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sábado, 24 de janeiro de 2015

A MAIOR CAVERNA SUB-AQUÁTICA DA RÚSSIA - A caverna Ordinskaya é a maior caverna subaquática, da Rússia, e também a maior caverna de gipsita do mundo. A maioria das pessoas ficaria apavorado para explorar as profundezas de uma caverna como esta, mas o mergulhador e fotógrafo subaquático Vitya Lyagushkin editor da revista Gleb Chernyavskiy é especialista nestes tipos de aventuras.

caverna Ordinskaya é a maior caverna subaquática, da Rússia, e também a maior caverna de gipsita do mundo. A maioria das pessoas ficaria apavorado para explorar as profundezas de uma caverna como esta, mas o mergulhador e fotógrafo subaquático Vitya Lyagushkin editor da revista Gleb Chernyavskiy é especialista nestes tipos de aventuras.

Submergindo em águas azuis cristalinas, os mergulhadores nos dão uma perspectiva de algo que maioria das pessoas nunca vai ver em pessoa. A incrível arquitetura natural encontrada no interior da caverna é simplesmente magnífica, e a clareza das imagens faz com que pareça ainda mais impressionante!
A maior caverna subaquática da Rússia 01

A maior caverna subaquática da Rússia 02

A maior caverna subaquática da Rússia 03

A maior caverna subaquática da Rússia 04

A maior caverna subaquática da Rússia 05

A maior caverna subaquática da Rússia 06

A maior caverna subaquática da Rússia 07

A maior caverna subaquática da Rússia 08

A maior caverna subaquática da Rússia 09

A maior caverna subaquática da Rússia 10

A maior caverna subaquática da Rússia 11

A maior caverna subaquática da Rússia 12

A maior caverna subaquática da Rússia 13

A maior caverna subaquática da Rússia 14


http://www.mdig.com.br

PARA ONDE ESTÁ A GAROTA OLHANDO ? - Se você observar detidamente a ilustração, vai ver que se trata de uma imagem em espelho, a imagem foi desdobrada à direita com apenas uma excepção. Tente descobrir à primeira vista sem ler o restante do texto.

 Se você observar detidamente a ilustração, vai ver que se trata de uma imagem em espelho, a imagem foi desdobrada à direita com apenas uma excepção. Tente descobrir à primeira vista sem ler o restante do texto.


Para onde a garota está olhando?
Ainda que a primeira impressão diz-nos o contrário, os olhos da protagonista são exatamente iguais nos dois desenhos. Então, por que o desenho da esquerda parece nos olhar diretamente nos olhos e o da direita não?

Esta desconcertante ilusão óptica é um fenômeno descrito por William Hyde Wollaston no século XIX. Em termos gerais, nosso sistema visual dá grande importância à detecção de rostos  e as suas expressões. Os olhos são idênticos, mas, claro, sua posição dentro do resto de linhas que formam o rosto não é idêntica. Essa relação dos olhos com respeito ao resto da face não passa desapercebida para nossa visão.
Para onde a garota está olhando?
Isto é, nosso cérebro interpreta o que vê no contexto do resto das linhas do rosto e, em função disso, o transforma. Algo assim como já vimos no Efeito Thatcher. Este truque perceptivo é o fruto de milhares de anos de evolução. Antes do desenvolvimento da linguagem, a comunicação gestual foi de vital importância até o ponto de que a percepção de gestos e expressões na face era tão importante que no encéfalo há uma região dedicada quase que exclusivamente à detecção de rostos: uma região na base do lóbulo temporário, colada ao lóbulo occipital. E nesta área onde se produz o truque da garota que nos olha mas não nos olha.


 http://www.mdig.com.br/

UNS FILHOS OUTROS ENTEADOS - Mulher de deputado poupada à requalificação e promovida

Mulher de deputado poupada à requalificação e promovida

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Elza Mota de Andrade estava na lista de funcionários da Segurança Social que iriam ficar inativos. Acabou por ser nomeada para um cargo de chefia em Bragança, onde o marido lidera a Federação do PS.
 
LEONARDO NEGRÃO / GLOBAL IMAGENS
Mota Andrade é deputado eleito pelo PS
"A extinção é para uns e não para outros, porquê? Se é para extinguir, por que é que deram um cargo a esta pessoa?", que é mulher de um deputado do PS na Assembleia da República e líder da Federação do PS de Bragança, Mota Andrade.
As palavras de indignação são de uma das 151 funcionárias do Instituto de Segurança Social (ISS) que, desde quarta-feira, passaram para o regime de requalificação por extinção do posto de trabalho e não sabem qual vai ser o seu futuro.

3 LEÕES VERSUS 300 BÚFALOS - QUEM GANHA ? (VÍDEO)





OS VALORES DEMOCRÁTICOS - É extraordinário o coro ocidental de elogios ao falecido rei Abdullah da Arábia Saudita que o descobrem como um dos seus.

