AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Escolher combates - «Na Grécia e em Espanha, o crescimento de uma esquerda que se opõe às políticas de austeridade encoraja os defensores de uma mudança de rumo da União Europeia. Cada vez mais formal, o debate democrático terá muito a ganhar com isso. Tanto quanto terá a perder com o confronto cultural e religioso, com o "choque das civilizações" que os autores dos atentados de Paris quiseram provocar.

Escolher combates



Serge Halimi, em Le Monde Diplomatique (ed. portuguesa) de Fevereiro de 2015:

«Na Grécia e em Espanha, o crescimento de uma esquerda que se opõe às políticas de austeridade encoraja os defensores de uma mudança de rumo da União Europeia. Cada vez mais formal, o debate democrático terá muito a ganhar com isso. Tanto quanto terá a perder com o confronto cultural e religioso, com o "choque das civilizações" que os autores dos atentados de Paris quiseram provocar. (...)

Decididamente, a Europa existe! O então primeiro-ministro grego Antonis Samaras não esperou muito tempo antes de utilizar, com perfeita delicadeza, o assassinato colectivo nas instalações do Charlie Hebdo:«Hoje aconteceu em Paris um massacre. E, aqui, alguns encorajam ainda mais imigração ilegal e prometem a naturalização!»

Um dia mais tarde, em Atenas, Nikos Filis, director do I Avgi, diário de que o Syriza, coligação da esquerda radical, é o principal accionista, retira perante nós uma lição muito diferente do crime cometido por dois cidadãos franceses: «O atentado pode vir a orientar o futuro europeu. Seja no sentido de Le Pen e da extrema-direita, seja no de uma abordagem mais sensata do problema. Porque a procura de segurança não pode ser resolvida apenas pela polícia». No plano eleitoral, este tipo de análise traz tão poucos resultados na Grécia como nos outros Estados europeus. Vassilis Moulopoulos sabe-o. No entanto, este conselheiro de comunicação de Alexis Tsipras não se preocupa: «Se o Syriza tivesse sido menos intransigente na questão da imigração, já teríamos obtido 50% dos votos. Mas esta escolha é um dos poucos pontos em que estamos todos de acordo!»…

Há anos que as políticas económicas praticadas no Velho Continente fracassam, e na Grécia e em Espanha ainda mais lamentavelmente do que noutros países. Mas, enquanto noutros países da União Europeia os partidos de governo parecem resignar-se ao crescimento da extrema-direita, e até contar que ela assegurará a sua manutenção no poder por permitir uma união contra a mesma, o Syriza e o Podemos abriram uma outra perspectiva. Na Europa, ninguém à esquerda cresceu tão depressa como eles. Inexistentes, ou quase, no início da crise financeira há cinco anos, conseguiram desde então realizar dois feitos. Por um lado, surgiram como candidatos credíveis ao exercício do poder. Por outro, talvez estejam prestes a relegar os partidos socialistas dos seus países, co-responsáveis pela catástrofe generalizada, para o papel de forças secundárias.» 



entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

Mota Soares passa a tutelar Caixa Geral de Aposentações - O Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social passa a partir de hoje a tutelar a Caixa Geral de Aposentações, após a publicação em Diário da República da alteração das leis orgânicas deste ministério e do Ministério das Finanças.

Mota Soares passa a tutelar Caixa Geral de Aposentações

Mota Soares passa a tutelar Caixa Geral de Aposentações

O Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social passa a partir de hoje a tutelar a Caixa Geral de Aposentações, após a publicação em Diário da República da alteração das leis orgânicas deste ministério e do Ministério das Finanças.


O decreto-lei, que entra hoje em vigor, refere que esta alteração tem como objetivo combater a "ineficiência económica e funcional" por haver "diversidade de regras e de regimes aplicáveis a idênticas realidades"

A nova lei adianta mesmo que, no que aos regimes de previdência em matéria de aposentação diz respeito, "são evidentes estas ineficiências, resultantes em larga medida de existir diversidade de regimes com diferentes tutelas".
Assim, o Governo conclui que "constitui uma medida necessária a transferência dos poderes de superintendência e tutela" da Caixa Geral de Aposentações (CGA), que gere as pensões dos funcionários públicos, do Ministério das Finanças para o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.
Com esta medida pretende-se "a instituição de regras uniformes de organização, de gestão e de funcionamento da Segurança Social e da CGA, de forma a reduzir as ineficiências existentes e potenciar a aplicação de regras idênticas".
O Governo já havia aprovado a 11 de dezembro, em Conselho de Ministros, esta alteração que agora está plasmada em Diário da República.
Na altura, o ministro do Emprego e Segurança Social considerou que esta transferência de tutela representaria "um ganho de eficiência", sublinhando, no entanto, que se mantêm dois sistemas separados.
"É muito importante referir que o que existe é uma passagem da tutela da CGA para o Ministério da Segurança Social, não é uma integração dos dois sistemas. Os dois sistemas são sistemas diferentes - o sistema da Segurança Social é um sistema dos trabalhadores que estão no privado; o sistema da CGA é um sistema dos trabalhadores em funções públicas -, não é uma junção dos dois sistemas", esclareceu Pedro Mota Soares.
"Certamente que podemos ganhar muito, do ponto de vista operacional e só operacional, em ter debaixo da mesma tutela, debaixo do mesmo ministério, todo o pagamento de pensões em Portugal", disse, reforçando que "os sistemas mantêm-se separados", mas "há um ganho de eficiência quando estão os dois debaixo da mesma tutela".

