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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O juíz e o velhinnho ché ché


O JUÍZ E O VELHINHO CHÉ CHÉ


PORTTUGAL -Conheça o poder secreto do Opus Dei Obra de Deus controla várias entidades que têm um património superior a 80 milhões de euros. Está ligada a uma financeira de capitais de risco e conta com cerca de 1500 seguidores em Portugal.

Conheça o poder secreto do Opus Dei

Obra de Deus controla várias entidades que têm um património superior a 80 milhões de euros. Está ligada a uma financeira de capitais de risco e conta com cerca de 1500 seguidores em Portugal.
Jovens com pouco mais de 14 anos e oriundos de famílias abastadas são a base de recrutamento. São educados para se tornarem santos e difundir “a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias habituais são ocasião para o encontro com Deus, o serviço aos outros e o melhoramento da sociedade”. Estamos a falar da Opus Dei, a “secreta” e polémica organização da Igreja Católica, que em Portugal tem cerca de 1500 seguidores, na sua maioria mulheres e casados. A forma de atingir tais fins e o vasto património que as várias entidades ligadas à Obra de Deus possuem é que levanta muitas dúvidas sobre os verdadeiros objectivos da instituição.
A alimentar estas dúvidas está o facto de se desconhecerem quem são e que cargos ocupam os referidos “seguidores” na sociedade portuguesa, sendo certo que deles fazem parte nomes sonantes como Ramalho Eanes, ex-presidente da República, e a sua mulher, o conhecido bancário Jardim Gonçalves, o conselheiro de Estado e ex-ministro da Segurança Social, Bagão Félix, e o antigo presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, para dar apenas alguns exemplos.
Oficialmente, o Opus Dei não tem nada em seu nome. Está tudo nas mãos de várias instituições que têm ligações evidentes à organização. A principal é a Fundação Maria António Barreiro, fundada após a morte desta mulher, em meados da década de 80 do século passado, e que deixou, em testamento, a sua gigantesca fortuna nas mãos do ex- advogado do BCP, José Afonso Gil, um membro da Opus Dei e que é o presidente vitalício da instituição, da qual fazem ainda parte, Francisco Oliveira Dias, ex-presidente da Assembleia da República, e Carlos Câmara Pestana, ligado ao BPI e ao Banco Itaú, mais dois destacados membros do Opus Dei.

Metade de um quarteirão

Da fortuna deixada por Maria Antónia Barreiro e que deu origem à fundação ligada ao Opus Dei faziam parte 50% do quarteirão onde funciona a Pastelaria Suíça, no Rossio, em pleno coração de Lisboa, que foi vendido pouco depois da morte da benemérita. O negócio terá rendido cerca de 10 milhões de euros em valores actuais. A herança incluía ainda mais 18 prédios espalhados por Lisboa, jóias, depósitos a prazo em vários bancos e títulos do tesouro. A sua fortuna tem sido usada em obras do Opus Dei desde então e a Fundação tem um património superior a 41 milhões de euros. Em seu nome estão quase uma centena de imóveis espalhados pelas freguesias de Penha de França, S. Sebastião da Pedreira, Olivais e S. Domingos de Benfica. Só em Marvila, a fundação tem 10 prédios, nove lojas e nove armazéns, sendo que um deles vale cerca de 500 mil euros. A instituição é igualmente proprietária de mais de metade da Rua Fernando Palha, na zona Oriental de Lisboa.
Em nome da Fundação Maria Antónia Barreiro está um terreno junto à Universidade Católica, em Lisboa, onde nasceu a residência universitária Montes Claros e o Oratório S. Josemaria Escrivá, o santo fundador do Opus Dei.
O Centro de Orientação Familiar, que promove acções de formação para casais, a funcionar num prédio da Rua do Possolo, ao lado da residência do presidente da República, Cavaco Silva, é também da Fundação e na sua criação esteve envolvido o conhecido banqueiro Jardim Gonçalves.

