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segunda-feira, 23 de março de 2015

A FOTO DO DIA


A CORRUPÇÃO PAPAL QUE FEDE - O Chefe da Igreja Católica Romana foi, no passado sábado a Nápoles, Itália, e fez uma acirrada crítica à Máfia local, ele, como chefe de gangue, que vive da lavagem de dinheiro e do branqueamento de capital daquela instituição criminosa há dezenas de anos.

A CORRUPÇÃO PAPAL QUE FEDE


1 - A hipocrisia papal ultrapassa todas as medidas.

O Chefe da Igreja Católica Romana foi, no passado sábado a Nápoles, Itália, e fez uma acirrada crítica à Máfia local, ele, como chefe de gangue, que vive da lavagem de dinheiro e do branqueamento de capital daquela instituição criminosa há dezenas de anos.

Numa chamada «vista pastoral», o homem que dirige a maior instituição capitalista corrupta do Mundo ocidental, a par da Wall Street norte-americana, o Banco do Vaticano, tem a lata de proferir com a maior desfaçatez: *A corrupção fede e a sociedade corrupta fede. Um cristão que deixa entrar a corrupção em si, não é cristão, fede*.

"Caros napolitanos, - falou, enchendo o peito balofo e corrupto de ar - não deixem que roubem suas esperanças. Não cedam à tentação de dinheiro fácil. Reajam com firmeza às organizações que se aproveitam e corrompem os jovens, os pobres, os necessitados, com o cínico comércio da droga e com outros crimes. Não deixem que a juventude seja aproveitada por essa gente", criticou Francisco.

Bento XVI e o chefe político da Máfia, Giulio Andreotti

Merecia somente o desprezo este paleio papal se não fosse grave a corrupção mafiosa que percorre todo o sistema católico: financeiro, social e, até político!!!!

3 – Desde os tempos do Papa Paulo VI, que se tem conhecimento documental da ligação directa do Vaticano com a MÁFIA.

O principal conselheiro económico do desaparecido Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana chamava-se Michele Sindona e era o elo de ligação entre as Máfias italiana e norte-americana e o IOR, o Banco do Vaticano, controlando parte do sistema financeiro daqueles nos Estados Unidos.

Foi *suicidado* numa prisão de máxima segurança de Itália, naturalmente à ordem dos seus patrões – laicos e religiosos.

Estávamos nos tempos da falência do banco da Igreja Católica de Milão, o Ambrosiano, cujo Presidente Roberto Calvi foi enforcado numa ponte em Londres, em 1982, cuja investigação policial veio a demonstrar que foi estrangulado num terreno baldio localizado perto e depois pendurado para que se admitisse como tendo sido um suicídio.

De todo o processo – judicial e parlamentar – italiano veio a conclui-se que o Banco Ambrosiano, cujo acionista dominante era o IOR, o banco central da Santa Sé, era um dos principais meios de lavagem de dinheiro da MÁFIA, e apoiava a manobras golpistas e terroristas da loja maçónica Propaganda Due – P2, onde pontificavam alguns dos principais cardeais, políticos, comandantes das unidades militares, dos serviços secretos e das finanças e policiais.

(Roberto Calvi era um homem de confiança do Papa Paulo VI, desde os tempos que ele fora o arcebispo primaz de Milão).

3 – Durante o reinado do Papa João Paulo II, o Banco do Vaticano foi um instrumento privilegiado da interpenetração do capital católico com o capital judeu de Wall Street.

Foi dos fundos do IOR que o Papa Paulo II utilizou, indiscriminadamente e sem prestar contas, mais de 300 milhões de euros, em associação com a Administração norte-americana, para sabotar a ligação da Polónia à antiga União Soviética.

Ligação que ainda hoje se mantém com os principais actuais dirigentes polacos.

4 – Os temas laudatórios de todos os Papas contra a corrupção são sempre desmentidos ao longo destes anos pelas auditorias e investigações (forenses ou judiciais).

