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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

PJ faz buscas no Estádio da Luz por tráfico de cocaína


Um indivíduo que Polícia Judiciária referencia como diretor de departamento do Benfica foi apanhado com 9,5 quilos de droga em carro do clube.
 
PEDRO ROCHA/GLOBAL IMAGENS




PJ chamou a esta investigação "Operação Porta 18"

A Polícia Judiciária fez buscas em instalações do Benfica, no Estádio da Luz, e deteve um indivíduo referenciado pelos investigadores como sendo diretor do Departamento de Apoio aos Jogadores encarnados, que viajava num automóvel do clube e tinha em seu poder 9,5 quilogramas de cocaína. A operação policial ocorreu no final de julho, no culminar de oito meses de investigação da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, mas passou publicamente despercebida.
Questionado ontem à noite pelo JN, o diretor de comunicação do Benfica, João Gabriel, quis declarar "apenas que é um problema da justiça com o cidadão José Carriço. Nada a ver com o Benfica", sublinhou. A brevidade desta primeira reação do clube não deverá impedi-lo, entretanto, de ir mais além na sua defesa, alegando, concretamente, que José Carriço já não era funcionário nem diretor do Departamento de Apoio aos Jogadores do Benfica quando foi detido.
Para o Ministério Público de Sintra, que é titular do inquérito criminal, e para os investigadores da UNCTE, é clara a ligação de José Carriço ao Benfica. A investigação, que inclui escutas telefónicas, atribuir-lhe-á funções de liderança no departamento que ajuda os novos jogadores do Benfica em questões burocráticas ou logísticas, como arranjar casa e carro, e proximidade ao presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

Colombianos na Luz


A investigação foi iniciada no final do ano passado e, neste período, incluiu ações de vigilância. Em mais de uma dezena de ocasiões, terá sido registada a entrada de cidadãos de nacionalidade colombiana no Estádio da Luz, a pretexto de reuniões e encontros com José Carriço, consideradas relevantes para a investigação. Segundo as informações recolhidas pelo JN, aquelas entradas faziam-se pela porta n.º 18 do estádio, o que inspirou os investigadores da PJ na escolha do nome da operação concretizada no final de julho: Porta 18.
Nesta operação, José Carriço foi detido na A1 (Autoestrada n.º 1). Seguia com outro indivíduo num automóvel do Benfica, tendo-lhes sido apreendidos 9,5 quilogramas de cocaína. Ao mesmo tempo, inspetores faziam buscas no gabinete ocupado por José Carriço no Estádio da Luz

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