Uma financeira

O Opus Dei tem igualmente ao seu serviço a Cooperativa de Fomento de Iniciativas Culturais (Cofic), entidade que financia o governo da Obra e que possui quatro imóveis localizados em Viseu e dois em Coimbra, cujo valor ronda os dois milhões de euros. A cooperativa tem 18 imóveis registados em seu nome, entre os quais está a Quinta do Paço do Lumiar, com mais de 10 mil metros quadrados, onde funciona a sede do Opus Dei e vive o líder da organização em Portugal, o vigário regional José Rafael Espírito Santo. Só esta quinta, com o seu sumptuoso palacete, está avaliada em cerca de 20 milhões de euros.
A cooperativa é ainda dona de um prédio no Campo Grande, onde funciona o Clube Xénon, vocacionado para organizar actividades para rapazes e que é um dos principais pontos de captação de novos membros para a Obra. O prédio foi uma doação da ISCAL, Sociedade Imobiliária Civil, administrada por três membros do Opus, que também deixou uma quinta em Vila Nova de Gaia, onde a organização construiu um edifício para acolher os participantes nos seus retiros espirituais. Um complexo igual foi construído em Almançor, no Alentejo, em terrenos doados à cooperativa por Alfredo Cunhal, tio do fundador do PCP, Álvaro Cunhal.
Mas o investimento onde o Opus Dei aparece envolvido e que provoca mais estranheza é a Naves, uma sociedade de capitais de risco.
A Naves funciona na própria escola superior, na Calçada da Palma de baixo, em Lisboa e tem activos superiores a um milhão de euros e participações na imobiliária In Time (de Gaia) e na Várzea da Rainha Impressores, um empresa que é presidida por Zita Seabra, que também dirige a editora Althêia, responsável pela publicação, no ano passado, de uma biografia do fundador do Opus, Josemaria Escrivá.
A Escola Profissional Val do Rio, em Oeiras, o Centro de Actividades Culturais do campo Grande, o Colégio Universitário da Boavista e o Clube Vega, no Porto, são outras instituições ligadas ao Opus Dei, que também tem o Hotel 3 Pastorinhos, localizado a escassos 50 metros do Santuário de Fátima.
“O Opus Dei é uma instituição legítima, existente ao abrigo do Direito Concordatário, que pertence à organização da Igreja, e por isso também sujeita ao escrutínio das normais instâncias judiciais. A missão do Opus Dei é evangelizadora. Tal como todas as outras instituições da Igreja, cada uma à sua maneira, procura que cada pessoa se abra a Deus, aprenda a encontrá-lo na vida diária, integrando-se na vida da Igreja. A actividade do Opus Dei resume-se na formação dos fiéis da prelatura para que desenvolvam – cada um no lugar que tem na Igreja e no mundo – uma actividade apostólica multiforme, promovendo em seu redor o ideal da chamada universal à santidade”, explicou o assessor de Imprensa do Opus Dei, Pedro Gil.
Segundo o porta-voz da Obra, “os projectos de evangelização que as pessoas do Opus Dei realizam com outras pessoas, e para os quais solicitam a atenção pastoral da prelatura, são projectos autónomos, com responsáveis próprios e gestão independente. Por isso, as informações que lhes dizem respeito devem-lhe ser solicitadas.”

Opus Dei Conheça o poder secreto do Opus Dei
Pedro Gil salientou ainda que cada um dos membros integrantes da prelatura (é assim que também se designa o Opus) faz face às suas necessidades económicas pessoais e familiares por meio do trabalho profissional habitual. “Além de se sustentarem pessoalmente, os fiéis do Opus Dei e os cooperadores cobrem os gastos inerentes às necessidades pastorais da prelatura. Estes gastos reduzem-se, basicamente, aos do sustento e formação dos sacerdotes da prelatura, às despesas referentes à sede da cúria prelatícia, bem como às dos governos regionais ou das delegações e às esmolas que a prelatura concede. Como é natural, os fiéis do Opus Dei ajudam também igrejas, paróquias, etc”, concluiu o assessor do Opus Dei em Portugal.

Os numerários e agregados são outra categoria de membros do Opus Dei, porventura os de mais difícil reprodução. Além de lhes serem feitas as mesmas exigências que aos supranumerários (seguidores casados), conhecem imposições que os aproximam de figuras claustrais sem hábito, como o celibato apostólico, a permanência nos centros da Obra, e a mortificação corporal, que passa pelos tradicionais jejuns e abstinências e, aos sábados, pela autoflagelação e uso de cilícios – espécie de cinto áspero, de corda ou arame, aplicado sobre a pele. Aos numerários não lhes é consentido celebrar com as famílias as festas do Natal, Páscoa e Ano Novo. Há uma vigilância sobre os quartos, a correspondência, e o acesso a espectáculos públicos. Todos os proventos – intelectuais ou outros – são entregues à Obra, que por sua vez apenas lhes dá dinheiro para despesas mínimas. Os agregados não têm normalmente formação universitária nem vivem nas casas da Obra mas assumem os mesmos compromissos.
Além dos castigos corporais e da confissão, outra tarefa semanal é o encontro com o director espiritual, papel atribuído a um leigo designado pela estrutura. Se for caso disso, éproposta a “correcção fraterna”, que não passa de uma punição ou acto de contrição exigidos pelo director espiritual e que é um dos métodos de controlo das consciências no interior da Obra de Balaguer. Segundo testemunhos de dissidentes que circulam na Internet, estes métodos têm produzido enormes estragos no tecido mental dos membros.


