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quarta-feira, 18 de março de 2015

BÓIAM LEVES - FERNANDO PESSOA - CANCIONEIRO

Bóiam leves...

Bóiam leves, desatentos,
Meus pensamentos de mágoa,
Como, no sono dos ventos,
As algas, cabelos lentos
Do corpo morto das águas.

Bóiam como folhas mortas
À tona de águas paradas.
São coisas vestindo nadas,
Pós remoinhando nas portas
Das casas abandonadas.

Sono de ser, sem remédio,
Vestígio do que não foi,
Leve mágoa, breve tédio,
Não sei se pára, se flui;
Não sei se existe ou se dói.


Fernando Pessoa - Cancioneiro

Olhos nos olhos: a cegueira e o general - O programa (TVI-24) não merece ser visto senão para verificar a que níveis políticos a direita pode descer. Há anos que o sr.Medina Carreira repete sem contraditório os maiores dislates.

Olhos nos olhos: a cegueira e o general

Medina Carreira_caricatura
Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)
O programa (TVI-24) não merece ser visto senão para verificar a que níveis políticos a direita pode descer. Há anos que o sr.Medina Carreira repete sem contraditório os maiores dislates. Dizia então que era necessário cortar na despesa do Estado 10 000 M€. Foram cortados: o país está no descalabro, na via do subdesenvolvimento. Repete que é preciso cortar outros 10 000, entenda-se em tudo o que são prestações sociais.
Considera desonestos ou ignorantes os que discordam. Já me ocupei deste senhor mostrando das suas lucubrações (1) Não vale a pena, ninguém é capaz ou não tem coragem (o homem torna-se agressivo se contrariado) de lhe explicar no programa a diferença entre PIB e RN. Veja-se por exemplo “A União Europeia e o Euro serviram para enriquecer a Alemanha” deEugénio Rosa.
Ninguém é capaz de lhe explicar que Portugal é um contribuinte líquido do exterior, principalmente da UE. Só no período 2000/2011, foram transferidos para o estrangeiro rendimentos que totalizaram 165.190 milhões €, e foram recebidos do estrangeiro rendimentos que somaram 99.104 milhões €, ou seja uma diferença de 5 500 € ano. A quase totalidade dos rendimentos transferidos para o estrangeiro no período 2000/2012 não pagaram qualquer imposto em Portugal, o que poderia dar cerca de 3 200 M€ ano. O país perdeu e perde com estas políticas cerca de 8 500 M€ ano.
Ninguém tem coragem de lhe dizer que sem prestações sociais 45% da população estaria na pobreza e talvez 90% das famílias sem capacidade de assegurar adequada educação e saúde. A quebra do poder de compra e a incapacidade de pagar dívidas destruiriam a economia, como está a acontecer . É este o país que a direita defende, o seu lema é “tudo pela finança, nada contra a finança.
Juros, PPP, rendas energéticas custam mais de 15% da despesa pública. O Estado sem estes parasitas seria largamente excedentário, além do que podia obter controlando as transferências de capitais e outra política fiscal.
Pois bem, no dia 2 de março, o sr. MC afirmou que devia fazer-se a seguinte pergunta aos portugueses: “se queriam soberania e não ter de comer ou não ter soberania e ter de comer”. Note-se que em Portugal ao mesmo tempo que perde a soberania aumenta a fome.
Que a política de direita almeja tornar-se uma colónia para que alguns mantenham os seus privilégios só é segredo para os incautos. A questão é que a afirmação foi feita perante o general Loureiro dos Santos, que ouviu e calou. Desonrou o juramento que fez como militar. Para o confirmar recordo as palavras do Presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, numa recente intervenção pública:
Os militares juraram cumprir a Constituição. Terão a luta das Forças Armadas os partidos e governos contra a Constituição. Os militares são apartidários mas não apolíticos. A soberania nacional é sagrada para os militares”.
Compreendo que com pessoas no limite da insanidade mental no que toca a opiniões políticas, seja perigoso contraria-las, mas isso não desculpa o general. Calou-se, nem sequer foi capaz de emitir a sua opinião como cidadão, como português. E quem cala consente, quando pode e deve falar. Imagine-se isto dito nos EUA ou no Reino Unido que não têm dívidas públicas assim tão diferentes das nossas…
Os comunistas são «Feios, Porcos e Maus»2.
Assim sendo Daniel Vaz de Carvalho nunca será convidado para o contraditório…
2 – Título de um filme de 1976 do realizador italiano Ettore Scola
Ler mais » O CASTENDO http://ift.tt/1xwNYg8

