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terça-feira, 21 de abril de 2015

CGTP-IN manifesta profundo pesar e indignação por mais uma tragédia humanitária no Mediterrâneo

CGTP-IN manifesta profundo pesar e indignação por mais uma tragédia humanitária no Mediterrâneo

naufA CGTP-IN expressa o seu profundo pesar e indignação por mais uma catástrofe humanitária que, no Mar Mediterrâneo, ceifou a vida de quase mais 900 pessoas, a juntar aos muitos milhares de mortos que, sobretudo nos últimos 5 ou 6 anos, transformaram este mar num verdadeiro cemitério de crianças, mulheres e homens, que, em crescente número, tentam alcançar as costas da Europa em busca de uma vida melhor ou simplesmente fogem da morte, provocada por sangrentos conflitos armados nos seus países de origem, no Norte de África, Médio Oriente ou África Subsaariana.
Estes massivos movimentos de populações, que tentam sair da pobreza e da devastação da guerra, procurando emprego ou asilo, tem causas de fundo que radicam sobretudo nas desigualdades e desequilíbrios crescentes entre continentes e países, resultantes de um capitalismo crescentemente agressivo e explorador dos trabalhadores, dos povos e dos recursos naturais dos países de origem, onde, para garantir crescentes lucros e domínio geoestratégico, desenvolvem guerras de agressão, ocupações e ingerências.
A CGTP-IN afirma também que a actual magnitude desta tragédia humanitária se deve igualmente à politica externa totalmente errada prosseguida nos últimos anos pela U.E. em relação aos países do sul do Mediterrâneo em que, a coberto de apoiar os Povos que aspiravam a uma “Primavera Árabe”, se tem vindo a desestabilizar politicamente vários Estados da região, designadamente a Líbia, país que, após uma intervenção das forças europeias, caiu num caos total.
É particularmente chocante a hipocrisia da União Europeia e dos seus estados membros que, agora se reúnem de emergência, ao fim de tantos anos de milhares de mortos na região, em vez de terem promovido a ajuda ao desenvolvimento desses países, como se comprometeram no quadro das Nações Unidas, numa base solidária. Pelo contrário, o que a UE impôs a um grande número desses países foram parcerias de cariz neocolonial, sufocando o crescimento, o emprego e o desenvolvimento sustentável desses países de África e do Médio Oriente.
Hipocrisia, como as intervenções de agressão e ingerência movidas pelas maiores potências europeias como a França, Itália e Reino Unido, de que são gritantes exemplos a Líbia, a Síria, o Mali, o Chade, a República Centro Africana, a Somália, a Eritreia, etc.
Hipocrisia com medidas de cariz securitário adoptadas pela UE relativamente aos imigrantes dos países terceiros, bem patentes no reforço da presença da marinha de guerra para impedir a deslocação dos imigrantes, no quadro da agência europeia Frontex, em vez de uma presença de meios de salvamento, numa perspectiva humanitária; a adopção de Directivas Europeias anti-imigração, como a famigerada Directiva do Retorno e a permanente estigmatização da imigração associada ao terrorismo.
Hipocrisia das instituições europeias, que culpam unicamente as terríveis redes de tráfico humano, que se aproveitam do desespero de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, omitindo que estas redes surgem e engordam à conta das recentes políticas de imigração e de relações externas adoptadas pela União Europeia e à sombra da indiferença da comunidade internacional.
A CGTP-IN afirma que basta de cinismo, silêncio ou palavras ocas das instituições europeias e da maioria dos estados membros. É tempo de parar o sofrimento, a morte e esta terrível catástrofe humanitária. Os migrantes e os cidadãos que pedem asilo têm direito à vida, ao trabalho, à segurança e à inclusão social em condições de igualdade e solidariedade.
É absolutamente necessário e urgente uma mudança de politicas na UE, que conduzam à adopção de medidas e mecanismos eficazes e seguros de gestão dos movimentos migratórios e de direito de asilo, na perspectiva do acolhimento solidário e humanista dos cidadãos dos países terceiros.
Respondendo a esta situação catastrófica e de enorme magnitude no Mediterrâneo, foi recentemente criada uma Rede Sindical para as Migrações no Mediterrâneo e África Subsaariana, que a CGTP-IN integra.
Neste doloroso momento, a CGTP-IN envia aos familiares dos imigrantes mortos neste terrível naufrágio as suas profundas condolências e solidariedade.
A CGTP-IN reafirma que prosseguirá o seu activo empenhamento na luta pelo fim dos conflitos e pela paz na região mediterrânica e por políticas migratórias e de asilo respeitadoras da vida e dignidade humanas, inclusivas e solidárias para todos.
Lisboa, 21 de Abril de 2015
Departamento de Migrações da CGTP-IN
Via: Entrada – CGTP-IN http://ift.tt/1DIC0VH

