AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Notas do meu rodapé: O difícil entendimento entre o PS e o PCP

Notas do meu rodapé: O difícil entendimento entre o PS e o PCP


PCP disponível para dialogar com PS nas legislativas de 2015
O secretário-geral do PCP respondeu, este domingo, em Alenquer ao líder dos socialistas, afirmando que o PCP "está aberto" para eventuais alianças com o PS se ganhar as eleições legislativas de 2015, desde que defina "claramente" as suas políticas.

**«»***
O difícil entendimento entre o PS e o PCP

Dialogar não é pactuar!.. É procurar entendimentos e estabelecer compromissos de boa fé. É entreabrir uma porta, há muito tempo fechada. 
Se o que separa o PCP do PS se reduzisse a questões de pormenor, esse entendimento e os respetivos compromissos seriam fáceis de ser alcançados. Mas, infelizmente, não é assim. A questão europeia divide profundamente os dois partidos, com o PCP a propor a renegociação da dívida pública e a denúncia do Tratado Orçamental de 2012, que é um autêntico garrote para a economia portuguesa e que prolonga e agrava a austeridade, e a defender a eventual saída controlada do euro, e com o PS a assumir posições divergentes, insistindo na sua política europeísta, que, quanto a nós, continuará a desfavorecer Portugal.
Esta é uma questão central, que se encontra a montante de todas as outras.
É certo que António Costa já deu um sinal positivo, ao admitir que as razões dos problemas da economia portuguesa derivam, entre outros fatores, do choque da admissão do euro, mas, até agora, não apresentou nenhuma solução para resolver esses mesmos problemas. A única intenção que manifestou foi a de querer mobilizar os partidos europeus da sua família política, alinhados na Internacional Socialista, para propor um alívio das políticas de austeridade. Mas, se ele tomar esta iniciativa, arrisca-se a ficar a falar sozinho, pois esses partidos já adotaram o figurino do "socialismo de mercado" e o do "socialismo neoliberal", eufemismos para disfarçar a comunhão de interesses com os partidos conservadores.
António Costa tem de admitir que, na Europa, ninguém lhe ligará, pois só mede um metro e sessenta e nove centímetros de altura, e também que não tem corpo para aguentar um empurrão da corpulenta senhora Merkel, que o atirará pela escada abaixo, em três tempos.
Há ainda um outro problema: A comissão europeia anda a enviar recados de que é necessário aplicar mais políticas de austeridade, a incidir, naturalmente, sobre os salários e pensões e em cortes acrescidos da despesa do Estado, principalmente nos serviços sociais (Educação e Saúde). Em 2015, devido às eleições para Assembleia da República, a comissão europeia, possivelmente, será tolerante, a fim de evitar a erosão eleitoral dos partidos em que se apoia (PS, PSD e CDS).Mas, em 2016, o grau de exigência assumirá o formato de uma ordem peremptória e indiscutível, acompanhada pelas respetivas ameaças. Que fará António Costa, se vier a ser primeiro-ministro, tal como se espera? Eu, se me cruzasse com ele na rua, perguntar-lhe-ia apenas se o novo PEC, para 2016, será o PEC IV recauchutado ou um PEC V, novinho em folha?...

alpendredalua.blogspot.pt

O “politicamente correcto” não serve - MANUEL VILLAVERDE CABRAL - A justiça, ao contrário das estátuas à porta dos tribunais, não é cega. Mais uma vez, isso é um desejo nosso mas não um facto palpável. É um fenómeno social sujeito à cultura vigente

MANUEL VILLAVERDE CABRAL

.




“politicamente correcto” 
não serve

 A justiça, ao contrário das estátuas à porta dos tribunais, não é cega. Mais uma vez, isso é um desejo nosso mas não um facto palpável. É um fenómeno social sujeito à cultura vigente

As atitudes “politicamente correctas” de pouco ou nada servem perante a prisão de Sócrates. Não passam de um artifício para esconder o que cada um realmente pensa e deseja. Por dever de ofício, os profissionais do sistema judiciário invocam ritualmente a “presunção de inocência” mas há sempre alguém para violar o sacrossanto “segredo de justiça”. É nestas ocasiões que se cita a “separação de poderes” entre a justiça e a política, que já foi desmontada por numerosos tratadistas, como Pedro Bacelar de Vasconcelos na sua crítica à operação do aparelho de justiça no nosso país.

Historicamente, é preciso ter consciência que, ao preconizar a separação dos poderes executivo, legislativo e judicial, o filósofo francês do século XVIII Montesquieu não estava a garantir que tal sucedesse obrigatoriamente na política concreta, mas sim que era um valor que deveria vigorar num sistema representativo como pretendem ser os actuais regimes demo-liberais. Não se trata de uma realidade empírica mas de um princípio ético regulador.

A justiça, ao contrário das estátuas à porta dos tribunais, não é cega. Mais uma vez, isso é um desejo nosso mas não um facto palpável. É um fenómeno social sujeito à cultura vigente, a começar pelas crenças dos membros do aparelho judicial. A opinião pública, assim como os agentes políticos e comentadores, sabem isso e actuam em conformidade. Tipicamente, tirando o antigo primeiro-ministro e dos seus eventuais cúmplices, as duas pessoas mais interessadas no resultado do processo são, por razões óbvias, o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, e o seu rival António Costa. Ora, ambos invocam a “separação entre a política e a justiça” para não se pronunciarem sobre o caso.

Todavia, como é igualmente óbvio, esta atitude comum entre eles obedece a perspectivas diametralmente opostas, já que a evolução do processo pode ser decisiva para as suas respectivas aspirações eleitorais dentro de um ano. O mesmo se diga dos candidatos à Presidência da República que venham a surgir entretanto, esteja o processo concluído ou não.