D. Alberto Cosme do Amaral, falecido bispo de Leiria, foi, antes de receber o episcopado, o primeiro padre diocesano a associar-se às estruturas da organização em Portugal. São cerca de meia centena os padres portugueses da Prelatura, cifrando-se a nível mundial nos 1800, incluindo diáconos. Dispersos pelos centros do Opus Dei, os padres fazem serviço de confissões e dão apoio aos tribunais diocesanos.

http://www.tugaleaks.com/

Líder parlamentar do PSD sugere a Guilherme Silva que se demita de vice-presidente da AR - O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, sugeriu hoje a Guilherme Silva, um dos sociais-democratas eleitos pela Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado parra 2015, que se demita de vice-presidente da Assembleia da República.

Líder parlamentar do PSD sugere a Guilherme Silva que 


se demita de vice-presidente da AR 

 O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, sugeriu hoje a Guilherme Silva, um dos sociais-democratas eleitos pela Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado parra 2015, que se demita de vice-presidente da Assembleia da República. 
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De acordo com deputados do PSD contactados pela agência Lusa, Luís Montenegro fez esta sugestão a Guilherme Silva na reunião da bancada social-democrata que se realizou hoje ao fim do dia, apontando o exemplo do seu colega Hugo Velosa, que deixou as funções de coordenador do partido na Comissão de Assuntos Constitucionais. 

No final da reunião, que decorreu à porta fechada, Guilherme Silva afirmou que vai aguardar o resultado do processo disciplinar contra os quatro deputados da Madeira, instaurado com base numa participação ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD feita por decisão da Comissão Política Permanente. 

* O cacique da Madeira vai auto apear-se em Janeiro de 2015, por via disso os seus mais dilectos apaniguados serão alvo de confrontos até entregarem as armas, Guilherme Silva é um deles.

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

As propinas de Vinícius foram pagas por um desconhecido - Estudante de engenharia da Universidade do Porto recebeu um e-mail anónimo a oferecer o pagamento das propinas do presente ano lectivo. Vinícius Ginja foi o primeiro — e tanto quanto se sabe, o único — a responder

As propinas de Vinícius foram pagas por um desconhecido



Estudante de engenharia da Universidade do Porto recebeu um e-mail anónimo a oferecer o pagamento das propinas do presente ano lectivo. Vinícius Ginja foi o primeiro — e tanto quanto se sabe, o único — a responder


Texto de Ana Maria Henriques • 
Vinícius Ginja não foi o único estudante da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) a receber um e-mail, anónimo, de um antigo aluno da instituição que se oferecia para pagar as propinas do presente ano lectivo. Foi, isso sim, o primeiro a responder e, no espaço de 20 minutos, as suas propinas foram pagas.

O estudante do quinto ano do mestrado integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores estava, na altura (início de Setembro último), a estagiar numa empresa da Maia, junto com outros colegas de curso que também receberam o e-mail anónimo — mas que decidiram ignorar. Aliás, o e-mail “deve ter sido enviado para centenas de alunos”.

“Como ex-aluno desta faculdade sei como é difícil estudar nos tempos que correm, portanto, agora que tenho uma vida estabilizada monetariamente, decidi pagar as propinas totais de um dos alunos do meu antigo curso em gesto solidariedade.” Assim começava o e-mail, enviado a partir de um endereço “provavelmente criado para o efeito”, disse ao P3 o jovem de Vila Nova de Gaia.

Vinícius, de 21 anos, respondeu “em três ou quatro minutos”, com a referência de pagamento Multibanco gerada pela plataforma da FEUP, tal como o alegado ex-aluno pediu. “Não há nada nestes códigos que vos identifique, portanto penso que não tem ‘mal’ absolutamente nenhum”, frisava o desconhecido. Depois de lhe agradecer os 1000 euros, Vinícius ainda tentou combinar um encontro pessoalmente, mas sem sucesso.

“Não faço a mínima ideia de quem seja, mas tenho uma grande convicção que seja um professor da FEUP”, adiantou o jovem, uma vez que o próprio anónimo deu a entender tal ligação. “Decidi não enviar este e-mail com a minha entidade da FEUP pois preferia manter o anonimato, peço-vos a vossa compreensão nesse aspecto”, pode ler-se na troca de correspondência entre ambos que o P3 pôde confirmar.

O finalista não sabe ao certo se foi o único a responder, mas desconfia que sim. “Acho que as pessoas são muito incrédulas. Eu não vi nada, nas palavras do senhor, que não me parecesse verdade. Como é que isto podia ser SPAM? Não era sequer incomodativo ou inconveniente, não havia qualquer problema nem risco, em termos de segurança”, justifica Vinícius, que ficou com a sensação de se tratar de um homem. “Eu não tive nenhumas dúvidas, daí ter respondido tão rápido. Nem consegui trabalhar mais nesse dia.”

Em 2015, o estudante bolseiro vai fazer um estágio na Intel, na Holanda, país onde também fez um semestre de Erasmus durante o curso. O dinheiro vai ser utilizado em despesas durante esse período. No futuro gostava de um dia fazer algo do género, “numa espécie de solidariedade em cadeia”. “Tenho mais do que obrigação, nunca mais me vou esquecer do que fizeram por mim”, admitiu.

