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segunda-feira, 30 de março de 2015

VENEZUELA COMO AMEAÇA À SEGURANÇA DOS EUA? ALGUMA COISA NÃO ESTÁ BATENDO CERTO

VENEZUELA COMO AMEAÇA À SEGURANÇA DOS EUA? ALGUMA COISA NÃO ESTÁ BATENDO CERTO

Putin e Maduro
Apesar de ser presidente de um dos países que mais promovem a insegurança e a instabilidade política no mundo, Barack Obama surpreendeu nessa segunda (9/3) com um comunicado onde denuncia a Venezuela de Nicolás Maduro como um país que representa “uma ameaça não usual e extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos”. E tudo por conta da suposta violação de direitos humanos promovida por militares venezuelanos, que enfrentam uma ameaça degolpismo de adversários políticos que, como no passado recente, contam com o apoio dos… Estados Unidos.
Tal medida da Casa Branca, bastante grave, parece desproporcional. Obama declarou “emergência nacional”, o que quer dizer que pode tomar medidas além das que forem determinadas pelo Congresso norte-americano. E tudo isso porque alguns oficiais venezuelanos presumivelmente exageraram no combate àqueles que pretendem derrubar o governo local? Pra mim existem outras razões mais plausíveis para as ameaças ianques.
Rússia ensaia uma aproximação militar com a Venezuela
Não é de hoje que a Rússia é uma das principais parceiras da Venezuela no continente americano. Só na área militar, existe um acordo que envolve a quantia de 11 bilhões de dólares em armamentos. Além de terem planos de abrir uma fábrica de armas e munições no país sul-americano, os russos já forneceram 24 caças de múltiplas funções Su-30MK2, 34 helicópteros Mi-17V-5, dez helicópteros Mi-26T e três helicópteros Mi-35M. Ano passado, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, chegou a afirmar que a Rússia teria uma base militar na Venezuela, mas logo a seguir as autoridades militares venezuelanas negaram.
Mas o certo é que há, desde o governo Chávez, uma aproximação entre Rússia e Venezuela, fato que certamente incomoda bastante a Casa Branca, especialmente hoje em dia, após o aumento das tensões entre Moscou e Washington na crise da Ucrânia.
Relatório de segurança nacional dos EUA deixa claro: Rússia é o maior inimigo
Publicado dia 7 de fevereiro, o relatório da estratégia de segurança nacional dos EUA para os próximos anos revelou que a Casa Branca concentrará seus esforços e recursos contra a Rússia. O documento permite, há três décadas, conhecer as prioridades e ameaças em política externa dos Estados Unidos. “Vamos impedir a agressão russa, permaneceremos atentos a suas capacidades estratégicas e, se for necessário, ajudaremos nossos aliados e parceiros a resistir à coação russa no longo prazo”, assinala o relatório de 29 páginas.
Ao que tudo indica, tendo em vista tal estratégia norte-americana e a aproximação russa com países latino-americanos no continente que consideram o seu “quintal”, especialmente com a Venezuela, a Casa Branca quer mandar um recado é para Vladimir Putin, não para Maduro.
Isso faz mais sentido do que alegar que a Venezuela representa uma ameaça “extraordinária” aos EUA por combater dissidentes internos.

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RELIGIÃO DO MEDO - Não me ocorre outra palavra para descrever o que acontece com os membros da seita cristã Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo do Santos dos Últimos Dias (IFSUD) nos Estados Unidos: escravidão.

