AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Câmara de Cascais chumba proposta de retirar medalha de mérito a Ricardo Salgado


Câmara de Cascais chumba proposta 
de retirar medalha de mérito 
a Ricardo Salgado

A Câmara de Cascais (PSD/CDS-PP) chumbou hoje a proposta apresentada pelo vereador do PS Alexandre Sargento para retirar a medalha de mérito empresarial atribuída pelo município ao ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado. 
 .
HOMEM DE MÉRITO?
A proposta, discutida hoje em reunião de câmara, foi rejeitada com os votos contra da maioria, da vereadora independente Isabel Magalhães e do vereador do PS João Cordeiro. Apenas o proponente, a vereadora socialista Teresa Gago e o vereador da CDU Clemente Alves votaram favoravelmente.

Para o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, a iniciativa do vereador Alexandre Sargento "não é mais do que uma tentativa de obter alguma notoriedade e de se posicionar internamente no Partido Socialista de Cascais, cuja liderança contesta e de que é oposição interna". 

 * Carlos Carreiras é um pobre demagogo, justifica a guerrilha partidária de Alexandre Sargento para continuar a achar que Salgado, o Trafulha Disto Tudo, é um homem de mérito. O que é o demérito, sr. Presidente?



apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

QUÉNIA

Quénia


entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt


.

união europeia


Manifestos e Manifestantes

Manifestos e Manifestantes


Professores universitários, na sua quase totalidade, assim como outros intelectuais de nomeada, divulgam manifestos apelando à unidade da esquerda, como se a esquerda vivesse e se esgueirasse por entre neurónios cultivados em mentes literatas.
Porque surdos ou distraídos, não ouvem os protestos recentes que a ‘intoxicação social’ esconde avaramente, mas que não escapam aos mais atentos.
Estudantes e agricultores manifestaram-se. Greves na CP e na Jado Ibéria assim como a Dyrup. Na LBC Tanquipor a greve foi suspensa, mas os trabalhadores nos hotéis Tivoli (Lisboa, Jardim, Sintra e Seteais) fizeram greve. Num plenário sindical da Hotelaria da RA da Madeirafoi convocada greve para os dias 18 e 19 de abril. Os trabalhadores daPatiner em Mangualde paralisaram e na ZAS Transportes e Logísticaem Vila do Conde e no Grupo TransportesNogueira. Nas minasda Panasqueira a luta acelera. Dirigentes Sindicais dos Têxteismanifestaram-se em Famalicão junto à Riopele. GreveNa Prosegur. O SC Braga foi condenado a reintegrar trabalhadores e a Unicer foi obrigada a assinar contratos efetivos com dois trabalhadores.
Não redigiram manifestos, lutaram unidos, manifestaram-se
Para os bem-pensantes, greves e lutas são uma chatice, é necessária organização e trabalho. Para quê tanto chinfrim se tudo se pode resolver nos intervalos das aulas, em amena cavaqueira, na cantina da universidade?
Está na hora, dizem eles, sem se aperceberem que chegam sempre atrasados.
«GRANDE PARTE DOS INTELECTUAIS TRANSPORTAM CONSIGO O ESTIGMA DE CLASSE, TALVEZ GOSTASSEM DE COMPREENDER, MAS NÃO CONSEGUEM. SE OU MENOS FIZESSEM UM ESFORÇO…»
Via: as palavras são armas http://ift.tt/1xWPHAN

O AMARELO TRAIDOR DA CLASSE TRABALHADORA DIZ....João Proença Greves estão a ser "banalizadas e a perder impacto"

João Proença Greves estão a ser "banalizadas e a perder impacto"

João Proença defende que a administração pública vê as greves com despreocupação enquanto “os trabalhadores perdem um dia de salário”.
PAÍS
Greves estão a ser banalizadas e a perder impacto
DR


“Entendo que os sindicatos não deveriam declarar a greve pela greve e alguns fazem-no”, disse João Proença à Rádio Renascença, acrescentando que muitas vezes os trabalhadores sentem que “nada é diferente”.
“As greves continuam a ser a forma de luta por excelência dos sindicatos, mas, de facto, foram perdendo o seu impacto perante a opinião pública e perante os governos”, frisa. 
João Proença refere ainda a administração pública vê as greves com despreocupação, enquanto “os trabalhadores perdem um dia de salário”. 
Parece que “não têm um objetivo concreto a atingir” e, assim, a luta não é tão forte como deveria ser. “Os sindicatos têm de produzir as greves de uma maneira mais consequente”, remata. 

