AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As estreitas travessias por tábuas de madeira no penhasco de Huashan - Este é um daqueles assuntos que vem e vão na rede como se fossem ondas sazonais impelidas por suas espetaculosidades. HuaShan (Monte Hua) é uma montanha localizada perto da cidade de Huayin na província de Shaanxi, cerca de 120 km ao leste de Xi'an. É uma das 5 Grandes Montanhas da China e tem uma longa história de significado religioso. HuaShan tem cinco picos principais, dos quais o mais alto é o Pico do Sul como 2.155 metros (INCLÚI VÍDEOS).

Este e Um daqueles Assuntos Que VEM e Vão na Rede Como se fossem ondas sazonais impelidas POR SUAS espetaculosidades.  HuaShan  (Monte Hua) E UMA  Montanha  localizada Perto da Cidade de Huayin na Província de Shaanxi, cerca de 120 km Ao leste de Xi'an. E das UAM 5 Grandes Montanhas da China  e TEM Uma longa História de significado religioso. Huashan tem cinco picos principais, dos Quais o Mais alto é o Pico do Sul Como 2,155 metros.


01
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 01
E exatamente no Pico do Sul, Onde encontramos o Famoso Percurso de Tábuas Sobre o penhasco, considerado hum dos  Caminhos Mais Perigosos do Mundo , that
POSSIBILITA Uma Emocionante escalaminhada na Montanha parágrafo OS Que Não São Fracos de Coração. Há hum Custo de cerca de 30 yuans (POUCO Menos de 12 reais) e Você Tera Duas Alcas Pará enganchar nsa Cabos de Aço de  Segurança  existente no Percurso.

O Trajeto inclui Escadas com barras de Aço, Escadas esculpidas na falésia e estreitas Travessias POR Tábuas de madeira Esculpidas diretamente na pedra. TUDO ISSO ESTÁ LOCALIZADO a milhares de metros Acima do Nível do  Mar 


02
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 02
03
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 03
04
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 04
05
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 05
06
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 06


07
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 07
08
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 08
09
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 09
10
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 10
11
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 11


12
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 12
13
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 13
14
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 14
15
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 15
16
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 16
17
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 17
18
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 18
19
Como estreitas Travessias POR Tábuas de madeira não penhasco de Huashan 19


VEJA VÍDEOS









 http://www.mdig.com.br/index.php?

QUANDO AS PROSTITUTAS DOENTES ERAM AS MAIS CARAS - A história sobre guerras de hoje é bem curtinha, mas não menos curiosa, afinal a prostituição é uma colega essencial nas campanhas militares para que os soldados possam satisfazer seus instintos básicos, sem arrasar e violar tudo que encontrem pela frente. Inclusive, a coisa era tão organizada, que não era incomum ver carruagens com meretrizes entre as fileiras de soldados que se movimentavam de um lugar ao outro.

A história sobre guerras de hoje é bem curtinha, mas não menos curiosa, afinal a prostituição é uma colega essencial nas campanhas militares para que os soldados possam satisfazer seus instintos básicos, sem arrasar e violar tudo que encontrem pela frente. Inclusive, a coisa era tão organizada, que não era incomum ver carruagens com meretrizes entre as fileiras de soldados que se movimentavam de um lugar ao outro.

Quando as prostitutas doentes eram as mais caras
O caso é que as prostitutas, os exércitos e as guerras sempre foram um triângulo bem sustentado. A história conta que o terceiro Duque de Alba considerava até uma proporção entre soldados e meretrizes. Segundo o espanhol, o acertado, para evitar problemas e para manter a tropa "satisfeita", era necessário ter uma prostituta para cada oito soldados no exército. Como ele chegou a esse número ninguém sabe, mas dizia que era a "proporção perfeita". Coitadas dessas mulheres!

A própria Grande Armée de Napoleão, possivelmente o melhor exército de sua época, também tinha este vício. E assim, apesar de que a gonorreia e a sífilis assolavam suas fileiras, os soldados napoleônicos seguiam desfrutando de suas carnais parceiras de campanha.

