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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Governo grego vai reabrir dossier dos submarinos - O vice-ministro da Defesa revelou este sábado que está em curso uma investigação sobre suspeitas de subornos de 62 milhões de euros por parte de fabricantes alemães.

Governo grego vai reabrir dossier dos submarinos

O vice-ministro da Defesa revelou este sábado que está em curso uma investigação sobre suspeitas de subornos de 62 milhões de euros por parte de fabricantes alemães.
O submarino Papanikolis, aqui fotografado na base alemã de Kiel, é semelhante aos adquiridos por Paulo Portas para a Marinha portuguesa. Foto GDK/Wikipedia
O vice-ministro Nikos Toskas, do Syriza, revelou numa entrevista à rádio Kokkino que existe uma investigação em curso desde setembro a figuras políticas e militares envolvidas na compra de armamento para o país. Segundo o blogue Keep Talking Greece, que cita portais de informação gregos, as companhias alemãs Atlas Electronic GmbH and Rheinmetall Electronic GmbH terão estado na origem dos subornos pagos para a escolha do material dos seus clientes, num valor total de 62 milhões de euros.
O documento da investigação que veio a público não diz quais os casos concretos, mas as notícias publicadas nos últimos anos na imprensa alemã relacionam-nas com a compra de 4 submarinos ao consórcio Ferrostaal/HDW Werft - semelhantes aos adquiridos por Paulo Portas para Portugal - e ao sistema ASRAD para a Força Aérea fornecido pela empresa Rheinmetall. O ex-ministro da Defesa do PASOK Akis Tsochatzopoulos é a figura grega mais relevante a cumprir pena de prisão por ter recebido subornos para aprovar contratos.
Uma das primeiras intervenções públicas do ministro grego da Defesa e líder do partido Gregos Independentes serviu para anunciar que queria reabrir todos os casos de compra de material militar envoltos em suspeitas de subornos a ex-governantes.
Uma das primeiras intervenções públicas do ministro grego da Defesa e líder do partido Gregos Independentes serviu para anunciar que queria reabrir todos os casos de compra de material militar envoltos em suspeitas de subornos a ex-governantes.
Panos Kammenos disse esta semana à estação de rádio Alpha que “não vamos esconder o que quer que seja. Teremos total transparência. Não podemos ter de um lado um povo a sangrar e do outro os que festejam à conta do dinheiro do armamento”. Segundo o portal Okeanews, o ministro acrescentou que não devem ser os estados-maiores militares a gerir os programas de aquisição de material militar. “Não é possível que cada conselheiro do ministro se torne administrador de sistemas de armas - seja como for, metade deles estão na prisão”., lembrou Kammenos.

www.esquerda.net

Centenas de milhões do erário público esbanjados sem contrapartidas para o cidadão

Centenas de milhões do erário público esbanjados sem contrapartidas para o cidadão

A sociedade Metro Mondego completa 19 anos mas nunca chegou a assentar carris. Algumas obras arrancaram em 2009, desalojando moradores e comerciantes, e deixando esventrada a cidade de Coimbra. O centenário ramal da Lousã foi mesmo desativado, perdendo os comboios. Agora o Governo decidiu mesmo que o metro ligeiro de superfície não avança e enquanto não surge uma alternativa já foram gastos 107 milhões de euros.
CLIK NO LINK ABAIXO PARA VER O VÍDEO



Centenas de milhões do erário público esbanjados sem contrapartidas para o cidadão

Grécia, Portugal - A Luta É Internacional - Os últimos dias revelaram a hostilidade de instituições e governos europeus relativamente à própria possibilidade de uma política que devolva um mínimo de esperança e dignidade a milhões de pessoas sem emprego e sem direitos, obrigadas a viver na rua ou às escuras,

Posted: 08 Feb 2015 09:32 AM PST


«As eleições gregas vieram agitar as águas paradas do pântano europeu. A vitória do SYRIZA, que se propõe romper com as políticas da Troika, desafia a ideia dominante de que não existe alternativa ao empobrecimento generalizado e à austeridade infinita.

Os últimos dias revelaram a hostilidade de instituições e governos europeus relativamente à própria possibilidade de uma política que devolva um mínimo de esperança e dignidade a milhões de pessoas sem emprego e sem direitos, obrigadas a viver na rua ou às escuras, sujeitas à fome e privadas de cuidados médicos. Parece evidente que estão em jogo questões decisivas que ultrapassam o quadro nacional da Grécia.

O Governo português já se mostrou indisponível para qualquer esforço conjunto para reduzir o peso da dívida à escala europeia e encontrar soluções que permitam responder à catástrofe social em que vivemos. Orgulha-se mesmo de ter aplicado com sucesso medidas que empobreceram muitos e enriqueceram poucos, enquanto a dívida pública aumentou, o défice derrapou e o desemprego atingiu dimensões inéditas. Quando garante que Portugal não é a Grécia, espera que aceitemos com resignação o atual estado de coisas, como se fosse possível ignorar que acaba de se recusar na Grécia o que nos querem fazer engolir em Portugal.

