AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O que os cientistas descobriram no oceano parece coisa de ficção científica - Foi há 1200 anos que a cidade egípcia de Heracleion desapareceu, engolida pelas águas do Mar Mediterrâneo. Conhecida pelos gregos como Thonis, ela acabou sendo quase esquecida pela própria história – agora uma equipe de arqueólogos está escavando e desvendando seus mistérios.



SHARE    
 
 O que os cientistas descobriram no oceano parece coisa de ficção científica

Foi há 1200 anos que a cidade egípcia de Heracleion desapareceu, engolida pelas águas do Mar Mediterrâneo. Conhecida pelos gregos como Thonis, ela acabou sendo quase esquecida pela própria história – agora uma equipe de arqueólogos está escavando e desvendando seus mistérios.
O arqueólogo subaquático Franck Goddio e o Instituo Europeu de Arqueologia Marítima redescobriram a cidade em 2000 e, durante estes 13 anos, têm achado verdadeiras relíquias incrivelmente bem preservadas. Afinal o mito de Thonis-Heracleion era real, só estava ‘adormecido’ à 30 pés abaixo da superfície do Mediterrâneo, em Abu Qir Bay, no Egito. Veja os vídeos e as fotos impressionantes dos achados:

VÍDEOS

video

video


cidade perdida de thonis heracleion
Segundo Goddio, Thonis–Heracleion provavelmente foi fundada no século 8 a.C. — antes mesmo de Alexandria — e era o porto de entrada ao Egito para todas as embarcações provenientes da Grécia. Além disso, a cidade também tinha importância religiosa, graças à presença de um grande Templo de Amon e Khonsou. Mas, por volta do século 8 d.C., devido a uma série de catástrofes submarinas, Thonis –Heracleion acabou afundando completamente.
Durante todos esses séculos, embora se soubesse da existência da cidade devido a registros históricos e algumas inscrições encontradas por arqueólogos, nunca alguém havia encontrado qualquer vestígio do porto. No entanto, após 13 anos de trabalhos, a equipe liderada por Goddio conseguiu resgatar inúmeros artefatos, assim como descobrir mais sobre a história dessa importante localidade.
Além de joias, moedas, objetos ritualísticos, peças de cerâmica e majestosas estátuas, os arqueólogos também encontraram mais de 700 âncoras e aproximadamente 60 embarcações naufragadas. Você pode conferir alguns dos incríveis artefatos descobertos nas imagens a seguir:
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
cidade perdida de thonis heracleion
Wow!! Que espetacular não?? Não sei você, mas somos fascinados com o trabalho dos arqueólogos, eles dedicam boa parte de suas vidas para que nós possamos conhecer mais sobre o nosso passado. Esplêndido! São em descobertas maravilhosas assim que temos muito orgulho de poder levar essa informação para você.

mundopocket.com.br

A ALTERNATIVA EXISTE - No âmbito da discussão do Orçamento de Estado para 2015, o Governo e a maioria PSD-CDS, já em clima de pré-campanha, anunciam que este é o OE da viragem, amigo das famílias, preocupado com a justiça social, com o crescimento e o relançamento da economia nacional.

A ALTERNATIVA EXISTE

alternativa
No âmbito da discussão do Orçamento de Estado para 2015, o Governo e a maioria PSD-CDS, já em clima de pré-campanha, anunciam que este é o OE da viragem, amigo das famílias, preocupado com a justiça social, com o crescimento e o relançamento da economia nacional.
No entanto, este discurso não coincide com as opções do Governo.
Se, como PSD e CDS dizem, o País está melhor, como é que se explica que insistam nas medidas de empobrecimento dos trabalhadores e do povo, de destruição dos serviços públicos e agravamento das desigualdades?
Porque apresentam um OE que agrava a dívida, renova cortes e congelamentos de salários e pensões, agrava a injustiça fiscal sobre quem trabalha e reduz impostos às grandes empresas, destrói serviços públicos e continua a entregar empresas públicas aos interesses privados?
A resposta a estas questões é simples: o Governo PSD-CDS insiste na sua opção de classe, não procura, nem está interessado em soluções para os problemas do país, está mais preocupado em agradar e servir os interesses dos grandes grupos económico-financeiros.
Se as suas preocupações fossem outras, estariam atentos e discutiriam de forma séria e honesta as propostas alternativas que o PCP apresentou, designadamente, em matéria fiscal.
Na proposta fiscal avançada pelo PCP, propõe-se corrigir o peso excessivo dos impostos que recaem sobre os rendimentos do trabalho e sobre o consumo das famílias. Em compensação, eleva-se a tributação dos rendimentos do capital e dos consumos de luxo, avançando com a criação de novos impostos sobre os negócios da especulação financeira e os grandes patrimónios mobiliários (acções e títulos financeiros). Seguem-se, a título de exemplo, algumas medidas que integram a proposta do PCP.
Em sede de IRS: aumentar o número de escalões, diminuindo a taxa nos escalões mais baixos e intermédios e criando um novo escalão para rendimentos muito elevados;  eliminar a sobretaxa extraordinária.
Em matéria de IVA: a redução da taxa normal do IVA, de 23 para 21 por cento e o alargamento da taxa reduzida e da taxa intermédia, aplicando-as a mais bens e serviços essenciais, incluindo o gás e a electricidade.
Relativamente às micro, pequenas e médias empresas: eliminar gradualmente, até 2017, o pagamento especial por conta; reduzir a taxa nominal de IRC para 12,5%; alargar o regime simplificado a todas as micro-empresas; reduzir para 13% a taxa do IVA na restauração.
O PCP propõe, ainda: tributar o património mobiliário e as transacções financeiras; repor a taxa nominal de IRC em 25% e criar uma taxa mais elevada para as grandes empresas; apurar a taxa de IRC a partir dos resultados contabilísticos, e não do «lucro colectável»; eliminar os benefícios fiscais associados ao offshore da Madeira; acabar com a isenção de 50% no IMI para fundos de investimento imobiliário; criar uma taxa de IVA de 25%, aplicável a bens e serviços de luxo.
Como se prova existe alternativa, existe um caminho patriótico e de esquerda apto a superar a crise e a melhorar as condições de vida dos portugueses, a acabar com injustiças e desigualdades e promover o crescimento económico.
O Governo, o PSD e o CDS, preferem prosseguir o caminho do empobrecimento do País e do enriquecimento dos grandes grupos económicos e financeiros.
Publicado no Jornal O Setubalense, edição do dia 19-11-2014