Foi aí que Napoleão, demonstrando uma vez mais sua grandeza e pragmatismo, consagrou no código napoleônico de 1810 que as prostitutas estavam autorizadas no exército, e estabeleceu uma série de revisões médicas obrigatórias para elas.

Dessa forma começou uma bonita relação entre o exército francês e as meretrizes, que, ao que parece, durou até a década de 1950. Inclusive parece que algumas valorosas prostitutas receberam medalhas por serviços prestados a uma guarnição que ficou isolada na Guerra da Indochina (1947-1954).
Quando as prostitutas doentes eram as mais caras
Acontece que esta relação soldados e prostitutas sempre constituiu um aspecto obscuro para a sociedade, que quase sempre fingia não ver este tipo de confraternização social. Mas algo realmente surpreendente aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial. Como devem saber, as DSTs acompanhavam as prostitutas nesses conflitos históricos, onde trabalhavam sem higiene e bem distante de quaisquer tipos de condições salutares. Some se a isso a quantidade de clientes, pouco recursos e ausência de profissionais de saúde para descambar em um monte de doenças, desde algumas simples infecções até outras que podiam causar a morte. De forma que uma pessoa responsável deveria a todo custo evitar na medida do possível o contágio.

Mas, segundo conta o historiador Peter Englund em "The Beauty and the Sorrow", não foi bem assim que aconteceu na Primeira Guerra, quando então, uma prostituta portadora de doenças transmissíveis sexualmente tinha um programa mais caro do que uma saudável, isto é, cobrava mais por seus serviços. A explicação é simples: porque sua demanda era maior, já que muitos soldados queriam contrair o mal venéreo para obter uma licença por doença e assim fugir da frente de combate.
Quando as prostitutas doentes eram as mais caras
Mata Hari, a espiã mais famosa da primeira guerra e de sempre.
E a coisa não acaba aí, já que alguns soldados buscavam diretamente a infecção, sem a transmissão sexual. Isto é, simplesmente queriam simular a doença, o que gerou um obscuro e repulsivo mercado de pus gonorreico que os homens usavam para untar seus genitais.

A desinformação aliada a ignorância e ao desespero era tão grande, como costuma acontecer em ambientes hostis no entorno de batalhas, que alguns soldados esfregavam o icor nos olhos, o que podia resulta em uma cegueira para o resto da vida. Também compravam e vendiam mucosidades expectoradas por pessoas tuberculosas, com o mesmo fim.

Segundo o que podemos notar, qualquer coisa era melhor do que ser enviado à frente.


 http://www.mdig.com.br/



O LADO COLORIDO DA ÁFRICA SELVAGEM - Durante sua viagem à África o famoso fotógrafo Alex Bernasconi fez milhares e milhares de imagens da fauna selvagem local. Depois de garimpar esta coleção, coletou fotografias de tirar o fôlego para criar aquele que possivelmente seja o livro que dá uma nova perspectiva sobre a vida selvagem africana, o "Wild Africa".

Durante sua viagem  à África o famoso fotógrafo Alex Bernasconi fez milhares e milhares de imagens da fauna selvagem local. Depois de garimpar esta coleção, coletou fotografias de tirar o fôlego para criar aquele que possivelmente seja o livro que dá uma nova perspectiva sobre a vida selvagem africana, o "Wild Africa".

01
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 01
Alex é conhecido por ser um criativo fotógrafo da fauna e de paisagens com um profundo amor pela natureza. Certamente por isso ele já coleciona muitos prêmios internacionais com suas fotografias únicas, pese a que estas se mantém fieis aos melhores princípios de fotografia de vida selvagem.

Wild Africa  é o seu primeiro livro de fotografia, oferecendo belos panoramas, fotografias aéreas impressionantes e íntimos close-ups dos mais temíveis predadores da terra.
02
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 02
03
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 03
04
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 04
05
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 05
06
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 06


07
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 07
08
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 08
09
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 09
10
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 10
11
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 11


12
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 12
13
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 13
14
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 14
15
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 15
16
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 16
17
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 17
18
O lado colorido da África selvagem por Alex Bernasconi 18

http://www.mdig.com.br

Diretor indigitado do SIS recusa-se a esclarecer se é da maçonaria - O diretor indigitado do SIS, Adélio Neiva da Cruz, recusou-se esta sexta-feira, por duas vezes, a responder claramente se pertence ou não à maçonaria, após questões objetivas formuladas pela vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho.

