AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


domingo, 15 de março de 2015

CIVILIZAÇÕES AFRICANAS (XVII) -Civilização Nok Nok era uma civilização existente no norte da Nigéria que, no século V a.C. dominava a metalurgia. O seu extenso legado constitui aquilo que se chama a Cultura Nok. Por razões desconhecidas, esta cultura desvaneceu-se por volta do século II ou III da nossa era.

Civilização Nok

Nok era uma civilização existente no norte da Nigéria que, no século V a.C. dominava a metalurgia.
O seu extenso legado constitui aquilo que se chama a Cultura Nok. Por razões desconhecidas, esta cultura desvaneceu-se por volta do século II ou III da nossa era.





Eram principalmente agricultores sedentarizados que cultivavam o inhame (para alimentação) e produziam óleo de palma, sendo provável que não criavam gado. Parecem ter sido pioneiros também na metalurgia, já que foram os primeiros ao sul do Sara a fundir o ferro. “A língua Nok estava possivelmente ligada à dos Protobantos, que enxameavam toda a África Central e Meridional. (...) Precedendo de vários séculos a cultura de Ifé, a civilização de Nok constitui um elo essencial para o conhecimento da antiquíssima história do continente africano. Nada se sabe sobre como terá desaparecido esta cultura, se de forma brutal ou na sequência de um progressivo declínio.” Os Nok habitaram uma ampla área de “480 quilómetros por 160 quilómetros” a norte da confluência do rio Níger com o Benué, entre cerca de 500 e 200 a. C.




A civilização de Nok é sucedida pela Iorubá, que a partir da cidade de Ifé fundaram várias cidades-estado.

Cultura Nok

Desenvolveu-se durante a Idade do Ferro no período de 500 a.C. e 200 d.C.

Na Idade do Ferro usavam cobre, estanho, bronze e ferro para produzirem seus artefatos com mais resistência, na Civilização Nok não foi diferente, fabricavam lanças, machados, artefatos de metais, vasos, esculturas, estátuas e outros de barro e cerâmica. Demonstravam toda a arte africana em seus adereços.

Arte Nok




A sua arte tem algumas características que se devem assinalar. Os Nok representaram pessoas e animais. As cabeças humanas são modeladas segundo as formas geométricas em uso: esféricas, cónicas e cilíndricas; são em tamanho quase natural e as feições são estilizadas. “As cabeças humanas, mesmo quando mostram alguma tendência para o naturalismo, nunca são retratos. Em contrapartida, os animais são tratados de forma realista, o que leva a pensar que as representações humanas se afastam da realidade voluntariamente e não por falta de habilidade dos artistas.” De fato, há estudiosos que sugerem que existia uma recusa em fabricar retratos, pois o modelo poderia ficar exposto à ação de forças maléficas. Ainda assim, há uma preferência pela representação humana, embora tenham aparecido elefantes, macacos, serpentes e carraças.

A Cabeça de Jemaa




A peça considerada mais importante da cultura Nok é a Cabeça de Jemaa, descoberta em 1942. Modelada em forma esférica, a cara é uma superfície lisa, com olhos triangulares e nariz pouco saliente a que adere o lábio superior; os olhos, o nariz e a boca são perfurados e as orelhas estão “no ângulo do maxilar”.

A Arte Antiga da Nigéria

A arte Nok precedeu o aparecimento de outras manifestações importantes na Nigéria, como os bronzes de Igbo-Ukwu (IX-X d. C.), os mais antigos da África Ocidental; as referidas estátuas de Ifé (desde, pelo menos IX d. C. até XIV ou XV), em terracota e bronze, os únicos retratos da África Negra, representando monarcas e dignitários; as terracotas de Owo (entre Ifé e Benim), pelo século XIV, de temas macabros; e, já no Benim, estátuas e ornamentos em bronze e adereços cerimoniais de marfim.




No mapa podem ver-se a meseta de Bauchi e Jos, sítio perto do qual fica Nok, no centro país; Ife no sudoeste; Owo a sudeste de Ife; e Lagos - a capital, onde o Museu Nacional guarda estas peças arqueológicas - a sudoeste de Ife e Owo.

Fontes: Wikipédia / Armarium Libri / Mundo Educacao
civilizacoesafricanas.blogspot.pt

POVOS (VII) - Afares Os afares (em afar: ዐፋር, transl. qafár ou ʿāfār; em amárico: አፋር, transl. āfār; em árabe: عفار) são os integrantes de um grupo étnico que habita o Chifre da África, principalmente o Deserto de Danakil, na região (kililoch) de Afar, na Etiópia, assim como partes da Eritreia e do Djibuti.

Afares



Os afares (em afar: ዐፋር, transl. qafár ou ʿāfār; em amárico: አፋር, transl. āfār; em árabe: عفار) são os integrantes de um grupo étnico que habita o Chifre da África, principalmente o Deserto de Danakil, na região (kililoch) de Afar, na Etiópia, assim como partes da Eritreia e do Djibuti.




