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segunda-feira, 27 de abril de 2015

A África e a travessia da morte

A África e a travessia da morte

Por Mauro Santayana, em seu blog:

A "Primavera" Árabe, fomentada pelos EUA e pela União Europeia, com suas intervenções no Oriente Médio e no Norte da África, continua pródiga em produzir cadáveres, em fecunda safra, trágica e macabra.

Morre-se nas mãos do Exército Islâmico, que começou a ser armado para tirar do poder inimigos de Washington, como Kaddafi e Bashar Al Assad. Morre-se nas cidades destruídas da Síria, da Líbia e do Iraque. Morre-se no deserto, ou à beira mar, na fuga do inferno que se estendeu por países onde até poucos anos crianças iam para a escola e seus pais, para o trabalho, todas as manhãs.

Morre-se, também, no Mar Mediterrâneo, quando naufragam embarcações frágeis e superlotadas a caminho de um destino incerto em um continente, a Europa, que odeia e rejeita os refugiados de seus próprios erros, alguns tão velhos quanto a política de colonização que adotou um um continente que ocupou, roubou e violentou, de todas as maneiras, por séculos a fio.

Para não escrever a mesma coisa, desta vez sobre os mortos de Catânia, reproduzo texto do final de 2013, sobre os mortos de Lampedusa, que pereceram em um dos mesmos inumeráveis naufrágios, nas mesmas circustâncias, nas mesmas geladas profundezas, em que recebem, agora, os corpos daqueles que, empurrados pelo desespero, a fome e a violência, os seguiram para a morte, fazendo uma trágica travessia que, na maioria das vezes, não leva a lugar nenhum:

"Berço de antigas civilizações, o Mar Mediterrâneo abriu suas águas, por dezenas de séculos, para receber, em ventre frio e escuro, os corpos de milhares de seres humanos.

Mar de vida, morte e sonho, Ulisses, na voz de Homero, singrou suas águas. E tampando os ouvidos, para não escutar o canto das sereias, aportou em imaginárias ilhas, fugindo de Cíclope e Calipso, para enfrentar, a remo e vela, os ventos de Poseidon em fúria.

Por Troia, Cartago, nas Guerras Púnicas ou do Peloponeso, mil frotas cavalgaram suas ondas, pejadas de armas e guerreiros. E, no seu leito descansam, se não os tiver roído o tempo, comerciantes fenícios e venezianos, guerreiros atenienses e espartanos, os pálios e as espadas de legionários romanos, escudos e capacetes cartagineses, navegantes persas, cavaleiros cruzados, califas e sultões.
Os mortos do Mediterrâneo descansam sobre seu destino.

Suas mortes podem não ter sido justas, mas, obedeciam ao fado das guerras e do comércio, à trajetória do dardo ou da flecha que subitamente atinge o combatente, ao torpedo disparado pelo submarino, à asa, perfurada por tiros de artilharia, de um bombardeio que mergulha no mar a caminho da África do Norte, ao sabre que os olhos vêem na mão do inimigo e à dor do imediato corte.

De certa forma, elas obedeciam a uma lógica.

Mas não há lógica ou utilidade nas mortes que estão ocorrendo nestes dias, dos meninos e meninas que se afogam, em frente à costa italiana, na tentativa de chegar a solo europeu, depois de atravessar o Mediterrâneo.

Há anos, centenas de pessoas têm morrido dessa forma. No dia 3 de outubro, um naufrágio na ilha italiana de Lampedusa deixou ao menos 339 mortos – quando cerca de 500 imigrantes vindos da Eritreia e da Somália tentavam chegar à Itália. Oito dias depois, uma embarcação com 250 imigrantes africanos virou na mesma região e 50 pessoas morreram.

Que crime cometeram esses meninos e meninas? Nos seus barcos eles não levavam o ouro da Fenicia, nem lanças e escudos, nem mesmo comida, nem seda ou veludo, a não ser a sua roupa, seus pais e suas mães, sua pobre e corajosa esperança de quem foge da guerra e da miséria.

Mas, mesmo assim, a Europa os teme. A Europa teme a cor de sua pele, o idioma em que exprimem suas idéias e suas emoções, os deuses para quem oram, seus hábitos e sua cultura, sua indigência, sua humanidade, sua fome.

Se, antes, lutavam entre si, os europeus hoje, estão unidos e coesos, no combate a um inimigo comum: o imigrante.

O imigrante de qualquer lugar do mundo, mas, principalmente, o imigrante da África Negra e do Oriente Médio.

Barcos de países mediterrâneos, como os da Grécia, Espanha e Itália, patrulham as costas do sul do continente. Quando apanhados em alto mar, em embarcações frágeis e improvisadas, por sua conta e risco, mais náufragos que navegantes, os imigrantes são devolvidos aos países de origem.

Antes, a imigração era, principalmente, econômica.

Agora, a ela se somam as guerras e os deslocamentos forçados. São milhões de pessoas, tentando fugir de um continente devastado por conflitos hipocritamente iniciados por iniciativa e incentivo da própria Europa e dos Estados Unidos.

O Brasil está fazendo sua parte, abrindo nosso território para a chegada de centenas de refugiados sírios, como já o fizemos com milhares de haitianos e clandestinos escapados da África Negra que chegam a nossos portos de navio.

