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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pesca da sardinha proibida deixa 2500 sem emprego - Os 2500 pescadores de sardinha vão continuar em terra e sem ajudas do Governo até março. E daí até maio haverá quota limitada, que se esgotará em cinco dias de mar para cada um dos 130 barcos.

Pesca da sardinha proibida deixa 2500 sem emprego

Os 2500 pescadores de sardinha vão continuar em terra e sem ajudas do Governo até março. E daí até maio haverá quota limitada, que se esgotará em cinco dias de mar para cada um dos 130 barcos.
 
LEONEL DE CASTRO/GLOBAL IMAGENS
Pescadores ainda têm de esperar dois meses para poderem voltar a pescar sardinha
A partir de maio, há mais limites. No Norte, exige-se a divisão da quota pelas organizações de pesca (OP). "A situação é muito preocupante, mas tem havido alguma colaboração entre nós e a administração central, no sentido de aproveitar a pouca quota existente para os meses em que a sardinha atinge um preço médio de mercado mais elevado", explicou, ao JN, Agostinho Mata, da Propeixe, a Cooperativa de Produtores de Peixe do Norte, que representa 35% da frota nacional do cerco

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Ex-técnicos do instituto que gere o Citius preparam eventual queixa-crime contra ministra

Ex-técnicos do instituto que gere o Citius preparam eventual queixa-crime contra ministra

Ministra da Justiça participou sabotagem informática à PGR, mas caso foi arquivado. Tutela quer agora a demissão dos responsáveis do IGFEJ que assinaram auditoria às falhas da plataforma.
MIGUEL MANSO
Os dois ex-funcionários do instituto responsável pela gestão do Citius, que chegaram a ser suspeitos da sua sabotagem, estão a preparar a apresentação de uma eventual queixa-crime contra a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, por denúncia caluniosa no âmbito da qual deverão ainda exigir uma indemnização.Isabel Duarte, advogada dos dois técnicos que trabalham agora na PJ, adiantou ao PÚBLICO que esteve esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) a “estudar o processo” em que foram arguidos. O caso contra o ex-director do Departamento de Arquitectura de Sistemas (a rede da Justiça) Hugo Tavares e o ex-coordenador do Núcleo de Arquitectura e Sistemas de Informação para a Área dos Tribunais,Paulo Queirós foi rapidamente arquivado.
Após o arranque do novo mapa judiciário, o bloqueio do Citius paralisou durante 44 dias os tribunais.
A advogada sublinhou que ainda está a “estudar o caso” e vai reunir com os clientes para tomar a decisão final sobre a apresentação da queixa, mas garantiu que vai pedir ao DCIAP uma certidão (para solicitar cópias de documentos) desse processo “para efeitos de acção judicial”. Questionado pelo PÚBLICO, o Ministério da Justiça não comentou.
Em causa, está o facto de a ministra da Justiça ter remetido um relatório do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) sobre as falhas no Citius para a Procuradoria-Geral da República sugerindo um inquérito por, entre outros, o crime de sabotagem informática. Mas no relatório não é mencionada a sabotagem. Um dos responsáveis do IGFEJ, Carlos Brito, disse até ao Ministério Público que “acha improvável que tenha havido qualquer sabotagem”.
Os técnicos foram ilibados em Novembro e não avançaram até agora com a queixa porque, adiantou a jurista, esperaram que se esgotassem os prazos judiciais de reacção por parte da tutela que convidou recentemente o presidente do IGFEJ, Rui Pereira, e o vogal da sua direcção, Carlos Brito, a demitirem-se. Mas estes recusaram. Deverão agora ser exonerados.
Rui Pereira não quis comentar. O PÚBLICO também tentou, sem sucesso, falar com o secretário de Estado da Justiça, António Costa Moura, que tem a tutela do IGFEJ.
Foi precisamente Rui Pereira e Carlos Brito que assinaram o relatório sobre as falhas no Citius que responsabilizava Hugo Tavares e Paulo Queirós.

