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quarta-feira, 8 de abril de 2015

O magala - desenho de António Garrochinho


A TRAGÉDIA AMBIENTAL DO ATOL DE MIDWAI - VEJA VÍDEO

A tragédia ambiental do Atol Midway
Nós jogamos fora nossos plásticos e junto jogamos fora também os oceanos, pássaros, a vida marinha... Nós realmente devíamos começar a ficar desconfortáveis com essa situação e entender que a nossa consciência e atos no nível mais profundo precisam mudar: reduzir drasticamente o uso do plástico, especialmente para embalagens de bens de consumo; tornar a reciclagem obrigatória em todo o mundo, com sanções penais reais; reduzir o consumo desenfreado; desviar a dinheirama desperdiçada em gastos militares e realocá-la em programas de eco-limpeza. Nós temos que começar a fazer alguma coisa.

Este curta, "Midway a Message from the Gyre", do ativista Chris Jordan, é uma poderosa viagem visual para o coração de uma tragédia ambiental espantosamente simbólica. Em uma das ilhas mais remotas do nosso planeta, dezenas de milhares de filhotes de albatroz estão mortos no chão, seus corpos cheios de plástico da Grande Porção de Lixo do Pacífico.

Para as pequenas aves, estas coisas coloridas de plástico parecem a deliciosos iguarias que estão acostumados a caçar e comer. Semanas depois os coitados morrem de fome e empapuçados de plástico.



 http://www.mdig.com.br

Fernando Rosas defende que a Alemanha beneficiou de acordo que é a "oposição" da atual troika


Fernando Rosas defende que a Alemanha beneficiou de acordo que é a "oposição" da atual troika

Em entrevista ao Jornal 2, o historiador Fernando Rosas fez uma breve síntese histórica quanto ao fim dos dois grandes conflitos do século XX e às reparações de guerra a eles associados. O ex-candidato à presidência da República considera que a República Federal da Alemanha saiu beneficiada pelo clima de Guerra Fria que rapidamente se instalou no fim da Segunda Guerra Mundial.


O historiador Fernando Rosas considera que o tratamento dado às dívidas soberanas dos países periféricos é o oposto do que foi proporcionado à Alemanha no fim da Segunda Guerra Mundial.

Fernando Rosas explica que, depois de uma primeira conferência “muito complicada” no pós-guerra, houve uma segunda conferência que acabou por ser positiva para os germânicos.
Pelos cálculos do Tribunal de Contas da Grécia, a Alemanha deve 278,7 mil milhões de euros em reparações de guerra. Indemnizações que dizem respeito à ocupação da república helénica pela Alemanha nazi entre 1941 e 1944. A Alemanha mantém que esta é uma questão que já está fechada
Este é um encontro em que é definida a dívida total da Alemanha, incluindo a que vinha do pré-guerra, nomeadamente da Primeira Guerra Mundial, e as do Plano Marshall. A dívida total alemã é fixada em 32 mil milhões de marcos, explica Fernando Rosas.

“É um acordo que é a oposição do está a fazer a troika atualmente. É um acordo que perdoa 50 por cento da dívida da Alemanha, parcela a dívida por um período de 30 anos em matéria de pagamento e há uma parte da dívida que pode ser paga para lá de 30 anos”, afirmou na entrevista conduzida por João Fernando Ramos.

“O serviço da dívida, em circunstância nenhuma, podia ultrapassar os cinco por cento das exportações, por forma ao país poder aplicar o grosso do rendimento da exportação no desenvolvimento económico”, continua Rosas, que foi um dos fundadores do Bloco de Esquerda.Para o historiador, o acordo de 1953 fez com que dez milhões de trabalhadores escravos do Terceiro Reich não fossem indemnizados e com que a maioria dos países ocupados e destruídos pelas forças nazis ficassem sem direitos de indemnização.

Fernando Rosas acrescenta mesmo que se previa a suspensão deste regime de pagamento em caso de dificuldades económicas. O historiador realça as diferenças entre o acordo da Alemanha à época e a atual crise das dívidas soberanas.