Diretor indigitado do SIS recusa-se
 a esclarecer se é da maçonaria 

O diretor indigitado do SIS, Adélio Neiva da Cruz, recusou-se esta sexta-feira, por duas vezes, a responder claramente se pertence ou não à maçonaria, após questões objetivas formuladas pela vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho.

Na audição da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Adélio Neiva da Cruz também não respondeu a uma pergunta por duas vezes feita pelo deputado do PCP António Filipe sobre a participação do seu antecessor diretor do SIS, Horácio Pinto, numa operação de limpeza eletrónica no gabinete do antigo presidente do Instituto de Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo - entretanto preso preventivamente no caso dos "vistos gold". 
 .

Já perto do final da reunião, Teresa Leal Coelho pediu a Neiva da Cruz para esclarecer em definitivo se "pertence ou não a alguma loja maçónica e se isso condiciona o exercício da sua atividade".

Neiva da Cruz respondeu: "Não me sinto condicionado por absolutamente nada", disse, acrescentando ainda: "O que foi negativo neste debate foi a associação entre maçonaria e serviços secretos - uma associação que durante o meu percurso profissional nunca senti, nem nunca esteve presente. Não me sinto condicionado sobre essa matéria, apenas me sinto condicionado pela Constituição, pela lei e pelo estatuto dos serviços de informações", contrapôs.

Já em resposta a António Filipe, Neiva da Cruz disse que não teve conhecimento da ação realizada no IRN, na qual agentes do SIS fizeram uma operação de limpeza eletrónica depois de elementos da PJ terem montado nesse mesmo espaço um sistema de vigilância no âmbito da investigação ao caso dos 'vistos gold'.
"Cumprirei as recomendações que estão ser feitas pelo Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP)", limitou-se a dizer o provável futuro diretor do SIS.

 Neiva das Cruz referia-se então à recomendação de "prudência" em futuras ações do SIS em que possam eventualmente estar envolvidos outros serviços policiais ou de informações.

Numa audição em que o seu currículo foi elogiado pelo PSD e pelo CDS, o indigitado diretor do SIS ouviu também o dirigente socialista Jorge Lacão referir-lhe a disponibilidade do PS para colaborar consigo no plano institucional ao longo do seu futuro mandato, num sinal de que aceita a nomeação do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para suceder a Horácio Pinto na direção do SIS.

Neiva da Cruz deixou no entanto um recado aos deputados, defendendo a tese de que o prestígio externo do SIS é maior do que a nível interno.

"O SIS tem sido mais feliz externamente do que internamente. Eventualmente, teremos de ter mecanismos de políticas de comunicação", admitiu, dando como exemplo os serviços espanhóis.

O diretor indigitado do SIS respondeu também genericamente a questões formuladas pela deputada do CDS Teresa Anjinho sobre a real capacidade para operacionalizar meios e do "vice" da bancada socialista Marcos Perestrello sobre relações de cooperação com o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).

"Na questão dos recursos, o primeiro-ministro deu indicações muito positivas sobre o próximo ano, tendo a parte orçamental sido já consagrada. Há ações que são um virar de página, e estão previstos novos recursos humanos, além de um reaproveitamento e reafectação de alguns recursos internos", disse.


Neiva da Cruz defendeu que é defensor de um serviço único de informações.

"Mas o quadro legal é o que está e, como tal, é ainda necessário tirar ainda mais vantagens dele. Está nas intenções do secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira, continuar a aproveitar as oportunidades de trabalho conjunto nas áreas logísticas e de apoio", acrescentou.

* Maçonaria e opus dei são duas organizações terríveis, uma espécie de talibanismo do ocidente.

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Procuradores dizem que Portas “excedeu mandato” em negócio “opaco” dos submarinos !

 "Procuradores dizem que Portas “excedeu mandato” em negócio “opaco” dos submarinos !

Ministério Público arquivou inquérito à compra de dois submarinos por não terem sido encontradas provas de crimes, admitindo, que se estes tivessem ocorrido, já estariam prescritos. Detectadas ilegalidades administrativas, que podem, no limite, levar à nulidade do contrato.