Totalizam 1.276.374 indivíduos na Etiópia (cerca de 1,73% do total da população do país), dos quais 108.488 habitam cidades, de acordo com o censo mais recente (2007). Também compõem mais de um terço da população do Djibuti.

São também conhecidos como Danakil, nome usado especificamente para se referir aos afares do norte, enquanto os afares do sul são conhecidos como Adel (ou Adal), de maneira análoga ao antigo Sultanato de Adal.

A língua afar, que faz parte do ramo cushítico da família linguística afro-asiática, é falada por todo o território habitado pelo grupo étnico; como os afares são, no entanto, tradicionalmente pastores nômades, seu idioma também está presente em outras regiões.

Os afares se converteram ao islamismo no século X, após estabelecerem contato com mercadores árabes vindos da península Arábica.

História

A menção mais antiga registrada aos afares foi feita no século XIII, pelo escritor árabe ibn Sa'id, que relatou que eles habitavam a área em torno do porto de Suakin, estendendo-se a sul, até Mandeb, perto de Zeila. Foram também mencionados com frequência, nos registros etíopes, primeiro por ter ajudado o imperador Amda Seyon numa campanha no território depois do rio Awash, e um século depois, quando auxiliaram o imperador Baeda Maryam em sua campanha contra um povo vizinho, os dobe'a. No fim do século XVII surgiu o Sultanato de Aussa, dominando por um primus inter pares dos soberanos afares.

Em 1975 a Frente de Liberação Afar iniciou uma revolta, sem muito sucesso, liderada por um antigo sultão afar. O Derg estabeleceu a Região Autônoma de Assab (atual Aseb, na Eritreia), embora ainda assim alguns focos de insurreição tenham continuado a existir até o início da década de 1990. No Djibuti um movimento similar foi iniciado ao longo da década de 1980, culminando na Insurgência Afar de 1991.

Cultura e estilo de vida

Embora alguns afares tenham migrado para cidades e adotado um estilo de vida urbano, a maioria permaneceu como pastores nômades, criando gado bovino, ovino e caprino no deserto. Durante a estação das secas, a maioria acampa nas margens do rio Awash. Camelos são usados como meio de transporte pelos afares, enquanto migram de uma fonte de água a outra. Com a chegada da estação das chuvas, em novembro, a maior parte dos afares volta então para territórios mais altos, evitando as enchentes e os mosquitos.

Uma casa típica afar consiste de uma espécie de tenda, conhecida como ari, feita com varas de madeira cobertas por tapetes; camas feitas com os mesmos tapetes e madeiras também são usadas. Cada burra, "acampamento", consiste de dois ou mais ari, e é de responsabilidade das mulheres. Os afares complementam sua dieta de leite e carne com produtos que obtêm vendendo o sal que escavam do deserto, além de leite e peles de animais, nos mercados de Senbete e Bati.

Politicamente, a sociedade afar se organiza em sultanatos, formados por sua vez por diversas aldeias, chefiadas por um dardar. Tradicionalmente a sociedade se divide em famílias (clãs), e em classes: os asaimara, "vermelhos", formam a classe dominante, enquanto os adoimara, "brancos", são a classe trabalhadora.

A circuncisão é praticada tanto em garotos quanto garotas. Um jovem é julgado por sua bravura ao suportar a dor do ato, e após ser circuncisado por escolher a garota que desejar como sua esposa (geralmente alguém de seu próprio círculo étnico).

Os afares possuem uma relação forte com o seu meio-ambiente e a vida selvagem da região, partilhando a terra e seus recursos com os animais e tentando não lhes fazer mal. Este comportamento teria sido responsável pela preservação de animais em sério risco de extinção, como o burro selvagem africano (Equus africanus), que se tornou extinto em ecossistemas mais vulneráveis.

A cultura afar apresenta alguns hábitos exclusivos em termos de vestimenta:

· Mulheres casadas tradicionalmente vestem um lenço negro chamado de shash ou mushal.
· O principal item do vestuário de homens e mulheres é o sanafil, uma pano vestido na cintura. As mulheres o tingem de marrom (embora hoje em dia utilizem de diversas cores), enquanto os homens não pintam os seus.

Fonte: Wikipédia
civilizacoesafricanas.blogspot.pt

Preparando a agressão militar contra a Venezuela - "Quando um "estado canalha" como os Estados Unidos, que o é por sua sistemática violação da legalidade internacional, profere uma ameaça como a que estamos comentando, é preciso levá-la muito a sério. Especialmente se recordarmos a vigência de uma velha tradição política estadunidense que consiste em realizar auto-atentados que sirvam de pretexto para justificar sua imediata resposta bélica."