“Este é um regime que a própria Alemanha não vai nem aplicar, nem reconhecer, nem validar no presente momento para os países periféricos com dívidas soberanas como têm Portugal, a Grécia e a Irlanda."

"É uma radical mudança de posição”, afirma Rosas.
Primeira Guerra Mundial
A Alemanha também saiu como derrotada da Primeira Guerra Mundial. Fernando Rosas recorda ainda que, mesmo no fim deste conflito global, a solução alemã passou pela injeção de capital que pudesse proporcionar crescimento económico. Uma forma que previa que os germânicos pudessem assim pagar a dívida e estabilizar a sua situação.

“Há uma situação entre 1924 e 1929, até à grande depressão, em que os nazis praticamente desaparecem de cena porque a economia está bem e o desemprego recupera”, refere Rosas.

Uma situação que ficou comprometida com a crise de 1929, tendo a Alemanha suspendido unilateralmente o pagamento da dívida em 1930, continua o historiador.

AQUI NESTES LINKS PODE VER O VÍDEO

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=818426&tm=7&layout=122&visual=61http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=818426&tm=7&layout=122&visual=61http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=818426&tm=7&layout=122&visual=61

A EUROPA ASSIM O QUIS... - Acordo com Rússia. Tsipras diz que a Grécia não é um pedinte

A EUROPA ASSIM O QUIS...


FUTURO DA GRÉCIA
Acordo com Rússia. Tsipras diz que a Grécia não é um pedinte

Já terminou a reunião entre Tsipras e Putin com o anúncio de um acordo na área da economia e energia. Atenas não pediu ajuda financeira. "A Grécia não é um pedinte", disse o primeiro-ministro grego.




ALEXANDER ZEMLIANICHENKO / POOL/EPA

Autores
Liliana Valente

Ana Suspiro



A “Grécia não é um pedinte que vai aos outros países pedir ajuda para resolver os seus problemas económicos”. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com o presidente russo, Alex Tsipras realçou que a crise economica não é apenas uma preocupação grega, trata-se de uma crise europeia.

Também o presidente russo fez questão de garantir que os gregos “não pediram ajuda” financeira, mas ficaram abertas as portas para o desenvolvimento de negócios em parceria, designadamente na área da energia, que poderão envolver financiamento indireto à economia grega. Até porque, Rússia está interessada em participar nas privatizações gregas. Putin pede que as empresas russas sejam tratadas com igualdade.


Alexis Tsipras e Vladimir Putin assinaram um plano de ação para dois anos. A reunião entre os dois terminou depois de pouco mais de uma hora de encontro, no final, ambos afirmaram que chegaram acordo em vários linhas, nomeadamente para reatar os laços económicos e na área da energia. Putin garante: “Discutimos cooperação, não ajuda”.

Em termos políticos, Alexis Tsipras chutou a responsabilidade da crise grega para os parceiros europeus: “Os problemas gregos são problemas europeus e precisam de uma solução europeia”. Contudo, acrescentou, o país tem o direito de alcançar acordos com outros países para ajudar a Grécia a sair da crise. Durante a conferência de imprensa, Tsipras pediu ainda para que se pare de comentar cada ação do governo grego até porque a Grécia tem o direito de regressar ao crescimento económico. “A Grécia não é uma colónia da dívida”, diz. Acrescentou contudo que o país respeita os seus compromissos nas organizações internacionais em que participa.

A parte mais importante e em que o acordo parece ser mais pormenorizado tem a ver com a transformação da Grécia num hub da energia da União Europeia. Tsipras e Putin discutiram o projeto de expansão do gasoduto turco, passando pela Grécia o que tornaria aquele país um hub da distribuição de energia. “Queremos aumentar o papel da Grécia como hub de energia”, disse Tsipras. Além disso, o primeiro-ministro grego defendeu que o país helénico pode fazer a ponte entre a União Europeia e a Rússia na área do gás onde as relações são especialmente tensas.

