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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E nós somos todos tontinhos Que bem que falava a Ana Drago no Parlamento contra a austeridade e a delinquência dos tempos do socratismo. Que bem que escrevia o Daniel Oliveira no Expresso e no Arrastão contra os atentados contra tudo o que era público,

E nós somos todos tontinhos


Que bem que falava a Ana Drago no Parlamento contra a austeridade e a delinquência dos tempos do socratismo. Que bem que escrevia o Daniel Oliveira no Expresso e no Arrastão contra  os atentados contra tudo o que era público, contra tudo o que eram direitos sociais e laborais  e contra a regressão social da austeridade dos tempos do socratismo. "Crime organizado" era expressão corrente no Arrastão. A Ana Drago era particularmente demolidora na forma como punha um Governo inteiro a abanar quando ia ao Parlamento. Aprendi a admirá-los, a eles e a outros como eles hoje nas mesmas "movimentações cidadãs", por como eram. Eram a voz daqueles que, como eu, não têm visibilidade para ter voz mas que nem por isso deixam de ter ideias e ideais, de revoltar-se com as canalhices. E agora decepcionam-me todos os dias. A última delas foi com esta "resolução política" que aprovaram ontem em Assembleia Geral extraordinária da Fórum Manifesto. No ponto 1 falam em "lógica punitiva, destruidora de direitos sociais e expectativas de futuro democrático que resultam da governação PSD/CDS". Já não resultam da governação PS, aliás como reforçam no ponto 5, onde referem que "para o tempo político que vivemos não basta, contudo, somar organizações – as consequências políticas e sociais de quatro anos de austeridade exigem uma mobilização e participação cidadã". E já não são 12  os anos de austeridade. No ponto 7 sabe-lhes bem porem-se à boleia da eventual vitória do Syriza na Grécia, mas em nenhum lado falam em renegociação da dívida ou em rasgar o Tratado Orçamental que nos condena à austeridade eterna. O resto também é conversa fiada. Aprenderam depressa a ser como os outros. E como os outros já temos tantos que até sobram por aí aos caídos.

opaisdoburro.blogspot.pt

QUANDO OS INTOLERANTES SAEM DO ARMÁRIO - Frazier Glenn Miller, fundador de um ramo do Ku Klux Klan, foi surpreendido no banco de trás de um carro com um prostituto negro. John Smid, líder de uma seita que prometia curar a homossexualidade, anunciou nas redes sociais que se casara com o companheiro de longa data.