pracadobocage.wordpress.com

Cavaco, o Puro - Ontem, num discurso aos pastorinhos em Vila Real, Pedro Passos Coelho fez questão de salientar que os políticos não são todos iguais. O líder do PSD, circunstancialmente pm, está cheio de razão. Os políticos dividem-se em castas, formando uma pirâmide em cuja base se encontram os empreendedores.

Cavaco, o Puro





Ontem, num discurso aos pastorinhos em Vila Real, Pedro Passos Coelho fez questão de salientar que os políticos não são todos iguais. O líder do PSD, circunstancialmente pm, está cheio de razão. Os políticos dividem-se em castas,  formando uma pirâmide em cuja base se encontram os empreendedores.
Pertencem a este tipo os políticos que criam empresas com amigos para desempenhar uma qualquer actividade, que nunca chegam a exercer. Quando alguma suspeita recai sobre essas empresas, os políticos empreendedores abrem a boca de espanto, porque não sabiam que as empresas que tinham criado ainda estavam a funcionar. O político empreendedor raras vezes vai além de ministro, ou presidente de partido.
Seguem-se os políticos “pica no chão”. São pés rapados que se especializaram no aproveitamento de verbas comunitárias.  Inventam cursos para profissionais que não existem, como pessoal ligado à aeronáutica, para receberem verbas do Fundo Social Europeu. Com sorte e o apoio de especialistas na área da jardinagem, podem chegar a primeiros-ministros.
Temos, na parte superior da pirâmide, os políticos topo de gama. Têm a mania das grandezas e acabam acusados de lavagem de dinheiro. Só no momento em que se equiparam a Al Capone  ou Alves dos Reis se sentem realizados.Também chegam a pm, passando entre os pingos de chuva. Tal como Al Capone, são muito populares na comunicação social que propagandeia todo o tipo de acusações existentes no cardápio, para os incriminar. Um dia, acabam por ser descobertos, por não terem pago os impostos da lavandaria.
No topo da pirâmide temos os políticos puros. Em Portugal, infelizmente, só temos um: Aníbal Cavaco Silva.
O PR não é apenas uma pessoa de uma honestidade à prova de bala. Ele pratica o bem e esforça-se por desviar dos maus caminhos alguns vigaristas, convidando-os para o seu governo no intuito de os regenerar. Oliveira e Costa e Dias Loureiro são apenas dois exemplos de um vasto conjunto de pessoas que Cavaco tentou regenerar sem sucesso. Alguns, como Oliveira e Costa, ficaram-lhe eternamente gratos pela tentativa e, como reconhecimento, ofereceram-lhe umas acções do seu prestigiado banco que, pasme-se!, acabou por ir à falência, mas não sem que antes, Cavaco Silva tenha sido generosamente compensado.
Ergamos pois a este Deus da Pureza um santuário e veneremo-lo em profundo  recolhimento, agradecendo-lhe os altos serviços prestados ao país na tentativa de regenerar vigaristas. Mesmo sem sucesso nessa tarefa, Cavaco fez milagres. Um dia,certamente, todos ficaremos a saber quais foram. Se formos crentes e acreditarmos nos cheques do Espírito Santo.


cronicasdorochedo.blogspot.pt

Por um movimento comunista europeu forte, contra as uniões imperialistas, pela derrocada do capitalismo!

Por um movimento comunista europeu forte, contra as uniões imperialistas, pela derrocada do capitalismo!

  “EUROPA 100 ANOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL: CRISE, FASCISMO, GUERRA. A LUTA DOS PARTIDOS COMUNISTAS E OPERÁRIOS PELA EUROPA DO SOCIALISMO, DA PAZ, DA JUSTIÇA SOCIAL”.