A CAMINHO DE UMA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL ? - "Todavia, é possível deter esta corrida louca, mas temos cada vez menos tempo. Assim, estamos nos aproximando de momentos difíceis. A história ensina que todas as transições geopolíticas globais – e estamos imersos em uma delas – foram acompanhadas por grandes guerras. A excepcionalidade da situação atual é que, como observou uma vez Albert Einstein, “não sabemos com que armas se lutaria em uma terceira guerra mundial,


A caminho de uma Terceira Guerra Mundial?
por Atilio Borón

"Todavia, é possível deter esta corrida louca, mas temos cada vez menos tempo. Assim, estamos nos aproximando de momentos difíceis. A história ensina que todas as transições geopolíticas globais – e estamos imersos em uma delas – foram acompanhadas por grandes guerras. A excepcionalidade da situação atual é que, como observou uma vez Albert Einstein, “não sabemos com que armas se lutaria em uma terceira guerra mundial, mas sabemos com quais se lutaria na quarta, caso lá se chegasse: com pedras e paus”"


Passo a passo, o mundo parece caminhar para a Terceira Guerra Mundial. A OTAN estreita cada vez mais o círculo traçado sobre a Rússia, levando ao fim um processo que foi o objetivo político fundamental perseguido, no teatro europeu, pelos sucessivos governos democratas e republicanos que ocuparam a Casa Branca desde o começo da Guerra Fria. E a isso devemos somar a declaração de guerra econômica que, de fato, decretou o governo dos Estados Unidos.

A ofensiva da OTAN se acelerou há um quarto de século, coincidindo com a queda do Muro de Berlim em 1989. Nessa ocasião, tanto o presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush (pai), como o chanceler alemão Helmut Kohl asseguraram ao líder soviético Mikhail Gorbachev que a OTAN permaneceria dentro das fronteiras pactuadas com Moscou e os membros do Pacto de Varsóvia após o fim da Segunda Guerra Mundial. Essa promessa, como tantas outras feitas a respeito, foi logo descartada, sem muitas delongas. Menção especial deve ser feita a Helmut Kohl (é preciso lembrar que, pouco antes de abandonar seu cargo, foram revelados vários casos escandalosos de corrupção a favor de seu partido, a Democracia Cristã, e outro em proveito próprio), que deu sua palavra de que as tropas da OTAN não deslocariam “nem uma polegada” para o leste, nem sequer no território da ex-República Democrática Alemã.

Naturalmente, ocorreu exatamente o contrário. Gorbachev caiu na armadilha e começou a retirar unilateralmente as 380.000 tropas soviéticas estacionadas na Alemanha Oriental no âmbito de um tratado assinado no final da Segunda Guerra Mundial (e que contemplava um número similar ou talvez maior do que as forças dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França na Alemanha Ocidental, onde, por exemplo, Washington, ainda hoje, mantém 40.300 efetivos). Nem bem se retiraram aquelas tropas, a primeira coisa que fizeram os governos destes países – fervorosos países amantes da paz – foi instalar as forças da OTAN nos territórios da antiga Alemanha Oriental, demonstrando com contundência que tanto Kohl como Bush pai, e depois Bill Clinton, eram personagens desprezíveis, mentirosos e de uma costumaz insescrupulosidade moral.

Com a desintegração da União Soviética em 1991-1992, o terreno ficou limpo para o avanço da criação de uma versão do século 21 do “cordão sanitário” imposto contra a jovem república soviética, em 1918. Em 1999, aderiram à OTAN a República Tcheca, Hungria e Polônia, e já com George W. Bush filho, em 2004, criou-se uma nova expansão com a incorporação da Bulgária, Estônia, Letônia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Finalmente, em 2009, integraram esta coalizão “russofóbica” Albânia e Croácia. Isso não é tudo: há outros países que estão em processo de adesão à OTAN: Bosnia-Herzegovina, Macedônia e Montenegro, entre outros mais avançados. Geórgia e Ucrânia, dois países que fazem fronteira com a Rússia, estão indo para o mesmo caminho, mas ainda não são membros da organização.

A crise instalada na Ucrânia é, segundo o professor da Universidade de Chicago, John J. Mearsheimer, consequência direta da expansão da OTAN até o Leste e, em menor medida, das políticas da União Europeia para absorver esse país em seu esquema econômico e, deste modo, penetrar pela porta dos fundos na Rússia. Do argumento de Mearscheimer se infere que na crise ucraniana Moscou reagiu igual ao que fariam os Estados Unidos se a Rússia tivesse proporcionado uma “mudança de regime” e instalado um governo anti-norte-americano em um país fronteiriço como o México. Nem mais nem menos. Por isso sustenta que a crise ucraniana é responsabilidade do Ocidente (1).