Dizer mal dos ciganos não tem mal - Dizer mal dos ciganos não tem mal

Dizer mal dos ciganos não tem mal

Foi com total estupefacção que ao ler o jornal me confrontei com um Acórdão do Tribunal da Relação do Porto que condena um Advogado ao pagamento de 10000 euros de indemnização a uma juiz, «para realização de uma ampla e variada panóplia gama de interesses e pensando-se no custo material daqueles cujo desfrute poderá, em nossa perspectiva, adequadamente compensar a autora, proporcionando-lhe correspondente satisfação moral reparadora do dono sofrido».
A questão no processo prende-se com o facto de o Advogado ter patrocinado dois clientes seus numa queixa-crime contra a juiz, por injúrias e difamações à etnia cigana, e por ele próprio ter intentado uma acção contra a juiz face às declarações por si proferidas no decurso do julgamento e na própria sentença, declarações que o Advogado considerou absolutamente vexatórias e violadoras da dignidade das pessoas que este representava. Prestou declarações à comunicação social, classificando as expressões usadas como racistas e xenófobas e isso valeu-lhe uma queixa da juiz contra si. E foi condenado, primeiro ao pagamento de 16 000 euros, depois ao pagamento de 10 000, em sede de recurso.
A minha perplexidade perante os factos, só por isto, já é enorme. Quantas vezes estamos em salas de audiências e ouvimos coisas como, e passo a citar «estou farta dessa conversa de que os trabalhadores ganham mal, coitadinhos» e não podemos reagir, sob pena de sermos multados (como já fui, várias vezes). Vi com orgulho alheio um Advogado a não aceitar esta prepotência de que alguns juízes se assomam no exercício das suas funções, no pressuposto de que a sua inamovibilidade, independência e irresponsabilidade tudo lhes permite. O problema é que a reacção dos Advogados apenas pode passar por uma queixa ao Conselho Superior de Magistratura ou um processo judicial, e serão sempre juízes a decidir sobre juízes (mas aí, nada a fazer). E este ponto de partida poderia ser considerado preconceituoso, não fosse o acórdão da Relação do Porto fundamentá-lo.
É absolutamente atroz o que se segue.
Na sentença da dita juiz pode ler-se:
– os arguidos são utentes habituais do posto da GNR;
–  “(…) a confusão era enorme com os 3 arguidos a “liderar a revolta” e com as mulheres e as crianças a guincharem selvaticamente e a baterem e a chamarem nomes”;
–  “(…) conhece perfeitamente os 4 arguidos de etnia cigana e pelo seu próprio nome, jamais os podendo confundir, uma vez que presta serviço no Posto da GNR e eles são “meliantes/clientes habituais” (…)” ,
–  “(…) as pancadas com paus no Jeep por banda dos dois irmãos e com o “alto-patrocínio do pai” só pararam quando “dois ciganos de fora, mais civilizados lhes retiraram os paus” (…)”;
–  “(…) os 4 arguidos de etnia cigana bem como a sua numerosa família são “clientes fixos e privilegiados da GNR (…)”;
– “As condições habitacionais são fracas (…) pelo estilo de vida da sua etnia (pouca higiene (…)”;
– “(…) não se vislumbrando a menor razão para acolher a rábula da “perseguição e vitimização dos ciganos, coitadinhos!” (…)”;
–  “(…) são pessoas malvistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado (ao nível do RSI, da habitação social e dos subsídios às extensas proles) e a quem “pagam” desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes e obstaculizando às suas acções em prol da ordem, sossego e tranquilidade públicas” 
 – “As condições habitacionais são fracas (…) pelo estilo de vida da sua etnia (pouca higiene (…)”;
– Relativamente aos arguidos de etnia cigana, “(…) são pessoas malvistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado (ao nível do RSI, da habitação social e dos subsídios às extensas proles) e a quem “pagam” desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes e obstaculizando às suas acções em prol da ordem, sossego e tranquilidade públicas”.
Isto são excertos da sentença que, de acordo com o Advogado não resultam do depoimento de qualquer testemunha, nem de documento que se encontrasse junto aos autos.
O Tribunal de 1ª instância entendeu que «as expressões noticiadas “pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes”, dirigiam-se aos arguidos julgados, e não às suas etnias» e que «outra parte das expressões, como “as mulheres e as crianças guincharam selvaticamente”, reportavam-se às pessoas que, embora na maioria ciganos, se encontravam no local onde ocorreram os factos e que tomaram posição contra a presença da autoridade policial que ali foi chamada, mas não aos ciganos como etnia ou grupo social». (?????????)
O Tribunal da Relação entendeu que «Em face das circunstâncias concretas, das regras da experiência comum e de qualquer juiz penal que, por exemplo, tenha lido sentenças condenatórias ou absolutórias envolventes de membros da etnia e sentido os termos e os modos como manifestam, até em pleno tribunal, umas vezes o seu desagrado outras o seu regozijo, é perfeitamente perceptível e compreensível o ambiente, designadamente sonoro, gerado pela ocorrência e que as mulheres e crianças da etnia (e doutra origem que fossem…) não se exprimiam em tom baixo e notas graves, com palavras brandas, simpáticas e esmeradamente calmas e educadas. A hipérbole descritiva – à semelhança do que ocorre, aliás, noutras partes da sentença usando expressões do género como “arsenal bélico” ou “rábula” – mediante o recurso à expressão “guincharem selvaticamente” (em vez de “gritarem”), como é evidente não parece ser de tomar à letra mas, apenas, com animus narrandi, pretender retratar, num estilo claro e vigoroso, o cenário real conforme a percepção que dele colheu a autora (…)».
Posto isto, face às declarações do Advogado que considerou o animus narrandi um tanto ao quanto excessivo e epitetou as declarações – não a juiz – de xenófobas e racistas, aparentemente o que o Advogado não foi exigir respeito, o direito tratamento com dignidade de todos os seres humanos, reagir ao preconceito contra as pessoas por serem pobres e ciganas. Não. O que o Advogado fez é ilícito. E grave:
«-a ilicitude traduzida pela conduta do Réu é forte, porque: se revela em actos praticados num momento em que havia já decorrido tempo suficiente para superar alguma emoção e desagrado produzidos pelo teor da sentença proferida pela Autora e depois de superados os excessos do tratamento que teve na comunicação social imediatamente depois da leitura; se dirige à actuação da Autora no exercício das funções de magistrada judicial; o Réu sabia que a divulgação, pela comunicação social, do processo-crime movido à Autora, continuaria a difundir uma imagem negativa desta; 
o grau de culpa é intenso, traduzindo-se numa negligência grosseira;
-o dano produzido pela conduta do Réu é marcante, quer pelas consequências profissionais que o meio usado potenciava – a conduta do Réu colocou a Autora perante a real possibilidade de ser suspensa do exercício de funções, o que lhe trouxe angústia acrescida, prejudicou a sua capacidade de concentração nos problemas dos outros, refletindo-se na celeridade do despacho dos seus processos -, quer pela repercussão pública, inicialmente deformada, conhecida do Réu, que todo o caso teve na comunicação social – geradora de grande nervosismo, depressão, apatia, prostração, insónias, perda de peso, isolamento, quebra de autoestima, insegurança profissional, impaciência e irritabilidade na Autora;”
Portanto, para os Tribunais, o grave não é o animus narrandi que leva a afirmações destas: são pessoas malvistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado (ao nível do RSI, da habitação social e dos subsídios às extensas proles) e a quem “pagam” desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes e obstaculizando às suas acções em prol da ordem, sossego e tranquilidade públicas. Não, o grave é que alguém se recuse a aceitá-las como normais e decorrentes da hiperbolização e afirme que são afirmações racistas, xenófobas, indignas, inadmissíveis e reaja contra elas.
Vale o que vale, as afirmações da juiz são racistas e xenófobas. E a nenhum juiz devia ser permitido proferi-las, muito menos validá-las em tribunais superiores, baseados no direito à liberdade de expressão. Como são ciganos, pode dizer-se. Como são juízes, podem dizer. E a dignidade que vá com os porcos.
Via: Manifesto 74 http://ift.tt/1zHonC5

OPINIÃO - BAPTISTA BASTOS - O CANDIDATO QUE NÃO É

O candidato que não é 

Guterres detesta problemas. Deseja é mel e leite e o exercício de funções pacíficas. 

Com a habitual voz flébil, António Guterres anunciou, pela Euronews, num inglês incomparável, que não era candidato a candidato às eleições presidenciais portuguesas. Acabou, sem hesitação, com o miasma do boato que ele próprio alimentara. Está- -lhe no sangue este tipo de indecisões e evasivas. Acrescentou que gosta muito do trabalho exercido, e ambiciona continuar a carreira internacional que o bafejou: as fofas funções de alto comissário da ONU para os refugiados, cuja natureza meio mundo desconhece, e ao outro meio é indiferente. Com perdão da palavra, Guterres não tem perfil para Belém. Deu provas suficientes de ser um espírito hesitante, temeroso, com escassa coragem para enfrentar contrariedades, as mais minguadas, e sempre predisposto a escapulir-se, sem pudor nem dignidade, como o fez quando se demitiu do Governo. Conheço o homem há anos, das conspirações no gabinete de Soares Louro, na Cinevoz. Confesso que simpatizava com a cortesia constantemente demonstrada, e com a força vocabular com que defendia padrões e convicções. Depois foi a fuga ao combate, quando perdeu algumas câmaras em eleições autárquicas. Além de abrir as portas à Direita mais desavergonhada por isenta de princípios, fez-se à vidinha e andou por aí, com o rosto compungido, a fazer ninguém sabe o quê, diz que a favor dos expatriados. A letra do samba "ninguém sabe/ninguém viu" é-lhe amplamente adequada. Estava um pouco esquecido, até que o PS fez circular a ideia de que ele era o seu candidato às presidenciais. O homem que classificara a pátria portuguesa de "pântano" e os seus tristes habitantes de "indolentes" ressuscitava das trevas e do silêncio. Numerosos de nós ficámos estarrecidos com a deplorável escolha socialista. Ele, como lhe é habitual, nada dizia e reduzia a inquietação dos outros a um sorriso melífluo. Até que falou e disse, deixando a direcção do PS espavorida, sem candidato imediato, e muitos portugueses mais aliviados. Se, depois de Cavaco, a prenda que nos ofereciam era aquela… António Guterres detesta problemas. Deseja é mel e leite e o exercício de funções pacíficas, bem remuneradas e sem atritos de maior. Genuflexão e prece para aquietar a consciência, uns discursos ocasionais, e umas fotos cheias de compaixão pelos de lá. Os de lá são aqueles atrás das grades, concentrados no medo e no desespero. Haja Deus! 