Dimitris Koutsoumpas: É necessária a coordenação da atividade dos comunistas tendo como linha a derrubada da OTAN e da UE

Discurso de abertura do Secretário Geral do Comitê Central do KKE, Dimitris Koutsoumpas, no Encontro Comunista Europeu, em 02 de outubro de 2014
Estimados camaradas;
Mais uma vez nos reunimos aqui, no Parlamento Europeu, no Encontro Comunista Europeu. Damos as boas vindas a todos.
A participação de mais de 30 delegações de partidos comunistas e operários de dezenas de países da Europa demonstra que este encontro, realizado por iniciativa do KKE, corresponde à importante necessidade dos comunistas da Europa de reunirem-se, discutirem e posicionarem-se com relação aos acontecimentos atuais. Além disso, objetiva coordenar suas atividades contra as organizações imperialistas, que apenas provocam o sofrimento dos povos de nossos países e, também, coordenar suas atividades contra a barbárie capitalista.
O KKE continuará utilizando todos os meios disponíveis para contribuir com este esforço. De fato, hoje estamos aqui porque nosso partido utiliza as oportunidades disponíveis para seu grupo no parlamento europeu.
Na verdade, refutam-se todos os que, na Grécia e no estrangeiro, insinuaram que a retirada necessária do KKE do grupo europeu do GUE/NGL – após os acontecimentos negativos e o aumento das intervenções do Partido da Esquerda Europeia (PIE) –, supostamente, levaria à redução ou inclusão do desaparecimento destas possibilidades para nosso partido.
Podemos assegurar que, com base na experiência destes meses, ocorreu o contrário. Fortaleceu-se a nossa intervenção independente, nossa presença e luta em todos os processos dentro e fora do parlamento europeu.
Estimados camaradas;
O tema deste encontro reflete, em primeiro lugar, o que estão vivenciando, de uma ou outra forma, os povos da Europa: a crise econômica capitalista, o ressurgimento de tendências nacionalistas, racistas e fascistas, a guerra e as intervenções imperialistas.
Cem anos depois da Primeira Guerra Mundial e uns 70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa está experimentando as consequências da sede insaciável dos monopólios dos lucros, enfrenta novamente as leis da via de desenvolvimento capitalista, tais como a crise econômica e seus reflexos trágicos para os trabalhadores e as demais camadas populares. A Europa e seus povos enfrentam a guerra.
É claro que as manifestações dos fenômenos diferem de um país para outro. Assim, se em nosso país grandes setores de trabalhadores vivem o desemprego e a deterioração significativa de seu nível de vida. Na Ucrânia, já se leva a cabo um derramamento de sangue. As diferentes manifestações das consequências do capitalismo de um país para outro estão relacionadas com o desenvolvimento capitalista desigual. No entanto, em toda a Europa, em seus quatro cantos, quem se beneficia é um punhado de capitalistas. Com ou sem memorando, está sendo implantada a agenda antipopular, estão se aprofundando os problemas trabalhistas e sociais. Não se trata simplesmente de uma divisão entre os “países ricos” e os “países pobres” da Europa (em detrimento desses últimos), mas de uma divisão impregnada pela profunda divisão classista: inclusive nos países mais pobres da Europa existe riqueza acumulada nas mãos de poucos, que levam uma vida particularmente provocadora em comparação ao resto da população. Da mesma forma, nos países mais ricos existe grande pobreza. Os trabalhadores, independentemente se vivem nos “países pobres” ou nos “países ricos”, têm interesses comuns na derrocada do capital, ainda mais que o capitalismo hoje ameaça os povos com novos derramamentos de sangue.
Ao estudar a experiência histórica, aprendemos que as crises econômicas, como a crise de 1929-1933, conduzem à guerra. Em cada crise se intensifica a agressividade do capital e se destroem enormes forças produtivas.
Nosso partido avalia que, inclusive se a economia entrar em uma fase de recuperação limitada, esta situação pode ser afetada pelo impacto dos acontecimentos na região, pela deterioração do curso econômico na zona do euro.
A economia alemã esteve em recessão no segundo trimestre de 2014, enquanto na Itália e na França se intensificam as preocupações. As leis objetivas do capitalismo são implacáveis. As dificuldades do sistema provocaram intensas contradições quanto à fórmula de gestão econômica, levando à transformação do sistema político para que os capitalistas assegurem a solução governamental mais eficaz para o fortalecimento dos monopólios, sua rentabilidade nas novas condições, para a continuidade do ataque antipopular.
As contradições entre os centros imperialistas estão se aprofundando. Este fato está relacionado com os acontecimentos na Ucrânia, com a guerra de sanções econômicas entre a UE e a Rússia, assim como os acontecimentos no Oriente Médio e na África do Norte. Intensificam-se os enfrentamentos entre os grupos monopolistas fortes, os estados capitalistas, as classes burguesas pelas quotas de mercado, pelo controle dos recursos naturais, pelas tubulações de gás natural e petróleo, assim como pelo controle das rotas de transporte de mercadorias. Trata-se de um antagonismo inter-imperialista implacável que, ao passar do tempo, se torna mais feroz. Uma tarefa principal para nosso movimento é entender que, devido à correlação de forças negativa, modificou-se toda a rede de relações internacionais, o direito internacional tal como foi estabelecido após a Segunda Guerra Mundial.
Nos últimos vinte anos, temos experimentado os primeiros indícios disto com uma longa serie de guerras e intervenções militares da OTAN, dos EUA, da UE na Iugoslávia, Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, República da África Central e agora na Ucrânia. Ou seja, em todos os lugares onde se questionam os interesses dos monopólios estadunidenses e europeus, onde entram em conflito com os interesses antagônicos dos grupos empresariais russos, chineses e das demais economias capitalistas em desenvolvimento.
