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quarta-feira, 25 de março de 2015

Presidente eleito do Sindicato dos Magistrados diz que Pinto Monteiro não queria investigações a poderosos

Presidente eleito do Sindicato dos Magistrados diz que Pinto Monteiro não queria investigações a poderosos

O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) ainda não tomou posse, mas lança já uma forte acusação. António Ventinhas diz que Pinto Monteiro não apoiava investigações a pessoas poderosas.

É uma acusação direta ao antigo Procurador-Geral da República Pinto Monteiro.

O recém-eleito presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Ventinhas, diz que o antigo PGR não apoiava investigações a pessoas poderosas e que muitos procuradores envolvidos em processos mediáticos enfrentavam processos disciplinares.

Na entrevista à jornalista da Antena 1 Cristina Santos, António Ventinhas afirma que o Ministério Público tem agora mais apoio por parte da Procuradoria. Algo que não acontecia no tempo de Pinto Monteiro.

Quanto ao estado da máquina judicial em Portugal, o sindicalista alerta para a falta de magistrados e funcionários e diz que há tribunais a funcionar em serviços mínimos.

O novo conselho diretivo vai pedir uma audiência à ministra da Justiça, desde logo por entender que estatutos das magistraturas que não se adequam à nova organização judicial.

António Ventinhas venceu no último sábado as eleições para a presidência do SMMP. Na entrevista à rádio pública, remata que a falta de recursos é nesta altura um dos maiores problemas do novo mapa judiciário.

CUIDADO, PORTUGUESES...O seu NIB pode ser usado para pagar contas de outros O seu NIB pode estar a ser usado indevidamente para pagar contas de outrem, com recurso ao débito direto.

CUIDADO, PORTUGUESES...








Débito direto 

O seu NIB pode ser usado para pagar contas de outros
O seu NIB pode estar a ser usado indevidamente para pagar contas de outrem, com recurso ao débito direto.

Preste atenção ao seu extrato bancário. A Rádio Renascença dá voz, esta terça-feira, a uma portuguesa que percebeu estar a pagar, indevidamente, contas de alguém que usou o seu número de identificação bancária para autorizar um débito direto.
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A situação é mais recorrente do que se possa pensar, especialmente depois de harmonização bancária na União Europeia ter retirado responsabilidades aos bancos. Desde agosto do ano passado que os acordos são celebrados exclusivamente entre o fornecer do serviço e o cliente, sem interferência da entidade bancária.

“Havia três movimentos, que somam praticamente 100 euros, que não estavam identificados com nenhuma transação que nós tivéssemos feito nem com nenhuma autorização de débito. Era um senhor de Cascais, que tinha dado o nosso NIB para fazer o débito direto do serviço que ele estava a usufruir da MEO”, contou à Renascença Margarida Henriques, que gere uma associação desportiva.

“Qualquer pessoa chega à internet, tira um NIB, põe aquele NIB como seu e a entidade credora não tem nada que ateste que aquele NIB é da pessoa. A partir daqui, tudo pode acontecer”, lamentou.

Ouvida pela mesma rádio, a jurista da Deco Carla Varela explicou que o uso abusivo dos dados de outra pessoa consubstancia um ilícito criminal e deixou alguns conselhos.

Em primeiro lugar, é importante que dê os seus dados ao menos número de pessoas possível, como forma de prevenção. Caso detete alguma irregularidade, cancele imediatamente a ordem de débito direto (pode fazê-lo no multibanco) e denuncie a sua situação à entidade bancária e ao Banco de Portugal.




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Brasil: “O PT causou um tremendo dano à imagem de toda a esquerda na América Latina” - “A esquerda do PT ainda não mostra suficiente presença para capturar os eleitores desencantados, razão pela qual temo que a partir destes escândalos ressurjam os partidos de direita, e os que querem privatizar a Petrobrasvão utilizar a corrupção para privatizá-la. O PT causou um tremendo dano, não apenas para seus próprios eleitores, mas, sobretudo, para a imagem de toda a esquerda e o progressismo na América Latina.

Brasil: “O PT causou um tremendo dano à imagem de toda a esquerda na América Latina”

“O PT causou um tremendo dano à imagem de toda a esquerda na América Latina”
Entrevista com James Petras


“A esquerda do PT ainda não mostra suficiente presença para capturar os eleitores desencantados, razão pela qual temo que a partir destes escândalos ressurjam os partidos de direita, e os que querem privatizar a Petrobrasvão utilizar a corrupção para privatizá-la. O PT causou um tremendo dano, não apenas para seus próprios eleitores, mas, sobretudo, para a imagem de toda a esquerda e o progressismo na América Latina. Deixa seu eleitorado desorientado e faz o jogo do imperialismo”, critica o sociólogo James Petras, professor emérito de Sociologia na Universidade Binghamton, em Nova York.

A entrevista é de Efraín Chury Iribarne, transmitida pela rádio CX36 Centenário e publicada por Rebelión, 11-03-2015. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Bom dia, James Petras. Tudo bem?

