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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

MILAGROS A PEQUENA SEREIA DA VIDA REAL - A garotinha peruana Milagros Cerron, ao nascer em 27/04/04, ficou conhecida como Pequena Sereia por causa das suas pernas unidas, doença conhecida como sirenomelia. Um ano depois ela deu entrada em um hospital para fazer uma cirurgia de alto risco para separar as pernas. Esta galeria de imagens mostra sua história desde o dia em que chegou ao hospital até alguns dias atrás quando completou 6 anos de idade ao lado do irmãozinho caçula.

A garotinha peruana Milagros Cerron, ao nascer em 27/04/04, ficou conhecida como Pequena Sereia  por causa das suas pernas unidas, doença conhecida como sirenomelia. Um ano depois ela deu entrada em um hospital para fazer uma cirurgia de alto risco para separar as pernas. Esta galeria de imagens mostra sua história desde o dia em que chegou ao hospital até alguns dias atrás quando completou 6 anos de idade ao lado do irmãozinho caçula.

O caso de Milagros é um dos mais emblemáticos da síndrome de sereia e também um exemplo de cirurgia de sucesso, sobretudo se levarmos em conta as deficiências da menina, além das pernas unidas, que em realidade é o menor dos problemas da sirenomelia. No caso de Milagros, excluindo os pulmões e o coração, quase todos os órgãos internos vitais tinham algum defeito. Sua área digestiva, urinária e órgãos sexuais compartilhavam um mesmo tubo.

Depois de 2 cirurgias, aos 3 anos, Milagros deu seus primeiros passos e proferiu suas primeiras palavras já que até então o trauma não permitia que a garota aprendesse a falar.

Atualmente com seis anos é uma pequena "matraca" e vive praticamente como uma criança normal. Mas segundo o médico que acompanha o seu caso, ela ainda terá que fazer algumas cirurgias para reconstruir o reto, a uretra e genitália, nada que preocupe Milagros que converteu-se de Pequena Sereia em uma Grande Guerreira.

Sim, antes que perguntem, quem nasce com síndrome da sereia não têm órgãos genitais.
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia
Milagros, a pequena sereia


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VÍDEO DOCUMENTÁRIO SOBRE A SÍRIA - A REALIDADE

TURISMO DE PERIGO - Quando se fala em turismo, não há limites. Há passeios para todos os gostos. Os viajantes procuram o máximo de adrenalina e, pode-se dizer, arriscam suas vidas por uma experiência fora do comum.

Tours mais perigosos do mundo


Quando se fala em turismo, não há limites. Há passeios para todos os gostos. Os viajantes procuram o máximo de adrenalina e, pode-se dizer, arriscam suas vidas por uma experiência fora do comum. É o caso de quem vai para a Estrada da Morte, na Bolívia. Apesar de ser considerada uma das estradas mais perigosas do mundo, onde cerca de 300 pessoas morrem todos os anos, há diversas agências que organizam passeios de bicicleta ou ônibus para conhecer o local. Alguns garantem que são bem seguros, apesar das emoções fortes. É o caso do tour na travessia ilegal entre México e Estados Unidos.

Tour nos tornados, Estados Unidos

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© Shutterstock

Quando os tornados são anunciados, a única coisa que vem na cabeça é se proteger. Porém, com a agência Silver Lining Tour as pessoas podem ficar frente a frente com esse fenômeno natural amedrontador. O casal Roger e Caryn Hill faz passeios com até 18 pessoas em ônibus para observar os tornados de perto. 


Estrada da Morte, Bolívia

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© Shutterstock

Apesar de ser considerada uma das estradas mais perigosas e mortais do mundo, o percurso de 70 quilômetros que liga La Paz a Coroico é uma atração turística na Bolívia. Cerca de 200 a 300 pessoas morrem todos os anos ao viajarem nesse percurso. Apesar do risco e do caminho estreito e irregular, a vista é de tirar o fôlego. Além de viagens de carro e ônibus, muitas agências de turismo organizam tours de bicicleta, atraindo mais de 25 mil pessoas todos os anos.