Portanto, o “politicamente correcto” não só não explica nada, como impede de perceber o que está em causa, neste caso a corrupção política, tenha ela objectivos pessoais ou partidários, já que, sejam quem for os beneficiários, os custos materiais e simbólicos serão pagos pela colectividade nacional. O processo, pois, é eminentemente político. Seja qual for o seu desenlace, que não é de esperar que venha a ter lugar rapidamente, ao contrário da justiça célere que se proclama, provocará toda a espécie de estilhaços daqui até lá. A evolução do processo e o seu resultado final não deixarão ninguém indiferente, desde os partidos, que não deixarão de rever os seus cálculos eleitorais dia a dia, até aos «revanchistas» que murmuram: “Cá se fazem, cá se pagam”!

Todos os protestos em sentido contrário são destituídos de verdadeira convicção. Entre os que preconizam o silêncio, apenas se distinguem pelas vantagens que esperam desse silêncio para as suas próprias preferências políticas, incluindo a abstenção eleitoral. Esta poderá ser, aliás, uma das principais consequências do processo Sócrates, sobretudo se este se prolongar sem explicações nem esclarecimento da situação, alimentado assim aquela distância crescente entre os eleitores e os partidos que, em Portugal, já é uma das maiores da União Europeia. Por sua vez, o aumento da abstenção terá por efeito inflacionar o poder real de todo o género de movimentações populistas, apresentem-se elas com que as cores se apresentarem, desde um Marinho Pinto, que não perdeu a ocasião de se pronunciar no limite do “politicamente correcto” apesar da sua condição de advogado, até aos fragmentos cada vez menores em que o Bloco de Esquerda tem estado a dividir-se. O PCP cresceria de modo semelhante, tornando ainda mais complicada do que já tem sido, desde o 25 de Abril, a formação de um governo estável e com ampla base social para fazer o que tem de ser feito.

Por seu turno, os dois candidatos à vitória estão cada vez menos seguros das suas hipóteses, especialmente o PS, que foi devolvido pela prisão de Sócrates ao tempo das suas origens, quando teve de escolher entre a pulsão esquerdizante acirrada pela “austeridade” e a sua vocação de governo.

O “politicamente correcto” serve, finalmente, para ocultar o facto de a personalidade do antigo primeiro-ministro, para usar uma palavra neutra, não contribuir para facilitar as coisas. O que quer ele dizer, com efeito, quando proclama de dentro da prisão que se sente “mais livre do que nunca”, ao mesmo tempo que diz ao PS para não se meter no assunto? Sócrates era daqueles que não deixava ninguém indiferente com aquela forma de mandar que ele tinha: “Quem não está comigo, está contra mim”! Só uma coisa é certa no meio deste terremoto: o ambiente das próximas eleições e a formação do próximo governo serão tremendos. Ainda nos podem custar mais sacrifícios dos que já fizemos!

IN "OBSERVADOR"
30/11/14

BARUCH LOPES LEÃO DE LAGUNA - Um pintor “português” morto em Auschwitz

Um pintor “português” morto em Auschwitz

Considerado um dos mais representativos retratistas holandeses dos finais do século XIX e da primeira metade do século XX, Baruch Lopes Leão de Lagunanasceu em Amsterdão, a 16 de Fevereiro de 1864, no seio de uma família sefardita portuguesa.
A sua vida começa tal como haveria de acabar – marcada pelos mesmos tons de tragédia. Aos dez anos perdeu os pais – Salomão Lopes de Leão Laguna e Sara Kroese – dando entrada no orfanato da comunidade de judeus portugueses de Amsterdão. Apoiado pelos professores da comunidade, ganhou o gosto pela pintura, estudando primeiro na Escola Quellinus e depois na Academia Nacional de Belas Artes da Holanda.
Para sobreviver, Leão Laguna trabalhou para o pintor Jacob Meijer de Haan – primeiro na pastelaria da família, no bairro judeu de Amsterdão, e posteriormente no atelier, como seu assistente.
Aos poucos, a pintura de Leão de Laguna foi ganhando fama e reconhecimento suficientes para lhe permitirem dedicar-se por completo à sua paixão. Em 1885 faz a sua primeira exposição na Associação Arti et Amicitiae, uma mostra bastante bem recebida pela crítica e pelos colegas. Por essa altura Baruch Lopes de Leão Laguna casa com Rose Asscher, filha de um lapidador de diamantes.
Durante os primeiros anos da ocupação nazi, Leão Laguna refugiou-se na região de Laren, no norte da Holanda. Terá sido nessa altura que pintou o auto-retrato que figura em cima. Auxiliado por uma família que o esconde numa quinta remota, Leão Laguna fica-lhes imensamente grato, oferecendo-lhes vários dos seus quadros (entre os quais este auto-retrato).
Eventualmente, Baruch Lopes de Leão Laguna é capturado pelos nazis e levado para o campo de extermínio de Auschwitz, onde é assassinado a 19 de Novembro de 1943, com 79 anos de idade.
ruadajudiaria.com








http://charcofrio.blogspot.pt/

PJ investiga denúncias na diocese do Porto - A Polícia Judiciária (PJ) investiga quem é a pessoa que assina as cartas com o nome "M. Saleixo" e que, pelo seu conteúdo, tecem graves acusações a diversos membros do clero,

PJ investiga denúncias na diocese do Porto

A Polícia Judiciária (PJ) investiga quem é a pessoa que assina as cartas com o nome "M. Saleixo" e que, pelo seu conteúdo, tecem graves acusações a diversos membros do clero, entre eles ao padre Américo Aguiar, vigário-geral da diocese do Porto.
 