Como se não fosse o bastante para tensionar a relação com a Rússia e precipitar uma guerra na Europa, o Congresso dos Estados Unidos – salvo algumas honrosas exceções, um antro de corruptos que se vendem descaradamente aos lobbies que financiam suas políticas – aprovou uma série de sanções econômicas contra este país, as mesmas que foram postas em prática pela Casa Branca (2). A mais recente, uma lei que Obama acaba de promulgar, autoriza a aplicação de novas penalidades para impedir o acesso dos principais bancos russos aos mercados de créditos dos Estados Unidos, bloquear transferência de tecnologias para a exploração de recursos energéticos, congelar os fundos de alguns aliados de Vladimir Putin e proibir sua entrada nos Estados Unidos. Soma-se a este novo ciclo de agressões econômicas as políticas da Casa Branca que derrubaram o preço do petróleo pela metade de seu valor, com o inegável propósito de debilitar o poder da Rússia, Irã e Venezuela – três países cujos governos são caracterizados pelo regime de Obama como inimigos irreconciliáveis dos Estados Unidos – e, incidentalmente, desferir um golpe mortal à OPEP.

Tal como comentei há alguns dias, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey V. Lavrov, parece ter muitas razões para acreditar que Washington adotou uma estratégia insana de “mudança de regime” para acabar com o governo de Vladimir Putin. Mas isso não é tudo: a lei aprovada unanimemente pelo Congresso, e patrocinada pelo pouco apresentável senador anti-castro Bob Menéndez (sobre quem pesam gravíssimas denúncias radicadas na justiça estadunidense), contempla um aporte de 350 milhões de dólares destinados à assistência militar da Ucrânia, 10 milhões de dólares por ano durante os próximos três “contra a propaganda russa” na Ucrânia, Moldávia e Geórgia e outros 20 milhões, também a serem desembolsados anualmente durante três anos, com a finalidade de “promover a democracia, meios independentes, acesso sem censuras à internet e combater a corrupção na Rússia” (3).

O que é isso? Intervencionismo ianque nos três países? Manobras desestabilizadoras? Utilização da violência e promoção do caos? Não! Só um mau pensamento pode acreditar nesses contos. É simplesmente o cumprimento do “Destino Manifesto” que o criador confiou ao povo norte-americano e seus governantes: levar a tocha da liberdade, a democracia, a justiça e os direitos humanos por todo o mundo, e neste caso à Rússia, a quem jamais vai perdoar por ter aberto, com sua revolução de 1917, aquela nefasta brecha na história da humanidade. Noam Chomsky, homem pouco amante das especulações teológicas, disse que os ideólogos imperiais apresentam como uma graciosa concessão do Altíssimo algo que não é nada diferente de um terrenal plano de dominação mundial, mais ambicioso ainda que o de Hitler. E que seus executores são criminosos de guerra, começando pelos presidentes dos Estados Unidos, sem exceção (4).

Plano que para sua eficaz execução precisa da insubstituível ajuda da CIA e suas torturas científicas, claro; ou da aplicação de bloqueios e brutais sanções econômicas. Como as que continuam aplicando a Cuba e que, no passado, ocasionaram a morte de 500 mil crianças no Iraque, o que, segundo a senhora Madelein Albright, embaixadora dos Estados Unidos diante das Nações Unidas e depois secretária de Estado de Bill Clinton, foi um sacrifício que “valeu a pena”. Sim, valeu a pena exterminar meio milhão de crianças iraquianas, pelo imperdoável delito de terem nascido neste país! A monstruosidade desta afirmação, endossada repetidas vezes por quem a emitiu, é uma mostra insuperável da putrefação moral do império. E do que nos espera se esta verdadeira peste prevalecer no planeta.

Concluo: já começou a Terceira Guerra Mundial? Os anunciantes e colegas do império negam, mas o papa Francisco afirmou a hipótese em diversas ocasiões. Para responder a esta pergunta, lemos o que escreveu um dos maiores filósofos políticos de todos os tempos, Thomas Hobbes: “a guerra não consiste somente na batalha e no ato de lutar, mas... na disposição manifesta sobre ela durante todo o tempo em que não há certeza do contrário” (5).

Alguém pode duvidar seriamente de que nos Estados Unidos existe uma “disposição manifesta” para a guerra? E, se assim for, não estamos em guerra, mas em sua véspera? Disposição, disse Hobbes, e isso não é pouca coisa, que se alimenta da insaciável necessidade do “complexo militar-industrial-financeiro” de vender e destruir cada vez mais armas e de investir cada vez mais recursos para sustentar essa excrescência parasitária geradora de enormes lucros. Para isso fazem guerras ,e quanto mais guerras, maior a rentabilidade do complexo.

