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domingo, 22 de fevereiro de 2015

“Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo” - veja aqui novas provas

“Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo”

Tal como a Carla noticiou em primeira mão, a Skai TV, que faz parte de um dos maiores grupos de media da Grécia, afirma que “Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo” da Grécia com o Eurogrupo.
Aqui fica o link e uma captura de ecrã para que esteja documentada a canalhada a que estamos sujeitos.
skaiTV
Tradução Google, fraquita, mas pode-se sempre ler o original em grego.
PS: o fuso horário da Grécia é Lisboa + 2 horas.
Adenda: Ouça os comentários dos intervenientes no vídeo seguinte:







2015.02.21 Varoufakis – Eles estão a querer ser mais alemães que a Alemanha

http://aventar.eu/

O FASCISMO ESTÁ ESPALHADO POR TODA A PARTE, SÓ A FERRO E FOGO É QUE SE VENCE ESTA CANALHA - ESTA VEM DE ITÁLIA : Deu sandes a mendigo e acabou multado

DE ITÁLIA...

ACREDITE SE QUISER

Deu sandes a mendigo e acabou multado
Insólito ocorreu em Itália e gerou uma onda de indignação

Por: Redação / CLC | ontem às 16:57

O dono de um café em Itália deu uma sandes a um mendigo e acabou por ser multado. Logo após a boa ação, recebeu uma coima por não ter emitido um recibo referente à «transação». 

O caso aconteceu no estabelecimento de Salvatore Picardi, que fica no centro histórico de Marigliano, cidade perto de Nápoles, no sul da Itália. 

Quando Picardi deu a sandes ao mendigo, dois inspetores das Finanças (Guardia di Finanza, autoridade tributária italiana), também estavam no café. Logo depois do gesto, os inspetores passaram a multa ao proprietário, alegando que segundo a legislação italiana, todas as transações têm que ser registradas para fins tributários, incluindo doações. 

O dono do estabelecimento ficou indignado: «Vou continuar a doar comida, mas fatos como este podem acabar por levar as pessoas a mostrarem menos solidariedade no dia-a-dia». 

O caso passou rapidamente a gerar revolta nas redes sociais do país, especialmente porque a chefia da «Guardia di Finanza» tinha declarado no início do ano que iria concentrar-se no combate à evasão de grandes somas de dinheiro. 

A multa em causa varia entre 150 a 2500 euros.


lusibero.blogspot.pt

O “Die Welt" refere que Maria Luís Albuquerque “pediu pessoalmente” a Wolfgang Schäuble para nas negociações do Eurogrupo sobre a Grécia não ceder, segundo “fontes bem informadas”

Maria Luís Albuquerque pediu a Schäuble para não ceder, diz jornal alemão

Segundo o “Die Welt”, a atual ministra das Finanças de Portugal, Maria Luís Albuquerque, pediu “pessoalmente” ao ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, para não ceder à Grécia.
Wolfgang Schäuble e Maria Luís Albuquerque - foto de Stephanie Pilick/Epa/Lusa











“Die Welt" refere que Maria Luís Albuquerque “pediu pessoalmente” a Wolfgang Schäuble para nas negociações do Eurogrupo sobre a Grécia não ceder, segundo “fontes bem informadas”.
Maria Luís Albuquerque, pelo contrário, declarou no jornal da TVI das 20 h deste sábado: “Não sugeri a alteração de uma única vírgula”, referindo-se à sua posição no Eurogrupo em relação ao acordo com a Grécia.
Maria Luís Albuquerque disse mesmo “não sei por que o ministro das Finanças [da Grécia] terá dito isso”, que os ministros de Portugal e de Espanha foram “mais alemães do que a Alemanha”.
A ministra das Finanças de Portugal disse ainda à TVI, que a sua intervenção “foi no sentido de ser seguido o procedimento habitual”, acrescentando: “A questão que coloquei tem a ver com o procedimento no sentido de ser seguido o procedimento habitual que é a troika, depois de avaliar as medidas, reportar aos elementos do Eurogrupo, explicando qual foi a sua avaliação”.
O “Die Welt” confirma, no entanto, as pressões dos governos de Portugal e Espanha e a afirmação de Yanis Varoufakis de que tinham sido “mais alemães do que a Alemanha”.
Maria Luís Albuquerque justificou-se ainda dizendo “também podemos dizer que estamos colados às posições do Chipre ou da Estónia”, escamoteando que o governo alemão não só é o mais influente no Eurogrupo, como tem sido o grande defensor da política austeritária na Europa e o grande opositor na Europa ao governo grego do Syriza.
Maria Luís Albuquerque disse ainda que não se considera aluna, mas sim colega de Schäuble, porém, o papel que desempenhou nesta situação, juntamente com o governo PSD/CDS-PP, tem sido de facto o de boa aluna do ministro das Finanças da Alemanha, o que a foto do momento que protagonizou simbolicamente ilustra.

www.esquerda.net

Governo classifica Oceanário como “serviço público” e abre portas à concessão a privados

Governo classifica Oceanário como “serviço público” e abre portas à concessão a privados
A proposta do Orçamento do Estado para 2015 previa um encaixe de 40 milhões de euros com a exploração do equipamento. A sua classificação como “serviço público” dá o primeiro passo nesse sentido. Há já interessados na concessão.

O Conselho de Ministros qualificou esta quinta-feira, 19 de Fevereiro, como "serviço público" a actividade e a respectiva exploração do Oceanário de Lisboa. Para o executivo, o equipamento apresenta "relevância pedagógica, social, científica e cultural".