Depois das denúncias a SONAE lança um panfleto dirigido aos trabalhadores do Modelo e do Continente, limitando a liberdade de expressão e apelando à delação

“IMPROVING LIFE”?!!? – Depois das denúncias a SONAE lança um panfleto dirigido aos trabalhadores do Modelo e do Continente, limitando a liberdade de expressão e apelando à delação

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Primeiro o Continente começou por negar as graves acusações de uma funcionária, cuja denúncia viralizou nas redes sociais mas estranhamente nunca chegou à imprensa. Apagou o que havia comentado. Depois, sem nunca referir nem justificar as acusações, limitou-se a dizer que não faria comentários por ter enviado as denúncias para as “autoridades competentes”. Por fim, já pela mão da Sonae, anunciou que passará a pagar 15 euros a mais do que o valor definido pelo salário mínimo.
Agora, qual cereja no topo do bolo, fomos novamente confrontados com denúncias de abuso e violações dos direitos mais elementares dos trabalhadores do Modelo e do Continente, desta feita que visam limitar a liberdade de expressão de todos os que para si trabalhem. Sob o aparentemente inócuo lema “usa adequadamente as redes sociais”, os trabalhadores do Modelo e do Continente (a informação que temos é que os trabalhadores de ambas as superfícies comerciais foram presenteados) são instados ao“discernimento e bom senso”, que nada sobre a empresa deve ser publicado pelo que “o que colocares nas redes que possa causar danos à reputação da Sonae é da tua responsabilidade” e à bufaria, apelando a que “deves ser um observador atento” e que se detectares que “os comentários põem em causa a reputação da empresa, dá conhecimento à tua chefia”. A voz, a palavra, os direitos, devem dar lugar ao silêncio e depois de “reportares as situações aos representantes oficiais”, deves “deixar os especialistas em comunicação responder”. No meio das ameaças tecem considerações sobre o poder das redes sociais e a sua perigosidade e longevidade, tudo num moderno e democrático grafismo, a fazer lembrar os panfletos de segurança no trabalho. Um nojo que, segundo os trabalhadores que nos contactaram, começaram a circular depois da massificação das denúncias.
Já se sabe que nenhum jornal arrisca perder a publicidade que tem avençada com a Sonae, o que impede qualquer jornalista que não queira perder o emprego a investigar o assunto, mas não haverá ninguém no Parlamento capaz de mover as forças necessárias para que a Sonae seja investigada e, confirmadas as acusações, responda pelos crimes que tem cometido?

obeissancemorte.wordpress.com


Nem na Alemanha o BCE é bem recebido - Está a ser uma quarta-feira a ferro e fogo. Durante a manhã a resistência alemã respondeu com a violência necessária à inauguração da nova sede do Banco Central Europeu (BCE), uma das instituições mais mafiosas da alta finança e que mais violência tem gerado na vida de centenas de milhar de pessoas.

Nem na Alemanha o BCE é bem recebido

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Está a ser uma quarta-feira a ferro e fogo. Durante a manhã a resistência alemã respondeu com a violência necessária à inauguração da nova sede do Banco Central Europeu (BCE), uma das instituições mais mafiosas da alta finança e que mais violência tem gerado na vida de centenas de milhar de pessoas. Além do ataque às forças policiais, os manifestantes construíram várias barricadas, horas antes da manifestação unitária que irá decorrer durante a tarde de hoje. Ao contrário do que algum populismo nos quer fazer entender, a luta que hoje atravessa a Europa não é uma luta do Sul contra o Norte, dos países pobres contra a Alemanha. Essa mistificação, errada na sua substância e perigosa na forma que assumiu, mais não pretende do que esconder a actualidade da luta de classes, que junta os pobres do Sul com os pobres da Alemanha, contra o conluio dos ricos da Alemanha com os ricos do Sul. A importância de tornar a Alemanha ingovernável é inquestionável, mas que tal não gere nenhuma ilusão nacionalista nos povos ocupados pela austeridade, cujos capatazes, longe de serem alemães, falam todos português, castelhano, italiano ou grego.
Mais informação no Indymedia e no LibreRed.
 obeissancemorte.wordpress.com

Polícias limitam acesso a processos mediáticos - Com a polémica da lista VIP do fisco no auge, discutem-se os sistemas informáticos do Estado. Os das polícias são todos diferentes. Mas em todos é possível ocultar processos mediáticos.

