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sábado, 11 de abril de 2015

Reformados em protesto reivindicam aumentos de 4,7% nas pensões Manifestantes concentrados em Lisboa aprovam resolução em que exigem aumentos mínimos de 25 euros para as pensões mais baixas

Reformados em protesto reivindicam aumentos de 4,7% nas pensões

Manifestantes concentrados em Lisboa aprovam resolução em que exigem aumentos mínimos de 25 euros para as pensões mais baixas







Dezenas de reformados e idosos concentraram-se, este sábado, em Lisboa, para reivindicar aumentos de 4,7% para as pensões e a reposição de direitos e regalias que lhes foram retiradas pelo atual Governo.

O protesto foi promovido pela Confederação de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), no âmbito de uma «Jornada Nacional de Luta», que incluiu concentrações num total de 14 localidades do país.

De acordo com a Lusa, os manifestantes aprovaram na Praça Luís de Camões uma resolução em que reivindicam aumentos mínimos de 25 euros para as pensões mais baixas e a reposição dos complementos de reforma aos reformados das empresas públicas.

No documento, o MURPI exige ainda a reposição do pagamento por inteiro dos subsídios de Férias e de Natal dos reformados e a reposição do desconto de 50% nos transportes públicos.

A resolução aprovada por unanimidade reivindica ainda o reconhecimento do MURPI como parceiro social.

Jorge Figueiredo, da direção da Confederação Nacional, disse à agência Lusa que esta «é uma reivindicação antiga», que já apresentaram aos grupos parlamentares, mas que, alegadamente, só pode ser atendida após uma alteração legislativa.

«Para nós seria muito importante estarmos representados na Concertação Social, pois seria a única forma de os reformados estarem verdadeiramente representados no Conselho Económico e Social (CES)», afirmou.

O presidente do MURPI, Casimiro Menezes, saudou os reformados e idosos que se manifestaram em Lisboa e «os milhares de reformados que saíram à rua por todo o país» no âmbito da jornada de luta «contra o aumento do custo de vida e pela valorização das reformas e pensões».

«Esta Jornada Nacional de Luta é a demonstração de que o MURPI é a força dos reformados e de que a luta dos reformados é justa», disse Casimiro Menezes.

O presidente do MURPI criticou as políticas do Governo e acusou a coligação PSD/CDS de continuar em consonância com a austeridade ditada pela troika, «aproveitando todos os pretextos» para aplicar mais impostos e retirar mais direitos e regalias aos idosos.

O líder do MURPI salientou o agravamento das condições de vida da maioria dos reformados, muitos dos quais «estão já em situação de miséria».

«Queremos viver a nossa reforma com respeito e dignidade, mas sentimos que os reformados estão cada vez mais empobrecidos com a política do Governo», afirmou o presidente da confederação.

De acordo com dados divulgados pela confederação, cerca de 1,2 milhões de reformados tinham em 2014 uma pensão média de 336 euros e cerca de 1,9 milhões de 410,50 euros.

De acordo com a mesma fonte, mais de 65 mil idosos perderam o Complemento Solidário para Idosos entre 2013 e 2014.

O corte nas prestações sociais foi também alvo de crítica no discurso de Casimiro Menezes, que foi várias vezes interrompido por palavras de ordem contra as políticas do Governo.

A concentração no Largo de Camões terminou com uma atuação de um grupo de Cante Alentejano, que entoou a simbólica «Grândola Vila Morena», enquanto os manifestantes ondulavam as bandeiras do MURPI, verdes e vermelhas, com um cravo ao meio. 

UCRANIANOS COMEÇARAM A DESTRUIR AS ESTÁTUAS SOVIÉTICAS COM CONSENTIMENTO DA POLÍCIA

Na presença da polícia e com a cena a ser gravada, um grupo de jovens ucranianos derrubou três estátuas soviéticas na cidade de Kharkiv, perto das regiões separatistas em Donetsk e Lugansk, no Leste do país. O grupo, que destruiu as estátuas na noite de sexta-feira, explicou que estava a aplicar a nova lei que proíbe a presença no território ucraniano de vestígios soviéticos e nazis.
Na quarta-feira, os deputados ucranianos aprovaram uma lei que intredita todos os símbolos comunistas e nazis no país, a não ser que tenham fins "educativos" ou que "glorifiquem os combatentes da independência da Ucrânia", isto é: que façam alusão aos que optaram por combater ao lado das tropas nazis com o objectivo de libertarem a Ucrânia da ocupação soviética.