Neste momento decisivo em que a resistência ganha novo alento, por toda a Europa se convocam manifestações em solidariedade com o povo grego e de repúdio pela arrogância e hostilidade reveladas pelas instituições europeias. É tempo de sair à rua e enviar um sinal claro de que estamos todos no mesmo barco e não aceitamos a miséria que nos querem impor. Porque a nossa luta é internacional, aqui e agora, somos todos gregos.»

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http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/


GRUPO INVADE ESQUADRA APÓS DETENÇÃO DE JOVEM - Um grupo de jovens tentou esta quinta-feira invadir a esquadra da PSP de Alfragide, no concelho da Amadora, na sequência da detenção de um jovem que atirou uma pedra contra uma carrinha policial, segundo fonte das forças de segurança.

GRUPO INVADE ESQUADRA APÓS DETENÇÃO DE JOVEM

 
Um grupo de jovens tentou esta quinta-feira invadir a esquadra da PSP de Alfragide, no concelho da Amadora, na sequência da detenção de um jovem que atirou uma pedra contra uma carrinha policial, segundo fonte das forças de segurança.
O subcomissário Abreu, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, explicou à Lusa que cerca das 14:00 uma carrinha de uma equipa que patrulhava o bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, foi atingida por uma pedra atirada por um jovem de um grupo de cerca de 10 pessoas.
Um polícia sofreu ferimentos ligeiros, no rosto e nos braços, e foi transportado para o Hospital de Amadora-Sintra, e o jovem, de 24 anos, foi levado para a esquadra de Alfragide. A polícia chegou a disparar um tiro de ‘shotgun’ para o ar para dispersar o grupo, referiu a mesma fonte.
Na sequência da detenção, os restantes jovens, com idades entre os 23 e 25 anos, “tentaram invadir” a esquadra, tendo sido disparado um novo tiro para o ar, segundo a PSP. Foram detidos cinco elementos do grupo e os restantes fugiram.
Os detidos, todos do sexo masculino, permanecem na esquadra e serão notificados para serem ouvidos em tribunal, explicou o porta-voz do Cometlis.

JAPÃO CONFISCA PASSAPORTE PARA IMPEDIR FOTÓGRAFO DE VIAJAR PARA A SÍRIA - O governo nipónico confiscou o passaporte a um fotógrafo que estava prestes a viajar para a Síria para cobrir o conflito civil, justificando a medida como uma forma de “proteger a sua vida”, informou hoje a imprensa japonesa.

JAPÃO CONFISCA PASSAPORTE PARA IMPEDIR FOTÓGRAFO DE VIAJAR PARA A SÍRIA

O governo nipónico confiscou o passaporte a um fotógrafo que estava prestes a viajar para a Síria para cobrir o conflito civil, justificando a medida como uma forma de “proteger a sua vida”, informou hoje a imprensa japonesa.
As autoridades nipónicas tomaram esta decisão após o rapto e execução de dois cidadãos japoneses pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que também ameaçou matar cidadãos japoneses “onde quer que estejam”.
Esta é a primeira vez que o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês retira, por motivos de segurança, o passaporte a um cidadão que estava prestes a viajar para o exterior, disseram fontes governamentais à agência Kyodo.
O visado, o fotógrafo ‘freelance’ Yuichi Sugimoto, criticou a medida, por considerar que esta “viola a liberdade de expressão”, em declarações à Kyodo.

O fotógrafo 'freelance' Yuichi Sugimoto, que considera que a medida "viola a liberdade de expressão"
O fotógrafo ‘freelance’ Yuichi Sugimoto, que considera que a medida “viola a liberdade de expressão
Já o ministério indicou que aplicou as regras que preveem a retirada do passaporte a um cidadão “para impedir que viaje com o objetivo de proteger a sua vida”.
As autoridades tomaram conhecimento da intenção de Sugimoto de viajar para a Síria para cobrir o conflito na sequência de uma entrevista do fotógrafo na imprensa japonesa, e decidiram confiscar o seu passaporte depois de o profissional se ter negado a cancelar os seus planos, de acordo com a estação pública NHK.
Cerca de uma semana depois do assassinato do refém nipónicoHaruna Yukawa, o Estado Islâmico difundiu, no passado domingo, um vídeo que mostra a alegada decapitação do jornalista Kenji Goto, que tinha sido sequestrado pelo grupo ‘jihadista’ em outubro.
Após a crise dos reféns, o governo japonês anunciou o reforço das medidas de segurança no interior e no exterior do país para proteger os seus cidadãos, e recomendou para que não viajem para a Síria, Iraque ou outros países “em alerta máximo”.
/Lusa

OPINIÃO - A dívida, o euro e a banca – um debate inadiável -JOÃO FERREIRA: Ninguém pode ignorar que o sector bancário privado não serviu o país, as famílias, as empresas, os produtores, a economia. Pelo contrário, prejudicou-os, serviu-se deles para engrossar lucros.