Preparando a agressão militar contra a Venezuela

Preparando a agressão militar contra a Venezuela
por Atilio Borón



Barack Obama, uma figura decorativa na Casa Branca que não pôde impedir que um energúmeno como Benjamin Netanyahu se dirigisse a ambas as câmaras do Congresso para sabotar as conversas com o Irã em relação ao programa nuclear deste país, recebeu uma ordem terminante do complexo "militar-industrial-financeiro": deve criar as condições que justifiquem uma agressão militar contra a República Bolivariana da Venezuela.

A ordem presidencial emitida a poucas horas e difundida pela secretaria de imprensa da Casa Branca estabelece que o país de Bolívar e Chávez "constitui uma infrequente e extraordinária ameaça à segurança nacional e à política exterior dos Estados Unidos", razão pela qual "declaro a emergência nacional para cuidar dessa ameaça".

Esse tipo de declaração geralmente precede agressões militares, seja pelas próprias mãos, como a cruel invasão do Panamá para derrubar Manuel Noriega em 1989, ou a emitida em relação ao sudeste asiático, que culminou com a Guerra da Indochina, especialmente no Vietnã, a partir de 1964. Mas também pode ser o prólogo de operações militares de outro tipo, onde os EUA atuam em conjunto com seus lacaios europeus, reunidos na OTAN, e as teocracias petroleiras da região.

Exemplos: a Primeira Guerra do Golfo, em 1991; ou a Guerra do Iraque, 2003-2011, com a entusiasta colaboração da Grã-Bretanha de Tony Blair e o Estado espanhol do pouco apresentável José María Aznar; ou o caso da Líbia, em 2011, montado sobre a farsa encenada em Benghazi onde supostos "combatentes da liberdade" - que depois se provou que eram mercenários recrutados por Washington, Londres e Paris - foram contratados para derrubar Gadafi e transferir o controle das riquezas petroleiras desse país aos seus amos. 

Casos mais recentes são os da Síria e, sobretudo, o da Ucrânia, onde a esperada "mudança de regime" (eufemismo para evitar falar em "golpe de Estado") que Washington busca sem pausa para redesenhar o mundo - e sobretudo a América Latina e o Caribe - à sua imagem e semelhança se conseguiu graças à inestimável cooperação da União Europeia e da OTAN, e cujo resultado foi o banho de sangue que continua na Ucrânia até hoje. 

A senhora Victoria Nuland, secretária de Estado Adjunta para Assuntos Eurasiáticos, foi enviada pelo insólito Prêmio Nobel da Paz de 2009 à Praça Maidan de Kiev para expressar sua solidariedade aos manifestantes, incluindo os grupos de neonazistas que logo tomariam o poder à força, e os quais a bondosa funcionária entregava bolachas e garrafas de água para matar sua sede para demonstrar, com esse gesto tão carinhoso, que Washington estava, como sempre, do lado da liberdade, dos direitos humanos e da democracia.

Quando um "estado canalha" como os Estados Unidos, que o é por sua sistemática violação da legalidade internacional, profere uma ameaça como a que estamos comentando, é preciso levá-la muito a sério. Especialmente se recordarmos a vigência de uma velha tradição política estadunidense que consiste em realizar auto-atentados que sirvam de pretexto para justificar sua imediata resposta bélica.

Fez isso em 1898, quando fez explodir o cruzeiro estadunidense Maine na Baía de Havana, enviando para o túmulo dois terços de sua tripulação e provocando a indignação da opinião pública norte-americana que impulsionou Washington a declarar guerra ao Estado espanhol. Isso voltou a ocorreu em Pear Harbor, em dezembro de 1941, sacrificando nessa infame manobra 2.403 marinheiros estadunidenses e ferindo outros 1.178. Reincidiu quando eclodiu o incidente do Golfo de Tonkin para "vender" sua guerra na Indochina: a suposta agressão do Vietnã do Norte a dois cruzadores norte-americanos - logo desmascarada como uma operação da CIA - fez com que o presidente Lyndon B. Johnson declarasse emergência nacional e pouco depois, a Guerra ao Vietnã do Norte. Maurice Bishop, na pequena ilha de Granada, também foi considerado como uma ameaça à segurança nacional estadunidense em 1983, e derrubado e liquidado por uma invasão de Marines. E o suspeito atentato do 11 de setembro para lançar a "guerra contra o terrorismo"? A história poderia se estender indefinidamente.

Conclusão: ninguém poderia se surpreender se nas próximas horas ou dias Obama autorizasse uma operação secreta da CIA ou de alguns dos serviços de inteligência ou as próprias forças armadas contra algum objetivo sensível dos Estados Unidos na Venezuela. Por exemplo, a embaixada em Caracas. Ou alguma outra operação truculenta contra civis inocentes e desconhecidos na Venezuela tal como fizeram no caso dos "atentados terroristas" que sacudiram a Itália - o assassinato de Aldo Moro em 1978 ou a bomba detonada na estação de trens de Bolonha em 1980 - para criar o pânico e justificar a resposta do império chamada a "restaurar" a vigência dos direitos humanos, a democracia e as liberdades públicas. Anos mais tarde foi descoberto que esses crimes foram cometidos pela CIA.

