AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

O processo dos submarinos - questionário do Jornal I - ENTREVISTA COM ANA GOMES SOBRE OS SUBMARINOS E SOBRE DECLARAÇÕES DA SUA COLEGA DEPUTADA ISABEL MOREIRA

O processo dos submarinos - questionário do Jornal I 



Jornal I publicou na edição de ontem (14/15 Fevereiro) um notável trabalho jornalístico sobre o processo dos submarinos - http://ift.tt/1KUiVTk . Incluiu respostas minhas a um conjunto de perguntas elaboradas pelo jornalista Pedro Rainho. Naturais exigências da paginação na edição impressa  levaram a que fossem encurtadas. Aqui fica a versão integral:


Houve condenações na Alemanha e na Grécia, mas em Portugal não houve sequer indícios que levassem o Ministério Público a acusar ninguém. Acha que esta investigação deveria ter sido conduzida com maior profundidade?

-  A investigação foi conduzida em profundidade, pelo menos em parte, mas ficou incompleta: houve muitas pontas que ficaram por investigar. Foram feitas imensas diligências, reuniram-se elementos muito importantes, em especial pela primeira equipa de procuradores, que pegou no caso em 2005, e pela última, que só recebeu o processo, desorganizado e sem direcção, em Outubro de 2013.
No requerimento para a abertura de instrução chamei a atenção para algumas das mais graves falhas, como a não investigação do património dos decisores políticos, seus colaboradores mais próximos e partidos políticos. Havendo suspeitas de corrupção, além de outros crimes, esta falha é inaceitável.
No que respeita às condenações na Grécia, é preciso notar que foram fornecidos às autoridades gregas, pelas autoridades alemãs que realizaram as buscas conjuntas com o nosso MP à Ferrostaal em Essen, importantes elementos de prova, incluindo detalhes sobre os circuitos financeiros dos subornos. Isso não aconteceu no caso português: apesar de repetidos pedidos ao longo de anos, a justiça alemã não enviou toda a documentação apreendida, nem idênticos detalhes. Mais, o nosso MP descobriu que havia nos documentos processuais remetidos referências a testemunhos codificados, para serem mantidos secretos por acordo entre os magistrados e os réus, como a lei alemã permite desde que paguem multa - e no caso ascendeu a 139 milhões de euros!...Por isso escrevi à Chanceler Merkel perguntando quem queria a Alemanha proteger, já que condenou corruptores, mas não ajudou a expor e condenar os corrompidos. A resposta que obtive nada esclarece...


Tem-se destacado na defesa da responsabilização. Alguma vez sentiu que estava sozinha quer no campo da Política quer no da Justiça?

-   Sozinha nunca estive, felizmente. Tive sempre um núcleo restrito de pessoas a apoiar-me no trabalho de investigação, que é muito exigente em tempo, recursos e qualificação jurídica. Mas nunca hesitei em dar a cara publicamente sozinha - a responsabilidade é minha, incluindo pelos erros. Podia ter sido mais acompanhada politicamente, designadamente pelo meu Partido? Ah, com certeza que podia. Sei bem que incomodo muita gente, incluindo no PS, com esta e outras investigações sobre corrupção e por exigir responsabilização política e empenho na luta contra a corrupção. Tanto melhor: vim para a política não à procura de carreira profissional, nem de nela fazer carreira; vim justamente para afrontar os interesses que se incomodam com quem exige transparência e integridade na política e na governação. Faz parte da "job description" parecer e aparecer muitas vezes sozinha...


Fez acusações a Paulo Portas que depois corrigiu, pedindo desculpas. Agora, as transcrições estavam mal feitas. Estes episódios reforçam a tese de que a investigação foi mal conduzida?

-   Por admitir que havia transcrições mal feitas, eu pedi aclaramento através do prosseguimento da investigação. Mas quem garante que as gravações que passaram na SIC-Notícias são as que estão no processo? Eu não ouvi escutas, só li transcrições e integrei uma possível explicação com muitos outros elementos que constam do processo.
Quanto às  acusações que dirigi a Paulo Portas e que corrigi - e por isso pedi desculpa, sem hesitação, na Comissão de Inquérito da AR - diziam respeito aos helicópteros, e não aos submarinos.
Reconheci também, na CPI, ter errado quando, na queixa que fiz à Comissão Europeia em 2010, escrevi que o Ministério da Defesa tinha contratado a ESCOM para o assessorar, quando ela já assessorava o consórcio alemão fornecedor. Era a informação que tinha na altura e que, formalmente, não era exacta, como vim depois a apurar. Mas é preciso ver que estamos a falar de um processo de aquisição pelo Estado que foi feito no maior secretismo, os próprios contratos eram secretos e muito porfiei para os obter: o MDN, até Augusto Santos Silva ser ministro da Defesa, fechou-se impenetravelmente.
Agora que consultei o processo judicial, rectifico esta correcção: o próprio MP conclui que representantes do Estado impuseram a ESCOM no processo, embora estivessem fartos de saber que a empresa representava o consórcio alemão fornecedor. Não há contrato entre a ESCOM e o Ministério da Defesa, mas está documentada uma relação de promiscuidade, com intensos contactos, entre ESCOM e o CDS/PP no Governo, via Paulo Portas, via Abel Pinheiro e outras vias. Há no processo testemunhos de assessores de Paulo Portas a dizer ter visto Luis Horta e Costa no MDN, na fase de negociação do contrato dos submarinos, às 10 horas da noite.... Ora a ESCOM era Grupo Espírito Santo (GES). E Paulo Portas impôs que o contrato de financiamento dos submarinos fosse feito pelo consórcio Crédit Suisse/BES, apesar de os alemães preferirem um outro, Deutsche Bank/CGD, ou seja, com o banco do Estado. E o BES era controlado pelo GES, tal como a ESCOM. Ah, e logo por acaso, o BES era (desde 1974) o principal banco financiador do CDS/PP...
Ou seja, face ao que hoje conheço do processo, tenho de voltar a rectificar a minha anterior correção: não foi o MDN  que contratou serviços à ESCOM; de facto, foi o GES/ESCOM que tinha o MDN ao seu serviço!


Por que se constituiu assistente neste processo?