Uma pequena parte de seus lucros se destina à sustentação do sistema político norte-americano, financiando políticos e campanhas eleitorais e obtendo em troca – em tráfico de influências – pesados subsídios, isenções fiscais e todos os tipos de benefícios para as grandes empresas do setor. As eleições nos Estados Unidos foram pervertidas a tal ponto que são simples competições para ver quem arrecada mais dinheiro com as grandes corporações, dinheiro necessário para que alguns políticos... Conquistam o poder? Não, porque o poder como construção de uma correlação fática de forças não está submetido à vontade popular e à legislação eleitoral. O poder não está em questão.

A competição eleitoral é para ver quem será responsável por representar, como um astuto relações públicas, os interesses dos poderes fáticos realmente existentes, apresentando um rosto amável, que desperte simpatias e distraia a opinião pública, como é o caso do afrodescendente Barack Obama, mas nada mais. As velhas democracias do capitalismo se degeneraram em belicosas plutocracias, e estas não surgem nem necessitam de eleições. Só precisam de políticos que sirvam como máscaras recarregadas para esconder do público a imoralidade de seus direitos e privilégios e manter os povos atolados no engano e na crença infantil de que são eles que governam através de seus governantes.

Em meio a este gigantesco golpe, aparece a inelutável necessidade da guerra, o motor que alimenta os negócios do “complexo militar-industrial-financeiro”. Um mundo de paz seria um desastre para o keynesianismo militar norte-americano. Eles precisam de guerra, de muitas guerras. E, se não as têm, inventam, para o que dispõem de inúmeros recursos humanos altamente especializados neste tipo de operação. Para esta teia de interesses, nada pode ser mais maligno do que a paz, e qualquer pretexto é bom para combatê-la.

Por isso os Estados Unidos vêm travando guerras sem solução desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Coreia, Vietnã, Laos, Camboja, Iraque, Afeganistão; agora, provavelmente, a Rússia e, amanhã, a China são os marcos mais significativos de uma lista interminável, que empurra a humanidade ao abismo com força cada vez maior.

Todavia, é possível deter esta corrida louca, mas temos cada vez menos tempo. Assim, estamos nos aproximando de momentos difíceis. A história ensina que todas as transições geopolíticas globais – e estamos imersos em uma delas – foram acompanhadas por grandes guerras. A excepcionalidade da situação atual é que, como observou uma vez Albert Einstein, “não sabemos com que armas se lutaria em uma terceira guerra mundial, mas sabemos com quais se lutaria na quarta, caso chegue: com pedras e paus” (6).

Notas:

(1) Ver “Why the Ukraine crisis is the West’s fault”, em Foreign Affairs(Septiembre-Octubre 2014)http://www.foreignaffairs.com/articles/141769/john-j-mearsheimer/why-the-ukraine-crisis-is-the-wests-fault

(2) Uma fonte indispensável para calibrar os alcances da corrupção da dirigência política norte-americana é o Center for Responsive Politics, sediado em Washington. Seus materiais podem ser consultados livremente emhttps://www.opensecrets.org/ Ver especialmente: “Washington Lobbying Grew to $3.2 Billion Last Year, Despite Economy”, por Lindsay Renick Mayer. Versão em castelhano: “Lobbistas dos Estados Unidos compraram o Congresso”, emhttp://www.atilioboron.com.ar/2011/06/el-congreso-de-eeuu-nido-de-la.html#more

(3) Peter Baker, “New Russia Sanctions Bill Will Be Signed by Obama, White House Says”, em New York Times, 16 de Dezembro, 2014. Emhttp://www.nytimes.com/2014/12/17/world/europe/obama-signing-russia-ukraine-sanctions-bill.

(4) Ver deste autor sua Hegemonia ou sobrevivência. O domínio mundial dos Estados Unidos (Bogotá: Norma, 2004), livro no qual desenvolve amplamente este raciocínio e fornece os fundamentos empíricos do mesmo.

(5) Leviatã (México: Fundo de Cultura Econômica, 1940), pg. 102.

(6) Sobre a transição geopolítica global de nosso tempo, refere-se à minha América Latina na Geopolítica do Imperialismo (Buenos Aires: Ediciones Luxemburg, 2014), Quarta Edição Ampliada e Revisada, onde são examinados exaustivamente estes temas.