É um confronto que implica a utilização de todos os meios disponíveis, como, por exemplo, medidas diplomáticas, econômicas e militares, inclusive a possibilidade de utilizar armas nucleares. Isto se vê confirmado pela decisão da OTAN de formar forças de intervenção rápida, assim como sua intenção de instalar na Europa o chamado “escudo antimísseis”, para adquirir uma “vantagem nuclear” em relação ao “primeiro golpe” contra a Rússia.
Gostaríamos de destacar algumas coisas sobre os acontecimentos na Ucrânia. O KKE, desde o primeiro momento, assinalou que este confronto sangrento se manifestou com mais intensidade após a intervenção dos EUA e da UE nos acontecimentos na Ucrânia, pois são potências que estão em antagonismo feroz com a Rússia sobre o controle dos mercados, das matérias primas e das redes de transporte do país. Assim, o confronto se levou a cabo no terreno da via de desenvolvimento capitalista que segue o país, depois da dissolução da URSS. Em qualquer caso, a derrocada do governo de Yanukovich não constituía um “desenvolvimento democrático”, já que no governo surgiram forças conservadoras reacionárias, inclusive fascistas, utilizadas pela UE e pelos EUA para promover seus planos geopolíticos na região da Eurásia.
O KKE considera que a verdadeira solução para o povo ucraniano não é nem a aproximação da Ucrânia com a atual União Europeia imperialista nem com a atual Rússia capitalista. A tentativa de dividir o povo ucraniano com base étnica, linguística e levá-lo a um massacre ainda maior, com consequências trágicas incalculáveis tanto para o povo como para o país, a fim de escolher entre uma ou outra união capitalista interestatal, é totalmente alheio aos interesses dos trabalhadores.
Consideramos que o povo trabalhador da Ucrânia deve organizar sua luta independente, tendo como critério seus interesses e não qual imperialista escolhe um ou outro setor da plutocracia ucraniana. Deve traçar seu caminho para a ruptura total e para a derrocada das forças reacionárias, visando o socialismo como única alternativa aos impasses da via de desenvolvimento capitalista, às crises e às guerras. Ainda mais quando o povo da Ucrânia experimentou o significado do socialismo, do internacionalismo, dos direitos para a classe operária com base nas suas verdadeiras necessidades. Em grande medida, almeja as grandes conquistas sociais para a classe trabalhadora e demais setores populares.
O KKE, durante todo este período, seguiu a única política que consideramos corresponder a nosso caráter como partido comunista. Desde o primeiro momento, nosso partido pediu que a Grécia não tivesse participação alguma. Nenhuma implicação nos planos imperialistas da OTAN, dos EUA e da UE na Ucrânia, independente como se expressem estes planos, seja com sanções contra a Rússia ou com expedições militares no futuro. Fizemos isto com iniciativas no movimento operário, no parlamento nacional e europeu, com reuniões com o Presidente da República Helênica. Não deixamos de sublinhar que a crise capitalista e as guerras imperialistas andam de mãos dadas e que nosso povo não possui nenhum interesse na participação da Grécia nestes planos.
Estimados camaradas;
Nestas condições de crise econômica, de contradições aprofundadas e de preparação de guerras, vemos que o capitalismo tira novamente os arquivos da história e revive na vida política de muitos países as forças fascistas. É claro que o terreno foi preparado há muitos anos. Já que falamos de nosso continente, a própria UE fez todo o possível para apagar a chama da história verdadeira, que foi escrita com o sangue dos povos. Faz tudo o que é possível para distorcer a história, para justificar direta ou indiretamente a brutalidade fascista. Inclusive, chegou a declarar o dia 9 de maio, o Dia da Vitória Antifascista dos Povos, como “dia da Europa”, tentando eliminar da memória dos povos da Europa o caráter antifascista e anti-imperialista deste aniversário. Nesta campanha ideológica-política suja e caluniosa, nem sequer titubeiam em equiparar o fascismo ao comunismo, com a diretriz e o marco da UE e a teoria infundada dos “dois extremos”.
Ao mesmo tempo, a UE, assim como os EUA, não tem nenhuma dúvida em apoiar-se e apoiar as forças mais reacionárias e obscuras que surgiram no governo da Ucrânia, na direção do estado da Ucrânia, através de um golpe de estado, como ocorreu anteriormente em muitos países bálticos, para a promoção de seus interesses geopolíticos na região da Eurásia. Durante os últimos 25 anos, depois do fim do socialismo e da dissolução da URSS, se leva a cabo uma sistemática “lavagem cerebral” ideológica anticomunista, apresentando as “legiões SS” e outros grupos armados pró-fascistas como “libertadores” dos países do bolchevismo.
No entanto, por mais rancor que tenham, por mais tinta que seja gasta, a realidade objetiva não pode ser alterada. Quase 70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas em todo o mundo apreciam a contribuição do movimento comunista com sacrifícios sem precedentes para a derrota do fascismo.
A principal força desta luta titânica, a alma e o dirigente foram os partidos comunistas, encabeçados pelo partido dos bolcheviques. Milhões de comunistas, homens e mulheres sacrificaram sua vida para um mundo melhor.
O sistema capitalista, os antagonismos que inevitavelmente se manifestam entre os imperialistas e os monopólios estão gravados na consciência dos povos profundamente estigmatizados como responsáveis pelas duas guerras mundiais. Para os milhões de mortos, deficientes, removidos de seus lares. Não titubeiam em cometer qualquer crime se isto serve a seus lucros, seu domínio e ao poder capitalista. Esta realidade ainda continua sendo mais vigente hoje em dia, dado que os antagonismos e os conflitos entre si estão se aprofundando.