No plano internacional – e tendo em conta o conflito na Ucrânia – Tsipras mostrou solidariedade para com Putin e ambos pedem, no acordo de princípios que estão a assinar, para que a ONU se abstenha no uso da força, uma vez que a ONU deve respeitar a “integridade territorial”. Por causa do conflito na Ucrânia, a União Europeia impôs sanções económicas à Rússia, sanções que Tsipras já tinha criticado e volta a fazê-lo no Kremlin. Lado a lado com Vladimir Putin, Tsipras disse que não concorda com a lógica das sanções porque não são “uma solução eficaz”. Na resposta, o presidente russo disse “compreender que a Grécia foi forçada” a votar favoravelmente às sanções, mas que não pode “fazer exceções para um país”. Por isso, defendeu, o melhor caminho é “acabar com as sanções” e que está disposto a trabalhar com a Europa numa solução.

No final, Putin agradeceu a Tsipras pela “conversa construtiva e aberta”.

Já o primeiro-ministro grego, que também falou no final da reunião, diz que teve uma conversa com conteúdo e que o dia 8 de abril fica na história por ser um dia “importante para as relações entre a Grécia e a Rússia” e que a Grécia é um estado soberano e por isso tem direito a escolher a sua política internacional. Resposta do primeiro-ministro grego depois dos avisos dados pela Comissão Europeia e por outros responsáveis.

Até agora, os dois líderes dizem apenas os aspetos gerais do acordo, que incluiu também o setor do turismo e infraestruturas, mas não entraram em detalhe.

Perante o alarido da visita do primeiro-ministro grego à Rússia, Putin disse não entender o porquê de tanta conversa uma vez que os estados têm o direito de procurar uma solução para os problemas nacionais.
Sorrisos e cumplicidades antigas

Sorrisos à chegada e promessas de entendimento para a reunião. Foi assim que começou o encontro entre o primeiro-ministro grego e o Presidente russo. No início do encontro, que ainda decorre, Alexis Tsipras disse apenas que “a Grécia tem laços antigos com a Rússia” e que está em Moscovo para “renovar esse relacionamento”. Recebeu de Vladimir Putin a concordância.

“Temos de encontrar uma maneira de saber como podemos levar esta relação para a frente”, disse Putin também no início do encontro. O presidente russo apenas referiu a necessidade de retomar o volume de negócios entre os dois países, porque lembrou, a quebra das trocas comerciais entre os dois foi de 40% em 2014. A quebra dos negócios aconteceu depois de a união Europeia ter imposto sanções económicas aos russos por causa do conflito na Ucrânia. Como retaliação, Putin decidiu cortar nas importações de bens alimentares dos 28. A Grécia é particularmente afetada no setor da fruta e esse é um dos assuntos em cima da mesa, até porque a Rússia é o principal parceiro comercial dos gregos.

Ao mesmo tempo que Tsipras e Putin começavam a reunião, o porta-voz da Comissão Europeia (CE), Margaritis Schinas garante que estão a ser feitos “progressos passo-a-passo”. Estamos envolvidos em intensas discussões com todos os parceiros” para encontrar uma solução para a Grécia, acrescenta. Ainda durante a conferência de imprensa, o porta-voz da CE exclamou: A Grécia “faz parte da família europeia”

“Todos os membros da família não têm de, necessariamente, viajar para os mesmos sítios, mas são todos membros da família e têm a mesma visão do mundo”, disse.

No rol de declarações sobre o encontro, o ministro russo da economia, Ulyukayev, garantiu que os russos têm para oferecer a Tsipras uma proposta sobre o embargo de bens alimentares.

Entretanto, a Grécia conseguiu renovar a dívida a seis meses. Num leilão esta quarta-feira, o país conseguiu vender 1.138 mil milhões de euros em bilhetes do tesouro a seis meses, a quase 3% de juros.

Coordenador do conselho de cardeais do Vaticano diz que "divórcio é um fracasso" O também presidente da Cáritas Internacional, Oscar Maradiaga, afirmou que a discussão sobre o tema é mais profunda do que o poder ou não comungar

Coordenador do conselho de cardeais do Vaticano diz que "divórcio é um fracasso"

O também presidente da Cáritas Internacional, Oscar Maradiaga, afirmou que a discussão sobre o tema é mais profunda do que o poder ou não comungar 

TEM MÚSICA, MAS NÃO ALEGRA
O coordenador do conselho de cardeais do Vaticano disse hoje que o "divórcio não é um projeto, é um fracasso" e afirmou que a discussão sobre o tema é mais profunda do que o poder ou não comungar.