Recordar que Washington acolheu o golpe de Estado de 2002 na Venezuela, talvez porque quisesse assegurar o fornecimento de petróleo antes de atacar o Iraque. Agora está lançando uma guerra em duas frentes: Síria/Estado Islâmico e Rússia, e também quer ter uma retaguarda energética segura. Grave, muito grave. Se impõe a solidariedade ativa e imediata dos governos sul-americanos, em forma individual e através da UNASUL e da CELAC, e das organizações populares e forças políticas de Nossa América para denunciar e deter essa manobra.






SURPREENDENTE A QUANTIDADE DE IMBECIS COM CARTEIRA DE JORNALISTAS QUE CONSEGUEM ESCREVER ISTO

o triunfo da imbecilidade


Por José Simões
http://derterrorist.blogs.sapo.pt/

Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho não casam com gajas giras. Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho não se põem à vontade em casa para almoçar, ‘trocar de roupa’. Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho não casam com gajas loiras. Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho moram em Atenas com casa com varanda e vista para a Acrópole. Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho almoçam na varanda sem marquise. Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho bebem vinho à refeição. Surpreendente porque os esquerdalhos do reviralho dos países do Mediterrâneo terem uma dieta mediterrânica.

Surpreendente a quantidade de imbecis ccom carteira de jornalista que consegue arranjar emprego.

ver abaixo

A mulher, o piano e o vinho branco de Varoufakis

Yanis Varoufakis, ministro das Finanças grego, abre as portas de casa para uma sessão fotográfica exclusiva para a revista Paris Match.

AFP/Getty Images
Autor
  • observador_avatarObservador

É um lado de Yanis Varoufakis pouco conhecido, pelo menos até agora. O ministro das Finanças grego, abriu as portas de casa para uma sessão fotográficaexclusiva à revista Paris Match.
A produção foca-se no “ninho de amor ao pé da Acrópole”, é assim que o jornalista da Paris Match se refere à casa do ministro e da mulher, desvendando um Varoufakis mais descontraído, a almoçar com a mulher “salada verde e peixe grelhado”, acompanhados por um “copo de vinho de Santorini”. Além disso, o ministro grego expõe algumas imagens de infância e de paixão pelo piano e pela literatura e pela mulher, que diz gostar de “estar nos braços do novo herói grego”.

Na entrevista à Paris Match Varoufakis diz que, apesar desta sessão de fotos, não gosta de atenção mediática : “Eu desprezo o sistema do estrelato. É sempre o corolário de um défice democrático e de um défice de valores”. A revista descreve-o como uma “rock star” que parece “Bruce Willis” e  destaca a “figura atlética” e a “cabeça raspada”.

A entrevista também toca em assuntos mais polémicos, como a eventual saída da Grécia do Euro. Varoufakis assume que foi tudo um mal-entendido por causa de uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.
A parte mais pessoal da entrevista à revista francesa tem suscitado as mais diversas reações, e a “estrela” da sessão ameaça mesmo ser uma… garrafa de vinho. Um tweet com o título “Vinho branco e socialismo sob a Acrópole” mereceu muitas respostas.

aos que não são devotos da santa trilogia mas não querem saber de votos

aos que não são devotos da santa trilogia mas não querem saber de votos

O meu último post originou algumas reacções, incluindo daqueles que, desencantados, dizem não participar em eleições. Mas não votar, e esta é uma má notícia para os abstencionistas, é votar na Santa Trilogia no poder há 40 anos, é perpetuá-los na gestão dos nossos destinos, é favorecer - com mais ou menos intensidade, dependendo da oportunidade de ir ao pote e do número de salafrários alojados em cada partido - é defender, dizia, a corrupção, o compadrio, a troca de favores, os tachos e tachinhos, as prendas e prebendas, os robalos e os submarinos, as fugas ao fisco e as off-shores, as golpadas bancárias, as dádivas do Jacinto Leite Capelo Rego, os escândalos do BPN e do BES, os aumentos de impostos para pagar os luxos do lixo social, moral e político, os roubos de salários, os trabalhadores precários, o desemprego, o emprego miseravelmente pago, o medo do futuro, o medo da vida.

Não votar é, convença-se disto, votar na Santa Trilogia. É que a direita vota sempre, nunca se engana, raramente tem dúvidas. E tanto vota PS como CDS, depende do lado para onde sopra o vento, depende dos noivos e do casamento.


CONCENTRAÇÃO PARA CELEBRAR O ANIVERSÁRIO DA TAP (LISBOA, 14 DE MARÇO DE 2015)













































ephemerajpp.files.wordpress.com



A responsabilidade da audácia - Como vamos sair disto? Organizando-nos e lutando, em todos os tabuleiros possíveis, para mudar uma correlação de forças que nos é altamente desfavorável.




