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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

IMPRESSIONANTE MURAL PINTADO COM OS DEDOS - Definitivamente os dedos não são a coisa mais esquisita que um artista pode usar como meio para realizar suas obras. Quem é que quando criança não lambuzou a mão de tinta e feliz rabiscou toda a parede como se estivesse desenhando um novo mundo que só existe na nossa inocente imaginação? Basta

Definitivamente os dedos não são a coisa mais esquisita que um artista pode usar como meio para realizar suas obras. Quem é que quando criança não lambuzou a mão de tinta  e feliz rabiscou toda a parede como se estivesse desenhando um novo mundo que só existe na nossa inocente imaginação? Basta também zapear acategoria de Artes  do nosso site, ali no menu a esquerda, para descobrir mais de um par de posts com artistas usando este meio, mas eu não tinha idéia que alguém poderia usar suas mãos para criar um trabalho tão detalhado.


Eu já havia visto as pinturas feitas a dedo de Judith Braun há algumas semanas e considerava mesmo em postá-las -estava na fila-, mas enquanto estas obras de arte eram apenas lindas, o seu novo trabalho, um enorme mural feito em carvão, dá um novo sentido ao adjetivo "impressionante".

Quero dizer, ao olhar as fotos abaixo, dá para acreditar que a obra foi feita exclusivamente com as pontas dos dedos? Uma área de 12 x 48 metros de obra-prima criada utilizando a técnica de Judith, que envolve basicamente cobrir as pontas dos dedos com pó de carvão e guiá-las através da tela gigante. Intitulado "Pó de Diamante", esta magnífica obra é o maior projeto realizado por Judith até a data.

Mais bacana ainda é o fato de que ela consegue criar beleza perfeitamente simétrica, o que faz a gente imaginar de pronto que pinta com as duas mãos ao mesmo tempo para conseguir este efeito simplesmente fantástico. E, acredite ou não, só levou alguns dias para completar seu trabalho.
Impressionante mural pintado a dedo 01
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Impressionante mural pintado a dedo 03
Impressionante mural pintado a dedo 04
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Mensagem de Ano Novo

A minha mensagem é

Que em dois mil e quinze
Me levante todos os dias
E todos se levantem
Que se levante a vida
Que se levantem os mortos
Que se levante o povo
Que se levante o país
Que se levantem as vozes
Que se me levante a voz
Que se me levante o falo
Que a falar é que a gente se entende
E que outros valores mais altos se levantem
Que não os do oeste ou de levante

E que de hoje a um ano eu me levante disposto a gravar mais uma mensagem e vós a gramá-la:




reidosleittoes.blogspot.pt

FOTOGRAFIA - OS SEM TECTO DE MIAMI - O britânico Lee Jeffries é um destes fotógrafos contemporâneos cuja assinatura fotográfica é facilmente reconhecível, é inconfundível. Basta ver um de seus retratos, quase sempre em P&B, para saber que são cliques seus.

O britânico Lee Jeffries  é um destes fotógrafos contemporâneos cuja assinatura fotográfica é facilmente reconhecível, é inconfundível. Basta ver um de seus retratos, quase sempre em P&B, para saber que são cliques seus. Uma das preferências deste fotógrafo de Manchester são as fotografias dedicadas aos desabrigados,  como já vimos no post "Muita história para contar", com imagens realizadas em diversas cidades do mundo. Agora ele retorna ao tema com fotos de sem-teto em Miami.


A simples menção da palavra Miami está associada em nosso senso comum com glamour, turismo, gente chique e rica; algo bem diferente do mostrado por Jeffries nestas fotos. Assim como qualquer outra grande cidade, Miami tem suas especificidades próprias, e uma delas está estreitamente ligada à vida de desabrigados.

- "Todas essas pessoas", diz Jeffries. " - são parte da sociedade e há a necessidade de tratá-los adequadamente. Não precisamos ter medo deles. Precisamos sim respeitá-los e ajudá-los o mais breve possível".