OPINIÃO

A dívida, o euro e a banca – um debate inadiável

Ninguém pode ignorar que o sector bancário privado não serviu o país, as famílias, as empresas, os produtores, a economia. Pelo contrário, prejudicou-os, serviu-se deles para engrossar lucros.

A União Europeia e a União Económica e Monetária confirmam-se como causas centrais da actual crise. As medidas paliativas de “expansão quantitativa” anunciadas pelo BCE não alteram esta realidade. Confirmam-na.
No plano nacional, três grandes constrangimentos pesam hoje sobre o país, contribuindo para a degradação da situação nacional, entravando a recuperação económica e social e eliminando num prazo mais alargado as hipóteses de um desenvolvimento duradouro e equilibrado. São eles: os níveis brutais da dívida pública e da dívida externa, a integração monetária no euro e a dominação financeira da banca privada.
A renegociação da dívida, a libertação do país da submissão ao euro, com a readopção de uma moeda própria, e o controlo público da banca são, por isso, três instrumentos fundamentais para a recuperação e o progresso do país, que devem ser aplicados no seu tempo próprio, mas pensados e preparados em conjunto. Tudo devidamente articulado e integrado num projecto mais geral de concretização de uma alternativa política e de construção de uma democracia avançada nas várias vertentes da vida nacional.
O carácter integrado desta proposta tripartida impõe-se pela óbvia inter-relação entre os três constrangimentos e, bem assim, entre os instrumentos para lhes pôr fim.
A dívida pública e a dívida externa portuguesas são das maiores do mundo (em percentagem do PIB) e excederam há muito qualquer limiar de sustentabilidade. É imperioso travar a sangria de recursos do país, reduzindo substancialmente os juros pagos (60 mil milhões de euros só até 2020, segundo estimativas da Comissão Europeia – mais do dobro daquilo que o país receberá de fundos comunitários no mesmo período) e garantindo uma redução também substancial dos montantes da dívida directa do Estado. Salvaguardando os pequenos aforradores, a Segurança Social, o sector público administrativo e empresarial do Estado e os sectores cooperativo e mutualista.
Quanto à recuperação de uma moeda própria (opção que, pesem embora os papões não inocentemente agitados por alguns, não implica a saída da União Europeia), há vantagens evidentes: dispor de uma gestão monetária, financeira e orçamental autónoma, ajustada à situação e necessidades do país; deixar de depender exclusivamente dos mercados para o financiamento do Estado; libertar o país da prisão do Pacto de Estabilidade, retomando os níveis de investimento indispensáveis ao seu desenvolvimento; abandonar a austeridade e o empobrecimento permanentes; e limitar as perdas de competitividade pela valorização excessiva do euro.
É hoje uma evidência que Portugal perdeu muito com o euro. Produzimos hoje menos riqueza do que quando se introduziu fisicamente o euro. A dívida disparou, o desemprego e a precariedade idem, os salários encolheram.
Mas aqui chegados, Portugal pode perder ainda mais. Seja com a permanência no euro, seja com uma saída forçada – imposta pelas grandes potências europeias, uma vez esgotado o seu interesse ou a sua capacidade de manter dentro do barco uma economia cronicamente endividada e deprimida, incapaz de assegurar o financiamento da actividade do Estado ou do sistema bancário. Por esta razão, o estudo e a preparação do país para este cenário será um acto de elementar responsabilidade.
É importante que fique claro que a saída do euro é necessária para libertar o país da subalternidade, da dependência e do atraso. Mas deve ter condições: a preparação do país; a articulação com outras facetas de uma política soberana de desenvolvimento – como a renegociação da dívida e a recuperação do controlo público do sector financeiro; o respeito pela vontade popular e a condução do processo por um governo empenhado em defender os rendimentos, as poupanças, os níveis de vida e os direitos da generalidade da população, e em evitar a fuga de capitais e a perda de divisas, a desorganização do comércio externo e da vida económica do país.
Por fim, ninguém pode ignorar que o sector bancário privado não serviu o país, as famílias, as empresas, os produtores, a economia. Pelo contrário, prejudicou-os, serviu-se deles para engrossar lucros.
Ora, a necessidade urgente de reconsolidar a globalidade do sistema bancário e de conter os riscos sistémicos para a economia, de assegurar uma efectiva regulação, supervisão e fiscalização da banca e, numa perspectiva mais vasta, a necessidade de travar a especulação financeira e de canalizar as poupanças e recursos financeiros para o investimento na produção nacional, de defender a soberania e impulsionar o crescimento seguro e equilibrado, reclama que a moeda, o crédito e outras actividades financeiras essenciais sejam postas sob controlo e domínio públicos, ao serviço dos interesses nacionais.
Muito resumidamente, estas são propostas que marcam uma fronteira clara: entre os que querem que fique tudo na mesma – ficando na verdade tudo cada vez pior – e a possibilidade real de mudança, a que aspiram cada vez mais portugueses, que rompa com o atraso e o empobrecimento perpétuos.
Eurodeputado do PCP

