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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Origem e História do Atletismo no Mundo

Origem e História do Atletismo no Mundo

Onde tudo começou
O Atletismo é a forma mais antiga de um desporto organizado. Na realidade, trata-se de uma mistura de vários desportos, que engloba as corridas, os saltos e os lançamentos. É um esperte que vem dos tempos de outrora em que correr, saltar e lançar eram encarados como uma aprendizagem vital na caça e na guerra. Há indícios de que a origem do atletismo ocorreu por volta de 4 mil anos atrás no Egito Antigo, onde, corrida entre homens eram realizadas.

Logo mais, na Ilha de Creta, na velha Grécia, eram realizados jogos periódicos que incluíam provas de velocidade, salto em distância, salto em altura e arremesso de objetos variados. Nos originários antigos jogos em Olímpia, os corredores usavam elmo e escudo. Nos primeiros jogos de que há registo efetuados na Grécia, em 776 a.C., existiu apenas uma prova, a corrida no estádio.

A forma moderna do Atletismo, da qual hoje apreciamos, começou a ser praticada no início do século 19, na Inglaterra. Foi de lá que muitas das modalidades existentes foram criadas.

Em meados da década de 1860, as universidades de Oxford e Cambridge começaram a disputar entre si provas de atletismo.  Com estas competições foi que surgiu o primeiro campeonato britânico da história realizado no ano de 1866. Em 1868, quando os europeus já celebravam diversos campeonatos pelo continente, o atletismo atravessou o Oceano Atlântico e chegou aos Estados Unidos.

A partir daí, o Atletismo cresceu e acabou se tornando o mais popular nos esportes individuais. Tanto que sua inclusão nos primeiros Jogos Olímpicos da Era (foto abaixo) moderna, realizado em Atenas, na Grécia, em 1896, foi inevitável.
Em 1913, foi criada a Federação Internacional de Atletismo Amador (Iaaf), com sede em Londres. Essa entidade é responsável até hoje pela regulamentação da modalidade.

Após a estréia nos Jogos Olímpicos, o atletismo nunca esteve fora das Olimpíadas. Atualmente, o esporte conta com mais de 25 categorias diferentes no programa do maior evento esportivo do mundo.

www.travinha.com.br

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE PASSOU DOIS ANOS EM CIMA DE UMA ÁRVORE PARA IMPEDIR O SEU CORTE

Quando Colombo pisou a América pela primeira vez, Lua (uma sequoia de 60 metros de altura) já tinha 500 anos. Em 10 de dezembro de 1997 o destino e uma moto serra se cruzaram em seu tronco. Julia Butterfly Hill, uma ativista de 23 anos, decidiu interromper o inevitável e subindo na árvore impediu o iminente corte. Passou 738 dias entre seus ramos e sem pôr um só pé em terra obrigou à companhia madeireira, depois de duríssimas negociações, a indultar a árvore e a todas as outras próximas..

Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Julia Butterfly Hill
  "Ninguém tem o direito de roubar do futuro para conseguir benefícios rápidos no presente. Há que saber quando temos o suficiente... "  - Julia Butterfly Hill em seu livro "O legado de Lua".
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Julia na copa da sequoia "Lua" a 60 metros de altura.
Lua é uma das sequoias milenares do bosque da cidade de Stanford na Califórnia. No final de 1997 a Pacific Lumber Company  irrompeu no bosque de 60 mil hectares para iniciar o desmatamento de um dos ecossistemas mais importantes do local. Mas em seu caminho encontrou uma obstinada borboleta.

Julia Butterfly Hill nasceu em 18 de fevereiro de 1974 no Arkansas. De família muito humilde estudou em sua casa até os 12 anos. Seu pai era um pastor protestante itinerante e sua casa um trailer que compartilhava com seus três irmãos. A vida nômade e ambulante e a influência paterna educaram-na na escassez e no pragmatismo.
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Conta em sua biografia que quando era já uma adolescente, em uma das assíduas caminhadas pela natureza com sua família, uma borboleta aterrissou em seu ombro e permaneceu com ela durante todo o trajeto. Metáfora da aventura de sua vida serviu também para acompanhar seu nome para o resto de seus dias.
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Localização de Lua no bosque de Stanford.
Mas foi com 22 anos e uma experiência traumática de um grave acidente de trânsito que converteu Julia na ativista verde que comoveu todo um país. O percalço deixou graves sequelas cerebrais que requereram um lento processo e terapia intensiva. A proporção e o valor do tempo mudaram para sempre em Julia que dedicava suas longas horas de reabilitação à contemplação subversiva dos grandes bosques californianos. A crisálida transformou-se então em borboleta.

- "Adentrei no bosque pela primeira vez e experimentei o que significa para valer estar vivo. Entendi que eu fazia parte daquilo. Pouco depois soube que a Pacific Lumber Maxxam Corporation estava devastando esses bosques e minha confusão foi total. Contatei com a associação Earth First, que fazia campanhas para impedir o corte das árvores. Assim conheci 'Lua'".
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Julia em um dos galhos de Lua.
A vida na árvore foi muito dura e mudou Julia por completo. A ideia era ficar duas semanas até o revezamento de um colega, mas isto nunca aconteceu. Uma pequena equipe fornecia-lhe cordas e víveres necessários, incluindo pequenos painéis solares para carregar o celular com o qual organizava as entrevistas, captar adeptos para a causa ou inclusive falar ao vivo com o senado norte-americano. Seu pequeno lar, a 50 metros de altura, consistia em uma plataforma de 3 metros quadrados coberta por uma lona impermeável, um pequeno fogareiro, uma caixa com uma bolsa hermética para fazer suas necessidades e uma esponja com a qual recolhia a água de chuva ou neve para se lavar.
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
- "Sim, a Pacific Lumber começou então a devastar árvores ao meu redor. Apareceram helicópteros que jogavam jatos de água. Queimaram os bosques durante seis dias, a fumaça destroçou meus olhos e minha garganta, e fiquei cheia de bolhas. Depois montaram guarda dia e noite para que não pudessem me fornecer comida. Fiquei amargurada, gritando, dando cabeçadas, à beira da loucura... Para consolar-me pensava nas famílias de Stanford que por causa da devasta do bosque ficaram sem casa por causa da inundação."