O decreto-lei não foi ainda assinado pelo Presidente Viktor Poroshenko e promulgado.
Usando martelos e com a ajuda de cordas puxadas por um camião, o grupo de jovens derrubou três estátuas que estavam em praças desta grande cidade industrial ucraniana.
Nina Soboleva, filha do escultor Viktor Volovik, o autor de uma dessas estátuas, que representava o revolucionário soviético Nikolaï Roudnev, foi à praça ver o que se passava. "Era uma obra de arte", disse à AFP acrescentando que a decisão sobre que monumentos retirar do espaço público deveria pertencer a uma comissão e não a qualquer um.  Na sua opinião, tudo o que violar a lei não deve ser destruído mas levado para um lugar onde possa ser prevervado.
A polícia de Kharkiv abriu um inquérito por "violência deliberada" . E o presidente da Câmara, que é pró-Rússia, Guennadi Kernes, criticou a inacção da polícia perante um "acto de vandalismo"; toda a cena foi filmada e publicada no Youtube.
O partido ucraniano pró-Rússia Bloco de Opeosição acusou o Governo pró-Ocidente de Kiev de "destruir tudo", a HIstória, as tradições, as festas e a memória, e de encorajar os "radicais".
Na terça-feira, um dia antes da provação do decreto, duas explosões nesta cidade perto da linha da frente de guerra destruíram o pedestral onde estava hasteada a bandeira ucraniana.
O decreto-lei aprovado no Parlamento proibe também que na Ucrânia seja tocado o hino soviético (reintroduzido na Rússia pelo Presidente Vladimir Putin, com modificações na letra) e prevê penas de prisão para quem o divulgar.
O Governo russo comentou a nova lei dizendo que a Ucrânia está a adoptar métodos "totalitários" para apagar a herança soviética no país e para promover  uma ideologia nacionalista que deixa o país "num limbo".

Os seis homens que se perfilam para as presidenciais

Os seis homens que se perfilam para as presidenciais  

Os seis homens que se perfilam para as presidenciais
Paulo Morais, ex-número dois de Rui Rio na Câmara Municipal do Porto, que anunciou há dias que vai apresentar durante a próxima semana a sua candidatura à Presidência da República, vai juntar-se a Henrique Neto e  Castanheira Barros, os candidatos assumidos até ao momento.
Carvalho da Silva, o ex-secretário-geral da CGTP, tem igualmente a máquina oleada e a postos para avançar com a sua candidatura a Belém. O ex-líder sindical admitira há cerca de um mês à Antena 1 a sua disponibilidade para entrar na corrida e agora já terá um conjunto de pessoas no terreno a preparar a candidatura.
Sampaio da Nóvoa, o antigo reitor da Universidade de Lisboa, deverá juntar-se em breve a estes nomes, uma vez que a sua candidatura à sucessão de Cavaco Silva é dada como certa e reúne o apoio de várias figuras do PS - ainda que esteja a provocar divisões entre os socialistas, nomeadamente pela sua falta de notoriedade.
E também Paulo Freitas do Amaral, que ganhou notoriedade com uma candidatura à Câmara Municipal de Oeiras nas últimas autárquicas, começou a recolher assinaturas há dois meses.
Paulo Morais é professor universitário, foi vice-presidente do social-democrata Rui Rio na autarquia do Porto entre 2002 e 2005 e pertence à Associação Transparência e Integridade. Filiado no PSD desde os 16 anos abandonou a militância em 2013.
Recentemente Paulo Morais esteve também associado à polémica do caso BES, depois de ter afirmado que “não é difícil perceber quem são os destinatários dos empréstimos concedidos pelo BES Angola”. Na sequência destas declarações do dirigente da Associação Transparência e Integridade, a comissão parlamentar de inquérito ao BES pediu-lhe, então, que fornecesse os dados que possuía.
Na resposta Morais enviou uma lista de nomes, mas baseada em artigos de um jornal angolano, o Folha 8, e nas suas próprias palavras em três programas da CMTV e num artigo de opinião que publicou no 

Correio da Manhã.

NÃO ACONTECEU MAS BEM PODERIA TER ACONTECIDO






































Faro S.O.S Ria Formosa! Salvem a Ria Formosa pois é a Poluição é que mata a Ria Formosa!

Faro S.O.S Ria Formosa! Salvem a Ria Formosa pois é a Poluição é que mata a Ria Formosa!