Eu não sei se concordo muito com a ideia que Lee Jeffries faz dos desabrigados, mas não posso deixar de admirar suas inquietantes fotografias.
Os Sem-teto de Miami 01

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A COQUETE DE SERVIÇO - Joana Amaral Dias: ‘As pessoas não vão comer melhor com a união da esquerda’

Joana Amaral Dias: ‘As pessoas não vão comer melhor com a união da esquerda’  


Saiu do BE em ruptura e integra o ‘Juntos Podemos’, movimento que recolhe assinaturas para se transformar em partido. Sócrates, diz, é problema do PS e não da esquerda. 
Prefiro alguém que fala com frontalidade das suas propostas, como Seguro
O ‘Juntos Podemos’ recolhe assinaturas para se transformar em partido, mas a decisão será tomada mais tarde. O que vos pode impedir de ir às urnas?
Nós somos um movimento e em condições nenhumas funcionaremos como partido. Existe a possibilidade de concorrermos às eleições. Mas mesmo com as assinaturas, podemos chegar à conclusão que não temos enraizamento popular. A partir de agora vamos estar concentrados em alargar a nossa base social. 
Recusam admitir que são de esquerda ou de direita. Onde estão?
Esta linguagem da esquerda e da direita é insuficiente para explicar o que se passa neste momento, caso contrário não tínhamos em Espanha as ruas cheias no 15 de Março e semanas depois a urnas cheias de boletins de voto na direita, nas eleições europeias. 
O Livre vai tentar puxar o PS mais para a esquerda. Vê uma solução de esquerda sem o PS?
Não somos tão crédulos como o Livre. Não acreditamos que o mundo vai mudar e que podemos fazer outra política com este Tratado Orçamental. Mas acho o discurso da união à esquerda completamente escaganifobético. Não sei exactamente o que se pretende unir. Onde está a esquerda? Estão a falar do PS? O PS é de esquerda? O ‘Podemos’ espanhol não se uniu ao PSOE. As pessoas não vão comer melhor ou criar melhor os seus filhos com a união de esquerda. As pessoas estão a viver muito abaixo das suas possibilidades e os partidos muito abaixo das suas responsabilidades. É para isso que precisamos de respostas. 
Não poderiam ter mais força eleitoral ao lado do PCP ou do BE?
Não queremos casar. Tanto o PCP como o BE estão concentrados na sua vertente eleitoralista e não em fazer regressar a questão ao social e em perguntar às pessoas como é que elas se podem organizar para se imporem na escolha do modelo económico em que vivemos, na luta contra a corrupção e por mais democracia.
Esta desunião à esquerda não pode ser útil a António Costa para justificar uma aliança com o PSD? 
Se o PS não tiver maioria absoluta é da sua inteira responsabilidade, pelo lastro de destruição que deixou no país. O PS falhou na oposição à escalada e ao galope do capital e da especulação financeira. Se o PS falhar a maioria, a culpa é de quem luta contra isso?
O PS de Costa é diferente do PS de António José Seguro?
Há uma coisa que eu sei: António Costa não é diferente daquilo que o PS tem sido até agora. Além disso, prefiro alguém que fala com frontalidade das suas propostas, como Seguro, e não quem se resguarda de uma forma que não acho de democrata. Costa não apresentou as suas ideias e não as trouxe para terreiro, quando faltam poucos meses para eleições.
Costa irá travar o ‘menino’ Passos Coelho, como a Joana pediu no Novo Rumo do PS, no tempo de Seguro? 
Alguém que aventa a possibilidade de se unir ao PSD – nem sequer é preciso concretizar – obviamente que não vai travar nada. Só vai pôr achas na fogueira. 
A prisão preventiva de José Sócrates afecta toda a esquerda?
Afecta sobretudo o PS, que não pode ficar nem na via de Costa, que faz um Congresso e não fala do assunto; nem na via de Sócrates, que quer transformar um caso de Justiça num caso político, lavando roupa suja na praça pública. O PS tem de fazer uma reflexão sobre os seus problemas.
Foi a primeira notável a sair do BE. Teve razão antes do tempo?
O BE, que apareceu como partido/movimento, tornou-se num projecto com pouca democracia interna, com pouco debate interno e com pouca possibilidade de enraizamento popular. Esgotou esta possibilidade no meio de quezílias cristalizadas. O BE é hoje uma sombra do que foi.

LOUCOS VEÍCULOS DO PASSADO - Muitos inventores do século passado demonstraram uma extraordinária criatividade para o desenho de automóveis e veículos e este post de imagens é só uma pequena mostra da genial inventividade vivida neste século que foi de pura ebulição. Somente alguns veículos, entre os muitos que vale a pena recordar ou saber que um dia existiram.