Da parte da FEUP não houve qualquer envolvimento, garantiu ao P3 fonte do gabinete de comunicação da faculdade. A instituição soube do caso através da notícia avançada pelo Canal Superior.

aesquinadatecla.blogspot.pt

NOVO SITE SUSPEITO EMPREGOPT.NET

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Estão a circular emails com uma alegada oferta de emprego fraudulenta – empregopt.net
O conteúdo do corpo do email é diferente do que estamos habituados a ver circular em casos anteriores em Portugal. No entanto, terá a mesma finalidade – angariar mulas com o intuito de receber dinheiro por transferência bancária e enviar por Western Union para países do Leste da Europa.
Cópia do email com o assunto Propomos emprego no seu tempo livre por 95 euros/hora:
Propomos o emprego de assistente à distância. Este trabalho ocupará de 3 a 4 horas por semana e não requer investimentos.
Este trabalho é tão fácil como pagar facturas de serviços públicos.
Por cada encomenda ganhará de 90 a 350 euros.
Se quiser, poderá aumentar gradualmente o número de encomendas atendidas.
Garantimos emprego a todos os interessados.Contudo, o número de vagas é limitado!
Portanto, mandeo seu requerimento já.Então, começará a trabalhar a partir da semana que vem.
Indique no requerimento:
– seu nome, pronome:
– número de telefone :
– seu endereço electrónico:
Envie o requerimento para o meu endereço electrónico Antigono@empregopt.net e vou responder-lhe pessoalmente em 2 dias úteis.
Atenciosamente,
Doutor Anselmo
O site em questão empregopt.net não apresenta qualquer conteúdo online. Este domínio foi registado em 30/11/2014 no BIZCN.COM [empresa muito utilizada para registo de domínios fraudulentos].
Segundo informação enviada por alguns utilizadores ao WebSegura, após uma resposta ao primeiro email, o utilizador recebe o seguinte email de outro remetente: secretary@occ-corppt.com [domínio com possíveis ligações ao artigo já publicado] com um IP de origem na Polónia associado ao domínio sibson-careers.com.
Trabalhe Conosco – Representante
CC&C Strategy Consultants anuncia vagas abertas
Recrutamos pessoas em todos os estágios de suas carreiras, com estágio inicial sendo determinado pelas suas experiências e habilidades identificadas por nós durante o processo.
Multinacional britânica abre seleção para vaga de Representante (com a assinatura de um contrato de trabalho de validade especificada) em todas as regiões de Portugal. O empregado se compromete a realizar a sua carreira de acordo com os princípios básicos da empresa.
Responsabilidades incluem, mas não estão limitadas ao seguinte:
– Desenvolver planos estratégicos da empresa;
– Contribuição para a consecução dos objetivos da empresa, e executar as instruções;
– Correspondência empresarial;
– Processamento de pedidos e pagamentos dos clientes;
– Anúncios na mídia;
– Atendimento ao cliente pessoalmente e via telefone.
As competências e qualidades pessoais:
– Conhecimentos de informática na óptica do utilizador;
– Responsável, cumpridor e com espírito de iniciativa;
– Boa capacidade de comunicação;
– A capacidade de resolver rapidamente os problemas e tomar decisões;
– Foco nas necessidades dos clientes;
– A capacidade de adaptar-se às novas situações;
– Confiabilidade e pontualidade;
– Conhecimentos linguísticos;
– Carta de condução (B).
Nossa empresa oferece:
– Um salário estável;
– Formação contínua;
– Oportunidades de desenvolvimento de carreira;
– Uma oportunidade de trabalho no mercado crescente e dinâmico;
– Trabalhar no escritório ou remotamente.
Caso tenha interesse em candidatar-se, envie o seu CV com a referência ¨Representante¨ para o endereço de e-mail acima.
Pouco depois, os utilizadores recebem outro email com o suposto contrato de trabalho [em formato .doc] em nome da empresa OC & C Strategy Consultants, com morada em Ul. Bednarska 700-310 Varsóvia Polônia, e representada por Jaroslaw Kosinski.
Na minha opinião, este site ainda deve estar a ser divulgado apenas por envio de Spam. Não encontrei referência a este anúncio de emprego em qualquer portal para o efeito. No entanto deve ser apenas uma questão de tempo para ser divulgado em várias plataformas.
Acrescento ainda, que estes domínios recém-criados devem fazer parte de uma fachada provisória para outros sites mais completos. Tal como o fticonsultcorp, os utilizadores maliciosos registam dezenas de domínios para espalhar as ofertas de emprego mas centralizam essa informação em apenas num local [geralmente supostas empresas de consultadoria em países do Leste da Europa]. O objetivo é claro, fugirem aos bloqueios de Spam e reduzirem os custos dos alojamentos e VPNs.
Fica o alerta…