 As afirmações do ministro do  ambiente  Jorginho mentiroso, que  afirmou  TVI no dia 9deste mês,  às 22h que" O Domínio Publico, é de todos e não é capturável  para alguns". fez-me vir à  memória que a C.M.Faro, está ilegal ao utilizar espaços do  Domínio Publico Marítimo, para manter uma lixeira a céu aberto, numa zona do Domínio Publico que devia ser de todos.
Na foto vê-se o ministro no seu ambiente preferido roubar aos mais fracos para encher as algibeiras do governo

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Em  Maio de 2011 era então Macário Correia presidente da CMFaro, e num passeio pelo Cais Comercial de Faro, deparei-me,com várias situações que me revoltaram e  achava que constituíam  um crime ambiental e publiquei com as fotos em baixo publicado.
Hoje passados quase 4 anos a lixeira continua lá só foi retirada a sucata, pois  foi a única coisa que Macário Correia fez foi retirar as carcaças velhas dos automóveis, pois com  venda da sucata ainda fez uns cobres para a endividada CMFaro, e pensava que nos calava,com essa acção.
O Polis gastando dinheiro publico retirou uns restos de uma embarcação abandonada, de uma empresa que durante anos sacaram areia da Ria Formosa.

Perante as afirmações do Ministro do mau  ambiente  há TVI,  pergunto como será  possível, o presidente mentiroso (pois mente quando afirma aos orgãos de comunicação social, que Faro não tem esgotos tóxicos directos para as aguas da Ria Formosa), da C.M.Faro Rogério Bacalhau, manter  esta lixeira a céu aberto em actividade, numa Zona que faz parte do Domínio Publico Maritimo ou seja, é uma zona de todos.
O local onde a CMFaro mantêm essa lixeira a céu aberto,  faz parte da Rede Natura 2000 faz parte da  Zona de Protecção Especial da Ria Formosa, faz parte da Zona Húmida da Ria Formosa, e que faz parte da Convecção Ramsar, e ao abrigo da diretiva AVES, a Ria Formosa está classificada como zona húmida de importância comunitária como habitat de aves aquáticas, o site da CMFaro alerta as pessoas para a importância da Ria Formosa, e para a sua importância, mas há anos que mantêm uma lixeira activa nessas zonas tão protegidas.
Todas  as entidades oficiais  que tutelam o ambiente e sabem desse crime o que fazem?  Nada pura simplesmente fecham os olhos pois quem comete o crime é Rogério Bacalhau presidente da CMFaro, que foi eleito pelo PSD,  partido que está  no poder. O estado de direito em Portugal é assim mesmo!

Gasta-se milhões para demolir casas construídas na Praia de Faro e nas Ilhas e Ilhotes na Ria Formosa, há vista de todos as autoridades há dezenas de anos, enquanto o presidente  mentiroso da C.M.Faro,  mantêm esta lixeira  a poluir a Ria Formosa,sem que as autoridades que tutelam o ambiente façam o que tem de fazer proceder criminalmente contra o poluidor.Ou como o poluidor é um presidente de uma autarquia  como é Rogério Bacalhau, pode poluir à vontade?
São só as casas dos descamisados da Ria Formosa , que estão em Domínio Publico que é de todos?
Em defesa  da Ria Formosa e em defesa de um verdadeiro estado de direito assina esta petição:http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76743http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76743
Quantos anos mais irá ser mantida esta lixeira a céu aberto?
 Este crime ambiental por detrás dos Estaleiros da CMFaro no Cais Comercial vai continuar sem que se castiguem os responsáveis?
Quantos anos mais irão  contaminar o ambiente os resíduos  maléficos para o ambiente que entretanto se espalham por toda aquela área sensível, sem que as autoridades façam algo para colocar fim a este atentado ao ambiente da Ria Formosa?

olhaolivre.blogspot.pt



Faro - S.O.S. Ria Formosa

Sucata e lixeiras ilegais junto ao Cais Comercial, no domínio público hídrico, com o aval da Câmara Municipal de Faro . Imagens valem mais que mil palavras.



A história do bilhete de identidade Como eram os primeiros cartões. Eram maiores e mais detalhados do que os actuais. Tinham informações sobre sinais, cor da barba, cabelo, olhos e pele. Ninguém podia sequer andar de bicicleta sem eles.





A história do bilhete de identidade
Como eram os primeiros cartões. Eram maiores e mais detalhados do que os actuais. Tinham informações sobre sinais, cor da barba, cabelo, olhos e pele. Ninguém podia sequer andar de bicicleta sem eles.
Texto de Ana Catarina André e Lucília Galha.