Mas o pior estava por vir. No inverno de 1998 uma impressionante tormenta de mais de duas semanas esteve a ponto de separar Julia de Lua. Lufadas de vento acabaram com a lona e empurraram Julia para o vazio. Abraçada à sequoia e próxima à rendição, escutou "a voz da lua" recordando que "só os galhos rígidos se rompem". Abandonou então o apoio estável para agarrar a flexibilidade dos galhos mais verdes que resistiram a investida e salvaram a vida de Julia.
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Passar por essa tormenta supôs uma mudança de atitude. Julia livrou-se dos sapatos e fundiu-se com seu meio atingindo seu apogeu espiritual. Jamais voltaria a viver com medo. Julia passou a conhecer cada inseto, a cada rincão, folhas de Lua e isto permitiu encarar com certeza e vantagem psicológica a negociação com os desflorestadores que deixaram então de chamá-la de "eco-terrorista".
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
O tempo fortaleceu a imagem ativista de Julia e pouco a pouco foi ganhando o respeito e o apoio de muitas organizações ecológicas e dos meios de informação. O desfile de famosos que subiram à árvore para visitá-la (Bonnie Raitt, Joan Báez ou Woody Harrelson) foi tão grande como o impacto mediático do desafio.

Em 18 de dezembro de 1999 Julia desceu de Lua com as mãos verdes do musgo e os pés cheios de calos, no meio de uma grande cerimônia e entregando esta carta. Culminou com sucesso as negociações com a madeireira que se comprometeu não só a respeitar Lua e todas as árvores próximas em uma raio de 60 metros, senão de incluir uma política meio-ambiental em todos seus futuros trabalhos.
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Hoje em dia Julia segue à frente de um importante grupo ecologista e ativista. Ajudou a criar a ONG "Circle of Life", participando regularmente em muitos dos "Tree-Sit" (sentadas em árvore) fecundados com sua façanha e espalhados por todos os cantos do planeta verde. Contou sua experiência no Livro "O legado de Lua" impresso em papel reciclado e sob o selo de tolerância ecológica "SmartWood Certified".

- "Permanecendo na unidade, na solidariedade e no amor, sanaremos as feridas da terra e de cada um de nós. Podemos fazer a diferença positiva através de nossas ações...", Julia Butterfly Hill em o "O legado de Lua".
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corte
Sequência da descida de Julia em 18 de dezembro de 1999.
Em novembro de 2001 um "Mark Chapman da natureza" tentou cerrar Lua e com uma moto serra fez um talho de 35 centímetros de profundidade na base de seu tronco. Desde então grampos gigantes consolidam a árvore.
Julia Butterfly Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar seu corteJulia e Lua em seu estado atual. Grandes grampos protegem a ferida.


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1938 HITLER O HOMEM DO ANO - O evento mais importante de 1938 aconteceu em 29 de setembro, quando quatro homens de estado se encontraram na residência de Hitler, em Munique, para redesenhar o mapa da Europoa. Os três visistantes nesta histórica conferência eram o Premiê Neville Chamberlain, da Grã-Bretanha, o Premiê Edouard Daladier da França e o Ditador Benito Mussolini da Itália. Mas com toda segurança a figura dominante era o anfitrião alemão, Adolf Hitler.

evento mais importante de 1938 aconteceu em 29 de setembro, quando quatro homens de estado se encontraram na residência de Hitler, em Munique, para redesenhar o mapa da Europoa. Os três visistantes nesta histórica conferência eram o Premiê Neville Chamberlain, da Grã-Bretanha, o Premiê Edouard Daladier da França e o Ditador Benito Mussolini da Itália. Mas com toda segurança a figura dominante era o anfitrião alemão, Adolf Hitler.


Hitler, homem do ano
O Führer dos alemães, Comandante em Chefe do Exército, da Marinha e da Força Aérea alemãs, Chanceler do Terceiro Reich, Hitler, colheu naquele dia o resultado da audaz, desafiante e implacável política exterior que tinha exercido durante cinco anos e meio. Ele havia conseguido converter o Tratado de Versalles em nada. Roubou a Áustria diante dos olhos de um horrorizado e aparentemente impotente mundo.
Hitler, homem do ano
Todos estes fatos escandalizaram às nações que tinham derrotado a Alemanha no campo de batalha 20 anos antes, mas nada aterrorizava tanto o mundo como os metódicos fatos do passado verão e começo do outono que ameaçavam com uma guerra mundial sobre a Checoslovaquia. Mas Hitler, sem derramamento de sangue, reduziu Checoslovaquia a um estado-marionete da Alemanha, forçando uma revisão drástica das alianças defensivas da Europa e ganhando sua liberdade de ação sobre o leste europeu, conseguindo a promessa de não envolvimento da poderosa Grã-Bretanha -e posteriormente da França-. Adolf Hitler, sem dúvida, converteu-se no homem do ano de 1938.
Hitler, homem do ano
Tudo isto pode ser lido na edição da primeira semana de janeiro de 1939 da revista Time, que declarava Hitler como o homem do ano de 1938. Hoje em dia sabemos com certeza que ser escolhido como homem do ano pela revista Time é um privilégio e denota uma grande deferência, algo bom. Neste caso, a Time deixava claro que o protagonista do ano anterior tinha sido Hitler, o que não indica que estivesse de acordo com suas ações. Em qualquer caso, o pior ainda estava por chegar e é verdadeiro que naquele momento Hitler tinha levado a Alemanha a um ponto dominante na política internacional.
Hitler, homem do ano
Outro detalhe interessante é que a capa daquela edição é a imagem anterior que tem pouco a ver com Hitler. É uma das poucas ocasiões nas quais o eleito como protagonista do ano não apareceu na capa da revista.
Hitler, homem do ano
Em meio a esta escolha da Time, um deputado sueco E.G.C. Brandt chegou a propor o nome de Adolf Hitler como Prêmio Nobel da Paz, Iniciativa apoiada inclusive por judeus como a escritora Gertrude Stein. Felizmente a nominação foi recusada em fevereiro, alguns meses antes de começar a Segunda Guerra Mundial. E a partir daí a gente já sabe a história.