Após a falência do Ambrosiano e de uma hipotética bancarrota do IOR, o Papa de então, ainda João Paulo II, socorreu-se dos bancos da OPUS DEI, nomeadamente, BBVA, SANTANDER, SABADELL, POPULAR, PASTOR e outros para refinanciar e gerir as finanças vaticanas.

Paulo VI e o fundador do OPUS DEI

O IOR – e os sistema bancários e de seguros seus associados – entrou no campo da pura especulação bolsista, que era apanágio do crescimento do lúmpen capital financeiro nos meandros sinistros e mafiosos da Santa Sé.

Na primeira década deste século, ascendeu, pois, no poderio bancário do Vaticano o OPUS DEI – com correspondência directa no aumentos dos seus hierarcas cardeais na Cúria.

É, neste intervalo, que para liderar o IOR é chamado um senhor chamado Ettore Gotti Tedeschi, que chefiava o SANTANDER em Itália.

Agudizam-se as *guerras* de poder nos corredores do Palácio Papal. Estava em causa o controlo de toda a corrupção e jogo de influência económica-política, não só em Itália, mas no mundo, incluindo os EUA.

Tedeschi elabora, então, um dossiê, que, formalmente, deveria ser secreto, mas que o jornal italiano Corriere dela Sera tornou público em Junho de 2012.


O relatório com cerca de 200 páginas, que enquadravam dezenas e dezenas de mails, apontamentos à mão, páginas de agenda com números precisos, locais de encontros e reuniões.

O jornal italiano refere mesmo que parte das informações vindas a público continuam contas cifradas dos grupos mafiosos que utilizaram o Banco do Vaticano, bem como dados assinalados sobre depósitos com chorudas comissões ilegais pagas por empresas a importantes funcionários internos e políticos italianos.

Ora, este dossiê que Tedeschi montara, para o caso de poder vir a ser *suicidado* veio a cair nas mãos da Justiça Italiana.
A Santa Sé ficou de calças na mão e actuou de imediato, com a arrogância, que lhe é habitual.

Emitiu mesmo um comunicado manifestado a *sua surpresa e preocupação*, mas fez valer logo as ameaças sobre a magistratura, sublinhando que espera que sejam tidas em conta «a máxima confiança nas prerrogativas soberanas reconhecidas à Santa Sé pela legislação internacional» e como tal essas prerrogativas, assinadas no tempo do fascista Mussolini, «sejam adequadamente respeitadas» pelas autoridades do país.

(Claro o aviso era para aqueles – autoridades - que recebiam os bónus dos envelopes da caridade papal).

O dossiê, sublinha o jornal italiano, contem todo um conjunto de documentos que mostram que o apadrinhamento da corrupção permanece dentro da Cúria romana e que Gotti Tedeschi se sentia impotente para modificar o estado de coisas.

Admitia que o IOR conteria um valor de cinco mil milhões de euros, que diziam respeito a umas 44  mil contas que não conseguiam ser controladas, pois estavam nas mãos de hierarcas eclesiásticos e muito poucas de entidades privadas.

Este dossiê já teria sido elaborado, depois do Papa, agora demissionário, Bento XVI ter emitido, em 2010, uma lei que exigia a transparência financeira, que não era posta em prática.

Tedeschi foi substituído pelo aristocrata alemão Ernest von Freyburg, membro proeminente de uma das Ordens mais secretas e endinheiradas da Igreja Católica, a Ordem de Malta.

Freyburg foi proposto pelos cinco cardeais que superintendem o IOR e provem do principal Estado financiador do Vaticano, a Alemanha.

Além do mais é o dirigente dos estaleiros controlados pelo dinheiro do Vaticano o «Blohm+Voss Group».

5 – Este trajecto de corrupção não é um desvio, inconsciente, de meia dúzia de sacerdotes que fugiram ao seu *catecismo* ideológico.

É uma acção, programada, estimulada e enquadrada desde sempre pela Igreja Católica desde que teve acesso directo ao poder económico – naturalmente ao político.

Está, perfeitamente, retratado por um dos seus homens da economia e das *batinas negras* corruptas que o fez público ao mandar entregar a sua documentação a um jornalista italiano anos atrás.