O monstro fascista, tanto hoje quanto no passado, é uma criação do sistema capitalista, nasce em suas entranhas, não é algo fora disto, como pretendem apresentá-lo. O fascismo é a expressão extrema do capital, utilizado como a “ponta de lança” do poder capitalista contra o movimento operário.
Utiliza as condições da democracia parlamentar burguesa para fortalecer-se, contando com o apoio do capital ou de setores dele, assim como do aparato estatal. Seu objetivo é aplicar uma forma dura de exercício do poder dos monopólios, tal como fizeram no passado os partidos nacional-socialistas de Hitler e Mussolini, para suprimir o movimento operário e popular. Isto foi e continua sendo sua principal característica e disto surge o ódio anticomunista declarado de todas as forças fascistas ao longo do tempo.
O fortalecimento dos fascistas na Ucrânia, na Grécia, na França e em outros países da Europa está vinculado ao desmentido das falsas experiências que fomentaram tanto a socialdemocracia quanto os partidos burgueses liberais, todo tipo de governos burgueses, que prometiam ajustes favoráveis ao povo e, na prática, aplicaram uma dura política antipopular, servindo aos monopólios. Então, a frustração dos setores populares destroçados, dos trabalhadores autônomos, dos camponeses, dos desempregados, de setores da classe operária sem experiência, sobretudo jovens, pode levar, inclusive, a uma direção mais reacionária. Isto foi demonstrou tanto pela história como pelos acontecimentos atuais. As consignas, as promessas de mudança a favor do povo que são refutadas na prática pelas diferentes formas de gestão dos interesses do capital, da barbárie capitalista, da estratégia da UE, que levam a consciência do povo ao retrocesso. O fascismo, assim como há 80 anos, pode ser a opção das classes burguesas não apenas como força de ataque e intimidação contra o movimento popular, mas também como força de gestão do poder burguês.
Nós comunistas lutamos para erradicar as causas que geram as crises, a guerra, o fascismo, ou seja, o próprio sistema capitalista. Consideramos que esta direção, a luta pela transformação revolucionária, pelo socialismo, não só nos dá força para o confronto diário com o capital, para lutar pelos objetivos e demandas que correspondem às necessidades populares, como também para orientar nossa política de alianças. Nós comunistas da Grécia, lutamos nesta direção, tentando unir todos, a maioria, ou seja, a classe operária, os setores populares urbanos e rurais na luta contra os monopólios, contra o capitalismo.
Estimados camaradas;
É de grande importância a postura do movimento comunista e operário. Não deve cair nas “armadilhas” montadas, entre outros, pelas forças de “esquerda”, ou seja, oportunistas-sociademocratas, como é SYRIZA na Grécia e PIE na Europa, que chamam os setores operários e populares a lutarem “sob as bandeiras estrangeiras”. Posições como, por exemplo, a formação de uma “frente do sul” da Europa ou da suposta “democratização da UE”, da “mudança do papel do BCE”, etc., enturvam as águas. Estas posições semeiam ilusões de que é possível uma “fórmula de gestão racional” melhor, que corrigirá a UE e livrará o capitalismo de sua barbárie atual.
Além disso, gostaríamos de destacar o seguinte: assim como capitalismo, o sistema imperialista internacional não pode se desfazer de suas características inerentes e “humanizar-se” supostamente com um modo de gestão de “esquerdas”. Assim, suas alianças capitalistas interestatais, suas organizações imperialistas, como a UE, tampouco podem “humanizar-se”. De fato, nas condições atuais vão piorar; não há como melhorarem. O único caminho para os povos é a luta para sua derrocada, pela construção da nova sociedade socialista, com a classe trabalhadora, o povo no poder.
A UE e a OTAN são “ferramentas” dos monopólios europeus e estadunidenses. A UE não está sob a “tutela” dos EUA e da OTAN. A UE não se arrasta atrás dos EUA e da OTAN, como defendem as forças oportunistas, mas coopera estreitamente e isto é evidente em muitos casos. Certamente, existem interesses distintos que se chocam com um ou outro modo de tratar conjuntamente um tema. No entanto, as potências imperialistas da UE e da OTAN são chamadas cada vez mais a diminuir as distâncias entre seus interesses separados e obter uma coordenação comum entre a UE, a OTAN e os EUA, fortalecendo ainda mais a aliança depredadora da OTAN e suas infraestruturas na Europa, em cooperação, buscando alcançar vantagens e dialogar com a Rússia capitalista atual de uma posição de força. Neste marco e em nome da suposta “segurança europeia”, integram os planos de aumento dos fundos militares, o chamado “escudo antimísseis”, o aumento dos chamados “corpos militares flexíveis”, a maior participação da Ucrânia nos planos da OTAN, etc., tal como foi decidido na recente reunião da OTAN em Gales.
A Europa do socialismo, da paz e da justiça social pela qual lutamos, requer objetivamente o fortalecimento da luta operária e popular a nível nacional. Porque o fortalecimento da luta a nível nacional é um requisito prévio para que se fortaleça a luta a nível regional e europeu, para que mude a correlação de forças, a fim de romper o “elo da cadeia” do poder dos monopólios e os grilhões imperialistas da UE e da OTAN, através da retirada destas, o que nas condições atuais só pode ser garantido pelo poder operário e popular.
Este assunto tem sido levantado em nosso país, dado que a principal oposição, SYRIZA, por um lado promete lealdade a estas uniões e, por outro, promete que quando estiver no governo reparará a UE, declara que a retirada da OTAN não é sua prioridade ou, inclusive, alguns de seus quadros falam geralmente da necessidade de que a OTAN “se dissolva”. Porém, a linha revolucionária que corresponde aos interesses de cada povo e de todos os povos é uma: lutar consequentemente nos países membros da OTAN para retirar-se desta, organizar a luta contra a integração dos países, onde as burguesias estão se preparando para entrar na aliança depredadora. Não há um terceiro caminho.