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UMA TALHADA DE MELANCIA FOI A CAUSA DE UMA INVASÃO DOS EUA AO PANAMÁ - O "incidente da fatia de melancia" é talvez uma das causas mais ridículas da história pelas quais um país invadiu o outro. O incidente aconteceu em 15 de abril de 1856 quando um homem estadounidense chamado Jack Olivier saiu para caminhar com seus amigos depois de uma noitada de festa.

O "incidente da fatia de melancia" é talvez uma das causas mais ridículas da história pelas quais um país invadiu o outro. O incidente aconteceu em 15 de abril de 1856 quando um homem estadounidense chamado Jack Olivier saiu para caminhar com seus amigos depois de uma noitada de festa.


A fatia de melancia que desatou uma invasão estadunidense ao Panamá
Totalmente alcoolizado e com uma atitude prepotente pegou uma fatia de melancia na barraca de José Manuel Lua, um vendedor local. Depois de ver isto, o comerciante pediu os 5 centavos que custava a fatia. Jack Olivier respondeu com um insulto. Isto gerou um grande alvoroço, já que Olivier e seus amigos sacaram uma pistola e uma faca. Mas em vez de intimidar-se, a população local, que carregava grande ressentimento devido aos problemas econômicos que a Ferrovia do Panamá tinha trazido aos comerciantes e camponeses locais da cidade do Panamá -que nessa época era ainda parte da República de Nova Granada- se apressou a defender ao vendedor de rua. Foi neste justo instante que chegava à estação ferroviária do istmo do Panamá um trem proveniente da cidade de Colon com aproximadamente mil estadunidenses, que por suposto saíram em defesa de Olivier e seus amigos. Prontamente a disputa se converteu em uma batalha campal de disparos e pedradas.

Superados em número os estadunidenses se protegeram usando a estação ferroviária como barreira, os panamenhos, enfurecidos, seguiram incendiando todos os lugares onde encontravam os americanos. Mas prontamente isto deixou de ser uma briga entre civis, já que terminaram envolvendo a polícia panamenha, que se uniu com os granadenses. Do outro lado, um pequeno destacamento militar dos Estados Unidos com base na região se uniu a seus compatriotas. Devido as armas e quantidade de munição que ambos tinham -os estadunidenses inclusive contavam com um canhão- o conflito durou três dias. Período no qual os distúrbios foram se generalizando e levando a que incendiassem as casas dos norte-americanos tanto nessa cidade quanto em Colon a 92 quilômetros. Como resultado: 18 mortos e 28 feridos entre ambos grupos.

Depois de uma mediação, que deu um salvo-conduto aos estadunidenses para que se retirassem pacificamente, deu início a uma forte série de problemas internacionais. Conquanto ambos governos trocavam culpas mutuamente, isto deu aos Estados Unidos a oportunidade que estavam buscando. Dois meses mais tarde o comissionado estadunidense Amos Corwine sugeriu a invasão ao istmo de Nova Granada, já que, segundo suas palavras, o governo granadense era incapaz de proteger os interesses estadunidenses na região. Motivo pelo qual, e sem demorar muito, em setembro desse ano uma força invasora tomou o controle da estação de ferroviária. A invasão durou pouco, só três dias, já que as autoridades locais aceitaram os termos de um acordo.
A fatia de melancia que desatou uma invasão estadunidense ao Panamá
Um ano mais tarde assinaram o Tratado Herrán-Cass, onde Nova Granada devia se declarar culpada do incidente e teve que pagar 412 mil dólares estadunidenses em ouro aos Estados Unidos -uma imensa fortuna para aquela época e um país tão pobre- e ceder o controle de várias ilhas costeiras para que os Estados Unidos pudesse instalar bases navais. Conjuntamente a isto, o Estados Unidos citou o artigo 35 do Tratado Mallarino-Bidlack, pelo qual Nova Granada devia, dali em diante, permitir a intervenção militar estadunidense na região. Intervenções que se estenderam até o século XX.


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o julgamento para proibir o PC da Ucrânia - A declaração do deputado do PE do KKE 1 , Kostas Papadakis, sobre o julgamento para proibir o PC da Ucrânia


A declaração do deputado do PE do KKE 1 , Kostas Papadakis, sobre o julgamento para proibir o PC da Ucrânia

"Desta forma, eles demonstram que o povo ucraniano terá de enfrentar a continuação desta guerra fratricida no interesse dos imperialistas, bem como a nova escalada de medidas anti-operárias. Os comunistas estão na mira da classe burguesa, porque são os únicos em condições de lutar contra os violentos ataques antipopulares e a histeria nacionalista. Eles são os únicos que podem mostrar o caminho para sair da barbárie capitalista. A falsificação da história e as distorções gritantes em relação à contribuição dos comunistas e do socialismo não terão sucesso. "




O julgamento respeitante à proibição do Partido Comunista da Ucrânia começou na quarta-feira (4/2), em Kiev. Os acusadores do PC da Ucrânia nesse julgamento são o Ministério da Justiça da Ucrânia, o Ministério do Interior e a Agência Nacional de Informação. Acusam o PC da Ucrânia de “propaganda divisionista”. Atos semelhantes de perseguição contra os seus quadros e membros estão em marcha em todo o país, com base em acusações infundadas e insustentáveis, que são refutadas e expostas pelos quadros do partido. Um representante do KKE, Kostas Papadakis, membro do CC e deputado do Parlamento Europeu, assistiu ao julgamento, a convite do PC da Ucrânia. 

