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quarta-feira, 1 de abril de 2015

VEJA AQUI ALGUMAS FOTOS DE CIDADES ENMURALHADAS ONDE NÃO FALTA A NOSSA CIDADE DE OBIDOS

CARCASSONO  - FRANÇA
DUBRONIK - CROÁCIA
ÓBIDOS - PORTUGAL
YORK - INGLATERRA
XIAN - CHINA
ÁVILA - ESPANHA
PINGYAO - CHINA
MYESTRAS - GRÉCIA
TOLEDO ESPANHA
TARUDANTE - MARROCOS
DRUBVROVNIK - CROÁCIA


popxd.com

CURIOSIDADES SOBRE A ÁRVORE DE NATAL - Saturnalia e 'Bacanais ancestrais': A história secreta da Árvore de Natal

Saturnalia e 'Bacanais ancestrais': A história secreta da Árvore de Natal


'Paganismo e bacanais ancestrais': A história secreta da Árvore de Natal

Você, como a maioria da população mundial,  provavelmente se esforça montando uma Árvore de Natal todo ano, mas como diria o famoso Professor Girafales: você já se perguntou o motivo, razão ou circunstância dessa tradição?

A história é mais antiga do que a gente poderia imaginar, e a origem "pagã" dessa tradição pode até surpreender os cristãos mais devotos!

Reunimos aqui as explicações mais aceitas no meio científico, que desvendam a origem dessa tradição mundial e sua cronologia básica, revelando fatos esquecidos (e surpreendentes) sobre as Árvores de Natal:


Grécia antiga - 1100 a.C

Grécia antiga
A tradição de representar divindades através de plantas vem da mitologia grega, onde as árvores faziam a ligação entre o céu e a terra, e tem relação até com o velho costume de "bater na madeira". O carvalho homenageava Zeus, a oliveira representava a deusa Atena, e assim por diante.


Roma antiga - 753 a.C

Árvore de Bacchus
Já na Roma antiga, existia o culto ao deus Baco, que era o deus do vinho e dos prazeres (principalmente sexuais). Era um costume popular honrar esse deus, pendurando máscaras dele em pinheiros durante uma festa chamada de Saturnália, que coincidia com a data do nosso Natal. Essa festa acabou ficando cada vez mais popular, vulgar e sexual, e finalmente ficou conhecida como "bacanal"! Daí você já tem uma ideia do "nível" dessa comemoração, que extrapolava a mais selvagens das Raves. Estas populares festinhas eram regadas a (muitíssimo) vinho e ópio, onde ninguém era de ninguém ...


Idade Média - 1000

Árvore de Natal medieval
Acabaram com a sacanagem e os bacanais e as coisas ficaram muito mais comportadas, até pelo medo de ir parar na fogueira (ou coisa pior...), e por volta do século 12, havia a tradição de pendurar um pinheiro no teto das casas, de ponta-cabeça, como símbolo da fé cristã.


Revolução protestante - 1517

Árvore de Natal de Martinho Lutero
A figura triangular de um pinheiro já era popular como um simbolo cristão daSantíssima Trindade na Alemanha. Mas a Árvore de Natal como conhecemos hoje, teria surgido quando o padre Martinho Lutero (ícone da revolução protestante) montou um pinheiro enfeitado com velas, e até uma estrela na ponta que simbolizava a estrela de Belém, para mostrar às crianças como seria o céu na noite do nascimento de Cristo. Depois isso acabou popularizando a tradição das Árvores de Natal na Alemanha.


Rainha Vitória - 1837

Árvore de Natal antiga
Finalmente a tradição da "Árvore de Natal" se espalhou pelo mundo graças a rainha Vitória da Inglaterra, que se casou com o alemão príncipe Albert, e acabou conhecendo e "entrando de cabeça" na tradição alemã das árvores enfeitadas. Ela montava Árvores de Natal majestosas em seus palácios, e o povo britânico começou a imitá-la, e o costume foi se espalhando para outros países até se tornar popular no mundo inteiro!

www.curtoecurioso.com

Um pouco de rigor, por favor; alguma seriedade,por bondade…… - A confusão nas eleições na Madeira coloca a questão em quem e em quê se pode ter confiança. A máquina eleitoral é, numa perspectiva que consideramos redutora, o garante da democracia.