É bem conhecida a tática das forças oportunistas e socialdemocratas, como SYRIZA e outras, que se agrupam basicamente no PIE e que, há anos, “levam água ao moinho” da OTAN, apoiando os pretextos e as intervenções imperialistas como, por exemplo, na Iugoslávia, Líbia ou Síria e, ao mesmo tempo, tentam enganar os trabalhadores, falando em termos gerais e de modo pacifista a favor da dissolução da OTAN. É hipócrita porque uma determinada demanda pode ser promovida por um movimento, um partido, de que seu país não está na OTAN ou que ainda não pensou em aderir a esta. Porém, quando um país é membro deste grupo de assassinos, não pode atuar com indiferença e dizer que “deveria dissolver-se”. Primeiro, é preciso lutar para separar seu país dos planos assassinos e desta organização criminosa, que é o “braço longo” e armado dos monopólios europeus e estadunidenses.
Estimados camaradas;
Há cem anos existiam certos analistas de acontecimentos internacionais que estimavam que as contradições, o conflito entre as grandes potências de então se limitariam a certos focos, a guerras locais e a enfrentamentos. Isso é porque consideravam que os interesses da cooperação dos círculos econômicos dos grandes países eram tão grandes que funcionariam para prevenir uma Guerra Mundial.
Como sabemos hoje, estas avaliações foram refutadas pela realidade e, de fato, milhões de pessoas pagaram com sua vida. O capitalismo, as contradições interimperialistas já provocaram duas Guerras Mundiais, causando enormes destruições. Hoje, o “fusível” da guerra se acendeu. Não são poucos os que dizem que um conflito generalizado é “ilógico”, já que os benefícios desta cooperação entre as grandes potências, como, por exemplo, entre Alemanha e Rússia, são enormes, assim como não seria lógico levá-las a um conflito generalizado. Nós não compartilhamos com estas vozes apassivadoras.
No entanto, estudamos os desenvolvimentos, as diferenciações, os interesses separados e as cooperações que desenvolvem as burguesias, porém não esquecemos que a crise capitalista “embaralha as cartas” dentro do sistema imperialista, onde participam todos os países capitalistas com base na sua força econômica, política e militar. As contradições interimperialistas que no passado deram lugar a dezenas de guerras locais, regionais e a duas guerras mundiais, continuam conduzindo a duros confrontos econômicos, políticos e militares, independentemente da composição ou recomposição, das mudanças na estrutura e no marco dos objetivos das uniões imperialistas internacionais, da chamada nova “arquitetura”.
Contudo, “a guerra é a continuação da política por outros meios”, sobretudo em condições de profunda crise de super acumulação e de mudanças importantes na correlação de forças no sistema imperialista internacional, onde a redistribuição dos mercados raramente ocorre sem derramamento de sangue.
Esta constatação de que enquanto existir o capitalismo, haverá também as condições que geram a guerra, impõe tarefas complexas para nós. Por isso, nos dirigimos à classe trabalhadora do país, aos povos da Europa e destacamos que seus interesses se identificam com a luta anti-capitalista e anti-monopolista comum pela desvinculação das organizações imperialistas, pelo desmantelamento das bases militares estrangeiras e das armas nucleares, pelo regresso das forças militares de missões imperialistas, pela manifestação de solidariedade com todos os povos que lutam e tentam traçar seu próprio caminho de desenvolvimento. Para que se liberte nosso país dos planos e das guerras imperialistas. Para que se converta em realidade a consigna: “Nem terreno, nem mar para os assassinos dos povos!” Esta é uma luta diária. Uma luta com objetivos concretos, que os comunistas na Grécia levam a cabo de forma unificada com a luta pelo poder popular e não separada dela.
A utilização da valiosa experiência histórica de cada movimento, de cada partido em seu país e a nível internacional é uma ferramenta significativa. Porém, ao mesmo tempo, não é possível nos limitarmos a nossa experiência do passado. O desejo da burguesia de cada país de tomar parte ativamente na distribuição dos mercados através de uma guerra se relacionará ainda mais com uma campanha nacionalista enganosa. A burguesia de cada país tentará convencer seu povo com vários pretextos de que possui interesse material em entrar em outra guerra expansionista, em tentar anexar territórios ou aceitar novos compromissos e dependências. No entanto, em todo caso, qualquer forma que tome a participação de cada país em particular na guerra imperialista, na intervenção imperialista, nosso movimento comunista, os partidos comunistas devem liderar a organização independente da resistência operária e popular e vincular esta luta com a derrota definitiva de sua burguesia, local e estrangeira, como invasor. E isto pode se converter em realidade caso o Partido Comunista tome a iniciativa de formar a Frente Operária e Popular sob a bandeira: O povo dará a liberdade e o caminho de saída da barbárie capitalista que, enquanto prevalece, traz a guerra e a “paz” imperialista com a pistola na cabeça do povo.
A contribuição do socialismo na Europa após a dissolução, que ocorreu há quase 25 anos, continua sendo inquebrantável. Somente o socialismo pode sentar as bases econômicas e sociais que, por um lado, vão satisfazer as necessidades contemporâneas dos trabalhadores e das demais camadas populares e, ao mesmo tempo, garantir a paz.
Os partidos comunistas e operários da Europa devem intensificar seus esforços, sua atividade, sua coordenação e contribuir com uma linha de derrocamento, visando fortalecer a frente europeia contra a OTAN e a UE. Por um futuro de esperança para os povos e os jovens de nossos países.