A classificação abre oficialmente a porta para a exploração desta infra-estrutura a privados, considerando o Governo que a "actividade de serviço público do Oceanário de Lisboa é passível de ser concessionada".

"A condução do processo de concessão deverá ser assegurada pela Parque Expo no âmbito do respectivo plano de liquidação a aprovar, tendo já sido recebidas manifestações de interesse de diversas entidades nacionais e internacionais", explicou ao Negócios fonte oficial do Ministério do Ambiente.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2015, o Executivo chegou mesmo a avançar com uma previsão de receitas de 40 milhões de euros com a concessão do equipamento este ano.

O Oceanário é detido na totalidade pela Parque Expo, empresa que se encontra em processo de extinção. Em Outubro do ano passado foi nomeada uma comissão liquidatária e definido um espaço de dois anos para o seu encerramento. Desde 2011 que havia vontade de dissolver a companhia, da qual o Estado é o principal accionista (99,78%).

Há vários anos que a empresa criada, em 1993, para construir e desmantelar a Expo 98 apresenta contas deficitárias. Em 2013, registou prejuízos de 14,6 milhões de euros.

A Parque Expo vendeu o Pavilhão Atlântico (agora Meo Arena) e transferiu a gestão do Pavilhão do Conhecimento para a tutela do Ministério da Ciência. À semelhança do Oceanário, também o Pavilhão de Portugal tem o seu futuro pendente. O espaço será "tratado no âmbito do plano de liquidação [da Parque Expo]".

Ao Negócios, a mesma fonte do Governo esclarece que as características do Pavilhão de Portugal "sugerem a consideração de um modelo de gestão que garanta a divulgação e promoção das áreas do ambiente, da energia e do ordenamento do território, bem como da difusão da língua e cultura portuguesas."

O Oceanário de Lisboa está agora avaliado em 40 milhões de euros.

As duas mulheres de Rackam, o Terrível (episódio da História do Fracasso) - A história das duas mulheres piratas é contada num livro primoroso publicado em 1724, The General History of the Pirates, assinado por um capitão Charles Johnson, com várias edições e também conhecido por Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos (1).

A história das duas mulheres piratas é contada num livro primoroso publicado em 1724, The General History of the Pirates, assinado por um capitão Charles Johnson, com várias edições e também conhecido por Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos (1). O autor tinha tal domínio da técnica literária que existiu durante muito tempo a suspeita de ser o pseudónimo de Daniel Defoe, o autor deRobinson Crusoe. Parece que não é assim: o livro terá mesmo sido escrito por um antigo pirata. As suas fontes não são conhecidas, mas grande parte da narrativa baseou-se em factos ou em lendas que circulavam entre os marinheiros, talvez até em histórias vividas. 
Num dos capítulos do livro do capitão Johnson apareciam os nomes de duas mulheres, Mary Read e Anne Bonny, que integravam a tripulação do temível capitão John Rackam, que assolou os mares das Caraíbas por volta de 1720. De início, toda a gente pensava que neste relato o autor deixara à solta a fantasia, mas as duas mulheres piratas existiram mesmo. Johnson conta como ambas se defenderam em tribunal mostrando os ventres inchados. A justiça britânica não executava grávidas e foi assim que elas evitaram o enforcamento.
  
Mary Read (2) tinha 32 anos quando enfrentou a ameaça de pena capital na Jamaica. Vivera muito tempo sob disfarce masculino, a começar nos primeiros anos de vida, ainda em Inglaterra. A sua mãe mentiu, dizendo à família que tinha um filho, obrigando a filha ilegítima a fazer-se passar por uma criança anterior, do sexo masculino, que morrera pouco antes dela nascer.
Este detalhe é importante para perceber a mentalidade da pirata e exige alguma explicação: a mãe de Mary era casada com um capitão da marinha inglesa e o casal teve um filho, que morreu na infância, numa altura em que o marinheiro estava fora de casa. A senhora não informou o marido sobre o que sucedera. Ela era jovem e bonita, tivera um descuido do qual resultou uma outra bebé, mas do sexo errado. Não podendo aparecer à família com uma menina nos braços, Mary era disfarçada de rapaz, assumindo de alguma forma a aparência da criança falecida.
O pai de Mary (pai no papel, naturalmente) nunca regressou a Inglaterra, por motivos que não são referidos, presumindo-se que tenha morrido durante as suas perigosas expedições. A família do marinheiro acreditava na existência de um descendente masculino e tentava ajudar a viúva, enviando regularmente algum dinheiro. Este era o principal motivo do disfarce e foi sem dúvida o início apropriado de uma vida rebelde.