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DA MERDA - Caso Submarinos: Isabel Moreira acusa Ana Gomes de “ódio pessoal” a Portas

Caso Submarinos: Isabel Moreira acusa Ana Gomes de “ódio pessoal” a Portas

Afinal, Portas não se encontrou com Canals, como sugeria Ana Gomes. Na verdade, visitou o canal de Kiel, na Alemanha. Agora, Isabel Moreira acusa a eurodeputada de "justicialismo barato e vingativo".
Isabel Moreira criticou posição assumida pela eurodeputada Ana Gomes em relação às escutas a Paulo Portas
Carlos Manuel Martins
Autor
  • miguel santos lowresMiguel Santos

    A deputada socialista Isabel Moreira não gostou de ver Ana Gomes usar os erros na transcrição das escutas a Paulo Portas para pedir a reabertura do processo dos submarinos. “É um horror o estado a que chegam alguns. Derrotem as pessoas pelas políticas desastrosas que praticam. Por favor, não entrem no justicialismo barato e vingativo”, escreveu Isabel Moreira no Facebook, numa publicação intitulada “E agora, Ana Gomes?”.
    Em causa está a notícia revelada no sábado pelo Expresso relativa aos erros na transcrição das escutas da conversa entre Portas e Abel Pinheiro. Os mesmos que serviram de fundamento para Ana Gomes pedir a reabertura do processo Portucale.
    Ora, no pedido de reabertura do processo, a eurodeputada sugeria que as expressões “aquilo” e “Canalis”, transcritas pelos investigadores depois de ouvirem uma conversa telefónica onde o então ministro da Defesa contava os detalhes de uma viagem que tinha feito a Alemanha ao dirigente do CDS, podiam “muito bem tratar-se de má transcrição e significar uma visita a Michel Canals, um dos sócios fundadores da Akoya Investments, especialista em organizar a fuga ao fisco e o branqueamento de capitais”.
    Mas a leitura de Ana Gomes poderá não ter sido a mais correta, como provou o Expresso depois de ouvir as escutas de Portas. Afinal, “Canalis” não se referia a “Canals”, como sugeria Ana Gomes, mas sim a “canal”. E “aquilo” era, na verdade, “Kiel” – “Canal de Kiel”. O puzzle fica assim completo: é que a 6 de abril, Paulo Portas visitou os estaleiros da HDW, em Kiel, norte da Alemanha, onde estava a ser construído o primeiro dos dois submarinos comprados aos alemães.
    As últimas revelações levaram Isabel Moreira a repudiar o uso de escutas telefónicas e a criticar a posição assumida por Ana Gomes.
    Isto das escutas é nojo, sabe? Imagine um dia ser confrontado com anos e anos de escutas. E Portas é um de vários. Nada é destruído. Esta coisa bela do 25 de abril de falarmos de política à vontade morreu. Falamos ao telefone, fazemos as nossas estratégias, e de repente descobrimos que é como na PIDE. Anos de escutas num caixote. Já nem falo da vida privada ali pelo meio como se fosse normal. Falo de política. No fascismo era perigoso falar de política. E agora?”, questionou Isabel Moreira.
    Na página de Facebook foram alguns os utilizadores que levantaram dúvidas sobre a posição adotada pela socialista. Seria pró-Portas e anti-Gomes? Isabel Moreira negou que se tratasse de um ataque pessoal à eurodeputada ou uma defesa de Paulo Portas. Era antes uma crítica ao uso da justiça como arma de arremesso político. “Eu quero derrotar Passos e Portas. Mas politicamente. Nas urnas. Não assim”, escreveu.
    “É-me indiferente ser Paulo Portas, Passos, Costa, Catarina Martins, Jerónimo de Sousa… É o princípio insuportável de tentar deitar abaixo um adversário à conta do sentimento geral de que todos os políticos são uns malandros. É o princípio insuportável de carregar ódios pessoais para a justiça, usando-a, desta forma, como se vê, com escutas patéticas que por mim, além de mal transcritas já deviam estar destruídas”, justificou a deputada.
    Houve mesmo quem acusasse Isabel Moreira de estar a fazer “bullying à Ana Gomes”, o que fez subir o tom das críticas de Isabel Moreira à eurodeputada. “Bullying à Ana Gomes? A uma mulher que fala sempre dentro do perímetro do parlamento europeu onde tem imunidade parlamentar e pode caluniar sem consequências? A uma mulher com o maior domínio da imprensa que já conheci? A uma mulher que por mais arquivamentos que se veja expressa o seu ódio pessoal e faz-se valer de tudo, como o expresso hoje revela… Por favor…”.
    Do outro lado da barricada, o silêncio. Pelo menos em relação às críticas de Isabel Moreira. Sobre a notícia revelada pelo Expresso e depois pela SIC Notícias, de que afinal os erros de transcrição das escutas não teriam a interpretação que a eurodeputada lhes deu, Ana Gomes preferiu desvalorizar: “Enternecedores Expresso e SIC Noticias prestam-se a reduzir razões por que pedi abertura da instrução [ao caso dos] submarinos, ao que constará de escutas!”.