Tour na estação de energia nuclear em Fukushima, Japão

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© Creative Commons/naturalflow/Flickr

Mesmo o local ter sido palco do que é considerado o pior acidente nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, o governo da cidade de Fukushima organiza tours guiados pela estação de energia nuclear, explicando o desastre. Por mais que o nível de radiação marque uma taxa baixa, ainda é perigoso visitar o local.
Travessia ilegal entre México e Estados Unidos, México

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© Creative Commons/Hadley Paul Garland/Flickr

O passeio chamado de "La Caminata" faz com que os turistas vivenciem a adrenalina de cruzar a fronteira ilegal entre México e Estados Unidos. O tour de quatro horas atravessa o deserto durante a noite, saindo da pequena cidade de El Alberto, passando por supostos oficiais de imigração e agentes de patrulha. Diferentes das milhares de pessoas que passam pelo local, os participantes estão em segurança durante a experiência.



Bungee jumping em um rio infestado de crocodilos, Zâmbia e Zimbabue

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© Shutterstock

Pular de bungee jump já é uma experiência cheia de adrenalina, mas fazê-la no Rio Zambezi pode ser ainda mais desafiador. As pessoas que pulam da Victoria Bridge - perto de uma das maravilhas naturais, a cachoeira Victoria Falls - ficam a poucos metros de águas infestadas de crocodilos. Apesar de ser considerado seguro, em 2012 uma australiana pulou e a corda arrebentou. Milagrosamente ela conseguiu nadar no meio dos predadores e sobreviver com apenas alguns arranhões.


Mineração com dinamites, Bolívia

© Shutterstock

Nesse tour, os participantes rastejam pelas minas apertadas e escuras carregando dinamites para vivenciar o trabalho dos mineiros da cidade de Potosí. Quando se instala os explosivos, as pessoas presenciam uma grande explosão. O tour extremamente perigoso é muito procurado por turistas que estão na região.



* Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. - Clarice Lispector -



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CONHEÇA O LUGAR ONDE NÃO SE USAM PORTAS NEM MESMO NOS BANCOS - Acredite ou não, há uma aldeia na Índia, onde nenhum dos mais de 300 edifícios - casas, instituições de ensino, e até mesmo bancos - não usam portas. O dinheiro é armazenado em recipientes desbloqueados, mesmo as valiosas jóias de ouro.



Acredite ou não, há uma aldeia na Índia, onde nenhum dos mais de 300 edifícios - casas, instituições de ensino, e até mesmo bancos - não usam portas. O dinheiro é armazenado em recipientes desbloqueados, mesmo as valiosas jóias de ouro.

Mesmo a maioria dos banheiros públicos em Shani Shingnapur praça da aldeia ter portas. "Por motivos de privacidade e na sequência de pedidos por parte das mulheres, que recentemente concordou em colocar uma fina cortina perto da entrada, mas não portas, porque isso iria contra a nossa crença", disse o líder da aldeia.

Alguns moradores colocam painéis nas portas, mas isso é feito apenas à noite, para impedir a entrada de animais silvestres e cães vadios. O único problema com a falta de portas é que não há nada para bater em anunciar sua chegada. Mas os moradores têm uma solução para isso, também. "Só gritar e alguém virá até a porta, '' um dos moradores, Rani, explicou.

Os moradores da vila Shani Shingnapur no estado de Maharashtra não sentem a necessidade de medidas de segurança por causa de sua fé inabalável na divindade local deus de Saturno.

Um panfleto distribuído no Santuário afirma que Shani Shingnapur é uma "aldeia modelo", não só livre de roubo, mas também de todos os tipos de comportamento pecaminoso. "Ladrões profissionais, ladrões, bandidos, não-vegetarianos, bêbados nunca vir aqui", diz o folheto. "Se eles vierem, eles se comportam como cavalheiros."

Para aqueles que são novos para a aldeia, ajustando aos seus costumes estranhos pode ser difícil no começo.Como Rupali Shah, que ficou surpreso quando ela foi informada pela primeira vez sobre casa sem portas de seu noivo. "Um par de anos atrás, quando me disseram que eu teria que viver em Shani Shingnapur depois do casamento, eu estava muito nervosa", disse ela. "Eu nunca tinha vivido em uma casa sem portas. Quando ela finalmente veio aqui e os meus sogros e marido me disse para não manter qualquer valor sob sete chaves, fiquei alarmado. Agora, é claro, eu não tenho qualquer problema e deixar a casa aberta ao visitar amigos da vizinhança ", disse ela.