No despacho de arquivamento do inquérito à compra de dois submarinos pelo Estado português, um documento com 331 páginas a que o PÚBLICO teve acesso, os procuradores Josefina Fernandes e Júlio Braga dizem que o então ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Portas, “excedeu o mandato” que lhe foi conferido pelo Conselho de Ministros em finais de 2003 ao celebrar um contrato de compra diferente dos termos definidos na adjudicação e insistem que as negociações entre o Estado português e o consórcio alemão “decorreram de forma opaca”.

Essa avaliação refere-se especificamente às conversações que ocorreram entre Novembro de 2003, data em que Portas assinou a proposta de adjudicação ao consórcio alemão e Abril de 2004, quando o mesmo governante celebrou o contrato de compra daquele equipamento militar. Mas apesar de terem detectado “a violação de princípios e normas de natureza administrativa” que, no limite, podem resultar na nulidade do contrato, os magistrados sublinham que a “prática de ilegalidade não têm, necessariamente, de configurar a prática de crime”.

A ausência de indícios criminais válidos levou o Ministério Público a arquivar um inquérito que esteve mais de oito anos sob investigação, admitindo os procuradores que mesmos que tivessem ocorrido ilícitos criminais estes já estariam prescritos.

“As negociações entre o Estado português e o adjudicatário, após a retoma do processo por via da resolução do conselho de ministros 67/2003 decorreram de forma opaca, sem a elaboração de actas das reuniões, numa conjuntura complexa resultante de indefinições do programa e do desajustamento do caderno de encargos quanto às especificações técnicas em virtude da evolução tecnológica verificada após as melhores ofertas de 2000”, escrevem os dois procuradores. E acrescentam: “Tais negociações levaram à celebração de um contrato substancialmente diverso do adjudicado pelo Conselho de Ministros já que aspectos essenciais dos direitos e deveres das partes foram alterados”.

Nas conclusões do despacho, os magistrados do Ministério Público especificam algumas dessas mudanças, nomeadamente “alterações de monta” no equipamento que acompanha os submarinos, na fórmula do preço, e na introdução de uma contrapartida de valor “muitíssimo significativo” que “nem sequer foi objecto de qualquer relatório de avaliação”.

Estas alterações introduzidas já depois do Estado ter escolhido o fornecedor dos submarinos (que habitualmente não são possíveis nos contratos públicos) acreditam os procuradores apoiou-se num parecer do escritório Sérvulo Correia e Associados, que assessoravam o Estado, considerando que a separação entre o acessório e o principal decorria de uma margem de liberdade administrativa do Estado, em cujos meandros os tribunais não entravam.

Apesar de considerarem que Portas excedeu o seu mandato, os magistrados consideraram que a posterior ratificação do Conselho de Ministro em Agosto de 2004 , já pelo Governo de Santana Lopes, “sanou qualquer irregularidade que pudesse ter existido do ponte de vista administrativo”.

Apesar do enorme volume de documentos existente nos autos - os 19 volumes e mais de 100 apensos em papel ou os 902.871 ficheiros em formato digital – o Ministério Público admite que muito ficou por esclarecer. Documentos considerados relevantes não foram localizados. “Convém enfatizar que, face à opacidade do processo negocial, conforme já referido, não é perceptível, em grande parte das situações mais melindrosas, como e com quem foram obtidos alguns consensos que se materializaram nos contratos celebrados”, dizem os procuradores. “Só foi possível fazer uma reconstituição fragmentada, assente na análise de troca de emails, apontamento à mão e testemunhos contraditórios entre si e pouco esclarecedores”, admitem.

Apesar disso, para Josefina Fernandes e Júlio Braga, a terceira equipa de procuradores que assumiu a direcção deste inquérito há pouco mais de um ano, ficou evidente “os recuos e avanços sobre a matéria a contratualizar, tendo ficado patente “uma grande conflitualidade entre os negociadores”. Prova disso, dizem, é o facto do consórcio alemão ter chegado a depositar junto dos seus advogados um documento em que manifestava a intenção de revogar o contrato de aquisição dos submarinos.