Estou muito bem, há uma onda de calor aqui e a temperatura subiu três graus. A primavera está próxima.

Que bom, está melhorando, então. Comecemos a falar sobre os problemas raciais nos Estados Unidos.

Iniciemos com a celebração do 50º aniversário de uma marcha em Alabama, um Estado muito racista, que foi um momento determinante, porque a partir desta marcha e dos ataques policiais surgiu o direito que garante o voto aos afro-americanos. Então, hoje é uma marcha comemorando a vitória política que os afro-americanos alcançaram há 50 anos. Contudo, um dos problemas dos participantes é a presença do presidente Barack Obama, que apesar de sua origem afro-americana as coisas retrocederam para o povo, especialmente para o afro-americano.

Percebemos o quanto suas rendas baixaram, a taxa de desemprego se multiplicou, o desemprego dos negros jovens atinge 80% em sua cidade de origem, Chicago. Aumentou a distância entre a renda dos brancos e a dos negros, etc. Por isso, é algo muito hipócrita da parte de Obama participar da comemoração dos avanços dos negros, uma vez que seu governo significou um período de retrocesso e sem propostas novas para melhorar as condições dos afro-americanos.Obama é um afro-americano de pele, mas a essência de sua política é orientada para favorecer o grande capital branco, concentrado em Wall Street.

No Brasil a Justiça continua atuando no caso Petrobras e todo o Congresso brasileiro foi acusado. Qual a sua leitura deste fato?

Poderíamos dizer várias coisas. Primeiro, que o governo de Dilma Rousseff – como mencionamos em anteriores colunas – adotou uma política muito reacionária. O que eles chamam de ‘ajuste fiscal’ não passa de cortes nos programas sociais, aposentadorias, salários, programas de apoio à pobreza, etc. Ou seja, os avanços que as classes populares conseguiram retrocederam e o governo deu peso a Joaquim Levy – como ministro encarregado da Economia –, um neoliberal fanático, para que leve adiante tais cortes. Então, enquanto o povo é golpeado, a presidente Rousseff pede paciência ao povo. No entanto, a paciência não se alcança com tanta ruína. Eu espero que as pressões de baixo, as greves e marchas, sejam aceleradas. E enquanto o governo se fragiliza do lado popular, também está sendo golpeado pelo judiciário nacional e internacional.

Descobriram que membros da Petrobras pagavam mais de cem milhões em propinas, quase a maioria dos funcionários e deputados do PT estão envolvidos. É um Partido de corruptos, e todos os que pensam que o PT tem algo a ver com os trabalhadores se deparam com estes fatos. Os banqueiros na Suíça, por exemplo, possuem contas de intermediários que cobravam as propinas, e depois repassavam para os deputados. Os Deputados do PT e seus aliados no governo já são milionários, cobraram tantas propinas que possuem duas, três casas, uma, duas amantes, e três ou quatro carros de luxo. São oligarcas em todo sentido e perderam o respeito e a legitimidade entre a maioria. Não há dúvida que no próximo período irão sofrer muitas punições, tanto judiciais, prisões, expulsões e acima de tudo a ruína total do partido, a imagem do PT como um partido de centro-esquerda, porque não há nada de progressista com os corruptos.

E a combinação de corrupção acima e cortes abaixo irá desgastar o Partido dos Trabalhadores, e acredito que nas próximas eleições irão sofrer golpes contundentes. O problema é que a esquerda do PT ainda não mostra suficiente presença para capturar os eleitores desencantados, razão pela qual temo que a partir destes escândalos ressurjam os partidos de direita, e os que querem privatizar a Petrobras vão utilizar a corrupção para privatizá-la.

O PT causou um tremendo dano, não apenas para seus próprios eleitores, mas, sobretudo, para a imagem de toda a esquerda e o progressismo na América Latina. Deixa seu eleitorado desorientado e faz o jogo do imperialismo. Sendo assim, os defensores e intelectuais do PT que por muitos anos falaram das medidas progressistas, agora estão calados, estão abandonando o barco que está se afundando. No entanto, o prejuízo já está dado, e devemos avisar os observadores e comentaristas de esquerda que não devem ser tão cegos, mudos e surdos no futuro, quando nós, da esquerda, começamos a advertir que o PT não era o que apresentava ao eleitorado.

Isto pode prejudicar seus parceiros do Mercosul?

Acredito que irá atingir aos parceiros por várias razões. O que chama de “ajuste fiscal” irá baixar a produção no Brasil e, portanto, as exportações e importações. A baixa de produção no Brasil vai prejudicar a economia de consumo e atingirá as importações que vem do Brasil. Atingirá os vínculos com petróleo e gás e fragilizará a capacidade dos parceiros de ter acesso a uma economia como a brasileira. Acredito que terá um impacto negativo sobre os parceiros. Mas, quero acrescentar que a corrupção no Brasil está envolvendo os bancos na Europa – Suíça e Londres – e em Nova York, que estão fazendo o trabalho sujo de lavar o dinheiro dos corruptos no Brasil. Todos os bancos europeus estão envolvidos. Os petrocratas (N. da R.: denomina-se petrocracia a casta que dirige a sociedade e que é a dona do petróleo e o gás) no Brasil possuem seus sócios em Nova York, Londres e Suíça, que os ajudam a esconder os fundos que conseguiram ilegalmente no Brasil. Os grandes lavadores estão em Londres, que vendem casas luxuosas e imóveis aos especuladores e Deputados no Brasil. Há implicações internacionais nisto.