Shani Shingnapur é o lar de cerca de 5.000 habitantes. Ao qual ganhou destaque na Índia na década de 1990, quando a vila foi destaque em um filme devocional. "O mundo inteiro tem que saber que existe um lugar chamado Shani Shingnapur, onde as casas não têm portas.

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"Os devotos de todo o estado e em toda a Índia começaram a ir para ver esta aldeia incomum." É verdade que, até há 15 anos atrás, os moradores se baseou principalmente na agricultura de cana-de-açúcar como a sua principal fonte de renda. Mas, agora, o turismo é a sua principal fonte de renda, com pelo menos 40 mil visitantes derramando em cada dia.

Embora Shani Shingnapur permaneceu livre de roubos durante séculos, a reputação da aldeia foi um pouco prejudicada por alguns assaltos recentes. Em 2010, um visitante reclamou que dinheiro e valores valem 35 mil rúpias (US $ 567) foram roubadas de seu veículo. Mas Bankar negou provimento ao incidente, insistindo que ela ocorreu fora da aldeia.

Em 2011, ornamentos de ouro no valor de 70.000 rúpias ($ 1.135) foram roubados de um armário destrancado na casa de um administrador do templo. Outros pequenos furtos foram relatados nos últimos anos. "Embora não tenha havido um aumento significativo no número no último par de anos, tem havido casos de roubos de veículos, roubo por esticão, arrebatando das áreas ao redor do templo", disse Anil Behrani, um oficial da polícia local.

Mas, apesar dos argumentos dos céticos e não-crentes, a maioria dos moradores continua a viver com a esperança de que a sua tradição vai continuar por um longo tempo pela frente. "Isso é algo de especial sobre este deus", disse o gerente do hotel Amit Sharma. "Ele é o guardião deste lugar."

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DAR VELOCIDADE À TARTARUGA

El Rodillo Negro: Um ato de dignidade em uma partida de futebol na Olimpíada de 1936 - A Copa de 2014 já se foi e faz-se coro de como a celebração mundial do futebol é cada vez mais um jogo de poder econômico e de cartas marcadas. Na segunda, o Washington Post publicou uma matéria dando ênfase que 250 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas por causa da Copa do Mundo.

A Copa de 2014 já se foi  e faz-se coro de como a celebração mundial do futebol é cada vez mais um jogo de poder econômico e de cartas marcadas. Na segunda, o Washington Post publicou uma matéria dando ênfase que 250 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas por causa da Copa do Mundo.


El Rodillo Negro: Um ato de dignidade em uma partida de futebol na Olimpíada de 1936
Tudo isso serve para pensar se um governo tem a prerrogativa de tratar os mais pobres cidadãos como criminosos expulsando-os de seus barracos, como se fossem invasores externos. Por isso, quando o futebol foi raptado pelas corporações e pelo poder, é importante recordar atos de dignidade deste esporte, como aquela história dos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40, que disputaram uma partida contra os alemães sabendo que se ganhassem iriam morrer e, no entanto, decidiram ganhar. Alguns anos antes, um outro time desgostou Hitler: a seleção peruana das Olimpíadas de 1936.

Os Jogos Olímpicos de 1936 foram celebrados em Berlim (Alemanha) entre 1º e 16 de agosto. A escolha da sede fora realizada em 1931, dois anos antes da chegada dos nazistas ao poder. Ainda que em um primeiro momento alguns países esboçaram uma tentativa de boicotar os Jogos, finalmente optaram por participar.

Apenas a Espanha, com o governo da Segunda República, boicotou os Jogos, além de organizar uma competição paralela, a Olimpíada Popular de Barcelona, que foi suspensa por causa da guerra.

Participaram dos Jogos de 1936 quase 4.000 atletas de 49 países em 19 disciplinas esportivas e 129 especialidades. Para o regime alemão era uma forma de mostrar a magnificência do nazismo e para evitar criar uma má impressão diante do mundo retiraram das ruas todos os cartazes anti-semitas.
El Rodillo Negro: Um ato de dignidade em uma partida de futebol na Olimpíada de 1936
Os Jogos Olímpicos tiveram vários episódios controversos, mas um fato que merece ser destacado é a partida de futebol entre as seleções de Peru e Áustria pelas quartas de final. A seleção sul-americana acabara de golear por 7-3 a Finlândia, e agora iria enfrenta a seleção do país natal de Adolf Hitler no Estádio Hertha Platz.