Os JUROS da dívida

Os JUROS da dívida
dinheiro.jpg
Por cada dia que passa o Estado português paga cerca de 21 milhões de euros de juros da dívida.
Em cada semana são 147 milhões.
Por mês são 630 milhões.
Em cada ano são 7.665 milhões de euros.

ocastendo.blogs.sapo.pt

Opinião CARVALHO DA SILVA - Chega de tortura

Chega de tortura

Gregos, portugueses e muitos outros milhões de cidadãos europeus, ou que vivem na Europa, têm sido torturados com políticas de austeridade que agravam problemas de toda a ordem, que tornam a sociedade mais desigual e mais injusta. No momento em que o povo grego, com um Governo que não abdica de representar os seus interesses e afirmar a sua dignidade, pondo em causa a falsidade dos alicerces da austeridade, os detentores do poder tudo fazem para impor a ordem: prossiga a tortura.
É tempo de discutir política a sério. Como muita gente de quadrantes diversos vem alertando, na Europa estamos todos - toda a União Europeia (UE) e não só - perante uma complexa encruzilhada. Passos Coelho ao classificar o programa do Governo grego de "conto de crianças" e ao dizer-nos que em Portugal temos de seguir em frente no caminho que vimos trilhando, convida-nos, criminosamente, a aceitar a continuação da tortura. Apesar da "troika fora do país", o FMI já anunciou a receita em reserva.
O Governo grego reclama, justamente, que a Europa seja governada politicamente ao serviço dos povos, com princípios éticos, com responsabilidade e solidariedade. Quer que o seu povo se liberte um pouco dos interesses financeiros e económicos ao serviço dos poderosos.
Como irá a UE responder às propostas do Governo grego?
No imediato, puseram em ação a sua organização detentora dos instrumentos de tortura - o BCE - que, como qualquer torturador experimentado, é muito violento, mas capaz de confundir com momentos em que faz de bonzinho. Não sabemos o que vai sair daqui. Os governantes dos diversos países e os mandantes da UE dividem-se em três grupos: os servilistas como Passos Coelho, para quem as soluções serão as que os patrões ditarem; os dos sorrisos amarelos e sonsos à Hollande, sempre no exercício de agradar a Deus e ao Diabo, mas no fim entregando-se às "inevitabilidades"; os das caras fechadas, das ameaças puras e duras. O que mais preocupa no imediato são as ameaças: um documento "secreto" divulgado à Reuters pelo Governo alemão exige ao Governo grego que cumpra tudo o que os seus predecessores prometeram aos credores, levando o que resta da Grécia à ruína; uma decisão do BCE que concede apenas mais alguns dias de acesso dos bancos gregos ao financiamento do seu Banco Central (o BCE).
O que irá a UE decidir?
Não sabemos. Neste momento, a situação é de tal forma complexa e prenhe de contradições que talvez nem o Governo alemão saiba bem o que vai fazer. O desfecho até pode vir a ser ditado não por decisões, mas pela falta delas. Basta, por exemplo, que o acesso ao crédito do Banco Central por parte dos bancos gregos seja bloqueado: é o que pode suceder se não forem tomadas decisões políticas a tempo. Aí o Governo grego encontrar-se-á perante a escolhas trágicas que tem estado a querer evitar.
O corte do acesso ao BCE equivale de facto a uma expulsão da Grécia da Zona Euro, algo não previsto nos tratados. Ninguém sabe o que pode acontecer de seguida. Pode ser que a Alemanha, que se tem vindo a precaver para essa possibilidade, consiga absorver as ondas de choque de uma crise potencialmente fatal do euro. Mas, o mesmo não acontecerá em Portugal. Portugal, como a Imprensa internacional não se tem cansado de lembrar, seria o próximo na linha de abate.
Portugal e os portugueses estão muito interessados na situação da Grécia. Uma solução negociada para esta emergência europeia, mesmo que fique algo distante da garantia de um rumo novo de rutura com as políticas de austeridade, é uma necessidade para os portugueses. O sucesso da Grécia é-nos muito vantajoso.
Infelizmente Portugal não tem neste momento um Governo que o defenda, pois alinha com o mais descabelado fundamentalismo punitivo na UE, não para defender o país, mas para mostrar que não há alternativa à submissão. O Governo que Portugal tem neste momento representa um enorme perigo. Ele é uma ameaça para os interesses mais imediatos e para o futuro dos portugueses. Uma ameaça para o interesse nacional, também identificado na independência e soberania de um povo e de um país, e no direito a uma vida comum em democracia e com dignidade.

Após o cargo de deputado, Passos Coelho recebeu 3.157EUR de subsídio de reintegração - Após deixar de ser deputado, em 1999, Passos Coelho recebeu 3.157, 39 durante 15 vezes, tendo a Assembleia da República iniciado o pagamento no mês de Fevereiro de 2000.