Polícias limitam acesso 
a processos mediáticos

Com a polémica da lista VIP do fisco no auge, discutem-se os sistemas informáticos do Estado. Os das polícias são todos diferentes. Mas em todos é possível ocultar processos mediáticos.

Se um agente da PSP pesquisar o nome de José Sócrates, por exemplo, no sistema informático, o máximo que lhe deverá aparecer é a morada e a matrícula do carro. O sistema permite, por ordens superiores, ocultar do sistema todos os processos mediáticos ou mais sensíveis. E nem um oficial da PSP, com mais permissões que o agente, o consegue encontrar.
 .
Os sistemas informáticos da PSP, GNR, PJ e do Ministério Público são diferentes, mas cada um deles dispõe de níveis de segurança para triar os acessos. E além de permitir ocultar processos mais sensíveis da base de dados, rastreia tudo. Ou seja, fica gravado o nome do utilizador, o local em que acedeu, por quanto tempo e o que consultou.

Numa altura em que estalou a polémica sobre os acessos do fisco a dados fiscais, com a existência de uma lista VIP, é importante perceber como funcionam esses acessos nas polícias e na justiça.

Limitações nos acessos da PSP


O sistema foi introduzido em 2004 e tem sido melhorado desde então. Atualmente permite que um polícia em Bragança consiga saber se o suspeito que acabou de deter é alvo de algum inquérito noutra cidade. Como todas as informações policiais são colocadas no sistema, mesmo que não haja queixa-crime do lesado há a informação de que determinada pessoa cometeu um qualquer crime. E a isso, todos têm acesso.

Mas, por outro lado, o sistema permite ocultar processos mais sensíveis. Seja por se tratar de processos muito mediáticos, de suspeitos conhecidos publicamente, ou mesmo de processos em segredo de justiça, as hierarquias podem ditar “esconder o expediente”. E, assim, nem um elemento com acesso pode consultar o processo. “É o “princípio da necessidade de saber”, conta um operacional da investigação criminal ao Observador.

O programa é controlado a partir da Direção Nacional da PSP. Paulo Rodrigues desconhece a existência de processos disciplinares a polícias que consultaram o que não deviam. Mas o operacional contactado pelo Observador admite que, mesmo sem processo, há muitos polícias a serem chamados a prestar declarações para justificarem porque acederam a determinada informação.
“Um processo mais mediático, que possa suscitar curiosidade, fica reservado a quem está ligado ao processo. Até é melhor para nós. Não havendo uma restrição total, há muitas garantias de acessos, há um grande controlo e um registo fidedigno do que se vai fazendo”, diz Paulo Rodrigues.

GNR lenta, PJ com níveis de acesso  


Na GNR, explica o presidente da Associação Profissional da Guarda, o Sistema Informático de Apoio às Operações (SIOP) é muito semelhante. Embora dez anos depois de ter sido implementado ainda não estar disponível em todos os postos do País. “E por vezes é tão lento que é muito difícil aceder”, explica ao Observador César Nogueira. Uma lentidão que mesmo assim permite dissuadir curiosidades.

Na Polícia Judiciária, idem. Os níveis de acesso são definidos de acordo com “a complexidade de processos ou pessoas envolvidas e com a necessidade de aceder”, explica Carlos Garcia. O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal diz que cada inspetor só tem acesso aos inquéritos da sua diretoria. Por exemplo, quem está na corrupção só acede a um inquérito da droga se pedir autorização superior e justificar as suas motivações. Por outro lado, também é possível que o coordenador da investigação sugira à hierarquia ocultar determinado processo do sistema – pelo seu mediatismo ou sensibilidade.
Níveis de segurança no MP 
 


No Ministério Público há níveis de segurança. Mas tudo funciona de forma diferente. Um procurador do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa tem acesso a um sistema próprio, que mais ninguém tem fora de Lisboa – o Sistema de Gestão de Inquéritos (SGI). E por ordem da responsável pelo DIAP, Maria José Morgado, não há acesso ao famoso CITIUS por falta de segurança.
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal, por seu turno – onde têm caído os processos mais mediáticos, como é o caso de José Sócrates – tem acesso a todo o sistema sem grandes restrições. Já fora de Lisboa, os magistrados só têm acesso aos processos das suas comarcas e das suas matérias. Quem investiga um processo-crime não pode aceder a um processo cível.