Muitos inventores do século passado demonstraram uma extraordinária criatividade para o desenho de automóveis  e veículos e este post de imagens é só uma pequena mostra da genial inventividade vivida neste século que foi de pura ebulição. Somente alguns veículos, entre os muitos que vale a pena recordar ou saber que um dia existiram.

Loucos veículos do passado
Automodul, de Jean Pierre Ponthieu, foi o centro de todas as atenções na inauguração da primeira Racing Car and Cycle de Paris, em 21 de Fevereiro de 1970. Denominado por seu inventor como "Carro do Ano 2000", este carrinho podia fazer cavalinhos de pau e girar sobre seu próprio eixo.
Loucos veículos do passado
O veículo anfíbio Amphicar Ai-Ell no rio Tai, Escócia, durante a temporada de pesca de salmão. O Amphicar foi o primeiro veículo anfíbio produzido em série para a venda ao público, a partir de 1961. Foi um dos mais bem sucedidos autos anfíbios civis de todos os tempos e é apreciado como automóvel de colecionadores hoje em dia.
Loucos veículos do passado
Um ConVairCar modelo 118 durante um teste de vôo na Califórnia, em novembro de 1947. Este veículo híbrido foi desenhado por Teodoro P. Hall para a sociedade Consolidated Vultee Aircraft de San Diego, mas nunca chegou a ser produzido em série e só foram construídos dois modelos.
Loucos veículos do passado
O vendedor Mike Dreschler abastecendo seus patins motorizados em um posto de gasolina próximo de Hartford, Connecticut, em 11 de maio de 1961. O motor refrigerado a ar, que leva pendurado às costas, só precisava de 1 cavalo de potência para mover toda a carga ônus.
Loucos veículos do passado
A. Graham de Kingston, Surrey, desenhou este original veículo de três rodas com uma portas de inspiração náutica. Atingia uma velocidade máxima de 70 quilômetros por hora com um corpo totalmente fabricado em chapa de ferro.
Loucos veículos do passado
Um grupo de pessoas testando um espaçoso veículo movido pelo vento, em um trecho vazio de areia da praia de Skegness, Lincolnshire, em 1932. Eram veículos que funcionavam de maneira muito parecida a um barco a vela, com a diferença de que eram controlados desde uma posição sentada ou deitada e dirigidos por alavancas acionadas por pedais ou manualmente.
Loucos veículos do passado
Quatro homens testando o novo veículo de três rodas da companhia Davis Motor Car pelas ruas de Los Angeles, Califórnia, em 1947. A companhia Davis Motor Car, produziu automóveis de três rodas de 1947 até 1948, e fechou em 1948 por não poder honrar às dívidas acumuladas.
Loucos veículos do passado
Um bonde descoberto e de apenas um andar dos serviços de transporte de Blackpool em Lancashire, Inglaterra, em 1934. Esta rede de bondes remonta-se a 1885 e era uma das mais antigas redes elétricas de bondes do mundo.
Loucos veículos do passado
Clive Talbot em seu carro construído com o corpo de uma embarcação. Chiswick em Londres, 1959.
Loucos veículos do passado
Um experimento pioneiro de carroceria aerodinâmica para automóveis, desenhada por Paul Jaray, testado pela primeira vez nas ruas de Berlim, no ano de 1935. Ao fundo divisa-se o Portal de Brandenburgo.
Loucos veículos do passado
Um transportador de esteiras, movido com um motor de 24 cavalos de potência, transporta turistas da parte continental de Bigbury em Devon a Burgh Island, uns quinhentos metros de distância. 1935.
Loucos veículos do passado
Um homem em um veículo de pedais e engrenagem de bicicleta em uma rua do West End de Londres, em setembro de 1928.
Loucos veículos do passado
Um veículo de neve movido por hélice e inventado por Thadeus Smith, que atingia uma velocidade superior aos 110 quilômetros por hora durante os testes em um lago congelado de Wisconsin. 30 de março de 1925.


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A dívida, a alternativa…e os direitos humanos - Uma entrevista do presidente do Equador, Rafael Correia, (1) mostra como um pequeno país de pouco mais de 15 milhões de habitantes, dominado pelos EUA e multinacionais, lhes fez frente com êxito. Duas condições básicas: defesa absoluta dos interesses nacionais e unidade popular.