RELIGIÃO DO MEDO

Elissa Wall
Não me ocorre outra palavra para descrever o que acontece com os membros da seita cristã Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo do Santos dos Últimos Dias (IFSUD) nos Estados Unidos: escravidão. E isso fica bem claro na narrativa biográfica de Elissa Wall (imagem acima) em seu livro Inocência Roubada, que acabo de ler.
Elissa foi nascida e criada dentro dessa seita poligâmica. Sua mãe fora dada a seu pai, de acordo com os costumes, pelo profeta, a autoridade máxima que, entre outras funções, arranja casamentos seguindo supostas revelações de Deus. O livro relata a infância de Elissa numa casa repleta de irmãos – somente de sua mãe ela tinha 11 irmãos e 12 irmãs, fora os das outras duas esposas de seu pai – e descreve uma rotina absolutamente controlada pela religião.
Homens e mulheres entregam igualmente o destino de suas vidas ao profeta, tanto com relação ao casamento, quanto a decisões básicas sobre o que poder fazer nas horas de lazer. Mas as mulheres são muitos mais dominadas, e o profeta exige delas subserviência, obediência cega e entrega total. É sem sombra de dúvidas, uma das mais extremas religiões patriarcais, misóginas e machistas que existem hoje, totalmente elaborada para colocar os homens em total posição de privilégio em relação às mulheres.
Isso só é possível porque, criadas desde pequenas na cultura fundamentalista da IFSUD, as mulheres acreditam piamente que a salvação de suas almas está atrelada a ser uma esposa submissa a seus maridos. O reino do céu não está garantido a elas diretamente, mas sim apenas como acompanhante de maridos, desde que elas tenham sido obedientes o suficiente.
Elissa Wall, repentinamente, soube que seria obrigada a se casar aos 14 anos de idade com seu primo de primeiro grau. E a partir daí o livro relata toda a angústia de uma jovem que luta desesperadamente para fugir desse destino arranjado, sem o menor sucesso, pois a opinião das mulheres sobre suas próprias vidas não vale absolutamente nada naquela cultura de submissão.
Pra resumir a história, Elissa conhece um outro rapaz e foge com ele, e é incentivada pelas autoridades a denunciar todos os abusos que sofreu no casamento por cumplicidade do profeta Warren Jeffs. O profeta é condenado a 10 anos de prisão e Elissa vive a sua vida normalmente.
Pra alguém, como eu que já tem enormes implicâncias com todo tipo de religião, ler esse livro é um exercício de autocontrole, devido a minha completa indignação com os relatos de abusos, lavagem cerebral e ignorância a que os membros da IFSUD estão expostos. Mas o que realmente me deixa frustrado não é essa realidade, e sim que as religiões monoteístas do mundo inteiro praticam o mesmo tipo de controle sobre seus seguidores, embora de forma bem mais suavizada. Por isso, pode parecer que os católicos e os evangélicos não passem por esse tipo de situação, mas passam sim. São doutrinados, são controlados, induzidos a pensar de acordo com a cabeça de terceiros, e fazem tudo isso pelo medo do que vem após a morte.
Por isso que as sociedade mais avançadas aos poucos abandonam essas ilusões escravizantes, enquanto que em outros lugares, mais pobres, menos educados e portanto terrenos potenciais para seitas salvadoras, elas proliferam.
O único lugar onde essa caracterização não se aplica, é justamente nos Estados Unidos, onde a educação é relativamente elevada, a cultura científica está muito bem assentada, e ainda assim, existem bolsões de ignorância religiosa, como a IFSUD.
Espero que o tempo represente a decadência de todas essas religiões.