WEB SEGURA

OCDE: PORTUGAL DEIXA PASSAR EM BRANCO TODOS OS SOBORNOS NO ESTADO - As autoridades portuguesas deixaram passar em branco -- não conseguiram aplicar qualquer sanção relevante -- todos os casos de suborno ou de corrupção internacional envolvendo decisores e agentes do sector público detetados entre 15 de fevereiro de 1999 e 1 de junho deste ano, acusa a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

OCDE: Portugal deixa passar em claro todos os subornos no Estado


Angel Gurría e Maria Luís Albuquerque
Leonardo Negrão/Global Imagens
02/12/2014  Dinheiro Vivo

As autoridades portuguesas deixaram passar em branco -- não conseguiram aplicar qualquer sanção relevante -- todos os casos de suborno ou de corrupção internacional envolvendo decisores e agentes do sector público detetados entre 15 de fevereiro de 1999 e 1 de junho deste ano, acusa a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O balanço feito ao nível dos países mais desenvolvidos é algo desolador. Tal como nos países mais pobres, o grau de impunidade face aos crimes referidos parece ser elevado.
De acordo com um estudo hoje divulgado, Portugal é um dos 24 países desenvolvidos ou ricos onde nada de relevante aconteceu no que respeita à aplicação de sanções contra casos provados de corrupção e suborno no Estado "no contexto de negócios internacionais".
A OCDE não entra em detalhes relativamente aos casos, mas confirma que Portugal está na lista dos países onde houve corrupção e onde os casos foram seguidos pelas autoridades. Já as penalizações: zero.
O estudo analisou ações desencadeadas pelas autoridades contra 263 indivíduos e 164 entidades, num total de 427 casos. Neste universo, os Estados Unidos foram o país com mais sucesso na penalização dos crimes, tendo sancionado 128 esquemas de suborno, seguidos da Alemanha (26) e da Coreia (11).
Cerca de 43% dos casos de suborno aconteceram em países com índices de desenvolvimento humano "muito elevado" ou "elevado", observa a instituição.
Que tipo de corrupção está aqui em causa? Segundo a organização, "a maioria dos casos são subornos pagos para ganhar contratos públicos (57%), seguido de processos de facilitação alfandegária (12%)".
"Em média, os subornos pagos representaram 10,9% do valor total da transação e 34,5% dos lucros".
As entidades mais permeáveis à corrupção em negócios internacionais são, claramente, as empresas públicas. Segundo a investigação, 80,1% dos subornos pagos (valor) foram para funcionários de empresas públicas; quase 7% do valor total em subornos ficou nas mãos de "chefes do Estado"; 4,1% do dinheiro foi para "ministros"; 2,9% para "funcionários do sector da Defesa" e 1,1% para "agentes alfandegários".
O maior valor oferecido a título de suborno ascendeu a 1,4 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros); o mais baixo foi 10,5 euros.
Nos 224 casos em que foi possível determinar o valor das luvas pagas, o total de subornos ascendeu a 3,1 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros).
Portugal é um dos 24 países que não conseguiu sancionar este tipo de corrupção, a maioria no conjunto das 41 nações signatárias da convenção anti-corrupção.
Nos últimos anos não têm faltado casos mediáticos em Portugal que levantam fortes suspeitas de tentativas de corrupção de estrangeiros junto das autoridades nacionais. Recorde-se o caso dos submarinos alemães ou dos vistos gold, por exemplo.
Convenção Anti-Corrupção internacional no sector público entrou em vigor em 1999 e foi assinada pelos 34 países da OCDE mais Argentina, Brasil, Bulgária, Colômbia, Letónia, Rússia e África do Sul.

Encontrados centenas de milhões ocultos nas contas do Vaticano - ah pois não ! no Vaticano nada é suspeito !!!!

Encontrados centenas de milhões ocultos nas contas do Vaticano

Foto: Maurizio Brambatti/EPA






Revelação feita pelo cardeal convidado pelo Papa para proceder à reforma do sistema financeiro da Santa Sé. Não se trata de dinheiro de origem suspeita, garante.
03-12-2014 16:22 por Filipe d'Avillez
A comissão que tem estado a proceder à reforma do sistema financeiro do Vaticano já descobriu "centenas de milhões de euros" que não apareciam nas contas oficiais.

A revelação foi feita pelo Cardeal George Pell, o australiano convidado pelo Papa para proceder à reforma de todo o sistema financeiro da Santa Sé.

De acordo com um texto escrito pelo Cardeal no jornal inglês “Catholic Herald”, não se trata de dinheiro de origem suspeita, mas simplesmente de fundos que não estavam declarados e por isso não apareciam no balanço oficial do Vaticano.

"É importante realçar que o Vaticano não está falido. Apesar de o fundo de pensões precisar de ser reforçado, para enfrentar os desafios que surgirão dentro de 15 ou 20 anos, somos auto-suficientes, para além de termos investimentos e activos significativos", escreve.