A responsabilidade da audácia


Como vamos sair disto? Organizando-nos e lutando, em todos os tabuleiros possíveis, para mudar uma correlação de forças que nos é altamente desfavorável. Fazendo os compromissos capazes de conseguir, desde já, o essencial: reverter a austeridade; reestruturar a dívida; fortalecer o Estado social; impor justiça à máquina fiscal e contributiva; mudar, ou incumprir, os tratados (orçamentais, comerciais) que impedem o desenvolvimento das economias e a estabilização de padrões de vida dignos em termos sociais e laborais.
As forças e os poderes que beneficiam com a crise austeritária e com a financeirização da economia têm todo o interesse em afirmar que isto é impossível. Que são delírios radicais de quem não vê as melhorias e não percebe que só com mais austeridade (e mais dívida, portanto) e mais cumprimento dos tratados europeus e das regras impostas pelas instituições da globalização neoliberal, é que a receita mostrará todas as suas potencialidades salvíficas.
Esta receita pode ter enganado muitos, mas já não engana a maioria. Porque não resiste à realidade de populações que vivem cada vez pior. Esgota-se nas suas próprias contradições e mentiras. Esgotou-se para o povo grego, que perdeu a esperança nas políticas austeritárias e foi encontrá-la onde elas eram recusadas com determinação e clareza, abrindo a porta para que outras alternativas comecem a ser possíveis. De imediato choveram, do lado dos poderes e instituições europeias, ideias verdadeiramente democraticidas: não há alternativa à arquitectura e às políticas (hoje) dominantes; as eleições não têm capacidade para mudar nada (seja qual for a vontade popular democraticamente expressa).
Pelo menos tão perigosas como estas são duas outras mensagens que se tenta passar, não apenas ao povo grego, mas a todos os europeus: em primeiro lugar, que quem defende políticas de reversão da tragédia social, ou até humanitária, só pode ser um radical de extrema-esquerda (quando ainda há pouco seria visto como um moderado social-democrata); em segundo lugar, que quem está numa posição de fragilidade (porque precisa de recorrer a crédito externo, por exemplo) não pode fazer outra coisa senão ser subserviente e aceitar tudo o que lhe é imposto.
Foi neste quadro de constrangimentos punitivos que as instituições europeias e os governos nacionais – a começar pelo português e o espanhol – terão aceitado dar ao governo grego quatro meses para apresentar propostas que possam ser aceites pela União Europeia e demais credores financeiros. Para o governo de Alexis Tsipras, o essencial será respeitar o mandato que recebeu do povo grego, que recusa o regime austeritário. Estes meses vão, portanto, ser marcados por combates – de ideias, de propostas – dos quais poderá surgir a resposta para uma pergunta crucial: a União Europeia e o euro realmente existentes (não os sonhos que tantos acalentaram) são ou não um projecto de coesão social e territorial, de aposta na democracia fundada na soberania popular? Dito de outro modo, são ou um não um espaço de austeridade perpétua e défices, para uns, e de lucrativa especulação e excedentes, para outros?
Ou seja, celebrámos um contrato; conseguimos sobreviver com dignidade dentro dele ou tornou-se um espaço de violência continuada dos mais fortes sobre os mais fracos, gerador de desigualdades cada vez mais profundas e, porventura, irremediáveis? É neste ponto que se colocam os problemas essenciais. Somos mais bem servidos pela audácia ou pelo pântano da indefinição, seja ele o «aguenta, aguenta» ou o «há-de haver outras formas de resolver a situação sem dar prioridade à reestruturação da dívida»? E somos responsáveis quando, apesar de sabermos que contrair mais crédito tão condicionado só vai remunerar um pouco mais os credores financeiros, sem ter qualquer possibilidade de libertar recursos para acudir à tragédia social, para criar emprego com direitos e para recuperar a economia, ainda assim, o contraímos (a «a nova dose» da droga de que fala o ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis)? Ou ser responsável implica, não só governar com o povo, mas sem também ter consciência de quais são as soluções sustentáveis para esse mesmo povo e quais são as que se limitam a empurrar os problemas com a barriga, sem mudar nada de estrutural no que levou à origem desses mesmos problemas?
Sem audácia na proposta e nas políticas, as coisas não vão sequer ficar na mesma. Vão ficar cada vez pior. A subserviência é a droga prescrita aos fracos pela parte forte da negociação. As posições de força e de fraqueza são relativas (entre as partes) e não são dados imutáveis: são construções históricas muito determinadas pelos combates sociais, pela organização colectiva, pela luta das ideias. A subserviência não nos serve. E a audácia responsável, como tem mostrado o governo grego, vai ser a que for capaz de encarar os problemas de frente sem abdicar de soluções que defendam os povos, mesmo entrando em território desconhecido – na verdade, neste momento, tudo o que não seja aceitar cegamente as regras e apenas discutir décimas para cima e para baixo vai parecer território desconhecido.
Em rigor, já bem basta esse território tão conhecido que é a irresponsabilidade neoliberal. Alguns dos nomes dessa irresponsabilidade são especulação financeira, economia de casino, destruição de aparelhos produtivos, exploração do trabalho, delapidação dos recursos naturais, destruição dos vínculos sociais, corrosão dos serviços públicos, corrupção económico-financeira, engenharias de privatizações e concessões do que é comum, em benefício de privados. À escala internacional, a captura neoliberal do Estado e dos poderes públicos, que favorece o lamaçal das dificuldades financeiras e do esvaziamento-privatização dos sectores mais lucrativos da economia, passa muito pela criação das condições para a evasão fiscal e contributiva das grandes empresas e dos poderosos.
A aparente impunidade, agora política mas na altura fiscal e contributiva, com que o actual primeiro-ministro Pedro Passos Coelho passa pelo incumprimento – continuado e dificilmente inconsciente – das suas obrigações como cidadão trabalhador [1] permite avaliar há quantas décadas o cancro da precariedade, dos falsos recibos verdes e respectiva legislação constitui um inferno para a maioria mas um paraíso para quem sempre consegue obter um tratamento de favor. As profundas desigualdades da sociedade portuguesa também passam por aqui. Tal como os roubos de décadas de recursos públicos e, suprema ironia, a utilização dessas mesmas dificuldades pelos poderes que mais lesaram o público para justificar a «necessidade» de o lesar ainda mais, com a armadilha da dívida e da austeridade permanentes.
Não é surpreendente que estes não reconheçam o lamaçal para que nos atiraram. É nele que prosperam. A responsabilidade da audácia é nossa. Enquanto as instituições europeias e demais credores decidem se vão ser eles a radicalizar, aí sim, os povos da Europa e da zona euro, mostrando-lhes na prática que não aceitam um rumo solidário, é a quem está no lamaçal que compete dizer, e demonstrar, que só faz sentido construir comunidades políticas se o objectivo for garantir uma vida digna à maioria.