Quando os intolerantes saem do armário

   
11/01/2015 20:54:30
    
Frazier Glenn Miller, no momento da detenção. 
Quando os intolerantes saem do armário
Frazier Glenn Miller, fundador de um ramo do Ku Klux Klan, foi surpreendido no banco de trás de um carro com um prostituto negro. John Smid, líder de uma seita que prometia curar a homossexualidade, anunciou nas redes sociais que se casara com o companheiro de longa data. Histórias de líderes de organizações e partidos que têm em comum o ódio aos homossexuais – e que decidiram sair do armário pela porta grande
Não há como evitar o cliché: ‘Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz’. A vida do norte-americano John Smid podia também resumir-se a um título shakespeariano – uma comédia de enganos. Após 18 anos à frente de uma organização cristã radical chamada Love in Action, esta incarnação do frei Tomás da história decidiu abrir o jogo nas redes sociais e assumir que tinha acabado de casar-se com um companheiro de longa data, Larry McQueen.
Até aqui nada de novo. São vários os estados norte-americanos onde a união de pessoas do mesmo sexo pelo matrimónio é permitida. O problema é que o trabalho de Smid na Love in Action consistia numa tarefa precisa: curar a homossexualidade.
Chegados a este ponto, perguntarão os incautos: ‘mas estamos perante uma doença? E, se for uma doença, ela pode ser tratada?’. Smid e os acólitos garantiam que sim, bastando para isso a força da palavra bíblica. Ainda hoje se pode ler no site da organização – entretanto rebaptizada, mais a propósito, Restauration Path (‘o caminho da restauração’) – que a homossexualidade é «uma arma usada por Satanás para destruir os indivíduos» e o único contra-ataque possível é a palavra de Deus.
Quanto a Smid, que já tinha feito o seu comming out em 2008 – retirando-se da organização – decidiu dar o nó em Novembro. A terapia não teve efeito sequer no líder destes estranhos ‘médicos’, que capitulou perante as evidências: «Na minha idade não tenho assim tanto tempo pela frente, por isso não posso viver com esta mentira para o resto da vida», anunciou ele ao mundo, citado pelo jornal Público espanhol.
Smid pode agora respirar de alívio. Um outro compatriota, mais novo, fez um caminho não menos mirabolante. Christian Schizzel, compositor e dono de uma marca de joalharia, fez um pingue-pongue de género que lhe deve ter consumido alguns neurónios. Relatando um passado de abusos sexuais cometidos pelo padrasto na infância e na adolescência, Schizzel procurou abrigo na Igreja quando completou 18 anos. Os padres não hesitaram em ligar a experiência traumática do jovem às suas ‘tendências’. «Fizeram-no para exercer uma dominação total sobre mim, para moldar-me», disse, citado por um blogue LGBT espanhol. «Tive de me dedicar a actividades masculinas estereotipadas e não podia ter demasiadas amigas, pois isso era considerado algo efeminado».
Mas esta reflexão de Schizzel é de agora. Depois dessa moldagem inicial, o jovem dirigiu-se a organizações do tipo da Love in Action, mas que iam mais longe. Apresentavam os seus membros como ‘ex-gays’, ou seja, pessoas que teriam trilhado as vias da homossexualidade mas que, a partir de determinado momento da vida, encontraram a estrada ‘certa’. E dedicou-se a dar a cara como alguém ‘curado’.
O fenómeno é, obviamente. mais complexo. Schizzel aprendeu-o por experiência própria. A seguir à cura, veio a recaída. E a antiga vítima de abusos sexuais decidiu-se ficar pelo ponto de partida. Agora vem a público, mas para tentar repor o bom senso: «Não há nenhuma base académica ou espiritual» para estas ‘terapias de conversão’. E conclui com uma afirmação inesperada: «A minha sexualidade é uma dádiva formosa de Deus».
Que Deus tem mais que fazer do que ocupar-se das alcovas de cada um, todos sabemos. O problema é quando esta matéria sai do âmbito do divino e entra pelos armários da política adentro. Em França, país sem grande tradição tablóide, a Closer, a mesma revista que deu a conhecer o affair do Presidente François Hollande com a actriz Julie Gayet, veio recentemente com outra ‘revelação’ bombástica. Ao contrário do ‘caso’ Hollande, tem implicações políticas directas.
Florian Philippot, n.º 2 da Frente Nacional (FN), partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen, teria passado as férias de Natal em Viena com um companheiro. A proximidade entre os dois era maior que a de uma amizade, garantia a revista.
O problema é que pouco tempo antes, e de acordo com a tradição de décadas do seu partido – que é homofóbico e anti-imigração –, Le Pen reiterava que estava contra a lei do casamento homossexual promulgada pelo governo Hollande. E conseguiu, até, ao contrário do que se passou noutros países europeus que optaram por esta forma de tolerância, convocar milhares de pessoas para uma grande manifestação em Paris aquando da aprovação da lei pelo Eliseu.
Philippot disse, desde logo, que vai processar a Closer pela intrusão. Mas o caso pode ser ainda mais complexo para a extrema-direita francesa. É que a edição espanhola da Vanity Fair faz eco da imprensa gaulesa e britânica ao verificar que um dos mais recentes membros da FN, Sébastien Chenu, fundou um movimento chamado Gay Lib. Numa conferência de imprensa em que Le Pen e Chenu firmavam a sua associação – o segundo vinha da UMP, o partido de Sarkozy – o neófito disse que se juntava à FN devido aos pontos de vista de Le Pen «sobre a Europa e os assuntos sociais». Os seus colegas do Gay Lib é que desaprovaram a decisão do fundador. Afinal, estava a trair os princípios da organização que criou.
E por falar em princípios e devidas reviravoltas, um homem famoso por espalhar palavras de ódio anti-semita do outro lado do Atlântico – tendo sido acusado, em Abril do ano passado, do homicídio de três pessoas à porta de um centro comunitário judeu – também seguiu os caminhos de frei Tomás. Frazier Glenn Miller fundou um ramo do Ku Klux Klan na Carolina do Norte chamado White Patriot Party (Partido Patriota Branco), disseminando as palavras de ordem do KKK, um caldeirão com vários ingredientes com o prefixo ‘anti’: anti-semita, antinegros, anti-homossexuais, anti-não cristãos.
Pois logo após a detenção de Frazier, a New York Mag dava conta de que a polícia o havia surpreendido no banco de trás de um carro em demonstrações híper-afectivas com um prostituto negro. Estava vestido de mulher, e confrontado com todos os factos, disse apenas que se tratava de um engodo para atrair o jovem para depois lhe bater, de acordo com os seus princípios. Mas não terá sido isso o que os agentes testemunharam.
Sem crimes no currículo, mas com um trajecto de virilidade imbatível, o ex-promotor de boxe britânico Frank Maloney era conhecido por pôr os outros aos socos uns aos outros e por proclamar que Londres estava «infestada de gays». Pois bem, antes de tudo, há que fazer uma correcção: Frank agora – assumidamente desde Agosto passado – é Kellie e até foi a um programa de televisão explicar a mudança. Segundo o britânico Mirror, Kellie disse que queria alguma discrição na transformação de sexo, essencialmente por causa da família.
Pai de três filhos na sua vida ‘anterior’, Frank-Kellie terá deixado a ex-mulher em estado de choque por lhe ter dado a novidade um pouco em cima do acontecimento. Disse preferir esperar pela partida do pai para dar início ao processo, por temer o choque dele e dos que o rodeavam. A urgência era imensa: «Desde os três anos que me sentia presa num corpo de homem», disse Kellie ao tablóide britânico. A ‘cura’, tal como noutros casos, veio pela terapia inversa, e motiva um cliché à maneira de conclusão: se não consegues vencê-los, junta-te a eles.
ricardo.nabais@sol.pt