OS VALORES DEMOCRÁTICOS

Papel higiénico
É extraordinário o coro ocidental de elogios ao falecido rei Abdullah da Arábia Saudita que o descobrem como um dos seus. Um defensor dos valores democráticos coisa que nem sabia o que seria, como o secretaŕio -geral da ONU, Bak-I-Moon, teve o cuidado de recordar. Provavelmente têm razão, os valores democráticos do Ocidente são uma tábua de logros, pronta a usar para os passar a ferro conforme as conveniências de momento. Só assim se podem compreender os encómios a semelhante personagem.
Descobrem qualidades democráticas de envergadura na sua governação como rei absoluto de um país onde a pena de morte está sempre no horizonte de quem ousa desafiar um poder discricionário que se rege pela sharia aqui, pelos vistos, abençoada e tolerada pelo ocidente dito democrático que a condena noutras paragens do Médio Oriente.
Não é preciso recuar muito no tempo para se tirar a temperatura democrática da Arábia Saudita. Recentemente um crítico da Casa Saud e mitigadamente da fé islâmica. foi condenado a dez anos de prisão e a sofrer 1000 chibatadas em doses públicas de 50 chibatadas durante 20 semanas, depois das orações de 6º feira, para tudo ficar na graça de Alá. Um feito, entre muitos outros, que fazem Abdullah ser lembrado como um rei democrata pelo secretário-geral da ONU, por John Kerry e, como tal, com direito a bandeiras a meia haste no Reino Unido.
Aliado de sempre do Ocidente, ou não fosse ele o elo mais seguro da ligação intima entre o dólar e o preço do crude, os celebrados petrodólares que vão sustentando a mentira da economia norte-americana, conhecido financiador de grupos islamitas radicais, da Al-Qaeda ao Estado Islâmico apesar de uma lei promulgada em 2013, proibindo o financiamento de grupos terroristas, para aliados se calarem. Todo o mundo sabe que a Casa Saud, seguidora e impulsionadora do radicalismo wahabita, continua a despejar centenas de milhares de dólares nos bolsos dos radicais islâmicos. É por este tirano que os sinos ocidentais dobram!
Vale tudo para essa gentalha ocidental sem qualquer dignidade ou príncipios. É assombroso, nauseante, se alguma coisa ainda nos possa espantar do cinismo e hipocrisia dos país ditos defensores dos valores democráticos ocidentais, que Christine Lagarde, se una a esse coro apologético, para lembrar Abdullah como um defensor dos direitos das mulheres! Isto num país onde as mulheres são proibidas de conduzir, têm o direito a voto muitíssimo controlado, onde mesmo quatro das filhas de tão democrático monarca foram condenadas a quatorze anos de reclusão porque ousaram reivindicar um mínimo de direitos, nessa sociedade duramente tutelada pelos homens.
O próprio Abdullah ao ouvir essas louvações deve dar voltas e reviravoltas no túmulo. Não vai ter mais descanso!!!
Morre agora esse contumaz violador dos direitos humanos, amortalhado por valores democráticos que nunca defendeu em vida. Um imundo e pestilento espectáculo que diz tudo sobre os dirigentes do mundo ocidental e da sua corte.

pracadobocage.wordpress.com

Bob Marley - A História de Robert Nesta Marley - a história, imagens, vídeos

Bob Marley - A História de Robert Nesta Marley




Bob Marley, o ícone do gênero, o primeiro grande astro vindo do terceiro mundo, foi uma figura tão especial e carismática que sua existência tomou ares proféticos. Parece que veio predestinado ao mundo sob a simbologia da união dos povos e miscigenação. 

Fruto do amor de uma jovem negra de 18 anos, Cedella Booker, e de um homem branco mais velho, o capitão Norval Sinclair Marley, Bob nasceu dia 6 de fevereiro de 1945 no vilarejo de Nine Miles, interior da Jamaica. 

Em apenas 36 anos de vida, não só colocou sua pequena ilha no mapa, como revolucionou a música, hábitos e comportamentos pelos quatro cantos do mundo. 

Bob Marley viveu em sua primeira infância uma vida natural do campo. Quando tinha 8 anos, Cedella, sua mãe, juntou-se a Toddy Livingstone, pai de Bunny, seu amigo desde a tenra infância na vila de Nine Miles. A nova família mudou-se para a capital Kingston, indo se instalar em Trench Town, uma das favelas mais impressionantes da ilha. Cedella trabalhava como doméstica e esforçava-se para que Bob tivesse uma boa educação matriculando-o numa escola particular.´ 

Já nesta época o garotinho Bob tinha uma ligação forte com a música. Ele e seu amigo Bunny improvisavam guitarras feitas de lata e brincavam de acompanhar os sucessos vindos da América, particularmente de New Orleans, sintonizados em um radinho transistorizado. 

Eles captavam Ray Charles, Fats Domino, Brook Benton (um dos preferidos de Marley) e grupos como os Drifters, que eram muito populares na Jamaica. 

Nesta época a juventude jamaicana fervia com esta gama variada de rhythm and blues americanos, mas ter um rádio transistor para captar a nova onda era luxo, por isto nomes como Clement Dodd, Leslie Cong e outros, ficaram famosos por seus sound-systems (sistemas de som), normalmente um furgão equipado com aparelhagem suficiente para fazer a rapaziada se animar com os últimos sucessos chegados dos States. 

Por volta dos anos 60, o movimento R&B começou a decair nos Estados Unidos e tornou-se difícil a aquisição de discos para satisfazer a dieta insaciável de lançamentos que o povo jamaicano exigia. 

Os donos dos Sound-Systems se viram então obrigados a investir no talento dos músicos locais. Começava-se a desenvolver nesta época na ilha, uma música que incorporava as tradições musicais jamaicanas com influências do R&B e das Big Bands, resultando no vibrante som do Ska. 

Os donos de sound systems tornaram-se então produtores. Alugavam algum estúdio de duas pistas, descobriam algum rapaz que tivesse o talento de cantar suas emoções vividas nas ruas de Kingston, e faziam discos. 

Bunny Wailer, Bob Marley e Peter Tosh
Quando Bob deixou a escola aos 14 anos, parecia ter apenas uma ambição: a música. Mas, muito para agradar sua mãe, que temia que ele se tornasse um rudie boy (como são conhecidos os delinqüentes juvenis na Jamaica), Bob arranjou um emprego de soldador. 

As horas livres, passava ao lado de Bunny aperfeiçoando suas habilidades vocais. Eles eram ajudados por um dos mais célebres habitantes de Trench Town na época, o cantor Joe Higgs, que dava aulas informais de canto para artistas aspirantes que estivessem interessados em aperfeiçoar suas habilidades. 

Foi numa destas sessões que Bob e Bunny conheceram Peter Tosh, outro jovem com grande ambição na música.


Em 1962 Bob fez uma audiência para o produtor Leslie Cong, que veio a bancar suas primeiras gravações. "Judge Not" de composição de Marley, foi a primeira. Apesar de as músicas gravadas não terem sido executadas nas rádios e chamado pouca atenção do público, só vieram confirmar a ambição de Marley de se tornar cantor. 

No ano seguinte Bob decidiu que o caminho a seguir seria montar um grupo. Se juntou com Bunny e Peter para formar os "Wailing Wailers". O novo grupo tinha um mentor, o percussionista Rastafari chamado Alvin Peterson, que apresentou os garotos para o produtor Clement Dodd. 

No verão de 1963, Dodd ouviu os Wailing Wailers e, satisfeito com o som do grupo, resolveu gravá-los e os pôr prá valer nas paradas. 

Bob Marley e Rita Marley
Os Wailing Wailers finalizaram seu primeiro single, "Simmer Down" através do selo de Coxone, durante as últimas semanas de 1963. Já em janeiro do ano seguinte era a primeira nas paradas jamaicanas, e se manteve nesta posição durante os próximos dois meses. 