pt.mondediplo.com

A Coreia do Sul à cabeceira da sua moribunda democracia - Depois de ter abandonado a soberania nacional e perdido a independência económica, a República da Coreia vê o seu governo actual tentado pela nostalgia ditatorial. A recente interdição do Partido Progressista unificado é a confirmação do facto de que, nesse território sob ocupação dos EUA, manifestar apreço pelo socialismo ou defender a reunificação da Coreia conduz à prisão por « alta traição».

A Coreia do Sul à cabeceira da sua moribunda democracia

Rémy HERRERA*
15.Mar.15 :: Outros autores
Depois de ter abandonado a soberania nacional e perdido a independência económica, a República da Coreia vê o seu governo actual tentado pela nostalgia ditatorial. A recente interdição do Partido Progressista unificado é a confirmação do facto de que, nesse território sob ocupação dos EUA, manifestar apreço pelo socialismo ou defender a reunificação da Coreia conduz à prisão por « alta traição».


Há menos de vinte anos – antes da «crise asiática» de 1997 -, a República da Coreia, ou Coreia do Sul, era de longe, de entre todos os países membros da OCDE, aquele em que se verificava uma mais elevada taxa de crescimento do PIB (8,7% em termos reais e em média de 1985 a 1995) e a menor taxa de desemprego (cerca de 2% da população activa em 1996). Desde há muito e quase unanimemente este país era apresentado como asuccess story da via capitalista de desenvolvimento, um exemplo daquilo que a Banca mundial, que em tempos a dotara de nomes de animais reais ou imaginários (tigre, dragão), designava com o Asian Miracle.
Submissão aos Estados Unidos em todas as frentes
A situação alterou-se claramente depois de 1997-1998 : entre esses dois anos, a queda do PIB per capita fora de 10 550 para 7 970 dólares, fazendo com que a Coreia do Sul passasse de 24º para 55º no escalonamento mundial para esse indicador (em paridade de poder de compra). Uma das expressões dessa crise fora então o crescimento do desemprego e da pobreza, sem uma rede de protecção social à altura das necessidades, nem atenuação do dualismo inequalitário característico do mercado do trabalho sul-coreano. É certo que taxa de crescimento voltou a ser positiva nos anos 2000, mas situou-se muito abaixo da que se verificava antes desse choque: 2,3 % em 2011, 3,0 % em 2013, 2,8 % em 2014…Porque o que se rompera após esta grave crise fora o próprio motor do crescimento made in (South) Korea. A reorganização dos gigantes industriais ou chaebols (como por exemplo Samsung, conhecida tanto pelas suas inovações técnicas como pela proibição de qualquer actividade sindical na empresa) tinha conduzido em numerosos sectores estratégicos a uma penetração da estrutura de propriedade do capital nacional por parte de empresas transnacionais estrangeiras, ao mesmo tempo que a «reforma» do sector financeiro colocava de facto o país sob a tutela dos oligopólios bancários ocidentais. A dependência da economia sul-coreana, cada vez mais financeirizada, deixou de poder ser dissimulada.
Em qualquer caso, qual teria sido a trajectória deste país sem a ajuda militar estado-unidense? E qual teria sido a amplitude do sucesso do seu capitalismo se este tivesse tido de sustentar sózinho o fardo da sua defesa? Os documentos oficiais do US Department of Defense revelam, no início da década de 2010, a existência de mais de 80 bases militares dos EUA (das quais 60 ditas «de grande dimensão») e a presença de perto de 30 000 militares ianques dos três ramos das forças armadas em solo sul-coreano. Este integra a lista de países alojando armas nucleares dos EUA. Mas os tempos mudaram, sobretudo desde que os EUA estão eles próprios igualmente em crise: em 2014, Seul teve de pagar a Washington qualquer coisa como 1 000 milhares de milhões de wons (ou seja, cerca de 900 milhões de dólares) de comparticipação no financiamento desta segurança. O que não impediu o ministro do Negócios Estrangeiros sul-coreano, na ocasião da assinatura do acordo, de se gabar de ter conseguido moderar as ambições estado-unidenses de agravamento dessa contrbuição a apenas +5,8%!
A razão apresentada para justificar o recente acréscimo dos efectivos dos EUA na Coreia do Sul foi o «reequilíbrio militar a favor do Leste Asiático» após mais de uma década de guerras no Afeganistão e no Iraque. As manobra militares conjuntas dos dois países actualmente em curso não fazem esquecer que elas reunem as tropas sul-coreanas e… as da sua potência colonial. Ou dito de forma mais crua ainda : no momento actual, tal como ontem e depois do cessar-fogo de 1953, a Coreia do Sul permanece um território ocupado.