D. António Santos quer que as autoridades esclareçam a origem das cartas anónimas
Estas cartas anónimas começaram a aparecer precisamente depois de anunciada a intenção do bispo em trocar padres de paróquias. Nos meios eclesiásticos, há quem ligue as cartas assinadas "M. Saleixo" ao conturbado processo de mudança de padre de Canelas, em Gaia, e a uma alegada tentativa de desestabilizar a liderança do bispo.
Pelo menos, desde setembro que a PJ foi informada pelos responsáveis pela diocese da existência das cartas anónimas, ofensivas para alguns sacerdotes. A investigação ganhou novo fôlego nos últimos dias, levando agentes da Judiciária até aos serviços centrais da diocese e a analisar alguns computadores de diversas paróquias, entre elas a de Canelas
.

A PINTURA DE JAQUES - LOUIS DAVID - Deputado à Convenção durante a Revolução francesa, regicida por ter votado a morte do rei de França Luís XVI, pintor histórico, principal expoente da reacção neo-clássica contra o estilo rococo, foi um dos raros grandes artistas franceses da época.

Jacques-Louis David
David
Deputado à Convenção durante a Revolução francesa, regicida por ter votado a morte do rei de França Luís XVI, pintor histórico, principal expoente da reacção neo-clássica contra o estilo rococo, foi um dos raros grandes artistas franceses da época.
Nasceu em Paris, em 30 de Agosto de 1748;
morreu em Bruxelas em 29 de Dezembro de 1825.

David nasceu no ano em que novas escavações das ruínas de Pompeia e de Herculaneum começavam a encorajar um regresso ao estilo da  Antiguidade greco-romana. O pai era um abastado comerciante têxtil, que morreu num duelo em 1757, fazendo com que o jovem David fosse educado por dois tios maternos. Depois de ter realizado os estudos literários e um curso de desenho foi colocado no estúdio do pintor histórico Joseph-Marie Vien, o mais célebre pintor de história e professor do seu tempo, e que pintava de acordo com o novo gosto pelas coisas greco-romanas, sem abandonar completamente o erotismo e o sentimentalismo em moda no princípio do século XVIII.
Aos 18 anos David entrou para a Academia Real de Pintura e Escultura, de França, mas os primeiros tempos de estudo não correram bem, o que o levou a tentar o suicídio à maneira estóica, pela fome. Finalmente, em 1774 ganhou o Prémio de Roma, uma bolsa que não só lhe possibilitava uma estadia em Itália, mas também lhe assegurava futuras encomendas de trabalhos. O quadro premiado «Antíoco e Estratonice» mostra que ainda estava influenciado pela pintura rococo de François Boucher. Foi para Itália no ano seguinte, acompanhado por Vien, tendo sido influenciado pelas principais escolas italianas, a de Caravaggio, a de Nicolas Poussin e a seiscentista de Bolonha. Mas o mais importante foi a sua visita às ruínas de Herculaneum, às colecções de antiguidades de Pompeia existentes em Nápoles, e aos templos dóricos de Paestum. Frente às colunas e aos vasos antigos sentiu-se «como se tivesse sido operado a uma catarata nos olhos».
De regresso a Paris, em 1780, realizou «Belisário pedindo esmola» em que se notam influências de Poussin numa cena da antiguidade. Em 1782 casou com Marguerite Pécoul, filha do empreiteiro e superintendente das obras no Palácio do Louvre. A partir deste momento a situação de David melhorou rapidamente. Em 1784 foi eleito para a Academia Real com o seu «Andrómaca chorando Heitor». Regressou no mesmo ano a Roma, desta vez acompanhado pela mulher e assistentes, para pintar um quadro, que parece ter sido inspirado na peça de Corneille, Horace. O resultado, que acabou por não ser influenciado por nenhuma das peripécias da peça, foi o «Juramento dos Horácios», que é uma afirmação de simplicidade e austeridade estóica anti-rococo. Apresentado pela primeira vez no estúdio de David em Roma, participou no Salão de Paris de 1785, tendo aí provocado sensação, sendo considerado um manifesto em defesa de uma renovação artística. No fundo, acabou por se tornar um manifesto político contra a corrupção da aristocracia afeminada de final do século, e pelo regresso aos rudes princípios morais atribuídos à Roma republicana. 
David tornou-se um herói. A sua fama aumentou ainda mais quando em 1787 pintou «A Morte de Sócrates» e no ano seguinte os «Amores de Paris e Helena», e em 1789 «Os Lictores devolvendo a Brutus os corpos dos seus filhos». Quando o «Brutus» foi apresentado a Revolução Francesa já estava em desenvolvimento, e este quadro do cônsul patriota que condenou à morte os seus próprios filhos por traição, teve nesse momento uma importância política inesperada. Para além de que a popularidade de David, e o desenvolvimento do neo-classicismo, fez com que estes quadros fossem fonte de inspiração da moda, tanto no vestuário como na decoração de interiores, na França revolucionária, já que eram considerados reconstituições fidedignas da vida de todos os dias da Roma antiga. Os homens começaram a usar o cabelo curto, «à Brutus», e as mulheres começaram a vestir-se como as filhas, sendo que mais tarde, as mais modernas e ousadas passaram a usar vestidos como as Sabinas, que mostravam os seios.
No começo da Revolução David ligou-se ao grupo extremista dos Jacobinos de Robespierre. Foi eleito para a Convenção Nacional em 1792, a tempo de votar a execução de Luís XVI. Em 1793 durante o governo do Terror jacobino e enquanto membro da Comissão parlamentar de Arte, David tornou-se o ditador artístico francês, o «Robespierre do pincel». A Academia foi substituída por uma Comuna das Artes e mais tarde por uma Sociedade Popular e Republicana das Artes. Nesta época, David estava ocupado fundamentalmente com propaganda revolucionária - medalhas comemorativas, levantamento de obeliscos, festivais, funerais para os mártires do novo regime. A maior parte dos seus projectos de pintura não são terminados, como o «Joseph Bara», tributo a um tambor morto por monárquicos, ou o «Juramento da Sala do Jogo da Pela» comemorando o momento em que o Terceiro Estado jurou não se separar sem ter aprovado uma Constituição escrita. A «Morte de Lepeletier de Saint-Fargeau» pintado em honra de um deputado assassinado, considerado por David como um dos seus melhores quadros, foi destruído, o que implica que esta fase da sua obra seja representada pelo «Marat Morto», pintado em 1793 pouco depois da morte do dirigente revolucionário. Esta «pietá da Revolução», como foi chamada, é considerado como a grande obra de David, mostrando como o neoclassicismo se podia tornar Realismo.
Em 1794, com a destituição e morte de Robespierre, David foi preso. Duas vezes, mas por pouco tempo - 6 meses em dois anos -, e em lugares bastante agradáveis, como seja o Palácio de Luxemburgo, tendo autorização para pintar. A mulher, que se tinha divorciado dele dois anos antes por ele ter votado a morte do rei, voltou para lhe dar apoio, o que levou a novo casamento, desta vez permanente. Pintou dois quadros nesse tempo, um deles o seu auto-retrato. Mesmo na prisão manteve três estúdios no Louvre, e quando foi libertado, devido à amnistia aprovada em 1795, abandonou a actividade política e dedicou-se com a mesma intensidade ao ensino. Nos trinta anos que medeiam entre 1785 e 1815, David foi responsável pela formação e doutrinação de uma geração de pintores que incluíram Gros, Gérard e Ingres, a quem afirmava que o contorno era  a base da arte, o que levou a que o desenho teve um influência muito grande na pintura do resto do século XIX.
É nesta época que pinta o seu maior famoso retrato, o de «Madame Récamier», a mulher mais bonita do seu tempo, por quem Chateaubriand, o famoso escritor e político francês da Restauração, se apaixonou.
Mas David não era homem para se dedicar exclusivamente ao ensino e ao retrato de pessoas famosas, e em 1799 apresentou «As Sabinas». O quadro não representa o «Rapto das Sabinas», mas sim a «Intervenção das Sabinas» num conflito entre Romanos, seus maridos e filhos, e Sabinos, seus parentes. O quadro representa Hersilia, a sabina, tentando reconciliar Romulus, o fundador de Roma que dirigiu o rapto, de Tacius, o chefe dos Sabino, que as vinha tentar libertar. Segundo o autor a intenção era afastar-se da dura maneira romana para a mais graciosa maneira grega, e fê-lo com o aplauso do público que gostou da elegância das figuras. Mas a cena de reconciliação também foi vista, com aprovação geral, como uma proposta de pacificação da sociedade francesa ao fim de sete anos de luta política revolucionária. Também teve o benefício de mudar a alcunha de David, que deixou de ser o «Robespierre do pincel» para se tornar o «Rafael dos jacobinos», devido à nudez das figuras do quadro.
Napoleão Bonaparte, que tomou o poder em França em finais de 1799, percebeu que podia utilizar o talento de David em seu benefício próprio. Napoleão utilizou-o tanto no Consulado, como no Império, sendo dele a «Coroação» de Napoleão, pintado de 1805 a 1807, a «Distribuição das Águias» de 1810 e o «Napoleão no seu escritório» de 1812, um quadro com intuitos oficiais que o mostra claramente em declínio.