Nesses dias, como está o cerco contra a Rússia?

Bom, não se pode dizer que houve qualquer mudança. Se não é uma coisa é outra. Quando morreu Boris Nemstov, toda a imprensa burguesa no mundo ocidental e alguns autointitulados progressistas – como La Jornada do México – acusaram a (Vladimir) Putin. Uma vez que a polícia descobriu os cinco envolvidos no assassinato, disseram que não foram apenas esses, mas que também há mais envolvidos nisto e que a Polícia não busca a fundo os autores intelectuais. Então, qualquer coisa que a Rússia faça a respeito deste assassinato não conforma os opositores do mundo ocidental. Primeiro acusam a Rússia de agressão, depois de assassinato, depois a acusam de não investigar a fundo. E diante de cada coisa, dá-se o mesmo. A Rússia busca soluções e negociações de paz na Ucrânia; depois a Rússia começou realmente a fazer uma campanha nacional e internacional para capturar os assassinos, depois está aprofundando as investigações para descobrir os que estão por trás deste assassinato.

O mundo ocidental busca em qualquer instância e de qualquer forma demonizar Putin e a Rússia, e fragilizar esse governo, porque querem conseguir o poder que tinham na Rússia, nos anos 1990, quando nos governos de (Boris) Yeltsin podiam roubar milhares de milhões do país. E Nemstov fazia parte desta quinta coluna na Rússia, tinha o apoio de menos de 10%, quando o chamam de “político opositor popular”, mas nenhuma pesquisa registra, nos últimos anos, algo além de 10% de apoio das pessoas.

Do outro lado, as agências de pesquisa, hoje, dão 85% de apoio a Putin. No mundo ocidental este senhor Nemstov tinha mais apoio do que na Rússia, tinha mais apoio em Paris, Londres e em Nova York do que na Rússia. Ninguém o levava a sério, porque era um dos autores do grande calote na Rússia, nos anos 1990, e depois teve um papel de emissário dos golpistas ucranianos. É uma figura nefasta, pior, servia a muitos interesses no mundo ocidental como um instrumento para fragilizar a Rússia e agir como uma quinta coluna para as forças imperialistas.


Fonte:


Sanções por violações aos direitos humanos na Venezuela? É o petróleo, estúpido! - "Obama e seus publicistas não podem enganar a ninguém. Isso não tem nada a ver com os direitos humanos, a liberdade e a democracia, como pregam em Washington, coisas pelas quais o império não costuma zelar.

Sanções por violações aos direitos humanos na Venezuela? É o petróleo, estúpido!

Sanções por violações aos direitos humanos na Venezuela? É o petróleo, estúpido!
por Atilio Borón



"Obama e seus publicistas não podem enganar a ninguém. Isso não tem nada a ver com os direitos humanos, a liberdade e a democracia, como pregam em Washington, coisas pelas quais o império não costuma zelar."

"É o petróleo, estúpido!"

Washington aplica sanções contra a Venezuela como represália por supostas violações aos direitos humanos cometidas a partir da ofensiva sediciosa de fevereiro de 2014 e que custou 43 vidas.

Segundo o inspirador da lei promulgada por Obama, o senador Bob Menéndez – um homenzinho a serviço da máfia anticastrista de Miami imerso em uma densa trama de processos judiciais por tráfico de influências, prostituição de menores, tráfico de pessoas, etc – a nova legislação era um triunfo para o povo venezuelano. O único problema é que parece que este não a entende assim, porque segundo a consultora Hinterlaces “64% dos venezuelanos rechaça que o Governo dos EUA imponha sanções a funcionários venezuelanos”, mesma posição adotada por organismos defensores dos direitos humanos e várias organizações regionais da América Latina e Caribe.

Além disso, chama a atenção a inconsistência do critério de Obama: primeiro, porque a sanção ignora que a maior parte das vítimas da violência desencadeada (com aprovação e apoio escancarado da Casa Branca) são chavistas ou funcionários das forças de segurança ou da justiça da República Bolivariana e que o governo de Nicolás Maduro processou e conseguiu condenar os membros da polícia ou da guarda nacional responsáveis por esses atos (coisa que os Estados Unidos não fizeram com os policiais que nos últimos tempos assassinaram a sangue frio afro-americanos ou latinos, nenhum dos quais está preso).