E o jornalista, Gianluigi Nuzzi, transformou esse desejo em livro, deu *voz* ao documentos de um fiel servidor da Igreja Católica Apostólica Romana.

Não era um mero sacerdote, era um alto dirigente da Cúria Papal e da administração do IOR. 

Chamava-se monsenhor Renato Dardozi, economista e homem dos grandes negócios vaticanistas.

Faleceu em 2003, e deu autorização de publicação do que sabia e tinha documentado, após a sua morte.

Nuzzi colocou parte em livro e chamou-lhe *Vaticano S.A.*, que saiu em 2009, sem qualquer desmentido formal do Papa, do IOR ou da própria Santa Sé.

Referindo-se ao Vaticano, Nuzzi escreve: "o silêncio protege toda a sua economia, e, portanto, também os negócios mais discutíveis que caracterizam a vida financeira da Igreja Roma. O silêncio protege a relação de confiança com os fiéis, evitando assim os estragos do passado mais recente. Enfim, o silêncio é indispensável para que o grupo de cardeais possa consolidar o poder que eles próprios representam, sobretudo, depois dos escândalos da Banca Privata Italiana, de Michele Sindona, do Ambrosiano, de Roberto Calvi e do IOR com o arcebispo Paul Marcinkus".

É a revista portuguesa Sábado, que sublinha já em Junho de 2012, o que continuam a serem "os negócios obscuros do banco secreto do Vaticano".

Acusando taxativamente: "Tem ligações à máfia, à política e às ilhas Caimão. Os titulares das contas são anónimos e tudo o resto é segredo. Uma das poucas coisas que se sabe é que aceita depósitos em barras de ouro".

6 – O novo Papa, um jesuíta, procurou mudar a estrutura dirigente do sistema financeiro do Vaticano, o IOR.

A grande penetração negocial dos jesuítas está centrada nas América e, curiosamente, na América do Norte. 

Eles têm bases accionistas e de poder nos grandes bancos dos Estados Unidos da América, e, em grande maioria, no sistema educacional, de saúde, e hospitalar de toda a região.

No conjunto, o Vaticano controla ou mexe os cordelinhos em cerca de 10 por cento do sistema bolsista especulativo internacional, cujo centro, apesar das mudanças que se estão a produzir no Mundo, está centrado em Wall Street.

Foi, precisamente, ao movimento especulativo bolsista que o actual Sumo Pontífice Francisco, o novo cara alegre de uma tentativa de lavagem da face negra e sinistra da corrupção papal, foi buscar, em Agosto de 2014, o francês Jean-Baptista de Franssu para Presidente excutivo do IOR.
Franssu era o directo executivo da INVESCO EUROPA e membro do comité de gestão da INVESCO Worldwide, são essencialmente magnates norte-americanos, mas, curiosamente, segundo o documento oficial desta empresa de especulação bolsista (Invesco Funds): é «um agrupamento de fundos de investimento aberto constituído ao abrigo das leis do Luxemburgo e harmonizado ao abrigo da Directiva do Conselho da EU 2009/65/CE».

Ou seja, a Santa Sé faz parte do mercado dos fundos de investimento e aposta na sua expansão.

Está a combater a corrupção? 

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Pope Francis pulls in George Pell over $700k office set-up