-   Porque soube, na altura, que a investigação judicial estava parada,  a ser obstruída, e não apenas por falta de colaboração alemã.... E quis ajudar, saber o que se passava, fazer o possível  para o impedir. Comecei a escrever cartas aos procuradores alemães e procurei ter acesso aos contratos. Por outro lado, estando na Subcomissão de Segurança e Defesa do PE e a trabalhar nas novas directivas sobre contratos de defesa percebia, até pelo que a imprensa portuguesa revelava, que tudo cheirava muito a esturro. Era também o que me faziam chegar fontes  diversas, civis e militares. Entretanto rebentara a crise financeira e a Grécia também estava a braços com um colossal caso de corrupção envolvendo submarinos e os mesmos fornecedores alemães... E a Alemanha e outros a chamarem-nos "pigs" perdulários ... Face a tudo isso, entendi ser meu dever, como cidadã e como deputada, fazer o que pudesse para a descoberta da verdade: tanto mais que este é um caso de corrupção a nível europeu, e não apenas português. Deslindá-lo é de óbvio interesse público, nacional e europeu. Mal eu sabia, então, que à conta destes contratos celebrados em 2003/4, Portugal ia ver agravadas  as contas públicas em 2010, e como isso havia de  contribuir para o opressor resgate financeiro em 2011 e subsequente calamitosa Troika...


Já disse que a investigação “esteve praticamente parada entre 2010 e 2013”. Encontra razões para uma interrupção tão longa?
-   Disse publicamente, várias vezes, que a actuação do PGR Pinto Monteiro, empurrando a primeira equipa de investigação para se afastar do processo, não foi, na minha opinião, politicamente inocente. Penso, por outro lado, que não houve vontade política dos sucessivos governos - incluindo do PS, com excepção da acção de Augusto Santos Silva, no MDN, já numa fase muito tardia - para investigar, denunciar  ou renegociar os contratos, inclusive tendo em conta  os óbvios incumprimentos das contrapartidas. Ou ao nível da Justiça para garantir meios, independência e estímulo aos procuradores para investigarem e agirem.


Paulo Portas nunca foi constituído arguido e só foi ouvido como testemunha na fase final do processo. Porque é que isso a surpreende?
-   Surpreende que ele só tenha sido ouvido 10 anos depois da assinatura dos contratos e 9 anos depois de ser iniciada a investigação judicial. Porque ele foi o mais directo responsável político pela negociação destes contratos, pelos seus termos fraudulentos, contra a legalidade e altamente gravosos para o Estado, mesmo se abstraíssemos da corrupção.
Este é, em custos para o Estado, o maior contrato de equipamento de defesa jamais celebrado por Portugal. Não era de carros em terceira mão que se tratava, para Portugal prescindir de recurso a tribunais estaduais em caso de diferendo contencioso. Nem para ilegalmente dispensar o fornecedor de prestar as devidas garantias bancárias (23 milhões de euros - pagámo-las nós, por decisão de Paulo Portas). Nem para acertar preço com Ricardo Salgado à ultima hora, aceitando um esquema de revisão de preços incompreensível e opaco, que enganou o Tribunal de Contas e nos onerou em mais 64 milhões. E para aceitar um esquema de contorno das regras orçamentais europeias engendrado pelos alemães e vendido pelos gregos, a fim de impor o BES no esquema de financiamento ... O papel de Paulo Portas nas negociações, desde o processo de adjudicação até às negociações do contrato e assinatura, tanto do contrato de aquisição, como do contrato das contrapartidas e de financiamento, foi preponderante. Não é o único responsável político - as responsabilidades de Durão Barroso também tem de ser apuradas. Mas é central.


Tem-se falado muito no efeito “Vale e Azevedo”, ou seja, de pessoas que só ficam a contas com a justiça após saírem dos cargos que ocupam. Este pode ser um desses casos?
-   Nem sequer isso aconteceu. Paulo Portas saiu do governo em 2005 e continuou a gozar da falta de escrutínio democrático e de total impunidade, a ponto de em 2011 ter voltado ao governo e  hoje ser Vice Primeiro Ministro. Aliás, no processo na PGR há elementos que indicam que ele entendeu voltar à AR, depois de sair do governo, exactamente porque sentia que precisava da cobertura da imunidade parlamentar.
A falta de escrutínio pode ser explicada por compadrios, envolvendo gente de outros quadrantes políticos, de meios jornalísticos também e de diversas obediências... Também é para esclarecer isso e apurar outras responsabilidades que é preciso prosseguir esta investigação judicial, como requeri.
Na verdade, os portugueses hoje, depois do que sofreram e estão a sofrer com a crise e a injustiça das políticas fiscais e outras, têm menos tolerância para com a corrupção, o abuso de poder e a irresponsabilidade na gestão pública.  Quem exerce cargos públicos tem de ser escrutinado e tem de estar preparado para isso. Se há suspeitas de corrupção ou administração danosa, a prioridade tem de ser investigar para descobrir a verdade, esclarecer os portugueses e punir os responsáveis. É fundamental por cobro à impunidade - e ao sentimento de impunidade - para se combater a corrupção, a par de se investir em transparência e prestação de contas.


Considera que o Ministério Público protegeu titulares de cargos políticos neste processo?

-   Poderá haver quem o tenha tentado fazer. Mas penso que, sobretudo, houve receio de retaliações - os magistrados têm carreiras que dependem de informações de superiores. E depois não é possível escamotear que há obediências a redes de influência subterrâneas. É preciso muita independência, muita determinação e muita coragem, e não apenas ao nível dos magistrados menos graduados. É preciso muita coragem pessoal e muita clarividência política a todos os níveis e sobretudo no topo: das magistraturas e dos governantes. A condução deste processo mostra que não houve, apesar dos notáveis esforços de muita gente que se empenhou nele. Porque é que o MP investigou e discorre no seu despacho sobre o crime de corrupção activa - quem corrompeu - e não se pronuncia sobre o crime de corrupção passiva - quem foram os corrompidos? Pode não  ter sido só questão de prioridades numa estratégia investigativa já pressionada pelo cutelo da possível prescrição...


Só à terceira uma equipa de procuradores conclui a investigação. Acha que afastamentos podem ter outras explicações além das que já são do conhecimento público?