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HISTÓRIA DO BRASIL - DITADURA SÁDICA: O CASO ORLANDO SABINO

DITADURA SÁDICA: O CASO ORLANDO SABINO

Orlando Sabino
Daqui a poucos dias, no próximo dia 1º de abril (e não em 31 de março, como os saudosos gostam de afirmar, constrangidos) completar-se-ão 51 anos do famigerado golpe empresarial-militar no Brasil. De modo geral, o episódio do golpe e alguns de seus desdobramentos mais evidentes são conhecidos de grande parte da população brasileira. Mas ainda há diversos fatos que, devido ao caráter secreto das ações e da falta de liberdade de imprensa de então, permanecem nas sombras, sendo muito vagarosamente divulgados ao conhecimento da opinião pública. Certamente é o caso do infeliz Orlando Sabino, e seu drama cruel vivido nos anos 70, em Minas.
Assassinatos em série no Triângulo Mineiro
Dinastia das SombrasEm 2006, o recentemente falecido jornalista Carlos Alberto Luppi publicou uma ficção com base em fatos reais chamada Dinastia das Sombras – O homem que matou Jesus Cristo, que acabo de ler. Pessoalmente achei a obra muito decepcionante, por conta do enredo emaranhado em épocas e lugares diferentes, mudando em saltos pra frente e pra trás o tempo todo, além do formato típico de diário, com cabeçalho de datas e locais em seções curtas, repleto de citações literais retirada dos autos do caso. Confesso que, quando comprei o livro, esperava uma saga movimentada, ao estilo Código Da Vinci com um cenário tupiniquim – o que seria algo interessante por si mesmo – conforme o prometido na orelha do livro: “por trás dos acontecimentos, a revelação de um poder das sombras, formado por homens e mulheres que compõem uma das faces mais cruéis dessa história, ligado a ordens secretas que ainda hoje influenciam a vida política e empresarial…”
O que de bom o livro traz mesmo é a história real de um dos crimes mais sádicos cometidos pela ditadura empresarial-militar brasileira. O caso de Orlando Sabino, conhecido no começo dos anos 70 como O Monstro do Triângulo Mineiro, por ser condenado como culpado pelos assassinatos em série que ocorreram na região no ano de 1972, passando quase 40 anos preso num manicômio de Barbacena por conta disso.
Na verdade, o pobre Orlando Sabino, negro, doente mental, analfabeto, sem parentes localizáveis, serviu perfeitamente de bode expiatório numa trama da polícia mineira junto com o Exército, que pretendia desviar a atenção da opinião pública da caça aos comunistas e ocupação militar que pretendiam promover na região, rota dos guerrilheiros do Araguaia.
Crimes além da capacidade do suposto criminoso
Logo que foi divulgada a prisão de Orlando em 1973 e as pessoas puderam saber os detalhes dos crimes e quem era de fato o Monstro de Capinópolis, ficou claro que aquele sujeito não poderia ser o autor de crimes tão cruéis e sofisticados, (apesar de, confuso, ter assumido a culpa em todos os depoimentos) em várias regiões do Triângulo Mineiro, alguns com espaço de minutos entre eles. Ainda mais porque a perícia de então, corajosamente, divulgou que os assassinatos foram cometidos com arma de calibre 44, exclusivo das Forças Armadas.  
Certamente, Orlando Sabino foi usado impiedosamente pelos militares na busca de seus fins. Mais um típico exemplo de uma era onde o Estado de Direito inexistente permitia abusos inacreditáveis de uma instituição repressiva e cruel, que não se furtava a usar vidas humanas inocentes para seus intentos. Que as pessoas hoje possam ser capazes de conhecer tais episódios lamentáveis antes de pedir a volta dos militares ao poder.

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A menina e o geladinho - Todos os dias, mas todos, absolutamente todos os dias obrigam-nos a lamber uma qualquer notícia vinda da capital do Império, os Estados Unidos da América

A menina e o geladinho



Todos os dias, mas todos, absolutamente todos os dias obrigam-nos a lamber uma qualquer notícia vinda da capital do Império, os Estados Unidos da América, também conhecido por terras do Tio Sam ou o país dos gringos que espalham o terror por todos os continentes.

Hoje, além de um incêndio, vejam bem, a importância que tem para nós um incêndio lá onde os autóctones que restaram do massacre vivem em reservas, também fomos prendados com uma ligeira escorregadela do presidente Obama ao sair do avião de regresso de férias onde jogou golfe. O Presidente ia caindo, mas não caiu… uf!

Mas a notícia para que fomos alertados desde o início do telejornal e nos deixou em sobressalto referia-se a uma menina que às quatro da manhã apanhou um autocarro para ir comprar um gelado.

A menina está de boa saúde e eu acabei de almoçar tranquilo e feliz.

Entretanto não vi, não ouvi nem li nos nossos mídia de “referência” a notícia de que um comando armado atacou as instalações da “Petróleos de Venezuela, S.A." (PDVSA) onde se perderam 80 mil barris de petróleo e 1200 milhões de pés cúbicos de gás. A sombra dos inimigos do povo venezuelano com sede provavelmente nalguma reserva de índios, não interessa a ninguém.