Um pouco de rigor, por 




favor; alguma 




seriedade,por bondade…


A confusão nas eleições na Madeira coloca a questão em quem e em quê se pode ter confiança. 
A máquina eleitoral é, numa perspectiva que consideramos redutora, o garante da democracia. 
Se no sistema monetário-bancário é o que se sabe – e o que não se sabe -, se no governo é o que se descobre – e o que se tapa -, se na administração pública é aquilo de que é responsável e aquilo por que passam-as-culpas, só nos faltava esta da máquina eleitoral para se não ter confiança em nada. Com reflexos gravíssiomos no sentimento generalizado (e enraízado) sobre democracia e liberdade.
Entendemos as eleições como um “termómetro do estado das massas”, das gentes, de nós. E não se precisava desta ajuda para que a temperatura atingisse mais graus como o mostra o primário auxiliar de diagnóstico.
Antes desta “confusão” (é o mínimo a dizer!), já a abstenção subira de 49,7% para 57,5%. Mas muito mais se pode juntar como comentários baseados nos resultados em trânsito de correcção, antes desta se dar por finda. 
Embora não sejamos adeptos de jogos com estes números, fizemos um pequeno exercício com esses resultados, exercício que não terá correcções relevantes a fazer após as desejadas correcções, e traduzirão o que chamamos “temperatura” ou “barómetro”.
  • Dividindo os votos expressos por áreas em que se localizariam aqueles que os expressaram, a “direita sem tradução parlamentar” teriam tido um ligeiro decréscimo (-0,3%) em relação a 2011;
  • aqueles que votaram nos partidos do centro-direita ou a “direita do centro” – PSD e CDS -, continuando a ser maioritários, teria sido bem menos que em 2011 – -24,0%!;
  • os que votaram na coligação “estranha” polarizada pelo PS, a que se chamaria, para simplificar, os votantes da “esquerda do centro” teriam sido muitos menos, um verdadeiro desastre -.- 55,6% que em 2011;
  • em contrapartida, embora com uma base muito inferior, os que votaram nos partidos “de esquerda” foram muitos mais – + 96,0% no BE e + 29,1% na CDU, + 50% na soma dos que votaram dos2 partidos;
  • por último, entre os votos expressos, aparecem como votantes em “esquerda sem partidos parlamentares anteriores”, como etiqueta nova 17,1 mil eleitores, partiicularmente do JPP – que elegeu 5 deputados,com 13,2 mil votos -, embora alguns deles possam ter vindo engrossar aqueles votantes (re)conhecidos por votaremnum símboloque não corresponde ao PCP na CDU, fruto daquela “fraude” de logotipo que é o MRPP, a juntar a outros que levam as gentes ao engano.
VOTOS

% EVOLUÇÃO
Via: anónimo séc. xxi http://ift.tt/1C9XCWG

A CNPD deve ter andado pela Cochinchina - Mais de dois mil utilizadores externos têm acesso a dados dos contribuintes. 1- A CNPD deveo ter andado a actuar na Cochinchina durante as últimas décadas para só agora descobrir que a AT (e muitos outrs organismo estatais) têm grande parte da sua informática dependente de empresas privadas. Uma destas – a Accenture (ex-Arthur Andersen) – está «instalada» na AT, com um grande número de técnicos, pelo menos desde os anos 80.

A CNPD deve ter andado pela Cochinchina




1- A CNPD deveo ter andado a actuar na Cochinchina durante as últimas décadas para só agora descobrir que a AT (e muitos outrs organismo estatais) têm grande parte da sua informática dependente de empresas privadas. Uma destas – a Accenture (ex-Arthur Andersen) – está «instalada» na AT, com um grande número de técnicos, pelo menos desde os anos 80.

2-Gostava que me dissessem como é que é possível desenvolver, testar e pôr em execução aplicações sem acesso aos dados a que se destinam.

3-Também não percebo a diabolização que por aí anda dos não-funcionários públicos. São por acaso menos «virtuosos» que os ditos cujos? E ainda há novos «funcionários públicos», propriamente ditos, nos organismos em questão? Ou contratados, estagiários, etc., etc. A necessidade do controle, que a tecnologia hoje permite, é possível e igual para todos.