Na conferência de imprensa organizada pelo PC da Ucrânia para os média ucranianos, K. Papadakis observou o seguinte: 

“O julgamento de hoje, que continuará, é apenas uma parte de um conjunto de perseguições que está em marcha contra o PC da Ucrânia e também contra os seus membros e quadros individuais. A perseguição e as maquinações para proibir os comunistas e a sua atividade são inaceitáveis e condenáveis. Elas atacam os próprios cidadãos e os seus direitos. Os comunistas da Ucrânia deram uma grande contribuição para a luta do povo ucraniano, para todas as suas realizações, quer durante a grandiosa Vitória Antifascista dos Povos, quer durante os anos da construção do socialismo, assim como nos dias de hoje. 

Estes actos de perseguição são perigosos para o povo ucraniano e os povos como um todo. Indiciam tentativas de dar um novo impulso aos planos imperialistas na Ucrânia e em toda esta região. São planos que foram urdidos neste período pela UE, pelos EUA, a NATO, a classe burguesa da Ucrânia e o seu governo reacionário, que é apoiado por forças fascistas, no quadro da sua competição com a Rússia. 

Desta forma, eles demonstram que o povo ucraniano terá de enfrentar a continuação desta guerra fratricida no interesse dos imperialistas, bem como a nova escalada de medidas anti-operárias. Os comunistas estão na mira da classe burguesa, porque são os únicos em condições de lutar contra os violentos ataques  antipopulares e a histeria nacionalista. Eles são os únicos que podem mostrar o caminho para sair da barbárie capitalista. A falsificação da história e as distorções gritantes em relação à contribuição dos comunistas e do socialismo não terão sucesso.

O KKE manifesta mais uma vez a sua total solidariedade com o PC da Ucrânia e confirma que irá informar o povo grego desta ofensiva anticomunista. Através da sua intervenção no movimento operário e popular, no Parlamento e no Parlamento da UE continuará a denunciar e a lutar contra o anticomunismo. Só os povos podem impedir e neutralizar qualquer tipo de plano antipopular e, com a sua luta, assumirem o seu protagonismo.”




1 PE do KKE: Parlamento Europeu do Partido Comunista da Grécia. – [NT]



Fonte: PeloSocialismo



Mafarrico Vermelho

AFINAL O QUE É QUE SE PASSA NO ÍEMEN




Onde fica o Iémen?



Colocado no fundo da Arábia Saudita mesmo no calcanhar da bota arábica, o Iémené vizinho do pacífico Omã e tem África a poucos quilómetros de mar vermelho de distância.
O país fica no cruzamento entre a península arábica, a Ásia e a África e a sua cultura e tradição estão ligadas a esta posição de entreposto entre múltiplas culturas. Com lugar de destaque nas ancestrais rotas de especiarias, foi definido pelos romanos como Arabia Felix, em contraponto à Arabia Deserta do norte (atual Arábia Saudita).
Habitam o Iemen 25 milhões de pessoas, quase todas muçulmanas, quase todas dependentes de uma economia que se baseia em produtos básicos como o café, o peixe e o algodão. O grande motor da economia é o petróleo, que não chega às mãos da imensa maioria da população.

Qual é a situação político-económica do Iémen?


O primeiro aspeto que importa reter sobre o Iémen é que mais de metade da população vive com menos de dois dólares por mês. As Nações Unidas estimam que perto de 60% da população necessite de apoio humanitário para sobreviver.
O Iémen tem vivido numa instabilidade crónica desde o fim dos anos setenta, graças a um regime pouco democrático liderado por Ali Abdullah Saleh, que durou até novembro de 2011. No rescaldo das primaveras árabes, o país viveu um período de euforia pró-democrática que teve pouca concretização prática. Ao fim de pouco mais de três anos, a situação política piorou e o país tem estado envolvido numa guerra civil que é motivada por questões religiosas mas principalmente pelas limitações económicas.

Quem manda no Iémen?


Formalmente é o presidente Mansour  e a sua guarda presidencial. Mas o presidente, escolhido em 2011 para assegurar a transição democrática no país, tem pouco poder real.
Neste momento grande parte da capital Sanaa está sob controlo dos rebeldes xiitas houthi, provenientes do norte do país e fortemente apoiados pelo regime iraniano. As fações mais extremistas gostariam de recuperar o Imanato Zaidi, que governou o norte do Iémen durante quase mil anos.
Também os grupos da Al-Qaeda controlam parte do território, impondo uma lei islâmica absolutista que permite treinar jihadistas que depois são enviados para a Síria e o Afeganistão. As forças houthi combatem as forças da al-Qaeda pelo controlo do território, graças ao apoio que têm de Teerão.
Entre estes três poderes, o exército tem a lealdade dividida e não responde de forma unificada às forças civis. É um exemplo perfeito que vem nos manuais de estados falhados.

O que está a acontecer na capital?