    Varoufakis pede “devolução” aos bancos centrais do euro (veja como foi o dia) - Ministro das Finanças vai pedir ao Eurogrupo que os bancos centrais do euro devolvam 1,9 mil milhões que terão ganho em dívida grega. Tsipras diz não ter medo das bolsas.

    Varoufakis pede “devolução” aos bancos centrais do euro (veja como foi o dia)

    Ministro das Finanças vai pedir ao Eurogrupo que os bancos centrais do euro devolvam 1,9 mil milhões que terão ganho em dívida grega. Tsipras diz não ter medo das bolsas.

    A bolsa de Atenas está a cair há três sessões consecutivas, desde que na quarta-feira o BCE deixou de aceitar a dívida pública grega como garantia, e asperdas estão esta segunda-feira a acentuar-se, depois de o primeiro-ministro Alexis Tsipras ter dito que a decisão de cumprir com as promessas eleitorais é “irrevogável”. Em dia de reunião dos ministros das Finanças do G20, o governo alemão volta a dizer que “a Grécia tem de cumprir o programa, como acordado“.
    Com o índice de ações FTASE a cair mais de 6%, os investidores estão, também, a castigar os títulos de dívida grega que são negociados no mercado. A taxa a três anos superou, pela primeira vez desde a reestruturação de março de 2012, os 20%. Em Viena, Alexis Tsipras diz que “quem apostar no fracasso da Grécia está a brincar com o fogo“.

    Juros a três anos acima dos 20%

    GGGB3YR Index (Greece Govt Bond  2015-02-09 10-50-27
    Os investidores estão a negociar dívida grega a três anos com uma taxa superior a 20%. Fonte: Bloomberg
    Em dia de reunião dos ministros das Finanças do G20, que será seguida por uma reunião do Eurogrupo na quarta-feira, uma porta-voz do Ministério das Finanças alemão, Marianne Kothe, afirmou que “a Grécia é livre para fazer propostas concretas” nessa reunião dos ministros das Finanças da zona euro. Mas deixou o alerta: “a Grécia deve concluir o programa como acordado”.
    Segundo a Bloomberg, Yanis Varoufakis já tem uma proposta para levar ao Eurogrupo: quer um financiamento intercalar de 10 mil milhões até junho, incluindo uma emissão de Bilhetes de Tesouro e que os bancos centrais da zona euro “devolvam” 1,9 mil milhões de “lucros” que terão realizado através das aplicações realizadas em títulos de dívida da Grécia
    Hoje também, Wolfgang Schäuble repetiu a mensagem alemã: “Não estamos a forçar ninguém a ter um programa”, mas “sem um programa será muito difícil para a Grécia — não sei como irão reagir os mercados financeiros”.
    Alexis Tsipras afirmou no domingo, no Parlamento grego, que Atenas está à procura de um programa ponte que permita o financiamento do país até junho. O primeiro-ministro grego disse que acredita que o acordo para o programa transitório vai ser alcançado em 15 dias, que a decisão de cumprir com as promessas eleitorais é “irrevogável” e que “a crise precisa de uma solução europeia”.
    “O programa que [Tsipras] apresentou ontem [domingo] parece ser mais um rasgar unilateral das condições ao abrigo das quais a Grécia recebeu 260 mil milhões de euros em ajuda financeira nos últimos cinco anos, pelo que o discurso levará, certamente, a um choque de posições nas próximas reuniões do Eurogrupo“, afirma Christian Schulz, economista do Berenberg Bank. Temendo este “choque de posições”, a bolsa de Atenas está a cair mais de 6% e aproxima-se dos mínimos atingidos na semana que se seguiu à vitória do Syriza nas eleições.

    Bolsa de Atenas cai mais de 6%

    FTASE Index (FTSE_Athens Stock E 2015-02-09 10-49-55
    A bolsa de Atenas está a reaproximar-se dos mínimos fixados na primeira semana após as eleições. Fonte: Bloomberg
    À margem da reunião dos responsáveis do G20, o presidente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), Timothy D. Adams, disse à CNBC que “ainda há uma oportunidade para que todas as partes tenham uma negociação, mas julgo que esta oportunidade está a estreitar-se muito rapidamente, portanto vamos esperar que consigamos encontrar um caminho para resolver esta questão”.
    Mas o que é necessário para resolver o problema? “Cabeças frias”, afirma Timothy D. Adams. “É preciso controlar a retórica, arregaçar as mangas e trabalhar numa solução”, atira.
    O Observador acompanhou, em liveblog, os últimos desenvolvimentos do primeiro dia de uma semana decisiva para a Grécia e para a zona euro. Veja como foi o dia.