-   Como já referi, a sucessiva  mudança de equipas, num processo gigantesco e de enorme complexidade, foi altamente prejudicial para a investigação, atrasando-a e obstruíndo-a. A pressão sobre as procuradoras iniciais, que conduziu ao seu afastamento do processo, na minha opinião, não foi politicamente inocente. E foi à terceira equipa que se concluiu a investigação, não porque ela estivesse completa e não apontasse para graves crimes de corrupção, prevaricação de titular de cargo público, de fraude fiscal qualificada e de branqueamento de capitais. Não porque não se apurassem crimes, mas porque se invocou a prescrição do procedimento criminal para a dar por encerrada. Foi como se durante uns anos de pousio na PGR se "trabalhasse", justamente, para ...a prescrição!


Se os crimes já prescreveram em que baseia o seu pedido de reabertura do processo?
-   Como pode ser deduzido pela leitura dos fundamentos para a abertura da instrução, um documento que tornei público e que resume o requerimento que apresentei ao juíz, contesto que tenha havido já prescrição de eventuais crimes de prevaricação, de corrupção e de fraude fiscal. Mas também afirmo e defendo que, mesmo que assim se entenda, os crimes de branqueamento de capitais associados àqueles crimes, definitivamente,  não prescreveram. Por isso a investigação deve prosseguir.


Em algum momento fez sentido ter-se comprado aqueles submarinos?
-   A decisão política de comprar submarinos, naquela altura, é uma decisão política, contestável, mas inequivocamente legítima - a Marinha defendia que eram precisos no mínimo 3, para assegurar  as responsabilidades na nossa área marítima, compram-se só 2 porque não havia dinheiro (houve, para carregar na factura dos contribuintes e pagar fabulosas comissões ao universo GES).
Mas é uma decisão política diferente da decisão de comprar aqueles submarinos ao consórcio alemão, nas condições em que essa compra foi adjudicada e posteriormente negociada.
Não questiono que Portugal precisasse dos submarinos, embora não fosse equipamento prioritário no quadro das nossas obrigações NATO e UE.  E sei hoje que são úteis, necessários até, embora continuem a custar demasiado ao contribuinte, incluindo na manutenção. Mas queria sobretudo que o Governo que os comprou tivesse sabido defender o interesse do Estado português nessa compra, o que não foi feito, de forma escandalosa.


Que responsabilidades políticas considera que devem ser tiradas desse negócio?
-   É um contrato ruinoso para o Estado português e que ainda nos custa muito caro. No final de 2010, o governo Sócrates teve de fazer uma alteração orçamental para pagar o montante de 1.000.971.869 EUR, devido à recepção provisória (apesar de ter sido excedido o prazo previsto para a mesma) do segundo submarino entregue à Marinha, em resultado do pagamento diferido decidido pelo Ministro de Estado e da Defesa Paulo Portas, ratificada pelo Conselho de Ministros presidido pelo PM Santana Lopes. Uma decisão política que teve pesadas implicações e consequências, pois concorreu para o agravamento do défice orçamental em 2010 e a perda de soberania do país, forçado a recorrer a resgate financeiro internacional em 2011.
Além dos avultados danos ao interesse nacional - resultantes do incumprimento e sobreavaliação de contrapartidas (o caso do estaleiro da Flenders fornecido aos ENVC é apenas um exemplo), da revisão e actualização de preços (63.5 milhões EUR), dos custos da garantia bancária que o adjudicatário devia ter pago e o Estado pagou (23 milhões EUR), da desgraduação dos submarinos (19,2 milhões EUR), de desistência de equipamento e sobressalentes e do pagamento diferido que onerou o défice publico brutalmente em 2010 - num pagamento superior a mil milhões de euros ao consórcio bancário financiador.
Acresce que hoje conhecemos já alguns indivíduos que beneficiaram escandalosamente com os contratos: incluindo, um Cônsul Honorário de Portugal em Munique que o MNE Durão Barroso nomeou e mal chegou a Primeiro Ministro, em 2002, indicou aos concorrentes alemães como interlocutor no negócio da aquisição dos submarinos; e os administradores da ESCOM e do Conselho Superior do GES, que empocharam 30 milhões à nossa conta e que legalizaram, pagando ridículos impostos através dos famigerados RERTs, apesar de os terem canalizados através de offshores expressamente para ludibriar as autoridades tributárias.


Quem deve ser politicamente responsabilizado?

-   Paulo Portas e Durão Barroso que adjudicaram o contrato ao consórcio alemão em 2003, depois de mais de um ano de análise das propostas dos dois concorrentes na altura, e negociaram os contratos com esse consórcio, tendo igualmente assinado os contratos, incluindo o do ruinoso financiamento e o das contrapartidas fraudulentas e fictícias. Os principais responsáveis políticos são eles.


Alguma vez pediu para consultar o processo da Alemanha e o da Grécia?

-   Pedi para consultar o processo da Alemanha, o que me foi negado, pois mesmo as sentenças na Alemanha não são públicas. Consegui, depois, a acusação e a sentença por via informal e vim a encontrá-las no processo judicial. Apesar de tudo, contêm elementos importantes que o MP não investigou.


Admite que este caso possa acabar sem que nunca venha a haver um julgamento?

-   Não quero admitir. Seria significativamente destrutivo para a Justiça e para a democracia em Portugal. Mas mesmo que isso aconteça, a minha investigação prossegue. O mais importante é que a verdade seja descoberta e exposta. Seja quando for.


Tem um ódio pessoal a Paulo Portas, como refere Isabel Moreira?

-   Que disparate! Devo ter tido 3 ou 4 trocas de cumprimentos rápidos, de circunstância, com Paulo Portas, quando eu era embaixadora em Jacarta. E só tive, que me lembre, uma reunião com ele, já como Vice Primeiro Ministro, em Janeiro do ano passado, integrada numa delegação do PE que veio avaliar a Troika. Fui muito amiga do seu irmão Miguel, sou muito amiga de tios seus, tenho a maior admiração pelo seu Pai. Nunca tive a menor querela pessoal com ele. E tenho muito bom relacionamento e muita consideração por muita gente do CDS/PP. 
Faço, sim, um juízo muito negativo da actuação de Paulo Portas como político e da sua idoneidade pessoal para desempenhar funções governamentais ou públicas, como aliás disse quando ele voltou ao Governo. Pelo que apurei neste processo e por outros comportamentos de que deu prova no seu percurso jornalístico e político. Ele é sem dúvida superiormente inteligente, mas também perversamente inteligente, sem escrúpulos, sem princípios. O meu combate contra ele é político - eu quero integridade na política e nos políticos. Nada tem de pessoal. Ele nunca me fez mal nenhum. Fez e faz mal, sim, a Portugal.