Desenvolturas & Desacatos: HÁ 40.OOO ELEITORES FANTASMAS NA MADEIRA

Desenvolturas & Desacatos: HÁ 40.OOO ELEITORES FANTASMAS NA MADEIRA: HÁ 40.OOO ELEITORES FANTASMAS NA MADEIRA O representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, a...

A enésima lição - Segundo o Financial Times, “responsáveis frustrados [da Zona Euro] querem que o Syriza exclua a extrema-esquerda”, insistindo numa coligação com o To Potami, um partido dito europeísta, de centro-centro-nada

A enésima lição


Segundo o Financial Times, “responsáveis frustrados [da Zona Euro] querem que o Syriza exclua a extrema-esquerda”, insistindo numa coligação com o To Potami, um partido dito europeísta, de centro-centro-nada, daqueles partidos inofensivos para os chantagistas e para as suas instituições europeias. É toda uma fantasia. É que dividindo o Syriza, excluindo quase metade do comité central, o peso da plataforma de esquerda, matar-se-iam vários coelhos com uma cajadada: saindo Panagiotis Lafazanis, o líder da plataforma, que detém a pasta, entre outras, da energia, é toda uma linha vermelha anti-privatização num sector apetitoso que poderia ser mais facilmente apagada; sem a ala esquerda, o indispensável plano B ficaria ainda mais distante e o governo grego ainda mais vulnerável. A natureza do ataque e das instituições que o conduzem é clara. É a enésima lição. Por todas as periferias, já só não aprende quem não quer.


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

HÁ 40.OOO ELEITORES FANTASMAS NA MADEIRA


    HÁ 40.OOO ELEITORES FANTASMAS NA MADEIRA



O representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, alertou hoje que é necessário ter cuidado na avaliação dos números da abstenção na região porque existem cerca de 40 mil votantes fantasma nos cadernos eleitorais.





“Quanto à abstenção na Madeira, é preciso cuidado no tratamento dos números, pois, como sabem, há cerca de 40 mil votantes fantasma”, disse o juiz conselheiro depois de exercer o seu direito de voto na secção da Câmara Municipal do Funchal.
O responsável salientou que “os cadernos eleitorais não estão devidamente actualizados”, apelando que esta situação seja resolvida para que seja possível ter “números fiáveis sobre a abstenção”.
“Votar é decidir sobre destinos da região, que no fundo são os nossos [residentes na Madeira] destinos”, disse Ireneu Barreto apelando ainda aos eleitores que exerçam o seu direito de voto.
O representante da República justificou o apelo ao voto num momento em que é decidido “um novo ciclo para região”.
Ireneu Barreto argumentou ainda que “quem não vota, demite-se de se interessar pelos problemas da região e, depois, demite-se de poder exigir de quem governa a região medidas que são úteis para a Madeira”.
Hoje, cerca de 256 mil eleitores estão inscritos para escolher em eleições legislativas regionais antecipadas os 47 deputados que compõem a Assembleia Legislativa da Madeira, um sufrágio do qual sairá também o próximo Governo Regional.
Nestas eleições concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, BE, JPP, PNR, MAS, PND e PCTP/MRPP) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e Plataforma de Cidadãos (PPM/PDA).
As eleições foram convocadas na sequência do pedido de exoneração do social-democrata Alberto João Jardim, que sai do poder após quase 40 anos de maiorias absolutas.
Lusa

Incrível! Peças de Tricô Feitas Com Vidro

Incrível! Peças de Tricô Feitas Com Vidro


Você já deve ter visto peças de tricô, não é mesmo? 


Aquela famosa técnica milenar que envolve entrelaçamento de fios que formam peças bonitas e delicadas.

Mas você já imaginou tricô feito com vidro? 

Pois é, essa foi a incrível técnica desenvolvida por Carol Milne, uma escultora canadense, que vive em Seatle, EUA.


 

Ela inovou o tricô que normalmente é feito com fios de lã, substituindo-os por nada menos que vidro colorido. Acreditam nisso?