Desde cedo, Mary teve o gosto da aventura. Após uma passagem por França, ao serviço de uma senhora muito rica, a rapariga disfarçou-se de homem e partiu para a guerra na Flandres (Guerra da Sucessão Espanhola). Durante este conflito, sempre a fazer-se passar por homem, a intrépida inglesa lutou na infantaria e num regimento de cavalaria, mas apaixonou-se por um camarada de armas e, segundo o relato do capitão Johnson, isso tornou-se incompatível com os deveres dos soldados, “pois parece que Marte e Vénus não podem ser servidos ao mesmo tempo”.
Esta enorme frase podia servir de epitáfio a Mary Read, que perdeu o marido no momento de máxima felicidade, já terminada a guerra, quando ambos geriam uma estalagem perto de Breda, nos Países Baixos. A inglesa deve ter ficado abalada com a morte do amante e certamente hesitou sobre o futuro. Num primeiro tempo, tentou o regresso à vida militar, no entanto a guerra terminara. Então, decidiu emigrar para as Índias Ocidentais, sempre disfarçada de homem, mas o barco em que viajava foi capturado pelo pirata John Rackam, conhecido por Calico Jack.
Vários episódios demonstram que John Rackam não era propriamente um terror dos sete mares, antes um capitão hesitante e fraco, que não teria saído da segunda divisão da pirataria nas Caraíbas se não tivesse capturado o navio holandês em que viajava Mary Read. A prisioneira era uma mulher invulgar, uma verdadeira força da natureza: o navio foi pilhado e seguiu viagem, mas Read (fazendo-se passar por homem) viu ali uma oportunidade e juntou-se à tripulação dos piratas, mantendo o disfarce.
Rackam nunca foi o Terrível, isso veio mais tarde, quando o pirata das Caraíbas serviu de inspiração para uma das personagens mais impetuosas das aventuras de Tintim, a banda desenhada do belga Hergé. No seu tempo, o verdadeiro John Rackam viria a ficar famoso sobretudo devido à ligação com outra mulher, Anne Bonny, e ao facto de ter usado uma bandeira com um desenho original, que incluía uma caveira cruzada por dois sabres, em fundo preto, já muito próximo do ícone que viria a dar grande fama à pirataria do século XVIII, a chamada Jolly Roger, bandeira também de fundo preto, com uma caveira e duas tíbias cruzadas (3)

Está na altura de conhecermos Anne Bonny, que também seguia a bordo e que se juntara à tripulação pirata em circunstâncias que se desconhecem. Ela era uma irlandesa com pouco mais de vinte anos, filha de um negociante rico que a viria a proteger no momento de maior aflição. Bonny achou graça ao suposto rapaz do navio capturado que se juntara aos piratas e só mais tarde descobriu que este era de facto uma mulher. Como guardou o segredo, o capitão Rackam começou a ficar ciumento das cumplicidades entre Bonny e o recém-chegado e, a certo ponto, perdeu as estribeiras e ameaçou cortar o pescoço ao suposto namorado. Foi assim que Bonny o informou sobre o verdadeiro sexo do alegado rival. O relato do capitão Johnson não dá mais explicações sobre estes equívocos picantes, apenas nos informa que as duas mulheres eram muito amigas, que se vestiam como os outros tripulantes e que sabiam combater.
Observando com mais cuidado, o pirata Rackam fez bem em não tentar cortar o pescoço ao suposto namorado da sua Bonny. Em primeiro lugar porque não havia namoro algum e, depois, Mary Read era militar profissional, como revela uma das pequenas historietas dentro desta história: Read, já sem disfarce, embora com direitos de combatente, apaixonara-se por um dos tripulantes e, em certo dia, soube que este teria de combater em duelo até à morte. Era assim o código de honra dos piratas, que exigia a reparação de insultos através do sangue. Ora, o amante de Mary tinha escassas hipóteses de sobreviver a essa luta, por isso ela insultou gravemente o mesmo adversário e combinou um combate duas horas antes do duelo em que o amante estaria envolvido e na mesma praia. Mary combateu com espada e matou o opositor, salvando assim a vida do namorado.

Tudo indica que John Rackam era um capitão bastante incompetente e, em Outubro de 1720, foi surpreendido com metade da tripulação num estupor alcoólico. Atacado pelas autoridades navais britânicas, a resistência foi mínima, excepto a de um grupo onde estavam as duas mulheres, que tentaram em vão incentivar os restantes piratas à luta. Este facto complicaria mais tarde a sua defesa em tribunal. Ficou provado que eram lutadoras voluntárias e não simples cativas. O que as salvou da forca foi o facto de estarem grávidas.
Por especial favor do tribunal, Calico Jack, antes de morrer, ainda teve uma conversa com a sua amante, Anne Bonny. Esta disse-lhe que lamentava a situação em que ele se encontrava, mas “se tivesse lutado como um homem, não haveria necessidade de morrer como um cão”.
Assim aconteceu: Rackam foi enforcado a 18 de Novembro de 1721 e o seu corpo pendurado à entrada de Port Royal, na Jamaica. Tinha 32 anos. A irlandesa sobreviveu a todas estas aventuras, com aparente ajuda dos pais ricos. Johnson afirma saber que ela não foi executada e mais tarde surgiram provas documentais de que, na realidade, a amante de John Rackam morreu na Carolina do Sul, em 1782, com quase 90 anos, o que era uma idade extremamente avançada nessa época. Ela teve pelo menos dez filhos, pelo que haverá muitos descendentes seus nos Estados Unidos.
Mary Read não teve tanta sorte. Morreu na prisão em Abril de 1721, de uma febre não especificada. Não se sabe se teve a criança ou o que aconteceu ao amante que salvara na praia, mas presume-se que ele tenha seguido o mesmo fim que os outros piratas, o enforcamento. Tanto tempo depois, o que se sabe é que Rackham não era assim tão terrível, que houve mesmo duas mulheres entre os piratas das Caraíbas, e que uma delas, Mary Read, foi uma incomparável mistura de Vénus e de Marte, de amor e de guerra. 