O grupo, Bob, Bunny e Peter juntamente com outro cantor, Junior Braithwaite e mais duas backing vocals, Berverly Kelso e Cherry Smith, eram a grande novidade no cenário jamaicano. "Simmer Down" causou grande sensação na ilha e os Wailing Wailers começaram a gravar com regularidade para o legendário Studio One de Coxone. 

O grupo agora criava novos temas se indentificando com os Rudie Boys das ruas de Kingston. A música jamaicana finalmente tinha uma identidade e alguém que falava a mais pura linguagem do gueto. 

Bob e Rita se casam. 


Nos próximos anos os Wailers colocaram mais alguns hits nas paradas da ilha, o que estabeleceu a popularidade do grupo mas, apesar disto as dificuldades econômicas que atravessavam fez com que Junior Braithwaite, Berverly Kelso e Cherry Smith, deixassem a banda. 

A mãe de Marley havia se casado novamente e se mudado para Delaware, nos Estados Unidos, aonde economizou algum dinheiro para mandar uma passagem de avião para o jovem Marley, naquela altura com 20 anos. A intenção da mãe de Bob era que lá ele começasse uma nova vida.

Mas antes que ele se mudasse para a América do Norte ele conheceu uma jovem chamada Rita Anderson, e no dia 10 de fevereiro de 1966 eles estavam casados. 

A estadia de Marley nos Estados Unidos teve vida curta. Ele só trabalhou lá o suficiente para financiar sua verdadeira ambição: a música. 

Em outubro de 1966 Bob Marley, depois de oito meses na América do Norte, retornou a Jamaica. Este foi um período decisivo na sua formação.

O imperador Haile Sellasie havia feito uma visita de estado na Jamaica em abril daquele ano, e durante o período em que Bob esteve fora, o movimento Rastafari ganhou nova vida nas ruas de Kingston. Marley começou cada vez mais a se aprofundar dentro da cultura Rastafari. 

Em 1967 a música de Bob já refletia sua nova crença. Ao invés de cantar hinos para os Rude Boys, Marley começou a compor temas sociais e espirituais, o que se tornou sua marca registrada e seu maior legado. 

Marley uniu novamente Peter Tosh e Bunny para reorganizar o grupo. Eles simplificaram o nome original "Wailling Wailers" para "The Wailers". Rita tinha iniciado sua carreira como cantora e alcançou um grande sucesso nas paradas com a música "Pied Piper", uma versão cover de uma música pop inglesa. 

A música jamaicana estava se transformando. O agitado ska tinha sido substituído por um ritmo mais lento e sensual chamado rock steady. 

O compromisso que os Wailers vinham assumindo com o Rastafarianismo provocou um certo conflito com o produtor Clement Dodd. Então eles decidiram controlar seu destino fundando seu próprio selo, Waili'N'Soul. Devido à ingenuidade dos garotos nos negócios, apesar de terem conseguido algum sucesso no princípio, a firma acabou falindo no final de 1967. 

O grupo apesar disto sobreviveu, inicialmente como compositores para uma companhia associada ao cantor americano Johnny Nash, que na década seguinte teve um grande sucesso internacional com a música "Stir It Up" de Marley. 

Os Wailers também se uniram nesta época ao produtor Lee Perry, o mago dos estúdios, que transformou as possibilidades técnicas de gravação em uma forma requintada de arte. A união dos Wailers com Lee Perry resultou em algumas das mais belas produções da banda. Faixas como "Soul Rebel", "Duppy Conqueror", "400 Years" e "Small Axe" não foram apenas clássicos, mas definiram a direção do reggae. 

Family ManNo início dos anos 70 o baixista Aston "Family Man" Barret e seu irmão o baterista Carlton se uniram aos Wailers. Eram eles que formavam a base rítmica dos "Upseters", o grupo de estúdio de Lee Perry com quem os Wailers tinham gravado em todas aquelas sessões junto ao produtor. Os dois irmãos tinham também seu próprio grupo, os Hippy Boys. Pode-se dizer que foram eles que inventaram a síntese "baixo & batera" do que veio a ser o reggae dos anos 70. 

Era indiscutivelmente a melhor sessão rítmica da época e o Wailers junto à eles começou a ganhar forma. Anos mais tarde Family Man numa declaração disse: 

- "Nós éramos a melhor cozinha e os Wailers o melhor grupo vocal da Jamaica, então nos perguntamos, porque não por o mundo de joelhos?"

A reputação do grupo era aclamada por todo Caribe, mas continuavam desconhecidos internacionalmente. 

No verão de 1971 Bob aceitou o convite de Johnny Nash para acompanhá-lo até a Suécia, aonde o cantor americano tinha sido encarregado de produzir a trilha sonora para um filme suéco. Enquanto estava na Europa Marley assinou um contrato com a CBS, que naturalmente também era a gravadora de Nash. No verão de 72 todos integrantes dos Wailers estavam em Londres promovendo ostensivamente o single deles para CBS "Reggae on Broadway". Mas assim como o filme de Nash, o projeto fracassou e os Wailers se viram em maus lençóis numa terra distante. Como última cartada Bob se dirigiu aos estúdios da Island Records e perguntou se podia ver seu fundador Chris Blackwell. 

Chris Blackwell um jamaicano branco, descendente de ingleses, pertencente a uma rica e tradicional família da ilha, havia fundado a Island Records ainda no final dos anos 50 e já estava envolvido com a cultura musical jamaicana, mesmo antes da época do Ska. A companhia foi uma das pioneiras em exportar a música jamaicana para o mundo e na década de 60 se tornou a principal responsável por lançamentos e divulgação da música da ilha no Reino Unido, desde o ska, passando pelo rocksteady até o reggae. A Island, ainda nos anos 60 também espandiu seus negócios para o rock'n roll, tendo em seu "casting" artistas como Traffic, Jethro Tull, King Crimson, Cat Stevens, Free e Fairport Convention. Assim, quando Marley fez seus primeiros passos dentro da Island em 1971, ele estava se conectando com a mais quente das gravadoras independentes na época. 