Com a queda de Napoleão Bonaparte, e a Restauração das Dinastia dos Bourbons, David foi exilado para Bruxelas, não tendo pintado praticamente mais nada.

www.arqnet.pt










 LAVOUISIER E SUA ESPOSA




 NAPOLEÃO
 NAPOLEÃO





António Costa: “Tou-me cagando para o segredo de Justiça”

António Costa: “Tou-me cagando para o segredo de Justiça” Escutas mostram o verdadeiro espírito PS?







António Costa: “Tou-me cagando para o segredo de Justiça” Escutas mostram o verdadeiro espírito PS?

Agora com o Sócrates preso querem fragilizar a justiça a todo custo, até pela 
violação do segredo de justiça pegam, no entanto quando lhes convém a eles 
violar o segredo de justiça, fica bem há vista o desprezo e desrespeito pela lei.
"António Costa diz que não tem qualquer comentário a fazer aos excertos de escutas
 telefónicas entre dirigentes do PS que foram revelados pela SIC.
A estação de Carnaxide revelou novos excertos de escutas telefónicas entre Ferro
 Rodrigues, António Costa e Paulo Pedroso que terão estado na origem da ordem de 
prisão preventiva decretada pelo juiz Rui Teixeira.
Trata-se de uma série de telefonemas que o Ministério Público entendeu como 
«tentativa de perturbação do inquérito». Os excertos das conversas reveladas pela 
SIC referem-se ao dia da detenção de Paulo Pedroso.
A SIC afirma que Ferro se referia a um almoço entre Jorge Sampaio e o 
Procurador-Geral da República.
Numa outra conversa, o secretário-geral do PS diz: «estou-me cagando para o 
segredo de justiça».