http://www.cmjornal.xl.pt

TRABALHADORES DOS HIPER E SUPERMERCADOS MARCAM GREVE PARA 1º DE MAIO


COMEÇOU HOJE O JULGAMENTO DA EX-DEPUTADA DO PSD E PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA ULS

Julgamento de Ana Manso por abuso de poder começou hoje no Tribunal da Guarda




Começou hoje, no Tribunal da Guarda, o julgamento de Ana Manso por um crime de abuso de poder. O caso tem a ver com a contratação do marido para auditor interno da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda quando a ex-líder distrital do PSD presidia ao Conselho de Administração da ULS.
Conforme O INTERIOR noticiou na altura, em 2012, Francisco Manso foi transferido da ULS de Castelo Branco para a Guarda por «interesse público», tendo sido designado pelo CA auditor interno em março desse ano. O despacho de pronúncia sustenta que Ana Manso discutiu e votou esta transferência sem nunca identificar o grau de parentesco.
Contudo, após esta decisão, Francisco Manso ganhou o salário equivalente ao de administrador de primeira, quando era de segunda classe, mas esteve «totalmente ausente» do serviço em Castelo Branco e na Guarda durante 51 dias, não tendo sido alvo que «qualquer processo disciplinar». O caso saltou para a ribalta e após dois dias de polémica o ministro Paulo Macedo obrigou Ana Manso a exonerar o cônjuge. Só que no mês seguinte foi nomeado sem autorização da tutela para o recém-criado Gabinete de Acompanhamento da Remodelação e Ampliação do Hospital Sousa Martins, isto numa altura em que a empreitada estava parada. Francisco Manso regressou à ULS de Castelo Branco em agosto de 2012. Por sua vez, Ana Manso acabou demitida do CA em novembro por Paulo Macedo.

Passos de Costa - Parece que um dia perguntaram a Margaret Thatcher qual era a sua grande herança e ela respondeu o novo trabalhismo. Um dia podem perguntar o mesmo a Passos Coelho e ele poderá imodestamente responder o PS de António Costa e agora também de Mário Centeno,

Passos de Costa



Parece que um dia perguntaram a Margaret Thatcher qual era a sua grande herança e ela respondeu o novo trabalhismo. Um dia podem perguntar o mesmo a Passos Coelho e ele poderá imodestamente responder o PS de António Costa e agora também de Mário Centeno, o autor da “visão de mercado” para as relações laborais. Na realidade, este PS é muito mais o produto do euro: da agenda para mais uma década perdida a um cenário sem perturbadoras reestruturações da dívida, com algumas hipotéticas melhorias marginais, mas que servem sobretudo para embrulhar medidas bem gravosas. A política social-liberal é cada vez mais a arte do enquadramento, de uma certa manipulação, termo menos neutro, mas provavelmente mais realista para caracterizar quem diz querer acabar com a austeridade neste contexto estrutural.

Em linha com a especialidade do PS desde a paradigmática reforma de 2007 - o corte de pensões futuras, promovendo os mercados financeiros -, a descida da TSU para os trabalhadores é paga pelos próprios, já que o PS propõe um alívio temporário compensado por cortes nas pensões futuras. De forma reveladora, o PS embrulha este aumento míope do rendimento na retórica da “liberdade de escolha”, com impactos mais do que duvidosos na dinamização do mercado interno. A redução da TSU paga pelas empresas, por sua vez, é a grande vitória de Passos, já que o PS reconhece implicitamente as virtudes do incentivo da desvalorização interna. Entretanto, o PS diz estar preocupado com a “sustentabilidade” da segurança social. Reduzir as contribuições nunca ajuda. Ao mesmo tempo, dá para o sempre revelador peditório demográfico, acenando no fundo com formas complementares, de mercado, para as reformas. 

A “visão de mercado” das relações laborais manifesta-se também na aposta numa concreta liberalização furtiva dos despedimentos individuais, do género despeça já e espere que o trabalhador proteste em tribunal muito depois, que hipocritamente garante não aumentar o poder patronal. Em troca oferece vagos acenos com a limitação dos contratos a prazo rumo à distopia do contrato único. Sobre a negociação colectiva pouco ou nada, ou seja, o mesmo dos últimos anos. O diagnóstico para esta prescrição é retintamente neoliberal, colocando trabalhadores contra trabalhadores em nome de uma suposta segmentação que é o alfa e ómega da desigualdade neste campo para Mário Centeno e para o PS (e não a real e cada vez mais profunda assimetria entre trabalhadores e patrões). É claro que há uma aposta na política de mínimos no campo de um Estado social cada vez mais para pobres e também por isso cada vez mais pobre no futuro. Prova disso é a perversa, mesmo que vaga, subsidiação pública dos baixos salários, uma proposta original de Milton Friedman, toda uma visão para colocar a comunidade a subsidiar patrões medíocres. Todo um incentivo, como estes neoclássicos de mercado gostam de dizer. 

Que dizer disto tudo, e de algumas medidas positivas aqui e ali, caso do simbólico imposto sucessório, ideal para colocar na lapela em Abril? Tudo pesado, trata-se do mais longo e rigoroso relatório de abandono da social-democracia jamais escrito no país, em linha com a aposta num euro que estará associado, também se depender da vontade do PS, a duas décadas perdidas para o país, mas ganhas para as privatizações que o PS no fundo prosseguirá.

O que estava na agenda para uma década perdida está então aqui, mas com o “rigor” de cenários macroeconómicos pouco esmiuçados no documento e que, de qualquer forma, pouco dependem de um país que quase só tem instrumentos perversos ao seu dispor no contexto do euro. O campo do social-liberalismo está cada vez mais ocupado, mas o do socialismo está definitivamente cada vez mais vazio.


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

PRESIDENTE DA RTP DIZ QUE "10 MIL EUROS MENSAIS É UM ORDENADO DESVANTAJOSO”

PRESIDENTE DA RTP DIZ QUE "10 MIL EUROS MENSAIS É UM ORDENADO DESVANTAJOSO”


Ao presidir à RTP, Gonçalo Reis aceitou receber um ordenado “desvantajoso em termos financeiros”, mas que é superior ao que ganhava Alberto da Ponte. O Diário da República revela hoje o montante: por mês, o salário chega aos 10 mil euros.
O novo presidente do conselho de administração da RTP pediu e a ministra das Finanças aceitou. Hoje, o Diário da República confirmou: Gonçalo Reis vai ganhar mais do que o primeiro-ministro, tal como o vogal da administração, Nuno Artur Silva.
De acordo com a informação hoje publicada, as Finanças aceitaram o regime de excepção previsto no Estatuto do Gestor Público.
Isto significa que Gonçalo Reis vai ganhar bem mais do que o antecessor: Alberto da Ponte, que tinha abdicado do mesmo regime, passou a ganhar (desde 2013) 7665,60 euros por mês.
Na administração anterior, cada um dos dois vogais auferia uma remuneração mensal de 6132,50 euros.
Numa entrevista ao Jornal de Negócios, Gonçalo Reis revelou que o novo ordenado é “desvantajoso em termos financeiros”, lembrando que no setor privado ganhava bem mais.
“O convite que recebi é desafiante em termos de gestão, mas desvantajoso em termos económicos face à minha situação no setor privado, pois o tecto atribuído é bastante inferior à remuneração que vinha auferindo”, explicou.



jornalq.com

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O “contabilista de Auschwitz” quer expiar a sua culpa em tribunal

O “contabilista de Auschwitz” quer expiar a sua culpa em tribunal 


Será dos últimos nazis a responder pelo seu papel no Holocausto. O julgamento do “contabilista de Auschwitz” levanta questões sobre o modo como a justiça alemã lidou com os suspeitos de envolvimento no extermínio. “Descreveria o meu papel como o de uma pequena peça na engrenagem”, disse Gröning à Der Spiegel, há dez anos DR




Não escondeu a adesão ao nazismo, nega envolvimento directo na morte de judeus, foi dos poucos guardas dos campos da morte a levantar a voz contra o negacionismo. Oskar Gröning, um alemão de 93 anos, que esta terça-feira deve começar a responder por “cumplicidade no homicídio agravado de 300 mil pessoas”, está longe de ser uma personagem linear.