(1) O livro do Capitão Johnson foi recentemente editado em Portugal pela Cavalo de Ferro, História Geral dos Piratas, trad. de Nuno Batalha. 
(2) A história de Mary Read tem interessado a literatura. Em português, existe uma biografia romanceada, A Pirata, da autoria de Luísa Costa Gomes (D. Quixote, 2006).
(3) A grande fama dos piratas das Caraíbas veio sobretudo deste livro do capitão Johnson, que inspirou muitos autores durante dois séculos e tem preciosa informação sobre a pirataria da época e os seus efeitos, nomeadamente no caso de Portugal. Há muitos relatos históricos sobre as sucessivas vagas de pirataria e os seus protagonistas, geralmente náufragos de guerras ou fugitivos de injustiça. As façanhas mais sinistras foram sendo envolvidas em lenda e certa dose de romantismo. A pirataria tornou-se tema de romances e sustentou o género literário das aventuras.


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Documentários - Submarinos secretos do Japão [5/5]

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Documentários - Submarinos secretos do Japão [3/5]

Documentários - Submarinos secretos do Japão [2/5] - vídeo 2

Documentários - Submarinos secretos do Japão [1/5] - vídeo 1

MUITOS FACTOS SURPREENDENTES SOBRE GENGIS KHAN E SOBRE OS MONGÓIS

factos curiosos sobre Genghis Khan

Entre 1206 e 1227, o líder mongol Genghis Khan conquistou quase 12 milhões de quilômetros quadrados de território, mais do que qualquer outro indivíduo na história. Ao longo dessa jornada, ele abriu seu caminho através da crueldade, devastando a Ásia e a Europa e deixando incontáveis milhões de mortos por onde suas hordas passavam. Mas, ele também modernizou a cultura mongol, abraçou a liberdade religiosa e ajudou a fortalecer o comércio entre o Oriente e o Ocidente. Conheça 10 fatos interessantes sobre esse grande governante que com suas conquistas mudou os rumos da história.


1 -  "Genghis" não era seu nome verdadeiro.
Genghis Khan
O homem que se tornaria o "Grande Khan" dos mongóis nasceu ao longo das margens do rio Onon por volta de 1162 e chamava-se Temudjin, que significa "de ferro" ou "ferreiro." Ele  conseguiu o título honorífico de  "Genghis Kahn”  somente em 1206, quando foi proclamado líder dos mongóis em uma reunião tribal conhecido como kurultai.  Khan é um título tradicional que significa líder ou chefe. Os historiadores ainda não tem certeza sobre as origens da palavraGenghis. Ela pode significar  "oceano" ou "justo", mas no contexto histórico é geralmente traduzida como "líder supremo" ou "governante universal."


2 -  Ele teve uma infância difícil.

Desde tenra idade, Genghis Khan foi forçado a lidar com a brutalidade da vida nas estepes da Mongólia. Tártaros rivais envenenaram seu pai quando Genghis Khan  tinha apenas nove anos, mais tarde, sua própria tribo expulsou sua família,  deixando sua mãe sozinha para criar os sete filhos. Genghis Khan cresceu caçando e forrageando para sobreviver, e, segundo algumas lendas, talvez tenha até mesmo assassinado seu meio-irmão em uma disputa sobre comida. Durante sua adolescência, clãs rivais sequestraram tanto a ele quanto a sua jovem esposa Borte;  Genghis Khan viveu como escravo até realizar uma ousada fuga. Apesar de todas estas dificuldades, lá pelos seus 20 anos, ele já havia se estabelecido como um guerreiro formidável e um líder brilhante. Depois de juntar seu exército de seguidores, Genghis Khan começou a forjar alianças com os chefes das tribos mais importantes. Por volta de  1206, ele havia unido com sucesso os povos das estepes sob sua bandeira e começou a planejar  a conquista de terras além da Mongólia.


3 -  Não há registro definitivo de como ele era.
Genghis Khan
Para uma figura tão influente, muito pouco se sabe sobre a vida pessoal de Genghis Khan ou até mesmo sobre sua aparência física. Não há retratos ou esculturas dele que  tenham sobrevivido até nós, as poucas informações  que os historiadores possuem, são muitas vezes contraditórias ou não confiáveis. A maioria dos relatos descrevem-no como alto e forte, com cabelos compridos e uma barba longa e espessa. A descrição mais surpreendente de Genghis Khan nos vem por cortesia de  Rashid al-Din, cronista persa do século 14, ele alegou que o famoso líder tinha cabelos vermelhos e olhos verdes. O relato de Al-Din é questionável, pois ele nunca conheceu o Khan em pessoa, mas essas características marcantes realmente existiam entre as diversas etnias mongóis.


4 - Alguns de seus generais mais confiáveis haviam sido seus inimigos.

O Grande Khan tinha um olho afiado para o talento, ele geralmente promovia seus oficiais pela habilidade e experiência ao invés de por classe, ascendência ou mesmo alianças passadas. Um famoso exemplo dessa crença na meritocracia veio durante uma batalha em 1201 contra a  tribo rival Taichud, batalha em Genghis Khan quase morreu depois que seu cavalo tombou morto por cima dele, atingido por uma flecha. Quando mais tarde ele se dirigiu aos prisioneiros  e exigiu saber quem foi o responsável, um guerreiro bravamente levantou-se e admitiu ser o atirador. Impressionado pela ousadia do arqueiro, Genghis Khan o fez um oficial do seu exército e, posteriormente, o apelidou de "Jebe", ou "flecha", em homenagem ao ocorrido. Junto com o famoso general  Subutai, Jebe  se tornaria um dos maiores comandantes dos mongóis durante suas conquistas na Ásia e na Europa.




5 - Ele não deixava que rebeliões ficassem  impunes.