Traduzido por Daniela Mouro, do Correio da Cidadania.





UM GRANDE NÚMERO DE POLE DANCE



Entre o erotismo e a poesia corporalJenyne Butterfly deleita o mundo com uma magistral exibição de pole dance intitulada "Pole Pressure".Sua apresentação foi indicada por muitos como a melhor na história. As firulas iniciais delatam um possível fiasco -Jenyne tenta ser sensual e não é- e até podem causar a impaciência de perguntar quando afinal começará o número, mas quando a mulher pega no cano... meu amigo, o que é isso?

Graças a uma admirável força e controle do corpo, o que seguramente é o resultado de uma disciplina quase mística, esta artista faz uma apresentação memorável, uma exibição do verdadeiro manifesto da retórica e beleza corporal. Mesmo que não goste, vale a pena assistir.




Charlie e meio - O Maio de 1968 deu ao mundo e à França, entre outras coisas, o 'Charlie Hebdo' e o 'Libération'. E deu à esquerda europeia uma nova via (que não a terceira), moderna, culta e expansionista.

Charlie e meio

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
O Maio de 1968 deu ao mundo e à França, entre outras coisas, o 'Charlie Hebdo' e o 'Libération'. E deu à esquerda europeia uma nova via (que não a terceira), moderna, culta e expansionista. Foi no Maio de 68 que nasceu o PS português e que se deram as revoltas estudantis em França e com mais relevo em Portugal, em Coimbra. Reivindicavam a liberdade de expressão e de imprensa e de acesso à cultura, reivindicavam as liberdades de um Estado de Direito, com igualdade de oportunidades para todos. No século 21 a igualdade de oportunidades continua por alcançar, principalmente em Portugal.
O atentado ao 'Charlie Hebdo' teve no entanto o condão de pôr toda a gente a falar de liberdade de expressão e de imprensa. Mesmo para quem não sabia o que era. Aliás, diga-se de passagem, que os terroristas conseguiram tudo o que não deviam querer. Os cartoons do 'Charlie Hebdo' foram exponenciados ao infinito, o mundo uniu-se em torno da liberdade de expressão e de imprensa.
No entanto, e porque é sempre necessário algum distanciamento, a verdade é que muitos dos cartoons do 'Charlie Hebdo' roçavam e ultrapassavam mesmo o limite da provocação e do insulto. Não me refiro em específico aos relacionados com o Islamismo, porque a sátira era dirigida em todas as direcções, mas vi hoje um relativo ao 25 de Abril de 1974 em Portugal, em que se representa um padre a fazer a saudação nazi. Não, não tiveram o que mereceram, esses assuntos resolvem-se em Tribunal, ao contrário do fazem e pensam os extremistas. E essa é a grande diferença entre quem acredita na liberdade e quem faz da religião um meio para a barbárie. E que não são a esmagadora maioria dos islamitas. É outra lição a tirar dos ataques de Paris. Os radicais terroristas eram cidadãos franceses. Europeus.
Já agora, se quiserem um exemplo de radicalismo, extremismo e populismo basta ouvir as declarações e as propostas de Marine Le Pén e da sua Frente Nacional, que tentando tirar dividendos políticos da desgraça, cavalga a onda da xenofobia e até já propôs a pena de morte.
Se quisermos ir mesmo ao cerne da questão, é estudar a história da criação do Estado de Israel e todos os sucessivos atropelos ao direito internacional que ainda hoje se mantêm. O povo judeu foi dos mais massacrados no século passado, o povo palestiniano também, curiosamente as vítimas viraram opressores. Com isto não quero dizer que os fins justificam os meios. Mas um rastilho aceso leva sempre a uma bomba e um terrorista será sempre um terrorista, criminoso cobarde.
Para fechar de vez o tema, e porque já fui 'bombardeado' com horas intermináveis de directos sobre o extremismo islâmico e especialistas que nascem como cogumelos deixo só umas pequenas afirmações/interrogações:

- O Correio da Manhã é um exemplo de liberdade de imprensa!
- Em Portugal já morreram quase meia dúzia de portugueses devido a abandono pelos serviços médicos e o assunto deixou de merecer qualquer importância!
- Em dois dias as televisões portuguesas já dedicaram mais horas de informação ao extremismo islâmico do que deram ao longo do último ano ao massacre palestiniano ou à guerra no Iraque e na Síria e aos 300.000 sírios mortos, sem falar dos deslocados e refugiados!
- José Sócrates tem ou não direito a dar uma entrevista? Tem liberdade de expressão e de defesa pública ou não?