Blackwell sabia da reputação de Marley na Jamaica. Tanto o lado no qual eram conhecidos como um bando de Rudie Boys "problema", quanto a de que eram de qualidade e fibra inigualáveis e que, acima de tudo eram muito populares e respeitados tanto na Jamaica como, já na época, em todo caribe. Foi oferecida ao grupo uma oferta de confiança aonde Chris Blackwell, o contratante, dava um adiantamento de £ 4.000 (o equivalente aproximadamente a US $ 8.000), e uma carta branca para eles irem para Jamaica e produzirem o material para o primeiro álbum na Island Records. 

Pela primeira vez uma banda de reggae tinha este tipo de tratamento, (pode-se dizer) comparável à seus contemporâneos do rock n' roll, com acesso ao mais alto nível de gravação. Antes disso, considerava-se que reggae só vendia discos "singles" ou coletâneas de baixo custo. Blackwell foi advertido por várias pessoas a não confiar tanto assim nos garotos e que possivelmente eles sumiriam com o dinheiro sem que se visse resultado de gravação alguma. Depois de alguns meses os Wailers estavam de volta à Londres com o material que tinham arrancado de sessões devotadas, nos estúdios Dinamic e Harry. J., em Kingston. 

Bob Marley e The Wailers - Catch A Fire
Para tornar o material mais palatável aos ouvidos do público internacional, foram acrescentadas às gravações originais, solos de guitarra e linha de teclados executadas por músicos ingleses. 

A estratégia de Blackwell consistia em promover o carisma natural dos Wailers como sendo a mais nova e mais poderosa força musical do mundo do rock. 

O resultado disso, o disco "Catch A Fire", já chegou quebrando tudo. 

Com uma sugestiva embalagem em forma de isqueiro, de onde se retira o vinil abrindo a tampa, o disco foi pesadamente promovido, iniciando a partir daí a escalada internacional do sucesso e reconhecimento de Marley. 


A cadência de Marley, aliada a suas letras engajadas contrastavam completamente com o que rolava no cenário do rock da época. A gravadora decidiu que os Wailers deveriam excursionar fazendo shows tanto no Reino Unido, como também nos Estados Unidos, de novo uma completa novidade para uma banda de reggae. 

A banda embarcou numa excursão pela Europa, o que a solidificou em suas performances ao vivo. Depois de três meses voltaram à Jamaica, e Bunny, decepcionado com a vida na estrada, se recusou a participar da tour pelos Estados Unidos. Foi substituído por Joe Higgs, o mestre musical dos ainda adolescentes Wailers, nos tempos de Trench Town. 

Nos Estados Unidos os Wailers lotaram alguns clubes noturnos e abriram shows para artistas como o jovem Bruce Springsteen. A repercussão da banda em sua turnê andava tão bem que foram arranjadas 17 datas para os Wailers abrirem os shows de Sly & The Family Stone, na época a maior banda de black music da América. 

Depois de abrir quatro shows para Sly, os Wailers foram limados da turnê. Pelo que parece, os Wailers faziam sombra para o show que deveria ser a atração principal. De qualquer maneira seguiram para São Francisco aonde gravaram uma audição ao vivo para a pioneira rádio rock, KSAN. Sessão esta que veio a se tornar o material para o disco "Talkin'Blues", lançado em 1991 pela Island Records. 

O primeiro sinal de que a projeção de Bob Marley como astro internacional estava garantida viria através de um presente de Chris Blackwell, para o proeminente novo artista de seu casting. Logo após o impacto do LP "Catch a Fire" no mercado europeu, Blackwell entregou à Marley as chaves da Island House, uma imponente mansão situada na Hope Road Avenue, parte rica da cidade, inclusive muito próxima à sede do governo, que ficava rua abaixo com seus imensos jardins. Em pouco tempo o novo "yard" de Marley se tornaria um núcleo de criação e uma espécie de comunidade, com livre acesso para toda família, amigos do gheto, sacerdotes rastas, namoradas de uns e outros, músicos, jornalistas estrangeiros, e mais alguns outros que eventualmente aparecessem pra jogar aquele futiba improvisado no final de tarde. 

Eric Clapton
Este clima de euforia de uma nova vida comunitária religiosa e criativa encontraria sua tradução no disco "Burnin", segundo lançamento dos Wailers pela Island Records. Na contracapa de "Burnin", Marley aparece mais uma vez provocando as normas estabelecidas do sistema, empunhando um enorme cigarro de palha em forma de cone, provavelmente recheado com ervas ainda não legalizadas. Na parte interna do álbum, fotos de pessoas do gueto, rastas e um contraponto entre a riqueza de sorrisos do povo em uma ilha ensolarada e a miséria propriamente dita. As músicas com um conteúdo ainda mais politizado e social que as do álbum anterior atingiam o público branco da Europa e Estados Unidos com "pedradas" como "Get Up Stand Up" , "I Shot the Sheriff", "Burnin and Lootin", etc. Uma verdadeira revolução. 

Celebridades como Paul McCartney, Mick Jagger e toda essa galera de peso começa a pagar o maior pau pro exótico jamaicano Marley. 

O lendário Eric Clapton ressurgiu como Fênix gravando "I shot the sherif", versão que atingiu os primeiros lugares nas paradas, colocou o guitarrista inglês novamente no cenário e ajudou a alavancar ainda mais a carreira de Marley. 

Em fevereiro de 1975, "Natty Dread" foi lançado. Graças ao sucesso da faixa "No Woman No Cry", que atingiu o primeiro lugar na parada inglesa, Marley se tornou ainda mais popular. 

A essa altura o grupo já não contava mais com Bunny e Peter, que partiram para suas carreiras solo e foram substituídos pelas I-Threes,as cantoras Judy Mowatt, Marcia Griffiths e a mulher de Bob, Rita Marley. 

Com o lançamento do próximo disco, "Rastaman Vibration", em 1976, o cantor começou a ser conhecido nos Estados Unidos. Na Jamaica sua fama já era quase mística, e em grande parte graças a ele, o pensamento rastafari estava se tornando uma febre entre os jovens. Disputava-se aquele ano uma das mais sangrentas batalhas eleitorais na história da ilha. A violência era tanta que em junho foi decretada a lei marcial. Em meio a este quadro também havia o fato de o imperador Haile Selassie, considerado pelos rastas como Messias, ter falecido.