Genghis Khan geralmente dava a chance dos povos se renderem pacificamente ao governo mongol, mas não hesitava em derrubar à espada qualquer sociedade que lhe resistisse. Uma de suas mais famosas campanhas de vingança aconteceu em 1219, depois que o Xá do Império Corásmio rejeitou um tratado com os mongóis. Genghis havia oferecido ao Xá um valioso acordo para o comércio ao longo da Rota da Seda, mas, quando seus primeiros emissários foram assassinados, o Khan respondeu enfurecido com o ataque de toda a força de suas hordas mongóis sobre os territórios do inimigo na Pérsia. A guerra subsequente deixou milhões de mortos e o império do Xá em completa ruína, mas o Khan não parou por aí. Depois da vitória, ele retornou para o leste a fim de  travar guerra contra os tangutes de Xi Xia, um grupo de  mongóis que se recusara a fornecer tropas para a invasão da Pérsia. Após vencer as forças rebeldes e saquear sua capital, o Grande Khan ordenou a execução de toda a família real tangute como castigo por sua insurreição.


6 - Ele foi o responsável pela morte de cerca de 40 milhões de pessoas.
genghis_1
Embora seja impossível saber ao certo quantas pessoas morreram durante as conquistas mongóis, muitos historiadores estimam algo em torno de 40 milhões. Censos da Idade Média mostram que a população da China caiu em dezenas de milhões durante a vida do Khan; os estudiosos calculam que ele possa ter matado um total de três quartos da população do que é hoje o moderno Irã, durante sua guerra com o Império Corásmio. Ao todo, os ataques mongóis podem ter reduzido a população mundial em até 11 por cento.
“Eu sou um castigo de Deus. E se você não tivesse cometido grandes pecados, Deus não teria enviado um castigo como eu.”  Uma das muitas frases atribuídas a Genghis Khan.


7 - Ele foi tolerante com religiões diferentes.

Ao contrário de muitos outros construtores de impérios, Genghis Khan abraçou a diversidade religiosa de seus territórios recém-conquistados. Ele aprovou leis que declaravam a liberdade religiosa para todos e até mesmo concedia isenções fiscais a locais de culto. Essa tolerância tinha um lado político, Khan sabia que indivíduos felizes eram menos propensos a se rebelar, mas os mongóis, como povo,  também demonstravam uma atitude extremamente liberal em relação à religião. Enquanto que  Genghis Khan e muitos outros praticavam um sistema de crença xamânica que reverenciava os espíritos do céu, ventos e montanhas; havia entre os povos das estepes um caldeirão de crenças, que incluía cristãos nestorianos, budistas, muçulmanos e  tradições animistas. O Grande Khan também tinha um interesse pessoal na espiritualidade. Ele era conhecido por orar em sua tenda por vários dias antes de  campanhas importantes, e, muitas vezes, encontrou-se com diferentes líderes religiosos para discutir os detalhes de suas crenças. Na sua velhice, Genghis Khan convocou o líder taoísta Qiu Chuji ao seu acampamento, supostamente, os dois  tiveram longas conversas sobre  imortalidade e  filosofia.




8 - Ele criou um dos primeiros sistemas postais internacionais.

Junto com o arco e o cavalo, a arma mais potente dos mongóis pode ter sido a sua vasta rede de comunicação. Um dos primeiros decretos de Genghis Khan ordenava a formação de um serviço de correio montado conhecido como o "Yam." Este, consistia em uma série bem organizada de estações estendidas ao longo de todo o território do Império. Ao parar para descansar ou assumir uma nova montagem a cada poucos quilômetros, os mensageiros oficiais podiam percorrer  a até 200 quilômetros por dia. O sistema permitiu que bens e informações viajassem com velocidade sem precedentes e também agiu como os olhos e os ouvidos do Khan. Graças ao Yam, ele poderia facilmente ficar a par dos desenvolvimentos políticos e militares e manter contato com sua extensa rede de espiões e batedores. O Yam também ajudou a proteger os dignitários estrangeiros e os comerciantes durante as suas viagens. Nos seus últimos anos, o serviço foi usado por nomes como Marco Polo e João de Plano Carpini.


9 -  Ninguém sabe como ele morreu ou onde está enterrado.
Tumba de Genghis Khan
Provável local da tumba de Genghis Khan


De todos os enigmas que cercam a vida do Khan, talvez o mais intrigante seja saber como ela terminou. A narrativa tradicional diz que ele morreu em 1227 de ferimentos sofridos em uma queda de  cavalo, mas outras fontes listam de tudo, desde malária até a uma flechada no joelho. Um dos relatos mais questionáveis afirma que ele foi assassinado ao tentar violentar uma princesa chinesa. Além de não sabermos como ele morreu, há também um grande mistério sobre o seu lugar de descanso final. Segundo a lenda, seu cortejo fúnebre abateu todos os que encontraram pelo caminho durante a viagem, depois, todos os que participaram do enterro também foram mortos, seguindo ordens deixadas pelo Khan. A sepultura provavelmente esteja localizada perto de uma montanha mongol chamada Burkhan Khaldun, mas o local exato é desconhecido.