COMUNICADO DO MRPP SOBRE A PRISÃO DE JOSÉ SÓCRATES

Sobre a prisão de Sócrates – Contra-revolução em marcha

A rocambolesca e provocatória prisão de José Sócrates realizada ontem à noite pela Policia Judiciária constitui um verdadeiro golpe de Estado em curso, desencadeado por intermédio daquela polícia e que visa directamente os partidos à esquerda do PSD.
Como é sabido, o PCTP/MRPP nunca morreu de simpatias por José Sócrates e pelo seu governo, um dos piores que o país teve.
Mas não é isso que agora está em causa, quando a Polícia Judiciária, pela mão de famigerados justiceiros como Rosário Teixeira, com a cobertura de agentes do Ministério Público e de juízes como Carlos Alexandre, depois de ter abortado prematuramente a Operação Labirinto no caso dos vistos gold, permitindo que Miguel Macedo e outros altos quadros do Estado, do governo e do PSD pudessem escapar à prisão; depois de deixar à solta Ricardo Salgado, chefe do maior gang de gatunos e financiador das campanhas eleitorais de Cavaco e do PSD, e de não tocar em Paulo Portas e Durão Barroso, a mesma PJ e ministério público decidem precisamente prender uma importante figura do Partido Socialista, com quem os actuais dirigentes do PS mais se identificam politicamente.
Isto não sucede, obviamente, por acaso e segue-se a anteriores operações de assassinato político contra altos dirigentes do PS, como foi o caso de Ferro Rodrigues e, mais recentemente, com a aplicação de pesada pena de prisão a Armando Vara.
O PCTP/MRPP considera que a actuação da Polícia Judiciária, do ministério público e da polícia política (as secretas SIRP e CIS, que são quem, em boa verdade e na sombra mandam de forma incontrolável) é apenas orientada para atingir e perseguir os partidos de esquerda e consolidar o poder do actual governo e coligação de traição nacional PSD/CDS, impondo-se, por isso, a adopção de medidas urgentes e radicais em matéria de composição dos Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público e das polícias políticas para travar o golpe de estado em curso.
Por último, o PCTP/MRPP não pode deixar de denunciar o facto de o presidente da República estar a colaborar objectivamente com aquele plano, pois fecha os olhos e deixa passar uma situação que é, para todos os efeitos, de manifesto irregular funcionamento das instituições democráticas e de crise constitucional, e se recusa a usar dos seus poderes para dissolver a Assembleia da República e marcar logo as novas eleições legislativas, que dê uma nova oportunidade à democracia constitucional.