    Sionismo, uma aberração fascista anti-humana - "É preciso salientar que se trata exclusivamente de crianças palestinas e que nunca nenhuma criança israelense foi submetida a tais práticas. Além disso, habitualmente as crianças são levadas a tribunais militares, independente de quais forem as faltas supostamente cometidas por elas e sem que esteja presente nenhuma representação legal."

    Sionismo, uma aberração fascista anti-humana

    Sionismo Fascista: 
    Israel prende meninos palestinos em jaulas ao ar livre
    por Resumen Latinoamericano

    "É preciso salientar que se trata exclusivamente de crianças palestinas e que nunca nenhuma criança israelense foi submetida a tais práticas. Além disso, habitualmente as crianças são levadas a tribunais militares, independente de quais forem as faltas supostamente cometidas por elas e sem que esteja presente nenhuma representação legal."
    "Este comitê publicou um informe que provava que as crianças suspeitas de delitos menores contra as autoridades de ocupação foram mantidas ao relento e sofreram ameaças regulares de atos violentos ou sexuais. Uma situação que pode durar meses."
    "O Comitê Israelense contra a Tortura aponta que Israel é o único país a julgar sistematicamente meninos em tribunais militares e acrescenta que “nunca nenhum menino israelense entrou em contato com o sistema jurídico militar”."

    O Comitê Israelense contra a tortura acaba de revelar um novo escândalo após a descoberta de meninos palestinos presos em gaiolas ao ar livre em lugares cercados ou em jaulas durante o inverno.

    Este comitê publicou um informe que provava que as crianças suspeitas de delitos menores contra as autoridades de ocupação foram mantidas ao relento e sofreram ameaças regulares de atos violentos ou sexuais. Uma situação que pode durar meses.

    É preciso salientar que se trata exclusivamente de crianças palestinas e que nunca nenhuma criança israelense foi submetida a tais práticas. Além disso, habitualmente as crianças são levadas a tribunais militares, independente de quais forem as faltas supostamente cometidas por elas e sem que esteja presente nenhuma representação legal.




    O Comitê menciona uma recente visita particularmente chocante dos advogados a uma prisão israelense.

    “Durante nossa visita a Ramla, que ocorreu no transcurso de uma violenta tempestade, os advogados encontraram detidos que testemunharam que, no meio da noite, dezenas de menores presos foram transferidos para jaulas de aço ao relento”. “Descobriu-se que esta prática dura vários anos e foi confirmada por diversos funcionários”, assinala a ONG.

    “A tortura é um meio de atacar as formas de funcionamento psicológico e social de um indivíduo”, diz o Protocolo de Istambul, que acrescenta que “a tortura pode ter um impacto sobre uma criança seja de forma direta ou indireta, seja ao torturá-la diretamente ou obrigando-a a presenciar a tortura e a violência com os pais ou outros parentes próximos”.

    A maioria dos meninos palestinos detidos é acusada de lançar pedras e 74% afirmam ter sofrido violência física durante a prisão, o traslado ou o interrogatório.

    O Comitê Israelense contra a Tortura aponta que Israel é o único país a julgar sistematicamente meninos em tribunais militares e acrescenta que “nunca nenhum menino israelense entrou em contato com o sistema jurídico militar”.



    Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)



    Alemanha brinca com o fogo na Grécia - Sempre que existe uma oportunidade para mostrar um lampejo de sentido patriótico, Passos Coelho exibe a sua natureza.