Nos últimos dias de novembro, a situação estava ficando preta. Bob iria participar, no dia 5 de dezembro, de um show promovido pelo PNP (partido de cunho socialista presidido por Michael Manley), para supostamente apaziguar as tensões antes das eleições, marcadas para dali uns dias. Manley, na oposição, tentava atrair para si o prestígio que a comunidade rasta adquiria na ilha, acenando com uma possível legalização da ganja (maconha) e um plano de governo socializante, inclusive com uma maior aproximação com a vizinha Cuba. Uma semana antes do evento, um esquema de segurança armado pelo partido foi instalado 24 horas por dia diante do número 56 da Hope Road, casa de Marley. 

Dois dias antes do show, porém, a casa foi invadida por um grupo de pistoleiros que adentrou a sala aonde Marley estava ensaiando, e disparou tiros em todas as direções, com o intuito de matá-lo. Miraculosamente ninguém foi morto no ataque noturno. Don Taylor, empresário de Marley estava se aproximando dele no exato momento em que os homens começaram a disparar, levando vários tiros e tendo como legado deste fato uma vida sobre a cadeira de rodas. Um carro de polícia que passava nos arredores entrou em cena no auge do pandemônio, assustando os pretensos assassinos e levando-os a uma rapidíssima retirada. Rita Marley levou um tiro de raspão na cabeça. O projétil ficou alojado em seu couro cabeludo. Marley recebeu um tiro que raspou seu peito logo abaixo do coração e penetrou profundamente em seu braço esquerdo. O caso de Marley foi o menos grave entre os atigidos, sendo o primeiro a sair do hospital. 

Após ser liberado pelos médicos, Marley foi levado às pressas sob a escolta da polícia e de amigos mais próximos à um esconderijo no alto das "Blue Montains". No dia 5 de Dezembro, Bob, depois de muitas conjecturas, resolveu subir ao palco do festival. Ainda com os curativos, Marley se apresentou no "Smile Jamaica", representando enquanto cantava, a cena da emboscada, e depois mostrando para o público seus ferimentos. 

Logo após o show o cantor mudou-se para Londres, onde gravou seu disco "Exodus". A partir de então o sucesso do grupo só aumentou e cada disco lançado figurava nas primeiras posições das paradas inglesas e americanas. 

The Wailers - Abril - 1980 - foto: Adrian Boot
Em cima, da esq. para dir.: o baterista Carlton Barrett, Bob Marley, o percussionista Alvin Patterson, e o guitarrista Al Anderson.
Embaixo, da esq. para dir.: o tecladista Earl Lindo, tecladista Tyrone Downey, o baixista Aston 'Family Man' Barrett e o guitarrista Junior Marvin.
Em 1978 o cantor recebeu a medalha da paz, oferecida pela ONU, em Nova Iorque. No mesmo ano foi, pela primeira vez, à África, onde visitou o Quênia e a Etiópia, país especialmente reverenciado pelos rastas, terra do imperador Haile Selassie, considerado por eles como seu messias. Depois de uma nova turnê pela Europa e EUA, o grupo lançou o disco ao vivo "Babylon By Bus", e tocou na Austrália, Japão e Nova Zelândia. 

Com seu nono álbum, "Survival", de 79, Marley já havia tornado o reggae um estilo internacional, conhecido no mundo todo. A África era o único continente em que o grupo ainda não havia se apresentado, mas em 1980, Bob Marley foi convidado a se apresentar com os Wailers na cerimônia de independência do Zimbabwe. 

Em maio de 1980 foi lançado "Uprising", sucesso instantâneo no mundo inteiro com hits como "Could you be loved" e a comovente faixa de encerramento "Redemption Song", além de outras pedradas como "Work" e "Coming In From the Cold". Os Wailers embarcaram na sua maior turnê européia, arrasando quarteirões em todos os lugares em que passaram, incluindo o legendário show em Milão, Itália, com público estimado em 100.000 pessoas, recorde absoluto até então para qualquer banda do mundo. Bob Marley & the Wailers eram simplesmente a banda em turnê mais importante daquele ano e o álbum "Uprising" bateu todas as paradas de sucesso no continente europeu. Foi um período de máximo otimismo na carreira de Marley. Planejava-se para o inverno daquele ano uma turnê americana ao lado de Stevie Wonder. Após a turnê européia Marley e a banda partiram para os Estados Unidos. 

Marley fez dois shows no Madison Square Garden. Durante a segunda apresentação, passou mal no palco. Começou a ser averiguado o que se passava com o ídolo do reggae. Bob chegou a fazer ainda mais um show em Pittsburgh, mas logo o mundo recebeu a triste notícia de que Marley estava com câncer. O câncer teria sido decorrente de um ferimento infeccionado no dedão do pé, que ele teria sofrido três anos antes, durante uma partida de futebol em Londres. 

Ele lutou com a doença durante oito meses buscando tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels na Bavária. Durante algum tempo o estado de Marley parecia ter se estabilizado com o tratamento naturalista do Dr. Issels, mas em Maio, já abatido quase que totalmente pela doença Marley resolveu retornar para sua casa na Jamaica, jornada que ele não conseguiu completar. 

Bob Marley morreu aos 36 anos de idade, mas seu legado permanece vibrando ao som de sua música. 

Confira abaixo o documentário Time Will Fell e uma entrevista e visita ao 'Bob Marley Museum' em Kingston, capital da Jamaica.

www.reggaeraiz.com.br

VÍDEOS







55 minutos com Bob Marley

GAIUS APPULEUS DIOCLES - O maior piloto e o atleta mais bem pago do mundo de todos os tempos era luso!