O julgamento do “contabilista de Auschwitz”, um homem que nunca encontrou “a paz interior”, como reconhecia no final de 2014 ao jornalHannoverische Zeitung, é também, 70 anos após o final da II Guerra Mundial, o julgamento do modo como a Alemanha lidou com um passado sombrio.


Oskar Gröning esteve em Auschwitz, onde chegou com 21 anos, de 1942 a 1944. A sua tarefa era reunir e enviar para Berlim o dinheiro dos prisioneiros. Mais tarde passou também a recolher as bagagens dos recém-chegados para que os seguintes não as vissem e não se apercebessem imediatamente do seu destino.


A acusação garante que estava consciente de que os incapazes para o trabalho “eram assassinados logo após a sua chegada” e que “pela sua actuação, forneceu vantagens económicas ao regime nazi e apoiou matanças sistemáticas.” Nada que Gröning negue.


Por motivos “legais e de prova” as acusações que o levam ao tribunal de Luneburgo, Sul de Hamburgo, dizem apenas respeito a dois meses do seu tempo de Auschwitz, na Polónia ocupada: de Maio a Julho de 1944, o período da Operação Hungria, quando chegaram a Auschwitz “cerca de 425 mil pessoas”, 300 mil das quais foram mortas nas câmaras de gás.


Ao longo de décadas, Gröning respondeu apenas perante a sua consciência. Tal como milhares de outros alemães. Mas ao contrário de outros não negou o que aconteceu. “Eu estava lá, é verdade”, afirmou em 1985, quando um colega do clube de filatelia lamentou a proibição do negacionismo. Sentiu então que era seu dever dar testemunho. Escreveu sobre o que viveu, foi entrevistado pela BBC, falou à imprensa.


Uma mesma ideia atravessa sucessivas declarações: vê-se como uma “pequena peça da engrenagem”, alguém a quem, tal como a muitos milhares de outros, a justiça alemã não prestou atenção, durante décadas. “Descreveria o meu papel como o de uma pequena peça na engrenagem. Se se considerar isso culpa, sou culpado”, disse à revista Der Spiegel, há dez anos.


“Coisa horrível mas necessária”


Nascido em 1921, órfão de mãe desde os quatro anos, foi criado pelo pai, um nacionalista que aceitou mal a derrota na I Guerra Mundial e integrava o grupo paramilitar Der Stahlhelm, que se opunha ao Tratado de Versalhes. Oskar fez parte da organização juvenil e cresceu num ambiente belicista e anti-semita. Na entrevista à Spiegel, foi buscar à memória uma cantilena desses tempos: “E quando o sangue judeu correr pelas nossas facas, tudo ficará novamente bem”. “Na época não pensávamos muito no que cantávamos”, disse também.


Fascinado pelas músicas e fardas, alistou-se nas SS, uma força de elite nazi, onde inicialmente teve tarefas administrativas. Foi depois colocado em Auschwitz, lugar do assassínio de 1,2 milhões de pessoas, entre 1940 e 1945.


Alega que só se deu conta do que se passava no campo de concentração quando, numa ocasião, se aproximou da área das câmaras de gás, viu e ouviu. “Só me dei conta do horror quando ouvi os gritos.” Mas a crença em Hitler, a convicção de que a Alemanha perdera a I Guerra por causa dos judeus e que era dever da Alemanha destruir o judaísmo, permitiram-lhe conviver com a situação.


Afinal, explicaria mais tarde, via no extermínio de judeus “uma forma de fazer a guerra”, “uma guerra com métodos avançados”. “Se estiver convencido de que a destruição do judaísmo é necessária não interessa como as mortes ocorrem”, afirmou.


O que Oskar Gröning nunca recuperou foi a paz interior. “Sinto-me culpado em relação ao povo judeu, culpado por ter pertencido a um grupo que cometeu esses crimes, mesmo que não tenha sido um dos executores. Peço perdão ao povo judeu. E peço perdão a Deus”, disse à Spiegel.


“Envergonhei-me durante décadas e continuo envergonhado hoje. Não pelos meus actos, porque nunca matei ninguém […] Mas ajudei. Era uma peça da máquina que eliminou milhões de pessoas inocentes”, declarou, noutra entrevista, também de 2005, ao diário Bild. Quando o Die Welt lhe perguntou recentemente se iria falar em tribunal, respondeu: “Se ainda for vivo, sim”.


Depois de décadas sem que fosse abordado pela justiça, o julgamento tornou-se possível com a jurisprudência criada pela condenação, em 2011, a cinco anos de prisão, de John Demjanjuk, antigo guarda do campo de Sobibór, que morreria no ano seguinte, aos 91 anos. Foi a primeira vez que a justiça alemã condenou alguém por cumplicidade. Antes, só tinha havido condenações de dirigentes, em Nuremberga, e, depois, de comprovadamente envolvidos no extermínio.



lusibero.blogspot.pt

81 ANOS À PROCURA DO MONSTRO DE LOCH NESS - O GOOGLE NA SUA PÁGINA INICIAL HOMENAGEIA O MONSTRO DO LAGO NESS - AQUI NO DESENVOLTURAS & DESACATOS TODA A HISTÓRIA



MONSTRO DE LOCH NESS FOTOGRAFADO NOVAMENTE. DESTA VEZ, DO CÉU. SERÁ?


O famoso monstro de Loch Ness, uma suposta criatura enorme que habita o famoso lago escocês voltou a dar as caras. Veja a matéria original do site do History Channel:

SUPOSTO MONSTRO DO LAGO NESS É NOVAMENTE AVISTADO

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A mítica criatura habitante do lago Ness, na Escócia, vem ludibriando milhões de pessoas com suas aparições furtivas e imprecisas. Agora, chegou a vez de usuários do serviço Apple Maps também contribuírem para a lenda: eles teriam detectado “Nessie” a partir da captura de uma imagem aérea do local. A imagem revela uma estranha figura, supostamente a silhueta da tímida criatura. Céticos explicam que pode ser um tronco afundado, uma onda aquática, ou a silhueta é simplesmente o resultado de uma ilusão de ótica. Entretanto, diante da imagem, os fãs de fenômenos sobrenaturais alegam que, diante da prova, não há como negar a existência do furtivo monstro.
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Gary Campbell, Presidente do Clube Oficial de Fãs do Monstro de Loch Ness Lake, manifestou sua alegria pelo mais recente avistamento de Nessie, o primeiro nos últimos 18 meses. Preocupado com a longa ausência do monstro, Gary Campbell demonstrou-se bastante entusiasmado com as novas tecnologias: “Agora que temos espiões no céu, talvez tenhamos ainda mais fãs e adoradores de Nessie.” fonte
O monstro de Loch Ness é sempre algo interessante de debater e confabular. Há quem acredite nele e há os que duvidam. Independentemente de sua posição quanto ao monstro lacustre e sua existência, é sempre bom lembrar de como começou esse lance do famoso monstro.
Ao que parece, o primeiro encontro original e testemunhado supostamente por várias pessoas, aparece descrito na obra literária Vida de São Columbano (também conhecido como Saint Columba), um missionário irlandês que viveu entre 521 e 597 DC e que se mudou para Escócia.
Columbano descreve como salvou um picto que nadava no Rio Ness das garras do monstro em 565 DC enquanto ele trazia um barco para o Santo e os seus seguidores atravessarem o rio e com o enorme poder da sua voz o monstro terá sido repelido pelo Santo.
Embora Columbano seja visto meio de lado porque em outra parte da obra ele diz que conseguiu matar um porco com gritos, o que poderia indicar que ele era dado a dar umas “viajadas na maionese” em seus escritos, há outros encontros relatados na história, estes, com mais credibilidade que o santo irlandês.

EU DEI DE CARA COM O MONSTRO!