A partida aconteceu em 8 de agosto e até os primeiros 75 minutos de jogo os austríacos ganhavam por 2-0. No entanto, a seleção peruana reagiu nos últimos 15 minutos e conseguiu empatar a partida com gols de Jorge Alcalde y Alejandro Villanueva. Naquele momento, um grupo de torcedores peruanos invadiu o campo para comemorar de perto com a sua equipe.

Durante o tempo suplementar o árbitro anulou três gols peruanos, mesmo assim o Peru impôs-se por 4 a 2 com dois gols do atacante "Lolo" Fernández. Esta humilhação da seleção austríaca por parte do "Rodillo Negro" -assim chamavam o ataque peruano- não podia ser permitido nos Jogos planejados pelo III Reich para mostrar a superioridade da raça ariana.
El Rodillo Negro: Um ato de dignidade em uma partida de futebol na Olimpíada de 1936
Assim, os alemães não tivera melhor ideia do que apresentar um protesto ante o Tribunal de Apelações alegando que a presença dos torcedores peruanos no campo tinha intimidado os jogadores austríacos, chegando a dizer que um deles tinha sacado um revolver para ameaçar o time. Também argumentaram que o estádio não tinha as medidas necessárias para jogar uma partida de futebol.

O Tribunal, composto exclusivamente por europeus, convocou uma reunião em 10 de agosto às 10 horas, mas a delegação peruana não chegou a tempo porque foi atrasada por um desfile alemão que acontecia nas ruas. Com apoio do Comitê Olímpico e da FIFA, resolveram suspender a partida e ordenar que jogassem novamente com portas fechadas.
El Rodillo Negro: Um ato de dignidade em uma partida de futebol na Olimpíada de 1936
O Peru negou-se a repetir o jogo por considerá-lo um roubo. Ademais, há que ter em conta que jogar às portas fechadas podia facilitar uma nova fraude. Toda a delegação olímpica peruana, composta por 59 atletas, apoiou a decisão da seleção de futebol e se retiraram dos Jogos em 12 de agosto. A delegação colombiana somou-se ao protesto em um ato de solidariedade latino-americano e também se retirou. As delegações da Argentina, Chile, Uruguai e México expressaram sua solidariedade com o Peru, ainda que sem abandonar a competição.

Em Lima, a decisão do Tribunal de Apelações foi recebida como um insulto e dezenas de pessoas se mobilizaram ante o Consulado Alemão atacando-o com pedras. A chegada da delegação ao Porto de Callao foi recebida por uma multidão que ovacionou os atletas como heróis. Graças a estas manobras, a seleção austríaca chegou até a final onde foi derrotada pela Itália fascista de Benito Mussolini, que já tinha ganhado a Copa do Mundo da Itália de 1934 e voltaria o fazê-lo na França em 1938.
El Rodillo Negro: Um ato de dignidade em uma partida de futebol na Olimpíada de 1936
A seleção peruana de futebol teve nas Olimpíadas de 1936 um ato de dignidade ao negar-se a ser partícipe daquela fraude por ter humilhado no campo o país natal do ditador Adolf Hitler. Michael Dasso, membro do Comitê Olímpico Peruano, na época declarou:

- "Não temos fé no esporte europeu. Viemos aqui congraçar nos campos, quadras e pistas e encontramos um punhado de comerciantes."

Tendo em conta os poderosos interesses econômicos que podemos observar nas últimas Copas do Mundo, parece que a frase conserva plena vigência.


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NEGRO COMO EU - No final dos anos cinquenta, John Howard Griffin embarcou em um dos experimentos psicológicos e sociais mais importantes da história. Com ajuda de um dermatologista da época, o jornalista escureceu a cor da pele e se disfarçou de "Negão" para protagonizar uma apaixonante viagem pelas injustiças da segregação racial norte-americana.

No final dos anos cinquenta, John Howard Griffin embarcou em um dos experimentos psicológicos e sociais mais importantes da história. Com ajuda de um dermatologista da época, o jornalista escureceu a cor da pele e se disfarçou de "Negão" para protagonizar uma apaixonante viagem pelas injustiças da segregação racial norte-americana. Mente branca em pele negra como ferramenta para denunciar e escrever empiricamente o mais bem sucedido dos tratados antissegregacionistas de sua época: "Black like Me".