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Casamento africano e suas tradições África, o continente com mais civilizações antigas, com as culturas mais diversas, repleta da enorme diversidade que a caracteriza..., tudo isto naturalmente se reflete nas tradições que dizem respeito ao casamento.

Casamento africano e suas tradições



África, o continente com mais civilizações antigas, com as culturas mais diversas, repleta da enorme diversidade que a caracteriza..., tudo isto naturalmente se reflete nas tradições que dizem respeito ao casamento.




· A maioria das regiões africanas que celebram o casamento tem por base uma premissa: a família. Um casamento africano é isso mesmo: a celebração do conceito da família através da união de duas pessoas; a junção de duas famílias e por vezes até de duas tribos.

· África - o continente da diversidade - apresenta muitas religiões e muitas crenças. Existem mais de 1.000 unidades culturais e cada tribo tem a sua própria tradição relativamente ao casamento. As maiores religiões de África são o Cristianismo e todas as suas diversidades, o Islamismo, Religiosa-Étnica, Não-Cristã, Hinduísmo e Baha’i. No norte de África o Islamismo está mais presente e mais para o sul surge o Cristianismo, o Hinduísmo e até algumas tradições Judaicas misturadas com outros costumes antigos

· As festas coloridas, a música e as danças são elementos fundamentais de um casamento africano. Tudo depende da parte de África onde o casamento é celebrado, mas muitas cerimónias de casamento podem durar dias, sendo extremamente elaboradas. Por vezes, existem cerimónias conjuntas onde diversos casais são casados ao mesmo tempo. O casamento pode ser algo bastante elaborado, envolvendo uma festa na comunidade que pode durar dias, cheia de dança.

· Tal como no restante mundo, o casamento em África é um acontecimento que envolve a família e a junção de duas pessoas. Existem muitas tradições relativas ao casamento em África e nenhuma é igual a outra. Contudo, existe algo em comum, a noiva tem sempre um papel especial sendo sempre tratada com o respeito devido pois ela significa uma nova possibilidade de continuar a família. Em alguns locais, a família do noivo chega a mudar-se para a vila da noiva e monta a sua casa lá.

· Em muitos locais de África, as mulheres são ensinadas desde crianças a serem boas esposas, chegando a aprender linguagens secretas passadas pelas anciãs mais velhas para poderem apenas comunicar acerca dos problemas do casamento, sem que os maridos percebam o que elas dizem. Os noivos, em geral, são preparados desde cedo para serem parceiros ideais. Em algumas tribos os mais idosos reúnem-se com a noiva e dão-lhe sábios conselhos para um casamento feliz. Muitas raparigas vão para escolas onde mães mais velhas as ensinam como ser boas esposas.

Etiópia

Na Etiópia, a povoação Karo decora as suas noivas com tatuagens no abdómen com diferentes símbolos.

Na tribo Amhara, muitos casamentos são negociados pelas duas famílias, com uma cerimónia civil a selar o contrato. Por vezes um sacerdote está presente, outras vezes não. Existe um casamento temporário celebrado através de um contrato verbal antes de ser realizado o casamento em frente às testemunhas.