As dezenas de esposas de Genghis Khan e sua obsessão de manter relações com as mulheres dos vencidos durante suas  pilhagens, podem tê-lo tornado o pai de centenas ou mesmo de milhares de filhos. De acordo com um famoso estudo genético de  2003, cerca de um em cada 200 homens vivos carrega uma forma do cromossomo Y que talvez tenha se originado com o líder mongol. Se for verdade, isso significa que 0,5 por cento da população masculina do mundo são seus descendentes diretos.

factos surpreendentes sobre os mongóis

1 - Os historiadores tendem a retratar os homens mongóis como conquistadores temíveis e poderosos, mas as mulheres mongóis são geralmente ignoradas. Isso é muito injusto, porque na civilização mongol, eram as mulheres quem realmente mandavam e desmandavam. Enquanto os homens estavam ocupados na guerra, as mulheres mantinham a economia ativa  e ocupavam alguns dos mais altos cargos da religião xamânica. Isso colocava as senhoras mongóis em uma posição de poder que suas contemporâneas europeias podiam apenas sonhar.
As mulheres mongóis não se contentaram somente em participar na condução dos negócios e da religião; elas, em várias ocasiões, governaram o Império, ou pelos menos, partes dele. Após a morte de Genghis Khan, suas filhas e noras se envolveram em uma série de lutas pelo poder. O resultado? Várias mulheres assumiram a liderança das suas próprias facções dentro do Império Mongol.

Uma das mais poderosas governantes mongóis foi Mandhuhai, uma guerreira formidável, com uma mente tática afiada. Ela lutou para unir os reinos mongóis como Genghis Khan fizera antes, conquistando todos os adversários no campo de batalha. Quando Mandhuhai estava na casa dos trinta anos,  lhe ocorreu que ela deveria  manter o nome da sua família vivo, mas ela ainda tinha muitas guerras para lutar. Mandhuhai resolveu este dilema ao se casar com um príncipe de 17 anos de idade, com quem teve oito filhos. Todos participaram ativamente nas contendas da mãe.

mongol
2 – Os mongóis eram nômades por natureza, sendo assim,  a comunicação eficiente entre seus líderes e oficiais era ao mesmo tempo vital e extremamente difícil. Eles resolveram esse problema inventando um incrível e eficiente sistema postal chamado Yam.

Muitos visitantes estrangeiros, entre eles o próprio Marco Polo, ficaram admirados diante do tamanho e da confiabilidade do Yam. Tratava-se de uma vasta cadeia de estações de correios, com mensageiros dedicados entregando cartas, relatórios de inteligência, ordens superiores e as notícias mais importantes de estação em estação. Estas estações ficavam cerca de 24 a 64 quilômetros de distância uma da outra, sendo sempre bem abastecidas com comida, cavalos e outras provisões. Em certo ponto da história, havia pelo menos 1,4 mil postos do Yam somente na China, tendo os mensageiros  50.000 cavalos descansados à disposição.


3 - Os mongóis ficaram conhecidos como estrategistas de batalha eficazes e terríveis, que aperfeiçoaram suas habilidades ao longo de milhares de batalhas. Mesmo famosos comandantes históricos, como Alexandre, o Grande e Aníbal, parecem muito menos impressionantes quando suas conquistas são comparadas as do menor dos generais mongóis.
Os mongóis se apoiavam fortemente em táticas de choque. Acampamentos falsos, ataques surpresa, guerra psicológica e até mesmo a tomada de reféns e o uso de escudos humanos eram  clássicas estratégias mongóis. Eles gostavam de começar as batalhas atacando o inimigo com uma saraivada de flechas perfurantes, seguida por uma carga brutal de cavalaria. Muitas vezes, o inimigo era atraído para arqueiros escondidos por uma força mongol mais fraca, que aparentemente parecia fugir. Ao atacar alvos grandes,  como as grandes cidades, que eles podiam facilmente cercar duas de cada vez, os mongóis costumavam avançar em frentes extremamente largas, usando o sistema Yam para se comunicar. Eles também eram especialistas em tecnologia de cerco e foram de uma selvagem brutalidade para com os que não se submetiam ao seus domínios. 

genghis 
- Uma dos pontos mais cruéis do reinado de Genghis Khan foi a conquista brutal da Rota da Seda, a principal ligação comercial entre a Ásia e a Europa e talvez a maior fonte de renda do Império Mongol. Percebendo que até mesmo o seu enorme exército não poderia conquistar e manter totalmente e os 6.437 quilômetros da rota, Genghis Khan adotou uma estratégia secundária. Ele começou a destruir um por um os assentamentos árabes e turcos ao longo da rota, até que todas as cidades e oásis ficaram em ruínas ou de joelhos diante dele. Isso levou muito tempo, Genghis Khan não viveu para ver o seu plano completamente executado, contudo,  o projeto foi levado a cabo posteriormente por seus generais. A Rota da Seda ficou inteiramente sob o controle mongol durante a maior parte dos séculos XIV e XV.
Surpreendentemente, considerando-se como ele foi alcançado, o domínio mongol não representou uma sentença de morte para a rota. Os comerciantes foram bem tratados e os mongóis conseguiram não só incentivar, mas, na verdade, eles também revigoraram  o comércio das caravanas entre o Mediterrâneo e a China. No entanto, passar pelos domínios mongóis não era barato: a maior parte da receita dos comerciantes ia direto para os bolsos dos mongóis, sob a forma de vários pedágios e impostos.


- Às vezes, quando um povo vai para a guerra com força superior, o resultado final é a paz. APax Mongolica foi um período de paz e prosperidade que se seguiu à conquista mongol nos séculos XIII e XIV. Nesse período, os mongóis estavam no auge de seus poderes. Seu império se estendia por quase 15 milhões de quilômetros quadrados e continha mais de 100 milhões de pessoas. Para referência, o Brasil tem 8.515.767 quilômetros quadrados  de território.
Estando este vasto território sob um governo comum, com um sistema de comunicação eficiente e um comércio internacional em expansão, o império prosperou e todos "ficaram felizes". Os temíveis mongóis, por mais contraditório que pareça, realmente conseguiram criar um dos períodos mais pacíficos da história.