Como ela fez?

Carol criou essa técnica em 2006, utilizando o vidro na forma derretida para poder moldá-lo. 

Para isso ela expõe o material a uma temperatura de 815° C. 

Mas como ela pode trabalhar com um material tão quente?

Bem, primeiramente ela cria um molde da peça que deseja fazer com cera, depois o envolve com um material capaz de suportar altas temperaturas. 

Com a ajuda de vapor quente, Carol derrete a cera como se fosse uma casca, em seguida coloca o vidro derretido dentro dessa casca e deixa secando naturalmente. 

Por último ela remove os resíduos que ficam com a ajuda de um pincel com muita delicadeza e cuidado. 

Quanto tempo demora para as peças ficarem prontas?

Pra vocês terem ideia pode demorar semanas até uma peça estar totalmente terminada. 

Mas o resultado vale muito a pena, pois as peças ficam lindas.

Vejam a seguir, com certeza vão gostar!













jualarte.blogspot.com.br

Alerta Quinta de Marim - Ria Formosa - O Parque Natural da Ria Formosa situa-se no sotavento algarvio e foi criado em Dezembro de 1987 na sequência da reclassificação de uma área protegida já existente desde 1978, que vinha sofrendo uma grave degradação pelas pressões do turismo e consequente urbanização. Mais tarde foi adquirida a Quinta de Marim e construído o seu Centro Interpretativo.

Alerta Quinta de Marim - Ria Formosa


O Parque Natural da Ria Formosa situa-se no sotavento algarvio e foi criado em Dezembro de 1987 na sequência da reclassificação de uma área protegida já existente desde 1978, que vinha sofrendo uma grave degradação pelas pressões do turismo e consequente urbanização. Mais tarde foi adquirida a Quinta de Marim e construído o seu Centro Interpretativo.
Ao longo destes anos a Quinta de Marim e o PNRF foram cumprindo alguns dos seus objectivos, nomeadamente a contenção urbanística e a protecção da fauna e flora e a conservação dos seus habitats.
 
Em 2008/2009 a sociedade POLIS em acordo com a CMOlhão pagou à Parque Expo, SA a Empreitada de Requalificação do Centro de Educação Ambiental de Marim.






No entanto… depois 28 anos e de muitos milhões de escudos e muitos milhões de euros, a Quinta de Marim está votada ao abandono: o Centro Interpretativo não passa de um guiché de cobranças de licenças e autorizações e os cortes no pessoal levam também a cortes na vigilância, na manutenção e na educação ambiental junto das escolas, que praticamente não existe.



Anfiteatro exterior - atrás do Centro Interpretativo.
Peças do moinho de maré e parede interior.
 Instrumentos e peças do moinho de maré destruídas.
 Justificação oficial do gasto do dinheiro sem obra feita.
 Mais moinho abandonado.
 Apenas um, dos vários exemplos de placas informativas destruídas.


Telhado do moinho de maré


Dois aspectos do ancoradouro completamente destruído.













Barca do atum e vedação das dunas, ambas destruídas.



Não devemos criar na nossa cabeça a ilusão de que esta situação da Quinta de Marim é mais uma consequência da crise em que se encontra o nosso país. A crise tem “costas largas” e serve para esconder as intenções e os interesses de muitos senhores do poder. É preciso estar alerta e perceber que os passos vão sendo dados de um em um, para não nos apercebermos das suas verdadeiras intenções.

O POLIS ao pensar na renaturalização da nossa Ria só tem duas preocupações: a demolição das casas das ilhas e deixar chegar à degradação máxima a zona do Parque e a Quinta de Marim.
A politica da sociedade POLIS e dos senhores a quem esta sociedade serve, é deixar degradar até ao limite este nosso bem comum, e depois de tudo estragado, acenar com um plano qualquer de recuperação/ renaturalização/ reconstrução que inclua um hotel, ou coisa parecida e campo de golfe ou afim (onde é que eu já vi isto??).
Já olharam bem para a beleza das nossas ilhas e da Quinta de Marim? Imaginam como tilintam (tal Tio Patinhas) os olhos dos abutres saqueadores dos nossos bens?
Já é tempo do povo de Olhão tomar consciência do valor do seu património natural e mobilizar-se em defesa do que é seu quer sejam as ilhas, a Ria ou a Quinta de Marim.


olhaolivre.blogspot.pt

Krupskaia, educadora e líder bolchevique - Não era apenas a esposa de Lênin. “Ela transmitia inabalável confiança, e a sua firmeza de espírito escondia uma rara modéstia, contaminava sempre com o seu ânimo todos aqueles que entravam em contato com a companheira do grande líder da Revolução de Outubro”, segundo testemunho de Alexandra Kollontai, outra líder bolchevique de primeira linha.