National Education Correspondent - Brisbane
FRUGAL Pope Francis has ­questioned Australian cardinal ­George Pell’s spending, ­according to Italy’s prestigious L’Espresso magazine.
The current affairs magazine has branded Cardinal Pell “the “Cardinal of luxury’’, claiming he last year spent half a million euros ($720,000) in six months setting up his new office after the Pope appointed him to reform Vatican finances.
It claims the Pope questioned Cardinal Pell about the cost, which included furniture, rugs, made-to-measure clothing and business-class flights.
The article, published yesterday, says the Pope was critical of an under-sink storage unit that cost €4600 and asked: “What, is it made of solid gold? Can you tell me how you managed to spend half a million euros?’’
According to the magazine, Cardinal Pell replied: “Your Holiness, trust me. I have purchased only what is needed. I know what I’m doing.’’
L’Espresso says Cardinal Pell — the former archbishop of Sydney — hired his “personal bursar’’, fellow Australian Danny Casey, on a tax-free monthly salary of €15,000.
“The monsignore wants the best for his protege,’’ the article says. “He even rented an apartment for €2900 per month in Via dei Coronari and has paid for quality furnishings for the office and the residence.’’
The bill, according to the ­report, included €33,000 for minor renovations, €7292 for “tapezzeria’’ (wallpaper or upholstery), and nearly €47,000 for furniture and wardrobes.
Mr Casey previously worked as the business manager for the Archdiocese of Sydney, organised World Youth Day 2008 in Sydney and managed the purchase and restoration of a pilgrim house, Domus Australia, in Rome. In his new Vatican position, Mr Casey is in charge of Cardinal Pell’s project management office.
At the time of his appointment last June, he said it had “taken many hours of prayer and reflection before making the decision to … relocate to Rome’’.
L’Espresso says the expenditure — which includes computers and office equipment — is “not bad for an entity that is not yet ­operational’’.
It says that in comparison, another Vatican office with five times more staff members spent €95,000 in the same period.
The article claims that Cardinal Pell regularly flies business class and spent $US1103 ($1585) on a flight from Rome to London last year.
“His travelling companion, the Australian priest Mark Withoos, paid only €274 for a seat on the same flight,’’ it says.
Cardinal Pell allegedly billed the Vatican €2508 for custom-made clerical clothing from the famed Gamarelli tailor — L’Espresso noted that the clergy usually “pay from their own ­pocket’’.
L’Espresso says the spending is notable given that Cardinal Pell has ordered a spending review across the Vatican to ensure money is spent helping the poor.
It says “the Australian’s gaffe” has irritated many in the church hierarchy.
Cardinal Pell ruffled feathers in December when he boasted that he had “discovered’’ hundreds of millions of euros that the Vatican had “tucked away’’.
Cardinal Pell and the Catholic Communication Office in Sydney did not respond in time for publication yesterday, and the Vatican refused to comment on theL’Espresso article.
artigo de um jornal australiano
Conversa de crianças. Cada vez mais corrupção, mais embrenhada na usura, mais enquadrada na vigarice financeira mundial.

A revista italiana *L´Espresso* publicou recentemente – Fevereiro - uma longa reportagem sobre as lutas de *galos* dos cardeais e confrades da instituição católica sobre o controlo do IOR.

Na revista é assinalado, com documentos internos, os posicionamentos dos hierarcas, não desmentido pelo porta-voz oficial do actual Papa, o padre Federico Lombardi, que procuram dominar as finanças do Vaticano.

Segundo a revista, estão frente a frente duas correntes, uma liderada pelo cardeal australiano George Pell – uma espécie de Ministro das Finanças papal – e outra tendo como cabeça visível Pietro Parolin, que é o Secretário de Estado do Vaticano.  

O editor do L´Espresso sublinhou, na sua justificação dos documentos, que as notícias publicadas provêem das actas da APSA  (o organismo papal que administra o património da Santa Sé), onde estão inseridos confrontos entre cardeais pela gestão do poder interno, do IOR, de hospitais estratégicos como o IDI.

A revista assinala ainda que o cardeal Pell tem um curriculum de cadastro, referenciado pelo governo australiano, quando era simples arcebispo de Sydney, como cúmplice da pedofilia que grassa na Igreja Católica da Austrália, tendo inclusive sido afastado do país e refugiar-se na Cúria, onde o Papa o elevou a cardeal.