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6 - Um dos mais poderosos impérios mongóis foi a Horda de Ouro, um grande reino estabelecido pelo neto de Genghis Khan, Batu Khan, em 1251. O nome talvez sugira a imagem de  um bando de guerreiros selvagens em tendas, mas na verdade, tratava-se de um império  grandioso e infra-estruturado com cidades de pedra surpreendentemente modernas, em particular a capital, Sarai-Batu .
A Horda de Ouro, também conhecida por Canato da Horda Dourada, teve uma influência enorme sobre as culturas que governou. Dominando uma área que cobria partes da Rússia moderna, da Ucrânia, do Cazaquistão, da Moldávia e do Cáucaso, esse reino mongol estava em contato com muçulmanos e russos. A Horda aterrorizou os russos, que de certo modo, foram  isolados em uma era de trevas,  graças a seus vizinhos conquistadores. Os muçulmanos tiveram mais sorte: alguns líderes mongóis, tradicionalmente xamanistas, abraçaram e eventualmente adotaram o islamismo.

– Nômades de coração, os mongóis lutavam a cavalo sempre que podiam. Eles reconheciam o poder impressionante do cavalo, sendo o animal considerado uma arma em si. Naturalmente, muitas armas mongóis foram projetadas para a cavalgada. As espadas eram sabres curvos, fáceis de manusear, tanto a cavalo como a pé. Lanças, maças e punhais também foram usados. Alguns mongóis usaram a pólvora em bombas e granadas explosivas.
A arma mais comum de longa distância era o arco composto, uma arma pequena, mas resistente, que tinha o dobro do alcance do arco inglês. Os mongóis usavam vários tipos de flechas, dependendo da situação: algumas eram ideais para a perfuração, enquanto que outras tinham a ponta  de ferro e podiam percorrer longas distâncias. Eles ainda tinham flechas especiais. A mais famosa era a seta apito,  uma flecha oca que fazia um som de assobio alto, quando atirada. Muito útil para assustar o inimigo, porém, ainda mais proveitosa  para a sinalização: as hordas mongóis eram enormes, os gritos de comandos eram difíceis de se ouvir, os comandantes disparavam essas flechas como sinais para as tropas. Flechas incendiárias também foram utilizadas, assim como flechas projetadas para causar feridas terríveis, deixando o inimigo em condições de extremo sofrimento no campo de batalha.
A armadura não foi usada até os últimos estágios da era mongol. Em vez da malha de aço, a maioria dos exércitos mongóis preferia a armadura de couro, feita por imersão do couro do cavalo na urina. Eles também blindavam os cavalos.


8 - Os mongóis descobriram bem cedo que para criar um império gigante, eles teriam que aceitar os hábitos dos povos conquistados. Eles deixavam seus súditos manterem a própria religião e também importantes hábitos culturais.  Os senhores mongóis chegavam a incentivar a religião e a cultura dos súditos, em ações como a redução de impostos para os sacerdotes.  A  atitude muito aberta e relaxada dos mongóis em relação à religião, não lhes custou praticamente nada, mas lhes forneceu uma ferramenta valiosa para manter a submissão das nações conquistadas.


9 – Os mongóis foram ocasionalmente referidos como tatars ou tartars, pelos povos que aterrorizaram. Essas palavras derivam de Tata, o nome que os mongóis se davam. No entanto, quando as pessoas perceberam que a palavra soava muito parecida com Tártaro, a variação da mitologia romana do Inferno, eles começaram a chamar os mongóis de tártaros: "pessoas do Tártaro", ou seja, homens saídos do inferno.
O termo tártaro  ainda está em uso, embora não seja mais  tão ameaçador. Hoje,  "tártaro" refere-se a pessoas etnicamente turcas, que vivem principalmente na Rússia, no Cazaquistão e na Sibéria.

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Em 1258 os mongóis sitiaram e saquearam Bagdá. Eles executaram os membros restantes da família abássida, destruíram a cidade  e a maioria dos seus monumentos arquitetônicos, religiosos e literários, incluindo o sistema de irrigação suméria original, que havia iniciado a prosperidade da região.

10 - Subutai, também conhecido como Subedei, foi um dos maiores motivos  que tornaram Genghis Khan capaz de formar o Império Mongol. Ele foi um dos Genghis: "Quatro Cães de Guerra" e o estrategista-chefe mongol. Subutai é considerado um dos mais brilhantes estrategistas militares da história, e facilmente o general mais hábil em um exército já repleto de líderes insanamente qualificados e destemidos.
Subutai foi pioneiro no uso de armas de cerco e da inteligência militar. Ele sempre descobria quais as táticas que o oponente usava, antes de planejar a sua própria, o que lhe permitiu avançar com os contra-ataques mais eficazes.
Quando Genghis Khan morreu durante a conquista da China e seu filho Ogedei o substituiu, Subutai continuou a servir o novo Khan. Juntos, Ogedai e Subutai voltaram sua atenção para a Europa. Eles derrotaram alguns exércitos e estavam se preparando para invadir a Europa Central quando Ogedai morreu em 1241. Em um grande golpe de sorte para a Europa, o seu sucessor, Guyuk Khan, removeu Subutai da frente europeia por razões políticas e o mandou para a China. Subutai, aos 70 anos de idade na época,  foi obrigado a  lutar na China por um ano, antes de voltar para casa para morrer de velhice.

