário, envolvendo uma empresa pública que, caso único, tutelava domínio público; por outro, é também verdade que há equipamentos que representam casos de sucesso”, aponta o PCP, referindo o Oceanário como exemplo deste último grupo.
    No documento, o Partido Comunista aproveita para lembrar que, desde 2007, o Oceanário gera lucros acima de um milhão de euros por ano e que é “mais do que auto-suficiente”.
    Para o PCP, isso deveria ser razão, não para alienar, mas sim para baixar o preço das entradas e prestar um serviço público cada vez mais democratizado.
    Sublinha que o Oceanário representa “um importante equipamento de pedagogia e divulgação científica”, para além de polo de atração de turistas à cidade de Lisboa, destacando que só em 2012 recebeu mais de 900 mil visitas.
    “Não existe nenhuma justificação económica, nem de cumprimento do interesse público, nem qualquer critério democrático para a entrega do Oceanário a privados”, defende o PCP, acrescentando que “sendo um exemplo de empresa pública que funciona bem e que gera lucros, pode ser potenciado o seu uso público, bem como o seu papel no âmbito do sistema científico e tecnológico nacional”.
    Diz ainda que não se compreende esta privatização numa altura em que o Governo “pretende afirmar o valor e a importância do Mar na economia”.

    PRECÁRIA DE VIDA ~ Os dados mais recentes do EUROSTAT mostram que em Portugal, em 2014, existiriam 248 000 jovens, 14,6%, entre os 18 e os 29 anos que não estudam nem trabalham, a geração “nem, nem”,

    PRECÁRIA DE VIDA

    Acresce que entre os países da OCDE Portugal é o quarto país com taxa de desemprego jovem mais elevada, 35% face a uma média de 14.3%.
    É também de registar a utilização abusiva e escandalosa de estágios profissionais não remunerados, sobretudo de jovens qualificados, situação que permite aos empregadores aceder a mão-de-obra gratuita por alguns períodos de tempo que podendo ter impacto nas estatísticas não muda a vida das pessoas.
    Vale a pena recordar também que, em Janeiro de 2014 e segundo o EUROSTAT, Portugal era o quinto país europeu, dos 21 considerados, em que mais jovens entre os 25 e os 24 vivem com os pais, 46 %. Para comparação, Dinamarca, Suécia e Finlândia têm percentagens inferiores a 5 %.
    Este cenário não é mais grave porque muitos milhares de jovens, sobretudo qualificados, estão a sair do país, emigrando para outras paragens. A emigração parece assim constituir-se como via quase exclusiva para aceder a um futuro onde caiba um projecto de vida positivo e viável como tem vindo a verificar-se.
    Acresce que de acordo com um Relatório da Organização Internacional do Trabalho em 2011, 56 % dos jovens portugueses com trabalho têm contratos a prazo. Há algum tempo uma informação do Banco de Portugal referia que em cada dez empregos novos para jovens, nove são precários.
    Segundo um estudo da CGTP, 51% dos jovens com menos de 25 anos ganha menos de 500 € e 24,5% dos jovens entre os 25 e os 35 recebe também menos de 500 € mesmo com qualificações de nível superior. Este cenário evidencia a enorme precariedade do trabalho e baixa qualificação do mesmo.
    A precariedade nas relações laborais quase duplicou na última década. Portugal é o segundo país da Europa, a seguir à Polónia, com maior nível de contratos a prazo. Por outro lado, as políticas de emprego em curso sempre insistem na maior flexibilização das relações laborais e ainda muito recentemente Passos Coelho reforçou a necessidade de aprofundar o abaixamento dos custos do trabalho.
    Neste cenário, os desequilíbrios fortíssimos entre oferta e procura em diferentes sectores, a natureza da legislação laboral favorável à precariedade e insensibilidade social e ética de quem decide, promovem a proletarização do mercado de trabalho mesmo em áreas especializadas ou mesmo o recurso a uma forma de exploração selvagem com uma maquilhagem de "estágio" sem qualquer remuneração a não ser a esperança de vir a merecer um emprego pelo qual se luta abdicando até da dignidade.
    Acontece ainda que alguns dos vencimentos que se conhecem, atingindo também camadas altamente qualificadas, não são um vencimento, são um subsídio de sobrevivência.
    É justamente a luta pela sobrevivência que deixa muita gente, sobretudo jovens sem subsídio de desemprego e à entrada no mundo do trabalho, sem margem negocial, altamente fragilizadas e vulneráveis, que entre o nada e a migalha "escolhem amigavelmente" a "migalha", ou mesmo uma remota hipótese de um emprego no fim de período de um indigno trabalho gratuito. Como é evidente esta dramática situação vai de mansinho alargando e numa espécie de tsunami vai esmagando novos grupos sociais e famílias.
    É um desastre. Grave e dramático é que as pessoas são "obrigadas" a aceitar. Os mercados sabem disso, as pessoas são activos descartáveis.



    atentainquietude.blogspot.pt