FRASES DAS CONVERSAS 
Às 09h02 António Costa diz a Pedroso: “Já fiz o contacto”.
O deputado responde: “Sim”Costa disse que ía falar imediatamente com o 
procurador do processo, “portanto, o Guerra”. “Receio que a coisa já esteja na 
mão do juiz visto que é o juiz que tem de se dirigir à Assembleia. Pá, talvez o teu 
irmão seja altura de procurar o Guerra”.
Às 10h50 João Pedroso disse ao irmão: “O João Guerra está incontactável. Tá numa reunião, mas penso que é aquela que nós sabemos”.
Paulo Pedroso responde: “O procurador-geral disse ao António que achava que já
 tinha ido tudo para o TIC”.
Logo a seguir, António Costa volta a falar com Paulo Pedroso: “O procurador-geral 
falou com o magistrado do Ministério Público porque lá o dito Guerra tá lá com 
ele. E disse-lhe, eh pá, o problema é que isso já está nas mãos do juiz”.
Às 12h22 Ferro Rodrigues disse a Jorge Coelho: “O almoço não serve para nada”.
De acordo com o Ministério Público, tratava-se de um almoço entre o Presidente da 
República e o Procurador-Geral da República. A pressão poderia ser então exercida 
através de Jorge Sampaio. Às 19h30 António Costa disse a Ferro Rodrigues que 
estava a chegar “a casa do Júdice” e afirmou ter conhecimento de que 
“uma testemunha da Judiciária não é fiável”. Numa nova conversa telefónica Ferro 
Rodrigues diz a António Costa: “Tou-me cagando para o segredo de Justiça”. CM


http://apodrecetuga.blogspot.com

Portugal em regime de gestão - Quando se candidatou a Presidente da República Cavaco apresentou-se como um professor de economia com muita experiência e conhecimentos internacionais que queria ajudar o país. Durante o primeiro mandato tal ajuda nunca se fez sentir e da experiência pouco mais se pode recordar do que as famosas escutas a Belém que a comunicação social sugeria serem da responsabilidade de Sócrates e realizadas pelas secretas que eram dirigidas por um homem de Passos Coelho.

Portugal em regime de gestão

Quando se candidatou a Presidente da República Cavaco apresentou-se como um professor de economia com muita experiência e conhecimentos internacionais que queria ajudar o país. Durante o primeiro mandato tal ajuda nunca se fez sentir e da experiência pouco mais se pode recordar do que as famosas escutas a Belém que a comunicação social sugeria serem da responsabilidade de Sócrates e realizadas pelas secretas que eram dirigidas por um homem de Passos Coelho.
  
Mas finalmente Cavaco Silva decidiu ajudar Portugal e tem feito de caixeiro-viajante do país, o problemas é que anda a vender o que não deve. Alguém lhe disse par vender cavalos aos árabes por estes terem a mania dos cavalos e vai daí Cavaco lembrou-se das limitações à beleza feminina e já que por aquelas bandas anda tudo de cara tapada, sugeriu-lhes que fossem para Portugal, onde há muitas mulheres bonitas. Estou a ser muito simpático pois se fosse maldoso diria questionar-me-ia sobre o que terão os cavalos e as mulheres em comum na cabeça de Cavaco para que metesse tudo no mesmo catálogo de animais portugueses que estarão à venda.

Desta vez Cavaco estava a falar a mesmo a sério pois não faz sentido que use as mulheres portuguesas em piadas de mau gosto, desta vez era mesmo o Cavaco de quem não é possível tirar Boliqueime que falou, foi o regresso do Cavaco genuíno, do Cavaco que enche a boa de bolo-rei, do Cavaco saloio que não tem grande consideração pelas mulheres portuguesas e acha que as pode usar como chamariz para árabes endinheirados.
  
Mas deixemos de criticar um Presidente que refere as mulheres portuguesas em termos que não a dignifica nada, infelizmente a opinião que tenho sobre Cavaco nunca foi boa e desde que me parece que o verdadeiro presidente é a esposa e só vale a pena ouvi-lo quando lês os discursos escritos sabe Deus por quem não faz  muito sentido levá-lo a sério, é um problema que teremos de aguentar até ao fim do mandato se a natureza não se decidir por ajudar a democracia portuguesa um pouco antes.
  
O que mais impressiona nesta direita agora liderada por Cavaco, Paulo Portas, Maria Luís, Paulo Núncio e Nuno Melo é a total ausência de ideias e de projectos e é essa ausência de ideias que leva a que o discurso oficial da nossa diplomacia seja mais próprio de um sem abrigo do que de um Estado com a nossa história. Esta mendicidade internacional que leva um Presidente a sugerir as mulheres portuguesas a árabes ricos em busca dos prazeres proibidos no seu país não tem nada que ver nem pode se pode justificar com dificuldades financeiras.
  
Podemos estar em dificuldades, podemos precisar de dinheiro como de pão para a boca, mas seremos sempre um país com demasiados anos de história para que sejamos transformados num Estado pindérico que oferece vistos gold a chineses e que diz aos árabes para trazerem o seu dinheiro porque cá podem andar a cavalo. A democracia portuguesa está em regime de gestão, temos uma justiça que prende primeiro e acusa depois, um governo que se arrasta e um presidente que diz asneiras.


jumento.blogspot.pt

Sabe que dia é hoje? - Até ao dia em que Álvaro, o Gordo, desembarcou na Portela vindo do Canadá, para assumir a pasta da economia,

Sabe que dia é hoje?