A dívida, a alternativa…e os direitos humanos

Uma entrevista do presidente do Equador, Rafael Correia, (1) mostra como um pequeno país de pouco mais de 15 milhões de habitantes, dominado pelos EUA e multinacionais, lhes fez frente com êxito. Duas condições básicas: defesa absoluta dos interesses nacionais e unidade popular.
São aliás estas condições que a política de direita e seus “consensos” procura por todos os meios combater, desacreditar, pondo os interesses das multinacionais, da finança, das oligarquias, acima dos interesses do povo e do país.
O Equador realizou uma auditoria à sua dívida externa utilizando critérios internacionalmente definidos, eliminou assim o que foi considerado dívida ilegítima. A partir daqui renegociou com êxito a dívida nos seus juros, prazos, e montantes. Surpresa: hoje é a finança internacional que procura fornecer capitais ao Equador e tem atribuída a classificação AAA.
No início diziam: se não pagar, não damos mais. Mas o Equador pagava muito mais do que recebia! Tal como Portugal. A direita enche a boca com o dinheiro que vem de Bruxelas e com os empréstimos senão era a bancarrota, quando há mais de uma década que o país é contribuinte líquido, contando com juros e transferência de capitais e lucros.
Diz RC: Os interesses do capital financeiro, dos banqueiros internacionais, do FMI, são pura ideologia, não é teoria, não é nada. Aqui no Equador, estamos defendendo os interesses do povo e não os do capital financeiro. Chamam a isto populismo.Populismo: é o termo da elite, quando não entendem o que está acontecendo. Tudo o que eles não entendem, é populista. Definam o que é populismo... porque este governo é  o mais técnico que alguma vez teve este país.
As perguntas do jornalista espanhol oscilaram entre a provocação e a manipulação de conceitos, semelhantes ao que é vigente na comunicação social e partidos do “consenso” neoliberal-imperialista.
RC é então acusado de ter sido duro com empresas petrolíferas que operavam no país. Resposta – Elas pilhavam o país. (o jornalista escandaliza-se) Não havia ninguém para defender o país. Os advogados das multinacionais eram ministros. O país ficava com apenas 20% do rendimento. As negociações duraram 3 anos, mas a situação inverteu-se. Algumas empresas partiram, moveram processos internacionais. A produção privada baixou. Mas não fomos derrotados. Obtivemos o fim desses contratos, passaram a empresas do Estado, a Petroamazonas, e a produção manteve-se.
Expropriou-as, diz o jornalista. Não, eles é que partiram e os recursos voltaram para o seu legítimo proprietário: o povo equatoriano.
Hoje a China financia projetos de desenvolvimento. A China faz-nos empréstimos, tal como a Rússia, o Brasil, etc. Sem nos imporem condições.
Aqui aparece a história dos direitos humanos, visto não haver mais argumentos: Negociar com a China, que não é o melhor exemplo de país que respeite os direitos humanos…
RC - Nessas circunstâncias, não falávamos com ninguém, porque o país que mais viola os direitos humanos no nosso continente são os Estados Unidos.
Esta entrevista parece-nos um esclarecedor contributo para uma real alternativa política no nosso país em que, a propósito de direitos humanos, refira-se que são constantemente violados em Portugal, e por praticamente toda a UE, sob a canga da austeridade.
Sim, uma alternativa é possível…


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QUANDO AS PROSTITUTAS GOVERNARAM A IGREJA - A história do papado no período compreendido entre a nomeação de Sergio III em 904 e a morte de João XII em 964, entrou para a história como Saeculum Obscurum (a idade negra)

 A história do papado no período compreendido entre a nomeação de Sergio III em 904 e a morte de João XII em 964, entrou para a história como Saeculum Obscurum (a idade negra) ainda que seja também conhecido como Governo das Putas ou Pornocracia, tal como escreveu o cardeal e historiador do século XVI, Cessar Baronio, em seus Anais Eclesiásticos. Durante este período os papas foram fortemente influenciados por duas meretrizesTeodora e Marózia, mãe e filha.