Kenya

O povo Massai do Kenya faz acordos entre eles relativamente ao destino das suas crianças. Usualmente uma criança está destinada a casar com outra quando chegar à idade apropriada. No casamento, as mulheres são casadas com homens que não conhecem, usualmente muito mais velhos que elas. A noiva recolhe todos os seus bens, e é vestida com as mais finas jóias. Durante a cerimónia o pai da noiva cospe na sua cabeça e peito como sinal da sua bênção; depois a noiva parte com o seu marido para a sua nova casa sem olhar para trás, pois reza a lenda, que se assim não fizer ela transformar-se-á em pedra.
O povo Swahili do Kenya banha as noivas em óleos de sândalo e tatuam henna nos seus pés e mãos. Uma mulher mais velha dá instruções à noiva sobre como ser uma boa esposa, como agradar e fazer sentir bem o seu marido. Por vezes, esta mulher mais velha esconde-se por debaixo da cama dos recém-casados para o caso de serem necessárias instruções adicionais.
Noutra parte do Kenya a maior festa do casamento é a Kupamba, que surge na noite depois do casamento, sendo basicamente um exibir da noiva às mulheres. Nesta festa só estão mulheres, sendo uma festa onde elas podem remover os seus véus, e podem exibir umas às outras os seus magníficos vestidos e penteados, tornando a festa quase numa competição entre mulheres, pois um bom marido providencia boas roupas e boas jóias à sua mulher para que ela as possa exibir às outras.

Nigéria

Os Wodabee da Nigéria cortejam as primas para casar. Os rapazes usam amuletos poderosos para demonstrar o seu encanto às suas primas. Se existirem 2 primos que pretendam a mesma mulher a mulher escolhe um deles, sendo o outro primo convidado a ser amigo do casal e a frequentar a sua casa, e por vezes até a sua cama!

Namibia

O povo Himba da Namíbia rapta a noiva antes da cerimónia do casamento e coloca-lhe uma espécie de coroa de noiva feita em pele. Depois da cerimónia ela é levada à casa da família onde esta a informa das suas novas responsabilidades de casada, e depois ela é besuntada de manteiga para lhe demonstrar que foi bem aceite na família.

Sudão

No povo Neur do sul do Sudão, o noivo tem de pagar 20 a 40 cabeças de gado à família da sua noiva e o casamento só é considerado completo depois da mulher ter dado à luz 2 filhos. Se a mulher não conseguir dar à luz, ele pode pedir o retorno das cabeças de gado. No entanto, se o marido falecer, a família do noivo deverá providenciar um irmão do falecido à viúva e este deverá adoptar as crianças do seu irmão como suas.


Fonte: O Nosso Casamento
civilizacoesafricanas.blogspot.pt

Hoje vamos falar de uma tradição de casamento bem diferente do que estamos acostumados a ver, trata-se dos costumes no





Conhecida por ser a região do planeta com maior quantidade de civilizações antigas, a África é um continente de extensa diversidade étnica, cultural e social. Existem milhares de tribos diferentes, cada uma com seus costumes, crenças e histórias. Tudo isso, naturalmente, é refletido nas tradições relacionadas ao casamento.

Embora muitas dessas tradições sejam completamente diferentes entre si , e algumas sejam consideradas inaceitáveis em determinadas regiões, existem questões e detalhes em comum nos casamentos celebrados no continente.


Para muitos povos africanos, a preparação do casamento começa ainda na juventude, e uniões arranjadas são comuns. Homens e mulheres recebem orientação para se tornarem parceiros ideais. No caso delas, há algumas que chegam até mesmo a frequentar escolas especiais, onde aprendem a ser boas esposas e como se comunicar entre si acerca dos problemas familiares sem que os maridos percebam o que dizem.
Assim como em outras regiões do mundo, o casamento africano é um evento que celebra a família e a união de duas pessoas. Em alguns locais, toda a comunidade é envolvida na comemoração, e a noiva é vista como a responsável pela continuidade do povo.



A maioria dos casamentos celebrados na África não tem registro legal e, muitas vezes, nem cerimônia religiosa. Apenas a celebração e o cumprimento dos costumes são suficientes para que a sociedade passe a aceitar e tratar um homem e uma mulher como casados.
CELEBRAÇÕES