Até ao dia em que Álvaro, o Gordo, desembarcou na Portela vindo do Canadá, para assumir a pasta da economia, o 1º de Dezembro era o Dia que assinalava a independência de Portugal, que naquela dia de 1640, se libertara do jugo espanhol.
Álvaro, apesar de vir de um país que tem mais feriados que o nosso, defendeu que era preciso reduzir os feriados para relançar a economia. Era apenas uma ideia idiota de um trampolineiro, mas Pedro Passos Coelho, para quem a independência de Portugal é uma data folclórica que não tinha dignidade para ser feriado, "comprou" imediatamente a ideia. Não teve dificuldade em convencer Portas, um falso patriota que anda sempre com o orgulho nacional na boca, enquanto acumula milhas, mas que depressa esquece esse orgulho, em defesa do seu posto ministerial.
Ainda se pensou que Cavaco Silva se opusesse, mas a Alcagoita de Belém assinou de cruz e o 1º de Dezembro passou, com o apoio de (quase) todos os deputados da maioria, de Dia da Restauração da Independência a Dia da Traição.
Este governo é um legítimo herdeiro de Miguel de Vasconcelos. Não só apoiou a perda de independência do país, ajoelhando aos pés da troika, como de imediato tratou de vender todos os nossos activos, para que Portugal não mais possa libertar-se do jugo estrangeiro.
Longe vão os tempos em que o povo se levantava contra os traidores. Hoje em dia, o povo manifesta uma profunda indiferença face aos Miguéis de Vasconcelos e, muitos, até parecem dar-se bem com os traidores aplaudindo a iniciativa do governo. A Alcagoita de Belém até aproveita a data para ir até aos países árabes vender gajas boas, cavalos, sol e aviões, numa manifestação de falta de pudor inqualificável.( Como estas fotos bem documentam)
Celebremos pois o Dia da Traição, com a pompa e circunstância que lhe é devida. Glorificando os traidores e vilipendiando aqueles que ainda defendem os valores do país.

cronicasdorochedo.blogspot.pt

DINNER FOR ONE Original 1963 HQ

O gesto é tudo

O gesto é tudo

.
Quando o Padeiro Velho de Casdemundo teve a certeza de que Manolo Cabra lhe desfeiteara a irmã, em dois segundos decidiu tudo. Nessa mesma noite matou-o de emboscada, arrastou o cadáver para o palheiro e foi acender o forno com umas vides que comprara para as empanadas de San Bartolomé.
O irmão do meio encarregou-se de cortar a cabeça ao morto. O Padeiro Velho amanhou-o e depois chamuscou-o bem chamuscado. Às duas da manhã untou o Cabra de alto a baixo com o tempero, enfiando-lhe um espeto pelas nalgas. Às cinco estava assado.
“Caramba”, disse o irmão do meio, que admirava todas as invenções do mais velho, “é à segoviana!”
“Mas não lhe pões o dente”, cortou o outro.
Entretanto o mais novo, regressado já do Pereiro, aonde fora avisar o Padre Mestre, manifestou desejos de capar Manolo Cabra. O do meio olhou muito sério para o Padeiro Velho. Este cuspiu enojado e decretou:
“É tudo para os cães. E agora tragam-me lá a roupa do fiel defunto, que já não tem préstimo senão no inferno”.
Se perguntassem ao Padeiro Velho o que mais queria naquele momento, teria respondido:
“Assar-lhe até a memória.”
In “Trabalhos e Paixões de Benito Prada”
.
Ontem à noite entretive-me a compôr esta caricatura do grande Fernando Assis Pacheco, com a intenção de a editar hoje, um dia depois da efeméride do seu falecimento, a 30 de Novembro de 1995. Retratei-o com o seu ar jocoso, alegre e mordaz, na pose de uma das suas fotos mais conhecidas.
.
Tinha intenção de a fazer acompanhar de um dos seus magníficos sonetos, aquele que dedicou aos seus colhões - este. Mas mudei de ideias. Optei pelo primeiro capítulo do seu romance “Trabalhos e paixões de Benito Prada”.
.
Dedico-os (o gesto e o naco de prosa do Assis) à xelência que preside a esta pobre república arruinada, que continua a descer degraus na infecta indignidade em que apostou e dá provas todos os dias.
-É verdade. O cavaco acaba de desmentir o jornalista da SIC que relatou a sua incontinência verbal nas arábias, onde – à mesa lauta de nababos de turbante - se lambuzou deleitada e ignobilmente a desfeitear as irmãs, as mães e as filhas de todos os portugueses.
.
Dedico-os também à televisão em causa que, não satisfeita em desautorizar e humilhar publicamente um dos seus jornalistas, se apressou a pedir desculpas a “suaxcelência”. Repugnante.
.

Mas se me perguntassem o que mais queria neste momento, responderia como o Padeiro Velho do Assis: “Assar-lhes até a memória”.

ositiodosdesenhos.blogspot.pt

OLHÃO: PISCINAS MUNICIPAIS ASSALTADAS? - Fonte informou-nos de que as piscinas municipais teriam sido assaltadas e de que os assaltantes teriam levado registadoras, televisores e outros pertences.

OLHÃO: PISCINAS MUNICIPAIS ASSALTADAS?