Quando as prostitutas governaram a Igreja
Depois da morte de Leão V, apoiado pela família Spoleto e por seu primo Teofilacto, senador e magister militum de Roma, elegeram Sergio III em 904 como o novo papa. Como recompensa Teofilacto foi nomeado vestararius (o homem que controlava as finanças) e mais tarde foi indicado cônsul, e sua esposa Teodora,senatrix de Roma.

Teodora, também apoiou o novo Papa... mas como habituée em sua cama, onde lhe ajudava a tomar as decisões mais importantes. Com 15 anos, e seguindo os passos da mãe, Marózia também passou pela cama do Papa com o qual teve um filho, João. Depois da morte de Sergio III, Teodora nomearia os três seguintes: Anastácio IIILando e João X em 914. Dois anos mais tarde Teodora faleceu e Marózia tomou as rédeas em sua mãos.

As discrepâncias com João X logo foram notadas e utilizando o poder de seu segundo marido, Guy de Toscana, conseguiu mandá-lo para a prisão onde morreu em estranhas circunstâncias.
Quando as prostitutas governaram a Igreja
Assim como a pérfida mãe, escolheu os três seguintes papasLeão VIEstevão VII e João XI, o filho que teve com Sergio III. João XI, por sua vez, outorgou o poder absoluto à mãe, nomeando-a senatrix Patricia Romanorum.

Depois do falecimento de seu segundo marido, Marózia tentou seguir ganhando poder casando-se com Hugo, rei da Itália, mas tinha um pequeno grande problema: pequeno porque precisava anular seu casamento ainda que seu filho fosse o Papa e grande porque seu outro filho -fruto de seu primeiro casamento com Alberico I dos Spoleto-, Alberico II, liderava a oposição àquele casamento.

Alberico II assumiu o título de príncipe e senador dos romanos e governou Roma. No dia dos esponsais de sua mãe com o rei Hugo mandou prendê-la em uma masmorra onde ficou até sua morte em 936. O filho assumiu então o papel da mãe e continuou escolhendo papas até que em 955 nomeou também seu próprio filho, e por tanto neto de Marózia e bisneto de TeodoraJoão XII que ocuparia o trono de Pedro até 964.


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Seis perguntas chegaram para Sócrates cair em contradição - Na entrevista à TVI, o ex-primeiro-ministro insiste que a prisão do motorista teve como objectivo pressionar, confessa que teve problemas de dinheiro em Paris e admite ter ido várias vezes a Espanha

Seis perguntas chegaram para
 Sócrates cair em contradição 

Na entrevista à TVI, o ex-primeiro-ministro insiste que a prisão do motorista teve como objectivo pressionar, confessa que teve problemas de dinheiro em Paris e admite ter ido várias vezes a Espanha

Em apenas seis respostas a partir da cadeia de Évora, José Sócrates tentou explicar, detalhadamente e por escrito, como foi detido de forma “injusta e injustificada”. Garantiu que o seu carro nunca passou de Espanha e admitiu que pediu empréstimos ao amigo Carlos Santos Silva – igualmente detido – para fazer face a “algumas dificuldades de liquidez”. 


Na entrevista à TVI – que o advogado de defesa diz não ter sido uma entrevista –, o ex-primeiro-ministro caiu várias vezes em contradição. Com declarações suas, dos seus advogados e da defesa do motorista João Perna. O i passou as respostas do ex-governante a pente fino e comparou-as com factos e declarações anteriores. 

Prender para falar  
Na entrevista que deu ao i a 27 de Dezembro, Ricardo Candeias, advogado do motorista João Perna, rejeitou a tese de que as detenções da Operação Marquês fossem ilegais ou tivessem como finalidade fazer os arguidos falar – ao contrário do que dissera o advogado de Sócrates. “Não, nunca. Não senti isso em tempo algum”, afirmou o advogado, acrescentando que o tribunal “está proibido de prender alguém para que fale”. 

Menos de uma semana depois, e na carta enviada à TVI, José Sócrates voltou a defender que a sua prisão, a do amigo Carlos Santos Silva e a do motorista são “injustas e injustificadas”. “No fundo, essas prisões foram ordenadas, como a minha, sem factos que as possam fundamentar”. No caso da detenção de Perna, o ex-primeiro-ministro foi até mais longe: “Tratou-se de utilizar a prisão para aterrorizar uma pessoa que julgavam vulnerável de modo a tentar obter-se sabe-se lá que informação. Um abuso”. Já Ricardo Candeias, na entrevista ao i, assegurou que o motorista nunca foi pressionado: “Do que sei, nunca me apercebi que tenha havido qualquer pressão fosse a que nível fosse”. 