Após o cargo de deputado, 

Passos Coelho recebeu 3.157EUR 

de subsídio de reintegração

Após deixar de ser deputado, em 1999, Passos Coelho recebeu 3.157, 39 durante 15 vezes, tendo a Assembleia da República iniciado o pagamento no mês de Fevereiro de 2000.
Esta é a quantia que Pedro Passos Coelho recebeu, após deixar de ser deputado, pelo círculo de Lisboa, com a viragem do ano para 2000. Esta informação foi confirmada na semana passada pela Assembleia da República ao Tugaleaks após uma batalha legal que durou algumas semanas.
Inicialmente, a Assembleia da República indicou que “nos termos da Deliberação n.º 1141/2011, da Comissão Nacional de Proteção de Dados, por aplicação das disposições da Lei n.º 67/98, de 26 de outubro, as informações respeitantes a esta matéria consideram-se dados pessoais”.
O Tugaleaks recorreu à Comissão de Acesso a Documentos Administrativos que indicou no Parecer 434/2014 vários acórdãos que apontam para a necessidade da informação ser prestada.
Foi só nesta altura que a Assembleia da República, e após a emissão do parecer, divulgou os dados solicitados.
passos_coelho


REGIME DE EXCLUSIVIDADE

Uma das situações discutidas no final do verão passado, era se o actual primeiro-ministro  tinha direito a este valor.
“Não existe qualquer declaração de exclusividade entre novembro de 1995 e 1999″, respondia à Visão o Gabinete do Secretário Geral da Assembleia da República.
Na mesma altura, avançava o Público que “(…) se não esteve em exclusividade, como disse esta segunda-feira o secretário-geral do Parlamento, isso quer dizer que recebeu indevidamente cerca de 30 mil euros, correspondentes a parte do subsídio de reintegração que requereu e foi aceite”.
A queixa que motivou toda esta discussão encontra-se ainda no Ministério Público.

QUANDO A EMPREGADA NÃO É EFICIENTE...A GENEROSIDADE ENTRA EM AÇÃO


Arábia Saudita: a verdadeira questão é outra...O Reino da Arábia Saudita é um dos mais activos patrocinadores dos bandos terroristas ao serviço do imperialismo, e não apenas os de raiz religiosa.

Arábia Saudita: a verdadeira questão é outra...
Mapa Médio Oriente
O Reino da Arábia Saudita é um dos mais activos patrocinadores dos bandos terroristas ao serviço do imperialismo, e não apenas os de raiz religiosa.
Quando em meados dos anos 80 o Congresso dos EUA proibiu o financiamento da contra-revolução nicaraguense, os sauditas entraram com o dinheiro (NYT, 13.1.87).
Não são tolerados partidos nem sindicatos, nem se faz de conta que existe um Parlamento. Não existe qualquer liberdade de expressão.
Nos meses finais do reinado «reformador» e «amigo das mulheres», duas mulheres foram levadas a um tribunal anti-terroristapor conduzir um automóvel (NYT, 25.12.14) e um cidadão foi condenado a 1000 chicotadas e 10 anos de prisão por criar um blogpara discutir questões religiosas (Human Rights Watch, 10.1.15).
Na verdade, o processo judicial do Estado Saudita é uma cópia perfeita do seguido pelo Estado Islâmico: só em Janeiro de 2015 o Reino da Arábia Saudita decapitou 16 pessoas.
Nesta monarquia absoluta onde o Corão é a constituição, não existe lei codificada, pelo que a livre interpretação da lei islâmica aplica-se mediante cortes de mãos e de pés, apedrejamentos e chicotadas.
Ulema, um grupo de clérigos sunitas radicais, controla todos os aspectos da vida, do sexo à higiene passando pela alimentação e pela leitura, impondo uma estrita segregação sexual que proíbe homens e mulheres de frequentarem os mesmos espaços.
As mulheres sauditas não podem conduzir nem passar pelas portas usadas por homens, estão obrigadas a ter um «guardião» do sexo masculino e não podem estudar, viajar ou casar sem a sua autorização.
Se uma mulher saudita violar a segregação sexual e entrar em contacto com um homem fora do seu círculo familiar, é julgada por adultério e prostituição, crimes castigados com a morte. Na própria semana em que Obama foi render tributo aos reis sauditas, Layla Bassim, uma mulher birmanesa, foi decapitada em público na cidade de Meca.
Na ditadura saudita, não existem quaisquer direitos democráticos ou liberdade de expressão e opositores como Badawi são perseguidos, torturados e executados.
Bandeira Arábia Saudita
Mas o Estado Islâmico e a Arábia Saudita têm em comum algo mais importante do que as decapitações: os EUA.
Uma ligação que recua ao colapso do Império Otomano, quando os britânicos instalaram ao leme da região uma família de latifundiários sunitas, os Saud. Arábia Saudita significa literalmente a Arábia dos Saud, a família que ainda hoje é proprietária do país e cujos cerca de 7000 príncipes ocupam, com autoridade absoluta, todas as posições do Estado.
Mas Muhammad bin Saud, o fundador do primeiro Estado saudita, não impôs apenas o nome e a descendência ao novo país: também cunhou a religião. Para conquistar o território, bin Saud estabeleceu um pacto com os seguidores do Wahhabismo, a corrente ultra-reaccionária do islamismo sunita que hoje dita a lei na Arábia Saudita e também no Estado Islâmico.
Escudo Arábia Saudita