Sanaa, a capital do Iémen, está literalmente sitiada. Um grupo de rebeldes Houthi oriundo do norte do país montou um cerco ao palácio presidencial desde o fim de semana, o que tem resultado em violentos tiroteios com as forças leais ao Presidente Mansour .
Apesar do anúncio de um cessar-fogo na última segunda-feira, os combates não cessaram. Exigindo maior autonomia para as províncias do norte e a melhoria das condições económicas, os Houthi recusam recuar nas exigências.
E esta situação segue-se aos intensos combates nas últimas semanas entre os representantes da Al-Qaeda e os Huothi, que de acordo com a Reuters terão já provocado muitas dezenas de mortos.

E qual é a relação do Iémen com o ataque ao Charlie Hebdo?


Os culpados do atentado ao Charlie Hebdo treinaram no Iémen em 2011. Os serviços secretos europeus já confirmaram que ambos os irmãos Koauchi estiveram no território, como os próprios tinham anunciado – tendo inclusivamente sido financiados por Anwar al-Awlaki há quatro anos, um muçulmano associado à violência promovida pelo grupo terrorista de Bin Laden.
A própria Al-Qaida da Península Arábica, sediada no Iémen, assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque. Assim sendo, o ataque teria sido ordenado por al-Zawahri, o líder supremo da Al-Qaeda, em consequência direta dos repetidos cartoons tendo por alvo os muçulmanos.
Esta narrativa tem sido tratada com algum ceticismo pelos investigadores franceses. Se é verdade que os irmãos Kouachi treinaram no Iémen em 2011 e receberam fundos para atentados, isso pode ter pouco a ver com o que aconteceu em Paris quatro anos depois. Os fundos e a coordenação podem ter vindo de outras fontes, incluindo o Estado Islâmico, que disputa com a al-Qaeda a liderança da violência em nome de Alá e tem procurado ações com grande impacto mediático.

Quem controla o petróleo que o país produz? 


A produção de petróleo equivale a 70% da riqueza do país, mas tem vindo a decair desde 2010. De acordo com o Financial Times, em 2013 o Iémen importoumais petróleo do que aquele que exportou, situação inédita nos últimos trinta anos. Este défice energético é um sinal da desagregação económica do país graças à continuada crise política e económica.
Perto de metade do petróleo recolhido é refinado no país para satisfazer a procura interna, sendo altamente subsidiado pelo governo e chegando ao mercado a preços baixos. A outra metade, que corre em dois oleodutos, é exportada por mar para os países asiáticos que preenchem a lista de clientes.
Mas a província de Hadramawt, que produz mais de metade do petróleo do país, tem fugido ao controlo da empresa estatal criada para gerir essa exploração. Vários ataques aos poços e ao oleoduto têm limitado a produção corrente, com o governo a colocar a culpa em milícias tribais e na influência da Al-Qaeda na regiãoa província de Marib os Houthi tomaram o controlo da produção petrolífera e ameaçam não a devolver ao governo central – utilizando-a como forma de pressara as suas exigências políticas.
te relatório da Chatam House, um grupo de reflexão sobre política e economia internacional sediado em Londres, fornece excelentes indicaçaões sobre o contexto histórico da produção petrolífera do país. E esta análise do governo americano fornece o ponto de situação do que se passava no terreno há escassos meses – em que já eram notórios os problemas de segurança do país.

Thomas Chatterton o rei do suicídio

Thomas Chatterton é um dos cadáveres mais famosos da história, nasceu na classe equivocada em 1752 e nunca conseguiu sair dela, viveu somente dezessete anos e comeu merda desde o momento que chegou até o que abandonou este mundo. Sua mãe cuidava de uma igreja em Bristol, seu pai morreu antes que ele nascesse.
Chatterton, o rei do suicídio
Thomas foi mandado à escola para pobres de Bristol, onde se formou com escasso futuro aos catorze anos e começou a trabalhar para um copista da cidade, que não lhe pagava nem uma tostão: só recebia alojamento, comida e roupa velha, como todos os outros criados.

Nessas ásperas condições, o jovem, criativo qu era, inventou um monge medieval chamado Thomas Rowley, a quem adjudicou uma série de poemas, redigidos por ele mesmo, em estilo e caligrafia impecavelmente góticos, sobre uns pergaminhos que seu avô tinha encontrado acidentalmente nos sótãos da igreja que cuidava. Graças a eles, o impetuoso Chatterton pôde deixar Bristol e chegar a Londres disposto a conquistar a cidade com sua pluma. Seis meses depois sua caseira encontrou o rapaz morto no sótão que alugava.

O morto ainda não havia esfriado quando começaram a tecer a lenda. Enquanto a população masculina reunida na taberna atribuía o suicídio à evidente insanidade do morto (coisa que permitia explicar todas as excentricidades de Chatterton, desde suas ameaças de se tornar maometano até suas falsificações medievais, seu bizarro gosto para se vestir e inclusive sua condição de vegetariano), as garotas do bordel asseguravam que o rapaz tinha morrido de fome porque o padeiro não teria aceito vender lhe fiado. A madame afirmou que tinha ouvido ele soluçar durante toda a noite, enquanto seus passos podiam ser ouvidos indo de um lado ao outro do quarto. Uma vizinha que conseguiu acompanhar a polícia que forçou a porta disse que o cadáver jazia caído próximo a cama, com expressão angelical e rodeado de papéis rasgados em confete. E o boticário confessou compungido que à tarde anterior tinha vendido um pouco de arsênico e láudano ao rapaz.