Fonte informou-nos de que as piscinas municipais teriam sido assaltadas e de que os assaltantes teriam levado registadoras, televisores e outros pertences.
Aparentemente o móbil do crime estaria claro mas acontece que o assaltante por falta de dinheiro para comprar papel higiénico terá levado os registos contabilisticos do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Olhão.
Só que, e segundo a fonte, daqueles documentos constariam facturas de latas de Cerelac, talvez para alimentar o presidente, que não vemos mais ninguém com cara de recem-nascido e de 900 tiras de choco que nunca deram entrada no refeitório do CCD.
Sabemos nós que a actual direcção do CCD tem vindo a passar a pente fino a gestão da anterior direcção do CCD por eventuais irregularidades, algumas delas já denunciadas como a compra de perfumes, relógios e outros artigos de que se desconhece os destinatarios.
Constou-nos, também, que a atitude da actual direcção do CCD tem vindo a criar algum mal-estar entre os elementos que compunham a anterior direcção na qual pontificava a mulher mais poderosa da autarquia, mais poderosa que o próprio presidente da edilidade.
O poder de tal senhora vai ao ponto de ameaçar de que se a actual direcção não parar a investigação que vem fazendo, serão cortados todos os apoios que a Câmara Municipal de Olhão vem dando ao CCD.
Portanto não espanta que o tradicional subsidio da autarquia para a festa de Natal dos trabalhadores da Câmara esteja parado apesar de estarmos a escassos dias da sua efectivação, embora se alegue a falta de dinheiro por parte da autarquia.
O actual presidente do CCD é afecto à nova concelhia do partido no poder que e como é do domínio publico não morre de amores pelo presidente. O presidente do CCD tem vindo, de forma subtil e enviesada a sofrer ameaças, à semelhança do que acontece com outros trabalhadores afectos á concelhia, ameaças essa a que não será alheio o birras em presidente.
Já quanto ao assalto, a Câmara Municipal tão lesta a mandar comunicados para a comunicação social, desta vez não o divulga, pelo contrario, esconde que as piscinas foram assaltadas, vá-se lá saber porquê? Será que têm receio de que o assalto tenha sido da autoria moral de algum funcionario ligado à anterior direcção do CCD? Será que foi feita a participação à PSP? Ou não foi?
Os trabalhadores da autarquia muito provavelmente, pelo andar da carruagem não terão a costumeira festa de Natal e a responsabilidade é única e exclusiva do presidente ao delegar o Poder numa funcionaria que deveria prestar contas à justiça, mas a Câmara Municipal de Olhão, como em tudo o que faz, encobre quem lhes apara o jogo.
Os trabalhadores da autarquia devem mostrar toda a sua indignação e revolta pelo que a actual liderança na Câmara vem fazendo.
REVOLTEM-SE, PORRA!