Os procuradores realçam que nas negociações que decorreram após a adjudicação da compra o Estado português se encontrava numa “situação muito frágil pois já adjudicara o contrato e necessitava da colaboração do consórcio para o financiamento”. Admitem que analisadas de forma isolada algumas decisões se considerem lesivas do Estado português, mas concluem que o modo como decorreram as negociações não permite concluir que estas decisões “foram tomadas com vista a beneficiar o consórcio alemão”, lembrando que se poderá ter procurado “o equilíbrio possível face à atitude agressiva” do consórcio alemão, evitando uma ruptura negocial com ele.

Os magistrados dizem não se ter comprovado que Paulo Portas “tenha dirigido as negociações pós-adjudicação com vista a favorecer o adjudicatário ou os bancos financiadores, o que, aliás, só seria concretizável mediante acordo com os negociadores que o assessoravam”.

Quanto ao crime de fraude fiscal imputado aos quatro arguidos do processo, (Miguel Horta e Costa, Luiz Horta e Costa, Pedro Ferreira Neto e Hélder Bataglia) não foi possível seguir com a acusação porque os indícios existentes nos autos decorrem de declarações dos próprios decorrentes da utilização do Regime Excepcional de Regularização Tributária, que exclui responsabilidades por infracções tributárias. De qualquer forma, mesmo que assim não fosse, a fraude fiscal estaria prescrita desde 2010.

Sobre os 30 milhões de euros pagos pelo consórcio alemão à Escom, uma empresa do grupo Espírito Santo, que se suspeitava terem sido utilizados para pagar “luvas”, os magistrados concluíram que “cerca de 27 milhões de euros ficaram ao que tudo indica na disponibilidade dos arguidos e de membros do Grupo Espírito Santo”. Mas os circuitos financeiros utilizados, envolvendo sociedades sedeadas em paraísos fiscais que não fornecem informação bancária e a celebração de empréstimos que aprovisionaram contas offshore “tiveram desígnios ocultos, que, em face da prova recolhida, não podemos afirmar quais foram”. Lamenta-se a inércia das justiças das Bahamas e da Alemã, que não enviaram os dados solicitados.

O Ouro Popular Português I - O território hoje ocupado por Portugal foi em tempos remotos bastante rico em ouro, cobre e estanho, e chegou a constituir uma das maiores reservas auríferas da Europa, como referem Plínio e Estrabão.

O Ouro Popular Português I

O território hoje ocupado por Portugal foi em tempos remotos bastante rico em ouro, cobre e estanho, e chegou a constituir uma das maiores reservas auríferas da Europa, como referem Plínio e Estrabão.


Com o declínio do ouro no mediterrâneo, Fenícios e Tartessos (sec.VII a.c.) rumam é península ibérica, introduzindo técnicas de manufatura e influências artísticas, nomeadamente a filigrana. No entanto, a filigrana só surgirá na ourivesaria popular a partir do sec.XIX. 

Ricardo Severo, José Fortes e Rocha Peixoto estabelecem uma comparação entre os brincos e arrecadas saídos das oficinas do norte com as suas parentes da proto-história, com semelhanças não só na forma como na técnica e decoração, estabelecendo assim uma tradição historiográfica na ourivesaria popular portuguesa que chegaria aos nossos dias.

Com a produção semi-industrial, não mecanizada, mais acessível a uma nova camada da população, lavradores abastados e pequenos comerciantes e industriais, a produção de ourivesaria atingiu maior variedade e importância a partir da 2ª metade do sec.XIX.

O Ouro como Acessório Popular

Muito embora existam algumas diferenças pontuais, podemos dizer que a relação do povo com o ouro é idêntica em todo o país, havendo uma predominância da sua utilização na ourivesaria feminina.
No entanto, ouro não era só adquirido por gosto, mas também como aforro seguro para momentos de aflição, principalmente junto de ourives feirantes (vendiam exclusivamente em feiras) ou ambulantes (deslocavam-se de bicicleta de terra em terra apregoando o seu produto, oriundos sobretudo de Guimarães e Cantanhede).