O relato mais antigo e com mais credibilidade de um encontro com o misterioso morador do lago foi de um homem, mergulhador profissional que literalmente deu de cara com o monstro, lá no fundo. Este avistamento oficial do monstro se deu em 1880 pelo mergulhador profissional chamado Duncan MacDonald.
Diver 1874 ambaile 
Foi-lhe pedido que fosse ao Fort Augustus perto do Caledonian Canal procurar o zona certa onde havia afundado um navio de carga. A seguradora precisava saber o ponto exato do naufrágio, e por isso ele foi contratado.
Ao descer as profundezas escuras do lago, onde se situava o navio afundado, ele iniciou as suas tarefas. Enquanto examinava a quilha para ver os estragos e a trabalhar debaixo dela, de repente viu que ali estava também uma enorme e estranha criatura deitada sobre uma grande rocha perto do barco. O assustado Duncan fez um sinal brusco para ser içado e recolhido de imediato, ao chegar ao barco de apoio onde estava toda sua equipe, os colegas acharam-no muito pálido e branco como a cal. O mergulhador experiente foi retirado da água trêmulo, mas depois, já mais calmo, disse que enquanto analisava o navio, a certa altura viu um animal muito parecido com um réptil gigante marinho ou como um sapo enorme que o surpreendeu. Ele quis voltar logo á superfície com medo. Realmente, aquilo deve tê-lo aterrorizado muito, já que ele recusou propostas e nunca mais fez quaisquer mergulho no famoso Lago Ness.
Já no século XX, surgiu um outro relato no ano de 1923. Alfred Cruickshank avistou uma criatura com cerca de 3 metros de comprimento e dorso arqueado, mas o registo visual que iniciou a popularidade de Nessie data de 2 de Maio de 1933 e foi relatado pelo jornal local Inverness Courier numa reportagem cheia de sensacionalismo. Na peça conta-se que um casal de hoteleiros Mackay viram um monstro aterrorizante a entrar e sair da água, como alguns golfinhos fazem. A notícia gerou sensação e um circo chegou mesmo a oferecer 20.000 libras pela captura da criatura. A esta oferta seguiu-se uma onda de registos visuais que resultaram em 19 de Abril de 1934 na mais famosa fotografia do monstro, tirada pelo cirurgião R.K. Wilson (daí o nome da fotografia, conhecida como Surgeon’s photo). A fotografia circulou pela imprensa mundial como prova absoluta da existência real do monstro:
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Em 1994 Marmaduke Wetherell confessou ter falsificado a fotografia enquanto repórter free lancer do Daily Mail em busca de um furo jornalístico. Wetherell afirmou também que decidiu usar o nome do Dr. Wilson como autor para conferir mais credibilidade ao embuste. Quando R.K.Wilson emigrou para a Australia, este médico entretanto falecido escreveu uma carta ao Daily Mail a revelar que a sua foto era mesmo um embuste com recurso a um submarino de brincar com um pescoço de plástico montado em cima para fazer uma foto do seu suposto “monstro real”.
Em 25 de maio de 2007, Gordon Holmes, um técnico de laboratório de 55 anos de idade, filmou um vídeo que ele diz ser de uma “criatura preta, com cerca 13 metros de comprimento, movendo-se rapidamente na água”. O vídeo foi estudado por biólogos e sem dúvida trata-se realmente de uma filmagem original de um animal não identificado, no qual as características físicas são mesmo parecidas com as de um plesiossauro, portanto, ainda assim não é considerado uma prova de sua existência. Diz-se que o vídeo está “entre as mais brilhantes aparições do monstro já feitas”.
A BBC da Escócia transmitiu o vídeo em 29 de maio de 2007:
É esquisito ou não é?
Fora esses registros esporádicos, há ainda um que sempre me intrigou muito, até porque ele é pouco divulgado. Numa das muitas tentativas de sondagem do leito do lago de águas escuras, uma câmera submarina foi enviada ao fundo. Ela estava programada para fazer uma sequencia de fotos de tempos em tempos e numa das fotos, olha o que apareceu:
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Podem dizer que é pareidolia, mas eu vejo uma nadadeira muito claramente aí. Já se isso é de um monstro ou de algum outro animal, ou mesmo se é uma fraude, não sei dizer. Só acho que se isso não for uma fraude deliberada, pode ser algo no mínimo, intrigante. A história desta nadadeira envolve um dos mais famosos inventores do mundo, hoje falecido.
Robert H. Rines foi um inventor que testemunhou ao vivo e à cores o monstro, e o perseguiu com afinco, até o dia em que morreu, aos 87 anos.
Dr. Rines era um inventor, advogado, professor, pesquisador e compositor. Ele tinha verdadeira obsessão por registrar oficialmente o monstro.
Ele passou os últimos 37 anos de sua vida tentando procurar a criatura nas águas do Loch Ness, sem sucesso. Ao que parece, a obsessão dele pelo monstro surgiu no dia que ele viu o monstro em 1972, enquanto olhava da janela da casa de um amigo, numa festa do chá, na Escócia.
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Ele disse que viu curioso sugir a curva de algo misterioso que ele não conseguia identificar, mas que estava lá, repetidamente perturbando a superfície da água.
“Parecia as costas de um elefante”, disse o Dr. Rines, recordando o encontro em 1997.
“Eu sei que tem um grande coisa desconhecida naquele lago. É por isso que eu não pude largar pra lá.”
O inventor se agarrou firmemente com a busca de Nessie e rejeitou as críticas de seus detratores, que o ridicularizavam por sua busca obsessiva de uma criatura, que muitos cientistas têm rejeitado como pura fantasia.
Enquanto cagava e andava para os que riam dele, de tempos em tempos, Dr. Rines voltava para o lago escocês esperando para usar sempre uma melhor imagem e tecnologia de rastreamento para capturar imagens mais nítidas do animal. Foi ele que conseguiu a foto da barbatana.
Especialistas estimaram que a nadadeira tinha de 1,8 a 2,40 metros!
Os especialistas do Smithsonian Institution, analisaram a imagem e disseram que a estrutura da cauda se parecia com a forma da cauda dos tritões. Biólogos do Aquário da Nova Inglaterra afirmaram que a estrutura da nadadeira não se assemelhava a nenhuma outra conhecida. O Museu de História Natural britânico, apesar de reconhecer que a fotografia eram genuína, descobriu que ‘a seqüência aparece indicar a passagem de um objeto grande.
O gráfico sonar que registrou a passagem dos objetos foi posteriormente analisado por vários especialistas independentes, cujo veredito é que se tratava de algo vivo e de grande porte em Loch Ness, que tinha pelo menos 8 a 9 metros de de comprimento, com vários segmentos, seções do corpo ou projeções como corcovas.
Estranhamente, nos anos que se seguiram, a equipe dele teve muito pouco sucesso. Parte dos problemas se deveram a aspectos técnicos, como problemas de funcionamento nas plataformas de câmera subaquática. Em 1975, o maior avanço do Dr. Rines e sua equipe veio quando um conjunto de close-up fotografias subaquáticas foram tomadas que, quando lançado em dezembro do mesmo ano causou sensação no mundo todo. As fotos que mostram o que poderia ser cabeça e o corpo de uma das criaturas em detalhes notáveis, foram tiradas com a câmera strobe Edgerton durante a expedição de junho anterior:
A primeira foto é impressionante:
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A foto abaixo, poderia se tratar da carcaça de um monstro morto?

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Em 2001 sua equipe enviou um ROV (robô de alta profundidade) que teria feito um interessante registro de algo com forma estranha no fundo do lago, a nada menos que 101 metros de profundidade:
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A simulação abaixo mostraria o que isso poderia ser:
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Seriam os restos de uma criatura morta?