ATENÇÃO CLIK NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
Clicar para ampliar.Da aldeia de Mata do Rei, onde vivia, ao Registo Civil de Santarém, António Cândido demorou cinco horas. Foi de mula, na altura o único meio de transporte de que dispunha. O adolescente, com 15 ou 16 anos, tinha recebido uma bicicleta do pai, mas, para aproveitar o presente, precisava de tirar o bilhete de identidade (BI). «Naquela altura, era necessário identificação para andar de bicicleta», explica à SÁBADO o antigo moleiro, hoje com 92 anos.
Em Santarém, o processo foi rápido. Apresentou a cédula de nascimento, pôs o dedo indicador direito num papel, para deixar registada a impressão digital, e explicou por que queria o documento. «O meu pai só o tirou já adulto. Precisou dele para ter uma licença de carroça. Tinha uma azenha e um moinho de vento para fazer farinha, que transportava para Santarém.»
Na época, 1936 ou 1937, os bilhetes de identidade eram documentos mais detalhados do que são hoje. Além do nome, data de nascimento, filiação, naturalidade, altura, impressão digital e fotografia, o BI de António Cândido tinha indicações sobre sinais particulares, cor da barba, do cabelo, dos olhos e da pele. O formato também era diferente: em vez do cartão amarelo ainda hoje em uso (embora em substituição gradual pelo cartão de cidadão), os portugueses da primeira metade do século XX tinham uma caderneta desdobrável. Era um documento de três páginas preenchido à mão.
Clicar para ampliar.No mês passado, o BI fez 99 anos. Desde 1914 que é usado para provar a identidade dos cidadãos. Os primeiros registos de identificação em Portugal são do século XVI. Em pleno período dos Descobrimentos, os capitães das naus apontavam o nome, alcunha, estado civil, filiação e naturalidade dos marinheiros. Era uma forma de saberem quem levavam a bordo, embora não existisse qualquer papel oficial. Só bastante mais tarde, na Primeira República, surgiu essa necessidade: percebeu-se que era preciso ter um registo dos cidadãos porque havia cada vez mais pessoas a viver nas cidades e tornava-se difícil identificá-las quando morriam.

O INVESTIGADOR
 e antigo inspector da Polícia Judiciária, Francisco Moita Flores, diz que foi esse problema de identificação dos corpos que deu origem à palavra "morgue".
«A palavra francesa morguer significa observar com atenção. Na prisão de Paris, havia uma sala enorme numa cave, com uma clarabóia com grades. Os presos iam para essa sala e os guardas ficavam a olhar para eles para tentarem memorizar as suas feições, caso fugissem ou reincidissem. Não havia outro método de identificação», explica à SÁBADO.
Com o aparecimento do bilhete de identidade em Portugal, em 1914, parte destes problemas de reconhecimento acabaram: o documento tinha fotografia e impressão digital. Mas não só: possuía também informações detalhadas sobre os traços físicos. Um dos primeiros portugueses a tirar o BI foi o antigo Presidente da República, Manuel de Arriaga. O documento, que data de 1914, e que hoje pertence ao espólio do Museu da Presidência da República, tinha três páginas. Indicava que o líder republicano vivia no Palácio de Belém, tinha uma cicatriz na cabeça, do lado direito, cabelo e barba de cor branca. Estas informações eram ainda complementadas com duas fotografias, uma de perfil e outra de frente, que ocupavam a parte central da caderneta amarelada. Por baixo das imagens, está a data em que foram tiradas: 1911.
Desde que foi criado oficialmente e até 2007 (ano em que começou a ser substituído pelo cartão de cidadão), o bilhete de identidade sofreu várias mudanças. De um cartão com três páginas cheio de detalhes sobre a aparência física, passou a documento plastificado com menos informação, mas mais difícil de ser copiado.
Clicar para ampliar.Clicar para ampliar.
Fernando Pessoa O documento de identificação estava em português e inglês. Curiosidade O poeta trabalhava na área do comércio e é com essa profissão que aparece identificado. Tirou-o em 1928, um ano depois de ser obrigatório para todos.
Em 1952, por exemplo, chegou mesmo a haver uma versão diferente para as pessoas que viviam nas então províncias ultra-marinas: em vez de só se recolher a impressão digital do dedo indicador, punham-se as dos 10 dedos.
Nos primeiros tempos, o BI não servia para verificar oficialmente a identidade dos cidadãos. Só em 1919
a lei estabeleceu que o documento podia servir como prova. Se, por exemplo, alguém duvidasse do nome verdadeiro de uma pessoa, era preciso levar duas testemunhas que atestassem no Registo Civil a veracidade da informação. Nessa época, o BI português tinha uma validade de cinco anos e era um dos mais modernos da Europa. O director do Arquivo de Identificação da Catalunha chegou a andar que o iria copiar por o considerar um dos mais bem feitos da época.
Apesar de admirado, o documento enfrentou resistências em Portugal quando, em 1926, se tomou obrigatório para todos os funcionários públicos. Como as impressões digitais e as fotografias eram até então usadas para identificar presos e mortos, alguns trabalhadores ficaram irritados ao perceberem que iriam ter um documento como os dos criminosos, com as mesmas características. Chegaram mesmo, de acordo com o Diário de Notícias, a enviar um grupo de representantes ao Senado. "Estavam alarmados", dizia o jornal, porque, segundo a lei, deixariam de receber salário se não tivessem o tal cartão. Além do mais, ainda tinham de pagar 50 escudos para a sua emissão.
Apesar da contestação, a polémica lei do BI foi aprovada. "A ideia era cruzar o registo criminal com o registo civil. O Estado queria ter um papel mais vigilante", explica à SÁBADO Maria Rita Lino Garnel, investigadora do Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa. O Estado também pretendia distanciar-se da Igreja e converter tanto o casamento, como o divórcio ou a morte, em actos civis e não apenas religiosos.