    OPINIÃO

    Alemanha brinca com o fogo na Grécia

    Sempre que existe uma oportunidade para mostrar um lampejo de sentido patriótico, Passos Coelho exibe a sua natureza.
    1. Pedro Passos Coelho nunca surpreende. Sempre que existe uma oportunidade para mostrar uma réstea de dignidade pessoal, alguma ténue preocupação com os cidadãos do seu país ou um lampejo de sentido patriótico, Passos Coelho exibe a sua natureza e faz a única coisa que sabe: obedece ao que julga serem os desejos do seu suserano.Foi assim com a notícia da vitória do Syriza na Grécia, com o anúncio das primeiras posições do Governo grego e foi assim com a proposta grega de uma conferência internacional sobre a dívida. Tudo acontecimentos que qualquer Governo português, independentemente da sua cor política, deveria receber com algum agrado, porque reforçam a nossa posição negocial como credores no seio da União Europeia, mas que Passos Coelho preferiu criticar ecoando os ditames da voz do dono. O Governo grego quer defender a dignidade e a vida dos gregos e Passos Coelho não suporta esse atrevimento. Passos Coelho nem percebe como é que Tsipras não considera uma honra servir os poderosos deste mundo e lamber a sola cardada das suas botas, deleitando-se na volúpia da submissão. Passos Coelho não é mais papista que o Papa: é apenas mais alemão do que Angela Merkel e mais obsceno do que Miguel de Vasconcelos.
    2. Tsipras vai ter de voltar atrás, o Syriza vai recuar, Varoufakis tem de engolir uns sapos, a Grécia vai renegar as suas promessas, aquilo era um conto de crianças, a Alemanha vai-lhes partir as costas, as pernas, os braços, os dentes e Portugal vai ajudar com todo o gosto, a Espanha também e a Itália e a França vão ter medo de se meter ao barulho. Uma parte da imprensa nacional e internacional rejubila com a mais pequena intervenção onde um dirigente do Syriza fale sensatamente porque isso significa que estão “a recuar”.
    Na realidade, a negociação ainda nem começou de facto e, como é habitual, deverá envolver múltiplos ajustamentos nas posições dos negociadores.
    Muitas das vozes interessadas em enfraquecer a posição grega sublinham o facto de os gregos terem deixado de usar a expressão “perdão”, mas isso é irrelevante. A Grécia exige e precisa de renegociar a sua dívida, mas se isso é feito por corte do capital em dívida, por redução dos juros ou por alargamento dos prazos (que pode ser uma transformação de parte da dívida em dívida perpétua) é indiferente. Quanto a dívida perpétua, soubemos nos últimos tempos que a Inglaterra só agora vai pagar dívidas que contraiu no século XVIII e que a Alemanha só em 2010 pagou o que sobrava da sua dívida da I Guerra, havendo ainda hoje contas por acertar – nomeadamente com Portugal.
    Em todos os casos, a renegociação da dívida grega, que terá de acontecer se não quisermos aceitar o pior, significará perdas para os credores. Mas a garantia de que irão receber é uma vantagem importante. E a manutenção de alguma concórdia na Europa também.
    Como em todas as negociações, nesta é importante que nenhum dos negociadores perca a face e, por isso, é preciso dar algum desconto às declarações das várias partes. A Alemanha precisará de dizer que fez recuar a Grécia e que a obrigou a retirar a exigência de haircut. A Grécia precisa de dizer que conseguiu obrigar a UE a reescalonar pagamentos de acordo com as possibilidades da sua economia. Isto, se tudo correr bem. Mas o que é evidente para quem leia jornais é que há demasiada gente empenhada em que não corra bem e apostada em inquinar a discussão. Gente para quem é importante fazer da Grécia um exemplo para que mais nenhum governo de esquerda seja eleito na Europa, para que mais ninguém se atreva a contestar os credores ou a pôr em causa o poder da Alemanha. Por agora, Merkel tenta apagar um fogo na Ucrânia mas brinca com o fogo na Grécia.
    3. Por agora, a posição da Alemanha é de total intransigência. Apesar de saber que a intransigência não permitirá que a Grécia pague a sua dívida mais cedo. Não faz sentido? Faz, se o objectivo for manter a Grécia numa eterna dependência. E, de caminho, todos os outros países devedores, como Portugal. Faz, se o objectivo for transformar a dívida numa renda eterna, de que os alemães irão beneficiar para sempre e que irá escravizar os gregos e os portugueses durante gerações. As invasões das novas guerras já não se fazem com soldados no terreno. Se se quer conquistar um país, é mais fácil escravizá-lo pela dívida.
    A Alemanha, último país da Europa a usar mão-de-obra escrava em massa, conhece as vantagens do processo. Muitos dos grandes empórios alemães cresceram assim, sobre o trabalho gratuito de milhões de escravos que, durante a última guerra, chegaram a representar 20% da sua mão-de-obra e cujos sobreviventes só muito recentemente começaram a ser indemnizados com quantias pouco mais que simbólicas. Um empréstimo forçado, sem juros, com longa maturidade, ainda largamente por pagar, que não indigna os comentadores. Milhares de empresas como o Deutsche Bank, a Siemens,  a Volkswagen, a Hoechst, a Allianz, a BASF, a Bayer, a BMW cresceram assim. A Alemanha sabe que não o pode voltar a fazer, mas a escravidão da dívida assegura a melhor alternativa.
    jvmalheiros@gmail.com

    RIA FORMOSA EM LUTA POR MAIS FORMOSURA! - A convite dos eleitos pelo circulo eleitoral do Algarve do PSD, o Olhão Livre e a presidente da Comissão de Moradores da Ilha da Culatra, pronunciaram-se sobre os esgotos directos para a Ria Formosa.

    RIA FORMOSA EM LUTA POR MAIS FORMOSURA!

    A convite dos eleitos pelo circulo eleitoral do Algarve do PSD, o Olhão Livre e a presidente da Comissão de Moradores da Ilha da Culatra, pronunciaram-se sobre os esgotos directos para a Ria Formosa.
    Pela parte que nos toca, e sempre o dissemos, estamos dispostos a colaborar com todos os partidos para que se resolvam os problemas da Ria, embora não alimentemos ilusões quanto ao futuro sombrio que paira sobre a população nativa da Ria Formosa..
    A amostragem dos esgotos directos e sem qualquer tratamento começou pelo esgoto da Marina,
     

     seguindo-se o do T .