L´Espresso denuncia que o cardeal Pell é um gastador de extravagantes sinecuras pessoais: utilizou 500 mil euros ao seu serviço, para comprar paramentos de último modelo, bem como móveis de luxo, além de ter instituído para si um salário de 15 mil euros/mês e viajar em classe executiva em aviões e em alugueres de pensões de luxo.
cardeal Pell e o actual Papa

A revista sustenta que fez esta reportagem, precisamente, para denunciar os falsos pregadores do combate à corrupção dentro do Vaticano.


tabancadeganture.blogspot.pt

José Mário Branco - Eu vim de Longe

Pedro Barroso - Viva quem canta

Pedro Barroso-A Perninha da Menina

Suicídios contaminaram Alemanha nos dias finais da Segunda Guerra

Suicídios contaminaram Alemanha nos dias finais da Segunda Guerra

Livro revela que exemplos de Hitler e Goebbels não foi fenômeno restrito à cúpula nazista

por Graça Magalhães-Ruether
14/03/2015


Família unida na morte. Magda e Joseph Goebbels com os filhos: Só Harald (de uniforme), filho do primeiro casamento de Magda com magnata herdeiro da BMW, sobreviveu
Foto: Reprodução
Família unida na morte. Magda e Joseph Goebbels com os filhos: Só Harald (de uniforme), filho do primeiro casamento de Magda com magnata herdeiro da BMW, sobreviveu - Reprodução
BERLIM - O lugar onde o pior ditador do século XX encontrou o seu fim fica no subsolo de um estacionamento de carros, junto a um prédio de apartamentos simples, de arquitetura despojada típica da era comunista, no centro de Berlim. A aparência banal do terreno que fica sobre o bunker do Führer é intencional, projetada pelo regime comunista da extinta República Democrática Alemã, onde ficava essa parte da rua Wilhelm no período de 1949 até 1989. No bunker onde a cúpula do regime nazista procurou proteção quando a derrota já parecia inevitável, ocorreram cenas dramáticas nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, que terminaram com a morte de todos. Mas o clima de tragédia dos derrotados não ficou limitado à cúpula: contaminou a Alemanha. Num livro sobre como os alemães reagiram à derrota nas semanas e meses de transição, pouco antes da chegada dos vencedores, o historiador Florian Huber revela que o suicídio de Hitler e Goebbels não foi um caso isolado, mas parte de uma histeria nacional que tomou conta da Alemanha.
— O mito do soldado nazista que lutou por sua ideologia racista até a última gota de sangue precisa ser revisto — contou Huber em entrevista ao GLOBO, pouco depois de ler trechos da obra “Kind, versprich mir, dass du dich nicht erschiesst” (“Criança, prometa-me que não vais te suicidar”, em tradução livre), escrita em forma de reportagem, no salão literário da Casa Bertolt Brecht, em Berlim.
SEM VIDA DEPOIS DO FÜHRER
Pouco depois do suicídio de Hitler e Eva Braun, Joseph e Magda Goebbels mataram primeiro as filhas Helga, de 12 anos, Hilde, 11 anos, Holde, 8 anos, Hedda, 6 anos, e Heide, de 4 anos, bem como o único filho, Helmut, de 9 anos (todos os nomes começavam com H em homenagem a Hitler), antes de dar fim às suas próprias vidas. “A vida no mundo que vai chegar depois do Führer e do nacional-socialismo não vale a pena”, escreveu Magda na carta de despedida ao seu filho mais velho, Harald Quandt, o único que sobreviveu. Harald (1921-1967), que por parte de pai pertencia à familia dos magnatas da empresa BMW, era filho do primeiro casamento de Magda com o industrial Günther Quandt, de quem ela se divorciou para casar, mais tarde, com o nazista Joseph Goebbels.
‘Aldeia do suicídio’. Rua Adolf Hitler em Demmin, - Reprodução
Segundo Huber, o suicídio coletivo no centro do poder nazista começou já em janeiro de 1945, quando nem o próprio ditador conseguia acreditar que seria possível uma vitória. No livro, o historiador diz que a “histeria nacional de suicídio” é o capítulo mais obscuro da história do Terceiro Reich. Foram dezenas de milhares de suicídios em toda a Alemanha. Só em Berlim, mais de seis mil pessoas suicidaram-se nos últimos dias da guerra. O clima de medo era não somente em relação aos soviéticos: também as grandes cidades ocidentais, como Munique ou Colônia, que foram libertadas pelos aliados, caíram na febre da maior onda de suicídio do mundo moderno.
Os números, no entanto, são apenas aproximados, porque nunca houve um levantamento exato dos casos, que até agora não tinham despertado atenção. Eram homens e mulheres que entraram em pânico por medo do futuro em um país ocupado, depois de uma ditadura durante a qual haviam esquecido qualquer resquício de humanidade.