olhaolivre.blogspot.pt

AS 7 MELHORES PRISÕES DO MUNDO

AS 7 MELHORES PRISÕES DO MUNDO

THIAGO SIEVERS, 
Só cuidado para não passar a considerar alguns crimes básicos após conhecer essas penitenciárias.
prisao-sem-arte
Na Bastoy, Noruega, os presos podem tomar sol
Há pouco mais de um ano fizemos um texto falando sobre as piores prisões do mundo. Ainda que não haja penitenciarias brasileiras na lista, a matéria nos faz parar para analisar bem se vale a pena pegar aquele Bubbaloo na padaria sem pagar. Até porque sabemos que em nosso país esses lugares não costumam receber uma atenção carinhosa do Estado.
Agora, então, viemos trazer um outro olhar sobre o assunto. Vamos falar sobre as melhores prisões do mundo. Aquelas que são capazes até de lhe fazer considerar um crime. Um pequeno crime. Mas algo com mais emoção do que roubar um chiclete. Sei lá, andar pelado na rua. Quem sabe.
Há diversas prisões interessantes no mundo, que oferecem boas acomodações aos detentos e uma filosofia de reabilitação próxima do ideal. É o caso JVA Fuhlsbuettel, na Alemanha, a prisão de Otago, na Nova Zelândia, a Sollentuna e a Champ-Dollon, na Suíça (essa última esteve com sérios problemas de superlotação, mas após receber um investimento de cerca de US$ 40 milhões as coisas parecem ter melhorado) e outras nos Estados Unidos. Mas procuramos separar aquelas que se destacam por alguma peculiaridade curiosa.
E eis o que encontramos.
7# Pondok Bangu (Indonésia)
padok-2
“Ei, uma prisão indonesiana está nessa lista?”, você deve estar se perguntando. E a resposta é “sim”. Mas serve apenas para quem tem dinheiro.
Em Pondok Bangu ficam detidos os criminosos que têm bala para comprar um lugar em suas luxuosas dependências. O lugar conta com um jardim cheio de esculturas, mobilias interessantes, ar condicionado e geladeira nas celas. Sem falar no karaokê, no salão de beleza e no spa.
Infelizmente essa prisão só é “melhor” para os detentos e não para a sociedade. Talvez quem tenha que ser reeducado, nesse caso, sejam aqueles que tiveram a infeliz ideia de criar uma instituição como a Pondok Bangu.
6# Aranjuez (Espanha)
spain-2
Essa talvez seja a prisão com a filosofia mais polêmica da lista.
A Aranjuez, na Espanha, é a única penitenciária familiar do mundo. A ideia é que os pais não precisem se separar de seus filhos enquanto eles ainda não forem grandes o suficientes para perceber a realidade de uma prisão (até os 3 anos).
As celas vêm com berços, decoração com personagens da Disney e também com um acesso para o playground do lugar. Tanto as famílias como as psicólogas do cárcere entendem não ser essa uma situação ideal para a crianças, mas pensam que o fato da família estar unida é algo positivo para todos.
Os casais precisam passar por um período de dois meses de observação para provar que podem viver juntos numa relação saudável com seus filhos.
5# Litla-Hraun (Islândia)
litla-2
Hosmany Ramons é um ex-cirurgião plástico brasileiro que foi preso na Islândia em 2010 com acusações de roubo de joias e carros, contrabando, tráfico e homicídio. Mas quando a Justiça brasileira estava para determinar a extradição do rapaz, ele logo disse: “Terá que vir com argumentos robustos.”
Isso porque Ramos estava hospedado num hotel de luxo, segundo suas próprias impressões, que na verdade era a prisão de Litla-Hraunim.
Segundo ele, 70% dos guardas são mulheres, a prisão tem apenas 80 detentos, a comida é de restaurante e os presos recebem um salário de R$145 para “comprar chocolates e cigarros”, além de contarem com uma sala de musculação de luxo, pátio para momentos de lazer e escola para estudar computação e até a língua local. Nada mal.
4# Prem Central (Tailândia)
muay-thai-2
A prisão de Prem Central não se compara com as outras da lista em termos de “atividades de entretenimento” ou mesmo de luxo. Mas lá eles podem fazer algo que os prisioneiros dos outros lugares não podem: surrar outros detentos. Eles não só podem fazer isso com permissão da prisão como ganham dinheiro e até têm a pena reduzida se forem bem sucedidos na tarefa. Se você não está entendendo nada, explicamos.
Sabemos que a Tailândia é o país do Muay Thai. É disso que estamos falando.
Lá é organizado um evento em que os presos da Prem Central lutam contra detentos de outros países. Se eles vencerem a disputa (o que quase sempre acontece, já que geralmente lutam desde criança e treinam todos os dias), além de ganharem uma recompensa financeira eles podem encurtar seu tempo dentro da prisão. Para isso, precisam também ter um bom comportamento, vale notar.
O Coconuts TV fez uma matéria bem legal sobre as lutas na prisão.
3# Leoben Justice Center (Áustria)
justice-2
Se o seu negócio for beleza arquitetônica (e crime, claro) certamente o lugar ideal será o Leoben Justice Center, na Áustria. A prisão tem uma arquitetura impressionante, de deixar qualquer um boquiaberto. Mas vale ressaltar que nessa penitenciária só são aceitos aqueles que cometeram crimes não-violentos.
Os quartos ali são individuais com banheiro e cozinha. Muitos espaços não têm sequer barras de segurança. Os presos também podem se divertir numa quadra de basquete e futebol, malhando na sala de musculação ou jogando um ping-pong ao ar livre.
A preservação da humanidade dos presos é observada pela diretoria. É possível ler no Leoben Justice Center: “Todas as pessoas privadas de sua liberdade devem ser tratadas com humanidade e respeito pela inerente dignidade do ser humano.”
A prisão abriga um tribunal em seu interior. Talvez seja esse um dos motivos da palavra “justice” em seu nome.
2# Halden (Noruega)
a
Gosta de arte? Sugerimos, então, uma passada no Halden – se tiver coragem de se enquadram na categoria de um delinquente, é claro.
A prisão de Halden gastou cerca de US$ 1 milhão em obras de arte. Já que o ambiente carcerário pode ser bem desagradável, os diretores do lugar resolveram fazer de tudo para harmonizar os ambientes.
Os quartos, que são individuais, são dignos de um hotel respeitável, levando banheiro com azulejos de cerâmica e televisões de tela fina (para evitar possíveis esconderijos de drogas). Cada 10 celas dividem uma cozinha e uma sala de estar.
Há quadra de basquete, pista de cooper, parede para escalada e campo de futebol. Não gosta de nada disso? Então você pode tentar a sorte gravando um som no estúdio de música do lugar, que é equipado com aparelhos profissionais.
Os guardas da prisão são importantíssimos na filosofia e prática do Halden. Metade são mulheres, pois os dirigentes acreditam que isso reduz a tensão com os detentos. Seu papel é de motivar os presos para que eles sejam educados e reabilitados. Além disso, eles conduzem atividades esportivas das 8h às 20h, e jogam e fazem as refeições junto dos presos. São necessários 2 anos de treinamento para se tornar um guarda na Noruega.
Os criminosos ainda têm aulas de desenho e gastronomia que os auxiliam a sair de lá mais preparados para a vida social.
1# Bastoy (Noruega)
bastoy-3
Procurando um resort para as férias? Que tal a prisão Bastey, na Noruega? Lá você vai encontrar uma praia para pegar um sol, diversos pontos de pesca, sauna e quadra de tênis. Há também cavalos no local, sem contar os cursos, como o de computação.
O problema é que não basta um telefonema para reservar um quarto, ainda é preciso ser um criminoso.
O funcionamento da Bastoy chega a ser absurdamente surreal para nós, brasileiros. A prisão é uma ilha e a única coisa que a limita é a água em sua volta – nada de muros ou guardas armados. A fuga, ainda que dificultada pelo rio, é bem possível. Mas o diretor do lugar Arne Kvernvik Nilsen conversa com o detento quando ele chega e avisa: se você fugir e conseguir alcançar a terra livre, dê uma ligada e avise que está tudo bem, assim a gente não tem que enviar um guarda para procurá-lo.
A confiança parece sera base da relação com os presos. Eles ficam com as chaves das próprias celas e o controle é feito por um mecanismo de “check in” durante todo o dia.
O lugar funciona mais ou menos como uma vila auto-sustentável. O pouco mais de 100 prisioneiros trabalham em diversas funções e a jornada diária vai das 8h30 às 15h30 nos dias úteis. E, acreditem, eles são pagos. Algo em torno de US$ 10 por dia, segundo essa matéria da CNN de 2012. E eles podem guardar o dinheiro ou gastar ali mesmo, nas lojas que têm no local.
Se você acha que é muita moleza para gente que cometeu crimes como homicídios, estupros e outros, Nielsen tem um recado: “Qual o problema se criamos um acampamento de férias para criminosos? Devemos reduzir o risco de incidência, porque, se não o fizermos, qual o ponto da punição senão o de inclinar-se para o lado primitivo da humanidade?”
E parece que funciona. A Bastoy tem uma taxa de incidência de seus presos de apenas 16% – a mais baixa da Europa. Quase nada se comparada com a do Brasil (70%) ou mesmo dos Estados Unidos (40%).
www.elhombre.com.br