Krupskaia, educadora e líder bolchevique

Krupskaia, educadora e líder bolchevique
por José Levino


"Esteve ao lado de Lênin até o fim, cuidando dele com zelo na doença que o abate de vez, em 1924. Discursa na homenagem fúnebre, dizendo do companheiro: “Seu coração pulsou com imenso carinho por todos os trabalhadores, por todos os oprimidos. Ele não o dizia nunca, nem eu o diria, noutro momento menos solene, e digo isto agora porque foi um sentimento que herdou do heróico movimento revolucionário russo. Ele queria que o Poder pertencesse aos trabalhadores. Compreendia que a classe operária precisava do Poder não para gozar uma boa vida à custa dos demais trabalhadores; compreendia que a missão histórica da classe operária consiste em libertar todos os oprimidos, todos os trabalhadores. Esta ideia fundamental imprimiu sua marca a toda a atividade de Vladimir Ilitch. Camaradas comunistas, levantai mais alto a bandeira que Lênin amara, a bandeira do comunismo!”."

Não era apenas a esposa de Lênin. “Ela transmitia inabalável confiança, e a sua firmeza de espírito escondia uma rara modéstia, contaminava sempre com o seu ânimo todos aqueles que entravam em contato com a companheira do grande líder da Revolução de Outubro”, segundo testemunho de Alexandra Kollontai, outra líder bolchevique de primeira linha.

Nadezhda Konstantinovna Krupskaia nasceu em 26 de fevereiro de 1869, em São Petersburgo, capital do Império Russo e sua principal cidade industrial, filha de um oficial do Exército, Konstantin Krupski, e de uma professora, Elisabete Krupskaia. Apesar da origem nobre, a família era pobre; Konstantin não simpatizava com o regime czarista, chegando a ser processado sob acusação de boicotar ordens de superiores.

O pai comentava a exploração a que os operários eram submetidos nas fábricas. Krupskaia ficava revoltada e pensava que quando crescesse iria ajudar aqueles trabalhadores.

Tornou-se professora como a mãe. O pai faleceu quando ela ainda era muito jovem. Como a pensão era irrisória, ela e a genitora tiveram que trabalhar muito para sobreviver, mas Krupskaia arranjava tempo para dar aulas gratuitas aos filhos dos operários nos bairros populares. Nesse contato diário com os oprimidos, convenceu-se de que o tipo de ajuda que ela dava não era bastante. Era preciso mudar o sistema de exploração. Aos 21anos, conhece um círculo de estudos marxistas e se integra nele, começando aí sua militância revolucionária.

Casamento Revolucionário

Conheceu Lênin em 1893. Ele era um ano mais velho. Vinha de Kazan, onde concluíra Direito, estudara o marxismo e se integrara ao grupo revolucionário “Vontade do Povo”. Ora, se a classe operária era a única que poderia destruir o capitalismo, o lugar seria São Petersburgo, para onde se mudou. Krupskaia tornou-se sua secretária, companheira de estudos, auxiliava nas suas pesquisas e reflexões, além de estar sempre em contato direto com os operários. A ligação entre os dois foi se aprofundando e passaram a namorar; depois veio o casamento. Grande pensador e organizador que era Lênin, em pouco tempo havia em São Petersburgo 20 círculos de estudos do marxismo articulados na União de Luta pela Emancipação da Classe Operária. Era o germe do futuro Partido Bolchevique.