Quanto ao uso de ouro pelas mulheres do povo podemos verificar a existência diferenças entre as várias regiões, quer de gosto como de quantidade.


Essas diferenças estão diretamente relacionadas com a capacidade económica da mulher, sendo o uso de ornamentos em ouro é mais ostentoso a norte que a sul e no litoral em relação ao interior.


Em primeiro lugar, verifica-se uma relação direta entre a fertilidade das terras e a produção de excedentes agrícolas geradores de riqueza monetária. Podemos efetuar uma comparação entre o Alto Minho Litoral (Viana) e o Alto Minho Interior (Castro Laboreiro), uma vez que, na região litoral a terra é mais fértil que nas áreas serranas temos excedentes de produção geradores de riqueza passível de investimento em ouro.












  OOvimaranense António da Costa Miranda (físico e cirurgião), no início do sec.XVII, dissertando sobre a extraordinária riqueza existente na sua comarca em taças de ouro e prata, explica que “A causa porque metem mais fazendas em taças, é porque a terra é muito apertada e não terem onde meter mais gados do que têm, nem haver herdades na terra em que se empreguem seus dinheiros”.


Com base nesta ideia, podemos compreender, por um lado, a existência de relatos no sec. XIX, sobre a profusão de ouro entre os lavradores e pequenos burgueses minhotos, e por outro, perceber que nas zonas serranas do Alto Minho, Trás-os-Montes ou Beira, com pouca terra fértil, o rendimento fosse canalizado para o gado caprino ou ovino pela abundância de pastagem, em detrimento do investimento em ouro.


Em segundo lugar, temos a questão da propriedade da terra. Ser proprietário da terra, quer a trabalhe ou não, é sinónimo de maior possibilidade de lucro, pois para os rendeiros o valor da terra significava um compromisso a satisfazer independentemente dos ganhos.















Em regiões em que predomina o sistema latifundiário, como no Alentejo, Ribatejo e Algarve, poucos eram os ganhos para o povo que trabalhava a terra. Aproveitava-se os rendimentos de uma campanha agrícola sazonal bem-sucedida (apanha da azeitona, cortiça, plantio do arroz, etc.), ou a venda de algum animal criado na economia doméstica, altura em que conseguia amealhar uma quantia mais elevada, para comprar uma peça de ouro.   


Podemos assim concluir que, relativamente às populações agrícolas o uso de ouro como adorno do traje, com maior ou menor ostentação, é o resultado da existência de excedentes passíveis da criação de riqueza e de possibilidades de investimento em algo mais útil para o povo, como terra ou gado.


No que se refere às populações do litoral a relação da mulher com o ouro é idêntica. Ele representa status social e sinónimo de fainas bem-sucedidas, sendo mostrado sobretudo em dias de festa, sendo muitas vezes empenhado no inverno, altura em que o mar não permitia a pesca. Assim, o ourives estava muito próximo do penhorista.
(Este artigo terá continuação nos próximos dias)

VEJA AQUI EM VÍDEO A CHEGADA A CUBA DOS TRÊS CUBANOS PRESOS NOS EUA..

O SÉCULO XX CUBANO EM IMAGENS

Na quarta-feira, os líderes dos EUA e de Cuba anunciaram ao mundo que os dois países vão reiniciar relações diplomáticas, mais de 50 anos depois de estas terem sido congeladas.
O anúncio histórico aconteceu depois de um telefonema de 45 minutos que pôs fim a 18 meses de negociações secretas mediadas pelo Vaticano. E prometeu abrir um novo capítulo na história dos dois países e do continente americano. “Uma mudança da civilização”, referiu Dilma Rousseff, presidente do Brasil.
Preparámos uma fotogaleria que revisita o século XX cubano e explora a relação entre Cuba e os EUA, desde o momento em que a ilha se tornou independente, em 1902, ficando, no entanto, sob proteção norte-americana. Uma relação que oscilou entre a dependência e a divergência e que teve o seu momento mais difícil entre 1961 e 1962, durante a presidência de Kennedy.
Lembre a revolução que afastou Fulgencio Batista e pôs Castro no poder em Cuba em 1959, bem como os momentos tensos da Crise dos Mísseis ou o episódio Elián González.

(OBSERVADOR)