4-Passando para um outro domínio: ter-se-á consciência de que todos os nossos bancos (não sei se com alguma excepção) têm os seus sistemas informáticos em regime de «outsourcing»»?


entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

Turquía: un estado fascista, miembro de la OTAN y patrocinador del terrorismo islamista (ISIS) - El Estado turco es un estado fascista bajo una falsa apariencia "democrática" que tiene sus raíces en el movimiento nacionalista de Kemal Atatürk, el primer presidente de la República en 1923, que masacró a los armenios, reprimió a los kurdos, prohibió los sindicatos e impuso un partido único que perdura después de su muerte hasta la Segunda Guerra Mundial.

Turquía: un estado fascista, miembro de la OTAN y patrocinador del terrorismo islamista (ISIS)

 
El Estado turco es un estado fascista bajo una falsa apariencia "democrática" que  tiene sus raíces en el movimiento nacionalista de Kemal Atatürk, el primer presidente de la República en 1923, que masacró a los armenios, reprimió a los kurdos, prohibió los sindicatos e impuso un partido único que perdura después de su muerte hasta la Segunda Guerra Mundial.

El primer golpe de Estado tuvo lugar en 1960-1961. Le sucedió un régimen civil. Las fuerzas de izquierda revolucionaria se opusieron a las fuerzas de extrema derecha apoyadas secretamente por el ejército.

En 1980, los militares tomaron el poder y detuvieron a decenas de miles de activistas de izquierda revolucionaria. En 1983, el ejército apoyó a los movimientos de extrema derecha, como los “lobos grises”.

En 1995 una coalición religiosa dirige el país. El Ejército impone medidas contra los islamistas. Se suceden entonces varias coaliciones conservadoras. En 2000, el Estado impondrá a los activistas de izquierda revolucionaria el aislamiento carcelario y masacra a 32 presos políticos en huelga de hambre. A ello siguió una huelga de hambre que se saldó con más de 120 muertos. El Estado no cederá sino que impondrá las celdas de aislamiento.

Decenas de miles de activistas de izquierda revolucionaria y kurdos continuaron siendo detenidos, masacrados, encarcelados, torturados. Los dirigentes de la izquierda revolucionaria serán abatidos, torturados, asesinados, como el fundador del Partido Comunista de Turquía Marxista-Leninista (TKP-ML) Ibrahim Kaypakkaya, muerto en prisión en 1973 después de que le fueran cortadas las manos y los pies.

La violencia policial, el hostigamiento, la intimidación, la prisión y la tortura de periodistas, abogados y de defensores de los derechos humanos son practicas habituales del régimen turco.

Hoy, el estado fascista turco está gestionado por un gobierno islamista-fascista y las leyes en curso favorecen aún más la privatización de la economía, de acuerdo con los imperialistas, en particular con el imperialismo norteamericano. Turquía es miembro de la OTAN desde 1952 y ha sido utilizada para luchar contra las guerrillas comunistas de su propio país.

Pero las masas populares afectadas por la crisis capitalista se rebelan por el derecho a la rebelión contra el régimen fascista turco, independientemente de la máscara bajo la que se esconde, laico o religioso.

El Estado fascista turco ha estado fomentando y apoyando a los terroristas del Estado Islámico (ISIS) contra Rojava y el pueblo kurdo desde el año 2011. Ha apoyado y fortalecido al Estado Islámico armándole y sustentándole. Desde que comenzó su más brutal ataque sobre Kobani, el Estado turco ha aumentado su apoyo al ISIS. Los combatientes heridos del ISIS han sido trasladados y tratados en hospitales en Adana y Gaziantep, Turquía. El Estado turco abrió sus fronteras al ISIS con el fin de que sus fuerzas pudieran entrar y salir del país con facilidad. Esto se ha podido ver en Turquía en numerosas ocasiones en televisión en transmisiones en directo.
 
Video: Milicianos del Estado Islámico charlan relajadamente con la guardia fronteriza turca.

vídeo  
 
 

¡VIVA LA LUCHA DEL PUEBLO TURCO Y KURDO!