Esperava este posicionamento por parte de uma deputada do seu partido?

-   No meu partido, como em tudo na vida, há gente para tudo.


A direcção do PS devia intervir?

-    Para quê? Posso bem com ataques de certos quadrantes. Aliás, só me reforçam na convicção de que estou a fazer o que é preciso...De resto, palavras de encorajamento de gente que muito prezo não me têm faltado.

Sente falta de apoio do secretário-geral, António Costa?


-   Qual quê?! O que importa é que ele não sinta falta de apoio meu - mesmo quando sou crítica, sou leal e procuro ser construtiva.

10 invenções surpreendentes dos gregos - Quando falamos das contribuições da Grécia Antiga para o mundo moderno, somos obrigados a citar a democracia, os jogos olímpicos, a mitologia, a filosofia, a arquitetura, o teatro, entre outras tantas. Não é nenhum segredo que a Grécia, apesar de ser um pequeno ponto no mapa, é amplamente considerada como a mãe da civilização ocidental.



10 invenções surpreendentes dos gregos

Quando falamos das contribuições da Grécia Antiga para o mundo moderno, somos obrigados a citar a democracia, os jogos olímpicos, a mitologia, a filosofia, a arquitetura, o teatro, entre outras tantas. Não é nenhum segredo que a Grécia, apesar de ser um pequeno ponto no mapa,  é amplamente considerada como a mãe da civilização ocidental. Quase tudo relacionado à cultura do Ocidente nasceu lá, contudo, há muito mais invenções associadas aos gregos do que a maioria das pessoas imagina. Com esta lista, queremos não só esclarecer, mas de certa maneira surpreender, mostrando como algumas invenções consideradas modernas, tem suas origens  na Grécia Antiga.


10 – Faróis
Farol de Alexandria
Durante o século 3 a.C, os gregos construíram em Alexandria, um farol para guiar com segurança os navios ao porto da cidade. Alexandria, localizada no Egito, estava sob o controle da Grécia naquela época, seu nome é uma homenagem a Alexandre, o Grande. À noite, era aceso um fogo enorme dentro da torre do farol; os capitães de navio podia vê-lo de longas distâncias no mar, dando-lhes uma ideia clara de para onde estavam indo. Durante o dia, uma grande nuvem de fumaça do fogo extinto, fornecia a mesma orientação. Esse farol foi projetado pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido. O farol de Alexandria é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, ele foi o primeiro farol conhecido no mundo e permaneceu em operação  por mais de 1.500 anos.


9 – Portas automáticas
Porta automática
As portas automáticas foram inventadas na Grécia antiga para ajudar a sociedade politeísta. Como havia muitos deuses na Grécia, os sacerdotes e outras figuras religiosas de cada divindade tinham que manter o interesse das massas, garantindo assim, o fluxo de ofertas ao deus que serviam ( ou seria o deus que lhes servia? ). Para isso, eles criaram portas automáticas que eram colocadas dentro do altar, no lugar de adoração. Quando uma pessoa fazia uma oferta a um dos deuses, as portas do altar se abriam, graças a uma espécie de caldeira dentro dele. Esse mesmo recurso era usado para mover as estátuas do templo.
Acredita-se que Heron de Alexandria tenha projetado as primeiras portas automáticas, que funcionavam através de ar comprimido ou da pressão da água. Também existem evidências de que, quando alguém acendesse o fogo dentro do altar, uma chuva fina de água adocicada e aromatizada caía sobre os participantes do evento religioso no templo, enquanto que vários pássaros de metal  cantavam e assobiavam e estátuas se moviam ou voavam. Outras pesquisas tem fornecido evidências de que os sacerdotes podiam controlar a iluminação dentro e fora do templo, bem como produzir um nevoeiro artificial para dar a cerimônia um ar mais misterioso.


8 – Canhão

Você já se perguntou por que os antigos gregos permaneceram invencíveis por centenas de anos? Há  provas concretas de que na Grécia Antiga tenha surgido o primeiro canhão. Nos referimos a um canhão de vapor, projetado e fabricado por Arquimedes durante o cerco de Siracusa. Esta arma  era muito avançada para sua época e disparava balas que pesavam cerca de 26 kg, elas podiam cobrir uma distância de cerca de 1.100 metros. O canhão de Arquimedes é considerado pela maioria dos historiadores como sendo a primeira arma do mundo operada com vapor.


7 – Robôs e máquinas voadoras
Robô Grego
Embora possa parecer loucura, a verdade é que o primeiro robô foi projetado e criado por um matemático grego, também cientista e  general, chamado Arquitas em torno de 400 - 350 a.C.
Arquitas, conhecido como "o pai da engenharia mecânica" foi quem projetou e criou um pombo altamente avançado, feito de madeira, o engenho usava vapor comprimido para fazê-lo funcionar e voar. Em sua busca para aprender como os pássaros voavam, Arquitas decidiu criar o seu próprio pássaro para ajudá-lo a entender melhor as aves que estudava. Seu pássaro era capaz de voar entre 200 ou 300 metros antes de esgotar-se o vapor, um feito único, quando se leva em conta a época em que foi realizado. Apesar do fato de  Arquitas ter criado o pássaro mecânico para uma finalidade específica, ele "acidentalmente" deu ao mundo o primeiro robô e a primeira máquina voadora.


6 – Heliocentrismo

Antes de Copérnico publicar sua descoberta, os astrônomos gregos já haviam percebido que a Terra e o resto dos planetas giravam em torno de um Sol relativamente estacionário no centro do sistema solar. Muitos grandes pensadores e cientistas da Grécia Antiga, como FilolauHeráclides do PontoSeleuco de SelêuciaAristarco de Samos e Hipátia (que, de acordo com uma versão da história, foi assassinada por suas crenças e estudos científicos),  propuseram uma sistema heliocêntrico quase dois mil anos antes de Copérnico. Muitos historiadores e astrônomos acreditam que Aristarco de Samos pode ter sido o primeiro a construir um sistema heliocêntrico científico completo. Infelizmente, o seu trabalho foi perdido no caminhar dos tempos. Baseado em um dos seu ensaios que chegou aos nossos dias, os estudiosos também especulam que Aristarco  provavelmente tenha sido o primeiro cientista a calcular quase precisamente o tamanho da Terra e a mediu o tamanho e distância da Lua e do sol.