Segundo, que não utiliza o mesmo discurso para sancionar os funcionários civis e militares da Colômbia, responsáveis pela morte não de 43, mas de quase 6 mil civis entre 2000 e 2010; ou os governantes e forças de segurança de Honduras, que desde o golpe de 2009 mergulharam esse país em um interminável banho de sangue; para não falar dos responsáveis pelo “desaparecimento” de 26 mil pessoas no México em anos recentes e o crime perpetrado contra os 43 estudantes em Ayotzinapa. Se o fundamento da sanção é a violação dos direitos humanos (e suponhamos que isso tenha acontecido na Venezuela), por que se penaliza esse país enquanto que se recompensa com ajuda militar e apoio político Colômbia, Honduras e México?

Obama e seus publicistas não podem enganar a ninguém. Isso não tem nada a ver com os direitos humanos, a liberdade e a democracia, como pregam em Washington, coisas pelas quais o império não costuma zelar.

É o petróleo, estúpido!



Fonte e Tradução do Diário Liberdade


CANTEM-LHE MAIS UM HINO ! - MAIS CASAS E TERRENOS DE SÓCRATES



Delegação negociadora da Frente Polisario reúne com Christopher Ross


Delegação negociadora da Frente Polisario reúne com Christopher Ross




A delegação negociadora da Frente Polisario com Marrocos manteve hoje, terça-feira, uma reunião de trabalho com o Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, Christopher Ross, que se encontra em visita de três dias aos acampamentos de refugiados saharauis.

Em declarações após o encontro realizado na Casa dos Hóspedes, o membro da delegação negociadora da Frente Polisario, Ahmed Boukhari, explicou que a atual visita se realiza antes da apresentação do relatório ao Conselho de Segurança da ONU no próximo mês de abril, sublinhando que “a presença de Ross nos acampamentos de refugiados saharauis demonstra o compromisso da ONU na procura de uma solução pata o conflito do Sahara Ocidental”.

Boukhari afirmou que “é hora de exercer a pressão necessária sobre Marrocos para o cumprimento da legalidade internacional. Todos os países têm a convicção de que é Marrocos quem obstaculiza os esforços de solução”.

Aquele dirigente destacou que a parte saharaui “apresenta uma ampla gama de temas, incluída na descolonização do território que requer a aplicação das leis pertinentes com o objetivo de organizar um referendo livre e justo, assim como a situação nas zonas ocupadas, insistindo que a ONU deve examinar a necessidade da vigilância dos direitos humanos nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental”.


Fonte: SPS

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ESTE MERECE "UMA CARGA DE PANCADA"!!!!!!!!! PRIMEIRO, MANDA-OS EMBORA DE PORTUGAL...E AGORA, ISTO! - Passos Coelho "Depois de tanto tempo" jovens já têm oportunidades em Portugal O primeiro-ministro considerou que hoje os jovens portugueses encontram em Portugal oportunidades depois de "tanto tempo" sem as encontrarem e reafirmou a necessidade e "ambição" de ter mais jovens a concluir o ensino superior.

ESTE MERECE "UMA CARGA DE PANCADA"!!!!!!!!! PRIMEIRO, MANDA-OS EMBORA DE PORTUGAL...E AGORA, ISTO!


Passos Coelho "Depois de tanto tempo" jovens já têm oportunidades em Portugal
O primeiro-ministro considerou que hoje os jovens portugueses encontram em Portugal oportunidades depois de "tanto tempo" sem as encontrarem e reafirmou a necessidade e "ambição" de ter mais jovens a concluir o ensino superior.



Lusa

 24 de Março de 2015 | Por Lusa



Em Braga, para a apresentação do Livro Branco da Juventude, Pedro Passos Coelho admitiu que a juventude foi "particularmente penalizada" com as dificuldades financeiras que o país atravessou e explicou que as projeções para o futuro devem ser feitas com "soluções duradouras" que impeçam o regresso dos tempos de crise.
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O primeiro-ministro reafirmou assim a necessidade de Portugal ter finanças públicas "sólidas" e que dessa forma o futuro será de uma "progressão muito mais rápida".

"Se tivemos durante muitos anos jovens que não encontraram em Portugal as oportunidades adequadas temos hoje, cada vez mais, jovens que encontram oportunidades cá e que entendem que Portugal pode ser um bom destino até para jovens de outras nacionalidades", defendeu Pedro Passos Coelho.

Para o chefe do executivo, a "ambição" passa por haver cada vez mais jovens a frequentar o ensino superior.

"Precisamos de ser mais ambiciosos, de levar mais jovens para o ensino superior e precisamos que eles saiam com graus de qualificação cada vez mais elevados e que isso corresponda nas empresas que os podem vir a colher mais capacidade e desempenho e dê crescente valor ao que fazemos", frisou.

Segundo o líder do Governo, os "jovens foram particularmente penalizados por este tempo de crise" e quando se projeta o futuro o melhor a fazer "é encontrar soluções duradouras que impeçam que problemas desta natureza se voltem a colocar".

Por isso, enfatizou a necessidade de continuar com as contas públicas equilibradas.

"Vivemos uma época em que precisamos, reafirmo, de ter Finanças Públicas sólidas para não pôr em causa o futuro como aconteceu no passado recente mas precisamos também de acrescentar a isso uma ambição grande para o futuro", disse.

