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domingo, 8 de março de 2015

Navio com 49 tripulantes desapareceu no Atlântico

Navio com 49 tripulantes desapareceu no Atlântico  


Shutterstock.com
Navio com 49 tripulantes desapareceu no Atlântico
Um navio de Taiwan com 49 tripulantes a bordo desapareceu no Oceano Atlântico sem qualquer sinal de pedido do socorro, mas pouco depois do comandante reportar que o navio estava a meter água.
O Hsiang Fu Chun, navio de 700 toneladas para a pesca da lula, perdeu o contacto com os seus proprietários na madrugada de 26 de Fevereiro.
Na altura do desaparecimento, a embarcação seguia numa zona a cerca de 1.700 milhas náuticas ao largo das ilhas Malvinas, referem os dados dos satélites.
Além do capitão e de um engenheiro chefe de Taiwan, o navio integrava ainda 11 chineses, 21 indonésios, 13 filipinos e dois vietnamitas.
Taiwan lançou uma operação de busca e pediu ajuda a países como a Argentina e a Grã-Bretanha e a navios que se encontram na região.
Lusa / SO

A PODRIDÃO FEDE, FEDE, FEDE ! - Dívida. Assessor de Passos denunciou Paulo Macedo


Dívida. Assessor de Passos denunciou Paulo Macedo


O caso remonta a 2005. Rudolfo Rebelo, atual assessor económico de Passos, era jornalista do "DN" e denunciou uma execução fiscal por falta de pagamento de contribuição autárquica movida a Paulo Macedo, atual ministro da saúde e diretor-geral dos impostos na altura. Macedo justificou o atraso no pagamento "por não ter recebido o aviso".
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Ministro da Saúde, Paulo Macedo
Ministro da Saúde, Paulo Macedo /  João Relvas/Lusa

A história é de 2005. Rudolfo Rebelo, atual assessor 
económico do PM, era jornalista do "Diário de Notícias" e 
Paulo Macedo, atual 
ministro da Saúde, era diretor-geral dos Impostos. 
Em primeira mão, o "DN" denunciou uma execução fiscal 
movida pelas Finanças de Benavente a Paulo Macedo por falta de 
pagamento de contribuição autárquica. 
O então diretor dos Impostos confirmou a dívida, mas 
insurgiu-se contra a "violação do segredo fiscal" que motivou 
a notícia.
Macedo justificou o atraso no pagamento "por não ter 
recebido o aviso". "Paguei quando fui lembrado para isso", 
disse.
"Uma desculpa", alegou um funcionário do fisco citado pelo 
jornalista sob anonimato, para quem o argumento "é usado por muitos 
contribuintes devedores".
Rudolfo Rebelo cita ainda "especialista em direito fiscal" para lembrar 
que "os contribuintes, pelo facto de não receberem o aviso não 
têm desobrigação fiscal de pagar". Além disso, "um diretor de 
impostos tem especiais responsabilidades e tem de permanecer acima 
de toda e qualquer suspeita", disse o mesmo especialista. 
A história repete-se.

ÚLTIMA HORA - AS VERDADES QUE FALTAVAM SOBRE ANTÓNIO COSTA

ÚLTIMA HORA - AS VERDADES QUE FALTAVAM SOBRE ANTÓNIO COSTA

António Luís Santos da Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, residia, até ser eleito secretário-geral do PS (22-1-2014), no 5.º A (cobertura) do n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, cujo prédio pertence à I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., da HVF (Holding Violas Ferreira). O prédio não se encontra em propriedade horizontal.
Divido este poste sobre a residência de António Costa e suas declarações de rendimentos, em capítulos: a casa de função, em Monsanto; a residência na Avenida da Liberdade; a cobertura; Violas; os rendimentos de trabaho dependente e de trabalho independente; a declaração em falta; e questões a responder.
Actualizado dia 7 de Março de 2015
Note-se que aquilo que escrevo não assenta em quaisquer dados de financiamento das campanhas eleitorais para a Câmara Municipal de Lisboa de António Costa, em 2007, 2009 e 2013, depositados no Tribunal Constitucional porque necessitam de requerimento prévio e despacho posterior do presidente do órgão. Não pode deduzir-se que a I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A, a Holding Violas Ferreira (HVF), ou individualmente os seus administradores, Otília Violas, Edgar Ferreira ou Tiago Violas Ferreira, tenham feito qualquer género de doação para a campanha de António Costa ou prestado qualquer vantagem pessoal ao mesmo, quer como candidato quer como presidente da CMLisboa. Nem que, igualmente, tenham obtido qualquer vantagem ilegal ou irregular do presidente da CMLisboa ou dos serviços da Câmara durante os mandatos de António Costa (2007-?).
A casa de função, em Monsanto
A Câmara Municipal de Lisboa tem uma «residência de função», em Monsanto, para o seu presidente da Câmara. José Paulo Fafe, em 10-8-2008, com base em notícia do DN, desse dia, p. 29, onde se referia que o o presidente Costa afinal dormia algumas noites na casa de Monsanto por causa do trânsito (sic), questionava a intenção, e o motivo, da promessa de venda dessa residência oficial. Em 22-3-2011, no Público, ficou a saber-se pela autarquia que a casa já não seria vendida porque tal venda não era possível, mas Costa pretendia concessioná-la para fins turísticos. Em 10-2-2015, José António Cerejo, noticiava no Público, que em meados de Novembro (de 2014) a Câmara liderada por António Costa havia aprovado «a concessão de vários espaços e edifícios do Parque Florestal de Monsanto para instalação de equipamentos hoteleiros e de restauração. Nomeadamente, a «a Casa do Presidente, em que António Costa viveu algum tempo no seu primeiro mandato e que foi objecto de grandes obras há uma dúzia de anos» e onde «deverá ser instalada “uma unidade hoteleira de curta duração e/ou para realização de eventos”».
Assim, desde Novembro de 2014, mês que coincide com a sua eleição como secretário-geral do PS (22-11-2014), já não existe «residência de função» em Monsanto. Tem o presidente da CMLisboa direito a outra «residência de função», embora nenhum outro no País tenha esse privilégio? Eventualmente, uma casa arrendada ou comprada? Não sei.
A residência na Avenida da Liberdade
Entre 2013 e 2014, António Costa residiu no 5.º andar A (cobertura) do n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, conforme consta da sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, que consultei, ontem, 5-3-2015 (ao abrigo do art.º 5.º da Lei 4/83, de 2 de abril).
Enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa é obrigado pela Lei n.º 4/83, de 2 de abril (Lei de controlo público da riqueza dos titulares de cargos políticos)  à apresentação no Tribunal Constitucional da sua «Declaração de rendimentos, património e cargos sociais dos titulares de cargos políticos e equiparados», no início e na cessação do mandato e, conforme o § 3.º do art.º 2.º, sempre que se verifique um «acréscimo patrimonial efetivo (...) de montante superior a 50 salários mínimos mensais (neste ano de 2015, corresponde a 25.250 euros). António Costa fez, desde 2007, várias declarações de atualização, possivelmente motivadas por acréscimo patrimonial efetivo superior a 25.250 euros.
Vejamos as moradas nas declarações de rendimento de António Costa:
Na declaração de rendimentos, de atualização, datada de 8 de setembro de 2014, António Costa dá como morada de residência: «Av. da Liberdade, 105 - 5.º A, 1250-140 Lisboa».
Na declaração de rendimentos de atualização, de 4 de setembro de 2013 (a data assinalada na sua assinatura é o 3-9-2013), de atualização dos rendimentos de 2012, consta a mesma morada: Avenida da Liberdade, 105, 5.º A.
Noutra declaração de rendimentos também entregue em 4 de setembro de 2013, de atualização de 2011, onde indica a aquisição de um Fiat 500 (97-LP-79) na declaração preenchida no dia anterior, a morada é a mesma.
Na declaração de rendimentos, de início de mandato (3-9-2009), datada de 30 de março de 2010, a morada de residência que indicou era: Villas Catarina, Lote G, Tojal dos Cavaleiros, Fontanelas, 2705 São João das Lampas, Sintra.
A sua declaração de rendimentos datada de 1 de junho de 2009 tem a mesma morada na Villas Catarina, em São João das Lampas, Sintra.
Portanto, segundo as suas declarações de rendimentos, que preencheu pelo seu punho, António Costa residiu no 5.º A do n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, pelo menos, entre 4 de setembro de 2013 e 8 de setembro de 2014. Neste momento, não se conhece onde reside efetivamente.
Porém, ontem, 5 de março de 2015, desloquei-me ao local à tarde, para tirar fotografias do prédio do n.º 105 da Avenida da Liberdade, em Lisboa. Perguntei na Pastelaria Pomarense, no r/c (o anexo?) do prédio, se o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, morava naquele prédio. Disseram-me que morou ali, na cobertura do prédio (5.º andar), cerca de dois anos com os seus dois filhos, e visitas ocasionais da mulher, Fernanda, com quem é casado no regime de comunhão de adquiridos. Mas que deixou de ali residir quando foi eleito secretário-geral do Partido Socialista. António Costa foi eleito secretário-geral do PS em 22 de novembro de 2014. A empregada da pastelaria inquiriu-me se eu era amigo dele? Disse-lhe que não. Intrigada. perguntou-me se eu era agente secreto!...
António Costa é presidente da Câmara Municipal de Lisboa desde 1 de agosto de 2007. Segundo o registo n.º 546/20090827, Freguesia de São José da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa (descrição n.º 4739, Livro n.º 17) - cuja cópia  obtive em 4-3-2015 (e que publico) - o prédio está situado na «Avenida da Liberdade, n.ºs 91 a 117 e Praça da Alegria, n.ºs 74,75,76 e 77». De acordo com a matriz urbana n.º 238 da Freguesia de São José, o prédio consiste num «edifício composto de lojas, 4 andares, águas furtadas e anexo», com a área coberta de 394,80 m2 e um anexo de 32,80 m2 (eventualmente, ocupado pela Pastelaria Pomarense). O prédio do n.º 105 da Avenida da Liberdade, que não está em propriedade horizontal foi adquirido, em 7-7-1989, pela I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., do grupo Violas e hoje pertencente à Holding Violas Ferreira (HVF), que o havia comprado a Maria do Pilar Cayolla da Veiga e a João José Cayolla da Veiga.
Fac-simile do registo predial (excerto) do n.º 105 da Avenida da Liberdade, Lisboa
(cópia emitida em 5-3-2015)
Actualizado as 22 horas do dia 7 de Março de 2015
Como o prédio não está em propriedade horizontal, não se sabe a área do apartamento 5.º A do n.º 105 da Avenida da Liberdade. A área do imóvel segundo a matriz e o registo é de 394,8 m2, mas abrange o prédio da frente para a Avenida da Liberdade, e o de trás, na Praça da Alegria.

Fui informado (em 7-3-2015) que, apesar da mistura matricial e no registo predial dos dois edifícios (o da Av. da Liberdade e o Praça da Alegria) num só (com 394,80 m2 de área de implantação),  na cobertura existe mais do que um apartamento do n.º 105 da Avenida da Liberdade.

A mistura na matriz e no registo dos dois edifícios num só - que custa a compreende numa grande imobiliária como a I.I.I., que os deveriam desagregar...- pode ter permitido sacar a criação de mais dois pisos (o 5.º e o 6.º andar) no edifício n.º 105, aproveitando o facto de o edifício contígo virado para a Praça da Alegria, e sob a mesma matriz, já ter águas furtadas mesmo (um 5.º andar) em 2009. Porém, uma coisa é a confusão matricial e predial de dois edifícios numa só matriz e registo (em vez de os separar...); e outra a realidade, física, factual: em 2009, não se via, nas fotos do Goggle Street View, nenhum 5.ª andar (muito menos um 6.º) no prédio da Avenida da Liberdade... E custa a compreender como a CMLisboa não obrigou a I.I.I. à clarificação matricial e predial dos dois edifícios(o da Av. da Liberdade e o das traseiras, na Praça da Alegria)., que embora contíguos são distintos distintos

Portanto, importa conferir o processo de licenciamento das obras no edificio n.º 105 da Avenida da Liberdade, o levantamento topográfico e plantas, as autorizações, a licença, as vistorias da câmara, e a autorização para o aumento da volumetria do edifício com a construção da cobertura futurista, com o 5.º andar e um 6.º andar, para penthouses duplex, que não existiam em 2009 e foram acrescentados depois. Pode, todavia,. dar-se o caso de ser permitido segundo a lei, o PDM de Lisboa ou planos de pormenor, mais os regulamentos aplicáveis, que fosse possível aumentar a volumetria do prédio e construir mais dois pisos no n.º 105 da Avenida da Liberdade.

Consultei três imobiliárias e fui informado numa delas que é difícil encontrar apartamentos na Avenida da Liberdade para arrendar, e que uma residência é mais cara do que um escritório. Neste escritório de 170 m2 na cobertura de um prédio na Avenida da Liberdade, que parece ser perto do n.º 105, o preço de arrendamento pedido é de 8 mil euros por mês. Como António Costa foi viver ali foi em 2013, o preço por m2 de arrendamento de apartamento de cobertura em prédio recente poderia ser inferior nessa altura aos cerca de 4.500 euros para um apartamento de cerca de 100 m2 de cobertura num edifício recentemente reabilitado. Em contraponto, a informação que faço no Pós-Texto 1, deste poste.
A cobertura
Contudo, nas fotos capturadas pelo Google Street View (Google Maps) em julho de 2009 não se consegue ver águas-furtadas no prédio do n.º 105, que, na verdade, é um edifício independente virado para a Avenida da Liberdade, embora na matriz esteja descrito como um edifício só...
Na foto da rua, obtida no Google Street View, capturada em julho de 2009, pode ainda ver-se, por cima da porta de entrada do prédio com o n.º 105, uma tela verde e branca no primeiro andar da fachada a dizer «Aprovado» com o logótipo da Câmara Municipal de Lisboa, e o slogan «Obra a obra, Lisboa melhora!». Na varanda do primeiro andar, por cima da agência de viagens da Carlson Wagonlit Travel, encontra-se a placa de licenciamento. Não consegui tornar legível a placa de licenciamento, pois a Google reduz a nitidez de certos elementos das fachadas e das pessoas e, portanto, não é possível dizer em que o ano a reabilitação do prédio foi decidida. Mas será possível aceder ao processo nos serviços da CMLIsboa e verificar isso. Admito que a licença de obras seja de 2009 e que tenha sido aprovada já pela câmara de António Costa.
Violas
A I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, S.A., contribuinte n.º 500529426 está sediada na Rua de Santa Cruz, 7, em Espinho. A empresa pertence a Otília Soares Violas Alves Ferreira, filha do fundador do grupo Violas (Manuel de Oliveira Violas), presidente do conselho de administração da imobiliária, que é acompanhada na administração pelo marido Edgar Alves Ferreira e filho Tiago Violas Ferreira (Insc. 10 - AP. 2/20140627 - página 10 do registo da empresa na Conservatória do Registo Comercial).
O grupo Violas é um dos principais grupos económicos portugueses, com interesses na área têxtil (cordoaria), turismo, bebidas, transportes, educação e imobiliário, tendo no seu universo estrelas como a Solverde, Corfi, Cotesi, Unicer, BPI (onde está a reforçar o capital para enfrentar a OPA dos catalães do CaixaBank). Atravessou, em 2005, um processo de cisão: os irmãos Manuel Violas (filho) e Rita Celeste ficaram com os hotéis (Solverde) e casinos, a cervejeira (Unicer) e indústria (Cotesi), que reúnem na Violas SGPS; enquanto a outra irmã, Otília, seu marido (Edgar Ferreira) e o filho (Tiago), receberam a participação no BPI (onde são o  quarto maior accionista) e a imobiliária I.I.I., que integram na HVF (Holding Violas Ferreira).
Desde longa data, o grupo Violas está ligado ao Partido Socialista. O ex-presidente do Partido Socialista, António de Almeida Santos, fez o discurso de homenagem ao fundador do grupo Manuel Oliveira Violas, em 20-12-2011, no lançamento da sua biografia. Ainda que também possa financiar outros partidos e candidatos, por exemplo, Manuel Violas (filho), irmão de Otília, também financiou a campanha eleitoral de Cavaco Silva, em 2006.
Os rendimentos de trabalho dependente e de trabalho independente
Nas declarações acima mencionadas entregues no Tribunal Constitucional, enquanto presidente da CMLisboa, António Costa apresentou os seguintes rendimentos anuais brutos:
Trabalho dependente (presidente da CMLisboa):
    - em 1-6-2009 (referente ao ano de 2008): 73.175,47 euros.
    - em 30-3-2010 (referente a 2009): 73.518,21 euros.
    - em 4-9-2013 (referente ao ano de 2012): 56.259,60 euros.
    - em 8-9-2014 (referente ao ano de 2013): 63.457,96 euros.
    Trabalho independente (não indicada origem):
    - em 1-6-2009 (referente ao ano de 2008): 76.250,00 euros.
    - em 30-3-2010 (referente ao ano de 2009): 76.250,00 euros.
    - em 4-9-2013 (referente ao ano de 2012): 93.750,00 euros.
    - em 8-9-2014 (referente ao ano de 2013): 91.875,00 euros.
A declaração é omissa sobre a origem do rendimento de trabalho independente e o modelo da declaração, tal como a Lei 4/83, de 2 de abril, não obriga à menção dessa origem. Aliás, «sem alterações» é quase sempre a menção que António Costa faz nas suas declarações de património, à exceção da amortização, em valor não indicado, de parte de empréstimo à CCCA, ficando pendentes 21.000 euros, que liquidou no ano seguinte, e de carros (Smart, Fiat 500 e no passado Opel Vectra e BMW 118. Foi o que consegui perceber. Está disponível o preenchimento eletrónico, mas os os declarantes continuam a prencher à mão. A escrita de António Costa é de difícil leitura nas declarações consultadas e ainda fica pior na parte em que refere alterações ao património.
Nestes anos mencionados, os rendimentos totais brutos de António Costa são:
    em 2008: 149.425,47 euros.
    em 2009: 149.768,21 euros.
    em 2012: 150.009,50 euros.
    em 2013: 155.332,96 euros.
Mas sujeitos a uma taxa de imposto para esses montantes, o rendimento líquido cai para cerca de metade, ainda que possa o imposto ser um pouco mais mitigado pelos descontos.
A declaração em falta
Conforme estipula a alínea a do § 2 do n.º art.º  Lei n.º 4/83, de 2 de abril (Lei de controlo público da riqueza dos titulares de cargos políticos), António Costa, enquanto secretário-geral do Partido Socialista, desde 22-11-2014, devia entregar no Tribunal Constitucional uma «Declaração de rendimentos, património e cargos sociais dos titulares de cargos políticos e equiparados», até 60 dias consecutivos do início do seu mandato como líder do PS.
Portanto, António Costa devia cumprir esse dever legal até 23 de janeiro de 2015. António Costa não tinha entregue a necessária declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, até ontem, 5-3-2015, quinta-feira.
Ora, estabelece o número 1 do artigo 3.º da lei 4/83:
«Em caso de não apresentação das declarações previstas nos artigos 1.º e 2.º, a entidade competente para o seu depósito notificará o titular do cargo a que se aplica a presente lei para a apresentar no prazo de 30 dias consecutivos, sob pena de, em caso de incumprimento culposo, salvo quanto ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República e ao Primeiro-Ministro, incorrer em declaração de perda do mandato, demissão ou destituição judicial, consoante os casos, ou, quando se trate da situação prevista na primeira parte do n.º 1 do artigo 2.º, incorrer em inibição por período de um a cinco anos para o exercício de cargo que obrigue à referida declaração e que não corresponda ao exercício de funções como magistrado de carreira.»
Se assim é, António Costa estará a desobedecer à Lei 4/83 há cerca de mês e meio.
Questões a responder
António Costa deve responder às seguintes questões (em atualização...):
António Costa pagou renda pelo apartamento de cobertura do n.º 105 da Avenida da Liberdade?
Se pagou renda à I.I.I. (da HVF de Otília Violas) - que se mantém como dona do imóvel no registo predial, quanto pagou?
Onde está o contrato de arrendamento depositado, se assim foi?
E qual era a área do 5.º A onde vivia com os seus dois filhos: cerca de 190 metros quadrados? Ou metade (5.º A...)
E no caso de arrendamento a preço de mercado conseguiu suportar uma renda de vários milhares de euros (8 mil euros - e mesmo que fosse metade...) com o rendimento líquido baszeado nos valores declarados?
Teria o edifício do n.º 105 da Avenida da Liberdade, cujo registo (atualização?) na Conservatória (n.º 546) é de 27 de agosto de 2009, antes da reabilitação que recebeu em 2009/2011, já então, mesmo, águas furtadas?
Ou só o prédio que tinha águas furtadas era o contíguo, nas traseiras, virado para a Praça da Alegria e que também pertence à I.I.I.e que está inscrito na mesma matriz e sob o mesmo registo, mas que conforme as fotografias se percebe ser diverso?
E se tinha águas furtadas (embora não sejam visíveis nas fotografias do Google, em julho de 2009) que área tinha esse piso e que altura?
Como tomou posse em 1 de agosto de 200,7 e se mantém como presidente da CMLisboa, desde então, foi já no seu mandato (em 2009?) que a remodelação do prédio, com aumento aparente de um piso (o 5.º), onde veio a morar em 2013 e 2014?
Que operações imobiliárias tinha, em 2013 e tem agora, em curso a I.I.I. - Investimentos Industriais e Imobiliários, de Otília Violas Ferreira?
De que provém os elevados rendimentos de trabalho independente declarados por António Costa, auferidos enquanto presidente da CMLisboa?
Os factos referidos neste poste, não representam qualquer ilegalidade ou irregularidade. Mas carecem de explicação para não ficarem quaisquer dúvidas.
Se houver qualquer inexatidão no que escrevi, digam-me que corrigirei sem demora.
Pós-Texto 1 (18:46 de 7-3-2015): A penthouse duplex de Costa

Uma fonte não identificada escreveu na caixa de comentários deste blogue, pelas 14:11 de 7-3-2015, que há três apartamentos na cobertura do edifício do n.º 105: dois T2 e um T1. E indica um T1 duplex que estará disponível para arrendar por 1.650 euros, no portal Mitula Casas, na cobertura deste edifício do n.º 105 da Avenida da Liberdade, colocado na imobiliária Porta da Frente-Christie's. A fonte disse ainda que o T1 seria «o mais caro» dos três. Tirando a afirmação de que seria mais caro aquele T1 do que o T2 onde Costa teria vivido, que o apartamento não é arrendado com mobília («without furniture») e não discutindo o preço (que ficará para conferir por jornalistas, em relação aos apartamentos vizinhos), a informação é útil.
Como disse acima, consultei três imobiliárias e fiz pesquisa na internet, antes de escrever este poste. Entretanto, nesta tarde, recebi uma nova informação, mais precisa: a penthouse onde António Costa e os seus dois filhos viveram em 2013 e 2014, é um T2 duplex, com cerca de 100 m2. Terá uma sala grande e casa de banho no piso de baixo e; no piso superior, dois quartos e outra casa de banho.

A informação da fonte oficiosa suscitou-me outras pistas. E assim, descobre-se que afinal, a cobertura não tem um, mas dois pisos, que o projeto de remodelação do edifício foi assinado pelo arq. Carrilho da Graça, um dos mais brilhantes do País, e que o prédio tem porteiro.
As questões aumentam. Obra a obra, Costa não melhora...
Pós-Texto 2 (21:38 de 7-3-2015): As explicações de Costa ao CM
António Costa foi questionado pelo CM (edição de hoje, 7-3-2015, p. 9) sobre o atraso na declaração de rendimentos a que estaria obrigado apresentar, até 60 dias consecutivos, após a sua eleição como secretário-geral do PS. Ou seja, até 23 de janeiro de 2015. Segundo disse ao CM, «fonte do gabinete de imprensa do PS» (não tem nome?) respondeu que António Costa irá entregar «a nova declaração nos próximos dias, já que esteve a aguardar um documento do Registo Predial». Costa pretenderá juntar uma certidão do registo predial da compra, por sua mulher, de um apartamento.

Incumpriu a Lei n.º 4/83 porque não tinha uma certidão?!... Não podia mencionar o apartamento sem essa certidão? Não tem esses dados na escritura do apartamento ou a referência da matriz nas Finanças?... Se sua mulher não tinha completado a compra, não precisava mencionar o apartamento; se já tinha escriturado essa compra, não parece que precisasse de certidão para escrever essa compra no Capítulo II (Património imobiliário) da declaração de rendimentos... A alegação que apresenta não consta do articulado da Lei n.º 4/83. E Costa parece ter-se esfarrapado ainda mais na justificação do que com a desobediência da lei.

O apartamento que sua mulher comprou para ela viver (os filhos têm vivido com o pai), diz alguém do gabinete do secretário-geral do PS que é um T1, em Lisboa. Fernanda Tadeu, ex-prrofessora, teria comprado com parte da compensação obtida do Programa de Rescisões por Mútuo Acordo do Pessoal Docente, em 2014. Não foi indicado por quanto comprou o apartamento, nem o valor da compensação pela rescisão de contrato. Esse programa do Ministério da Educação e Ciência, deste Governo PSD, foi administrado de forma muito controversa, pois muitos dos professores que pediram a rescisão e a compensação não as obtiveram (dependendo dos anos de serviço para a sua idade poderá ter obtido um valor próximo de 50 mil euros).
Pafa acabar com rumores, que circulam mas dos quais desconfio, será melhor que o presidente da CMLisboa esclareça. Senão, a dúvida instala-se: onde está o Wally António Costa?
Atualização: este poste foi atualizado e emendado às 12:31, 18:46 e 22:53 de 7-3-2015. Continua em atualização.
Limitação de responsabilidade (disclaimer): António Luís Santos da Costa, objeto das notícias dos média que comento, não é arguido ou suspeito de qualquer ilegalidade neste caso. Tal como sua mulher, Fernanda Maria Gonçalves Tadeu ou os filhos de ambos, não são suspeitos do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso.
A HVF, Otília Violas Ferreira, Edgar Alves Ferreira, Tiago Violas Ferreira, ou outros membros da família Violas, e outras entidades mencionadas neste poste, não são suspeitos a prática de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso.

Fonte: Doportugalprofundo.blogspot.pt

www.jornalq.com

Paulo Pedroso volta ao Rato? O antigo ministro, ex-braço-direito de Ferro Rodrigues, é um dos conselheiros do gabinete de estudos de António Costa.

Paulo Pedroso volta ao Rato? 

O antigo ministro, ex-braço-direito de Ferro Rodrigues, é um dos conselheiros do gabinete de estudos de António Costa.

Paulo Pedroso está de volta à política nacional. Afastado desde que se candidatou à presidência da Câmara de Almada, em 2009, o antigo ministro do Trabalho de Guterres e número dois de Ferro Rodrigues garantira ter fechado a porta à política. Volta, agora, para ser um dos dez conselheiros do gabinete de estudos dirigido por João Tiago Silveira, que confessa ter uma "enorme admiração" por Pedroso: "Tem enormes qualidades políticas; já estava na altura de o PS o reaproveitar; fico muito feliz por ele ter aceitado o convite."


 O grupo de conselheiros - cujos nomes foram aprovados anteontem pelo secretariado nacional - é de peso: inclui ainda Ana Maria Bettencourt, António Correia de Campos, António Vitorino, Augusto Santos Silva, Francisco Seixas da Costa, Gustavo Cardoso, Helena André, Helena Freitas e João Cravinho. "Nomes com créditos firmados, experiência e qualidade à prova de bala", por quem passarão todos os projetos de programa do PS e "terão carta branca para interpelar a direção do gabinete, sempre que entenderem necessário, sobre o que acham que deve ser feito, está a ser mal feito ou deveria ser feito de outra maneira", garante João Tiago Silveira. 

A pensar no futuro O gabinete de estudos terá ainda uma direção executiva composta por nove vogais, todos eles "jovens quadros especializados" a quem caberá redigir o programa, que João Tiago Silveira promete com "qualidade e pronto a tempo e horas". Dois são nomes recuperados do tempo de António José Seguro: Eurico Brilhante Dias (que foi secretário nacional e porta-voz para os assuntos económicos) e Francisco André (que teve a seu cargo as relações internacionais). 

Juntam-se-lhes caras menos conhecidas mas em quem o diretor do gabinete de estudos vê qualidades para virem a ser quadros políticos: Ângela Ferreira (arquiteta, especialista em urbanismo), Filipa Marques Júnior (advogada, trabalhou com Costa no Ministério da Justiça), Hugo Mendes (assessor do grupo parlamentar, trabalhou com Maria de Lurdes Rodrigues na Educação, sempre muito atualizado sobre programas de Governo e think tanks na cena internacional), João Sequeira (jurista, ex-vereador em Rio Maior, especialista em ordenamento do território), Luís Goes Pinheiro (jurista com um vasto currículo em matéria de justiça e modernização administrativa), Mariana Vieira da Silva (investigadora do ISCTE, prestes a cumprir o doutoramento e provável futura vereadora da Câmara de Lisboa quando Costa deixar a Câmara) e Tiago Antunes (docente na Faculdade de Direito de Lisboa, trabalhou com Almeida Ribeiro e Felipe Baptista no gabinete de Sócrates). 

 * O regresso à política de um ex-considerado pedófilo.



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Cavaco e Merkel solidários com Passos Coelho - A confissão de Passos Coelho de que não pagou ao Fisco nem à Segurança Social está a gerar uma onda de solidariedade entre a classe.

Cavaco e Merkel solidários com Passos Coelho

A confissão de Passos Coelho  de que não pagou ao Fisco nem à Segurança Social está a gerar uma onda de solidariedade entre a classe.
Cavaco foi visto numa rua de Boliqueime a pedir esmola. Confessou ao CR que está a pensar lançar uma campanha subordinada ao tema " Uma moeda para o Primeiro Ministro", mas está  à espera que Oliveira e Costa, aceite o convite que lhe endereçou para director da comissão de angariação de fundos.


Merkel vai fazer strip tease no Bairro Vermelho de  Hamburgo e já pediu a Maria Luís Albuquerque para lhe dar umas aulas de dança do varão.


O CR apurou que Luís Montenegro contactou Christine Lagarde, via Skype, convidando-a a participar nesta campanha de angariação de fundos.
A presidente do FMI respondeu de imediato Assim:





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O FRUGALIDADE VERSUS A USURA: A DUPLA LINGUAGEM DO PAPA FRANCISCO

O FRUGALIDADE VERSUS A USURA: A DUPLA LINGUAGEM DO PAPA FRANCISCO

1 – O Papa Católico Apostólico Romano, de nome Francisco, tem feito no seu primeiro ano de reinado temporal um enorme exercício manipulador de propaganda, para fazer crer aos seguidores, em dúvida, que a sua política assenta na instituição da pobreza, e na procura da humildade.

O dinheiro e a usura estão longe da sua Cúria Romana. Acredite que quer.

A 7 de Julho de 2013, o argentino Jorge Mario Bergoglio, apelidado de 266º Papa da Igreja Católica Romana, e, nesse ano, elevado ao cargo material de Chefe de Estado do Vaticano lançou, melifluamente, a frase: "A crise que estamos a viver é a crise da pessoa, que já não conta, só o dinheiro conta."

Pura linguagem de manipulador.

Como se tal desiderato estivesse fora das 

portas da Santa Sé e das acções gananciosas 

dos seus hierarcas (cardeais, arcebispos, 

bispos, monsenhores e leigos encartados, 

alguns mafiosos, defensores do lucro do Vaticano). 

Eles, na realidade, são os anjinhos ingénuos, 

dixit Francisco.

Com as mãos cruzadas e a linguagem estudada de milhares de anos de prática de sórdida dupla face, mascarada com a alienação palavrosa da bem aventurança e do servir *o bem*.

Ele, Jorge Mario Bergoglio, que foi superior jesuíta e hierarca católico de topo na Argentina dos generais ditadores, onde engordou os negócios do catolicismo, procura, agora, qual Houdini do ilusionismo, afirmar, na sua retórica, de chefe do maior centro económico internacional, que se transformou no maior praticante do despojamento material...

Jorge Mario Bergoglio usa a maviosa artimanha da descarada retórica do bonzinho, do homem simples, para levar papalvos a acreditar que chefe do maior centro de poder económico internacional, gostaria de viver a mendigar.

Oh, la, la.

Sem corar de vergonha, nem bater com a cabeça contra a parede de tanta hipocrisia. 

Dias antes de ter proferido a frase acima citada – a 5 de Junho de 2013, a linguagem papal transformava-se num mar de *amor ao próximo*:

"Aquilo que domina são as dinâmicas de uma economia e de finanças carentes de ética: assim, homens e mulheres são sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo, é a cultura do descartável.

Tudo hipocrisia, cinismo, diletantismo, palavras de *vendilhão do templo*.

Eis a realidade.

2 - Comecemos pela Alemanha, que, por acaso, é o centro da União Europeia, e, nessa UE, segundo os jornais e outros órgãos de comunicação alemães, a Igreja Católica ésenhora de um capital financeiro de uma dimensão enorme – investimentos, acções e bancos, além de possuir uma fortuna, considerada incalculável em espécie e imóveis.

Diz a imprensa alemã, que a usura católica atinge *muitos e muitos biliões de euros*.

A sua verdadeira extensão está a ser revelada – ainda que parcialmente - à medida que as dioceses católicas, às *mijinhas*, divulgam os seus dados financeiros.

Desde o escândalo do "bispo de luxo" da cidade de Limburg, cada vez mais episcopados da Alemanha são obrigados a prestar alguma conta pública de suas finanças.

As somas que vão sendo reveladas são respeitáveis, como mostra uma investigação realizada, recentemente, pela agência de notícias alemã DPA em 27 dioceses.

Além de dinheiro vivo, aquelas têm vários biliões de euros acumulados na forma de capital aplicado, reservas – por exemplo, para as pensões dos padres – e bens imobiliários.

Segundo a DPA, entre as dioceses mais ricas estão Colónia, Limburg, Mainz e Trier.

(Já perceberam, porque foi escolhido o alemão Ratzinger para Papa!!!).

Em Colónia, que conta com o maior número de católicos registados no país, estima-se que a arquidiocese e a conta pessoal do arcebispo possuam mais de 612 milhões de euros, e isto somente em imóveis.

O episcopado de Limburg declarou,  no seu relatório empresarial, 810 milhões de euros em activos fixos e activos financeiros, não estando incluídas outras fontes de capital.

Os dados retirados, em síntese da reportagem da DPA são, em parte, incompletos, e nem sempre passíveis de serem comparados entre si.

Ainda assim, Mainz está entre as dioceses com maior fortuna, com um capital total de 823,3 milhões de euros, seguida por Trier, com 759,6 milhões de euros apenas em investimentos declarados (falta os encobertos).

Em Augsburg, o conjunto do património líquido, activos fixos e financeiros representam mais de 620 milhões de euros.

Em Passau, na diocese, a conta  episcopal e uma caixa de pensões possuem, juntas, 570 milhões de euros.

Fulda admite somente no seu património líquido: 456 milhões de euros.

A diocese de Munique-Freising, encabeçada pelo presidente da Conferência do Bispos da Alemanha, cardeal Reinhard Marx, é também das mais afortunadas.

O estado real do seu património só será conhecido dentro de alguns anos, depois que de serem avaliados, por entidades estatais, os sete mil prédios que possui, entre outros bens.

Todas as dioceses citadas se situam na parte oeste do país.

As situadas no leste (antiga RDA) –  são consideradas relativamente pobres. 

A diocese de Magdeburg, capital do Estado de Saxônia-Anhalt, por exemplo, só possui 200 mil euros.

Admitem os investigadores que a diocese católica de Colónia pode ser muito mais rica do que o próprio Vaticano, tal o seu interesse em bancos, indústrias, mercado bolsista, investimentos capitalistas.

Refere a DPA que o valor real é difícil de decifrar, porque os hierarcas evitam divulgar, publicamente, o valor real dos prédios, das acções, dos investimentos e de terrenos, aparentemente, adquiridos por doações de paroquianos, cuja transparência deixa muito a desejar.

(Como surgiu a pesquisa mais aprofundada?:  pelos dinheiros gastos em benesses pessoais a favor do bispo católico Franz Peter Tebartz van Elst, da diocese de Limburg. 

Não mais, nada menos, do que 41 milhões de euros, que ele achou bem gastos!!! 

Só uma banheira para nela se marinar, o hierarca de Limburg gastou 20 mil dólares e 482 mil dólares em armários do melhor que há.

Claro que com o escândalo, o Papa – já o actual - suspendeu-o da diocese, mas colocou-o no centro do poder no Vaticano….Está tudo dito.

 

O arcebispo Robert Zollistsch, responsável pela Conferência Episcopal da Alemanha, desautorizou o próprio Papa, rejeitando a ideia de abandonar ser transportado no seu BMW 740 D).

Poderíamos fazer uma incursão pormenorizada por outros Estados europeus da *coroa católica*, como a Espanha, pois tornar-se-ia fastidioso descrever o poder real económico da hierarquia católica no país.

Vamos, pois, referenciar, apenas, o poder do seu sistema bancário capitalista neste *Estado fidelíssimo* ao Vaticano, todo ele nas mãos das seitas católicas:

Santander, BBVA, Banco Popular, CaixaBank, que quer, aliás, controlar, totalmente o BPI português(o seu presidente actual Isidré Faine e presidente da Fundação La Caixa é membro destacado do OPUS DEI, tal como o Presidente Executivo, recentemente nomeado, o monárquico Gortázar Rotaeche.

Uma referência especial a dois potentados económicos, em maioria, nas mãos da mesma OPUS: a Telefónica e a Repsol.

Daí mais uma vez, a retórica cínica do egoísmo católico, do mesmo tipo da usura do judaísmo.

As palavras de usurário, mas afirmando-se longe dessa actividade, proferidas, a 2 de Fevereiro passado,  pelo argentino Francisco, elevadas ao céu pelos *vendedores do tempo* daquela sacristia:

 "Quando o poder, o luxo e o dinheiro se convertem em ídolos, antepõem-se à exigência de uma distribuição justa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à simplicidade e a compartilhar."


3 - O Sumo Pontífice católico Francisco é o primeiro papa nascido no continente americano, o primeiro senhor do Vaticano não europeu em mais de 1200 anos.

E também o primeiro papa jesuíta da história.

Isto é muito importante para falar sobre a riqueza no continente americano da seita da Companhia de Jesus.

Eles dominam uma parte substancial do poder bancário, das estrutura educacional e sanitária, e de sectores importantes da indústria.

A empresa Universidade de Georgetown é um antro jesuítico, que vai da educação à indústria farmacêutica, por exemplo.

Mas, o poder capitalista da Igreja Católica nos Estados Unidos é muito mais abrangente. 

Universidade de Georgetown: o ensino é um pequeno negócio entre a grande indústria.

Não é por acaso que o secretário de Estado John Kerry foi escolhido para o cargo por fazer parte do lobby católico.


São numerosos os investigadores sobre a acção da usura do Vaticano nos negócios mundiais.

E, curiosamente, muitos dos homens políticos e da economia são parte do poder dos EUA, que repartem com o lobby judeu.

Nos anos 80 do século passado, Avro Manhattan, um influente membro de topo da hierarquia católica laica, e que foi cavaleiro da poderosa Ordem de Malta, igualmente Cavaleiro da Casa de Sabóia, Templário e Cavaleiro da Ordem de Mercedes, lançou um livro, com dados obtidos nos arquivos da Santa Sé, que consultou, e que intitulou *Os biliões do Vaticano*. 

Não era um vulgar panfletário. 

Foi membro da própria nobreza britânica, embora tivesse nascido em Itália.

Licenciou-se na Sorbonne e na Faculdade de Economia de Londres.

Foi um escândalo, ouviram-se muitos rangeres de dentes, tentativas de destruir pessoalmente a personagem, mas nunca houve um desmentido formal do que denunciou.


(Anteriormente, nos anos 60, já um outro escritor e jornalista, este norte-americano de nascimento Nino Lo Bello, que foi correspondente junto da Santa Sé do New York Herald Tribune, durante oito anos, desenvolveu em livro, O Empório do Vaticano, a sua experiência vivida sobre os segredos da Igreja Católica Roma. 

Ainda hoje de leitura obrigatória para quem desejar conhecer os meandros nefastos da Cúria romana).

Actualmente, os documentos são acutilantes, saídos do próprio secretismo vaticano e podem ler consultados em Gianluigi Nuzzi e Eric Frattini, entre outros.

Deles se retira que a Santa Sé – e os seus conclaves de seitas – é a possuidora terrena e usurária de, pelo menos, um terço de toda a fortuna ocidental, mas com grandes investimentos já na Rússia e na China.

É accionista de quase todos os grandes bancos internacionais.

Exemplificam que é acionista de referência, com uma percentagem elevada, do capital do Bank of America.

E que tem acções em quota substancial nos bancos dos Rothschilds, Hambros, Crédit Suisse, Chase, Citigroup, Morgan e empresas petrolíferas com a Chevron, Shell, nos sectores norte-americanos do aço, dos automóveis, e, empresas industriais, ligadas ao complexo militar industrial, como a Boeing, a Lockheed, a Douglas, ou a Curtis Wright).

Avro Manhattan, no livro citado,  no capítulo 24, sustenta mesmo que a Igreja Católica dos EUA é “uma nação dentro de uma nação”.

Para Avro, mas já antes para Lo Bello – embora este centre grande parte da sua investigação em Itália, como também depois do escândalo do Banco Ambrosiano, com as ligações directa entre a Máfia e o próprio Estado norte-americano, a Santa Sé está a exercer um controlo crescente em todos os sectores sociais dos Estados Unidos.

Horizontal e verticalmente, inclusive com lobby directo nas instituições legislativas, militares e judiciais.

Essas ramificações, vulgarmente, fazem-se por *piedosas* organizações *humanitárias*

Desde as fundações ou instituições de *caridade*, como a Mãe Católica do Ano, a Legião Católica Romana da Decência, Clube de Livro e Discos Católicos Romanos, Associação dos Empregados Postais Católicos Romanos, Associações de Rádio e TV Católicas Romanas, Associação de Imprensa católica Romana, Companhias de Seguro Católicas Romanas, Veteranos de Guerra Católicos Romanos – e uma enorme variedade de organizações *não governamentais* semelhantes.

Todas essas organizações católicas romanas são apoiadas por possessões financeiras as quais, quando tomadas num todo, devem somar milhões de milhões de dólares.

As mais relevantes – porque penetram no bojo da sociedade - de todas essas fundações católicas centram-se nos sectores educacional e saúde.

Um império de sociedade, que vai dar sempre ao dinheiro.

A sua estrutura educacional opera desde os jardins da infância até às universidades, passando por todos os sectores dos secundários aos profissionais.

A sua instituição de saúde estende-se desde as clínicas mais humildes até os hospitais mais modernizados.

O capital financeiro dessas estruturas atingem valores de biliões de biliões de dólares.

E uma parte da arrecadação desse capital vem do próprio Estado norte-americano.

Só para apreciar alguns dados e do menos conhecidos: A Igreja Católica norte-americana controla mais de 2.500 escolas secundárias, 300 colégios superiores e universidades, seminários e outros institutos escolares.

Muitos dos seus edifícios, eles próprios, já são poderosos valores em capital imobiliário.

E sempre com apoio estatal.

Existem centenas de ordens religiosas similares, dirigindo prósperos negócios, e sem pagar um único centavo de impostos, sob a alegação de serem instituições religiosas.

Algumas delas, embora apenas parcialmente religiosas, ou mesmo consideradas, formalmente, mais leigas do que religiosas, são gigantes financeiros.

Uma destas é a dos Cavaleiros de Colombo.

Segundo a imprensa, os Cavaleiros possuem haveres que excediam no final do século passado os 200 milhões de dólares.


Do seu investimentos – os dados são do final do século passado – incluíam depósitos de 55,5 milhões de dólares; vários milhões em títulos do governo canadiano; 4,8 milhões em acções dos caminhos de ferro; 18 milhões em títulos vários e contas a prazo; 12 milhões em seguros industriais e títulos do governo dos Estados Unidos. 

Já não se fala nos imóveis, tal como o Estádio Yankee de Nova Iorque.

Contudo, e isto é que interessa agora, pois não é por acaso que o novo Papa é membro da Companhia de Jesus, a ordem considerada como a mais importante implantada na América do Norte é a dos Jesuítas.

Segundo os dados que estamos a seguir, ela é de uma grande importância nos sectores da educação, ensino e financeiro.

Ela dirige 28 universidades católicas.

Algumas destas, não referimos agora a Georgetown, como a Fordham, na cidade de Nova Iorque, e a Universidade da Louisiana, recebem substanciais subsídios do governo, sendo que a ordem já, por si, está ligada, privadamente, a negócios muito vantajosos.

Ela é accionista, por exemplo, do Bank of América e também faz parte do sistema accionista das companhias de aviação e espacial do complexo industrial militar.

Para terminar, um pormenor da usura católica. 

A sua apetência pelo dinheiro dos chamados *jogos de azar*.

Segundo dados de alguns anos atrás, o sistema de bingo estava legalizado em apenas 11 Estados norte-americanos.

Pois, a Igreja Católica actua, com o sistema, em todos os Estados.

Fazendo uma média diária de 100 mil dólares que as paróquias arrecadam, no conjunto, por ano, só neste pequeno *nicho de mercado*, os hierarcas católicos empocham algo da ordem dos dois mil milhões de dólares anuais.

Isentos de impostos….

Eis a verdadeira imagem da Igreja Católica, sem máscara.

As palavras são do seu líder e foram proferidas em 16 de Maio de 2013:

 "[A crise financeira mundial tem origem] numa profunda crise antropológica com a criação de ídolos novos, o culto do dinheiro e a ditadura de uma economia sem rosto, nem objetivo verdadeiramente humano."



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