Nascido para servir o imperialismo britânico, cedo os EUA compreenderam a utilidade deste cliente reacionário e avesso a todo o progresso social:
  • nos anos 70, os sauditas armaram, a mando da CIA, o Taliban e a Al-Qaeda para derrubar o Estado afegão;
  • na primeira Guerra do Golfo, em 1991, deram estacionamento a meio milhão de tropas americanas;
  • mais tarde, em 2003, as bases sauditas permitiram 286 000 ataques aéreos contra o Iraque.
Peça central para o avanço do imperialismo no Oriente Médio, a Arábia Saudita compra anualmente aos EUA 30 mil milhões de dólares em armas.
Em contrapartida, vende fundamentalismo religioso, petróleo barato e desestabilização política.
Neste negócio perigoso e de corolários tão volúveis como a Jabhat Al-Nusrah, a Ahrar ash-Sham e o próprio Estado Islâmico, quem perde sempre são os povos.
Rei Abdulah_caricatura
Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)
Aproveitando-se da indignação pelos crimes de Paris, dirigentes políticos mundiais desfilaram de braço dado para TV ver, longe da multidão.
Duas semanas depois, grande parte dos mesmos dirigentes foi em peregrinação à Arábia Saudita, prestar homenagem ao falecido rei Abdullah. Não foram poupados elogios.
Obama valorizou «a nossa amizade genuína e calorosa» (International New York Times, 24.1.15). Para Obama, que encurtou a sua visita à Índia para «homenagear» o rei defunto, «não seria esse o momento para falar de direitos humanos». Afinal, segundo o presidente galardoado com o Nobel da paz, Abdullah foi um «reformador», que malgrado «modesto» nos seus esforços contribuiu para a «estabilidade regional».
Blair disse que era «um modernizador», «amado pelo seu povo e cuja falta será profundamente sentida» (declaração do seu gabinete, 23.1.15).
International NYT chama-lhe um «reformador saudita» (24.1.15).
David Cameron louvou a sua «dedicação à paz» e a directora-geral do FMI declarou que «era um grande dirigente, que introduziu muitas reformas internas e, de forma muito discreta, era uma grande defensor das mulheres» (Channel 4 News, 23.1.15).
O Presidente de Israel, Rivlin, disse que «as suas sábias políticas contribuíram muito para a nossa região e a estabilidade do Médio Oriente» (Times of Israel, 23.1.15).
Hollande e Fabius deslocaram-se a Riade para prestar tributo ao rei saudita e à «sua visão duma paz justa e duradoira no Médio Oriente» (Libération, 23.1.15) – visão partilhada pela França e bem patente na Síria.
A Arábia Saudita nunca foi alvo das grandes campanhas mediáticas e políticas contra o fundamentalismo islâmico.
Porque a verdadeira questão é outra. A Arábia Saudita e o seu «capitalismo avançado» (International NYT, 24.1.15) estão do mesmo lado da barricada que Obama, Hollande, Cameron e o sionismo.
A hipocrisia sem limites dos chefes imperialistas revela algo importante: o racismo e a islamofobia que de forma cada vez mais aberta é promovida na comunicação social é – tal como o anti-semitismo dos anos 30 – apenas uma arma das classes dirigentes para dividir os trabalhadores e povos e para os arregimentar às suas políticas de guerra, exploração e rapina.
Os elogios a Abdullah mostram que não há «choque de civilizações» quando se trata de arranjar acordos entre o grande capital e garantir a continuidade dos seus chorudos lucros. Poderão existir choques de interesses.
E se algum dia a classe dirigente saudita decidisse seguir outro rumo, então sim ouviríamos falar dos crimes e pecados da sua ditadura e todo o arsenal imperialista – dos mísseis Cruzeiro às agências de notação, dos drones às pseudo-ONG – cairiam sobre a Península.
E se, 'pior' ainda, o povo saudita se erguer para varrer a sua corrupta e serventuária classe dirigente, serão ensurdecedoras as campanhas imperialistas sobre o «perigo duma nova ditadura».
Foi assim no nosso país, há 40 anos.
AQUI e AQUI


sinto-me: 

publicado por António Vilarigues às 13:51
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Este pode ser o próximo petisco da moda em Portugal - A aquacultura nacional está a explorar o potencial de novos produtos como a camarinha, um pequeno camarão que tem sido até agora exportado essencialmente para Espanha, mas que se pode tornar o próximo petisco da moda.

Este pode ser o próximo 
petisco da moda em Portugal

A aquacultura nacional está a explorar o potencial de novos produtos como a camarinha, um pequeno camarão que tem sido até agora exportado essencialmente para Espanha, mas que se pode tornar o próximo petisco da moda.