— De um lado havia o confronto com um mundo que estava desmoronando. Depois de mais de 12 anos de regime nazista, as pessoas se deparavam com o nada, como se o mundo tivesse acabado. Mas havia também a convicção da culpa que haviam acumulado nesses anos e o medo terrível de que os inimigos vitoriosos na guerra praticassem contra elas as mesmas atrocidades que os nazistas haviam cometido contra os judeus — explica Huber.
No cemitério de Demmin, cidade que tem hoje 12,2 mil habitantes, um monumento lembra a tragédia que tomou conta do lugar no início de 1945. Quando os soviéticos atingiram Demmin, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, 230 km ao norte de Berlim, um pânico coletivo tomou conta da população. Em apenas três dias, quase mil pessoas se mataram.
— Mães e pais matavam os filhos por afogamento, estrangulamento ou com um tiro na cabeça, para depois fazer o mesmo consigo. A tragédia marcou para sempre a vida de muitas pessoas que conseguiam matar os filhos mas depois não tinham coragem de se matar — revela Huber.
Apenas um homem de Demmin, entre as centenas que sobreviveram depois de matar a família (e não ter tido coragem de tirar a própria vida), foi julgado pelo crime: o assassinato da esposa e dos dois filhos a tiros. O julgamento terminou com absolvição, porque os juízes consideraram o pai vítima de uma situação extrema, sem culpabilidade e isento de pena, do ponto de vista jurídico.
As vítimas da tragédia de Demmin estão sepultadas em uma cova coletiva. Os mortos eram enterrados apenas com a roupa que usavam no momento final ou em caixões de papelão — com tantos cadáveres em tão pouco tempo, não havia mais caixões de madeira disponíveis. As lápides, improvisadas, às vezes nem revelam os nomes, apenas descrições sobre a morte, como “menina enforcada pelo avô”, “menino afogado pela mãe” ou “crianças levadas pela mãe no suicídio”.
Manfred Schuster tinha 10 anos quando foi testemunha da tragédia de Demmin. Ele viu uma mãe pular no rio Peene, tendo os filhos pequenos fixados junto ao próprio corpo com a ajuda de uma corda de varal, usada para pendurar roupas.
— Duas das crianças conseguiram se desamarrar e nadar até a margem, de onde observaram a última luta dos irmãos para não afundar nas águas junto com a mãe — lembra Schuster, hoje com 80 anos, filho de um soldado da Wehrmacht.
SUICÍDIOS ERAM ROTINA NO PÓS-GUERRA
Karl Schlosser, também de 80 anos, é o último sobrevivente das famílias suicidas. Ele lembra como conseguiu escapar da tentativa da mãe de matá-lo com uma navalha de barbear.
— Minha mãe preferiu matar os dois filhos e seu pai, meu avô, para depois se suicidar, em vez de viver em uma cidade dominada pelas tropas do ditador soviético Josef Stalin — recorda Schlosser, que acompanhou a “epidemia de suicídio” em sua cidade natal como a principal rotina do final da guerra.
Todos os dias, ele via corpos sendo levados pela correnteza do rio, adultos e crianças enforcados que ainda estavam pendurados nas árvores ou pessoas mortas com a fisionomia desfigurada por causa do veneno que haviam tomado ou recebido dos parentes próximos. O veneno mais consumido era o cianureto de potássio, e, segundo Schlosser, as pessoas falavam sobre o cianureto na taça de vinho tinto como se fosse um pouco de leite no café.
— Toda a elite do regime nazista tinha doses de cianureto que planejava usar para o caso de cair nas mãos do inimigo. Com esse veneno, alguns condenados no Tribunal de Nuremberg evitaram uma execução, morrendo antes — explica o historiador e autor do livro. — Esse veneno era muito popular porque qualquer farmacêutico conseguia produzi-lo artesanalmente e porque ele oferecia a possibilidade de uma morte rápida.
Huber esteve na região do Palatinado, no Sudoeste da Alemanha, e teve a ideia de escrever o livro ao recordar as narrativas do seu pai, que tinha 11 anos quando a guerra acabou na região. Os soldados alemães tinham ido embora, os americanos eram esperados, mas não haviam ainda chegado, e as pessoas começaram a acabar com suas vidas como se tivessem perdido o equilíbrio mental.
— Meu pai contava que havia um clima de profunda incerteza, talvez porque as pessoas, no fundo, já soubessem que quase tudo que era lei no regime nazista passaria a ser visto como crime contra a Humanidade — conta Huber