     
    e finalmente o da Doca e perante os factos, os deputados farão chegar ao Ministério do Ambiente a informação da necessidade de se resolver este problema.
    A foto do esgoto da doca foi retirada do site do Movimento Civico Avisar Toda a Gente, e é o que acontece sempre pela calada da noite e sempre que há uma avaria na estação elevatória do Bairro 11 de Março.
    Pelo meio e de forma tímida, o vereador eleito pelo PSD e o seu comparsa presidente da Assembleia Municipal ainda tentaram aliviar ou branquear a situação, falando de supostas monitorizações e comportas.
    O despacho de 27 de Fevereiro de 2014 do secretario de estado do mar, atribui às autarquias a responsabilidade da monitorização da rede de águas pluviais. O Pina sabendo que mais dia menos dia seria confrontado com amostragem das monitorizações, encomendou esse trabalho mas para a Rua 18 de Junho que nada tem a ver com o problema em causa, mas não procedeu à monitorização da rede nas Avenidas, na Rua da Majuca ou na Rua Gil Eanes onde de facto reside o problema.
    Eduardo Cruz, que não descola do Pina, ainda falou nos corantes que jogaram para detectar que afinal eram os esgotos da Docapesca que estavam ligados à rede de águas pluviais, mas esqueceu-se que o problema não é esse e nem é assim que se resolve.
    Na verdade, é necessário recorrer a um robot para detectar a origem das ligações tal como fizeram na Rua 18 de Junho. Só que a Câmara Municipal de Olhão foge disso porque sabe o que fizeram ao longo dos anos permitindo, quando não assumindo, as ligações de esgotos à rede de águas pluviais, e que a correcção dos crimes cometidos representam elevados encargos para a autarquia, ainda assim bem menores que os prejuízos provocados a quem vive da Ria.
    Mas não só dos esgotos directos se falou. Também, aproveitámos para alertar os deputados para a questão das concessões que terminam em Junho e para a reclassificação das zonas de produção, uma vez que já se passaram 15 meses depois da desclassificação.
    As analises efectuadas ao longo dos tempos permitem dizer que, no mínimo, as zonas de produção podem ser classificadas como sendo B, permitindo o regresso à actividade normal.
    Estranhamento, e talvez porque os eleitos locais vivam distantes da realidade da população da Ria, não vislumbramos nenhum autarca a levantar este tipo de problemas, quando a iniciativa deveria partir deles porque o mandato que receberam foi precisamente para representar e salvaguardar os interesses dos eleitores.
    Verificamos que da parte dos eleitos locais pelos partidos do arco da governação, a única preocupação, não é o progresso e bem estar do eleitorado que prometeram defender, mas exclusivamente manter a feira de vaidades em que transformaram este poder.
    As zonas de produção de bivalves e as concessões, são talvez os aspectos mais importantes da actividade económica do concelho, não só porque se trata de mais valias locais que acabam por ser redestribuidas pelo comercio local e num volume de negócios que nenhum outro sector consegue superar. Assim da qualidade ambiental da Ria, não dependem apenas os produtores mas toda a cidade, razão mais que suficiente para que todos os olhanenses abracem a defesa da Ria Formosa.
    SALVEM A RIA FORMOSA!
    REVOLTEM-SE, PORRA!


    olhaolivre.blogspot.pt



    SEM PALAVRAS LITERALMENTE

    SEM PALAVRAS


    LITERALMENTE












    apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.p

    Há um Estado Islâmico dentro de nós - Quando vejo Paulo Portas a discursar sobre o sucesso na exportação dos chouriços e pepinos que os portugueses deixaram de comer, obrigando as empresas a exportá-los, espetando o dedo para “aqueles” que não acreditavam no sucesso da sua coordenação económica conseguida com muito sacrifício, ao ponto de ter abdicado da sua virginal irrevogabilidade, lembro de um tal Al-Bagdadi, líder do Estado Islâmico.

    Há um Estado Islâmico dentro de nós

    Quando vejo Paulo Portas a discursar sobre o sucesso na exportação dos chouriços e pepinos que os portugueses deixaram de comer, obrigando as empresas a exportá-los, espetando o dedo para “aqueles” que não acreditavam no sucesso da sua coordenação económica conseguida com muito sacrifício, ao ponto de ter abdicado da sua virginal irrevogabilidade, lembro de um tal Al-Bagdadi, líder do Estado Islâmico.

    Al-Bagdadi partilha com Paulo Portas alguns tiques, a começar por essa mania de discursar de dedo apontado para “aqueles”, para os “outros”, para os infiéis, para os que não acreditam na sua verdade óbvia. Aliás, Paulo Portas não é o único português com tiques de imagem semelhantes ao extremista iraquiano. Há por aí um juiz que tal como Al-Bagdadi raramente se deixa fotografar, mas quando o faz é com poses estudadas, em pé, de peito inchado, de olhar aparentemente sereno, a lembrar a famosa imagem de Napoleão a coçar o umbigo.

    E por falar de Estado Islâmico e de juízes vale a pena comparar os julgamentos na praça pública com a praxis da justiça portuguesa, a diferença está na pena e no facto de em Portugal se fazerem dois julgamentos, um na praça pública e outro na sala de audiências. O ódio, a irracionalidade, a certeza na culpa, o desprezo pelos mais elementares direitos do arguido, a ridicularização do réu previamente condenado, tudo aquilo a que assistimos hoje no Califado Islâmico podemos assistir num qualquer jornal de Lisboa. Não há grande diferença entre alguns dos nossos jornalistas e os barbudos que em Mossul berram os crimes supostamente cometidos pela vítima.