¡ABAJO EL RÉGIMEN FASCISTA EN TURQUÍA! 


odiodeclase.blogspot.pt

Lusófona tem até dia 8 para anular 152 . atribuições irregulares de créditos - O Ministério da Educação deu à Universidade Lusófona (ULHT) um prazo até dia 8 para corrigir 152 processos relacionados com atribuições irregulares de créditos, depois de a instituição ter informado que anulara apenas 75 desses processos.



Lusófona tem até dia 8 para anular 152
. atribuições irregulares de créditos

O Ministério da Educação deu à Universidade Lusófona (ULHT) um prazo até dia 8 para corrigir 152 processos relacionados com atribuições irregulares de créditos, depois de a instituição ter informado que anulara apenas 75 desses processos.

Inicialmente, segundo um comunicado hoje divulgado pelo Ministério, foram dados 60 dias para a correção da totalidade de processos. A ordem do Governo foi dada em dezembro e segundo ela, diz-se no comunicado, a Universidade tinha de promover "a instrução de novos procedimentos de creditação de acordo com a legislação em vigor".
 .

"No mesmo prazo, e depois de ouvidos os interessados, deve também a ULHT declarar, em 152 processos, a nulidade dos atos de creditação e proceder à cassação de diplomas e certificados que tenham sido atribuídos, sob pena de ser participada a invalidade desses atos ao Ministério Público", esclarece o comunicado, explicando que findo o prazo a resposta da Universidade foi a de que 75 processos tinham sido invalidados e que os restantes "aguardavam o esclarecimento de dúvidas".

A notícia foi hoje avançada pelo jornal Expresso com o título "Consequências do caso Relvas: Lusófona tem de anular 152 diplomas e certificados", na qual se diz que a continuação do funcionamento da Lusófona está em causa se não der seguimento às ordens do Ministério para anular diplomas e certificados atribuídos com base em processos de creditação de competências irregulares, entre 2006 e 2013.

O "caso Relvas" está relacionado com a suposta obtenção irregular de alguns créditos na licenciatura do antigo ministro José Relvas (atribuição de créditos universitários com base em experiência profissional).

Na nota de esclarecimento o Ministério lembra que em 2012 a ULHT foi advertida de que deveria de reanalisar todos os processos de creditação de competências profissionais, instruídos e decididos entre 2006 e 2012, "e retirar dessa análise todas as consequências legalmente devidas, incluindo, quando fosse o caso, a declaração de nulidade dos atos de certificação dos graus atribuídos".
Uma advertência decorrente de uma inspeção anterior da Inspeção-Geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior aos procedimentos de creditação da Universidade que concluiu que as recomendações não eram cumpridas.

Em abril de 2013, diz-se ainda no comunicado, foi feita uma "complexa ação inspetiva" que incluiu 425 creditações (equivalências por experiência profissional ou outra formação) e nalguns casos foram identificadas "ilegalidades especialmente graves que têm como consequência a nulidade desses atos", pelo que foi pedido, já no ano passado, um parecer jurídico sobre essa invalidade.

Em dezembro passado foi dada ordem à Universidade para anular 152 processos, ficando dependente dessa ação o reconhecimento do interesse público da ULHT, o que significa que em último caso a Universidade pode perder a licença para funcionar.

Face ao não cumprimento, a Universidade, por despacho do secretário de Estado do Ensino Superior de 24 de março, tem 15 dias para "cumprimento integral" do que lhe tinha sido comunicado a 16 de dezembro.

* VAI ESTUDAR RELVAS!


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt


As eleições em França e a decadência da Europa - A França é um país central para a política da UE, de todo o continente e não só. Por razões históricas e culturais é muito importante para Portugal.