Muita cor, música e danças: esses são os elementos principais de um típico casamento africano.  Porém, dependendo da região em que o casamento é realizado, as cerimônias podem durar dias e serem extremamente elaboradas. Há também os casamentos coletivos, onde diversos casais são casados ao mesmo tempo.
Na data marcada pelo noivo e sua família, os convidados se dirigem pela manhã ao local da cerimônia, geralmente na casa da noiva, para o inicio da celebração. A família no noivo senta de um lado, enquanto que a família da noiva senta-se do outro lado.
A  cerimônia tem início com uma oração e apresentações e esta é feita pela pessoa mais velha da família do casal.
A família dos noivos começa apresentando o dote e os outros itens da lista, um por um. A negociação é feita e fechada da melhor forma possível para as ambas as famílias. Nessa etapa a noiva não está presente, apenas o noivo, porém este se mantém calado e todo o processo é feito através de uma pessoa designada pela família.
Uma vez que toda a negociação é finalizada, a noiva aparece para que o noivo a reconheça como tal, e após essa confirmação, a noiva confirma, mediante a três intervenções de seu pai, se ela realmente concorda com o casamento.  No final de todo o ritual, o noivo coloca o anel na mão da noiva e podem enfim beijar e abraçar a noiva.
Mais orações são feitas e as bênçãos finais dadas. Uma grande festa é oferecida aos convidados com muita comida, bebida e musica até o anoitecer. 