    A natureza dos homens não difere muito de país para país, de religião para religião, de povo para povo, de contexto histórico. Os métodos podem ser diferentes, a violência pode variar, a brutalidade pode ser amaciada, é por isso que aquilo a que assistimos nas praças de Raqqa ou de Mosul já vimos em Badajoz ou em Saraievo. Dentro de muito boa gente há um dedo espetado para “aqueles”, para “os outros” para os detestamos por serem diferentes ou por discordarem de nós.

    Na religião “aqueles” a que apontamos o dedo são os infiéis, os mouros, os apóstatas, os ateus, na política são os adversários promovidos a inimigos, os que atingem os interesses e conforto do nosso grupo corporativo, os que votam nos “outros”. Por cá não há violência física, em matéria de violência fica-nos pela violência psicológica praticada através dos jornais. Também não há execuções sumárias dos adversários, há saneamentos, carreiras profissionais destruídas, regiões ignoradas.
    jumento.blogspot.pt

    Vazamentos suíços mostram depósito pela filha do ex-premier da China

    Vazamentos suíços mostram depósito pela filha do ex-premier da China




    Por DIDI TANG 2 horas atrás

    BEIJING (AP) - Li Xiaolin, filha de um ex-primeiro-ministro chinês conhecido por seu apoio à repressão militar, sangrenta, no movimento democrático 1989, realizada tanto quanto 2 milhões 480 mil dólares em uma conta secreta, no HSBC na Suíça, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos tem encontrado.

    .
    A revelação, adquirida a partir de um cache de arquivos vazados que tenham sido apelidado de "Vazamentos suíços", acrescenta à lista de famílias de políticos importantes chineses que acumulou enorme riqueza no último par de décadas e escondido alguns deles em contas no exterior que podem ajudar -los a evitar a detecção por parte das autoridades de volta para casa.
    .
    Li não respondeu aos pedidos do ICIJ para comentários. As pessoas que responderam telefones terça-feira em uma empresa pública onde ela é presidente recusou-se a encaminhar chamadas para ela ou dar informações sobre como alcançá-la.
    .
    Apesar raízes do Partido Comunista Chinês em socialismo, dirigentes partidários têm alavancado o seu poder para colocar a família e amigos em posições-chave de grandes indústrias, como a de energia, comunicações e bancário, proporcionando retornos enormes no que os críticos dizem que vem à custa de melhorar a vida da massas trabalhadoras.
    .
    Em 
    2012, a Bloomberg informou que os parentes do presidente chinês, Xi Jinping realizou investimentos em empresas com ativos totais de 376.000 mil dólares americanos, 18 por cento de participação indireta em uma empresa de terras-raras, com 1.730 milhões dólares americanos em ativos, e um $ 20200000 segurando em uma de capital aberto empresa de tecnologia, embora nenhum ativo foi traçada para Xi si mesmo, sua esposa ou sua filha.
    .
    Também em 2012, o The New York Times informou que parentes de ex-Premier chinês Wen Jiabao tinha activos no valor de pelo menos 2,7 bilhões dólares controlado.
    Neste 4 de março de 2011 da foto, Li Xiaolin, presidente da gigante estatal de eletricidade China Power ...

    No ano passado, o ICIJ encontrado através de documentos vazados que filhos de altos funcionários chineses, conhecidos como os príncipes ou a aristocracia vermelha, tinha escondidos riqueza em empresas offshore e contas. Entre eles, Li Xiaolin que foi o diretor de duas empresas nas Ilhas Virgens Britânicas registradas em 2005, de acordo com o ICIJ.
    .
    Própria campanha anti-corrupção do partido no poder lançado pela Xi depois que ela assumiu o controle do partido no final de 2012 revelou numerosos casos que envolvem milhões de dólares por funcionários do partido, seus familiares e associados. Alegadamente corruptos quadros foram acusados de corrupção passiva, bem como usar as suas posições para buscar enormes benefícios para os outros.
    .
    Li Xiaolin, a única filha de Li Peng, premier da China entre 1987 e 1998, é o presidente da gigante estatal de eletricidade China Power International Development Ltd. Ela é amplamente conhecido entre o público chinês pelo apelido de "Power rainha." Ela afirmou que seu contexto familiar teve qualquer influência sobre seu sucesso.
    .
    Li tinha uma reputação de gostos caros em roupas de luxo, embora ela tenha mudado para mais modesto vestuário e sequer foi visto usando um saco de compras reutilizável desde Xi assumiu o cargo.
    .
    Em 2013, The Telegraph informou que Li intermediou acordos secretos para ajudar a Zurich Insurance ganhar uma importante participação na seguradora privada New Life China, antes do investimento estrangeiro no sector dos seguros foi permitido na China. Li negou a acusação, dizendo que ela não tinha tido nenhuma relação pessoal com qualquer companhia de seguros.
    .
    Na segunda-feira, o ICIJ disse Li e seu marido eram proprietários beneficiários de uma conta de cliente ligado a cinco contas bancárias que detinham tanto quanto 2,48 milhões dólares em 2006 e 2007. As contas foram detidas sob o nome de Metralco Overseas SA, uma no Panamá empresa ali registrada  que foi dissolvido em 2012, disse que o ICIJ.