Veja também: 10 pontos em comum entre ciência e religião


5 – Moinho de água
Existem evidências de que os seres humanos tem utilizado os moinhos desde Período Neolítico; mós e pilões feitos de rochas, usados para moer trigo, foram datados como sendo daquela época. No século 16 a.C, a primeira forma de um moinho, conhecido como quern, foi encontrada onde é hoje a moderna Chipre. Os primeiros indícios de um moinho de água foram achados na roda da Perachora, que se estima ter sido criada durante o terceiro século a.C, na Grécia. Ruínas de moinhos semelhantes aos que usamos hoje, podem ser vistos na Ágora de Atenas, o que faz muitos historiadores cogitar que o uso de moinhos  já estava bem adiantado na Grécia, antes do domínio romano. No entanto, a primeira prova concreta para a existência de um moinho de água vem dos escritos do engenheiro grego Filão de Bizâncio, que menciona em uma de suas obras, as rodas de água usadas em Alexandria, durante o período helenístico. Assim, este invento pode ter sido criado na Grécia entre 250 e 240 a.C.


4 – Torre de relógio e estação meteorológica
Torre dos Ventos
A Torre dos Ventos
Quando as pessoas pensam em torres de relógio, geralmente lhes vem à mente o famoso Big Ben. Quando se trata de estações meteorológicas, a primeira imagem evocada seja normalmente a de um monte de neve, Antártica ou algum solitário dentro de um abrigo repleto de tecnologia incrível e máquinas complicadas  capazes de salvar o mundo de tsunamis gigantes. No entanto, a primeira torre de relógio e a primeira estação meteorológica vieram da ensolarada Atenas. A Torre dos Ventos em Atenas, bem abaixo da Acrópole, foi a primeira torre de relógio e estação meteorológica que se tem notícia. Ela ajudava os comerciantes locais a estimar o tempo de entrega de seus produtos e, ao mesmo tempo, ajudava a proteger a sua carga de condições climáticas extremas. Acredita-se que esta torre tenha sido construída em 47 a.C. Hoje, ela ainda pode ser admirada pelos milhões de turistas que visitam Atenas todos os anos, uma vez que ainda está na antiga Ágora, localizada em um dos mais belos e visitados bairros do mundo: Plaka.

3 – Relógio despertador VEJA VÍDEO  NO FINAL DA PUBLICAÇÃO
O relógio de Platão
O primeiro dispositivo despertador da história também foi uma criação grega. Para ser mais específico, ele veio do grande filósofo Platão, é por isso que é conhecido como "O despertador de Platão”.
Platão inventou um relógio despertador e deu-lhe a forma de uma ampulheta. O recipiente superior, feito de cerâmica, recebia uma quantidade calculada de água, que descia para o próximo vaso através de um funil. Quando o segundo recipiente ficava cheio, no momento programado (por exemplo, depois de 7 horas), através da pipeta axial localizada dentro dele, a água evacuava rapidamente para  próximo recipiente fechado, forçando o ar contido a sair assobiando através de um tubo em sua parte superior. Um ruído irritante o suficiente para acordar uma pessoa. Após isso, o terceiro recipiente se esvaziava lentamente (por meio de um pequeno furo situado na sua parte inferior) em direção ao recipiente de armazenagem inferior, a fim de  que á água fosse  reutilizada.


2 – Aquecimento central
Aquecimento central dos gregos
Mesmo que os romanos levem o crédito pela invenção do aquecimento central, na verdade, também foram os gregos quem inventaram isso. Antes dos romanos criarem o sistema hipocausto, os minóicos já colocavam canos sob o chão de suas casas, por onde passava água morna que mantinha as salas e pisos quentes no inverno. Os cidadãos mais ricos, que podiam pagar pela melhor tecnologia, construíam suas casas de modo que o piso de cerâmica fosse apoiado por pilares cilíndricos, criando um espaço sob o piso onde os vapores quentes de um fogo central podiam circular e se espalhar através de condutos nas paredes. Estas invenções foram discutidas em 1900, quando o arqueólogo britânico Arthur Evans desenterrou o Palácio de Knossos, na ilha grega de Creta, e apresentou ao mundo moderno uma das civilizações mais avançadas e completas da história - a civilização minoica.


1 – Chuveiro
Chuveiro grego
Da próxima vez que você tomar um banho quente, agradeça aos gregos antigos. Os romanos podem ser famosos pelos banhos públicos, mas foram os gregos que inventaram os modernos chuveiros. As primeiras casas de banho com chuveiros semelhantes aos que temos hoje, com água que vem através do tubo de uma bomba, foram inventados e amplamente utilizados por atletas da Grécia Antiga. Após o treinamento, geralmente em um Gymnasion  ou em umaPalaestra, os atletas tomavam uma ducha fria nos vestiários, já que a higiene pessoal era muito importante na Grécia Antiga.

VÍDEO - O RELÓGIO DE PLATÃO



http://kid-bentinho.blogspot.com.br/

805 milhões de nomes no corpo de Zlatan Ibrahimović

ZLATAN IBRAHIMOVIC E 805 MILHÕES DE NOMES

Para Zlatan Ibrahimovic aquele jogo do Paris Saint-German, seria um dos jogos mais importantes da sua carreira
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes Cover



No dia 14 de fevereiro de 2015, o Paris Saint-German jogou contra o Caen no Parc des Princes e, para a maioria dos jogadores ali, esse era mais um dia de trabalho normal. Mas, para Zlatan Ibrahimovic, esse poderia ser um dos jogos mais importantes da sua carreira.
Tudo por que, por baixo do seu uniforme, ele entrou em campo com o nome de 50 pessoas marcado no corpo. Nomes de pessoas que ele nunca conheceu mas que ele queria manter por perto. Esses eram os nomes de 805 milhões de pessoas que passam fome todos os dias.
Esses nomes não estão na primeira página dos jornais mas são a notícia por onde quer que você esteja e foi por isso que aWorld Food Programme criou essa campanha. Eles ajudam cerca de 80 milhões de pessoas em 75 países todos os anos. E eles precisam de ajuda para conseguir ainda mais recursos. 