“Os magistrados têm um sistema muito limitado de informação. Não têm acesso às bases de dados em termos gerais, não sabem ao que se passa na polícia. Só sabem da própria comarca. Se uma pessoa tiver processos pendentes noutra comarca, o magistrado não consegue saber”, revela ao Observador António Ventinhas, procurador na comarca de Faro.
Dentro das restrições, no entanto, pode um procurador consultar outros processos para perceber se há outros relacionados com o seu, que possam ser apensados. Não é alvo de qualquer processo por o fazer. Ao contrário de um polícia. Recorde-se, no entanto, que em junho de 2014 duas magistradas foram condenadas, depois de terem sido afastadas do Ministério Público por terem acedido a informação indevida. Neste caso, estavam em causa sistemas externos ao SGI que permitem aos magistrados aceder a informações pessoais de cidadãos. Também elas com restrições: um procurador pode saber a morada de um contribuinte através do NIF, mas não pode consultar as suas declarações fiscais, por exemplo.

Sentimos que tem de haver reserva de acesso aos dados do cidadão, sentimos que as figuras públicas  com responsabilidade na vida política, económica  e social do país têm de estar protegidas da coscuvilhice e de intrigas palacianas mas não estão acima da lei.
Não temos conhecimentos jurídico/técnicos para saber se a actual operacionalidade dos ficheiros e respectivas hierarquias de acesso são boas, vamos ficar atentos ao desenrolar dos acontecimentos.
Sabemos que não podem existir super espiões que transmitem segredos do Estado a empresas privadas.

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

DEZENAS DE POLÍCIAS PARA DESOCUPAR UM,A CASA EM ESPINHO HABITADA POR UMA MÃE COM DOIS FILHOS MENORES












Vídeo: Variante Norte de Faro chega com o Verão - ENQUANTO ISSO SANTA BÁRBARA DE NEXE AGONIZA NO ESTADO LAMENTÁVEL DAS ESTRADAS DA FREGUESIA

Vídeo: Variante Norte de Faro chega com o Verão

A Variante Norte de Faro estará concluída, o mais tardar, no final de Junho. A garantia chega da concessionária Rotas do Algarve Litoral, que acrescenta que a Variante de Lagos estará pronta em Abril, e a do Troto, em Loulé, em Setembro.
(Com imagens aéreas)


ALGARVE - FARO - PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS quer Parque de Campismo de gestão pública e para todos na Praia de Faro

PCP quer Parque de Campismo de gestão pública e para todos na Praia de Faro

Parque Campismo Praia de Faro_1PCP/Faro defendeu a que o Parque de Campismo da Praia de Faro deve ser requalificado e dotado das condições necessárias para que «possa acolher, não só a população de Faro mas, também aqueles que nos visitam».
Os comunistas ajudaram a inviabilizar uma proposta da coligação de partidos de Direita, no poder na Câmara de Faro, numa reunião de executivo que teve lugar na passada semana e revelaram a sua posição sobre esta matéria numa nota de imprensa enviada às redações.
Como tem acontecido em relação ao processo de demolição de casas nas ilhas-barreira, o PCP farense alega que a proposta do presidente da Câmara Rogério Bacalhau «visa, a coberto de uma suposta defesa dos valores naturais, expulsar as comunidades locais das ilhas-barreira da Ria Formosa, assim como limitar ou mesmo eliminar o direito das populações à utilização dessas ilhas-barreira como espaço de residência, de desenvolvimento da sua atividade económica e também como espaço de lazer e fruição».
O objetivo «nunca declarado», defendem, será «entregar este valioso património natural aos grandes interesses privados para que estes os explorem em seu benefício».
Na visão dos comunistas farenses, a solução passa não pela destruição do Parque de Campismo, mas sim por uma abordagem bem diferente.
«O PCP e a CDU sempre defenderam um parque de campismo revitalizado, enquadrado na legislação vigente e de gestão pública municipal (porque a CMF não pode desresponsabilizar-se)», onde tenham espaço residentes no concelho e visitantes.
«Esta será a única solução que favorece os interesses das populações, do município, da atividade turística e de todos os que usufruem atualmente desta infraestrutura», acredita o PCP.
Também a associação de utentes daquele espaço, que o estão a utilizar ao abrigo de um acordo de comodato assinado com a autarquia em 2010 (o parque de campismo, enquanto tal, já está desativado desde 2003), defendem a manutenção do local como Parque de Campismo, aberto «a todos os farenses».
«O PCP saúda a Associação do parque e os seus utentes pela luta que estão a desenvolver na defesa do parque de campismo e contra a sua transformação num parque de estacionamento e apela à continuação dessa luta para impedir a destruição do único parque de campismo no concelho de Faro», dizem os comunistas farenses.
O PCP também acusou a coligação que venceu as últimas eleições autárquicas em Faro de ter enganado os atuais utentes do parque de campismo, durante a campanha para as eleições, por os ter «incentivado a ficar no espaço e a investir dezenas de milhares de euros, com a promessa que lá iriam ficar».