Durante vários meses, as imagens foram analisadas em segredo em centros zoológicos na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Europa. Foi planejado divulgá-las no início de dezembro em um simpósio científico em Edimburgo com a participação de zoólogos de todo o mundo, sob a presidência do famoso naturalista britânico e pintor Sir Peter Scott…
Notícias das fotos vazaram no final de novembro, antes do estudo delas estar completo isso e causou tanta excitação que os patrocinadores do simpósio, que contou com a prestigiosa Royal Society, sentiram que seria impossível realizar uma discussão científica adequada, em tal atmosfera de euforia.
Consequentemente, o simpósio, em que toda a controvérsia Loch Ness teria sido longamente debatida e talvez resolvido, teve de ser cancelado. Em seu lugar, foi realizada uma reunião na Sala Grande Comissão noHouses of Parliament por instigação de David James, o MP que liderou o bureau de investigação.
Diante de um grande público de membros de ambas as casas do governo, cientistas e jornalistas, a equipe da Academia apresentou os resultados de sua pesquisa, incluindo as novas fotografias subaquáticas, acompanhado de declarações de zoólogos eminentes que haviam examinado o material. Dr. George Zug, o Curador de Répteis e Anfíbios, no famoso Smithsonian Institution, em Washington, disse em seu depoimento pessoal:
“Eu acredito que estes dados indicam a presença de animais de grande porte em Loch Ness, mas são insuficientes para identificar-los.”
Dr. Rines acreditava que o monstro parecia um plesiossauro, um dinossauro que viveu sob milhões de água de anos atrás.

Plesiosaurus
“Ele teria talvez 14 metros de comprimento, com um pescoço de 1,2 ou 1,5 metros de comprimento, de acordo com relatos de testemunhas oculares”, ele disse certa vez.
Mas, além de sua paixão por Nessie, o Dr. Rines, que já tocou até violino junto com Albert Einstein, desenvolveu um equipamento sonar usado em missões submarinas para localizar navios afundados famosos.
Em 1985, pesquisadores usaram embarcações submarinas que usavam tecnologia de sonar desenvolvido pelo Dr. Rines para encontrar o Titanic, que afundou em mais de 12.400 pés (3.780 metros) de água em 1912. Os sistemas desenvolvidos por ele foram usados até para encontrar os destroços do navio de guerra Bismarck alemão, que foi afundado durante a Segunda Guerra Mundial.
As invenções de Dr. Rines tornaram-se peças-chave de sistemas de navegação de longo alcance, em que as embarcações marítimas e aeronaves são localizados pela determinação da diferença de tempo entre as transmissões de rádio pulsantes de duas estações.
Graças à sua contribuição inestimável para o avanço científico, Dr. Rines foi indicado para os EUA Salão Nacional da Fama dos Inventores e também para o Signal Regiment do Exército dos EUA, como membro ilustre.
Suas fotografias subaquáticas de Loch Ness permanecem penduradas no são da fama dos Inventores Americanos, juntamente com uma pintura de como ele imaginava que o monstro do lago escocês poderia parecer.
Infelizmente, a busca exaustiva de Dr. Rines para Nessie nunca foi recompensado com qualquer prova conclusiva da existência do monstro.
“Há poucos de nós dispostos a arriscar a nossa reputação em algo tão improvável quanto isso, que tantos julgam ridículo”, disse a Boston Magazine em 1998.
Dessa forma, sendo uma foto tão famosa, vindo de alguém tão obstinado e obcecado pela busca à criatura, que não fez menção de viver pendurado na fama da foto da nadadeira, eu creio que ela não seja uma fraude. Ainda poderia ser um erro, mas tudo me leva a crer que o próprio Rines acreditava piamente na existência de um animal enorme no lago.

MAS A QUESTÃO QUE SE COLOCA É: O MONSTRO PODERIA MESMO EXISTIR?

Soa bastante curioso que o lago Ness esteja numa faixa de diversos outros lagos, onde na maioria deles existem relatos de monstros marinhos. Alguns até com fotos bem mais impressionantes que os do monstro de Loch Ness. Um bom exemplo é o Ogo-Pogo e o Manipogo do Canadá, outras duas serpentes marinhas. No México existe o “Chan”, que habita a extinta cratera do vulcão Tallacua, hoje coberto por águas cor de turquesa. E até mesmo no lago argentino Nahuel Huapi, um monstro conhecido como “Nahuelito”.
Um dos grandes problemas para um monstro desses existir está no fator alimento. O lago Ness é pobre em vida marinha, e não conteria uma biodiversidade suficiente para sustentar um plessiossauro. Bichos grandes comem muito, demandam doses monstruosas de proteínas e algo grande como uma baleia só poderia viver em oceano aberto. O cetáceo conhecido que mais se aproximaria de um plessiossauro é o cachalote, que se alimenta das lulas colossais (e por sua vez também é o alimento delas). A baleia azul, o maior cetáceo conhecido se alimenta de plâncton, krill e similares. Seria então o monstro um animal que se alimenta de plâncton? As chances disso são pequenas, uma vez que para se alimentar de plâncton, o animal deveria cobrir vastíssimas regiões marinhas, e o lago não parece permitir isso.
A abordagem da alimentação foi feita pelo naturalista Adrian Shine, que buscou compreender melhor da cadeia alimentar que mantêm o ecossistema característico do lago. Shine explica que o lago é frio, e que levantamentos recentes estimam que não existam mais do que 20 toneladas de peixes no lago, o que suportaria somente 2 toneladas de predadores, tornando a idéia de uma população residente de predadores grandes muito improvável, principalmente em se tratando de um predador pré-histórico.
Dessa forma, Existem quatro grandes teorias sobre o que seria o monstro do lago Ness: um mamífero, um réptil, um réptil marinho pré-histórico ou um peixe. A falta de alimentos no lago descartam quase por completo a idéia do mamífero, que precisaria de uma quantidade grande de alimento. Um réptil pode sobreviver com pouco alimento, mas a temperatura fria do lago (que raramente ultrapassa os 10ºC) seria um problema para um animal de sangue frio.
Um réptil marinho pré-histórico ainda é uma ideia atraente.
Precisamos lembrar que criaturas que considerávamos extintas apareceram vivinhas da silva no passado. Um bom exemplo é este cara aqui:
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Entre os animais pré-históricos mais prováveis estão o ictiossauro, o mosassauro e o mais provável deles, se levarmos em conta os relatos, o plesiossauro, por causa do longo pescoço. Afora o fato dos cientistas serem céticos quanto a sobrevivência destas espécies nos dias atuais, ainda resta o problema da alimentação, escassa para um animal tão grande sobreviver no lago. Os que acreditam na teoria afirmam que o animal poderia visitar o lago, talvez para se acasalar ou procriar e na maior parte do tempo viveria no mar. O lago Ness possui abertura para o mar, mas o rio que liga o lago ao mar é muito raso para um animal tão grande ultrapassar sem ser notado. Existem aqueles que acreditam que no fundo do lago existam passagens subterrâneas que ligariam o lago com o mar. Pelo menos já foram comprovadas a existência de cavernas no fundo do lago.
Dessa forma, o que poderia ser a criatura registrada pelas fotos aéreas no lago?
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Nenhuma foto deste tipo jamais poderá ser conclusiva, mas uma coisa é certa: Isso não parece com uma ondulação natural na água.
Compare na foto abaixo o tamanho da coisa com a casa e as árvores na margem. É possível perceber que as árvores são substancialmente menores que isso, o que jogaria por terra bem facilmente a hipótese clássica do tronco boiando.
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Aliás, a hipótese do tronco boiando para o monstro é praticamente como o “balão meteorológico” está para o disco voador.
Seja o que for isso, é bem grande. Eu não arriscaria dizer que é uma coisa ou outra.
Por mais estranho que possa parecer, há relatos de coisas estranhas subindo à superfície em outros lagos na região!
Em 19/2/2011, Tom Pickles, que estava remando no lago Bowness em Cumbria, Inglaterra, viu a estranha criatura. Ele relatou aos jornais que ainda teve tempo para tirar fotos de costas do monstro com sua câmera de telefone celular.
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“Eu achei que a partir de uma distância, eu estava vendo um cachorro grande. No entanto, eu percebi que não poderia haver um cão capaz de nadar até ali. A coisa também tinha uma corcova que se moveu para cima e para baixo. Parecia o animal tinha uma grande sombra. Isso mostra que o misterioso animal era maior debaixo de água “, disse Pickles.
Sarah Harrington, testemunha ocular do monstro visto na Inglaterra acrescentou: “Quando o animal se aproximou mais perto da nossa canoa, vi que era muito estranho. Sua pele era como a de um lobo marinho. Vimos aquilo por 20 segundos antes dele fugir e sumir de nossa visão. ”
Anteriormente, em 2006, a existência outros “parentes” de Nessie foram relatados no maior lago da Inglaterra, Lago Windermere. Muitos moradores locais pensam que a criatura era um dinossauro que ainda permanece e vive no fundo do lago. fonte
Outras explicações para os registos visuais nos lagos da região sugerem que as testemunhas tenham confundido o monstro com os esturjões que abundam os lagos e que, graças à sua estranha aparência, podem ter causado confusão.
No caso do monstro do lago Ness, há ainda quem relacione os registos visuais com libertação de gases da falha tectónica que modela o lago, que podem chegar à superfície sobre a forma de bolhas.
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Um esturjão gigante, – e raro – peixe pré-histórico da região. Uma das melhores hipóteses para a lenda do monstro é que pode haver de fato um esturjão gigante, de tamanho acima da média vivendo no lago. Uma mutação genética poderia ter gerado um peixe de tamanho fora do normal? Isso não é impossível.
No entanto, por maior que um esturjão seja, ele não chegaria ao tamanho dessa coisa registrada na foto aérea do lago.
O mistério permanece, alimentado por testemunhas, fotos estranhas, videos intrigantes e relatos anedóticos diversos, alguns com maior grau de credibilidade que outros. Algo que contribui para a mítica do lago é sua constituição geológica.
Em Julho de 2003, uma equipe da BBC realizou o que deveria ser a investigação definitiva e exaustiva na zona. O plano era colocar um ponto final na história e esclarecer de uma vez por todas o mistério do monstro. O lago foi percorrido de uma ponta à outra por mergulhadores e cerca de 600 sonares. Mas não obtiveram qualquer resultado. Com isso, a BBC concluiu que o monstro não existe mas nem isto desalentou os defensores de Nessie, que alegam que ele poderia estar em cavernas subterrâneas, que de fato existem.
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O lago contribui para o mistério na medida em que tem uma forma estreita, profunda e alongada, com cerca de 37 quilômetros de comprimento, 1,6 quilômetros de largura e uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem.
Especialistas sugerem que o lago Ness tenha sido modelado pelas geleiras da última era glacial, como os lagos do Canadá. Além disso, a visibilidade na superfície costuma ser péssima, o que explica a má qualidade das fotos e a suspeita de que os registos visuais sejam apenas pareidolia. Na Escócia, a média dos últimos 30 anos é de apenas 48 dias de sol por ano o que atrapalha bastante os registros.