As idas ao estrangeiro  
A versão apresentada por José Sócrates sobre as idas do motorista ao estrangeiro também colide com as explicações de Ricardo Candeias e até com as justificações do próprio advogado de defesa, João Araújo. O ex-primeiro-ministro garantiu que João Perna nunca lhe foi entregar malas com dinheiro a Paris. “Nunca o meu motorista foi a Paris; nunca me levou nenhuma mala de dinheiro; e nunca o meu carro foi além de Espanha (onde fui passar curtos períodos de férias e pouco mais)”. 

A versão do advogado do motorista é outra. Ricardo Candeias admitiu que o seu cliente “saiu várias vezes de Portugal” para “fazer recados, transportar pessoas, etc.” a José Sócrates. Há ainda uma terceira versão: a do advogado do ex-primeiro-ministro. Numa recente entrevista à TVI, João Araújo reafirmou que João Perna nunca terá saído de Portugal como motorista de Sócrates “Foi uma vez a Badajoz fazer a revisão do carro. É aqui ao lado”, ironizou. 

Os empréstimos do amigo 
  Nas seis perguntas enviadas da prisão, Sócrates contou que, devido a “algumas dificuldades de liquidez” que atravessou “em certos momentos”, recorreu “várias vezes” a empréstimos concedidos pelo amigo Carlos Santos Silva. “Sinceramente, não me parece que pedir dinheiro emprestado a um amigo seja crime”, acrescentou. 

As “dificuldades de liquidez”, segundo a carta do ex-primeiro--ministro, aconteceram quando teve “parte da família em Paris” e no período em que viveu entre a capital francesa e Lisboa. Porém, em 2013, numa entrevista à RTP, Sócrates admitiu ter pedido um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos (CGD), depois de sair derrotado das eleições legislativas de 2011. “A primeira coisa que fiz quando saí de primeiro-ministro foi pedir ao meu banco um empréstimo para ir viver um ano para Paris, sem nenhuma responsabilidade a nível profissional”, contou. O empréstimo rondou os 100 mil euros e, segundo o jornal “Sol”, o ex-governante gastou 95 mil num Mercedes pago a leasing. 

Em Paris, onde estudava Filosofia Política, e apesar das “dificuldades de liquidez”, Sócrates gastaria, de acordo com as contas do “Correio da Manhã”, 15 mil euros por mês. E, diz  o “Sol”, frequentava os mais caros restaurantes da capital francesa. 
 
A proibição das entrevistas  
As contradições de José Sócrates não se ficam pela carta à TVI. No fim-de-semana, o advogado de defesa Pedro Delille disse aos jornalistas que as seis respostas do ex-primeiro-ministro “não foram uma entrevista”. Porém, Sócrates escreve várias vezes, na carta, que se trata de uma entrevista e a primeira frase é mesmo: “Dou esta entrevista em legítima defesa”. 

Pedro Delille também disse que “não há nenhuma decisão do director geral” dos Serviços Prisionais” no sentido de proibir José Sócrates de dar entrevistas. Contudo, a defesa do ex-primeiro-ministro, sabe o i, foi informada por Rui Sá Gomes do impedimento de o fazer. 

Após a detenção em Évora, o “Expresso” e a RTP apresentaram pedidos formais para entrevistas, que foram encaminhados ao director-geral. Rui Sá Gomes consultou o juiz Carlos Alexandre e o Ministério Público – que, ao abrigo da Lei de Execução de Penas, declinaram os pedidos. E Rui Sá Gomes comunicou esse facto à defesa de José Sócrates. 

* Não nos apetece muito dar notícias sobre o aldrabão do Socrates, aldrabão é, criminoso a justiça há-de apurar, mas esta notícia até tem piada.



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UM JOVEM E SEU BURRO FORAM HERÓIS NA 1ª GUERRA MUNDIAL - John "Jack" Simpson Kirkpatrick nasceu em South Shields (Inglaterra) em 1892; era um rapaz solitário, sempre rodeado de animais e que desde muito jovem já começou a dar mostras de seu caráter: com apenas 13 anos salvou dois garotinhos que estavam se afogando no rio Tyne. Seu pai morreu quando tinha 17 anos e ele passou a ser o arrimo da família, sustentando a mãe e irmã. Era um exemplo de filho querido e amado.