Veja algumas das diferenças nas tradições dos casamentos africanos, de acordo com as regiões em que são realizados:
ANGOLA
Em razão dessas características, o matrimônio tradicional angolano é um evento que, muitas vezes, envolve mais aspectos econômicos e sociais do que o relacionamento amoroso entre duas pessoas. Assim, o pedido de casamento é um processo bem mais importante do que a cerimônia ou a união em si.
“alambamento” é uma tradição muito forte em Angola, que persiste até os dias de hoje. Esse processo é iniciado quando o noivo ou sua família enviam uma carta à família da noiva, manifestando interesse no casamento. A aprovação da família é fundamental para que a matrimônio se concretize. Por isso, esse pedido formal é muito importante.
O responsável por cuidar do alambamento é o tio da noiva, que escolhe uma data para que o futuro marido peça a mão de sua sobrinha pessoalmente. O tio também é responsável por confeccionar uma lista com itens que o noivo deve providenciar até esse dia. Em geral, a lista é composta por uma quantia de dinheiro, engradados de cerveja e refrigerante, animais, ouro e sapatos para a família.
No dia estipulado, o noivo deve ir até a casa de sua futura esposa para se apresentar formalmente e anunciar o início do pedido de casamento. A lista de itens exigidos é lida em voz alta para que o pai da noiva concorde com seu conteúdo. Em seguida, o noivo apresenta os itens que juntou. Caso todas as exigências tenham sido cumpridas, as famílias imediatamente se reúnem para marcar o "grande dia" e providenciar outros detalhes do evento.
Há uma grande festa em comemoração ao “alambamento”, com música, dança e bebidas (as mesmas providenciadas pelo noivo). A cerimônia de casamento em si costuma ser bem mais simples. Muitas vezes, ela se torna até desnecessária, uma vez que os noivos passam a ser considerados marido e mulher assim que os itens da lista de pedidos do tio são aceitos pela família da noiva.
ETIÓPIA
A tribo “Karo” decora suas noivas com tatuagens no abdômen que contem diferentes símbolos, de acordo com a história de vida da noiva e sobre o casamento.
Na tribo “Amhara”, muitos casamentos são negociados pelas duas famílias. A cerimônia civil sela o contrato, esta pode ter um sacerdote presente ou não. Existe também o casamento temporário, que é feito através de um acordo verbal antes de ser realizado o casamento em frente às testemunhas.
GANA
A cerimônia do casamento de Gana é uma cerimônia tradicional, onde o noivo acompanhado por sua família formalmente pede a mão da noiva em casamento na presença de familiares, amigos e simpatizantes. A tradicional cerimônia é um rito necessário comum de casamento para todos os casais de Gana. Porém nos dias de hoje, a maioria dos casais também realizam o casamento em uma igreja ocidental, além da cerimônia de casamento tradicional.
NAMÍBIA
O povo Himba da Namíbia rapta a noiva antes da cerimônia do casamento e coloca-lhe uma espécie de coroa feita em pele. Depois da cerimônia ela é levada à casa da família onde passará a morar e recebe suas novas responsabilidades de casada. Depois ela é besuntada de manteiga para lhe demonstrar que foi bem aceite na família.  
NIGÉRIA
Os Wodabee da Nigéria cortejam as primas para casar. Os rapazes usam amuletos poderosos para demonstrar o seu encanto às suas primas. Se existirem 2 primos que pretendam a mesma mulher, esta escolhe um deles, sendo o outro primo convidado a ser amigo do casal e a freqüentar a sua casa, e por vezes até a sua cama! 
QUÊNIA
Para a tribo Massai, os noivos são escolhidos pelos familiares e já estão predestinados desde criança. No casamento, as mulheres são casadas com homens que não conhecem, usualmente muito mais velhos que elas. A noiva recolhe todos os seus bens, e é vestida com as mais finas jóias. Durante a cerimônia, o pai da noiva cospe na sua cabeça e peito como sinal da sua bênção; depois a noiva parte com o seu marido para a sua nova casa sem olhar para trás, pois reza a lenda, que se assim não fizer ela transformar-se-á em pedra.
O povo Swahili banha as noivas em óleos de sândalo e tatuam henna nos seus pés e mãos. Uma mulher mais velha dá instruções à noiva sobre como ser uma boa esposa, como agradar e fazer sentir bem o seu marido. Por vezes, esta mulher mais velha esconde-se por debaixo da cama dos recém-casados para o caso de serem necessárias instruções adicionais.
Em outras regiões do Quênia, a maior festa do casamento é a “Kupamba” realizada na noite após o casamento, sendo basicamente criada para exibir a noiva para as outras mulheres da tribo. Esta festa é exclusiva para as mulheres onde os homens não podem entrar, pois nela os véus são retirados e as mulheres poderão exibir seus pentados e jóias, o que a torna uma verdadeira competição. Segundo eles a mulher que possui melhores jóias é a que tem melhor marido.
Para o povo Samburu o casamento é uma serie de rituais elaborados. Se inicia pela preparação dos presentes do noivo (duas cabras, dois brincos de cobre, um recipiente para leite, uma ovelha) e de presentes para a cerimônia. O casamento é finalmente celebrado quando um touro entra na cabana onde está a noiva e sua mãe, e este é morto.
SENEGAL
Nas tradicionais cerimônias de casamento desta região da África, os pais do noivo envia o seu filho mais velho para a cada dos pais da noiva, e junto com ele o dote (que pode ser em dinheiro, carros ou até casas). Os pais da noiva a consultam para saber se ela aceita tal união. Após a confirmação as duas famílias escolhem e marcam a data do casamento. Um dia antes da data escolhida, a família do noivo promove uma festa para a noiva e para prepará-la para viver com sua nova família. O casamento é realizado na casa do noivo. Os pais recebem os convidados com comida e bebidas não alcoólicas, enquanto esses trazem presentes em dinheiro, bebidas, açúcar ou especiarias.
SUDÃO
No povo Neur do sul do Sudão, o noivo tem de pagar de 20 a 40 cabeças de gado à família da sua noiva e o casamento só é considerado completo depois de a mulher ter dado à luz 2 filhos. Se a mulher não conseguir dar à luz, ele pode pedir o retorno das cabeças de gado. No entanto, se o marido falecer, a família do noivo deverá providenciar um irmão do falecido à viúva e este deverá adotar as crianças do seu irmão como suas.
ZIMBABUE
Na tribo Shona, o casamento é um processo que pode durar vários meses. O noivo paga um dote para casar, porem quem decide a data é a noiva, e esta não avisa ao marido, ou seja, a data é um segredo. Acompanhada de seus parentes ela caminha até a aldeia do noivo coberta de branco da cabeça aos pés, ninguém poderá ver seu rosto. Enquanto caminha, a família dança e solta sons ululantes e preparam uma festa improvisada.
A noiva coberta, percorre toda a vila ao passo que moradores e familiares jogam dinheiro aos seus pés e cantam musicas sobre casamentos felizes. Ela é consuzida por sua mãe, até a casa da justiça, uma espécie de cartório, onde tira o véu. Sua família e os demais presentes a vê pela primeira vez e uma grande festa com comida, bebida e muita dança é servida até o amanhecer. 