Vocé pode ajudar a World Food Programme emWFP.org/805millionnames.
As imagens que você pode ver nesse artigo foram feitas pela equipe responsável pelo lettering dessas tatuagens que Zlatan Ibrahimovic vestiu nesse jogo tão importanteMartin Schmetzer, um ilustrador sueco, e Alexis Tyrsa, lá de Paris, foram os artistas responsáveis por criar todos os letterings que adornaram o corpo desse jogador de futebol naquele momento tão importante.
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes 01
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes 02
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes 00
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes 03
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes 04
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes 05
Zlatan Ibrahimovic 805 Milhoes de Nomes Cover

VEJA VÍDEO

ATENÇÃO PODE LEGENDAR ESTE VÍDEO EM PORTUGUÊS BASTA CLIKAR PRIMEIRO NO PEQUENO RECTÂNGULO ANTES DA RODINHA DENTADA E DEPOIS NOVAMENTE NA RODINHA DENTADA NO CANTO INFERIOR DIREITO DESTE VÍDEO ACIONAR  TRADUZIR LEGENDAS ONDE TEM VÁRIAS OPÇÕES DE LÍNGUA




www.boo-blogs.com

Cultura Geral e o Séc. XXI - Entre gerações existe sempre um choque, que o grupo dos da geração mais velha tem dificuldade em aceitar. “No meu tempo, os jovens faziam assim…” Se tal é verdade entre pais e filhos, torna-se quiçá mais premente entre professores e alunos. E parece que se trata de uma batalha, uns de um lado, os outros do outro, como inimigos.

Entre gerações existe sempre um choque, que o grupo dos da geração mais velha tem dificuldade em aceitar. “No meu tempo, os jovens faziam assim…” Se tal é verdade entre pais e filhos, torna-se quiçá mais premente entre professores e alunos. E parece que se trata de uma batalha, uns de um lado, os outros do outro, como inimigos.
Na verdade, a origem de tais diferenças está na evolução das sociedades – de facto, não se vive hoje como há 20 anos, que é o período de se formar uma nova geração. A tecnologia modificou a maneira de viver; com ela os valores e, até, os direitos e deveres dos cidadãos mudaram. Há décadas da história dos povos em que essas diferenças são mais marcantes, sobretudo quando acompanhadas por modificações políticas, como foi, entre tantas outras, a implantação da República, o sufrágio universal a incluir as mulheres, a vulgarização da televisão e do computador. Se pensarem bem, ainda se lembram, da vivência ou dos livros e filmes, de como era a vida familiar e social no tempo dos reis, mas, mais próximo de nós, de como era a situação da mulher antes de esta ter conquistado direitos iguais ao do homem ou, mesmo, de como era um serão quando ainda não havia televisão ou de como era trabalhar sem acesso ao computador. Quase impensável, não é?
Alterações tão drásticas na maneira de viver não poderiam senão provocar grandes modificações no pensamento colectivo, com a consequente mudança de interesses da camada jovem, esta precisamente contemporânea dessas alterações.
Ludwig van Beethoven, compositor alemão da viragem do Séc. XVIII (Bona, 1770 - Viena, 1827)
(Foto do Google)

Surgiu há dias uma notícia sobre a “ignorância” dos jovens de hoje nos Estados Unidos da América, evidenciada através de um estudo de dois professores.
Dizem eles que os “estudantes americanos acham que Beethoven é um cachorro” – porque houve um filme americano em que tal acontecia, tendo os jovens “perdido” a referência de que Beethoven é um grande compositor.
É evidente que, se tal acontece, é porque a escola (e a família) não estão a prestar a devida atenção à história e à cultura – porque música é cultura! Ou seja, hoje em dia as preocupações, os interesses da nova geração são o “hoje” e não o que passou. Aliás, os filmes americanos, com a sua superficialidade e ritmo alucinante, são os primeiros a induzir os seus espectadores a viver com intensidade o momento presente, parecendo que não houve ontem nem haverá amanhã – o passado não interessa e não se sabe o que nos trará o futuro, o melhor é não contar com ele!
Os Estados Unidos da América são um país novo, de tal modo que consideram qualquer coisa com duzentos anos (a sua idade) de grande antiguidade! E talvez por isso, por ser um país novo, precisou de se impor no presente. A verdade é que a história que é estudada na escola é centrada no próprio país e os adultos de hoje e mesmo de gerações anteriores são perfeitamente ignorantes da História do resto do mundo – a não ser que tenha que ver com a História da América ou a sua política actual de intervenção mundial. Constatei isto pessoalmente no período em que residi nos Estados Unidos da América e as perguntas que pessoas, que, pela sua função, no meu país teriam a obrigação de ter uma alargada cultura geral, me dirigiram sobre o meu país, Portugal, deixaram-me, nos meus vinte e tal aninhos, completamente perplexa. Que Portugal era uma província espanhola, que espanto era falar-se lá português, que então deviam ter sido os brasileiros a povoar e “descobrir” Portugal e assim por diante. Perguntava-me eu, então, que tipo de História universal seria dada nas escolas…
Por isso, não me surpreendem os resultados do estudo que agora vieram a lume. O que me surpreende é que os americanos, eles próprios, se admirem!
Os americanos, porém, não estão sozinhos, pois a evolução das sociedades, como se disse atrás, tem sido retirar à História o lugar importante que tinha nos programas escolares. De tal maneira que, nos sistemas de ensino actuais, nem todas as vias de estudo têm História, logo a partir de anos de escolaridade ainda baixos. E minimizar o ensino das artes, nomeadamente da música, que saiu completamente dos curricula. É, por isso, fácil concluir que os jovens, frutos de tal ensino, não terão nunca uma alargada cultura geral: não saberão a História de outros povos e do seu planeta nem apreciarão uma bela sinfonia de Beethoven!
M. C.

 mariacatela.blogs.sapo.cv

SANDRA LAING A MENINA QUE REDICULARIZOU O APARTHEID - Nascida de pais brancos, ultra conservadores e proselitistas do Apartheid, Sandra Laing herdou pela graça de Mendel e de longínquos antepassados, a pele negra de uma raça por sempre agravada. O pigmento silencioso de um ancestral desconhecido acordou no pior lugar e momento. Sandra nasceu negra, mas o ofuscamento e pressão familiar converteram-na em uma branca postiça até que a mentira apareceu. Esta é a fantástica e ridícula história da busca de uma identidade perdida dentro de um regime tão absurdo quanto irracional.