oglobo.globo.com

250 quilos de carne imprópria apreendidos pela ASAE -A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou esta segunda-feira a detenção de um gerente num grossista de carnes do concelho de Tarouca, que se preparava para colocar à venda cerca de 250 quilos de carne impróprios para consumo.

250 quilos de carne imprópria 
apreendidos pela ASAE

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou esta segunda-feira a detenção de um gerente num grossista de carnes do concelho de Tarouca, que se preparava para colocar à venda cerca de 250 quilos de carne impróprios para consumo. 
 .
Em comunicado, a ASAE informa que o homem foi detido pela alegada prática dos crimes de comercialização de produtos anormais avariados, fraude sobre mercadorias e violação de denominação de origem protegida Serra da Estrela, no seguimento de uma ação de fiscalização que ocorreu na sexta-feira.

Para além de 250 quilos de carne impróprios para consumo, foram ainda apreendidos 1.700 quilos de queijos, presunto e enchidos, por falta de rastreabilidade e ausência de número de controlo veterinário e ainda cerca de duas dezenas de queijos por violação de denominação de origem protegida «Serra da Estrela».

Durante a ação de fiscalização, efetuada na sequência de uma denúncia, foram ainda apreendidos os rótulos utilizados e que teriam sido impressos através de um computador e impressora que se encontravam no estabelecimento. 

*  Mixordeiros que podem dar-nos cabo da saúde, denunciem sempre que desconfiarem de trapaças comprodutos alimentares.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

PORNOGRAFIA, RACISMO, GUERRA TUDO BEM ! FATO DE BANHO BANIDO NO REINO UNIDO

O anúncio da marca de moda American Apparel foi retirado do ar e das revistas do Reino Unido por mostrar uma modelo aparentemente muito jovem a usar um fato-de-banho fio dental.
O órgão regulador de publicidade Advertising Standards Authority decidiu retirar a propaganda, após ter recebido várias denúncias que afirmavam que o conteúdo era “irresponsável e ofensivo” e que a modelo parecia ter menos de 16 anos, lê-se no site do Guardian.
A marca alegou que a modelo em causa tem 20 anos, mas mesmo assim o regulador decidiu cancelar a divulgação do anúncio.
Já em Setembro do ano passado, uma publicidade da American Apparel foi vista como sendo “pornográfica”, por mostrar uma estudante de farda que, ao inclinar-se, mostrava a roupa interior. Este anúncio também foi banido.


JÁ FORMOU O SEU PARTIDO POLITICO HOJE (2)



Museu dos Coches terá nova morada e o primeiro já foi transferido (fotos) - Alguns dos Coches mais importantes da história nacional terão uma nova morada. Esta segunda-feira foi transferido o primeiro dos 70 Coches que serão deslocados para o novo edifício, que fica exatamente ao lado do atual Museu, sedeado no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém.

Museu dos Coches terá nova morada e o primeiro já foi transferido (fotos)
 23-03-2015

Alguns dos Coches mais importantes da história nacional terão uma nova morada. Esta segunda-feira foi transferido o primeiro dos 70 Coches que serão deslocados para o novo edifício, que fica exatamente ao lado do atual Museu, sedeado no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém. 

A honra do primeiro a ser transferido recaiu sobre o Landau do Regicídio. Segundo Nuno Vassallo e Silva, diretor geral do património cultural, este Coche é o primeiro a conhecer as novas instalações pela «simbologia» e por ser «um dos mais importantes do acervo, sendo que foi o último a entrar após o regicídio, pouco antes da implantação da República», disse. 