DEI DE CARA COM O MONSTRO… NUMA ESTRADA!

Um dos casos mais curiosos de avistamento da criatura de Loch Ness se deu não no lago, mas no meio de uma estrada!
No início de 1934, Arthur Grant, um jovem estudante de veterinária, estava em sua motocicleta dirigindo à noite noite, quando ele quase bateu no monstro, que estava atravessado na estrada. A descrição de Grant da coisa era igual a de todos os demais: Cabeça pequena, pescoço comprido afinando e cauda com um corpo volumoso e nadadeiras, – descrição que parece combinar com a aparência dos plesiossauros que se julga extintos há pelo menos 65 milhões de anos.
O que o animal estava fazendo nessa estrada que margeia o lago, ninguém sabe, mas o relato adiciona um fator curioso à suposta criatura: Ele conseguiria sair do lago!
O caso é emblemático por ser tão inusitado. Qualquer pessoa que quisesse contar lorotas sobre o monstro, tentaria colocá-lo num universo de mais credibilidade do que no meio de uma estrada.
Em abril de 1960, Tim Dinsdale, ao visitar o lago, capturou a primeira imagem em movimento do monstro. Embora o filme mostre pouco, um grupo de especialistas de fotografia da Royal Air Force se pronunciou, dizendo que as análises mostram que o objeto estava “provavelmente” se mexendo e, parecia ter 27 metros.
Os céticos argumentam que a coisa foi, provavelmente, uma lancha. Dinsdale estava convencido o suficiente por suas próprias fotos a ponto de largar sua carreira como engenheiro aeronáutico e dedicar os próximos vinte anos de sua vida a encontrar o monstro. Embora Dinsdale tenha sido recompensado com mais dois avistamentos da misteriosa criatura, ele nunca foi capaz de reunir as provas incontestáveis de sua existência.
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Em 16 de julho de 2003, o escocês aposentado Gerald McSorley de 67 anos, encontrou um fóssil de quatro vértebras com 29 cm de comprimento e muito bem conservadas (partes da espinha dorsal e marcas de veia) de um Plesiossauro adulto de cerca de dez metros de comprimento, quando passeava pela beira do Lago Ness, ao norte de Drumnadrochit, na Escócia. Isso dá uma nova dimensão ao bagulho, e prova que no passado o lago foi ambiente de Plesiossauros. Assim, surgem perguntas: Quantos anos vivia um Plesiossauro? Haverá ainda algum “filhote” sobrevivente no lago?

TENTANDO COM O SONAR

Vários pesquisadores têm utilizado o sonar para encontrar o monstro com resultados variados. Em 1968, o professor DG Tucker, da Universidade de Birmingham testou um sonar protótipo no lago Ness. O transdutor foi montado num lado do lago, apontando para o lado oposto, de modo que quaisquer objetos que passassem através do seu raio, seriam detectados. Durante um período de duas semanas, o aparelho registrou vários objetos com 6 metros de comprimento. Eles foram detectados movendo-se perto da superfície, embora nunca tenham subido á tona. O tamanho e o movimento não parecem coincidir com qualquer peixe conhecido. Tucker chegou a declarar:

“A alta taxa de subida e descida faz parecer muito improvável que eles poderiam ser peixes, e os biólogos especializados em pesca que consultamos não puderam sugerir que tipo de peixes poderia ter aquele comportamento anômalo. Assim, é uma tentação supor que poderia ser o fabuloso monstro de Loch Ness, agora observado pela primeira vez nas suas atividades subaquáticas! “
Um ano depois, Andrew Carroll, um pesquisador do New York Aquarium usou um sonar recém desenvolvido chamado Rangitea para varrer o Lago e pegou um forte eco de um objeto animado estimada em 6 metros de comprimento. Nem o objeto encontrado por Carroll ou por Tucker foram definitivamente identificados até hoje.
Roy Mackal, um biólogo da Universidade de Chicago que estava interessado em criptozoologia, construiu um sistema de microfones subaquáticos e colocou-os no lago para ver se ele poderia detectar qualquer som que o monstro pudesse fazer.
“sinais de pássaro”, “batidas” e “cliques” foram gravados junto com um som sibilante que Mackal pensou que poderia ser o som de uma ecolocalização de animal para encontrar e caçar sua presa. Mackal observou que os sons pararam quando um barco passou e foram logo retomados após a embarcação ter se afastado, indicando uma possível origem biológica para ele.
A mais recente exploração com sonares no lago Ness foi em 2004, quando uma expedição da BBC usou 600 vigas de sonar para sondar o lago de uma ponta a outra. Eles poderiam detectar o sinal de um animal de grande porte na água, mas nenhuma evidência convincente foi encontrada, apesar de todos os esforços, que incluiu até um submarino.

ACHOU O FILHOTE DO MONSTRO?