John Howard Griffin
John Howard Griffin antes do tratamento e durante sua etapa como engraxate.
John trabalhava como colunista em um jornal do Texas em novembro de 1959, quando a direção lhe encarregou de um artigo sobre o aumento da taxa de suicídio entre a população negra do sul do país. John sabia que, como homem branco, seria incapaz de compreender e assimilar todas e a cada uma das motivações que levariam um homem negro a tomar tão terrível decisão. Atraído e obcecado pelo método, decidiu ler pelas linhas do manual do jornalista insensato para adentrar-se no mundo dos párias e preparar o melhor artigo de sua vida em defesa dos direitos civis.

Nem sua mulher nem seus três filhos conseguirar mudar suas convicções. Tomado pela solvência de seus princípios, John decidiu romper com sua vida anterior -só conservaria o nome- para viajar pelos estados mais fustigados pela intolerância: Alabama, Louisiana, Mississipi e Georgia e instalar-se durante seis semanas em um dos bairros negros de Nova Orleans.

Antes inclusive de converter-se em um negro anônimo foi objeto das primeiras "chicotadas" que deixaram o jornalista estupefato. Ao comunicar seu plano ao FBI por motivos de segurança recebeu a seguinte resposta:
"Se você quer se tornar um negro, só pode esperar ser tratado por nós como um negro."
Para convencer em sua metamorfose decidiu solicitar os serviços do melhor dermatologista de Nova Orleans. O famoso médico receitou uma droga chamada Oxsoralen, muito utilizada então para lutar contra o vitiligo, a psoríase e outras doenças de pele. Seu uso em quantidades desmesuradas produz uma alta pigmentação artificial, ideal para satisfazer as intenções do original jornalista. O médico receitou-lhe a periódicas análises sanguíneas para controlar o estado de seu fígado ante a avalanche de medicamentos. A este tratamento seguiram a exposição diária a larguíssimas sessões de bronzeamento artificial -de até 15 horas- e a aplicação de vários cremes e pomadas pigmentantes. Antes de partir melhorou também seu sotaque sulista, raspou a cabeça para esconder seu cabelo liso e dispôs de um enxoval completo com a vestimenta mais apropriada para os gostos de sua nova raça.
John Howard Griffin
John Howard bronzeando-se em uma de suas longas sessões e assinando exemplares de seu livro.
Todo o projeto foi bancado pela revista Sepia, um magazine da comunidade afro americana que se encarregava de tentar mostrar a desequilibrada defesa racial. Em troca do patrocínio, Griffin comprometeu-se a publicar os primeiros artigos com exclusividade para a revista. Mais tarde chegaria a compilação completa em forma de best-seller.

John partiu de seu rancho no Texas em Dezembro de 1959. Logo sofreria a primeira rejeição por sua artificial condição. Durante uma de suas longas viagens de ônibus público, combinado sempre com seus congêneres na parte posterior e ignóbil do veículo; foram avisados de uma parada para a evacuação e troca de ar. Quando o ônibus chegou à estação de serviço o motorista deixou sair só os brancos, fechando as portas a todos os homens de cor sem justificativa aparente. Era muito normal. Tratava-se de deixar claro, de alguma maneira pouco sutil, a consideração como cidadãos de segunda classe.

Uma dos episódios mais extraordinários e inteligentes do trabalho de pesquisa ocorreu quando John tentou votar em uma das múltiplas consultas do condado. Teve então que fazer uma espécie de teste para filtrar os analfabetos e que alguns políticos utilizavam a seu favor:

- "Pode recitar o parágrafo quinto da Constituição dos EUA?"

O votante potencial assim o fez.

- "Pode dizer todos os presidentes desde 1840 até 1860, seu mandato, e de que forma ficaram conhecidos?

O negro postiço também o fez. O examinador -surpreso- pegou então um jornal impresso em chinês que dispunha para os casos mais duros e convidou-o a ler o parágrafo de introdução da notícia principal.

- "Não posso entender o parágrafo inteiro, mas posso ler o título". Disse John.

Incrédulo, o xerife branco, disse:

- "Como? Você sabe ler o título? O que está escrito?"