Gaius Appuleius Diocles

Gaius Appuleius Diocles

O maior piloto e o atleta mais bem pago do mundo de todos os tempos era luso!
O pequeno Gaius nasceu no ano 104 DC na Lusitânia que era então uma província Romana, ao tempo do imperador Trajano. Sabe-se que era muito interessado por carros e carroças, pois o seu Pai era um conhecido empresário ligado ao transporte de mercadorias.
Desde pequeno o Pai permitia-lhe o uso da sua carroça particular de transporte para o que deixava o seu cocheiro particular em polvorosa tal a temeridade e habilidade do pequeno Gaius. Primeiro às escondidas do Pai mas depois com a tolerância (apoio secreto) o pequeno Gaius começou a competir tornando-se aos 12 anos campeão Lusitano em Emerita Augusta (actual Mérida) e aos 14 Hispânico em Tarraco, (actual Tarragona).
Assim, aos 16 já tinha ganho tudo o que tinha a ganhar na Ibéria e com o apoio financeiro do pai e de um dos principais proprietários das salinas da cidade Imperial de Salácia (actual Alcácer do Sal) mudou-se de armas e bagagens para a capital do Império, Roma.
Com cerca de 18 anos Gaius começou a granjear fama de excelente piloto de competição e na altura em que era no Coliseu de Roma/Circus Maximus que as atenções se centravam neste desporto, pois era lá que se juntavam os melhores pilotos de todos os cantos do Império, ele estava lá e foi lá que imortalizou a sua fama.
Competiu na sua carreira em três equipas diferentes. Durante os primeiros 6 anos da sua carreira profissional e até aos 24 anos competiu pela equipa branca, nos seguintes 3 anos correu pela equipa Verde e posteriormente e até o fim da carreira com 34 anos correu sempre pela equipa vermelha tendo conseguido sobreviver, numa época em que os pilotos profissionais morriam em média com 5 anos de carreira, ao seu percurso desportivo. Morreu aos 42 anos de causas naturais.
GAIUS DIOCLES participou na sua carreira em cerca de 4257 corridas e em todas as categorias (2, 3, 4, 5, 6 e 7 cavalos) e foi o primeiro a competir com um 7 cavalos mas na disciplina mais importante (quadriga/quatro cavalos) foi onde ele reinou. Dessas 4257 corridas, ganhou em 1463.
Em 815 vitórias largou na pole position e liderou até ao fim e em 502 atingiu a liderança na última volta.
Na sua carreira atingiu ganhos monetários de 35,863 milhões de sestércios o que a dinheiro de hoje significava a módica quantia de 11,6 mil milhões de Euros, segundo a Universidade da Pensilvania citada pela “Expansion”, o que dava para alimentar Roma por mais de um ano tornando-o assim, sem dúvida, no desportista que mais dinheiro ganhou na história.Todos os dados da sua carreira encontram-se descritos na sua lápide em Roma e os seus feitos são cantados por grandes historiadores da Roma antiga.
Diz a lenda que a cor vermelha adoptada nacionalmente pelas equipas de fabricantes de automóveis de competição Italianas como a que actualmente a Ferrari utiliza é uma homenagem a GAIUS APPULEIUS DIOCLES “o maior piloto de competição que jamais existiu.”

hernanicardoso.pt

A HISTÓRIA DA CARRIS

CARRIS, UMA EMPRESA AO SERVIÇO DA CIDADE DE LISBOA.
Sede da Carris em 1872
1872 - A Fundação

A 18 de setembro, é fundada, no Rio de Janeiro, a Companhia Carris de Ferro de Lisboa, a qual pretendia implantar na capital portuguesa um sistema de transporte do tipo americano (carruagens movidas por tração animal e deslocando-se sobre carris). Foi autorizada em Portugal, por Decreto de 14 de novembro do mesmo ano.

imagem de um veículo a tracção animal
1873 - A Primeira Linha
A 23 de janeiro, o escritor Luciano Cordeiro de Sousa e seu irmão Francisco, diplomata, obtêm os direitos para a implantação de um sistema de transporte na cidade de Lisboa, denominado Viação Carril Vicinal e Urbana a Força Animal.
A 14 de fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa aprova o trespasse para a Empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa. 
A 17 de novembro, é inaugurada a primeira linha de “Americanos”. O troço aberto ao público estendia-se entre a Estação da Linha Férrea do Norte e Leste (Stª. Apolónia) e o extremo Oeste do Aterro da Boa Vista (Santos).

criação da Estação de Santo Amaro
1874 - Estação de Santo Amaro

Em terrenos da velha “Quinta do Saldanha”, ao Calvário, nasce a Estação de Santo Amaro onde é iniciada a construção de cavalariças, cocheiras, oficinas e celeiros. No final deste primeiro ano de exploração, a Companhia dispunha de 29 500 metros de linha assente, 54 carros em circulação e 421 cabeças de gado.

Imagem de um Americano, um veículo movido a tracção animal
1876 - Reconhecimento
Em 31 de maio, a CARRIS torna-se exclusivamente portuguesa e é legalmente reconhecida como Sociedade Anónima.
1882 - Estação Arco do Cego

A 17 de abril, é adquirida a “Quinta do Poço Caído”. Aí se constrói uma nova estação, que passou a designar-se do Arco do Cego, calcula-se que por extensão do nome daquela artéria.
1897 - Inicio da tração elétrica

A 5 de junho é assinado um contrato entre a Câmara Municipal de Lisboa e a CARRIS com vista à substituição do sistema de tração então utilizado. Nele se estipula que “...é concedida à Companhia Carris de Ferro de Lisboa autorização para substituir o seu atual sistema de tração, por tração elétrica por condutores aéreos nas linhas que explora e nas que está obrigada a construir...”.
1899

A 7 de julho, visando a transformação do sistema, a CARRIS contrata com a firma Wernher, Beit & Co., a cedência, por arrendamento, de todos os seus edifícios, linhas e demais material, obrigando-se esta a cumprir os contratos assinados com a Câmara e a pagar todo o passivo, juros e amortizações da Companhia, bem como um juro de 6% às suas ações.

Em 27 de julho, a Wernher, Beit & Co. cede à Lisbon Electric Tramways Limited (L.E.T.L.) todos os direitos e obrigações assumidos por aquele contrato. O relatório desse ano indica que foi acordado entre as duas Companhias que os corpos gerentes da Carris continuariam a ocupar-se da exploração das linhas por conta da L.E.T.L., respondendo esta pelos encargos provenientes da modificação ajustada.
Construção da fábrica de electricidade
1900 - Geradora

Têm início os trabalhos de modificação e assentamento de linhas, de instalação da rede aérea e de construção da Central Elétrica destinada a fornecer energia para o novo sistema.

Primeira linha de carros eléctricos
1901 - Rapidez

Em 31 de agosto é inaugurado o serviço de elétricos.

1902 - Elevador de Santa Justa

O Elevador do Carmo ou de Santa Justa, atualmente propriedade da Companhia Carris, foi inaugurado a 10 de Julho, movendo-se a vapor até Novembro de 1907, quando foi equipado com motores elétricos. É o único elevador vertical de Lisboa, tendo sido concebido por Raoul Mesnier du Ponsard.