Nascida de pais brancos, ultra conservadores e proselitistas do ApartheidSandra Laing herdou pela graça de Mendel  e de longínquos antepassados, a pele negra de uma raça por sempre agravada. O pigmento silencioso de um ancestral desconhecido acordou no pior lugar e momento. Sandra nasceu negra, mas o ofuscamento e pressão familiar converteram-na em uma branca postiça até que a mentira apareceu. Esta é a fantástica e ridícula história da busca de uma identidade perdida dentro de um regime tão absurdo quanto irracional.

Sandra Laing, a menina que ridicularizou o Apartheid
Sandra Laing posa junto a seus pais Abraham e Sannie
Sandra Laing tem agora mais de 50 anos. O traço intenso de sua face mostra um passado difícil. Meio século lutando para encontrar um vão na mesma sociedade que pela manhã, no seio de uma família de fiéis "afrikaners", lhe dava de comer; enquanto pela tarde, tendo a pele como documentação, lhe impedia de circularlivremente pelas ruas. Uma infância com duas identidades de direitos opostos que minaram sua confiança no sistema e ridicularizaram completamente as bases ideológicas do escuro regime.

- "Meu pai sempre me dizia que eu era branca. Ele pensava em mim como 'sua menina branca'". Sandra Laing

Sandra nasceu em 1955 em Piet Retief, epicentro do integrismo racial e afortunado lugar de bosques perenes e minas douradas. Contam as fontes familiares que a cara de seus pais ao recebê-la neste mundo foi épica. Duas árvores genealógicas mais brancas que o marfim africano polido atribuíam, pela graça de seu Deus branco, o castigo de uma menina de pele manchada, mas com sangue de seu mesmo sangue. Paradoxalmente o mesmo "princípio de segregação" que professavam em comunhão com a doutrina "afrikaner" foi o que determinou a cor da pele da menina:
Segunda Lei de Mendel ou Princípio da segregação: "Certos indivíduos são capazes de transmitir um caráter ainda que neles não se manifeste".

Seus progenitores (Abraham e Sannie) defendiam até morte a pureza de seus ancestrais; catalogação muito comum, por então, para atestar "alto pedigree" e a estirpe das pulcras linhagens. Mas um gene recessivo de alguma geração muito longínqua e não catalogada -com certeza por vergonha- passou a manifestar-se como justiceira nas mãos de uma inocente. Os olhos mostravam uma certeza que a razão anulava por desonra da impureza de sua casta. Um teste de DNA posterior confirmou a paternidade de Abraham e Sannie. Em 1967 o governo sul-africano, a pedido do pai de Sandra, aprovou uma lei que declarava brancos todos os filhos de pais brancos. Sandra Laing branca e a incoerência a serviço do racismo.

Sandra Laing, a menina que ridicularizou o Apartheid
Sandra Laing com seu irmão e sua mãe e no colégio de brancos "Deborah Retief".
Os primeiros anos da infância de Sandra foram tão brancos como o expediente de seus progenitores no ritual burguês ultra conservador. Colégio e costumes de brancos salpicados de doutrinamento anti-subversivo na Igreja Reformista Holandesa. A cor da pele e cabelo pixaim eram obviados com dissímulo ignorante por seu progenitor, mas não acontecia o mesmo com os estranhos. Sempre que podia, sua mãe não deixava-a tomar sol para não reforçar ainda mais sua cor natural enquanto penteava seus cabelos diariamente com cremes oleosos numa luta alisadora impossível em épocas de chapinha inexistente. Sandra não entendia nada. Mais adiante seu pai abusaria dos cremes clareadores que queimariam várias vezes o rosto de Sandra.

Após 5 anos na ortodoxa escola infantil e depois da marginalização exercida por toda a criançada aos grito de "macaca" ou "negra suja" foi expulsa, com 10 anos, pela direção, que informou convenientemente às autoridades. Dois policiais escoltaram-na, entre lágrimas, a sua casa. Só o teste de DNA e a força de seu pai à frente do Partido Nacional-racista salvaram Sandra de uma segura deportação para o "gueto negro" da cidade, abandonando o domicílio familiar.

Mas a menina foi recusada pela igreja tradicionalista e repudiada por todo sua comunidade. Não podia se relacionar com nenhum branco nove colégios negaram sua nova escolarização. O pai apelou à requalificação de 1967, mas a lei fabricada por ele mesmo não mudava a cor de sua pele para evitar os preconceitos alheios.

Sandra começou a ir então a lugares frequentados por negros. Aos 16 anos fugiu para a Suazilândia com um quitandeiro zulu chamado Petrus Zwane com o qual se casou mais tarde e teve dois filhos. Seu pai não lhe perdoou nunca por trair os ambíguos princípios que tinha ensinado. Disse que não era mais sua filha -convenientemente-, acusou seu marido de sequestro e prometeu recebê-la a tiros se um dia pisasse de novo suas terras. Morreu antes de voltar a falar com ela.

À volta a sua terra natal, Sandra foi morar no gueto, sem água nem eletricidade e submetida à dureza do Apartheid. Teve retirada a custódia de seus próprios filhos pela mesma lei criada por seu pai e que impedia a convivência de duas raças sob um mesmo teto: ela era ainda legalmente branca. Sobreviveu até a queda do Apartheid em 1990 e a outro casamento, para, após 30 anos, voltar a ver sua mãe e reconciliarem-se.
Sandra Laing, a menina que ridicularizou o Apartheid
O reencontro.
Foi feito um filme com a história de Sandra no filme Skin dirigido pelo cineasta Anthony Fabian.
Sandra Laing, a menina que ridicularizou o Apartheid
Sandra Laing com as atrizes Sophie Okonedo e Ella Ramangwane que representam-a respectivamente quando criança e adulta..


http://www.mdig.com.br/

OS FAMOSOS MERGULHOS COM CAVALOS - Durante muitos anos foi o espetáculo principal no Steel Pier de Atlantic City. O cavalo e seu ginete subiam em um trampolim de até 20 metros e saltavam no vazio lá do alto. O resultado era uma mergulho espetacular que às vezes terminava em graves lesões para ambos.


Durante muitos anos foi o espetáculo principal no Steel Pier de Atlantic City. O cavalo e seu ginete subiam em um trampolim de até 20 metros e saltavam no vazio lá do alto. O resultado era uma mergulho espetacular que às vezes terminava em graves lesões para ambos.