CULTURA «Poesia & Companhia» volta a Faro em formato mais compacto e abrangente

«Poesia & Companhia» volta a Faro em formato mais compacto e abrangente

Sede ArQuente Vila-Adentro FaroO festival «Poesia & Companhia» regressa em 2015, para dar destaque aos novos poetas nacionais e à sua obra.
Desta vez, o formato será mais compacto, com a ação a concentrar-se entre os dias 19 e 22 de março, com a base instalada na sede da ArQuente, em Faro, mas com visitas programadas a outros espaços da Vila Adentro da capital farense.

Depois de uma primeira edição, que decorreu entre fevereiro e abril de 2014, em que o destaque foi dado aos poetas algarvios, a ArQuente, que organiza o festival, compactou a programação em quatro dias e alargou o âmbito do festival.
«Conversas com poetas», sessões de leitura em voz alta e debates são algumas das atividades previstas (ver programa completo abaixo). Também haverá oficinas de trabalho, algumas das quais já estão a decorrer e continuarão a realizar-se, antes do festival, «com vista à produção de material artístico a apresentar no mesmo e também como forma de aproximar a comunidade».
Cartaz Poesia e CompanhiaAlém de oficinas de teatro/performance, ministradas pela ArQuente, decorrerão, nos próximos meses, oficinas de escrita, leitura de poemas e perfomance, no Curso de Teatro da Escola Tomás Cabreira, sob orientação de António Gamboias. Durante o festival, serão apresentados os vencedores do concurso de poesia lançado junto dos alunos de escolas secundárias de Faro.
Além da Galeria Arco, a sede da ArQuente, o festival passará em diversos locais da cidade velha de Faro, nomeadamente noutras Galerias de Arte ali existentes, restaurantes, no Museu Municipal, nas açoteias da Vila-Adentro e na Fábrica da Cerveja – Associação Recreativa e Cultural de Músicos.
Nos espaços ao ar livre, irão ser criados «um estendal de poemas, a partir do workshop de escrita criativa por Margarida Catarino, que se irá realizar no dia dia 21 de março, e um Marco do Correio, que estará localizado na sede da ArQuente, para as pessoas poderem enviar cartas com poemas a quem quiserem».
Os objetivos do festival, que conta com o Sul Informação como media partner, passam por «aproximar a poesia do público ou o público da poesia», trazer este estilo literário «para a rua», e, claro, «dar a conhecer o trabalho dos novos poetas nacionais».
«Promover o diálogo entre a poesia e as outras disciplinas artísticas; aproximar os diversos agentes culturais (Associações, Universidade, Editoras, Entidades públicas e privadas) e dinamizar a Vila Adentro» são outros objetivos do «Poesia & Companhia».
O festival conta, como parceiros, com a Câmara de Faro, Universidade do Algarve, Direção Regional de Cultura, Museu de Faro, restaurantes da Vila Adentro, Galerias da Vila Adentro, Sé de Faro, ARCM, escola ETIC/CIAC, e lojas Fnac.