Aliás, sobre o futuro, Passos afirmou esta manhã que as reformas são para continuar e que "tudo o que existia antes" não pode ser reposto ao mesmo tempo, tendo voltado a insistir numa mensagem de esperança.

"Nós precisamos ainda de levar mais longe as reformas estruturais que estamos a fazer, nomeadamente ao nível do próprio Estado, porque se não podemos repor tudo o que existia antes, que é como quem diz, se não podemos remover todas as medidas extraordinárias de um dia para o outro temos de o fazer gradualmente e enquanto o vamos fazendo nós temos de ir encontrando espaço para que a dívida do Estado não aumente gradualmente, pelo contrário", afirmou o líder do Governo esta manhã.

Agora, e perante uma plateia de jovens, Passos optou por deixar mais uma mensagem de esperança.

"Estou convencido que os próximos anos serão de uma progressão muito mais rápida do que muitos pensam", afirmou.



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A Rússia de Pútin – nem anjo nem demónio - "a análise concreta da situação histórica concreta atual no mundo deve conduzir-nos a reconhecer claramente, no domínio da política internacional, que a Rússia é também um país capitalista, dominado pelos oligarcas e uma burocracia de Estado que está completamente ligada a eles; a estabelecer uma diferença clara entre a Rússia e as grandes potências imperialistas e a considerar como perigo principal para a paz e o progresso social, a política de domínio mundial do imperialismo norte-americano e dos seus acólitos imperialistas da NATO e da UE."

A Rússia de Pútin – nem anjo nem demônio

A Rússia de Pútin – nem anjo nem demônio
Willi Gerns*


"a análise concreta da situação histórica concreta atual no mundo deve conduzir-nos a reconhecer claramente, no domínio da política internacional, que a Rússia é também um país capitalista, dominado pelos oligarcas e uma burocracia de Estado que está completamente ligada a eles; a estabelecer uma diferença clara entre a Rússia e as grandes potências imperialistas e a considerar como perigo principal para a paz e o progresso social, a política de domínio mundial do imperialismo norte-americano e dos seus acólitos imperialistas da NATO e da UE."

Reflexões para uma análise marxista da política russa112

Tendo como pano de fundo os acontecimentos atuais na Ucrânia, vivemos hoje nos países imperialistas uma campanha de ódio antirrussa quase sem precedentes. Na Alemanha, faz recordar de modo terrível os anos da ditadura nazi e da Segunda Guerra Mundial, assim como os do apogeu da guerra fria (na época, sob a forma de antissovietismo). As ondas sonoras desta campanha têm mesmo um certo eco em pessoas de esquerda. Ao contrário, encontra-se também, em reação a esta corrente, um apoio incondicional à política russa que não tem em conta as relações de classe. Nem uma nem outra destas abordagens pode ser comunista.

Relações de propriedade e de poder na Rússia

Enquanto marxistas, ao analisarmos a política de um Estado, partimos da questão de saber qual é a ordem social, quais são as relações de propriedade e de poder em vigor nesse país, quais são os interesses de classe que determinam essa política. Esforçamo-nos também, através de uma «análise concreta de uma situação concreta 113» (Lenine), por perceber qual o papel atual deste país no contexto político mundial.

Assim que aplicamos estes princípios à Rússia de hoje, temos de fazer as constatações seguintes. A Rússia é um país capitalista no qual a maior parte dos meios de produção passou para as mãos de detentores privados de capital na sequência da contrarrevolução antissocialista. O que domina neste sector é a propriedade roubada pelo clã dos oligarcas. Paralelamente, apesar das extensas privatizações, ainda encontramos um grande setor de propriedade estatal ou mista de meios de produção e meios financeiros. Sempre que se trata de empresas estratégicas nestes setores, o Estado dispõe ainda de uma maioria de controlo.

O poder político é exercido por uma elite dominante, na qual o poder da burocracia superior do Estado se alia cada vez mais ao poder econômico de certos clãs de oligarcas. Em alusão ao órgão do poder supremo na União Soviética, os autores de um estudo publicado em 2012 na internet 114 sobre o mecanismo de poder no regime de Pútin, designam o seu nível superior como o «Politburo 2.0». Esta quase instituição do poder coletivo, segundo os autores – os politólogos russos Evgueni Mitchenko (presidente da holding Mitchenko Consulting) e Cyril Petrow (dirigente da secção de análise do Instituto Internacional de estudos superiores de política) –, ter-se-ia formado ao longo dos anos 2000 a seguir à redistribuição dos recursos dos pequenos clãs de oligarcas, a partir da destruição dos impérios mediáticos e da liquidação de uma grande parte das chefias regionais.

O presidente Pútin apareceu sob a forma de árbitro e de moderador. O chefe de Estado exercia igualmente um controlo direto sobre os contratos do gás a longo prazo, a direção do sector energético e os bancos estratégicos. São os membros deste grau superior do poder, e também das posições políticas e econômicas, e os seus sócios mais próximos que são designados como «candidatos ao Politburo 2.0».