1912

Com o fim de estudar as necessidades de transporte de alguns bairros ainda não abrangidos pelo serviço de carros elétricos, a Companhia Carris, com uma pequena frota de 5 unidades, organiza carreiras de autocarros, a primeira das quais, ligando Sete Rios a Carnide, foi inaugurada no dia 14 de Novembro. Dificuldades de manutenção e fraca afluência por parte do público conduziram ao seu desaparecimento três anos mais tarde.


1926 - Ascensores de Lisboa

A CARRIS adquiriu da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa (N.C.A.M.L.) todos os seus bens, valores, direitos e obrigações, ficando, assim, integrados na sua rede os ascensores do Lavra, da Glória e da Bica, inaugurados, respetivamente, em 1884, 1885 e 1892.
imagem de um eléctrico da Carris
1937 - Estação das Amoreiras

Num terreno que adquiriu três anos antes, é iniciada a construção da Estação das Amoreiras, destinada ao serviço de carros elétricos. Dez anos passados, as instalações são ampliadas com a edificação da estação de serviço para autocarros.

1944 - Inauguração do serviço de autocarros

Em 9 de abril, utilizando as viaturas adquiridas em 1940 para reforço do transporte de visitantes para a Exposição do Mundo Português, que se realizou em Belém, é inaugurado oficialmente o serviço de autocarros.


1947 - Autocarros de dois pisos

São recebidos os primeiros autocarros de dois pisos. Portadores dos números de frota 201 e 202, entraram ao serviço no dia 22 de Junho, na carreira Praça do Chile – Encarnação.
primeiros autocarros da Carris
1958 - Estação de Cabo Ruivo

O número sempre crescente de autocarros postos ao serviço do público cedo fez sentir a necessidade de uma nova Estação. No dia 11 de dezembro, é inaugurada a Estação de Serviço e Recolha de Autocarros de Cabo Ruivo.
Autocarros Carris dos anos 60
1973 - Renovação

Em 21 de dezembro, pelo Decreto-Lei nº.688/73, é rescindido o contrato de arrendamento à L.E.T.L. Simultaneamente, efetua-se com a Câmara Municipal de Lisboa um contrato de renovação da concessão pelo prazo de 50 anos. Em consequência, a Companhia Carris vê o seu património substancialmente aumentado por diversos imóveis etodo o estabelecimento industrial fica com o direito de explorar por mais 50 anos uma nova concessão de transportes coletivos urbanos, utilizando autocarros, elétricos e ascensores.
Imagem de um autocarro laranja da Carris
1974 - Reforço da frota
Verificada a urgente necessidade de renovação da frota de autocarros, é aberto concurso público para o fornecimento de 200 viaturas carroçadas em Portugal. Em finais de 1975, a CARRIS já tinha em circulação 75 novos autocarros.
1976 - Estação da Pontinha

Tendo em vista a próxima desativação da Estação das Amoreiras e a ampliação da frota de autocarros, é inaugurada no dia 1 de Outubro a Estação da Pontinha, destinada à recolha de autocarros, Estação de Serviço e pequenas reparações.


1979 - Estação de Miraflores

Com os trabalhos de terraplanagem, têm início as obras destinadas à construção do complexo de Miraflores, o qual integra três sectores de atividades: Oficinas Gerais, Estação de Serviço e Núcleo Administrativo, que entram em funcionamento à medida que vão sendo concluídos.
Estação da Carris na Pontinha
1981 - Estação da Musgueira
Em 27 de Fevereiro, é inaugurada a Estação da Musgueira, no âmbito do plano de ampliação e renovação da frota de autocarros. Esta Estação ficou a apoiar uma frota de 200 autocarros utilizados na exploração de 18 carreiras regulares e garantindo o transporte de cerca de 100 milhões de passageiros por ano.
1983 - Visita do Gen. Ramalho Eanes

A 19 de julho, o Complexo de Miraflores recebe Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes, naquela que foi a primeira visita realizada pelo mais alto magistrado da Nação a instalações da Empresa.
eléctrico articulado da Carris
1990 - Renovação

Em finais deste ano, a CARRIS passa a dispor de 40 novos autocarros de tamanho mais reduzido que o habitual destinados a carreiras de percursos sinuosos e, por essa razão, vulgarmente chamados de “médios”.
1991

Em julho deste ano, no âmbito de um plano de modernização da frota da Empresa, entraram ao serviço os primeiros autocarros articulados.


1993

Prosseguindo uma política de renovação e diversificação da frota de autocarros, é introduzido um novo segmento: os mini autocarros.


1995

No primeiro trimestre, entram em exploração 10 elétricos articulados, os primeiros com esta característica a integrarem a frota da Empresa.


1996

A CARRIS conclui a remodelação de 45 elétricos tradicionais. Mantendoo seu aspeto exterior os elétricos tornam-se mais rápidos, silenciosos e seguros.


1997
Procede-se à renovação da imagem da empresa, traduzida em diversas formas de comunicação, designadamente na imagem exterior dos veículos, adotando o “amarelo” como cor dominante, em todas as viaturas de serviço público.


1999

Em 12 de janeiro é inaugurado o Museu da CARRIS, lugar de memórias e de afetos e repositório da história longa e rica da Empresa, com a presença de Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

2001

Refletindo a preocupação da Empresa com a melhoria da qualidade ambiental e a utilização eficiente dos recursos energéticos, entram ao serviço os primeiros autocarros movidos a gás natural.

Tendo como principais finalidades garantir melhores condições de segurança física e psicológica aos passageiros e tripulantes e aumentar a eficácia da atuação das entidades policiais, tem início a instalação de sistemas de videovigilância nos veículos de serviço público.