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AS FAVELAS DE XANGAI - 150 anos atrás, Xangai era uma cidade portuária velha, com ruas sujas, armazéns antigos, cheia de bordéis e tráfico de ópio, rodeada por campos de arroz. Mas em meados do século 19, ali começaram a chegar grandes empresas ocidentais e a cidade começou a mudar: construíram centros financeiros, bancos, shoppings e embaixadas. As cabanas de taipa deram lugar a grandes prédios de alvenaria e hoje a cidade é uma metrópole ultra moderna, com enormes arranha-céus.

150 anos atrás, Xangai era uma cidade portuária velha, com ruas sujas, armazéns antigos, cheia de bordéis e tráfico de ópio, rodeada por campos de arroz. Mas em meados do século 19, ali começaram a chegar grandes empresas ocidentais e a cidade começou a mudar: construíram centros financeiros, bancos, shoppings e embaixadas. As cabanas de taipa deram lugar a grandes prédios de alvenaria  e hoje a cidade é uma metrópole ultra moderna, com enormes arranha-céus.

Favelas de Xangai 01
A vila que originalmente tinha uma economia baseada na pesca e no setor têxtil, cresceu muito de importância no século XIX devido à localização favorável do seu porto e como uma das poucas cidades chinesas abertas ao comércio exterior. A cidade floresceu como um centro de comércio entre o oriente e o ocidente  e tornou-se, além de um centro cosmopolita da cultura e do design, o maior centro comercial e financeiro da China continental e é descrita de forma recorrente como o grande exemplo da pujança da economia chinesa. Xangai é hoje a maior cidade da República Popular da China e uma das maiores áreas metropolitanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes

No entanto em alguns lugares da cidade, ainda há resquícios dos bairros pobres, moradores de favelas, que a cada ano desaparecem sob o avanço de novos edifícios. Este post faz uma passeio nestas áreas de favelas.
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Fonte: Mb-World.


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A ARTE NOS CAMIÕES PAQUISTANESES - Além das pinturas, existem vários outros ornamentos que adornam estes veículos de grande porte. Por exemplo, alguns motoristas gostam de ter correntes luminosas acopladas na parte inferior, para que os caminhões façam um alegre barulho estridentes quando sobem ou descem as estradas. Há também quem goste de grandes modelos tridimensionais de aves ou animais anexados ao lado de seu caminhão.

De fato, os caminhões no Paquistão  não são apenas um meio de transporte, mas peças de arte para serem olhadas e admiradas. O que é bacana sobre esta forma de arte é que ela é complexa, mas usa desenhos simples em cores brilhantes. Quase cada centímetro do caminhão é coberto e tudo é refeito, incluindo o logotipo do fabricante para que o resultado seja único e exclusivo.

Arte dos coloridos caminhões paquistaneses 24
As pinturas variam muito, dependendo do que o dono gostaria de ver em seu caminhão. Alguns pedem retratos de seus filhos, outros querem os de personalidades famosas, mas a maioria deixa a critério do artista.

Além das pinturas, existem vários outros ornamentos que adornam estes veículos  de grande porte. Por exemplo, alguns motoristas gostam de ter correntes luminosas acopladas na parte inferior, para que os caminhões façam um alegre barulho estridentes quando sobem ou descem as estradas. Há também quem goste de grandes modelos tridimensionais de aves ou animais anexados ao lado de seu caminhão.

Seja qual for o projeto,
os motoristas parecem "amar de paixão" seus veículos. Dizem que a prática da pintura em caminhões iniciou como uma forma dos motoristas levarem um lembrete de suas casas junto a eles, onde quer que fossem. Hoje, dizem que decoram seus caminhões porque acham bonito dessa forma. Eles participam ativamente do processo de pintura e, portanto, acabam tendo um maior sentimento de apego com seus caminhões e a arte nele impressa. A arte é tão popular que alguns carros de passeio e táxis também aderiram ao adorno pinturas.

As pinturas de caminhões paquistaneses estão agora sendo reconhecida como uma forma séria de arte popular. Algumas galerias de arte exibem objetos menores pintados de forma semelhante, tais como canecas, copos, lanternas e panelas.
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