Nos dias seguintes, não somente as garotas do bordel, senão já todas as mocinhas da área falavam da fulminante beleza, do caráter indômito e das proezas sexuais do finado. "No fundo de seus extraordinários olhos verdes existia um dourado do fogo", escreveu Horace Walpole, que em vida desprezou Chatterton olimpicamente. E Coleridge, ainda sabendo que aqueles poemas medievais tinham sido meras imitações, afirmou que estavam escritos "no inglês mais puro que jamais tenha existido".
Chatterton, o rei do suicídio
Estátua de Thomas Chatterton no Parque Millenium em Bristol
Chatterton foi o primeiro caso de um poeta no qual importam menos seus versos que sua vida, e sua morte. Menos de um ano após sua morte, Alfred de Vigny estreou em Paris sua obra de teatro sobre Chatterton e Goethe publicou "As atribulações do jovem Werther" e começou uma verdadeira epidemia de suicídios de jovens em toda Europa.

Chatterton era o padrão pelo qual mediam seu desespero. Juventude, poesia e alienação tornaram-se sinônimos. Keats, Shelley e Byron o idolatraram. Baudelaire, Nerval e Rimbaud fariam o mesmo na França, como Von Kleist e Holderlin na Alemanha. Nas palavras de Balzac, a disjuntiva era "matar a paixão e envelhecer ou abraçar o martírio da paixão e morrer jovem". O suicídio converteu-se no supremo gesto de desprezo para o insípido mundo burguês. O quadro "A morte de Chatterton", do pré-rafaelista Henry Wallis, converteu-se em um autêntica estandarte de devoção. E a única razão que impediu que a sepultura do poeta se transformasse em objeto de veneração foi que ele foi enterrado em uma vala comum.
Chatterton, o rei do suicídio
A morte de Chatterton de Henry Wallis
Curiosamente, se Chatterton não tivesse morrido e permanecesse escrevendo teria se convertido quase que certamente em sua própria antítese: de fato, ao chegar a Londres já tinha deixado para trás sua escritura "gótica" e assumido o estilo da moda por então na metrópole, a sátira em verso.

Com esse paradoxo em mente, um recém formado da Universidade de Bristol chamado Nick Groom - atualmente professor em Bristol- resolveu mergulhar na iconografia chattertoniana e após 10 anos emergiu com um veredicto decepcionante até para ele mesmo: Chatterton não se suicidou. O relatório do forense admite a presença de arsênico e láudano no corpo, mas aplicados para curar uma gonorréia. Aparentemente Chatterton incorreu em uma sobredose acidental. Nos papéis que ficaram em sua habitação e foram enviados a sua família não há o menor sinal de depressão suicida. Ao invés disso, Chatterton conta nelas que estava ganhando bom dinheiro, fruto das trinta peças que conseguiu colocar em sete jornais de Londres antes de chegar e outras vinte e quatro que entregou nos meses anteriores a sua morte, além de vender um drama musical e aceitar uma boa comissão para escrever um livro por contrato.

Quanto à chuva de confetes em torno do cadáver, deve-se ao fato que era prática habitual sua rasgar em pedaços bem pequenos tudo o que escrevia e não gostava (para que ninguém pudesse roubar os versos que ele descartava). Groom conta ademais que Chatterton teria certamente deixado uma nota em caso de suicídio já que, em seus tempos na casa do copista em Bristol, duas vezes encontraram bilhetes suicidas escritos por ele em lugares bem visíveis da casa (razão pela qual foi mandado embora).

Ao final a conclusão é que Thomas era bastante diferente daquele ser mórbido retratado por Wallis; era um cara bem mais simpático, um bon vivant, um atleta de alcova que se matou por acidente tentando se curar das doenças causadas por suas noitadas na esbórnia com as meretrizes londrinas.


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CURIOSIDADES DA PENA DE MORTE

Poucas pessoas têm a desgraça de saber com certeza a hora exata em que vão dar seu último suspiro ou pronunciar suas últimas palavras. Com essa pressão já foram executados nos EUA 1.165 condenados a morte desde que foi reinstaurado a pena capital em 1976.


Aqui você poderá ver curiosidades e uma compilação dos epitáfios, últimas palavras ou "last statement" mais interessantes que mostram a pressão, a dor, a ira, o arrependimento e inclusive o humor dos condenados ou primeiros em abandonar para sempre o patíbulo.
Curiosidades da pena de morte
Execução em cadeira elétrica no presídio de Sing-Sing (Nova Iorque)

Os métodos:

Aplicada pela primeira vez em 1890, a execução mediante descargas elétricas nasceu nos Estados Unidos como um método moderno para que o condenado padecesse menos que com a forca. Mas a prática demostrou que muitas vezes também não poupava sofrimento. O caso mais conhecido é de Jesse Joseph Tafero, condenado a morte na Flórida em 1990. A primeira sacudida incendiou a cabeça de Tafero, que respirou profundamente antes que o servidor público do presídio repetisse a operação uma e outra vez, com uma espessa fumaça saindo do capacete do preso.

Ante a impossibilidade de evitar cenas truculentas como esta, foi se impondo o uso da injeção letal, mais rápida e asséptica. Na atualidade, os estados norte-americanos do Alabama, Arkansas, Kentucky, Virginia, Tennessee, Flórida e Carolina do Sul mantêm a cadeira elétrica como opção voluntária do réu ou –caso de Illinois e Oklahoma– como reserva se a injeção letal for declarada inconstitucional. O último que se sentou em uma cadeira foi James Earl Reed, em 20 de junho de 2008. Fora dos EUA, só as Filipinas empregou a eletricidade para efetivar a pena capital, entre 1924 e 1976.