Lênin é preso em1895; Krupskaia, em 1896; ambos vão para o degredo na Sibéria, onde se casam. Trinta anos depois, escrevendo para um jornal, Krupskaia lembra: “Como renasce vivo diante de meus olhos aquele tempo de primitiva integridade e alegria de viver. Tudo parecia primitivo: a natureza, os cogumelos, a caça, o afetuoso círculo de amigos íntimos — faz precisamente 30 anos. Era em Minusinsk: passeios, canções, certa alegria ingênua comum. Em casa: mamãe, a economia doméstica primitiva, nossa vida, o trabalho em comum, as mesmas impressões e reações”. Mas foi um período de muito trabalho também em que colaborou com Lênin na escrita de obras como “O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia”, bem como no planejamento da organização de um partido revolucionário e de um jornal que fosse o instrumento de aglutinação dos militantes em toda a Rússia. Dessas ideias, nasceria a “Iskra” (Centelha).

Da Sibéria, seguem para o exílio na Europa, onde, além de sempre auxiliar Lênin nas pesquisas, secretaria o jornal, acompanhando a organização da rede de colaboradores, organiza o transporte de cada edição até a fronteira com a Rússia e também redige seus próprios escritos, como o folheto “A Mulher Operária”, no qual enfatiza que a mulher sofre exploração ainda maior que os homens no trabalho (salários mais baixos, desrespeito – hoje conhecido como assédio moral e sexual) e cumpre a dupla jornada, pois em casa os companheiros operários não aceitam dividir as tarefas domésticas.

Em 1905, voltam clandestinamente para a Rússia, tendo em vista o levante operário que eclodiu. Moravam separadamente, por razões de segurança. Ela era a secretária do Comitê Central do Partido, documentando, relatando, organizando. Escreve para o escritor revolucionário Máximo Gorki: “A organização caminha de vento em popa. Parece que só agora começa a formar-se um verdadeiro Partido operário”.

Ainda era o Partido Operário Socialdemocrata da Rússia (POSDR), mas as frações menchevique e bolchevique já se delineavam. Os bolcheviques se organizam como partido de novo tipo em 1912, ano da retomada do movimento operário russo, que fora derrotado no final de 1905, levando mais uma vez Lênin e Krupskaia para o exílio. A atividade revolucionária não para. Em 1913, colabora do exterior com a fundação de um jornal legal voltado para a mulher operária da Rússia, o “Rabótniza”.

Educando para construir o socialismo

O novo retorno só aconteceria em 1917, ano da Revolução. Eis as impressões de Krupskaia: “Quando, depois de muitos anos de desterro, voltei à Rússia, em abril de 1917, e cheguei a Petrogrado (São Petersburgo, na época), o movimento da juventude operária já tinha grande amplitude. Comecei a observá-lo atentamente, frequentando as reuniões juvenis. A onda revolucionária tinha se apoderado da juventude com uma força extraordinária; a juventude estava em ebulição, era atraída pela luta, pela nova vida”.

Nesse período, se instala no bairro operário de Viborg, onde desenvolve um trabalho de alfabetização de operários e de organização de sovietes.

Após a Revolução Bolchevique de outubro de 1917, é nomeada Comissária da Educação, desenvolvendo a adequação do ensino à nova sociedade, dentro dos seguintes princípios: “O governo operário e campesino, que resguarda o interesse das massas populares, deve eliminar o caráter de classe da escola, deve fazer a escola de todos os graus acessíveis para todos os setores da população e deve fazê-lo não em palavra, mas de fato. A instrução seguirá sendo privilégio classista da burguesia enquanto não se modifiquem os objetivos da escola. A população está interessada em que as escolas primárias, secundária e superior tenham um mesmo objetivo: educar indivíduos integralmente desenvolvidos, com instintos sociais conscientes e organizados, possuidores de uma visão de mundo refletiva e íntegra, que tenham clara compreensão de tudo o que ocorre ao seu redor na natureza e na vida social; indivíduos preparados na teoria e prática para todo o gênero de trabalho, tanto manual como intelectual, que visam a construir uma vida social razoável, abundante, formosa e alegre. Tais indivíduos fazem falta à sociedade socialista, sem eles não pode materializar-se cabalmente o socialismo”. (Contribuição ao tema da escola socialista – 1918). E não deixa de realizar sua grande paixão: criar jardins de infância, creches, escolas de crianças e pioneiros. Comenta com a mãe de um garoto: “Não sabes com que rapidez consigo ganhar a simpatia das crianças, sei brincar com elas de um modo que imediatamente começam a querer-me”. Incansável até o último dia