O crustáceo "tem baixo valor comercial", mas captou o interesse dos aquacultores porque não tem praticamente custos de produção, contou à Lusa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores (APA).
 .

A camarinha, que cresce naturalmente nas antigas salinas que existem em Aveiro, na Figueira da Foz, no estuário do Sado, na ria Formosa e na ria de Alvor, ainda é praticamente desconhecida pelo mercado português e a maior parte da produção tem sido exportada para Espanha "onde é muito apreciada", mas Fernando Gonçalves acredita no seu potencial.

"Eu já vejo camarinha à venda, principalmente como entrada em restaurantes e cafés da zona do litoral. Tem potencial de crescimento para servir como entrada, refeição ou como petisco", destacou.
No entanto, este crustáceo, tal como as ostras, sofre o efeito negativo da fiscalidade.

A APA considera que são espécies com potencial e defende a redução da taxa de IVA aplicada às ostras e à camarinha, de 23 para 6%.

Fernando Gonçalves afirmou que em Portugal quase não se vendem ostras devido ao IVA a 23% e ao facto de serem consideradas um produto de luxo, o que não corresponde à realidade, já que os preços para o produtor variam entre 1 e 4 euros por quilo.

Baixar o imposto iria não só promover o consumo, mas permitir também a instalação de maternidades.

"Os produtores importam as sementes e os juvenis de França porque não existem maternidades cá em Portugal porque não conseguem competir com as importações de França, que não pagam IVA", precisou o secretário-geral da APA.

As algas também têm potencial de crescimento, existindo já empresas a produzir várias espécies na zona de Aveiro e Olhão, mas neste caso o código do IVA é omisso quanto à taxa a aplicar, que a APA pretende ver fixada nos 6%.

O consumo das espécies aquícolas em Portugal tem-se mantido estável, mas Fernando Gonçalves salientou que o consumo de espécies importadas tem "aumentado brutalmente".

O salmão é o caso mais paradigmático: são cerca de 15 mil toneladas por ano que a APA diz que poderiam ser substituídas por espécies de aquacultura nacional com características semelhantes como a truta salmonada.

"Hoje em dia já temos um conhecimento e uma produção estável de sete espécies: o pregado, a amêijoa, a dourada, a ostra, o robalo, a truta e o mexilhão. Depois existem outras espécies com elevado potencial, falo do linguado, que pensamos que, em breve, vai ser uma das espécies mais produzidas em Portugal, da corvina, que tem algumas limitação, das algas e a camarinha", adiantou Fernando Gonçalves.

Em 2013, o défice na balança comercial de pescado foi de 641 milhões de euros. Portugal importa normalmente 400 das cerca de 600 mil toneladas de pescado que consome anualmente.

A aquacultura contribuiu em 2014 com cerca de 11 mil toneladas, pouco mais de 1,5% do consumo nacional de pescado, mas a APA estima um potencial de produção que ronda as 145.000 toneladas.

* Pelo menos existirão 500 mil portugueses que podem comer a "camarinha", são eles que consomem tudo o que é luxo, viagens, hotéis, restaurantes, etc. Os outros 9 milhões e 500 mil continuarão a viver com precaridades.



apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Charles Manson - numa entrevista (Legendado em Português)

Estadísticas israelíes revelan que 149 niños se encuentran entre los casi 5.000 presos palestinos

Estadísticas israelíes revelan que 149 niños se encuentran entre los casi 5.000 presos palestinos

 
Según las propias estadísticas israelíes, 4.762 palestinos se encuentran detenidos, entre ellos 13 mujeres y 149 niños; 134 de estos prisioneros se encuentran encarcelados por la llamada "detención administrativa", sin cargos ni juicio.
 
Las sentencias van desde los 3 meses hasta la cadena perpetua, hay 561 palestinos condenados a cadena perpetua en Israel. El grupo más numeroso de prisioneros, 620, están cumpliendo entre 10 y 15 años de prisión.
 
El informe también revela que la gran mayoría de los presos, 4.183 de ellos, son de Cisjordania ocupada, 400 son de Gaza y 179 de Jerusalén. También hay 214 ciudadanos palestinos residentes en Israel tras las rejas, junto con 31 de las afueras de Israel.


odiodeclase.blogspot.pt

Eu prometi que nunca iria falar sobre as 50 sombras de Grey, mas infelizmente estava errada. Não comprei o livro, já que nem para os que gostava de ler tenho dinheiro, mas andei de excerto em excerto na net, a tentar perceber a loucura generalizada e aqui estou, cheia de orgulho e satisfação, a anunciar a todos vós, que foi a pior merda que eu já li na vida!