De seguida, o cardeal faz a revelação surpreendente: "De facto, descobrimos que a situação está bem melhor do que pensávamos, porque encontrámos umas centenas de milhões de euros que estavam depositados em certas contas seccionais e por isso não apareciam no balanço oficial".

Esta realidade deriva, segundo o cardeal, da falta de coordenação e transparência entre as diversas entidades do Vaticano. É uma situação com a qual a comissão de reforma teve de lidar: "As congregações, os conselhos e, especialmente, a Secretaria de Estado, gozavam de, e defendiam, uma grande independência. Os problemas eram mantidos 'dentro de portas' (como era o costume na maioria das instituições, tanto seculares como religiosas, até recentemente). Muito poucos divulgavam as coisas externamente, salvo quando precisavam de ajuda".

No seu texto, o cardeal explica que é preciso uma nova mentalidade em relação ao dinheiro na Santa Sé: "Quem dá dinheiro espera que os donativos sejam tratados de forma honesta e eficiente, para que se alcance o melhor retorno em termos de financiar as obras da Igreja, sobretudo no que diz respeito a pregar o Evangelho e ajudar os pobres a escapar à pobreza".

"Uma igreja para os pobres não tem de ser gerida pobremente", conclui George Pell.

GENTE - Cada vez se sabe de mais casos de violência doméstica; cada vez mais mulheres morrem às mãos de cabrões ou de doentes mentais e, não sei se por uma falsa sensação de banalização, se por maldade ou por mera estupidez, cada vez há mais decisões judiciais a subestimar a gravidade desta situação


GENTE 
  


Gente.