A deriva autoritária da Madame Park
Em 19 de Dezembro do ano passado, por solicitação do ministério da Justiça, o Conselho constitucional mandou proceder à dissolução do Partido progressista unificado (Tong Hab Jinbo Dang), à cassação do mandato dos cinco deputados do PPU no Parlamento, e à prisão de um deles, condenado de imediato a uma pena de prisão por alta traição e atentado contra a segurança do Estado. A razão invocada pelo Conselho constitucional é uma violação da lei de Segruança nacional, que data de 1948 e prevê até a pena de morte para quem se reivindique do comunismo e se envolva em actividades suseptíveis de constituir um apoio à Coreia do Norte.
É a primeira vez desde 1958 que um partido político é interdito na República da Coreia; é também a primeira vez, desde o fim da ditadura em 1987, que o governo dirige uma tal solicitação ao Conselho constitucional. A primeira vez ainda, que este Conselho, ele próprio – e paradoxalmente – nascido graças à instauração da democracia, escarnece deste modo dos princípios da separação dos poderes e da independência da justiça, para se imiscuir num processo de direito civil e penal e antecipar-se à sua decisão. Tanto mais que em 22 de Janeiro de 2015 o Supremo Tribunal considerava que a acusação de alta traição adiantada, em 17 de Dezembro, por um tribunal de primeira instância contra o deputado do PPU detido não tinha sustentação – embora tivesse mantido a sua condenação por «incitamento à alta traição»…
O PPU, que resulta da fusão em Dezembro de 2011 de diversos partidos de esquerda (entre os quais o Partido democrático do trabalho, ele próprio fundado em 2000, o Partido da participação do povo, e uma fracção do Novo Partido progressista), é a principal formação política da esquerda radical, de tenedência socialista, e é actualmente a força mais decididamente oposta ao poder da presidente da República, Park Geun-hye. Esta, antiga dirigente conservadora do Grande Partido nacional (GPN) e filha do ex-presidente Park Chung-hee – que dirigiu o golpe de Estado militar de Maio de 1961 e prolongou a ditadura neo-fascista sob controlo dos EUA – tinha já atacado frontalmente a liberdade sindical no seguimento da sua eleição em 2012. Ei-la agora endurecendo a repressão política: interpelações cada vez mais frequentes de opositores em nome da lei de Segurança nacional; rusgas policiais em domicílios de membros do PPU (que conta hoje mais de 100 000 membros) e sedes de organizações progressistas e/ou religiosas (nomeadamente a Alinação coreana pela reunificação independente da pátria, o Comité da apoio aos detidos por delito de opinião…), expulsão de intelectuais do país, recusa de visto de entrada no território de grupos associativos de solidariedade com a Coreia do Sul…
A decisão de interditar o PPU assemelha-se muito a um abuso de poder. Segundo o juiz constitucional Isou Kim, o único (em nove) a votar contra esta interdição: «Não existe qualquer prova de que o objectivo oculto do PPU seja o de realizar o socialismo norte-coreano. A “democracia progressista” não é atentatória dos fundamentos da ordem democrática». E a directora dos inquéritos Ásia oriental da Amnesty International, Roseann Rife, acrescenta: «Esta dissolução suscita graves inquietações no que diz respeito às intenções das autoridades relativamente às liberdades de expressão e de associação. O governo utiliza cada vez mais a segurança nacional como pretexto para reprimir a oposição. O espaço reservado à liberdade de expressão restringiu-se sensivelmente no decurso dos últimos anos». A Associação de advogados por uma sociedade democrática publicou um «Acuso o Conselho constitucional da morte da democracia pluralista na Coreia»; a associação internacional dos juristas democratas (AIJD), por seu lado, sublinha que no seu entender «esta acção vola os direitos do Homem no plano das liberdades de opinião, de expressão e de associação» bem como «as disposições da Comissão de Veneza acerca dos partidos políticos».
A democracia agoniza na Coreia do Sul, onde exprimir apreço pelo socialismo (Sa hoei Ju Eui) ou manifestar o desejo de ver a nação coreana finalmente reunificada pode levar à prisão. E isto, na ocasião em que a Madame Park – que terá de se confrontar com os escândalos de corrupção nas suas fileiras, com os efeitos da crise económica e com as crescentes reivindicações populares – se congratula por o Conselho de Segurança da ONU ter aberto um debate sobre os Direitos do Homem na Coreia…do Norte!