Os condenados e seus epitáfios:

Muitos dos epitáfios são utilizados pelos réus como remédio (placebo) de redenção. Alguns suspiram clemência, arrependimento e outros suplicam o perdão de um Deus que só conheceram no corredor da morte. Mas o que a maioria busca é acabar com a desumanização de seus atos passados e dar, pelo menos no momento de sua morte, algum sentido a suas vidas desgraçadas.Curiosidades da pena de morteGeorge Harris:
"Alguém terá que matar meu advogado!" emoticom

George Harris, executado em Missouri em 13 de Setembro de 2000 pelo assassinato de Hank Willoughby em uma disputa de armas. George sempre alegou defesa própria e jogou a culpa em seu advogado por sua condenação.

Curiosidades da pena de morteThomas Grasso:
"Faça me o favor, contem à imprensa que não me serviram minha refeição de Spaguetti, quero que toda a imprensa o saiba!"

Thomas Grasso, executado em Oklahoma em 20 de Março de 1995. Na refeição anterior a sua execução não apareceram os famosos spaguettis Campbell que pediu como última refeição.

Curiosidades da pena de morteWestley Allan Dodd:
"Uma vez me perguntaram, não recordo quem, se teria alguma maneira de deter os delinquentes sexuais. Disse-lhe que não. Evidentemente equivoquei-me".

Westley Allan Dodd, executado em Washington em 5 de janeiro de 1993 por abusar sexualmente e matar dois meninos de 11 anos. Westley tinha um dilatado histórico de abusos a menores que começou quando tinha só 14 anos com seus próprios primos. Seus tortas fantasias foram se carregando de violência conforme crescia.

Curiosidades da pena de morteMichael Richard:
"Let’s Ride". (Vamos voar -com a injeção letal-)

Michael Richard, executado com injeção letal no Texas em 25 de Setembro de 2007 por matar, violar e roubar Marguerite Dixon em sua própria casa. A execução ainda é lembrada devido a problemas de procedimento, já que a apelação (proposta no mesmo dia da execução) não chegou a tempo por 20 minutos ao tribunal do Texas devido uma falha informática.

Curiosidades da pena de morteRichard Wade Cooey II:
"Vocês não prestaram atenção a tudo o que eu tenho dito durante os últimos 22 anos. Por que cacete vão prestar atenção ao que tenho para dizer agora?"

Richard Wade Cooey II, executado em Ohio em 14 de outubro de 2008 por matar, violar e roubar a duas mulheres. Sua última refeição foi uma bisteca de carene bovina com molho, batatas fritas e salada de cebola. Quatro ovos fritos com torradas amanteigadas. Sorvete, rabanada e uma garrafa de Mountain Dew.



Pedido de desculpas.
O papel da desculpa dos condenados a morte tem sido estudado por dois cientistas canadenses (Judy Eaton e Anna Theuer) mediante uma valoração dos últimos epitáfios no estado do Texas desde 1982. Quase um terço dos delinquentes pedem uma desculpa, em geral, à família da vítima. Ademais, estas desculpas vincularam-se com outros indícios de remorso e sinceridade, como pedido perdão e mostrar empatia. A pesquisa sugere que tanto as vítimas como os condenados podem se beneficiar psicologicamente quando o delinqüente pede uma desculpa e mostra verdadeiro remorso.
Curiosidades da pena de morte
Porque esterilizam as agulhas de uma injeção letal?
Curiosidades da pena de morteWilliam Mitchell:
"Uma hora atrás Wayne Snow (carcereiro) disse me que não tinha possibilidade de redenção alguma. A única coisa que quero dizer agora a Wayne é que 'beija meu cu fdp'. Até sempre".

William Mitchell, executado na Georgia em 1 de setembro de 1987 por assassinar um menino de 14 anos e ferir sua mãe em um assalto a uma loja de comestíveis.

Curiosidades da pena de morteChristina Marie Riggs:
"Não há palavras para expressar o que sinto por ter tirado a vida de meus filhos. Agora posso voltar ao lado de meus meninos como sempre desejei".

Christina Marie Riggs, executada no Arkansas em 3 de Maio de 2000 pelo assassinato de seus dois filhos , enquanto dormiam, em sua casa de Sherwood.

Curiosidades da pena de morteDavid Lawson:
"Sinto para valer e arrependo-me de ter matado Wayne Shinn, espero que o estado da Carolina um dia se arrependa de ter me matado também".

David Lawson, executado na Carolina do Norte em 15 de Junho de 1994.

Curiosidades da pena de morteDavid Wayne Woodruff:
"Não estamos aqui para celebrar um evento social. Estamos aqui para contemplar um assassinato. Então vamos.".

David Wayne Woodruff, executado em Oklahoma em 31 de Janeiro de 2002.

Curiosidades da pena de morteDouglas Roberts:
"Quando eu morrer, me enterrem bem fundo, com duas caixas de som nos meus pés e fones de ouvido em minhas orelhas e coloquem Rock'n Roll. Algum dia nos veremos no céu".

Douglas Roberts, executado no Texas em 20 de Abril de 2005 pelo sequestro, roubo e assassinato de um homem de 40 anos de idade. Robert era um consumidor de cocaína desde os 10 anos. Convenceu seus advogados para que não apresentassem a apelação em direito como uma forma de pôr fim à solidão e isolamento do "ataúde de cimento" que supunha para ele o corredor da morte.

Curiosidades da pena de morteJeffery Doughtie:
"Durante quase nove anos, venho pensando na pena de morte, se é correta ou incorreta, e não encontrei nenhuma resposta coerente. Mas não acho que o mundo seja um lugar mais seguro ou melhor sem mim. Se queriam me castigar deveriam ter me matado no dia seguinte, em vez de 9 anos depois. Agora não me afeta da mesma maneira. Tive tempo para me preparar, para dizer adeus a toda minha família e para deixar minha vida onde precisava estar".

Jeffery Doughtie executado no Texas em 16 de Agosto de 2001 por matar dois idosos com uma barra de cano em sua loja de antiguidades porque estes recusaram lhe dar dinheiro para suas drogas.