CURIOSIDADES
  • Na Mauritânia, noroeste da Africa, é comum as meninas serem obrigadas a engordar para conseguir se casar. Veja mais nessa matéria aqui
  • No norte de África o Islamismo está mais presente e mais para o sul surge o Cristianismo, o Hinduísmo e até algumas tradições Judaicas misturadas com outros costumes antigos.
  • Em algumas regiões africanas, o noivo é investigado a fundo a fim de descobrir motivos que possam negativar o pedido de casamento. Tais investigações vão desde verificar se a família do noivo possui alguma doença crônica ou deficiência genética, passa pela pesquisa de antecedentes criminais de sexuais, se o noivo possui filhos legítimos de outro casamento e até testes para ver se o noivo possui bom caráter e é bem dotado sexualmente. 
  • Mulheres que não podem ter filhos assumem o papel de homem em relacionamentos homossexuais no Quênia, veja a matéria completa aqui.
E já que não consegui muitas imagens, segue alguns vídeos de casamentos tipicamente africanos: 

Casamento Africano realizando em Maryland, nordeste dos Estados Unidos. 




Interessante esse video de um casamento legitimo realizado na Africa.
Reparem que o tapete do cortejo é com panos das pessoas da comunidade. Prestem atenção, assim que a noiva passa eles retiram o pano e colocam na frente para contruir o caminho da noiva, trabalho em grupo minha gentem ... 



Mais um vídeo de um casamento africano, com explicações das crenças e tradições(em inglês)



Gostaram?

Eu até gostei do casamento nos EUA, mas quem gosta de motivos tribais, que tal trazer a África para o seu casamento. Tem até um Buffet em SP que toda a infra estrutura é pensada para um evento com essa temática, veja só:


Para maiores informações, acesse Buffet Afrikan House. Eu já fui e super recomendo.

alinezana.blogspot.pt

INCLÚI 3 VÍDEOS - Ao completar 93 anos, o PCdoB comprova seu caráter revolucionário

Ao completar 93 anos, o PCdoB comprova seu caráter revolucionário

    

Em mensagem aos comunistas, o presidente Nacional do PCdoB, Renato Rabelo, comemora os 93 anos do Partido e ressalta que ao longo destas nove décadas o PCdoB comprovou não só seu compromisso com as lutas mais candentes, mas também com a construção de uma sociedade ainda mais avançada. Ou seja, "Ao completar 93 anos, o PCdoB comprova seu caráter revolucionário".

Joanne Mota e Toni C., da TV Vermelho
   
Nessa mesma linha, a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB/RJ), destaca que "o Partido, desde a sua criação, foi um parâmetro para a democracia do país. Nossa legenda sempre esteve na linha de frente das principais lutas. Ao lado dos movimentos sociais, do movimento sindical, bem como dos setores mais avançados da sociedade, o PCdoB contribuiu para o avanço positivo de diversas lutas nacionais e internacionais. É um orgulho fazer parte deste front".

A senadora Vanessa Granziottin também comemora a data. Em declaração à TV Vermelho, fala sobre a importância histórica, mas também sobre as novas gerações que se enfileiram no Partido. "A juventude e as mulheres assumem um papel fundamental, pois eles ajudam a escrever a história do Brasil, a história da democracia, a história de luta dos direitos dos trabalhadores".

Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários Bahia e Sergipe (Feeb) e Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia e membro do Comitê Central do PCdoB também saúdam os comunistas de todo o Brasil e destacam que: "O PCdoB é um Partido de todas as lutas, um protagonista na luta pela liberdade, democracia e justiça social.


Acompanhe as mensagens:










*Colabou Eliz Brandão, Lais Gouveia, Liderança do PCdoB na Câmara e a TV Vermelho - Bahia.




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HUMOR - É JUSTO

É JUSTO






























apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt