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quarta-feira, 4 de março de 2015

O sr. Zeinal Bava e o porteiro da PT - Em 2009 o sr. Zeinal Bava da PT ganhou 2,5 M€. (1) Se o porteiro ganhasse uma média entre o salário médio e o salário mínimo nesse ano, Zeinal Bava ganharia qualquer coisa como 450 vezes mais

FOICEBOOK

                       

O sr. Zeinal Bava e o porteiro da PT

Em 2009 o sr. Zeinal Bava da PT ganhou 2,5 M€. (1) Se o porteiro ganhasse uma média entre o salário médio e o salário mínimo nesse ano, Zeinal Bava ganharia qualquer coisa como 450 vezes mais. Porém ficou evidenciado na sua audição na comissão parlamentar que não sabia mais que o porteiro/segurança da empresa.  Bem, recebia “tableau de bord”, contudo não sabia como 500M€ voavam da PT, qual o destino em aplicações de um “cash flow” anual como admitiu de 12 ou 15 000 M€ não conseguimos descortinar o que faria mais do que o porteiro perante os mesmos quadros. 
Fica-se coma ideia que alguém como que roubou aquela empresa. Que diabo, então não era suposto o porteiro não deixar entrar ladrões...Bem, isto não nos compete averiguar.
A audição tem servido para mostrar que todo um conjunto de elementos de uma pseudo elite, que se considera acima dos demais cidadãos; uma aristocracia do dinheiro a quem a comunicação social, catedráticos, comentadores se verga em subserviente adulação.
Indiferentes às vicissitudes do país e do seu povo. A única coisa que os motiva como foi dito, são os resultados obtidos, a significar que estes fins explicam os meios da austeridade.
A negociata das privatizações ficou bem clara por Zeinal Bava: por um lado o cash flow de 12  e 15 000 M€ é o dinheiro que falta ao Estado para as suas funções económicas e sociais, para o investimento. Por outro lado, segundo referiu com evidente satisfação  hoje o valor da PT Portugal é 3 a 4 vezes superior ao da privatização!
Também demonstrou que os acionistas da PT SGPS nada perderam em todo este processo, mesmo com a queda das cotações para cerca de 30% do que valiam antes!
A gente que aparece na comissão parlamentar ao BES, foi condecorada, recebia prémios, doutoramentos, catedráticos desfaziam-se no seu panegirico. Ganhavam por ano à volta de 1 M€ ou muito mais, sem contar com prémios, cartões de crédito, despesas de representação, viatura e outros serviços gratuitos…que o porteiro nem sequer se dá ao luxo de sonhar.
Que pena não haver um Camilo Castelo Branco para retratar esta burguesia arrogante, como no seu livro “A Corja”. Mas enfim, até a literatura atual reles e mesquinha  colabora submissa com as falácias de que o poder se serve.
Recordemos então Guerra Junqueiro nos seus tempos de visão de águia sobre a sociedade: “a burguesia, opípara  animal, silénica, grotesca, namora a deusa carne e adora o deus milhão (…) E chama-se a isto Progresso, ó Deus, esta farsada.”
 
1 - Dado que existe uma lista de VIP que quem tiver assesso à sua declaração de IRS é automáticamente sinalizado e sujeito processo que pode dar prisão, havendo dezenas de processos contra inspetores, designadamente os que pesquizaram Passos Coelho, como foi declarado pelo presidente do sindicato dos inspetores das finaças, declaro que os números aqui indicados foram retirados de uma revista Visão...


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Nemtsov: quem foi?

Nemtsov: quem foi?

Alguém matou a tiro Boris Nemtsov, de 56 anos, quando passeava com a namorada, uma modelo ucraniana de 22 anos, por uma ponte em Moscovo, perto do Kremlin, uma zona extremamente controlada pela polícia e forças de segurança. Um crime condenável e a exigir apuramento de responsabilidades.

Mas quem foi Boris Nemtsov? Ele foi Governador da Região de Nijni Novgorod, e Primeiro Vice-primeiro-ministro no governo de Boris Yeltsin. O agora encomiástico dirigente da oposição liberal russa tem sido designado como campeão das liberdades e autor de denúncias anti-corrupção. Forças politicas pró-ocidentais surgiram invocando a memória do “estadista”. As vozes do oportunismo político, em Portugal e em todo o mundo, invocaram logo a mão de Putin e do actual poder russo na morte do pseudo-herói, tudo sem provas.

Mas quem foi verdadeiramente Nemtsov? Na década de 90, os dois Boris participaram activamente na espoliação do património de Estado e dos recursos da economia, entregando-os a grupos oligárquicos criminosos e a interesses estrangeiros. A Rússia foi transformada nesse tempo num anão político, uma potência sem economia, com as pessoas na penúria, sem emprego e sem dignidade nacional. Os únicos que não se alegraram quando Nemtsov e a gangue de Yeltsin deixaram o poder foram alguns oligarcas e os neoliberais "ocidentais". 

Li recentemente a descrição da alienação da fábrica de instrumentos cirúrgicos em Vorsma, Lenine Zavod, 70 km a sul de Nijni Novgorod. Os mafiosos do grupo de Nemtsov inventaram um género de acções de participação na propriedade da empresa, distribuíram-nos pelos trabalhadores, deixaram de pagar ordenados aos trabalhadores, que na penúria venderam por qualquer preço ao mesmo grupo mafioso, donde a compra da fábrica a preço irrisório. A rapina generalizada dos enormes recursos naturais da Rússia foi tal que a massa monetária em dólares em circulação era superior á moeda nacional. Os gangues mafiosos enfrentavam-se como nas ruas de Chicago dos anos 20. Roman Abramovich, essa figura enigmática, do desporto e da riqueza, ganhou fortuna rápida com o petróleo e o alumínio estatais, obtida por corrupção do gangue de Yeltsin. Em 1998 a Rússia atingiu a falência económica e financeira. E a decadência total!

Depois de demitido do poder, e até ontem, Nemtsov foi figura insignificante da oposição política, com menos de 1% de votos. O verdadeiro partido de oposição na Rússia são os comunistas, com cerca de 20% do total de votos. Ninguém no governo tinha qualquer motivo para temer ou dar qualquer importância a Nemtsov. Dizem alguns milhafres, ou Milhazes, que sei eu, que Nemtsov ia publicar um livro sobre a presença militar russa na Ucrânia. O que os satélites americanos não tinham provado ainda, nem a “quinta coluna” interna, talvez pudesse ser revelado por um político sem qualquer apoio popular significativo, alguém pensou.

CR

cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt

BASTA DE FALSAS ILUSÕES - "A imagem de sindicalista e de líder de bairro não vende como em 1978, entre outras coisas, porque hoje não se parte dos quarenta anos da heroica luta antifascista, encabeçada pela classe trabalhadora, mas dos trinta anos da traição a essa causa e do predomínio de uma corrupta e vendida aristocracia operária, tão bem representada pelas submissas cúpulas sindicais e o reformismo político. Portanto, quem em seu momento foi peça fundamental da “transição”, o PCE eurocomunista, é atirado à lixeira da história e tratado como cachorro morto, uma vez cumprido seu triste papel e, inclusive, é excluído das assembleias de convergência, como recentemente ocorreu em Oviedo. O que hoje vende é outra coisa, algo mais parecido com o que, anteriormente, foi a anticomunista nova esquerda, porém mais jovem, mais poliglota, cosmopolita e profissional. Um verdadeiro distanciamento da classe no qual, no campo popular, a velha e corrompida aristocracia operária é removida dos postos de comando por uma raivosa e amplamente preparada pequena burguesia urbana."

Basta de falsas ilusões!
por Unidad y Lucha
"A imagem de sindicalista e de líder de bairro não vende como em 1978, entre outras coisas, porque hoje não se parte dos quarenta anos da heroica luta antifascista, encabeçada pela classe trabalhadora, mas dos trinta anos da traição a essa causa e do predomínio de uma corrupta e vendida aristocracia operária, tão bem representada pelas submissas cúpulas sindicais e o reformismo político. Portanto, quem em seu momento foi peça fundamental da “transição”, o PCE eurocomunista, é atirado à lixeira da história e tratado como cachorro morto, uma vez cumprido seu triste papel e, inclusive, é excluído das assembleias de convergência, como recentemente ocorreu em Oviedo. O que hoje vende é outra coisa, algo mais parecido com o que, anteriormente, foi a anticomunista nova esquerda, porém mais jovem, mais poliglota, cosmopolita e profissional. Um verdadeiro distanciamento da classe no qual, no campo popular, a velha e corrompida aristocracia operária é removida dos postos de comando por uma raivosa e amplamente preparada pequena burguesia urbana."
A “esquerda” vive tempos convulsos. Não existe dia em que não tomamos café da manhã com uma nova notícia sobre expulsões, cisões e novas plataformas. Desde o Podemos até o PSOE, passando pelas equivocadas fileiras da Izquierda Unida [Esquerda Unida] e do PCE, se sucedem as mudanças e os novos alinhamentos. Pablo Iglesias, Alberto Garzón, Monedero, Tania Sánchez, Mauricio Valiente, Ada Colau, Ángel Pérez, Tomás Gómez, Pedro Sánchez...; personagens que participam diariamente da vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras através das telas de plasma, páginas de jornal, emissoras de rádio e redes sociais.
O gatopardismo e a “crise do regime de 78”.
A “onda de ilusão”, a “mudança irrefreável”, a “convergência” e as candidaturas da “unidade popular” se apresentam diariamente na forma de reality show. Porém, o fenômeno não afeta apenas a margem esquerda do capitalismo espanhol. Pelo flanco direito, historicamente afetado por uma apatia patológica, entram também em cena novos atores. Albert Rivera e o fenômeno Ciudadanos [Cidadãos], seguem mimeticamente o manual empregado meses atrás com o Podemos e Pablo Iglesias: telegenia, juventude, transversalidade... E uma bandeira perfeitamente estudada a serviço de uma “mudança” calculada. A crise na cúpula capitalista, consequência da crise em sua base econômica, faz com que as classes dominantes se coloquem em marcha para dirigir essa “mudança”.
Poderia citar Lenin para descrever o processo vivido pela política espanhola, porém creio que a maneira mais gráfica de fazê-lo está em ’El gatopardo”, quando o personagem Tancredi expõe a seu tio Fabricio: “se queremos que tudo continue como está, é necessário que tudo mude”. “E agora, o que acontecerá? Bah! Negociações costuradas de tiroteios inócuos e, depois, tudo será igual apesar de tudo ter mudado”, “... uma dessas batalhas que se lidera, para que todo continue como está”.
O único assunto não contemplado pelos escritores deste reality é que os atores secundários do processo são pessoas de carne e osso: desempregados, jovens de quem se rouba o futuro, operários e operárias explorados até a exaustão, pessoas expulsas de sua casa, trabalhadores imigrantes parados com vaias, cacetetes e balas de borracha..., com cujas ilusões se joga um dia após o outro.
Se existe algo em que estamos de acordo com os fotogênicos atores do novo gatopardismo é que “o regime de 78” está em crise. E o que foi esse regime senão a nova forma de dominação adotada pelo capitalismo espanhol no momento histórico já que, após décadas de terror, o franquismo tinha deixado de servir aos interesses dos monopólios? Um momento no qual, assim como nos nossos dias, a “mudança” tornou-se moda e, entre outras coisas, pactuou-se um sistema eleitoral de bipartidarismo imperfeito no qual “todos tinham um lugar” sob o “guarda-chuva democrático” da Monarquia, afiançado posteriormente em 23 de fevereiro.
Crise bipartidária e “convergência”.
A ansiada “ruptura democrática” se transformou em renúncia, compromisso e transição de uma forma de dominação para outra. É que a realidade é teimosa e as crises capitalistas continuam sendo cíclicas e cada vez mais intensas. A riqueza de uns se acumula explorando outros e depois décadas de modernização do capitalismo espanhol, acompanhado de uma impudica orgia de corrupção e roubo massivo, o pilar bipartidarista se cambaleia diante da escassez crescente de nosso sofrido povo.
Novamente, é necessária uma “mudança” e, pela “esquerda”, se sucedem os movimentos. O PSOE resiste a seguir os passos do grego PASOK e busca novos atores-estrela para manter o barco flutuando. Na Izquierda Unida se pinta um quadro no qual não é Saturno quem devora seus filhos, mas são os filhos que devoram Saturno. E nesta “segunda transição” o operário não está na moda. A imagem de sindicalista e de líder de bairro não vende como em 1978, entre outras coisas, porque hoje não se parte dos quarenta anos da heroica luta antifascista, encabeçada pela classe trabalhadora, mas dos trinta anos da traição a essa causa e do predomínio de uma corrupta e vendida aristocracia operária, tão bem representada pelas submissas cúpulas sindicais e o reformismo político. Portanto, quem em seu momento foi peça fundamental da “transição”, o PCE eurocomunista, é atirado à lixeira da história e tratado como cachorro morto, uma vez cumprido seu triste papel e, inclusive, é excluído das assembleias de convergência, como recentemente ocorreu em Oviedo. O que hoje vende é outra coisa, algo mais parecido com o que, anteriormente, foi a anticomunista nova esquerda, porém mais jovem, mais poliglota, cosmopolita e profissional. Um verdadeiro distanciamento da classe no qual, no campo popular, a velha e corrompida aristocracia operária é removida dos postos de comando por uma raivosa e amplamente preparada pequena burguesia urbana.
Assim, o processo de “confluência” se converte em um reagrupamento sob as bandeiras neossocialdemocratas, as quais, com irrisórias resistências, a velha guarda eurocomunista se dobra. Isso, a sua maneira, dando um tiro após outro nos pés, com uma constante fuga para Podemos – Ganemos, ou como queiram chamar, em forma de conta-gotas e, às vezes, de jorro, e tudo isso sob o aplauso de Gerardo Iglesias, Julio Anguita e algum outro líder do naufrágio eurocomunista, que veem como esses jovens tão preparados podem agora culminar seu velho projeto, cristalizado tempo antes e com maior lucidez pelo senhor Santiago Carrillo no “Eurocomunismo e Estado”.
O reality show conta, de vez em quando, com alguns convidados-estrela. Vão dos vários intelectuais progressistas, quanto mais anglo-saxões ou nórdicos melhor, ao guru do Syriza, a estrela do Partido da Izquierda Europea... Alexis Tsipras. Tsipras é o novo menino da moda e os dirigentes da IU e Podemos competem até o ridículo para ver quem se parece mais com o Syriza e quem faz mais fotos com o dirigente europeu da nova socialdemocracia. O problema do convidado-estrela é que a tragédia grega avança com rapidez pela via de sentido único da União Europeia do capital e da guerra. Por isso, alguns aqui tratam de separar-se do que seus camaradas fazem em terras helênicas e repetem cada vez mais que a Grécia não é Espanha.
O polifônico coro da “convergência” se completa com uma plêiade de arrependidos e convertidos que atuam como camisas vermelhas do processo gatopardista e atacam a conduta da militância comunista, como sempre, como dogmática e sectária. São os mesmos que viram nascer os “sovietes” nas praças, de volta ao 15 de maio de 2011, e que consequentemente veem nos processos de convergência o germe de uma Frente Popular, o que na realidade apenas existe nos mais subjetivos recôncavos de sua própria frustração política. Mestre da tática flexível, gênios das mil etapas, que de vez em quando devem comparar seus próprios sonhos com a realidade ou reconhecer aberta e honestamente que cruzaram definitivamente o Rubicão.
Um caminho sem saída, um jogo com a ilusão.
Um dos recursos mais habituais do oportunismo intelectual da socialdemocracia, seja mais ou menos nova, é a separação hipócrita entre economia e política. É aí onde se joga impudicamente com as ilusões de milhões e milhões de pessoas. A nova socialdemocracia também não se contrapõe ao capitalismo. Seus dirigentes sabem perfeitamente que, sem derrotar o poder dos monopólios, as medidas políticas que propõem são cantos da sereia dirigidos a receber votos – e também os sonhos – de um povo que sofre e que aspira viver dignamente. Sabem que se o poder lhes dá certa margem de atuação, muito generosa nestes momentos, é precisamente porque nas condições de crise capitalista o oportunismo de ontem e de hoje atua como válvula de segurança do próprio sistema. Esse mesmo sistema que os novos socialdemocratas embelezam diariamente, gerando a falsa ilusão de que é possível uma democracia capitalista sem ditadura da classe dominante, a falsa ilusão de crer na utopia de dar marcha-ré na história e, de reforma em reforma, reverter o atual processo imperialista para chegar a uma idealizada fase pré-monopolista do capitalismo. É a alternativa recomendada do poder dos monopólios, precisamente porque é a “ilusão” das pessoas que querem encerrar nos parâmetros do aceitável pelo poder, e “imaginação” não lhes falta. Ou, dito mais cruelmente, é utilizada imaginativamente a ilusão das pessoas como querem chegar ao governo para servir ao poder, oferecendo uma gestão socialdemocracia que se faça de alternativa à gestão neoliberal representada pela direita e a velha socialdemocracia.
Nenhuma tolerância com o oportunismo e a nova socialdemocracia.
Por todas estas razões e, apesar das velhas e novas acusações de dogmatismo e sectarismo, ante as quais por força do costume esboçamos adiantadamente um amplo sorriso, hoje afirmamos que não podem existir tolerância nem coexistência alguma com o oportunismo e a nova socialdemocracia, e é uma necessidade que a vanguarda ideológica, política e organizativa da classe operária se expresse de forma distinta através do Partido Comunista.
Ruptura com a UE, com o Euro e a OTAN, socialização dos setores fundamentais da economia e poder da classe operária. Luta de classe e organização das forças operárias e populares em uma aliança, em uma frente operária e popular que aponte a saída socialista–comunista frente à barbárie capitalista. Nesse caminho, estamos todos unidos. E ao mesmo tempo, lutamos abertamente contra aqueles que pretendem apartar a classe operária desse caminho e conduzi-la, de novo, ao pântano capitalista da conciliação de classes, por trás de bandeiras estrangeiras e de falsas ilusões.
Combatendo a nova socialdemocracia!
R.M.T.
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Basta de falsas ilusões! - "A imagem de sindicalista e de líder de bairro não vende como em 1978, entre outras coisas, porque hoje não se parte dos quarenta anos da heroica luta antifascista, encabeçada pela classe trabalhadora, mas dos trinta anos da traição a essa causa e do predomínio de uma corrupta e vendida aristocracia operária, tão bem representada pelas submissas cúpulas sindicais e o reformismo político. Portanto, quem em seu momento foi peça fundamental da “transição”, o PCE eurocomunista, é atirado à lixeira da história e tratado como cachorro morto, uma vez cumprido seu triste papel e, inclusive, é excluído das assembleias de convergência, como recentemente ocorreu em Oviedo.

Posted: 04 Mar 2015 
Basta de falsas ilusões!
por Unidad y Lucha

"A imagem de sindicalista e de líder de bairro não vende como em 1978, entre outras coisas, porque hoje não se parte dos quarenta anos da heroica luta antifascista, encabeçada pela classe trabalhadora, mas dos trinta anos da traição a essa causa e do predomínio de uma corrupta e vendida aristocracia operária, tão bem representada pelas submissas cúpulas sindicais e o reformismo político. Portanto, quem em seu momento foi peça fundamental da “transição”, o PCE eurocomunista, é atirado à lixeira da história e tratado como cachorro morto, uma vez cumprido seu triste papel e, inclusive, é excluído das assembleias de convergência, como recentemente ocorreu em Oviedo. O que hoje vende é outra coisa, algo mais parecido com o que, anteriormente, foi a anticomunista nova esquerda, porém mais jovem, mais poliglota, cosmopolita e profissional. Um verdadeiro distanciamento da classe no qual, no campo popular, a velha e corrompida aristocracia operária é removida dos postos de comando por uma raivosa e amplamente preparada pequena burguesia urbana."

A “esquerda” vive tempos convulsos. Não existe dia em que não tomamos café da manhã com uma nova notícia sobre expulsões, cisões e novas plataformas. Desde o Podemos até o PSOE, passando pelas equivocadas fileiras da Izquierda Unida [Esquerda Unida] e do PCE, se sucedem as mudanças e os novos alinhamentos. Pablo Iglesias, Alberto Garzón, Monedero, Tania Sánchez, Mauricio Valiente, Ada Colau, Ángel Pérez, Tomás Gómez, Pedro Sánchez...; personagens que participam diariamente da vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras através das telas de plasma, páginas de jornal, emissoras de rádio e redes sociais.

O gatopardismo e a “crise do regime de 78”.

A “onda de ilusão”, a “mudança irrefreável”, a “convergência” e as candidaturas da “unidade popular” se apresentam diariamente na forma de reality show. Porém, o fenômeno não afeta apenas a margem esquerda do capitalismo espanhol. Pelo flanco direito, historicamente afetado por uma apatia patológica, entram também em cena novos atores. Albert Rivera e o fenômeno Ciudadanos [Cidadãos], seguem mimeticamente o manual empregado meses atrás com o Podemos e Pablo Iglesias: telegenia, juventude, transversalidade... E uma bandeira perfeitamente estudada a serviço de uma “mudança” calculada. A crise na cúpula capitalista, consequência da crise em sua base econômica, faz com que as classes dominantes se coloquem em marcha para dirigir essa “mudança”.

Poderia citar Lenin para descrever o processo vivido pela política espanhola, porém creio que a maneira mais gráfica de fazê-lo está em ’El gatopardo”, quando o personagem Tancredi expõe a seu tio Fabricio: “se queremos que tudo continue como está, é necessário que tudo mude”. “E agora, o que acontecerá? Bah! Negociações costuradas de tiroteios inócuos e, depois, tudo será igual apesar de tudo ter mudado”, “... uma dessas batalhas que se lidera, para que todo continue como está”.

O único assunto não contemplado pelos escritores deste reality é que os atores secundários do processo são pessoas de carne e osso: desempregados, jovens de quem se rouba o futuro, operários e operárias explorados até a exaustão, pessoas expulsas de sua casa, trabalhadores imigrantes parados com vaias, cacetetes e balas de borracha..., com cujas ilusões se joga um dia após o outro.

Se existe algo em que estamos de acordo com os fotogênicos atores do novo gatopardismo é que “o regime de 78” está em crise. E o que foi esse regime senão a nova forma de dominação adotada pelo capitalismo espanhol no momento histórico já que, após décadas de terror, o franquismo tinha deixado de servir aos interesses dos monopólios? Um momento no qual, assim como nos nossos dias, a “mudança” tornou-se moda e, entre outras coisas, pactuou-se um sistema eleitoral de bipartidarismo imperfeito no qual “todos tinham um lugar” sob o “guarda-chuva democrático” da Monarquia, afiançado posteriormente em 23 de fevereiro.

Crise bipartidária e “convergência”.

A ansiada “ruptura democrática” se transformou em renúncia, compromisso e transição de uma forma de dominação para outra. É que a realidade é teimosa e as crises capitalistas continuam sendo cíclicas e cada vez mais intensas. A riqueza de uns se acumula explorando outros e depois décadas de modernização do capitalismo espanhol, acompanhado de uma impudica orgia de corrupção e roubo massivo, o pilar bipartidarista se cambaleia diante da escassez crescente de nosso sofrido povo.

Novamente, é necessária uma “mudança” e, pela “esquerda”, se sucedem os movimentos. O PSOE resiste a seguir os passos do grego PASOK e busca novos atores-estrela para manter o barco flutuando. Na Izquierda Unida se pinta um quadro no qual não é Saturno quem devora seus filhos, mas são os filhos que devoram Saturno. E nesta “segunda transição” o operário não está na moda. A imagem de sindicalista e de líder de bairro não vende como em 1978, entre outras coisas, porque hoje não se parte dos quarenta anos da heroica luta antifascista, encabeçada pela classe trabalhadora, mas dos trinta anos da traição a essa causa e do predomínio de uma corrupta e vendida aristocracia operária, tão bem representada pelas submissas cúpulas sindicais e o reformismo político. Portanto, quem em seu momento foi peça fundamental da “transição”, o PCE eurocomunista, é atirado à lixeira da história e tratado como cachorro morto, uma vez cumprido seu triste papel e, inclusive, é excluído das assembleias de convergência, como recentemente ocorreu em Oviedo. O que hoje vende é outra coisa, algo mais parecido com o que, anteriormente, foi a anticomunista nova esquerda, porém mais jovem, mais poliglota, cosmopolita e profissional. Um verdadeiro distanciamento da classe no qual, no campo popular, a velha e corrompida aristocracia operária é removida dos postos de comando por uma raivosa e amplamente preparada pequena burguesia urbana.

Assim, o processo de “confluência” se converte em um reagrupamento sob as bandeiras neossocialdemocratas, as quais, com irrisórias resistências, a velha guarda eurocomunista se dobra. Isso, a sua maneira, dando um tiro após outro nos pés, com uma constante fuga para Podemos – Ganemos, ou como queiram chamar, em forma de conta-gotas e, às vezes, de jorro, e tudo isso sob o aplauso de Gerardo Iglesias, Julio Anguita e algum outro líder do naufrágio eurocomunista, que veem como esses jovens tão preparados podem agora culminar seu velho projeto, cristalizado tempo antes e com maior lucidez pelo senhor Santiago Carrillo no “Eurocomunismo e Estado”.

O reality show conta, de vez em quando, com alguns convidados-estrela. Vão dos vários intelectuais progressistas, quanto mais anglo-saxões ou nórdicos melhor, ao guru do Syriza, a estrela do Partido da Izquierda Europea... Alexis Tsipras. Tsipras é o novo menino da moda e os dirigentes da IU e Podemos competem até o ridículo para ver quem se parece mais com o Syriza e quem faz mais fotos com o dirigente europeu da nova socialdemocracia. O problema do convidado-estrela é que a tragédia grega avança com rapidez pela via de sentido único da União Europeia do capital e da guerra. Por isso, alguns aqui tratam de separar-se do que seus camaradas fazem em terras helênicas e repetem cada vez mais que a Grécia não é Espanha.

O polifônico coro da “convergência” se completa com uma plêiade de arrependidos e convertidos que atuam como camisas vermelhas do processo gatopardista e atacam a conduta da militância comunista, como sempre, como dogmática e sectária. São os mesmos que viram nascer os “sovietes” nas praças, de volta ao 15 de maio de 2011, e que consequentemente veem nos processos de convergência o germe de uma Frente Popular, o que na realidade apenas existe nos mais subjetivos recôncavos de sua própria frustração política. Mestre da tática flexível, gênios das mil etapas, que de vez em quando devem comparar seus próprios sonhos com a realidade ou reconhecer aberta e honestamente que cruzaram definitivamente o Rubicão.

Um caminho sem saída, um jogo com a ilusão.

Um dos recursos mais habituais do oportunismo intelectual da socialdemocracia, seja mais ou menos nova, é a separação hipócrita entre economia e política. É aí onde se joga impudicamente com as ilusões de milhões e milhões de pessoas. A nova socialdemocracia também não se contrapõe ao capitalismo. Seus dirigentes sabem perfeitamente que, sem derrotar o poder dos monopólios, as medidas políticas que propõem são cantos da sereia dirigidos a receber votos – e também os sonhos – de um povo que sofre e que aspira viver dignamente. Sabem que se o poder lhes dá certa margem de atuação, muito generosa nestes momentos, é precisamente porque nas condições de crise capitalista o oportunismo de ontem e de hoje atua como válvula de segurança do próprio sistema. Esse mesmo sistema que os novos socialdemocratas embelezam diariamente, gerando a falsa ilusão de que é possível uma democracia capitalista sem ditadura da classe dominante, a falsa ilusão de crer na utopia de dar marcha-ré na história e, de reforma em reforma, reverter o atual processo imperialista para chegar a uma idealizada fase pré-monopolista do capitalismo. É a alternativa recomendada do poder dos monopólios, precisamente porque é a “ilusão” das pessoas que querem encerrar nos parâmetros do aceitável pelo poder, e “imaginação” não lhes falta. Ou, dito mais cruelmente, é utilizada imaginativamente a ilusão das pessoas como querem chegar ao governo para servir ao poder, oferecendo uma gestão socialdemocracia que se faça de alternativa à gestão neoliberal representada pela direita e a velha socialdemocracia.

Nenhuma tolerância com o oportunismo e a nova socialdemocracia.

Por todas estas razões e, apesar das velhas e novas acusações de dogmatismo e sectarismo, ante as quais por força do costume esboçamos adiantadamente um amplo sorriso, hoje afirmamos que não podem existir tolerância nem coexistência alguma com o oportunismo e a nova socialdemocracia, e é uma necessidade que a vanguarda ideológica, política e organizativa da classe operária se expresse de forma distinta através do Partido Comunista.

Ruptura com a UE, com o Euro e a OTAN, socialização dos setores fundamentais da economia e poder da classe operária. Luta de classe e organização das forças operárias e populares em uma aliança, em uma frente operária e popular que aponte a saída socialista–comunista frente à barbárie capitalista. Nesse caminho, estamos todos unidos. E ao mesmo tempo, lutamos abertamente contra aqueles que pretendem apartar a classe operária desse caminho e conduzi-la, de novo, ao pântano capitalista da conciliação de classes, por trás de bandeiras estrangeiras e de falsas ilusões.

Combatendo a nova socialdemocracia!


R.M.T.




Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)



NOTAS - GRANADEIRO, PILATOS, BES E PT

HENRIQUE GRANADEIRO A SER OUVIDO SOBRE A 
QUESTÃO DO BES/PT


ONDE ESTÁ A VERDADE ?


RESPOSTA DO ANTIGO PRESIDENTE DA PT: Pilatos 
perguntou a Cristo o que é a verdade ? e 
Cristo não lhe respondeu.
QUE QUERERÃO OS DEPUTADOS NAS COMISSÕES DE 
INQUÉRITO, QUE QUERERÁ O POVO 
SABER SOBRE AS TRAFULHAS E 
ASVIGARICES FEITAS NA PT E NO BES ?
NÃO FALTAM PILATOS NA BANCA, NÃO FALTAM 
PILATOS COMO ADMINISTRADORES DE 
EMPRESAS, NÃO FALTAM JUDAS E PILATOS COMO 
DEPUTADOS E NÃO FALTAM CRISTOS 
ROTOS E CHICOTEADOS POR ESTE PAÍS.


António Garrochinho

NOTAS - CONVERSA DA TRETA

JÁ ME ABORRECE OUVIR GENTE NO ETERNO PEDITÓRIO MANIFESTANDO O DESEJO

DE QUE ESTE GOVERNO SE DEMITISSE COMO SE ALGUÉM ACREDITASSE QUE ELES O

FIZESSEM.

TRETAS !

António Garrochinho

- ERA DISTO QUE FALAVA PASSOS ONTEM OU HAVERÁ AINDA MUITO MAIS E MAIS !? -Nova polémica envolve Passos. Primeiro-ministro teve 5 processos no fisco


Nova polémica envolve Passos. 


Primeiro-ministro teve 5 processos no fisco



Depois das dívidas à Segurança Social, nova polémica. Documentos a que o Expresso teve acesso indicam cinco processos instruídos entre 2003 e 2007 pelo fisco. Total ascende a quase seis mil euros. Expresso colocou oito perguntas ao gabinete do primeiro-ministro, que se recusou a responder.


Nova polémica envolve Passos. Primeiro-ministro teve 5 processos no fisco
 FOTO TIAGO MIRANDA

Silêncio total. Nem confirmação nem desmentido. 
O gabinete de Pedro Passos Coelho recusa-se a comentar a 
existência de pelo menos cinco processos de execução fiscal 
sobre o contribuinte Pedro Passos Coelho, instruídos entre 
2003 e 2007. As alegações correm há algum tempo e até já 
estão detalhadas em blogs na internet mas São Bento 
argumenta, tal como Passos Coelho já tinha dito na 
terça-feira, que se trata da relação sigilosa entre um cidadão 
e a máquina fiscal.   


http://expresso.sapo.pt

CASAL VIVE NA MISÉRIA COM 50 EUROS MENSAIS - Isaura e o marido são pastores e vivem sem um único apoio.

CASAL VIVE NA MISÉRIA COM 50 EUROS MENSAIS


Um casal de idosos de Valpaços vive numa casa sem as mínimas condições de habitabilidade, onde falta quase tudo, em especial dinheiro para colocar comida na mesa.
Batemos à porta de Isaura Teixugueira, no bairro das Lages, e com um sorriso no rosto mandou-nos entrar, dando-nos conta da falta de recursos e dignidade humana, numa habitação em tijolos, e sem uma casa de banho.
O marido de Isaura não estava em casa, saiu de manhã com o rebanho e só volta depois do pôr-do-sol.
O casal sobrevive sem um único apoio, está fora dos programas sociais, não recebe o Rendimento Social de Inserção, não tem ajuda dos vizinhos e o pouco dinheiro, cerca de 50 euros por mês, é para pagar as contas mensais.
A saúde não abunda, não há dinheiro para comprar fármacos e a carência de nutrição motiva mais problemas.
Isaura tem vergonha de pedir ajuda, apenas e só, porque não quer incomodar.
O pior é quando falta a comida, o que acontece várias vezes ao longo do mês, e a alimentação é à base de batata e couve, aquilo que a terra vai dando.
É também preciso fazer pequenas obras, para que o frio do inverno não invada os seus dias.
Com um brilho nos olhos de esperança por melhores dias, Isaura não abdica de ir trabalhar para o campo, a guardar o gado que não lhes pertence e que na hora de vender, o dinheiro é para dividir com o proprietário.
 E é com fé que vai ultrapassando as angústias do dia-a-dia.
Numa altura em que se fala tanto da necessidade de despertar consciências para a existência de casos de pobreza extrema, ninguém deveria ficar indiferente ao facto de haver quem viva em plena miséria, sem uma casa de banho digna.
Este é apenas um, dos muitos casos de pessoas que vivem em condições sub-humanas e de profunda miséria.

Fonte: Parceiro Jornalq.com

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25 tatuagens 3D que vão fundir o seu cérebro

Mais realistas que os desenhos tradicionais, as tatuagens 3D dão a impressão de que a tattoo está saindo ou entrando na pele. O visual em terceira dimensão é causado, principalmente, pela técnica de sombreamento que o tatuador faz.
Abaixo, vamos listar 25 tattoos 3D que vão fundir o seu cérebro.

1. O salto

2. Engrenagens

3. Armadura

4. Fotógrafa

5. NES

6. Boca

7. Ilusão

8. Pekaboo

9 . Popeye

10. Geometria

11. Alice

12. Superman Monroe

13. Sapatos

14. Pregadão

15. Planeta

16. Patinha

17 . Ilusão II

18. Bola de cristal

19. Zíper

20. Quebra-pé

21. Zíper II

22. Ceifador

23. Costurado

24. Penas

25. Bússola

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