O show dos cavalos suicidas
criador  da atração foi o empresário William "Doc" Carver, um dos melhores atiradores de precisão do mundo, cuja vida era uma constante aventura. Carver teve a idéia quando cruzava uma ponte sobre o rio Platte em Nebraska, e ele e seu cavalo caíram na água.
O show dos cavalos suicidas
Começou a explorar a ideia em 1880 e os primeiros saltos foram realizados por Carver e sua própria filha Lorena; logo vários outros cavaleiros se juntariam ao grupo. O show tornou-se uma fixação permanente em Atlantic City, que antes da Disneylândia, era o pátio de diversão da América.
O show dos cavalos suicidas
Cada saltador tinha seu próprio estilo, uns saltavam com impulso, outros inclinando a cabeça, inclusive alguns saltavam com o cavalo em duas patas. Tudo era questão para que o público, que sempre enchia os shows, escolhesse seu ginete preferido -que quase sempre eram mulheres.


VÍDEO



Inicialmente a torre de mergulho, estava situada a 22 metros, uma altura que causava grande temeridade aoscavalos e inclusive aos cavaleiros. Mais tarde reduziram a altura para 14 metros, para finalmente, e por motivos de segurança, chegar aos respeitados 10 metros.


VÍDEO



As filhas de Doc Carver junto a sua nora, continuaram com o show depois de sua morte. Em 1931, Sonora Webster, contratada pelos Carver através de um anúncio, junto a seu cavalo "Lábios vermelhos", perdeu o equilíbrio na plataforma e caiu na água com os olhos abertos perdendo a visão pelo resto da vida, apesar de que ainda permaneceu saltando durante outros dez anos. Esta história inspirou o filme Wild Hearts Can’t Be Broken (Mergulho em uma paixão) feito pela Disney em 1991.
No início da década de 70, estes shows passaram a receber muitas críticas dos defensores dos direitos dos animais, o que contribuiu à diminuição de sua popularidade. Nas últimas décadas receberam denúncias como a utilização de choques elétricos para convencer o cavalo de seu obrigado mergulho.

O mergulho de cavalos deixou de ser praticado no final de 1978, quando o parque sob a pressão dos grupos defensores dos direitos animais, foi comprado pelo Resorts International.


 http://www.mdig.com.br/

RECORDES DO GUINESS EM 2009 - O Livro Guinnes dos Recordes bem que poderia mudar de nome para Livro Guinnes das Bizarrices. Em um artigo anterior sobre o lançamento da versão 2009 do livro já mostramos alguns recordes totalmente sem sentido. Neste tópico você poderá ver mais 26 deles. Os nomes entre parênteses são dos fotógrafos e quando não indicadas, as fotos foram feitas pelo próprio Guinness.

Livro Guinnes dos Recordes bem que poderia mudar de nome para Livro Guinnes das Bizarrices. Em um artigo anterior sobre o lançamento da versão 2009 do livro já mostramos alguns recordes totalmente sem sentido. Neste tópico você poderá ver mais 26 deles. Os nomes entre parênteses são dos fotógrafos e quando não indicadas, as fotos foram feitas pelo próprio Guinness.

A barba mais comprida do mundo atual: 2,33m.
Mais recordes do Guinness 2009

A idosa mais tatuada: 93% do corpo tatuado.(John Wright)
Mais recordes do Guinness 2009

A maior batalha de tortas. (Afton Almaraz)
Mais recordes do Guinness 2009

A maior distância percorrida em bicicleta sem tocar um pé no chão aconteceu nos dias 6-7.09.2008 na Eslovênia: 890,2km.
Mais recordes do Guinness 2009

A maior distância sendo arrastado pegando fogo aconteceu em 12 de novembro de 2008 na Hungria: 472,8m.
Mais recordes do Guinness 2009

A maior profundidade em uma bike: 66,5 metros. (John Wright)
Mais recordes do Guinness 2009

A maior velocidade registrada por um cortador de grama foi em 18 de novembro de 2008 nos EUA: 98km/h. (Nate Christenson)
Mais recordes do Guinness 2009

A maçã mas pesada: 1. 849g.
Mais recordes do Guinness 2009

A menor pessoa do mundo: 74,61cm, e as pernas mais longas? 131,83cm. (Andy Rain)
Mais recordes do Guinness 2009

A pessoa mais alta: 246,38cm. (Seth Wenig)
Mais recordes do Guinness 2009

As mulheres desta família são as mas peludas, 98% do corpo são cobertos por pelos. (John Wright)
Mais recordes do Guinness 2009

As orelhas mas longas: 34,9cm direita e 34,2cm esquerda. (Ranald Mackechnie)
Mais recordes do Guinness 2009

O cabelo mais comprido nas orelhas: 18,1cm.
Mais recordes do Guinness 2009

O cão mas alto 107,18 cm, sobre as patas traseiras: 2,19 metros. (Deanne Fitzmaurice)
Mais recordes do Guinness 2009

O equlíbrio a maior altura: 6.522 metros.
Mais recordes do Guinness 2009

O homem mais veloz correndo de quatro em 13 de novembro de 2008 no Japão. Correu 100 metros de quatro em 18,58 segundos.
Mais recordes do Guinness 2009

O leite lançado a maior distância com os olhos: 279,5 cm. (John Wright)
Mais recordes do Guinness 2009

O maior auto arrastado: 57.243kg por 30,48m. (Ranald Mackechnie)
Mais recordes do Guinness 2009

O maior Bigfoot com 4, 7m de altura, rodas de 3m, e pesa 17.236kg. (Richard Bradbury)
Mais recordes do Guinness 2009

O maior caracol do mundo: 39,3cm e 900g.(Paul Michael Hughes)
Mais recordes do Guinness 2009

O maior hambúrguer do mundo: de 74,75 kg e 399 dólares. (Ranald Mackechnie)
Mais recordes do Guinness 2009

O maior número de pessoas dançando Michael Jackson: 13.597. (Dario Lopez-Mills)
Mais recordes do Guinness 2009

O maior peso arrastado com as pálpebras: 411,65kg.
Mais recordes do Guinness 2009

O menor cavalo: 44,5 cm. (Richard Bradbury)
Mais recordes do Guinness 2009

Oitenta ovos com a testa em um minuto.
Mais recordes do Guinness 2009

Os olhos mais colocados para fora de suas órbitas: 11mm. (Drew Gardner)
Mais recordes do Guinness 2009


 http://www.mdig.com.br/