- "Diz", esclareceu o jornalista - "Aqui um homem negro que não vai votar no estado do Mississipi durante todo este ano."

O anedotário racista de seu livro é tão instrutivo como desconcertante. John Howard Griffin foi humilhado, vilipendiado e segregado em toda classe de atos sociais e rotineiros com perdas de direitos civis que se criam evidentes desde o cômodo e indolente estado branco. Seus textos são um compêndio de evidências que colocaram ao descoberto todo o catálogo de pequenas e grandes ofensas que a população negra da época sofria. Esteve bem perto de participar em várias brigas com a polícia e grupos racistas das quais conseguiu escapar para não jogar por terra seu trabalho de investigação.
John Howard Griffin
Várias das instantâneas que tomou seu amigo o fotógrafo Dom Rutledge durante o experimento.
Como último experimentos de sua apaixonante aventura, John Howard Griffin decidiu submeter a julgamento várias personagens desde suas duas identidades raciais. Antes de abandonar o tratamento de pigmentação selecionou vários candidatos para avaliar sua resposta racista ante eventos de protocolo, solicitação de trabalho ou trato direto pessoal. Com todos eles repetiu as mesmas experiências, mas com sua tez natural. O resultado, desanimador, é o que todos suspeitam.

A Ku Klux Klan ameaçou o jornalista de morte desde que publicou seus estudos em março de 1960, mas John Howard Griffin morreu de forma natural em 9 de setembro de 1980, depois de mais de 20 anos de luta pelos direitos civis e vítima das consequências uma antiga lesão cerebral de guerra. Algumas fontes tentaram associar sua morte aos excessos cometidos com os medicamentos e as terapias de pigmentação.... mas isso já é uma outra história entre tantas lendas que cercam Griffin.


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A MENOR MÃE DO MUNDO EXIBE O SEU TERCEIRO FILHO PARA O MUNDO - Lembram de Stacey Herald, a menor mãe do mundo? Apesar de ser advertida pelos médicos sobre os riscos de uma gravidez, já que um bebê poderia esmagar seus pulmões e coração, a determinada mãe levou a cabo três gravidezes. As fotos abaixo mostram a família feliz, já com o belo garotão ainda com "cara de joelho".

Lembram de Stacey Herald, a menor mãe do mundo? Apesar de ser advertida pelos médicos sobre os riscos  de uma gravidez, já que um bebê poderia esmagar seus pulmões e coração, a determinada mãe levou a cabo três gravidezes. As fotos abaixo mostram a família feliz, já com o belo garotão ainda com "cara de joelho".


A menor mãe do mundo
O mais novo membro da família, o bebê Malachi de sete meses que herdou a doença da mãe, vem se juntar a primogênita Kateri e a outra irmã Makya.
A menor mãe do mundo
Malachi nasceu em uma rara cesárea vertical em novembro e só foi para casa no mês passado depois de apresentar vários problemas de saúde.
A menor mãe do mundo
- "Malachi nasceu sem qualquer osso quebrado", disse Stacey. "as pessoas com nossa condição nascem freqüentemente com braços e pernas quebrados porque nossos ossos são frágeis e podem ser danificados no nascimento".
A menor mãe do mundo
Stacey acredita que apesar de tudo, Malachi trouxe mais harmonia para a família e que reforçou ainda mais sua relação de carinho e amor com o marido Will:

  - "Eu não pensei que fosse possível amá-lo ainda mais, mas desde que nosso filho chegou que eu penso que nós nascemos uma para o outro".


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O caos nas urgências dos hospitais públicos - Pode dizer-se que não há palavras para descrever a pouca vergonha que se está a passar nos serviços de urgência dos hospitais do SNS e a forma como o governo e ministro estão a lidar com o problema.

O caos nas urgências dos hospitais públicos

Pode dizer-se que não há palavras para descrever a pouca vergonha que se está a passar nos serviços de urgência dos hospitais do SNS e a forma como o governo e ministro estão a lidar com o problema. Em menos de um mês oito cidadãos morreram aparentemente por falta ou deficiente atendimento após, ao contrário do que mandam as regras nestas situações, muitas horas de espera nos serviços de urgência. A imprensa fala em mais de 1900 mortes no período do Inverno, particularmente frio este ano, devido a diversas morbilidades; todas elas estarão relacionadas com a descida da temperatura e do aparecimento da gripe sazonal, fazendo fé no que a imprensa diz, número que aparentemente não estará longe do que ocorre em outros anos. O que tem sido fora do normal são as mortes de pessoas, quase todas idosas, que esperam muitas horas por cuidados que não são prestados em tempo útil.