As eleições em França e a decadência da Europa

A França é um país central para a política da UE, de todo o continente e não só. Por razões históricas e culturais é muito importante para Portugal. Por isso as eleições francesas merecem uma reflecção.
Com quase 50% de abstenção, um reciclado Sarkozy que a comunicação controlada foi recuperar aos alfobres do descrédito teve 27,5% dos votos, o PSF caiu para 21,5%, a FN teve 25,2% a Frente de Esquerda (com o PCF) 9,4%. Os dados referem-se à primeira volta, já que na segunda há a deslocação do “voto útil”, por exemplo o PM do PSF (Manuel Valls) a fazer descarada propaganda por Sarkozy em nome do “republicanismo”. Não admira, são ambos neoliberais e sem reservas em relação aos “neocons” dos EUA.
O PCF em tempos o segundo maior partido de França entre os 25 e 30% dos votos, quando a abstenção era mínima, recolhe os frutos do seu “europeísmo, com 48% de abstenção numa classe operária dizimada pelo neoliberalismo e a desindustrialização.
Em maio de 2012, o PSF tinha uma maioria de deputados, a maioria dos departamentos, milhares de municípios, incluindo Paris. O governo estava nas suas mãos. Para quê? Para prosseguir a política de Sarkozy. Que se preparara para o substituir e prosseguir as mesmas políticas.
Hollande apoia os neonazis de Kiev e preparava-se para intervir militarmente na Síria. Sarkozy com Berlusconi fez o jeito aos EUA para destruir a Líbia, massacrando dezenas de milhar de inocentes em raides aéreos.
“A Europa está numa ditadura de facto. Na Europa está a desmantelar-se a democracia e é lógico que isto esteja a ocorrer. É a única maneira que as autoridades têm de garantir que se possam continuar a aplicar políticas cujo fracasso é indisfarçávele assim beneficiar uma minoria muito poderosa que vive de um modelo social desigual e injusto.” Juan Torres Lópezhttp://resistir.info/europa/lopez_28fev13.html
Estas eleições são um claro exemplo da tragédia económica, social, cultural da UE sob a hegemonia alemã e a tutela imperialista dos EUA. A pobreza aumenta, os direitos dos trabalhadores são eliminados, políticas repressivas são postas em prática. A economia, como um corpo debilitado, não reage, apesar dos milhares de milhões despejados pelo BCE todos os meses.
E a FN de Marine Le Pen ?
Numa entrevista antes das eleições um entrevistador acusou-a de ter o programa do PCF dos anos 70, de ser de extrema-esquerda e querer “o socialismo num só país”. Ela responde que cita De Gaulle. Sarkozy acusou-a de ter um programa de “extrema-esquerda”. Isto só mostra a degradação do debate político na UE.
Todos os fascismos se reclamaram de sociais e nacionais tal como a FN. Mas há diferenças no discurso de MLP que mostram a sua orientação para um gaullismo, apoiando a Rússia e Bacshar-al-Assad, criticando às políticas dos EUA.
A FN tem nas suas hostes gente declaradamente neonazi e fascista. Alguns foram demitidos ou suspensos por declarações públicas nesse sentido. Mas De Gaulle também teve colaboradores próximos da extrema-direita (G. Bidault, J. Soustelle, por ex.) e foi levado ao poder com o apoio da colonial-fascista OAS – que mais tarde o quis matar.
Enfim, a ascensão da FN – como a de todos os fascismos no passado – não é senão um sintoma da decadência da UE, liderada por gente enfeudada aos interesses do grande capital. Gente sem princípios ideológicos, intelectualmente medíocre, politicamente degradada: os políticos da “construção europeia”, que está a destruir os países e a sacrificar os seus povos.

foicebook.blogspot.pt

UM SPRAY PODE SALVAR A VIDA DE MILHARES DE CICLISTAS - VEJA VÍDEOS



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Brasil: As mentiras da democracia - "O caso das Mães de Maio é apenas um exemplo das mentiras que sustentam a democracia brasileira, dentre inúmeros outros crimes de Estado que permanecem impunes. A verdade é que a violência de Estado no país não chegou a diminuir com a transição ao regime democrático, tão somente substituiu seu alvo prioritário. Se, durante a ditadura, a doutrina de segurança nacional tratava militantes de esquerda como inimigos internos de uma guerra civil, hoje os “inimigos internos” são outros: a juventude pobre, negra e periférica. A criminalização da pobreza se intensificou como prática sistemática e naturalizada do Estado democrático."


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Brasil: As mentiras da democracia

As mentiras da democracia
por Joana Salém Vasconcelos

"O caso das Mães de Maio é apenas um exemplo das mentiras que sustentam a democracia brasileira, dentre inúmeros outros crimes de Estado que permanecem impunes. A verdade é que a violência de Estado no país não chegou a diminuir com a transição ao regime democrático, tão somente substituiu seu alvo prioritário. Se, durante a ditadura, a doutrina de segurança nacional tratava militantes de esquerda como inimigos internos de uma guerra civil, hoje os “inimigos internos” são outros: a juventude pobre, negra e periférica. A criminalização da pobreza se intensificou como prática sistemática e naturalizada do Estado democrático."