Cada vez se sabe de mais casos de violência doméstica; cada vez mais mulheres morrem às mãos de  cabrões ou de doentes mentais e, não sei se por uma falsa sensação de banalização, se por maldade ou por mera estupidez, cada vez há mais decisões judiciais a subestimar a gravidade desta situação e a passar a mão pelo pêlo dos agressores. Estamos perante um paradoxo indesejável mas, pelos vistos, inevitável: a partir do momento em que, com toda a justeza, este tipo de actos passou a integrar um crime público (ou seja, de conhecimento oficioso e sem necessidade de a vítima de queixar), os tribunais foram forçados a encarar uma realidade que lhes passava convenientemente ao lado, passando a ser obrigados a acusar e a condenar por factos que, antes,  não lhes davam trabalho porque não eram denunciados ou a vítima desistia a meio.
Quando se acusa e se julga muitas vezes o mesmo crime, há várias maneiras de o fazer: ou se cria uma espécie de padrão, igualmente aplicável a todos os casos, que os julgadores utilizam quase matematicamente,  com base na moldura penal e respectivas atenuantes e agravantes; ou quem julga vai deixando levar-se pela cada vez maior afluência da situação, até se tornar quase rotina. E um hematoma passa a ser apenas mais um hematoma, que desaparece em poucos dias; um espancamento, uma mera ofensa à integridade física simples, só porque não deixou nenhuma deformidade ou aleijão; e as agressões verbais, que destroem, por vezes irreversivelmente, a auto-estima e a personalidade, meras injúrias puníveis com multa. Só esta insensibilidade crescente perante o sofrimento da vítima justifica que juizes absolvam ou condenem risivelmente bestialidades desta natureza. Ou isso, ou são eles mesmo cruéis ou doentes, do tipo que se identifica com os abusadores, numa perversa empatia.
Se assim é em relação à violência física, tão visível nas mazelas e nas mortes que provoca, a violência psicológica é um facto para o qual os nossos tribunais revelam ainda menor sensibilidade, porque nem sempre as suas consequências são observáveis a olho nu. Este tipo de agressão, continuada, produz marcas para a vida, deixa negras que não desaparecem. Nunca.
Ambas as violências têm comum o princípio do medo através da subjugação. Um medo irracional, profundo que, tal como as agressões,  se prolonga dia e noite fora, está connosco ao adormecer e beija-nos quando acordamos (caso consigamos, de todo, dormir). O medo instala-se dentro das vítimas como uma ténia gigante; alimenta-se de si mesmo, não tem por onde sair e não o quer fazer, de tão confortável e aninhado que está. Os de fora perguntam-nos, porque não sais?, como admites?, porque não fazes queixa?, sem entender que o medo é paralisante, não nos deixa pensar se não numa coisa: em sobreviver a qualquer custo,  bola baixa e siga o jogo, talvez um dia isto acabe.  A grande preocupação de alguém apanhado no meio da violência doméstica é passar despercebida. A última coisa que quer é que o agressor pense nela, que se lembre que existe, que saiba que está ali, à sua mercê. Porque está. Houve algures um momento em que deu ao agressor o poder de ir longe demais; uma primeira vez em que não reagiu, em que desculpou ou menorizou a agressão. Verbal ou física. A perspectiva de a situação se repetir começa a incomodá-la, a deixá-la receosa, sem saber bem como agir. As segundas e terceiras oportunidades são  correntes de ferro que permite serem-lhe amarradas aos pés e à cabeça: já não há fuga possível, o terror instalou-se, como uma doença, um estado permanente de alerta, de vígilia, de antecipação ansiosa, vontade de vomitar. Só releva o que vem a seguir. A reacção inesperada, o desespero de não saber o que fará o braço levantar-se para a pancada certeira ou a língua soltar-se para a ofensa mais arrasadora. Nós, que sofremos deste tipo de violência, vivemos na expectativa da agressão seguinte; como não conseguimos pensar em mais nada, nem passado nem futuro, forma-se um ciclo vicioso do qual não conseguimos sair. Vivemos para o momento, para sobreviver a mais um dia.
O medo pode ter raízes várias: o medo da dor física, da morte, do fulminante ataque verbal; o medo pelos que nos são queridos, pela nossa profissão, honra, nome, reputação. Só tem medo quem tem muito a perder, sabendo que o outro não tem NADA a perder e está disposto a tudo para nos destruir, cada dia mais um bocadinho.
Por alguma razão, a lei estipula que, para haver violência doméstica, esta tem de ser continuada. É um conceito subjectivo, que não define dias nem horas (nem poderia fazê-lo, pressupondo o bom-senso de quem o aplica), mas que funciona como um belo escape para aqueles que acusam e julgam, e que o interpretam a seu belo prazer (o que significa "continuado"? duas agressões? três? uma vida inteira delas?); esses, que se encaixam na categoria que descrevi supra: potenciais agressores eles mesmos, que aproveitam a indeterminação do conceito para desvalorizar o acto e desculpabilizar os agressores - muitas vezes, quase inculpando a vítima: que se pôs a jeito, que podia ter feito queixa, enfim, que "permitiu" a situação. Gente com os valores medievos, das aldeolas de onde vêm, enraizados na beca (mas não só); gente mentalmente perturbada e agressiva, ressabiada, misógina ou, pura e simplesmente, indiferente ao sofrimento alheio, que se regozija com manifestações agressivas de poder sobre os mais "fracos". Gente de patologias várias, porque são apenas isso: gente, pessoas, como muitas outras que andam na rua: empregados, bancários, directores, professores, personal trainers, gestores, advogados, médicos, limpa-ruas, pedreiros. A diferença é que estes, os da Justiça, têm o poder de punir, de equilibrar um bocadinho a balança. E, por isso mesmo,  a obrigação de conhecer em profundidade os mecanismos do medo, da submissão e da força, da humilhação e do poder; bem como saber reconhecer as feridas, por vezes invisíveis mas nunca saradas, de quem se escondeu dezenas de vezes debaixo da cama quando a besta chegou a casa, ou de quem o ouviu tantas vezes chamar-lhe puta e ameçá-la de morte que, às tantas, se convenceu de que só lhe restava mesmo esta última saída.
O problema da Justiça, é que nos obrigam durante anos à cabeça enfiada em calhamaços legais, mas de tanto sabermos quanto se deve de taxa de justiça e quais as milhentas interpretações que um "de" pode ter em vez de um "do", numa alínea de um parágrafo, não olhamos para as pessoas que temos à frente.  Muitos juizes não sabem identificar o ódio perverso de uns nem o sofrimento de outros. Com a agravante de que os danos que provocou quem nos quis tanto mal (ao ponto de, durante um ano e meio, nos ter ameaçado, chantageado e ofendido vinte e quatro horas por dia, fazendo disso a sua vida e paralisando a nossa) podem não se ver no corpo, mas enegreceram para sempre uma parte significativa da nossa alma. E eu não sei o que é pior, nem o que merecerá maior castigo.
Juizes, procuradores: se tiveram a sorte de não passar por uma experiência destas, que - garanto-vos -  mudaria para sempre a maneira de olharem a violência doméstica (ao ponto de não se atreverem, sequer, a equacionar o comportamento da vítima e de deixarem para trás, de vez, as vossas coutadas de machos latinos), ao menos LEIAM  sobre o assunto. Leiam sobre o Medo (leiam Espinoza, Séneca, Jones, teses de Mestrado, e até artigos de colegas vossos)  para depois poderem ler o MEDO em nós e percebê-lo em toda a sua trágica dimensão. Para quando nos olharem conseguirem vislumbrar a nossa alma danificada, e serem impiedosos com os cabrões que no-la foderam. 