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O verme que veio das praias para nos dar um sangue universal - Empresa francesa de biotecnologia quer desenvolver sangue compatível com qualquer pessoa e que também poderá ser usado para manter órgãos destinados a transplantes e curar feridas de diabéticos.

O verme que veio das praias para nos dar um sangue universal

Franck Zal segura uma caixa com vermes Arenicola marina HEMARINA
Empresa francesa de biotecnologia quer desenvolver sangue compatível com qualquer pessoa e que também poderá ser usado para manter órgãos destinados a transplantes e curar feridas de diabéticos.

As maravilhas da natureza que contribuem para os avanços da medicina podem vir dos locais mais inusitados. O verme Arenicola marina vive nas praias, na zona entre as marés. A forma como consegue respirar num ambiente ora sem água, ora inundado, era um mistério que Franck Zal tentou desvendar. Este cientista francês acabou por estudar a molécula que neste verme leva oxigénio às células e descobriu que, afinal, essa molécula poderá funcionar como sangue humano. A empresa Hemarina, fundada por Franck Zal, espera agora autorização para testar em pessoas um produto com esta molécula.

Ao inspirarmos, levamos até aos pulmões ar, cujo oxigénio é depois transportado até às células. Aí o oxigénio cumpre a sua função: ajuda a produzir as moléculas energéticas que são o combustível para todo o trabalho celular. Sem estas moléculas energéticas, nada funciona. E sem o oxigénio, essas moléculas não são produzidas e as pessoas morrem.

Os glóbulos vermelhos transportam o oxigénio na molécula de hemoglobina, que tem o dom de se ligar ao oxigénio, quando os glóbulos vermelhos estão nos pulmões. E de o largar mais tarde, quando eles chegam aos capilares, junto das células.

Por isso, quando alguém está com uma grande hemorragia necessita de uma transfusão de sangue para não morrer. Mas um dos problemas é as especificidades do sangue de cada um de nós. Os glóbulos vermelhos têm antenas à sua superfície, que podem ser de quatro grandes grupos: A, B, AB ou O. Cada pessoa tem um grupo sanguíneo diferente consoante estas antenas e há incompatibilidade entre a maioria dos grupos.

Se alguém do grupo sanguíneo A receber uma transfusão com sangue B, pode sofrer uma reacção imunitária e até morrer. Os médicos têm de ter cuidado com o sangue que cada doente recebe. Além do sistema ABO, têm de ter em conta a tipologia Rhesus de uma pessoa (+ ou -).

Estas condicionantes podem ser um problema porque o sangue disponível nos hospitais é finito. Por isso, há muito que os cientistas querem ultrapassar esta limitação, desenvolvendo um sangue universal. A descoberta de Franck Zal poderá responder a este problema.

“Comecei a estudar a Arenicola em 1993”, diz o investigador ao PÚBLICO. “No início, foi só investigação fundamental, para compreender a fisiologia deste verme marinho e como é que ele podia viver entre a maré-baixa e a maré-alta, e respirar na água e no mar.” O verme, de 10 a 15 centímetros, vive nas praias na costa da França, mas também em Portugal.

Com o tempo, a equipa descobriu que este poliqueta tem um tipo de hemoglobina, tal como os humanos, para transportar o oxigénio até às células. Só que essa hemoglobina não está dentro dos glóbulos vermelhos, como ocorre nos seres humanos, e anda livremente no sistema circulatório. Têm outras características: é 50 vezes maior do que a hemoglobina humana, o que permite transportar 50 vezes mais oxigénio.

As propriedades da hemoglobina da Arenicola marina tornam-na um candidato a “sangue universal”. Como não está envolvida numa célula, desaparece o perigo de uma reacção imunitária causada pela incompatibilidade dos grupos sanguíneos. Em 2006, a equipa de Franck Zal, que na altura trabalhava no Centro Nacional de Investigação Científica de França, demonstrou num artigo que esta hemoglobina continuava a funcionar em ratos e ratinhos, sem provocar respostas imunitárias significativas.

“O tempo médio de vida da molécula [nos ratos] é de 2,5 dias. Passada uma semana, a molécula é completamente metabolizada”, explica Franck Zal, para dizer que ela desaparece e os animais continuam saudáveis.

Em 2007, o cientista criou a empresa Hemarina, em Morlaix, para pôr no mercado produtos criados com a hemoglobina do Arenicola marina. Neste momento, estão em desenvolvimento três: “sangue” para manter os órgãos à espera de serem transplantados noutra pessoa; “sangue universal” usado quando há grandes hemorragias; e um tecido com a hemoglobina para ajudar a cicatrizar as feridas dos diabéticos.

“Estamos à espera da aprovação do sistema de regulação [francês] para começar os primeiros testes em humanos, que receberem transplantes de rins que levaram o nosso produto”, diz. Esta biotecnologia tem como objectivo manter o órgão oxigenado depois de ter sido colhido no dador — neste caso, os rins —, para que não comece a degenerar-se, o que inviabilizaria o transplante.

Para a hemoglobina a usar directamente na transfusão sanguínea em caso de hemorragias, Franck Zal diz que ainda é necessário fazer mais testes pré-clínicos, antes de se avançar para os ensaios em pessoas.

O mercado anual de transplantes é de cerca de 200 milhões de euros e de sangue é de 72.000 milhões, segundo o cientista-empresário, que não revela a quantidade de vermes necessários para produzir o equivalente a uma unidade de sangue nem quanto custa a sua produção: “É uma informação confidencial. Mas o verme é muito rico em hemoglobina.”

Fonte: Publico