UM ANO DEPOIS, em 1927, o cartão tornou-se obrigatório para todas as profissões. O poeta Fernando Pessoa, que então trabalhava no comércio, tirou-o a 28 de Agosto de 1928. O documento estava escrito, como determinava a lei, em três línguas: português, francês e inglês. E tinha apenas uma fotografia do escritor.
Até se democratizarem, na década de 50-60, os bilhetes de identidade continham frequentemente informações vagas e imprecisas. Quando, em 1930, com apenas 12 anos, Maria Rosalina Pais tirou o seu cartão, os funcionários do Registo Civil escreveram no espaço destinado à altura: "a crescer". A antiga professora primária, hoje com 94 anos, precisou daquele documento para se matricular no Liceu Filipa de Lencastre, em Lisboa. Na época, o cartão só era necessário para circunstâncias específicas, como estudar, trabalhar, viajar ou para qualquer acto público. "Por exemplo, a minha mãe só o tirou aos 80 anos, quando o meu pai morreu, para poder receber o subsídio", conta à SÁBADO.
Clicar para ampliar.
A antiga professora primária recorda-se de que já naquele tempo o documento era valioso. "As pessoas tinham muito medo de o perder, por isso guardavam-no com cuidado." Além disso, tirar o bilhete de identidade era uma espécie de "prova iniciática", acrescenta a historiadora Maria Rita Lino Garnel. "Punha-se um vestido bonito, ia-se bem lavado e penteado."
24 ABRIL 2013
As impressões digitais começaram por ser utilizadas nos boletins de identificação dos cadáveres. Ao lado, uma ficha de 1911.

A evolução do BI
PASSOU DE CADERNETA DESDOBRÁVEL  A CARTÃO DE UMA PÁGINA

1914 – Aparecem os primeiros cartões. Têm três páginas e, além do nome, filiação e naturalidade, incluem duas fotografias, uma impressão digital i do dedo indicador, assinatura, e informações sobre altura, cor da pele, olhos, cabelo, barba, sinais particulares e residência.
1918 – Os bilhetes de identidade passam a ter apenas uma foto. Estão escritos em três línguas: português, francês e inglês.
1926 – Começam a ter espaço para registar alterações do nome do cônjuge e do estado civil. Tornam-se obrigatórios para todos os funcionários públicos.
1957 – São reduzidos a duas páginas e impressos exclusivamente em língua portuguesa. Emitem-se dois modelos: um para cidadãos nacionais, outro para estrangeiros.
1970 – Passam a ter apenas uma página e são plastificados. Um ano depois, começam a ser informatizados. Os documentos escritos à mão são cada vez mais raros.
1986 – É obrigatório usar fotografias a cores nos bilhetes de identidade.
1992 – É introduzido o plástico à volta do cartão e uma faixa de segurançapor cima da fotografia, que se encontra do lado direito.
2007 – O BI começa a ser gradualmente substituído pelo cartão de cidadão.


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28 MARÇLO 2015





















































































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