A referência ao Burô político do comité central do PCUS é excessiva. Nessa altura tratava-se do mais alto grau de um sistema de poder assente numa base econômica completamente diferente, mesmo oposta. Entretanto, a descrição que este estudo faz da união, como nó do sistema, entre o poder político do Estado e o poder econômico de certos clãs de oligarcas particularmente próximos do Kremlin é, apesar de tudo, pertinente. Pode, pois, falar-se – a despeito de todas as particularidades – de uma variante do capitalismo monopolista de Estado na Rússia.

A Rússia, um país imperialista ?

O marxismo-leninismo considera o capitalismo monopolista de Estado como uma variante do desenvolvimento do estágio imperialista do capitalismo. É por essa razão que queremos abordar brevemente a questão de saber se, e em que medida, as características essenciais do imperialismo que Lenine descreveu na sua obra O Imperialismo estágio supremo do capitalismo se aplicam ao capitalismo russo de hoje.

Não há qualquer dúvida de que aí se encontram as características econômicas fundamentais que são citadas na obra de Lenine. Especialmente, a existência do domínio dos monopólios que desempenham um papel determinante na vida econômica; a fusão do capital bancário e do capital industrial e a criação de uma oligarquia financeira na base do capital financeiro; também o papel cada vez mais importante desempenhado pelo capital de exportação. 

Contudo, é também necessário ter em conta as particularidades russas. Enquanto o domínio dos monopólios nos países imperialistas clássicos foi o resultado de longos processos históricos de concentração e centralização do capital, na Rússia de hoje ele é o resultado de um processo criminoso relativamente curto em que grandes fatias da propriedade do povo foram pilhadas na altura da contrarrevolução antissocialista. Além disso, o capital oligárquico desenvolveu-se então em estruturas ainda mais poderosas – pela concentração e centralização. Também na Rússia o capital bancário e industrial se fundiu, como mostra indubitavelmente a existência de conglomerados, e uma poderosa oligarquia financeira nasceu. A tendência para o desenvolvimento dos investimentos diretos russos no estrangeiro mostra que o capital de exportação desempenha um papel cada vez mais importante. Isto é visível no território russo como no estrangeiro, por força do entrelaçamento com o capital internacional. Em conclusão: a Rússia de Pútine é um país capitalista no qual os fundamentos econômicos do capitalismo monopolista – um imperialismo com certas particularidades – existem claramente.

No que se refere à política da Rússia, é necessário fazer uma distinção entre política interna e externa e também entre dois níveis da política externa.

A política interna é determinada pelos lucros e interesses do poder da classe dominante descritos mais acima. Está orientada, por um lado, para a criação de condições favoráveis à exploração o mais eficaz possível da classe operária russa, mas também, por outro lado, para o reforço da estabilidade do regime através quer de concessões sociais, quer de uma política musculada.

Além disso, o posicionamento ocasionalmente positivo a respeito da herança da União Soviética serve também para conseguir a vinculação de frações importantes do povo russo ao regime de Pútin, frações que se sentem orgulhosas da superpotência soviética como apogeu da história russa. Este orgulho exprime-se mesmo também, numa certa medida, em frações da classe dominante, em particular naqueles que, como Pútin, são originários do grupo dos silowiki, os que usavam farda. Contudo, isso não tem nada a ver com simpatia pelo socialismo. Reflete hoje posições nacionalistas russas, uma aspiração a uma Rússia capitalista forte.

Dois aspectos na política externa russa

Na política externa, o primeiro aspecto diz respeito ao que se chama na Rússia o estrangeiro próximo. Quer-se dizer com isso as relações com os Estados que sucederam à União Soviética, excluindo os Estados bálticos. O regime de Pútin prossegue aí uma política de longo prazo de reintegração sob a direção russa. O pivô dessa política é a união aduaneira entre a Rússia, a Bielorrússia e o Kazaquistão, que será transformada numa comunidade econômica euroasiática e depois numa união euroasiática. A esse nível, verificam-se nas relações da Rússia com os seus parceiros mais fracos práticas que fazem lembrar os métodos imperialistas. Trata-se, entre outras, da pressão econômica repetida sobre a Bielorrússia para obrigar os seus dirigentes a entregar a propriedade de Estado bielorrussa à multinacional Gazprom e a abrir a porta de entrada dos oligarcas russos na economia bielorrussa.

Os Estados Unidos, a NATO e a União Europeia querem impedir a todo o custo uma reintegração das antigas repúblicas soviéticas. A Rússia deve ficar limitada às suas próprias fronteiras e, simultaneamente, cercada militar e economicamente através de tratados de associação entre a UE e os Estados sucessores da União Soviética e pelo prosseguimento do alargamento da NATO a leste. É este o pano de fundo da crise ucraniana actual.

O segundo aspecto da política externa russa diz respeito à política mundial. Ao contrário dos Estados Unidos e dos seus acólitos da NATO, não se pode esperar agora nem num futuro próximo ambições de domínio mundial por parte da Rússia. As relações de forças necessárias, de resto, não existem para tal domínio. A Rússia de Pútin procura antes opor-se às ambições de domínio mundial do imperialismo norte-americano, uma ordem mundial multipolar. Com este objetivo, existe uma grande concordância entre a posição da Rússia e os interesses da China e dos outros BRICS, e também com os de outros países. Entende-se que esta posição é objetivamente do interesse da paz e do progresso social.