A Itália lançou uma operação militar “humanitária”, para acelerar o recolhimento de imigrantes que estiverem navegando em situação de risco junto às suas costas, mas irá manter sua rigorosíssima lei de veto à imigração, feita para proibir e limitar a chegada de estrangeiros.

Como a mulher, amarga e estéril, que odeia crianças, a Europa envelhece fechada em seus males e crises, consumida pela decadência e a maldição de ter cada vez menos filhos.

Mas prefere que o futuro morra, junto com uma criança árabe, no meio do mar, a aceitar a seiva que poderia renovar seu destino.

Sepultados pela água e o sal do Mediterrâneo, recolhidos, assepticamente, nas praias italianas, ou enterrados, junto com seus pais, em cemitérios improvisados da Sicília – ao imigrante, vivo ou morto, só se toca com luvas de borracha - a meio caminho entre a miséria e o terror e um impossível futuro a eles arrebatado pela morte - os fantasmas dos meninos e meninas de Lampedusa poderiam assombrar, com sua lembrança, a consciência européia.

Se a Europa tivesse consciência."




soletrandoaliberdade.blogspot.pt

A prática de democracia deles

Respigado de
EXPRESSO-DIÁRIO:
POR Martim Silva 
Editor-Executivo
Como Passos e Portas 
aceleraram o acordo 
de coligação
O anúncio da coligação entre PSD e CDS foi matéria gerida em segredo absoluto até ao fim. Portas adiou uma viagem à última hora e dirigentes dos dois partidos foram apanhados de surpresa. O partido de Portas sai beneficiado na distribuição de lugares. Mas, perante a possibilidade de uma derrota, as distritais do PSD acolheram bem o acordo. (…)
________________________________________________
Embora tudo façam 
para que os cidadãos-eleitores
apenas se dediquem à modalidade
 do ping-pong da alternância, 
lá entre eles têm de praticar 
desportos mecânicos, 
com as consequentes acelerações, 
derrapagens e estampanços. 
 
Agora… é inegável que eles, 
quaisquer deles, 
mostram uma notável ausência 
de democraticidade interna.
 
Se algo de parecido se passasse 
num partido que pratica, 
segundo os estatutos, 
o centralismo democrático, 
não faltariam as acusações 
de direcção ditatorial (monolítica?) 
e quejandas etiquetas.
 
Sempre a aprender! 
Via: anónimo séc. xxi http://ift.tt/1HL7ZXU

Anonymous ataca webs de policía, empresas y Gobierno en Portugal

Anonymous ataca webs de policía, empresas y Gobierno en Portugal

Bajo el título 'Operación 25 de Abril Apagón Nacional', los hackers han publicado una lista con datos personales de más de mil juristas.

Imagen colocada en las web que han saboteado, en homenaje al 40º aniversarios de la Revolución de los Claveles.
Imagen colocada en las web que han saboteado, en homenaje al 40º aniversarios de la Revolución de los Claveles.


LISBOA.- Miembros del grupo "Anonymous Portugal" han lazado esta madrugada un ataque informático a las páginas web de diferentes organismos lusos públicos y privados y han publicado una lista con datos personales de más de un millar de juristas.

El ataque, reivindicado por Anonymous a través de las redes sociales bajo el títuloOperación 25 de Abril Apagón Nacional, impidió el acceso durante varias horas a las páginas de la Policía Judicial lusa, de los Tribunales Administrativos y Fiscales (TAF), así como al portal Citius, desde el que se gestionan los procesos judiciales en el país.

También fue pirateada la web de la compañía estatal Aguas de Portugal, en cuya portada aparecía una máscara de Guy Fawkes -símbolo de este grupo- con un clavel rojo, en alusión al 41º aniversario de la Revolución que acabó con la dictadura en suelo luso y que se celebra hoy.

Asimismo, publicaron los datos personales -nombre completo, teléfono, fecha de nacimiento y correo electrónico- de más de un millar de juristas, y sacaron a la luz pública contactos del Banco de Portugal, de la eléctrica EDP, del Banco Comercial Portugués (BCP) y de la Dirección Regional de Agricultura y Pescas del Norte.

La operación afectó igualmente al Consejo Superior de la Magistratura y a la Fiscalía Distrital de Lisboa, aunque sus páginas de Internet volvieron a funcionar poco después del ataque.

"El Gobierno debía tener miedo del pueblo y no que el pueblo tenga miedo del Gobierno", reza uno de los mensajes divulgados a través de las redes sociales por Anonymous.

Los piratas informáticos justificaron esta acción de sabotaje como señal de protesta por la situación que atraviesa el país y por la desconfianza ciudadana hacia el funcionamiento de las instituciones democráticas.

Este mismo grupo ya realizó una acción similar hace justo un año, cuando boicoteó la página de la Fiscalía Distrital de Lisboa y logró acceder a información confidencial de centenares de fiscales.

MANIFESTAÇÃO DO 25 DE ABRIL DE 2015 (LISBOA) - FOTOGALERIA ESPECIAL NO DESENVOLTURAS & DESACATOS - 257 FOTOS









































































































































































































































ephemerajpp.files.wordpress.com