O também presidente da Cáritas Internacional, Oscar Maradiaga, declarou, em resposta a uma questão sobre a comunhão de pessoas divorciadas durante um encontro no âmbito do evento "Terra Justa", em Fafe, que o "problema principal é que há todo um compromisso diante de Deus quando se contrai o sacramento".

"O divórcio não é um projeto, é um fracasso. Queira-se ou não se queira. Agora, que a pessoa procure de outra maneira arranjar esse fracasso estou de acordo porque ninguém pode estar condenado a algo que não serviu", disse o cardeal hondurenho.

Para Oscar Maradiaga é necessária uma melhor preparação para o casamento, lamentando que se "improvise de uma maneira tremenda".

"Pode-se receber um sacramento sem fé? É uma pergunta teológica e é muito profunda. [Há] pessoas que querem contrair matrimónio porque é muito bonita a cerimónia, o vestido e todas essas coisas", questionou o cardeal.

Maradiaga recordou casos a que assistiu pessoalmente de homens que ameaçavam os eventuais genros com armas por terem engravidado as filhas e questionou mais uma vez: "Podemos dizer que aí houve um sacramento só porque a noiva estava grávida?"

"Todos nos damos conta de que aí não houve um sacramento. Sem liberdade não se pode receber um sacramento. Damo-nos conta de que a pastoral requer que tenhamos mais proximidade com as pessoas para sabermos se isso funcionou como sacramento ou se foi simplesmente um ritual vazio", disse o presidente da Cáritas Internacional.

Oscar Maradiaga resumiu, dando o exemplo de alguém que se casou uma primeira vez, divorciou-se e passou a ter uma nova relação: "Qual será o sacramento? O que não funcionou ou este onde há fidelidade? É uma temática muito mais profunda do que só dizer 'vais comungar' ou 'não vais comungar'".

* O divórcio é o fim do contrato de casamento firmado entre duas pessoas.
** Fracasso para nós é o Banco Ambrosiano, o crime de pedófilia clerical, o luxo de muitos bispos e cardeais, a propagação ininterrupta do chorrilho de mentiras da bíblia, a insistência na virgindade de Maria, a conivência com regimes ditatoriais, Portugal é exemplo, a invenção de milagres e aparições, o plágio de rituais pagãos, etc., etc., etc..



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ATÉ FINGEM ESTAR ZANGADOS ENTRE FAMÍLIA PARA GANHAR MEDIATISMO - DE FRANÇA... FRENTE NACIONAL Le Pen acusa o pai de cometer “suicídio político”: Frente Nacional em guerra aberta

DE FRANÇA...



FRENTE NACIONAL



Le Pen acusa o pai de cometer “suicídio político”: Frente Nacional em guerra aberta



Marine Le Pen disse ao Le Monde que o partido atravessa "uma crise sem precedentes" depois de o pai ter voltado a dizer que câmaras de gás são "detalhe". Jean-Marie diz ter sido traído.




Catarina Falcão




Vitórias nas eleições europeias, nas eleições departamentais e nas eleições locais. Tudo parecia correr bem à Frente Nacional até Jean-Marie Le Pen ter voltado a dizer que as câmaras de gás foram um “detalhe” na Segunda Guerra Mundial. A filha e líder do partido, Marine Le Pen, veio dizer que não concordava com estas afirmações do pai. Jean-Marie, que fundou o partido em 1972, respondeu novamente a dizer que “só se é traído pelos mais próximos”. A guerra está aberta na família Le Pen e na Frente Nacional.

“Eu oponho-me à candidatura de Le Pen [como principal candidato nas eleições regionais em Provence-Alpes-Côte d’Azur], porque ele está numa espiral entre a estratégia de terra queimada e um suicídio político. A Frente Nacional não vai ficar refém desta provocação grosseira”, disse Marine Le Pen ao jornal Le Monde. A própria líder da Frente Nacional admite que esta é uma crise “sem precedentes”no partido e o jornal francês refere que a eurodeputada nunca falou neste termos sobre o pai.