A tomada em consideração das afirmações de Lenine sobre a existência de diferentes variantes da política capitalista e imperialista, assim como a análise da situação concreta antes e depois da Segunda Guerra mundial, permitiram à União Soviética, apesar de todas as contradições com as potências ocidentais imperialistas, reconhecer na Alemanha imperialista o perigo principal para a URSS e para a humanidade. Isso foi fundamental na luta da União Soviética pela sua segurança coletiva e tornou possível, no concreto e apesar de todas as dificuldades, a coligação anti-hitleriana, fator significativo da vitória sobre a Alemanha nazi.

Estou convencido de que a análise concreta da situação histórica concreta atual no mundo deve conduzir-nos a reconhecer claramente, no domínio da política internacional, que a Rússia é também um país capitalista, dominado pelos oligarcas e uma burocracia de Estado que está completamente ligada a eles; a estabelecer uma diferença clara entre a Rússia e as grandes potências imperialistas e a considerar como perigo principal para a paz e o progresso social, a política de domínio mundial do imperialismo norte-americano e dos seus acólitos imperialistas da NATO e da UE.


* Willi Gerns é colaborador da revista Marxistische Blätter. Este artigo e o seguinte são
traduzidos do alemão.


Notas:

112 Este artigo foi publicado pela primeira vez em Unsere Zeit, em junho de 2014, p.12.

113 Lénine, «O comunismo», Obras, t. 31, p. 168.

114 Ver www.mitchenko.ru/analitika. Este estudo foi discutido de forma pormenorizada no 
 
número de Unsere Zeit de 14 de Setembro de 2012.





Fotos inéditas do Osama Bin Laden mostram a vida no seu esconderijo Fotos inéditas do Osama Bin Laden mostram vida em um dos seus muitos esconderijos. As fotos foram divulgadas pelo site britânico Daily Mail.

Fotos inéditas do Osama Bin Laden mostram a vida no seu esconderijo

BAPTISTA BASTOS - O insulto - Portugal estrebucha na miséria, com fome e sem esperança. 25.03.2015 00:30 Num conclave do PSD, Passos Coelho apareceu na defesa da ministra Maria Luís, a qual, dias antes, trémula de orgulho, afirmara, à puridade, que o Governo tinha os cofres cheios de dinheiro.

BAPTISTA BASTOS

O insulto 

Portugal estrebucha na miséria, com fome e sem esperança. 
Num conclave do PSD, Passos Coelho apareceu na defesa da ministra Maria Luís, a qual, dias antes, trémula de orgulho, afirmara, à puridade, que o Governo tinha os cofres cheios de dinheiro. E Passos, muito feliz, acrescentou: ao contrário do que sucedia com o Governo anterior. Como o têm dito economistas de todas as cores, a verdade não é esta, e a teoria da bancarrota só faz sentido para quem é mentiroso, e usa o imbróglio como lança para alcançar ou permanecer no mando. Infelizmente, este Governo, com as práticas demonstradas ao longo de quatro anos pavorosos, repletos de escândalos, de confrontos com a própria noção de república, tem sido, é, o maior aborto democrático e o mais grave insulto a todos nós. Os próprios conceitos sociais-democratas têm sido espezinhados por este grupo que trepou ao poder. Um livro indispensável, ‘Tratado sobre os nossos actuais descontentamentos’, de Tony Judt (Edições 70/2010), devia ser leitura recomendada aos jovens militantes do PSD. Porém, desconfio de que poucos o terão lido, inclusive Passos Coelho, cujos interesses culturais e curiosidades literárias são-nos completamente desconhecidos. Talvez estejamos no turbilhão de uma profunda mudança, cujas conveniências escapam ao modelo de humanismo no qual, mal ou bem, temos vivido. Inclino-me a admitir o facto. Mas também não conjecturo um grupo de serventuários tão inepto e iletrado como este a servir essa transformação. Se o faz, desobedecendo ou ignorando as leis da convivência social e da cordialidade mais rudimentares, dá como resultado a frase execranda de Maria Luís e o apoio despudorado de Pedro Passos Coelho. Portugal estrebucha na miséria, com fome, sem esperança e sem norte, e aqueles dois bolçam em nós o critério do cofre cheio, como no tempo do Salazar. Com, entre outras, uma diferença: o Salazar era um conhecedor da língua, por frequentador diurno e nocturno do Padre Vieira, e aqueles que tais nem sabem quem este foi. A pátria está dividida, mas o desvio de vida e de consciência acabará, talvez mais cedo do que se pensa, e o episódio Passos Coelho e os seus, não serão mais do que isso mesmo: um episódio. Nefasto, bem entendido, mas episódio, circunscrito a um tempo em que a mentira vicejou.