Ainda estamos todos lembrados da epidemia da legionella que há pouco mais de dois meses fez 12 mortes e infectou 375 pessoas, tendo o governo levado bastante tempo a identificar o foco causador e a tomar medidas. Foi a terceira maior epidemia no mundo, bem reveladora da política seguida pelo governo PSD/CDS-PP quanto à Saúde Pública, quer no que concerne às medidas de fiscalização e prevenção quer à resposta em termos de cuidados de assistência. A mesma política encontra-se agora ilustrada nas mortes nos serviços de urgência hospitalar que não têm conseguido dar resposta como seria de esperar, sabendo-se antecipadamente que as idas às urgências aumentam substancialmente nesta época do ano. O governo desculpa-se com o “frio”, com a “reforma antecipada dos médicos” e acusa as notícias de “alarmismo” infundado e de “falsidade” na análise das mortes ocorridas e promete medidas salvíficas do género “alargamento dos horários de funcionamento dos centros de saúde”, “contratação directa de novos médicos”, “proibição (!?) de médicos e enfermeiros tirarem férias no período do Carnaval”, “abertura de mais camas de internamento (!?, este governo acabou com 700 camas)… e da possibilidade das “urgências privadas poderem vir a tratar doentes do Serviço Nacional de Saúde em alturas de maior afluência aos hospitais”, segundo despacho assinado, curiosamente de forma muito discreta em 9 de Janeiro, pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde.

E terá sido esta medida que trouxe mais alguma luz sobre as verdadeiras razões do caos que se vive nas urgências dos hospitais públicos, que fazem mover o ministro especialista em cobrança de impostos e que dão para entender o escarcéu feito por alguma imprensa de referência situada mais à direita. Não há dúvida de que as mortes por legionella e as mortes ocorridas nas urgências, e que poderiam ter sido perfeitamente evitadas, são devidas à política de austeridade levada a cabo nos últimos três anos e meio, o mesmo tempo de mandato deste governo fascista, que tem cortado na Saúde e na Administração Pública em geral com a redução de pessoal e corte brutal nos salários. Mas, mais do que isso, são a consequência lógica de uma estratégia, que vem de há muito, desde o 1º governo de maioria absoluta do PSD/Cavaco, de privatização da Saúde e concomitante destruição do SNS. Só com a degradação do SNS, com o seu subfinanciamento, a não contratação de pessoal, o encerramento de serviços e diminuição do número de camas, ao mesmo tempo que se financia por diversas maneiras o negócio da medicina privada, é que este terá possibilidade de se instalar e progredir. O privado já possui 30% dos internamentos e das consultas, só faltavam as urgências, o “frio” e a “gripe” (o negócio das vacinas parece que já deu o que tinha a dar) deram o mote, o “caos das urgências” confirma a necessidade, a imprensa do regime faz a propaganda… e a medida (o oportuno e "silencioso" despacho feito por uma figura menor do governo) já está tomada.

E, assim, o negócio da Saúde em Portugal vai de vento em popa, enquanto o povo vai morrendo, à fome e à falta de cuidados médicos. É o que acontece quando um governo sem legitimidade continua em funções e tem pressa em acabar a missão para que foi investido: privatizar tudo o que seja passível de ser privatizado, empobrecer o mais possível o povo português, no processo imparável de acumulação e concentração do capital. Não basta demitir o ministro, como muito boa gente tem defendido, mas todo o governo, que há muito deveria ter sido lançado borda fora.