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ciganas - Mãe e filha entram descontraidamente na sala de audiências, acompanhadas da técnica dos serviços sociais, que não lhes devota qualquer simpatia. A mais velha, cerca de quarenta anos, tem uma tez farruscada e um olhar azul profundo de marianas; a mais nova, de quinze, por aí, tem um cabelo louro comprido e oxigenado, e as unhas azul turquesa lascadas.

foto Marcio Lima

ciganas

Mãe e filha entram descontraidamente na sala de audiências, acompanhadas da técnica dos serviços sociais, que não lhes devota qualquer simpatia. A mais velha, cerca de quarenta anos,  tem uma tez farruscada e um olhar azul profundo de marianas; a mais nova, de quinze, por aí, tem um cabelo louro comprido e oxigenado, e as unhas azul turquesa lascadas. Traz consigo uma recém-nascida, invisível e silenciosa, encolhida num ovo tapado por um cobertor enfeitado com purpurinas. A mãe mais velha tem a mama de fora e alimenta sem pudor uma bebé de nove meses, gorducha e risonha, igualmente farruscada, mas de olhos azuis mais claros, que brilham como safiras. É tal a naturalidade que o Tribunal nem repara e, quando o faz, releva e segue a diligência como se nada fosse. A bebé, de lacinho branco agarrado em desespero ao cabelo ralo, atrai todos os olhares, o instinto a sobrepôr-se ao preconceito, um nato, outro construído, porque mulheres somos todas, mães, quase todas, mãe una, mãe terra. A técnica contrasta com elas, a pele macilenta e um olhar baço de enfado, num desprezo mal contido por aquela gente barulhenta, mal vestida e alegre. Fixa o tédio nos papéis que tem no colo, indiferente ao sorriso aberto ao seu lado, onde despontam já dois dentes de leite. É nova e magra, mas de um magro chupado das canetas, e tem o ar resignado e curvado dos velhos. Enoja-a o acto primário e primordial a que assiste, contrariada, mas aguenta-se, cumprindo sofrivelmente o seu dever de assistir os outros. A criança larga a mama da mãe, que pende, ainda cheia e redonda, e insiste em pôr-se de pé, numa dança só dela, enquanto cospe a chupeta para o chão e resmunga, a estranhar o facto de cada um falar à vez, o que se parece muito ao silêncio. A loura, irmã mais velha, apanha a dita do chão e, sem a limpar, despeja-lhe umas gotas de um xarope açucarado que a miúda suga gulosamente. O pressuposto é que existe uma criança em risco: a cigana loura, que pariu aos quinze e casou aos catorze. Ali, trata-se de protecção e não de crime, pelo que a solução passa pelo apoio da família, ou seja, da mãe, que tem mais oito filhos e se compromete a ajudar a filha com a neta, que continua no seu sono invisível. Sorri, contente com o alargamento da família, com a filha da filha e com a sua outra filha de nove meses; a mama chega pra todas, onde cabem oito, cabem nove ou dez. Ninguém sabe o que está ali a fazer. Porque razão é preciso homologar qualquer acordo que seja. Por que razão têm ambas que entender o que significa "homologar" e o que raio é o "supremo interesse da criança". O clã ajuda-se e protege-se, sempre assim foi e será. Repetem uma espécie de juramento, um compromisso sem nexo que as obriga a cumprir, perante o Tribunal, certas condições, obrigações defacere, que lhes são irrelevantes porque lhes saem naturais desde o início dos tempos. Findas as formalidades, a mais velha levanta-se e ajeita o laço em queda na cabeça da filha pequena;  retiram-se com espalhafato, a miúda de nove meses a dizer adeus a todos os presentes, acenando a mãozita suja e descoordenada. Vieram em passeio à cidade, conheceram o tribunal e o juiz, disseram a tudo que sim, como lhes ordenou a assistente social, e agora vão para casa. Fazer o que sempre fizeram. A técnica regressa ao trabalho forçado no terreno, a fungar de alergias, das primaveris e das outras. Sofre de rinites e de contra-senso, pois tem um coração novo que aos poucos se desfaz num azedume precoce.

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Sócrates e Santos Silva financiaram campanha de António Costa

Sócrates e Santos Silva financiaram campanha de António Costa

O Ministério Público estará a tentar apurar a origem destas e outras movimentações de dinheiro dos dois arguidos


José Sócrates e Carlos Santos Silva, ambos detidos no âmbito da Operação Marquês, fizeram donativos à campanha de António Costa, durante as primárias do PS, revela a "Visão".
A informação foi avançada pelo director da campanha, Agostinho Abade e revelou que José Sócrates contribuiu com 2 mil euros e Carlos Santos Silva, "por indicação de Sócrates", entrou com dez mil. "Por indicação", porque o ex-administrador do Grupo Lena seria desconhecido da estrutura da campanha de António Costa, salientou a revista.
Os donativos foram canalizados através de transferências bancárias. Apesar de não existir qualquer controlo do financiamento dessas eleições, por parte da Entidade de Contas, a candidatura de Costa prometeu máxima transparência.  
Segundo a Visão, o Ministério Público estará a tentar apurar a origem destas e outras movimentações de dinheiro dos dois arguidos.

jornal i