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AS ESCULTURAS SURREALISTAS DE ELLEN JEWETT MESCLAM PLANTAS E ANIMAIS

A artista Ellen Jewett refere-se a sua obra escultórica como "escultura surrealista de história natural", uma mistura de plantas, animais, e, ocasionalmente, estruturas ou objetos feitos pelo homem. Sua obra está profundamente conformada por uma extensa experiência em antropologia, ilustração médica, cuidados com animais exóticos e até animação stop-motion; todos os quais acentuam a estrutura biológica de cada peça, enquanto libera a imaginação do espectador para perseguir idéias mais abstratas.

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As esculturas surrealistas de Ellen Jewett mesclam plantas e vida animal 01
Com o tempo, Ellen tornou-se mais focada na minimização de materiais e passou a confiar mais no espaço negativo, como informação que permeia suas obras:

- "Acho que minhas esculturas estão evoluindo para que tenham maior presença emocional usando substância menos física", disse ela. Além disso, Ellen evita quaisquer meios potencialmente tóxicos, como tintas, esmaltes e acabamentos, optando por usar mais materiais naturais e de origem local.

  - "Isso, inevitavelmente, exclui a maioria do que é comumente disponíveis comercialmente, e envia-me em uma jornada de combinação de materiais originais e inventivos".

Ao empregar estes materiais mais incomuns, e deixando propositais vestígios de impressões digitais e outras leves imperfeições Ellen espera que seu trabalho deixe uma impressão mais autêntica.


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Fonte: Colossal.


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Banco de Portugal: A resolução nunca seria pior que a alternativa, a liquidação - O governador do Banco de Portugal está, nesta terça-feira, na comissão parlamentar de inquérito ao "caso" BES/GES e revelou que há sete candidatos à compra do Novo Banco.

Banco de Portugal: A resolução nunca seria pior que a alternativa, a liquidação

O governador do Banco de Portugal está, nesta terça-feira, na comissão parlamentar de inquérito ao "caso" BES/GES e revelou que há sete candidatos à compra do Novo Banco. 
© Hugo Amaral/Observador
O governador do Banco de Portugal voltou ao Parlamento para se defender, em parte das críticas de Ricardo Salgado, e para explicar a atuação da sua administração. A resolução do BES, diz, nunca seria uma pior solução que a única alternativa que diz que existia, a liquidação. Já sobre a questão do papel comercial, Carlos Costa defende-se dizendo que se as responsabilidades passassem-se para o Novo Banco tal seria ilegal.
Em mais uma longa audição, Carlos Costa fez notar o seu cansaço com este processo. Durante a resolução, diz, perdeu os poucos cabelos pretos que ainda tinha, e defendeu a sua equipa. “Os meus colegas aqui foram heróis”, disse.
“Eu não roubei nada a ninguém. O Banco de Portugal não roubou nada a ninguém. O Banco de Portugal salvou a estabilidade financeira deste país. Se o Banco de Portugal se tivesse acobardado a 03 de agosto este país estaria muito mal”, disse o governador, acrescentando ainda a mágoa pelas manifestações dos clientes do papel comercial que teve à porta de sua casa: “É óbvio que me custa muito alguém que vá para a porta da minha casa a chamar-me gatuno. Foi a pior coisa que me chamaram em toda a vida”.
Durante a audição, Carlos Costa não anunciou uma solução concreta para ressarcir os clientes do papel comercial subscrito aos balcões do Banco Espírito Santo (BES), mas manifestou abertura para negociar com os subscritores. O governador do Banco de Portugal responde, pela segunda vez, na comissão parlamentar de inquérito ao BES e a questão dos investimentos realizados em instrumentos de dívida de empresas do Grupo Espírito Santo (GES), entre as quais a ESI e a Rioforte, por clientes de retalho do banco, não qualificados, deverá estar no centro das questões a lançar pelos deputados.
Outra das questões do dia, depois da audição na mesma comissão pelas 09:00 de Carlos Tavares, o líder do Banco de Portugal disse não querer alimentar uma guerra com a CMVM, mas que foi o Banco de Portugal que esteve no terreno.
Carlos Costa anunciou ainda que o Banco de Portugal recebeu sete propostas não vinculativas para a aquisição do Novo Banco. A instituição vai agora avaliar um número restrito para passar à próxima fase do processo, mas Carlos Costa não quis revelar a identidade dos interessados.
O governador desmentiu Ricardo Salgado e disse que o Banco de Portugal teve contacto apenas um contacto com um dos fundos que alegadamente queria entrar no capital do BES, a Blackstone, e de caráter preliminar. A Blackstone queria uma garantia do Estado para assegurar os depósitos acima de 100 mil euros, o que é incompatível com as regras de ajudas de Estado da União Europeia.
O governador do banco central já esteve na comissão em 17 de novembro de 2014 e, nessa data, revelou que o entidade supervisora já tinha instaurado processos à gestão de Ricardo Salgado relacionados com avaliação do risco na emissão de papel comercial vendido a clientes de retalho, a ocultação de dividas e as relações entre o BES e o BES Angola, entre outras iniciativas.