John "Jack" Simpson Kirkpatrick nasceu em South Shields (Inglaterra) em 1892; era um rapaz solitário, sempre rodeado de animais e que desde muito jovem já começou a dar mostras de seu caráter: com apenas 13 anos salvou dois garotinhos que estavam se afogando no rio Tyne. Seu pai morreu quando tinha 17 anos e ele passou a ser o arrimo da família, sustentando a mãe e irmã. Era um exemplo de filho querido e amado.

Um jovem e seu burro, heróis da Primeira Guerra
Quando chegou aos 18, Simpson decidiu se alistar como fogueiro no navio da marinha mercante SS Yedo. Durante a viagem à Austrália deu-se conta de que aquilo não era para ele. Passava muito tempo encerrado sem ver a luz do sol, uma férrea disciplina mesmo para alguém que se adaptava facilmente às piores adversidades.
Um jovem e seu burro, heróis da Primeira Guerra
Quando chegaram a Newcastle (Austrália), desertou. Ali trabalhou cortando cana, nas minas de carvão e, sobretudo, como pastor. Apesar de não ganhar muito, seguia sempre enviando dinheiro a sua família ainda que mal sobrasse para sobreviver. Depois do início da Primeira Guerra Mundial, Jack se alistou na ANZAC(Australian and New Zealand Army Corps) e foi assentado no Corpo Médico como maqueiro. Na verdade pouco se importava com aquela guerra, para ele era só uma forma de regressar para casa no comboio da ANZAC, com o SS Medic onde foi embarcado com destino para a Europa.
Um jovem e seu burro, heróis da Primeira Guerra
Mas algo deu errado: o comboio foi desviado a Egito e em alguns meses mais tarde à Turquia. A Campanha de Galípoli, também chamada batalha dos Dardanelos, foi uma operação combinada, em forma de desembarque, entre britânicos, franceses e a ANZAC para controlar o estreito dos Dardanelos.
Um jovem e seu burro, heróis da Primeira Guerra
Quis o destino que, por algum erro de cálculo e a bisonhice dos comandos, as tropas aliadas ficassem presas entre o mar e as colinas em poder dos otomanos. O grande número de baixas obrigou a reduzir o número de maqueiros por unidade a somente dois, e Simpson, que sempre se entendeu melhor com os animais do que com as pessoas, decidiu, por sua conta e risco, que seu colega seria um burro que tinha encontrado na montanha ao qual chamou de Duffy. Com Duffy dedicou-se a levar os feridos desde a frente de batalha até a praia e quando regressava para recolher mais, levava água aos soldados.

Todos os dias, a partir das 6:30 da manhã até a noitinha, entre disparos de metralhadoras, atravessava o campo de batalha para recolher os feridos. Como agia por sua conta, inclusive dormia e comia com os soldados indianos de uma unidade de artilharia que tinham mulas, seu oficial no comando lhe ameaçou com a prisão por causa da indisciplina, mas quando viu a popularidade e respeito que Jack conquistara entre a tropa, esqueceu do assunto. Durante 24 dias, e 15 vezes ao dia, Jack e Duffy atravessaram aquele inferno até que em 19 de maio de 1915 o pior aconteceu: com 22 anos incompletos, um franco-atirador acabou com sua vida. Jack e Duffy resgataram e salvam a vida de mais de 300 soldados.
Um jovem e seu burro, heróis da Primeira Guerra
Simpson foi recomendado várias vezes para receber honrarias como a Cruz da Vitória mas, hipocritamente, a burocracia militar lhe negou todas as petições por causa de seu gênio arredio e seus atos de indisciplina. Mesmo assim, em anos posteriores e como reconhecimento a seu heróico trabalho, a imagem de Jack e Duffy e um soldado ferido apareceram grafados em selos, cédulas e moedas e em abril de 2011, o Governo australiano anunciou que Simpson seria um dos militares examinados em um inquérito sobre "Reconhecimento não resolvido para atos militares heróicos do passados". O tribunal para este inquérito está sendo realizado para fazer recomendações sobre a concessão de condecorações, incluindo a Cruz da Vitória britânica e australiana.


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