Curiosidades da pena de morteBobby Ramdass:
"Os Redskins jogarão a Super Bowl".

Bobby Ramdass foi executado em Virginia em 10 de Outubro de 2000 pelo roubo e posterior assassinato do encarregado de uma loja Mohammad Kayani. Sua paixão pelo futebol americano e os Redskins de Washington levaram-lhe a prognosticar em sua última declaração a participação de sua equipe na seguinte Super Bowl. Equivocou-se.

Curiosidades da pena de mortePedro Muniz:
"Quero que saibas que eu não matei a sua irmã. Se queres saber a verdade, e crê merecer saber a verdade, contrate seus próprios detetives".

Pedro Muniz foi executado em Texas o 19 de Maio de 1998 pelo assassinato de uma estudante de 19 anos, Janis Bickham, da Universidade de Georgetown. Sua última refeição foi um sanduíche de hamburguer com batatas.



Executados que eram Inocentes.
É muito complicado saber o número de condenados e executados que eram realmente inocentes dos quase 2.000 justiçados nos Estados Unidos até a presente data. Muitos acusados são vítimas de negligências judiciais, falsos depoimentos e identificações errôneas. Os tribunais não costumam atender as demandas de inocência quando o acusado já está debaixo da terra. Segundo a organização "Death Penalty Project" 124 pessoas que permaneciam no corredor da morte conseguiram demonstrar sua inocência e evitar sua execução desde a reinstauração da pena capital. A seguir dois dos muitos casos que contam com suficientes evidências para exonerar culpas, mas não vidas, pois foram executados antes de encontrarem as provas de sua inocência.

Curiosidades da pena de morteCarlos de Lua:
"Quero dizer que não tenho rancores. Não odeio ninguém. Amo a minha família. Que todos os garotos do corredor da morte mantenham a fé e não se rendam".

Carlos De Lua foi executado no Texas em 7 de Dezembro de 1989 pelo apunhalamento de Wanda Lopez em 1983. Em 2006, uma investigação do "Chicago Tribune" encontrou novas evidências que demonstraram que Carlos não foi o assassino de Wanda Lopez.

Curiosidades da pena de morteLena Baker:
"Tudo o que fiz foi em legítima defesa. Não tenho nada contra ninguém. Estou preparada para encontrar-me com meu Deus".

Lena Baker uma Afro americana mãe de três filhos foi executada na cadeira elétrica em 5 de março de 1945 pelo assassinato de Ernest Knight, um homem branco que a feriu antes em uma briga. Baker foi detida, julgada e sentenciada a morte em poucas horas por um júri composto só por homens brancos. 60 anos mais tarde a Junta de Indultos do estado da Georgia outorgou o perdão aos herdeiros de sua memória.


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Médicos de família precisam-se, reivindica PCP/Porto - Mais de 100 mil utentes não têm médico de família no distrito do Porto, diz Diana Ferreira. Deputada do PCP afirma que o Ministério da Saúde será confrontado esta semana com uma série de questões sobre o "caos no setor".

Médicos de família precisam-se, reivindica PCP/Porto


Mais de 100 mil utentes não têm médico de família no distrito do Porto, diz Diana Ferreira. Deputada do PCP afirma que o Ministério da Saúde será confrontado esta semana com uma série de questões sobre o "caos no setor".
O número de utentes sem médico no Distrito do Porto, e que no 
final do ano já ultrapassava os 100 mil pacientes, "não para 
de crescer e 
a tendência é para piorar", afirma ao Expresso 
Diana Ferreira, que avança que o Grupo Parlamentar do PCP 
vai confrontar, "por escrito", 
o Ministério da Saúde sobre "o caos vivido" na saúde.
Em conferência de imprensa esta segunda-feira, no Porto, a 
Direção Regional do PCP sustentou que a situação dramática 
vivida nas 
urgências hospitalares "é consequência da falta de 
investimento do SNS e, pior do que isso, dos brutais cortes na saúde 
e em todas as 
áreas da vida económica e social".
As mortes, as longas horas de espera de atendimento nas 
urgências, a acumulação de doentes em macas nos 
corredores, a sobrecarga 
de horária de médicos e enfermeiros foram alguns dos 
exemplos apontados PCP como "resultado das opções 
políticas do Governo 
PSD/CDS".
O encerramento de hospitais, centros de saúde ou unidades 
de saúde familiar e "a opção deliberada pela transferência de 
serviços para o setor privado" são outros problemas para os 
quais os comunistas querem respostas do Governo, propondo, 
entre outras medidas, "a reversão do processo de encerramento 
de serviços, a eliminação de taxas moderadoras, o fim do emprego precário".
Um reforço do investimento nos cuidados de saúde primários é uma das 
principais reivindicações apresentadas por Diana Ferreira, 
deputada que alerta para graves situações de défice de médicos 
nos centros de saúde de Amarante (13.468 utentes sem médico de 
família), Felgueiras (mais de 13 mil pacientes sem assistência) 
e Marco de Canaveses (mais de 10 mil).
Na cidade do Porto, entre os casos mais alarmantes foram apontados 
os centros da Foz do Douro e de Aldoar, defendendo a 
deputada do PCP que se está "a criar uma saúde para ricos e uma saúde para pobres".
No decurso da conferência de imprensa foi deixado ainda o alerta para o 

recrudescimento da tuberculose na região do Vale de Sousa e Baixo Tâmega, 
uma das regiões mais pobres e com "os mais altos índices da doença" da União Europeia. 
"Numa região com tantas carências 
sociais, é lamentável que sejam também os mais desprotegidos no acesso aos cuidados 
de saúde primários", acrescenta 
Diana Ferreira.


http://expresso.sapo.pt