Em meio à polarização crescente da sociedade brasileira nos últimos meses, pouco se falou sobre um fato extraordinário para a luta social e democrática no país: foi lançada a Comissão da Verdade da Democracia “Mães de Maio” (CVDMM) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

A iniciativa é fruto de uma articulação entre mais de 20 coletivos e movimentos sociais, apoiada pelo ex-deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), que não se reelegeu em 2014. As Mães de Maio protagonizam a conquista, dando-lhe um impulso combativo. A alusão destas contemporâneas mães brasileiras às aguerridas mães argentinas não é mera coincidência. Suas lutas por verdade e justiça guardam semelhanças históricas importantes, tão notáveis quanto são as marcas de continuidade das transições das ditaduras para os atuais regimes eleitorais da América Latina.

A origem do movimento das Mães de Maio é trágica e corajosa. Todos se lembram que o mês de maio de 2006 foi marcado pelo confronto aberto entre PCC e PM paulista. Em menos de duas semanas, entre muitos toques de recolher nas periferias de várias cidades, 493 cidadãos foram executados ou desaparecidos, a maioria com comprovada participação policial. Dentre as vítimas, 351 tinham idades entre 11 e 31 anos. Há quem afirme que na realidade o número de mortos é bem maior.

Desde então, mães, pais e parentes próximos das vítimas iniciaram um périplo em busca de verdade e justiça. Como se pode imaginar, depararam-se com portas fechadas, arquivamentos de investigações, argumentos técnicos duvidosos e ameaças. Uma mãe chegou a ser presa, pressionada a parar sua busca particular.

Em alguns casos, as provas da ação criminosa de grupos policiais já existem, mas a impossibilidade de individualizar o disparador dos tiros fatais é utilizada como escudo burocrático dos executores. “Não há provas de quem realizou o disparo”, escutam, logo antes do arquivamento das investigações. Apesar dos incontáveis obstáculos, as Mães permanecem determinadas a encontrar, julgar e punir os agentes de Estado que cometeram os crimes.

O caso das Mães de Maio é apenas um exemplo das mentiras que sustentam a democracia brasileira, dentre inúmeros outros crimes de Estado que permanecem impunes. A verdade é que a violência de Estado no país não chegou a diminuir com a transição ao regime democrático, tão somente substituiu seu alvo prioritário. Se, durante a ditadura, a doutrina de segurança nacional tratava militantes de esquerda como inimigos internos de uma guerra civil, hoje os “inimigos internos” são outros: a juventude pobre, negra e periférica. A criminalização da pobreza se intensificou como prática sistemática e naturalizada do Estado democrático.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2009 e 2013, mais de 11 mil pessoas foram assassinadas por agentes de Estado no país. Nestes cinco anos, as polícias brasileiras mataram mais do que a polícia estadunidense matou em vinte. Além disso, o Mapa da Violência de 2013 (coordenado por Waiselfiz) revelou que os casos de investigação e elucidação de assassinatos no Brasil varia entre 5% e 8% dos inquéritos, número que alcança 65% nos Estados Unidos, 80% na França e 90% no Reino Unido. É como se a pena de morte já existisse no país.

Houve também a multiplicação dos autos de “resistência seguida de morte”, subterfúgio que na prática libera agentes de Estado para matar impunemente. Na última década, chegaram a mais de 12 mil ocorrências. Ou seja, a democracia brasileira é uma espécie de máquina mortífera, que assassina em média 6 de seus cidadãos por dia, combinando alta letalidade policial com ausência generalizada de justiça.

As últimas eleições foram particularmente desastrosas nesse aspecto. Como explicar, por exemplo, o sucesso eleitoral dos candidatos defensores da redução da maioridade penal? Financiada por empresas de armamentos, a “bancada da bala”, tropa política da criminalização da pobreza no Congresso Nacional, cresceu em 30% nas últimas eleições, conquistando quase 60 vagas na Câmara. Com isso, obtiveram controle da maioria votos da Comissão de Segurança Pública, podendo aprovar seus projetos com facilidade. Em São Paulo, o emblemático Coronel Telhada, que usou seu mandato como vereador para homenagear a Rota com a “Cruz de Honra Constitucionalista”, foi alçado a deputado estadual.