    Tradução Google

    Maior greve dos operários de refinarias dos últimos 35 anos nos EUA

    refinariasEstados Unidos - Diário Liberdade - O Sindicato dos Metalúrgicos organizou uma greve e piquetes neste domingo (8) em cidades dos estados de Indiana e Ohio. Os cerca de 1.500 operários das refinarias de petróleo BP se uniram aos trabalhadores de outras nove refinarias dos Estados Unidos, organizando a maior greve do setor no país desde 1980.

    Exigindo melhores condições de trabalho e benefícios de saúde, 4 mil trabalhadores entraram em greve no dia 1º de fevereiro, após o fracasso das negociações com a Shell Oil, companhia que lidera o mercado estadunidense e subsidiária da Royal Dutch Shell, que negocia um contrato nacional para outras petroleiras.
    Cerca de 30 mil membros do Sindicato de Metalúrgicos trabalham em 65 refinarias e mais de 230 terminais petrolíferos, oleodutos e instalações petroquímicas nos Estados Unidos, produzindo aproximadamente dois terços do petróleo americano, informa a rádio RFI.
    Informa também que a BP está comprometida em prosseguir com as negociações e espera chegar a uma solução vantajosa para ambas as partes, segundo um porta-voz da companhia.

    www.diarioliberdade.org

    SWISSLEAKS - Sessenta mil ficheiros de reis, países e famosos identificados num esquema de evasão fiscal


    SWISSLEAKS

    Sessenta mil ficheiros de reis, países e famosos identificados num esquema de evasão fiscal



    O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) divulgou no domingo documentos confidenciais sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC Private Bank que revelam alegados esquemas de evasão fiscal.  Portugal aparece numa lista onde são identificados vários países e alguns famosos, como Valentino, Elle McPherson, Christian Slater e Valentino Rossi.  
     |


    Sessenta mil ficheiros de reis, países e famosos identificados num esquema de evasão fiscal
     FOTO REUTERS

    A investigação, batizada "Swissleaks", revela documentos 
    fornecidos por um informático, Hervé Falciani, ex-trabalhador 
    do HSBC em 
    Genebra, ao governo francês em 2008, que deu início a uma 
    investigação. O jornal francês "Le Monde" teve acesso a parte da 
    documentação e partilhou-a com aquele consórcio e com 
    jornalistas de mais de 40 países. Os repórteres analisaram 
    cerca de 60.000 
    ficheiros, alguns dos quais com informações que denunciam 
    que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de alguns 
    clientes. 
    Portugal surge em 45º lugar na lista de países que constam 
    da informação divulgada, com um total de 969 milhões de 
    dólares 
    (855,8 milhões de euros) depositados no HSBC Private Bank,
     distribuídos por 778 contas bancárias de 611 clientes. Pelo 
    número de clientes, Portugal surge em 33º. Das 778 contas 
    bancárias, 531 foram abertas entre 1970 e 2006, e dos 611 
    clientes com ligações a Portugal, 36% têm passaporte português, 
    indicam as informações divulgadas pelo ICIJ. 
    A informação divulgada refere ainda que a maior
     quantidade de dinheiro de um cliente do banco ligado a Portugal é de 
    161,8 milhões de dólares (142,9 milhões de euros), mas a 
    identidade não é revelada.  
    O ICIJ publica informação sobre 61 pessoas, onde não surge 
    qualquer personalidade portuguesa, mas inclui, por exemplo, 
    Mohammed VI, rei de Marrocos, Abdullah II, rei da Jordânia, 
    o designer de moda Valentino, a modelo Elle McPherson, 
    o ator 
    Christian Slater, o banqueiro Edouard Stern e o motociclista 
    Valentino Rossi.  
    A informação agora divulgada diz respeito a contas no valor de mais de 
    100.000 milhões de dólares de 106.000 clientes de 203 países.  
    Suíça (31,2 mil milhões de dólares), Reino Unido (21,7 mil 
    milhões de dólares), Venezuela (14,7 mil milhões de dólares), 
    Estados Unidos 
    (13,3 milhões de dólares) França (12,5 milhões de dólares) são 
    os cinco países de origem das maiores verbas depositadas no ramo 
    suíço do HSBC.  
    Segundo a investigação, o HSBC Private Bank garantiu repetidamente aos 
    seus clientes que nunca revelaria qualquer detalhe sobre
     contas bancárias às autoridades fiscais dos respetivos países, mesmo 
    que houvesse indícios de fugas fiscais. 
    "Os trabalhadores do banco também discutiam com clientes um conjunto de medidas que, em último caso, estes poderiam recorrer 
    para evitar o pagamento de impostos nos seus países", lê-se na documentação divulgada. 
    Apesar de expor estes documentos, o consórcio de jornalistas ressalva que não pretende "sugerir ou presumir que quaisquer pessoas, 
    empresas ou entidades mencionadas nos dados da informação revelada tenham violado a lei ou tenha tido outro tipo de conduta imprópria". 
    As informações foram partilhadas pelo ICIJ em http://www.icij.org/project/swiss-leaks/about-project-swiss-leaks.


     http://expresso.sapo.pt/