Programa completo:
Quinta-feira – 19 março
18 horas – Sessão de Abertura
– Apresentação do Programa do Festival
– Inauguração da exposição de fotografia de Tatá Regala
18:30 – Convidados – Vasco Gato e Miguel Martins
Moderador: João Carrolo
Leitura de poemas por Raquel Ponte
Vídeo performance por Joana Costa
20:30 – Jantar Poético, Restaurante Tertúlia Algarvia
22:30 – “Um lugar vazio” – Trabalho final do Laboratório de teatro e movimento promovido pela ArQuente – ARCM, Fábrica da Cerveja

Sexta-feira – 20 março
15:00 – “Posso ler-lhe um poema”, pelos alunos do Curso de Teatro da Escola Secundária Tomás Cabreira – R. St. António
18:30 – Convidados: Miguel Cardoso e Miguel de Carvalho
Moderador: Paulo Penisga
Performance por Susana Nunes
20:30 – Jantar Poético, Restaurante Vila Adentro
22:30 – “Um lugar vazio” – Trabalho final do Laboratório de teatro e movimento promovido pela ArQuente – ARCM, Fábrica da Cerveja
23:30 – “Janela” – Concerto Spoken Words– ARCM, Fábrica da Cerveja

Sábado – 21 março (Dia Mundial da Poesia – UNESCO)
10:00 – Feira do Livro, Onde estarão presentes as Editoras: Canal Sonora, Douda, 4 águas, T for one e a Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada – Claustros do Museu Municipal
10:30 – Oficina de Movimento para crianças “A menina que era diferente”, por Carla Lopes e Joana Cordeiro
– Oficina de escrita criativa, por Margarida Catarino
14:30 – Debate “Para que serve a poesia na sociedade de consumo” – Museu Municipal de Faro
Convidados da Mesa:
Ana Soares (Universidade do Algarve)
João Minhoto Marques (Universidade do Algarve)
João Sousa (Escola Secundária Tomás Cabreira)
Inês Ramos (Feira do livro de poesia e banda desenhada)
Moderador: Luís Ene
17:30 – Entrega de prémios do concurso de poesia e leitura dos poemas premiados (na Fnac a confirmar)
18:30 – Convidados – Beatriz Hierro Lopes, Jorge Velhote e Luna Miguel (Skype)
20:30 – Jantar Poético, Restaurante Sabores da Sé
22:30 – “Um lugar vazio” – Trabalho final do Laboratório de teatro e movimento promovido pela ArQuente – ARCM, Fábrica da Cerveja
23:30 – Ler Alto

Domingo – 22 março
10:00 – Feira do Livro – Claustros do Museu Municipal de Faro
10:30 – Oficina de Movimento “A menina que era diferente”, por Carla Lopes e Joana Cordeiro
– Performance de poemas, pelos alunos do Curso de Teatro da Escola Secundária Tomás Cabreira
-Praça D. Afonso III
15:00 – Filme Edgar Pêra – Museu Municipal de Faro
17:00 – Sessão de Encerramento do Festival

A veia terrorista de Barack Obama - "A situação mais flagrante, e que contribuiu para demonstrar como os Estados Unidos são governados por um partido único, porque em matéria de violações dos direitos humanos não há quem consiga distinguir um democrata de um republicano, é a da proliferação de ameaças, tentativas e execuções de golpes de Estado."

A veia terrorista de Barack Obama

A veia terrorista de Barack Obama
por José Goulão
"A situação mais flagrante, e que contribuiu para demonstrar como os Estados Unidos são governados por um partido único, porque em matéria de violações dos direitos humanos não há quem consiga distinguir um democrata de um republicano, é a da proliferação de ameaças, tentativas e execuções de golpes de Estado."

"Eis como Obama em nada se distingue dos mais tenebrosos falcões que passaram pela Casa Branca. Anote-se, por ser verdade, que na Venezuela, na Ucrânia, na Macedónia e onde quer que tal lhe convenha, o presidente dos Estados Unidos não tem qualquer pudor em recorrer a dirigentes e grupos de assalto nazi-fascistas desde que seja, ele o diz, para instaurar a democracia."


Depois de ter herdado, de início com algum pudor e sob outras designações, a guerra contra o terrorismo inventada pelo seu antecessor, Barack Obama não se limita a igualar George W. Bush no recurso a práticas terroristas como, em alguns casos – e não apenas o do record mundial de execuções extra judiciais cometidas com drones – consegue ultrapassá-lo.