Esteve ao lado de Lênin até o fim, cuidando dele com zelo na doença que o abate de vez, em 1924. Discursa na homenagem fúnebre, dizendo do companheiro: “Seu coração pulsou com imenso carinho por todos os trabalhadores, por todos os oprimidos. Ele não o dizia nunca, nem eu o diria, noutro momento menos solene, e digo isto agora porque foi um sentimento que herdou do heróico movimento revolucionário russo. Ele queria que o Poder pertencesse aos trabalhadores. Compreendia que a classe operária precisava do Poder não para gozar uma boa vida à custa dos demais trabalhadores; compreendia que a missão histórica da classe operária consiste em libertar todos os oprimidos, todos os trabalhadores. Esta ideia fundamental imprimiu sua marca a toda a atividade de Vladimir Ilitch. Camaradas comunistas, levantai mais alto a bandeira que Lênin amara, a bandeira do comunismo!”.

E continuou seu trabalho educativo incessante sob o comando de Stálin: o trabalho escolar, os clubes e bibliotecas, os destacamentos de pioneiros, a literatura para a juventude e a infância, o estudo científico dos problemas de pedagogia, etc. Era membro do Comitê Central e deputada do Soviete Supremo.

8 de março é dia de luta

Durante o exílio, Krupskaia participou da organização da III Internacional Comunista e de várias conferências de mulheres, tendo sido, junto com Clara Zetkin (ver A Verdade, nº 134), uma das maiores incentivadoras da criação do Dia Internacional de Luta das Mulheres.

Depois da Revolução, o 8 de março passa a ser feriado na Rússia, como Dia de Luta das Mulheres, uma proposta da deputada Alexandra Kollontai, apoiada entusiasticamente por Krupskaia, que, como Comissária da Educação, incentivava a realização de atividades também nas outras datas comemorativas: Dia da Juventude, Dia da Constituição, Dia do Exército Vermelho, o 1º de Maio, o 7 de Novembro, etc.

No dia 26 de fevereiro de 1939, o Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, o Conselho de Comissários do Povo, as organizações do Partido, os órgãos soviéticos e as organizações sociais celebraram o aniversário de 70 anos da grande lutadora pela causa do comunismo, dedicada e incansável companheira de vida e de luta de Lênin. Na madrugada do dia seguinte, 27 de fevereiro de 1939, falece Nadezhda Krupskaia.

Em 1977, a ONU oficializa o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, que deixa de ser um dia de luta para ser apenas um dia de homenagens (muitas vezes falsas) e distribuição de rosas. Resgatar o 8 de março como Dia de Luta da Mulher trabalhadora é honrar a memória das grandes revolucionárias como Krupskaia e dar seguimento à verdadeira luta de libertação.

José Levino é historiador

Fonte: Figuras do Movimento Operário: Nadezhda Krupskaia, por C. Bobrovskaia, artigo traduzido e publicado pela revista Problemas, nº 27, junho de 1950.


Texto extraido do Jornal a Verdade



Conheça Poro, a misteriosa sociedade secreta africana - O mundo está repleto de sociedades secretas fascinantes. Conheça uma misteriosa sociedade secreta africana chamada Poro.

Conheça Poro, a misteriosa sociedade secreta africana


O mundo está repleto de sociedades secretas fascinantes. Conheça uma misteriosa sociedade secreta africana chamada Poro.



Conheça Poro, a misteriosa sociedade secreta africana






Os seres humanos são muito bons a criar sociedades, especialmente as secretas, já que a tendência para a criação de grupos está na nossa essência.

De igual forma, o mistério é algo que nos motiva e nos leva a procurar conhecimento. Tendo isso em conta, vamos revelar-lhe alguns mistérios acerca de uma sociedade secreta voltada para homens da África Ocidental.

Ela tem o nome de Poro e representa uma espécie de sociedade fraternal. Os seus chefes são responsáveis por estabelecer códigos de conduta e leis que são estritamente obedecidos pelos demais membros do grupo.

Só para homens


Poro é uma sociedade secreta masculina — pense em uma espécie de maçonaria africana — cuja influência é muito forte em países como a Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim e Guiné. Sua origem está associada com a cultura dos povos mandê, que chegaram à África Ocidental há mais de mil anos.