Eu prometi que nunca iria falar sobre as 50 sombras de Grey, mas infelizmente estava errada.
Não comprei o livro, já que nem para os que gostava de ler tenho dinheiro, mas andei de excerto em excerto na net, a tentar perceber a loucura generalizada e aqui estou, cheia de orgulho e satisfação, a anunciar a todos vós, que foi a pior merda que eu já li na vida!
Especialmente porque não tem história nenhuma, nada, nicles.
Páginas inteiras e não acontece coisíssima nenhuma.
Há uma mulher, completamente insegura, que sem motivo nenhum, se apaixona por um tipo bilionário, e outra vez sem motivo nenhum, resolve fazer tudo o que ele quer. E quando eu digo tudo, é mesmo tudo!
Ele quer fazer "o amor" numa árvore, quer fazer "o amor" em cima de um monte de pulgas, quer fazer "o amor" enquanto lhe espatifa o trombil, e ela diz: Ai que maravilhoso! Estou tão apaixonada!
E basicamente o livro é só isso.
A história é tão verosímil (not), que a menina além de ser virgem com mais de vinte anos, só beijou dois - DOIS - tipos, na vidinha inteira dela! Dois!
Depois, assim que conhece o bilionário, estatela-se no meio do chão.
Não há aqui nenhuma tentativa (forçada) de identificação com todas as mulheres do mundo. Não. Até porque, a queda no chão é o expoente máximo da insegurança e já se sabe que nenhuma mulher é insegura...
Estou mesmo a ver a Liliana Vanessa a ler aquilo e de lágrima no olho a dizer: Esta sou eu! Eu também caio psicologicamente nos meus abismos internos.
A rapariga, por alguma razão que eu não consegui perceber qual é, quando o entrevista apaixona-se por ele, e quando se vem embora, antes de chegar ao elevador, cai de fuças no chão, outra vez.
Amiga, vai a um ortopedista, pelo amor da Santa!
Quando ela o descreve, assumindo que se apaixonou, refere:
"-Nunca nenhum homem me afectou como Christian Grey e não consigo entender porquê! Será sua aparência? Sua educação? Riqueza? Poder?"
Querida, a menina escolheu quatro objectivos para definir porque é que está atraída por ele, três dele foram: Aparência, Riqueza e Poder. E um foi educação, que por si só deveria ser uma premissa básica de qualquer ser humano, logo, podemos descartar esse, porque se se apaixonar por um tipo mal educado, é no mínimo estúpida.
Agora, aparência, riqueza e poder, não são motivos para uma pessoa se apaixonar, Ó Monga!
O mais curioso, é que as mesmas mulheres que se encantam por uma história destas, são as primeiras a dizer, quando vêem uma relação parecida na vida real, que aquilo é só interesse. Mas no livro, ai, o livro, aquilo é amor!
Ora, minhas amigas, onde vocês vêem amor também, eu vejo SUBMISSÃO! Para lá de submissão... Aquilo é doentio e esquizofrénico.
Depois de não sei quantas páginas em que a mulher passa o tempo todo a dizer, Ai o Christian Grey é o máximo!, Ai o Christian Grey faz-me ficar tão excitadinha!, ele apresenta-a ao "quarto vermelho da dor".
Portanto, uma miúda começou a sair com um tipo que lhe interessa, está entusiasmada com ele, ele convida-a para a sua casa e quando lá chegamos encontramos um quarto vermelho, cheio de correntes penduradas no tecto, chicotes, cenas para nos espancar, instrumentos para dilacerar o corpinho e o que é que a malta faz?
-Foge dali, pá! Já! (Se bem que se ela tentasse, ia esbardalhar-se toda no chão outra vez!)
Mas ela não. Fica intrigada mas acha fofinho e não se vai embora.
Vejamos, eu não tenho nada contra sadomasoquismo, dominação e quejandos. Se as pessoas são adultas, estão de comum acordo e se sentem seguras (e lavadas!), cada um sabe de si e a mim tanto se me dá. Mas se a pessoa é virgem, beijou apenas dois homens toda a vida e aparece um gajo rico e poderoso que quer enfiar objectos cortantes no rabo da desgraçada, é melhor sair dali, querida! Digo eu.
Mas não. Em cima de tudo, ele define que, para ela poder ser sua namorada ou amante, ou sei lá eu bem o quê, a miúda vai ter que assinar um contrato. Um contrato! Que a define como submissa e, em linhas gerais, diz que ela tem que fazer tudo, mas tudo o que ele quiser e rapidinho e ainda manter-se sempre limpa e depilada, o que já agora é outra premissa básica, a não ser que alguém esteja a namorar com a Janis Joplin na década de 70.
O que me assusta é que isto está em todo o lado e ao que parece, até no cinema. Qualquer adolescente pode ler um livro ou ver um filme que define contratos e introdução de objectos cortantes no orifício anal como uma coisa normal e romântica.
Aquilo é uma ode à pornografia, minha gente!
E embora eu não tenha nada contra a pornografia, continuo a achar que ela não pode estar exposta para qualquer criança comprar e ser catalogada como um romance, sim?
Sei que há muita gente que vai dizer: Ah, mas tu tens que ler o livro todo para compreender!
Não. Não vou ler o livro todo! Porque me bastou os pedaços de caca que eu li para perceber que aquilo não tem ali nada que faça bem a ninguém. Combinados? Pronto.