Esta crise surgiu depois de Jean-Marie Le Pen, também eurodeputado e fundador da Frente Nacional, ter dito na semana passada que mantém uma das suas afirmações mais polémicas: as câmaras de gás foram “um detalhe” na II Guerra Mundial. “Eu mantenho absolutamente o que disse porque acredito ser a verdade e que isso não deve chocar ninguém”, disse Jean-Marie Le Pen ementrevista à BFMTV-RMC. Marine Le Pen e várias figuras destacadas do partidos vieram discordar publicamente do patriarca.

Agora, Jean-Marie deu mais uma entrevista ao jornal de extrema-direita Rivarol, em que admite que “a maior parte das vezes se é traído pelos que são mais próximos”. Ainda na mesma entrevista, Le Pen provoca Manuel Valls, questionando: “Valls é francês há 30 anos, eu sou francês há mil ano. Qual é o verdadeiro apego real de Manuel Valls a França? Este imigrante mudou completamente os seus pontos de vista?”. Frases como esta têm provocado reações acesas na Frente Nacional que passou os últimos anos a limpar a imagem de partido xenófobo e de extrema-direita, como é patente neste tweet do vice-presidente da Frente Nacional, Louis Alio



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Silves e as suas pontes de madeira

Silves e as suas pontes de madeira





(Desconheço o autor da foto)

Quando da construção da Barragem do Arade, nos anos 50 do século passado, a Ponte Velha(erradamente conhecida por Ponte Romana), foi gravemente afetada pelo trânsito de pesados camiões - os Euclides.

Foi então construída uma ponte de madeira entre a margem esquerda do Arade e a sua margem direita, junto ao Moinho da Porta.

(O Moinho da Porta já não existe, embora se identifique na fotografia acima; precisamente o edifício que se avista no centro da fotografia, com uma fachada de seis janelas)

No lugar desse tal Moinho da Porta há agora um pequeno parque de estacionamento para automóveis, que antecede o pequeno lago com as estátuas e a Praça de Al-Mu'tamid.

O trânsito seguia então pela rua da Cruz de Portugal, que se iniciava precisamente no arranque do edifício que hoje serve as "Águas do Algarve".

Essa ponte de madeira, construída com caráter provisório, acabou por revelar sérias debilidades e, no primeiro inverno após a sua construção, foi arrastada pelas cheias do rio Arade.

As cheias eram, nesse tempo anterior à construção da Barragem do Arade, muito frequentes no Inverno, transbordando do leito do rio .

Todas as casas da baixa silvense usavam colocar comportas de madeira, vedadas com barro, para evitar a inundação das casas.

Ao tempo, ainda não tinha sido construída a avenida junto ao rio e todo esse espaço à esquerda e à direita da ponte era ocupado por edifícios de um ou dois pisos, até junto da Praça do Peixe, que se situava frente ao edifício onde atualmente existe o bar " O Cais".

Destruída a Ponte de Madeira, não havia possibilidade de circulação entre as duas margens do rio e, prontamente, se procedeu à construção de uma nova ponte, também em madeira, mas com maior robustez.

Vieram as cheias e essa tal mais "robusta" ponte ficou torcida a meio, como se constata na fotografia que encima este texto.

Reforçou-se de novo a construção, assente em dois pilares de alvenaria, que ainda se avistam sob a água do rio, no enquadramento da antiga rua do Moinho da Porta.

Esta nova ponte durou até à construção da que hoje se chama a Ponte Nova, construída nos inícios dos anos 60, em obra que integrou a construção da atual avenida junto ao rio e consequente derrube de todos os edifícios que existiam junto à sua margem direita.

Silves possuiu, além da Ponte Velha e da Ponte Nova, outras duas pontes em madeira; a última delas reforçada anualmente, até à construção da nova ponte.



blogal.blogspot.pt

FARO - ALGARVE