Atualmente, a Poro é responsável por governar a população nativa e regulamentar as atividades políticas, sociais e culturais de seus membros. A organização conta com poder suficiente para impor suas leis e códigos mesmo contra a vontade dos integrantes com menos poder de decisão e dos governantes tradicionais, e são seus chefes quem decidem sobre questões relacionadas com a fertilidade na agricultura e o treinamento militar.

Contudo, seu principal papel é religioso, e um dos objetivos da Poro é o de controlar os espíritos e garantir que sua intervenção nos assuntos dos homens seja benéfica. Depois de aceitos pela sociedade, os novos membros são introduzidos a segredos religiosos e aos poderes da bruxaria. Os integrantes são proibidos de revelar o conhecimento que recebem durante as reuniões e rituais. Quem não obedecer às regras pode ser condenado à morte.

Reuniões


Devido ao voto de segredo que os membros devem fazer ao serem aceitos na Poro, não existem muitos detalhes sobre o que acontece durante as reuniões, mas sabe-se que essa sociedade é estruturada em hierarquias e conta com dialetos, rituais, marcas e símbolos próprios. Além disso, os encontros geralmente ocorrem durante a estação seca — entre outubro e maio — em locais sagrados das florestas próximas aos vilarejos.

Durante as reuniões que ocorrem nos lugares sagrados, os membros costumam discutir assuntos relacionados com a comunidade, e tais encontros são proibidos para quem não é membro. As cerimônias são presididas por um chefe — uma espécie de Grão Mestre — trajando roupas e acessórios ritualísticos.

O traje cerimonial costuma ser composto por uma grande máscara ou adorno para a cabeça feito de madeira e um cajado, e essas peças frequentemente são enfeitadas com crânios e outros ossos humanos, pertencentes a antigos líderes do grupo. Além disso, o chefe se dirige ao grupo falando através de um longo tubo de madeira que distorce sua voz. Em algumas regiões, mulheres e crianças podem comparecer às reuniões, mas, nessas ocasiões, o chefe não aparece com os apetrechos ritualísticos.

Estrutura e ritual de passagem


Existem três níveis de hierarquia na organização, sendo que o primeiro deles corresponde aos chefes, o segundo aos sacerdotes ou feiticeiros e o terceiro aos demais membros do grupo. Os integrantes da Poro são responsáveis por organizar o ritual de passagem que prepara meninos e adolescentes para a vida adulta, e esse rito envolve passar alguns dias em isolamento em um acampamento na floresta.

Durante esse período, os meninos recebem ensinamentos morais através de canções tradicionais e histórias que enfatizam valores como solidariedade e respeito pelos mais velhos. Além disso, os meninos que ainda não forem circuncisados passam por esse procedimento no início da reclusão e recebem um nome Poro. Ao final do ritual de passagem, os participantes são submetidos a uma série de testes e experiências para provar sua masculinidade.

Antigamente, os meninos também recebiam o sinal da sociedade secreta nas costas e ombros através de cortes ritualísticos que deixavam cicatrizes, mas essa prática está caindo em desuso. Já para que um integrante se torne mestre, é necessário pagar uma taxa, assim como passar por um período de treinamento no uso de poções medicinais e passar por um ritual de iniciação realizado por alguém que já ocupe a posição de chefe.

Só para mulheres também


Assim como a Poro, em Serra Leoa também existem as sociedades secretas Yassi e Bundu, que são reservadas apenas para mulheres. Para fazer parte da Yassi — que permite a presença de membros da Poro em algumas cerimônias —, as integrantes precisam necessariamente fazer parte da Bundu primeiro, que é exclusivamente feminina.

Na Libéria, essa sociedade secreta estritamente feminina recebe o nome de Sande. Em alguns países, a Bundu e a Sande tiveram que reformular algumas de suas práticas para acomodar as exigências da sociedade atual, mas, mesmo assim, elas continuam exercendo forte influência nas áreas onde se encontram e suas proibições são estritamente respeitadas.

Com respeito aos rituais de passagem envolvendo as sociedades secretas femininas, durante o período de reclusão, as meninas aprendem sobre rituais religiosos e podem passar por algum tipo de mutilação genital, mas essa prática — por sorte — está deixando de ser seguida em algumas regiões.