A situação mais flagrante, e que contribuiu para demonstrar como os Estados Unidos são governados por um partido único, porque em matéria de violações dos direitos humanos não há quem consiga distinguir um democrata de um republicano, é a da proliferação de ameaças, tentativas e execuções de golpes de Estado.

No reinado de Obama a série faz corar de inveja alguns dos mais empedernidos falcões que passaram pela Casa Branca: Honduras, Paraguai, Ucrânia, Macedónia, Egipto, Qatar, Síria, Líbia, Iraque, Mali, República Centro Africana e, como não podia deixar de ser, Venezuela.

O assunto venezuelano poderá ter passado quase despercebido. Foi escondido para com isso se tentar abadar o fracasso da intentona, ou então explicado ao contrário através dos mecanismos censórios doutrinários que caricaturam o papel da comunicação social.

O golpe esteve marcado para 12 de Fevereiro, tentando reeditar a tragédia chilena de 1973, mas as autoridades venezuelanas anteciparam-se e puseram a nu um contexto através do qual se prova que em Washington não se olha a princípios nem a meios para alcançar os fins pretendidos, sempre apresentados, como é de bom-tom, como a instauração da democracia onde supostamente ela não existe.

Nesse dia 12 de Fevereiro, no quadro da chamada “Operação Jericó”, um bombardeiro Tucano ENB 312, já anteriormente envolvido num atentado contra dirigentes das FARC colombianas, deveria ter bombardeado o palácio presidencial de Caracas, a Assembleia Nacional, instalações da ALBA e a televisão TeleSur para instaurar um “governo de transição” a entregar a reconhecidos fascistas como António Ledezma, significativamente conhecido como “o vampiro”, Maria Corina Machado e Leopoldo Lopez. O avião, pintado com as cores da aviação venezuelana, pertence a um bando de mercenários integrado na máfia mundial dos exércitos privados e empresas de segurança que dá pelo nome de Academi e outrora se chamou Blackwater – de que todos já ouviram falar como um dos mais activos braços terroristas na invasão do Iraque. Empresa onde pontificam um ex-patrão da NSA (Agência Nacional de Segurança) e o ex-procurador geral da Administração Bush. 

A trama da intentona conduz ao quartel-general de operações em Bogotá e ao comandante da operação, Ricardo Zuñiga, assessor de Barack Obama para a América Latina e também, porque quem sai aos seus não degenera, neto do presidente do Partido Nacional das Honduras que organizou os golpes fascistas de 1963 e 1972. Acresce que Washington recorreu a outsorcing para montar a operação, atribuindo ao Canadá a gestão dos aeroportos civis a utilizar, ao Reino Unido a propaganda e ao Mossad israelita as eliminações físicas consideradas necessárias. Ledezma, o “vampiro”, viajara recentemente a Israel, onde foi recebido afectuosamente por Netanyahu, Lieberman & Cia.

Como o golpe falhou e foi desmascarado, em 9 de Março Barack Obama accionou o estatuto que lhe permite declarar a Venezuela “uma ameaça contra a segurança nacional” dos Estados Unidos, previsto para os casos em que exista “uma extraordinária e invulgar ameaça à segurança nacional e à política externa, situação que deve ser tratada como uma emergência nacional”. Isto é, Barack Obama instaurou a estratégia terrorista de golpe de Estado permanente contra a Venezuela, alegando a corrupção dos dirigentes de Caracas e a violação dos preceitos democráticos.

Ironia do destino, um dos escolhidos para o tal “governo de transição”, o supracitado “vampiro” Ledezma, em tempos autor do “Caracazo”, massacre de centenas de estudantes que protestavam contra a austeridade, é o governador da região de Caracas, eleito através dos mecanismos de um regime que ele próprio e os seus tutores não consideram democrático.

Eis como Obama em nada se distingue dos mais tenebrosos falcões que passaram pela Casa Branca. Anote-se, por ser verdade, que na Venezuela, na Ucrânia, na Macedónia e onde quer que tal lhe convenha, o presidente dos Estados Unidos não tem qualquer pudor em recorrer a dirigentes e grupos de assalto nazi-fascistas desde que seja, ele o diz, para instaurar a democracia.



José Goulão


Original em : 
Jardim das Delícias