*Investigador no CNRS

www.odiario.info

Sampaio da Nóvoa aplaudido, de pé...“Devo a Abril tudo o que sou”. Foi assim que o reitor honorário da Universidade de Lisboa e possível candidato a Belém em 2016 iniciou uma intervenção que causou entusiasmo no congresso organizado pela Associação 25 de Abril. Havia na sala mais outros dois possíveis candidatos a Belém: Manuel Carvalho da Silva e Paulo Morais, que tal como Sampaio da Nóvoa não esconderam que uma candidatura às presidenciais pode estar no seu horizonte.

Sampaio da Nóvoa aplaudido, de pé...



E a sala aplaudiu Sampaio da Nóvoa de pé



No congresso da cidadania organizado pela Associação 25 de Abril, Sampaio da Nóvoa foi o único proto-candidato a Belém a ser aplaudido de pé


“Devo a Abril tudo o que sou”. Foi assim que o reitor honorário da Universidade de Lisboa e possível candidato a Belém em 2016 iniciou uma intervenção que causou entusiasmo no congresso organizado pela Associação 25 de Abril. Havia na sala mais outros dois possíveis candidatos a Belém: Manuel Carvalho da Silva e Paulo Morais, que tal como Sampaio da Nóvoa não esconderam que uma candidatura às presidenciais pode estar no seu horizonte.

“Chegou o tempo da coragem e da acção”, anunciou Sampaio da Nóvoa, para quem “esta Europa e este União Económica e Monetária já não nos servem” . “Tal como em Abril temos que ser nós a dar um contributo para alterar o panorama europeu. Podemos, sim. Não somos uma jangada.
É na Europa que podemos afirmar a nossa posição”, disse o ex-reitor e agora reitor honorário.

“A austeridade é um desastre. Todos o reconhecem, mesmo os seus autores, menos aqueles que vivem no país da propaganda do governo”, afirmou Sampaio da Nóvoa que não tem menos do que o objectivo de “acabar com esta política antes que esta política acabe connosco”.

Defendendo a renegociação da dívida e uma política de “vistas largas e Estado forte”, Sampaio da Nóvoa afirmou que “a economia do futuro tem um nome, conhecimento” e que “não há inovação sem Estado dinâmico”.

Falou na urgência da “regeneração do sistema político”: “Abril é a nossa raiz comum. E tem que ser a raiz para entendimentos que permitam convergências para o novo ciclo político Se não formos nós a acabar com esta política ninguém o fará por nós. Será durante o ano de 2015 ou não será por muito tempo. Cada um de nós tem que estar à altura das suas responsabilidades”. Presidenciais e legislativas “só valem a pena se for para abrir um tempo de mudança em Portugal”. E sem o dizer Sampaio da Nóvoa manifestou-se contra muitos candidatos que estão na praça pública: “Com políticos antigos não haverá políticas novas.

Ficará tudo enredado em calculismos, golpes, hesitações, sem elevação e sem futuro. Recusemos sebastianismos, populismos, justicialismos”.
Mais e com destinatários não nomeados mas vagamente conhecidos: “Quem gostar muito de dinheiro deve afastar-se da política. Se tiver as mãos atadas por promiscuidades, tramas e tramóias, não terá condições para defender o interesse de todos”.

Sampaio da Nóvoa invocou o legado “dos presidentes Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio”. “Esta é a responsabilidade de uma geração. Somos e seremos sempre aquilo em que acreditarmos. Pela minha parte, não tenho medo, sou livre. É preciso liberdade desta para servir. A ousadia é já metade da vitória. Juntos ganharemos o que perdemos separados. A eternidade é hoje ou não será nunca”. A sala explodiu em aplausos. Na primeira fila estava Carlos César, presidente do PS.


lusibero.blogspot.pt