É nesse cenário difícil que surge a Comissão da Verdade da Democracia em São Paulo. Já foram realizadas duas audiências públicas e há um calendário de encontros até julho (mais informações aqui). Os movimentos que a constroem assumiram a tarefa de recolher depoimentos da população vitimada pela violência do Estado democrático, investigar a estrutura das cadeias de comando da Polícia Militar de São Paulo, recompor detalhes de diversos casos de chacinas e assassinatos da última década e elaborar recomendações políticas no sentido da conquista de justiça.

A Comissão da Anistia do Ministério da Justiça e a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal formalizaram seu apoio. O mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) não só está acompanhando de perto os desdobramentos da novidade, como batalhando para construir no Rio de Janeiro uma iniciativa semelhante. Apesar disso, a CVDMM ainda é institucionalmente frágil, ameaçada por correlações de forças desfavoráveis da própria Alesp e precisa garantir que a Comissão de Direitos Humanos não seja sitiada pela bancada estadual da bala.

Trata-se, enfim, de um passo importante em diversos sentidos: denunciar a violência do Estado democrático, amplificar a voz das vítimas, enfrentar os interesses autoritários que ainda controlam espaços estratégicos do poder e fortalecer a proposta de desmilitarização das polícias. De maneira mais ampla, iniciativas como essa apontam para a superação do sentido conservador da transição democrática que atravessamos desde os anos 1980.

Nossos vizinhos como Argentina, Uruguai e Chile, que em diversos aspectos construíram processos de justiça de transição mais vigorosos que o nosso, ainda não tinham dado um passo como esse. Também para eles, o exemplo pode ser inspirador. Para uma transição incompleta e autoritária, convém uma Comissão da Verdade permanente, que denuncie o Estado democrático como agente contínuo de violência social.


Joana Salém Vasconcelos
Joana Salém Vasconcelos, Professora, historiadora formada na USP e Mestra em Desenvolvimento Econômico pela UNICAMP











A mula e o avião - Aqui há uns anos...muitos, trabalhando eu num Hotel no Algarve, o proprietário do mesmo achou por bem mandar fazer um postal ilustrado para oferecer aos turistas que o frequentavam, durante a estadia e quando da sua partida.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A mula e o avião

A mula e o avião

Aqui há uns anos...muitos, trabalhando eu num Hotel no Algarve, o proprietário do mesmo achou por bem mandar fazer um postal ilustrado para oferecer aos turistas que o frequentavam, durante a estadia e quando da sua partida.

A ideia até era boa e inovadora. Na altura não havia muitas iniciativas de propaganda e a movida nos números dos hóspedes, sobretudo em época baixa, dependiam em grande escala dos contactos feitos com Agências de Viagens, normalmente de Lisboa.

O postal - estava disponível gratuitamente na portaria e normalmente davam-se vários à partida dos hospedes - tinha lá todas as referências ao estabelecimento que o tinha emitido e em tempo de pouca facilidade em ter fotografias diversas em postal, os turistas usavam-nos bastante.



Bem...a relação com esta foto está no seguinte: pediu-se a um arquitecto que desse uma ideia sobre o que deveria constar no postal porque as ideias eram muitas: desde mostrar o restaurante, meter cortados alguns quartos e salas - de reuniões e de estar- enfim, houve mesmo que desempatar porque o comum do pensamento dos mortais locais levaria à publicação de micro imagens às quais ninguém ligaria.

E foi peremptório, o arquitecto: tragam-me um carro de mula pintado de fresco, com um animal ajaezado respirando saúde e cheio de guizos e fotografa-mo-lo com a fachada do hotel em fundo, e é assim mesmo! E assim foi...

Agora os tempos mudaram e é rara a foto de Faro que não leva um avião sobrevoando ao fundo. Pudera... não só os tempos mudaram como o tal arquitecto já faleceu...


costeletas60.blogspot.pt