Sócrates tinha espião 'infiltrado' no seio da liderança de Seguro

Operação Marquês 


Sócrates tinha espião 'infiltrado' no seio da liderança de Seguro

José Almeida Ribeiro, espião no Serviço de Informação e Segurança (SIS), contava a José Sócrates tudo o que se passava na vida interna do Partido Socialista (PS) quando ocupava o cargo de conselheiro de António José Seguro, na altura líder do partido, avança o i na edição desta quinta-feira.
POLÍTICA
Sócrates tinha espião 'infiltrado' no seio da liderança de Seguro
DR

Segundo o jornal i, José Sócrates recebia briefings quase diários por parte de José Almeida Ribeiro, na altura conselheiro de Seguro, que lhe contava tudo o que se passava no Largo do Rato.
As chamadas do espião no Serviço de Informação e Segurança (SIS) para o ex-governante constam nas escutas telefónicas feitas pelas autoridades, no âmbito da Operação Marquês, mas que o próprio espião recusa comentar. “Não estou minimamente interessado”, disse ao i.
De acordo com a publicação, a ‘contratação’ de Almeida Ribeiro e também de Luís Bernardo por parte de António José Seguro não agradou, de início, a José Sócrates, uma vez que via um dos seus braços direitos rumar à equipa do rival.

AS QUATRO ÁRVORES MAIS FASCINANTES DO PLANETA - Com certeza existem milhares de árvores majestosas e magníficas pelo mundo, mas escolhi estas quatro que veremos em detalhe, são particularmente especiais: a Árvore do Tule, o General Sherman, Matusalém e o Cajueiro de Pirangi.

Com certeza existem milhares de árvores majestosas e magníficas pelo mundo, mas escolhi estas quatro que veremos em detalhe, são particularmente especiais: a Árvore do Tule, o General Sherman, Matusalém e o Cajueiro de Pirangi.


A Árvore do Tule
Este cipreste (Taxodium mucronatum) caracteriza-se por ter o tronco com o maior diâmetro de nosso planeta. Encontra-se no átrio da igreja de Santa Maria do Tule (Oaxaca, México) e possui um tronco cujo diâmetro é de 42 metros e sua altura supera os 40 metros. São necessários ao menos 30 pessoas com as mãos entrelaçadas para poder rodear seu tronco.
Árvore do Tule
Sua idade real é desconhecida, mas estima-se que possui mais de 2 mil anos. Na primeira segunda segunda-feira de outubro celebram o dia da A árvore do Tule, um dia que é dedicado à árvore tem um significado muito especial para todos os habitantes desta região.
Árvore do Tule
O General Sherman

General Sherman é considerado como o ser vivo com a maior biomassa da Terra. Esta sequoia gigante tem 83,8 metros de altura e é a árvore que possui o maior volume líquido estimado de 1.486,6 metros cúbicos. Sua idade é calculada ao redor de 2.500 anos.
General Sherman
General Sherman está localizado no Giant Forest, dentro da parque Nacional da Sequoia National Park junto com outros exemplares de similar porte.


Matusalém

Matusalém, é o nome dado a um pinheiro (Pinus longaeva), considerado como o mais antigo organismo não clonado que se conhece com vida, com uma idade estimada de 4.789 anos. Esta medição foi estimada em 1957. No ano 2010 produziu-se uma nova estimativa que o situa cerca dos 4.841 anos.
Matusalém
Esta idosa árvore foi descoberta por Edmund Shulman, e está localizada nas montanhas de Nevada, nos Estados Unidos. Sua localização exata permanece em segredo para protegê-lo e evitar vandalismos. Seu nome é uma referência à figura bíblica de Matusalém, que dizem que viveu 969 anos.


O Cajueiro de Pirangi

O maior cajueiro do mundo, está localizado na Praia de Pirangi a 12 quilômetros de Natal, Rio Grande do Norte. Além de ser o maior cajueiro é provavelmente a árvore mais frondosa, cobrindo uma área de aproximadamente 8500 m²; e a mais frutífera, produzindo aproximadamente oitenta mil cajus por ano.
Cajueiro de Pirangi
A história conta que ele foi plantado em 1888, por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira; que morreu aos 93 anos sob as sombras do cajueiro, que tem esta formação pela conjunção anomalias genéticas. Em vez de crescer para cima, os galhos da árvore crescem para os lados; com o tempo os galhos tendem a se curvar até alcançar o solo e criam novas raízes. Apenas um dos galhos teve comportamento normal, e parou de crescer após alcançar o solo; os habitantes do local apelidaram esse galho de "Salário Mínimo".
Cajueiro de Pirangi
"Uma árvore é um organismo vivo maravilhoso que dá refúgio, comida, calor e proteção a todos os seres vivos. Inclusive dá sombra a quem empunha um machado para cortá-la"


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