Este Coche representa uma das páginas mais importantes da história de Portugal, pois foi nele que seguia a família real quando a 1 de fevereiro de 1908, um atentado matou o Rei D. Carlos I e o herdeiro, o Príncipe D. Luís Filipe. 

Não são apenas os Coches instalados no atual Museu que seguirão viagem para a nova casa, uma vez que alguns dos que estão alocados no Paço de Vila Viçosa, Évora, também irão pelo mesmo caminho. O processo de transferência foi iniciado esta segunda-feira e terminará em meados de maio, adianta Nuno Vassallo e Silva. 

E se a uma mudança corresponde um critério, o diretor geral do Património Cultural desvenda a razão da nova morada. «Agora temos um equipamento extraordinário a que temos que dar uso, e que irá permitir uma apresentação nova desta viaturas, enquadradas num ambiente diferente, com mais espaço, com a beleza realçada», sublinha. 

Com a transferência em andamento surge uma questão no ar. Qual será, agora, a utilidade daquele que foi o Museu dos Coches desde 1905? Nuno Vassallo e Silva esclarece. «Este edifício será parte integrante do novo Museu e aqui ficarão alguns Coches e viaturas de aparato do século XVIII, arreios, e um núcleo dedicado à Raínha D. Amélia, bem como toda a galeria e pintura dos Reis de Portugal. Este edifício antigo vai complementar o novo», assegura. 

Nuno Vassallo e Silva acrescentou que o atual Museu «só encerrará em meados de maio» e até lá terá um funcionamento normal. 

Novo museu custou cerca de três milhões de euros

O novo Museu Nacional dos Coches é composto por dois edifícios, com quatro pisos e incluirá duas salas de exposição permanente, auditório, serviço educativo, entre outras valências. A obra é da autoria do arquiteto Pedro Mendes Rocha e será inaugurado a 23 de maio, data em que o Museu comemora 110 anos. A nova casa está concluída há vários anos, sendo que a inauguração tem vindo a ser adiada. 

O custo da obra é de cerca de três milhões de euros e, segundo Nuno Vassallo e Silva, ainda «não está definido o modelo de gestão». De acordo com o mesmo, será um «marco da arquitetura em Portugal, desenhado por um Pritzker», concluiu. 

Fotografias: Carla Carriço/ASF

FOTOGALERIA















JÁ FORMOU O SEU PARTIDO HOJE !!!????


CURIOSIDADES - O PIT BULL - Pit Bull é a abreviação do nome da raça de cachorros American Pit Bull Terrier e suas derivações. Essa raça foi desenvolvida no início do século XIX, na Europa.



Como foi criada a raça dos Pit Bulls?



Pit Bull é a abreviação do nome da raça de cachorros American Pit Bull Terrier e suas derivações. Essa raça foi desenvolvida no início do século XIX, na Europa.

O primeiro exemplar de PitBull surgiu do cruzamento do antigo Bulldog Inglês com o extinto Terrier Inglês. Depois de seu surgimento, a raça foi levada para os Estados Unidos, onde continuou a se desenvolver.

O Pit Bull se destacou como uma raça forte e ágil, o que a levou a ser utilizada em esportes sangrentos. Em 1909, foi fundado nos Estados Unidos a ADBA (American Dog Breeders Association), uma associação exclusiva de criadores da raça PitBull, que tentou manter as características originais da raça.

O Pit Bull tem cabeça de tamanho mediano, em formato retangular; mandíbulas bem definidas, dotadas de muita força; e médio porte. O pescoço dessa raça é musculoso e os ombros também são fortes. Além disso tudo, esse cachorro é bastante inteligente, fiel ao dono e dócil. No entanto, por ser um cão de porte atlético e muita energia, ele pode apresentar problemas de temperamento caso seja mantido em confinamento.
Vale lembrar que o Pit Bull desenvolve instinto agressivo por culpa do próprio dono.

www.sitedecuriosidades.com