2002

Pelo Decreto nº. 5/2002, de 19 de fevereiro, os ascensores do Lavra, da Glória, da Bica e o Elevador de Santa Justa são classificados como Monumentos Nacionais.
imagem dos novos autocarros Carris
2004 e 2005 – Renovação da frota
Entrada em funcionamento do novo sistema de bilhética sem contacto, com a adoção do “Lisboa Viva” para os passes e do “7 Colinas” para os bilhetes.
Início de um ambicioso processo de renovação da frota com a aquisição de 408 novos autocarros em 3 anos, resultando numa frota com idade média de 5,7 anos, no final do período.
Expansão da rede de corredores reservados “BUS”, com o acréscimo de 11 novos corredores e reforço da fiscalização com a criação de um sistema de “vigilantes”.
Tem lugar a transferência, de Santo Amaro para o Complexo de Miraflores, da Sede Executiva da CARRIS e de todos os seus Serviços Centrais.
Foi requerida a Certificação da Empresa, de acordo com a norma ISO 9000, bem como a certificação de carreiras, processo este em que a CARRIS foi pioneira.
Símbolo de certificação pela APCER

2006 – A Certificação
Em janeiro, é oficialmente certificado o Sistema de Gestão da Qualidade da CARRIS, de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2000, aprovado pela APCER - Associação Portuguesa da Certificação.
Foi também iniciado o processo de Certificação do Sistema de Transporte, tendo a CARRIS obtido, em Fevereiro, a certificação das primeiras quatro carreiras (15E, 56, 60, 83). Este reconhecimento foi concedido pela CERTIF - Associação para a Certificação de Produtos - com base na norma NP EN 13816:2003 e nas especificações Técnicas da CERTIF.
A 9 de setembro, é lançada a 1ª fase da “REDE 7”, refletindo uma renovação global da rede, caracterizada por menor sobreposição e maior articulação com as linhas do Metropolitano, bem como maiores níveis de frequência.
A 20 de outubro é assinada, em Bilbau, a Carta de Compromisso da UITP - União Internacional de Transportes Públicos - com o Desenvolvimento Sustentável, como “Pledge Charter Signatory”.
Carta Europeia de Segurança Rodoviária
2007 - A Carta Europeia
Em fevereiro, a CARRIS subscreveu a Carta Europeia de Segurança Rodoviária.
Continuação do processo de certificação de serviços com a certificação, em Maio, de mais 18 carreiras.
A 18 de setembro, em Lisboa, foi assinada, com a UITP, a Carta de Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável, com o estatuto de “Full Charter Signatory”
No final do ano, é finalizado o processo de externalização da manutenção de autocarros, consolidado através da CARRISBUS.

logotipo de certificação APCER
2008 - Ranking Responsabilidade Climática
É lançada a 2.ª fase da “Rede 7”.
Em abril, é obtida a certificação do Sistema de Gestão Ambiental através da norma NP EN ISO 14001:2004.
No estudo “Estado do País em Práticas Sustentáveis”, organizado pela Heidrick & Struggles e o jornal Expresso, em parceria com o BES, a CARRIS obteve 89,3% no Barómetro da Sustentabilidade, muito acima da média nacional.
Em junho, na Feira Europeia de Mobilidade, realizada em Paris, um motorista da CARRIS obteve o 2.º lugar no concurso “Bus d'Or” de Melhor Motorista da Europa.
Consolidação do processo de renovação da frota com a entrada ao serviço de mais 40 autocarros, 20 médios (Euro 4) e 20 articulados (Euro 5).
Início do processo de reposicionamento da marca CARRIS, através de uma abordagem inovadora em transporte público, fazendo uso do marketing multi-sensorial.
2009 - Processo de renovação e certificação da frota

A 12 de janeiro a CARRIS comemorou o 10.º aniversário do Museu da Empresa.
Aquisição de mais 60 autocarros, tipologia “Standard”, dos quais 20 a gás natural comprimido.
A certificação do Serviço de Transporte atinge um total de 52 carreiras (mais de 50 % da totalidade da rede).
A 15 de abril, Sua Excelência o Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, visita a CARRIS, no âmbito da 5.ª jornada do Roteiro para a Ciência


Andamos a pensar em si
2010 - Andamos a pensar em si
A 22 de setembro, foi lançado o CARRIS Net Bus, um projeto piloto através do qual é disponibilizado o livre acesso à internet a bordo dos veículos, a partir de computadores ou telemóveis, nos 30 autocarros articulados que circulam nas carreiras 36 e 745.
Foi lançada a 3.ª fase da “REDE 7”.
A 18 de maio, o Museu da CARRIS passou a integrar a Rede Portuguesa de Museus.
Certificação de mais 12 Carreiras, em agosto, passando a haver 64 carreiras certificadas.
Em setembro, a CARRIS obteve a certificação do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho.
autocarro híbrido
2011 - Híbrido
A CARRIS e a AUTO SUECO testaram, pela primeira vez, um autocarro híbrido em Lisboa, comprovando uma redução significativa de combustível.
2012 - Uma viagem que nos une

A CARRIS Certificada em Responsabilidade Social pela Norma NP 4469, sendo a primeira Empresa em Portugal a fazê-lo em alinhamento com as orientações da Norma ISO 26000, mais uma vez, um processo pioneiro no setor.

Início do processo de integração entre a CARRIS e o METROPOLITANO DE LISBOA com a nomeação de uma administração comum que tem como principal prioridade dar concretização aos objetivos definidos no Plano Estratégico de Transportes para o transporte urbano na Área Metropolitana de Lisboa, com vista à concessão dos serviços de transporte prestados por estas empresas.

2013 - Rede Espaços Cliente

Na sequência do processo de integração operacional, que se encontra em curso, a CARRIS / METRO inaugurou este ano os primeiros “Espaço Cliente”, que, com uma identidade própria, conjugam uma imagem corporativa com referências visuais aos dois operadores.

Disponibilização de um centro de atendimento comum.

A CARRIS / METRO associou-se a uma campanha internacional da UITP – União Internacional dos Transporte Públicos, que tem como grande objetivo contribuir para que a quota de mercado do transporte público alcance o dobro até 2025.
2014

Continuação do processo de reestruturação e de integração operacional com o METROPOLITANO DE LISBOA, no quadro da administração e gestão comum em que atualmente funcionam as duas empresas.

Desenvolvimento, em colaboração com o METROPOLITANO DE LISBOA, de uma grande operação de combate à fraude, com a implementação, entre outras iniciativas e ações, de uma campanha de marketing global e de uma ação de fiscalização tendo em vista o uso responsável e adequado do transporte público.

A CARRIS continua a destacar-se como um dos operadores-chave na mobilidade em Lisboa durante a realização de eventos internacionais na cidade (ex. final da Taça UEFA).

Conclusão do processo de dinamização do conceito expositivo do Museu da CARRIS, com a integração nas suas coleções de espólio museológico do METROPOLITANO DE LISBOA.


www.carris.pt