Seria difícil imaginar um só bicho imortal, vivendo no lago todo este tempo. Seria inviável biologicamente, de modo que se há um deve haver um grupo pequeno de criaturas. Logo, seria de se admitir pela lógica, que se eles existem, teriam filhotes em algum momento.
É aqui que entra esta estranha história sobre um bicho não identificado que poderia ser um filhote do monstro que supostamente habita o lago Champlain:
John Kirk, autor do livro In the Domain of the Lake Monsters, nas páginas 132 e 133 relata as aventuras de Dennis Hall, que encontrou a criatura em várias ocasiões fotografando-a e filmando-a, podendo ser a única pessoa que algum dia capturou uma espécime de “Champ”.
Dennis Hall e sua objetiva cavalar
Dennis Hall e sua objetiva cavalar
Na década de 70, Dennis viu um réptil de cerca de 30 centímetros perdido numa área pantanosa que limita o lago. Os cientistas da Universidade de Vermont não encontraram o animal no catálogo de répteis ainda vivos. Dennis então percebeu que num livro de répteis pré-históricos a criatura era parecida com oTanistrofeus que é consideravelmente maior e com um pescoço bastante longo. O pai de Dennis, conseguiu capturar o bicho temporariamente em 1976, mas ele escapou.Tanystropheus_by_L34ndr0
Ele os descreve como um simples lagartinho, com um pescoço muito comprido e quatro pernas robustas, que lembram as de uma tartaruga. Ele tinha uma língua bifurcada, e emitia um chiado. Eles parecem estar habituados a águas rasas, comem pequenos peixes e também são vistos em terra. Ao nascer, eles te 30 cm de comprimento e vão crescer até cerca de 6 metros. Adultos são feios, mas os bebês são muito bonitinhos. (Dennis Jay Hall, “Champ Quest, The Search final de 2000, Guia de Campo e Almanaque para o Lago Champlain, p.15).

Em abril de 1998, um artigo da revista Discover Magazine (Volume 19 Número 4) sobre o Lago Champlain afirmou que 58 passageiros a bordo do barco Ethan Allan viram uma criatura de uns 10 metros e com 3 a 5 corcundas durante aproximadamente 5 minutos. Ela até nadou junto ao barco a uma distância aproximadamente de 60 metros.

A fotografia acima foi tirada por Sandra Mansi, residente em Connecticut. Ela, seu marido e duas crianças assistiram ao “Champ” durante 10 minutos em 1977 na área próxima da cidade de Saint Albans e calcularam que a cabeça e o pescoço fora da água mediam juntos quase 2 metros. Temendo ser ridicularizados, o casal Mansi não divulgou a foto colocando-a no álbum de família. A foto só veio à mídia 4 anos mais tarde, no jornal The New York Times.
Sandra teria fotografado um tronco de forma estranha boiando no lago? Ela teria fotografado um elefante submerso?
Evidentemente, há quem desconfie das alegações dos Mansi, do mesmo modo que há os que desconfiam de tudo relacionado aos monstros lacustres do mundo todo.
Não seria de se estranhar, na medida em que nos dias de hoje tem gente que ainda pleiteia que a Terra seja plana e não redonda. Obviamente que a postura mais inteligente é sempre desconfiar e buscar por si a verdade dos fatos. Duvidar sem sequer estudar o problema é algo tão retardado quanto acreditar em qualquer coisa sem provas.

MEUS AMIGOS FORAM COMIDOS PELO MONSTRO!

Embora não haja praticamente nenhum caso contundente dessas criaturas hipotéticas atacando pessoas além do relato do santo que citei no início do post, há pelo menos um caso bem estranho (estranho pra dizer o mínimo!) envolvendo pessoas sendo comidas por um monstro marinho:
O fato curioso ocorreu em 1962 em Pensacola, estado da Florida nos EUA, quando cinco adolescentes foram mergulhar. Eles remaram um bote de borracha até um navio afundado cerca de duas milhas da costa. O único sobrevivente do mergulho foi Edward Brian McCleary.
Com McCleary com 17 anos naquele dia fatídico, estavam Warren Jr Salley, de 16 anos de idade, Eric Ruyle, 15 anos de idade, Larry Bill, de 14 anos de idade, e Bradford Rice.
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Os cinco remaram em direção ao navio afundado Massachusetts (veja foto ao lado), mas foram surpreendidos por correntes inesperadas. Logo, o vento ficou forte, e uma súbita neblina que foi descrita como “diabólica” os deixou presos na bóia, que foi amarrada ao metal do navio parcialmente afundado.
Ao cair da noite, de acordo com McCleary, um monstro marinho de pescoço comprido e mal cheiroso surgiu da água. Ele se aproximou da bóia, o que levou todos os cinco meninos a pular na água em pânico mesmo em meio à neblina.
McCleary viu a besta agarrar Eric Ruyle e arrastá-lo para debaixo d’água, logo seguido pelo som de Salley gritando: “Ele pegou o Brad!”
Momentos depois, um grito sinalizou o destino de Salley, enquanto McCleary perdeu de vista Larry Bill na névoa.
O sobrevivente descreveu como o bicho era:
“O longo pescoço tinha aproximadamente 3,5 metros, verde-acastanhado e liso. A cabeça era igual a de uma tartaruga marinha, mais prolongada e com dentes… Apareceu uma barbatana dorsal quando mergulhou para o fundo na última vez. Também, como melhor me recordo, os olhos eram verdes com pupilas ovais.”
Edward viu, horrizado, seus amigos sendo comidos pelo animal. Pode até mesmo ouvir os sons que emitiram debaixo d´água durante o ataque. Desesperado, após assistir tudo isso, ele nadou para a superfície e se agarrou aos destroços. Ali ele passou a noite, agarrado precariamente na parte do navio que estava acima do nível da água. Pela manhã, achando que ia morrer, pulou na água e nadou o mais rápido que pôde até a costa onde foi encontrado por uma equipe de resgate.
A tripulação do helicóptero da Estação Aérea Naval de Pensacola encontrou-o às 7:45 da manhã de domingo. Escrevendo três anos após o suposto evento, McCleary alegou que ele imediatamente compartilhou seu relato do monstro com pessoal no hospital naval de Pensacola, onde foi tratado do choque psicológico e da exposição aos elementos.
EE McGovern, um membro da Unidade de Busca e Salvamento de Escambia County ouviu tudo com admiração e disse: “O mar tem um monte de segredos. Eu acredito em você, mas não há muito mais que eu possa fazer.”
Dois meses depois de o periódico Fate publicar sua história, McCleary enviou uma versão abreviada e alterado para o pesquisador do monstro de Loch Ness Tim Dinsdale, que aparentemente aceitou o conto e comentou sobre ele: “Há um potencial perigo enfrentado por aqueles que nadam em águas habitadas por estes animais, que devem ser carnívoros comedores de peixes. ” Quanto ao destino dos amigos de McCleary, Dinsdale escreveu:
“Sinto Sr. McCleary, que pelo direito de omitir os detalhes em sua carta,  os fatos não podem ser provados.”
De fato. Dr. Bernard Heuvelmans recapitulou brevemente a história de McCleary, em 1968, o que sugere uma possível fraude, mas deixando espaço para especulação. O autor sensacionalista Warren Smith apresentou este caso um fato comprovado, oito anos depois, sugerindo que “uma tempestade, águas desconhecidas, ou outros fatores que afetam o comportamento poderia desencadear um violento ataque por estes animais.”
Em 2007, o pesquisador Matt Bille disse aos leitores da Internet: “Como tantas vezes acontece em criptozoologia, ficamos com uma história sem evidência corroborável. Essa história, por mais inacreditável que pareça, ainda podia ser verdade. Mas nós não sabemos. Até que nós tenhamos um espécime de uma criatura que corresponda à besta de McCleary, a morte de quatro jovens continuará a ser um mistério no mar.
Do mesmo modo, os monstros marinhos parecem habitar as zonas mais inacessíveis e profundas da mente humana. Descritos em mapas antigos, relatados por vikings, por exploradores antigos, as serpentes do mar são parentes diretos dos monstros lacustres que vem sendo relatados pelo mundo há séculos. Se eles são reais ou não, não me cabe dizer. Não tenho argumentos para provar uma coisa nem outra, mas é fato que ainda teremos muito a saber e pesquisar sobre a natureza fenomenológica destes intrigantes mistérios.


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