ESTA NOTÍCIA É DE 10 DE AGOSTO DE 2010 - Israelitas indignados com cartoon publicado em jornal português Desenho publicado no DN mostra israelita a «evoluir» desde o Holocausto até hoje

Israelitas indignados com cartoon publicado em jornal português

Desenho publicado no DN mostra israelita a «evoluir» desde o Holocausto até hoje

Por: Catarina Pereira  Catarina Pereira    |   10 de Agosto de 2010 às 17:02
Um cartoon publicado no dia 1 de Agosto no «Diário de Notícias», intitulado «evolução das espécies», está a provocar uma onda de indignação junto da comunidade israelita.

O desenho assinado por André Carrilho mostra um nazi a calcar um esqueleto israelita, que vai «evoluindo» para um soldado israelita que, por sua vez, termina a calcar o esqueleto de um palestiniano, que lhe aponta uma arma ao mesmo tempo.



«É horrível. Penso que terá indignado toda a gente, não só os israelitas. Faz troça das almas e da memória dos seis milhões de judeus executados nos campos de concentração da Alemanha», criticou o presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL), José Carp, ao tvi24.pt.

Tanto a CIL como a embaixada israelita em Portugal asseguram ter enviado cartas de protesto ao director do DN, João Marcelino, já na semana passada, mas garantem não ter recebido resposta. Ao que o tvi24.pt apurou, acabou de chegar uma carta à redacção do DN sobre o assunto, que está a ser analisada pela direcção do jornal.

«Eu até gosto de cartoons, mas há outras maneiras de se fazer as coisas. E há mesmo coisas em que não se tocam, e uma delas é o Holocausto», acrescentou o responsável da CIL.

José Carp garante que foi contactado por outras comunidades israelitas na Europa e nos EUA. «Estão chocadíssimas. Há pessoas que perderam famílias inteiras no Holocausto e troça-se disso? É de um profundo mau gosto», reforçou.

Confrontado com a possibilidade de comparação entre esta reacção e a polémica em 2005, quando o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou um cartoon sobre Maomé, o presidente da CIL lembrou que os cartoonistas dinamarqueses chegaram mesmo a ser ameaçados de morte, rejeitando semelhanças. «Cada um reage à sua maneira e nós optámos pela indignação», disse.

Já o cartoonista André Carrilho negou qualquer posição anti-semita. «Eu tento pôr-me do lado das pessoas vitimizadas. Quis fazer notar que uma pessoa que já foi vítima também se pode tornar agressor», afirmou ao tvi24.pt.

Rejeitando «qualquer julgamento ao povo judeu» (o soldado desenhado simboliza o governo de Israel e não os israelitas) ou «desculpabilização das facções terroristas», André Carrilho lembrou que também já fez cartoons contra os extremistas islâmicos, contra a Igreja Católica, e que nunca recebeu estes «ataques baixos» como resposta. «Parece que de Israel não se pode falar», desabafou.

O embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, recusou-se a prestar declarações sobre o assunto.