Lisboa, 22 de Novembro de 2014
A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP

FALTA DE VERDADE&FALTA DE VERGONHA!!!!!!!!!!!!! - Passos Coelho diz que é falso que a quebra no desemprego se deva à emigração

FALTA DE VERDADE&FALTA DE VERGONHA!!!!!!!!!!!!!


Passos Coelho diz que é falso que a quebra no desemprego se deva à emigração


Fotografia © Pedro Nunes/Lusa


Primeiro-ministro defende-se dizendo que são mais as empresas criadas no país do que as que sucumbiram à crise.


O primeiro-ministro disse hoje ser uma falsidade que a redução do desemprego se deva à emigração dos jovens, afirmando que são mais as empresas criadas no país do que as que sucumbiram à crise.

Pedro Passos Coelho falava em Vagos, durante a visita a várias fábricas estabelecidas no parque industrial daquele concelho, onde também reconheceu o esforço imposto aos portugueses nos últimos anos.

Para Pedro Passos Coelho, esse esforço "permite sonhar mais alto do que até aqui", dizendo, contudo, perceber que as pessoas "tenham pressa porque essa melhoria ainda não toca nas famílias".

Sobre essa matéria, justificou que o Governo "quer andar com segurança para não deitar tudo a perder" e que para desagravar o IRS é preciso primeiro gerar rendimento e emprego, e quem os cria são as famílias".

"Hoje há mais confiança. Ainda não temos o emprego a nível desejável, mas a ideia de que o desemprego só baixa porque as pessoas emigram, é falsa", declarou.

lusibero.blogspot.pt

ESPÉCIMES PERIGOSAS


Poderão os magistrados dar um golpe de estado? Nos últimos dias têm-se multiplicado as afirmações de confiança na justiça e ao mesmo tempo que uns exultam porque a malta de Mação é muito corajosa outros garantem sem a justiça não há democracia,

Poderão os magistrados dar um golpe de estado?

Nos últimos dias têm-se multiplicado as afirmações de confiança na justiça e ao mesmo tempo que uns exultam porque a malta de Mação é muito corajosa outros garantem sem a justiça não há democracia, ao mesmo tempo que designam todas as dúvidas por teorias da conspiração. Só que a justiça é feita de duas coisas, de princípios e de homens e quando se afirma a confiança ilimitada e incondicional nessa coisa abstracta que designam por justiça contam que os princípios vinguem independentemente do risco de incompetência ou má fé dos homens.
´
Dizem-nos para não confiar nos políticos e confiarmos nos magistrados, os primeiros devem ter o estatuto de tendencialmente corruptos enquanto os segundos são umas prima donas da democracia, os sacerdotes que rezam no altar da democracia. Mas o facto é que não é aos juízes formados nos tribunais plenários que devemos os bons princípios da nossa justiça e da Constituição, é aos políticos e aos militares, não foram os juízes que construíram a democracia ainda que hoje se considerem os seus donos e protectores.

Eu confio na justiça e nos seus valores e acima dessa justiça e dos seus valores confio ainda mais na democracia e nas suas instituições soberanas eleitas pelos cidadãos, porque essas representam a nossa vontade colectiva e os seus agentes não foram escolhidos por nenhuma escola onde há copianços colectivos mas sim pelos eleitores. E agora que tanto se diz que sem justiça não há democracia defendo que é ao contrário, sem democracia é que não há justiça, não foram os magistrados que criaram as instituições democráticas, foi a democracia e os democratas, muitos deles com muitos anos de cadeia decididos por meritíssimos juízes que criaram a justiça tal como a temos no plano dos princípios e dos valores, já que quanto aos seus agentes isso é coisa do tal Centro de Estudos Judiciários que está para a justiça como as academias militares estão para a tropa ou os seminários estão para os padres.
  
Podem os magistrados promover um golpe de Estado? Podem. Não no sentido clássico de derrubarem um poder e lá porem depois um Procurador-Geral, da mesma forma que os golpes militares promoviam o seu chefe a presidente, como ainda recentemente sucedeu em África. Mas com processos cirúrgicos podem eliminar políticos, chamando a si a competência para decidir quem pode ou não governar. É evidente que um processo iniciado com uma carta anónima, com denúncias de neo-nazis ou com uma comunicação de um banco podem depois ser arquivadas depois de devidamente investigadas, não se pode dizer que a justiça não foi exemplar, mas o político visado foi, entretanto, assado no fogo lento das campanhas de informação onde se misturam mentiras com violações do segredo de justiça e com acções mediáticas como prisões à saída do avião ou mesmo em pleno parlamento.
  
Podemos confiar nos magistrados? Se temos medo da incompetência dos médicos, da prepotência dos militares, da corrupção dos políticas porque havemos de pensar que os magistrados ou quaisquer outros profissionais receberam uma vacina que os protege da incompetência, do abuso, da má fé ou mesmo da corrupção? As nossas leis podem ser muito perfeitinhas e elaboradas a pensar em todos os direitos e mais algum, mas a verdade é que há muitos cidadãos destes país cuja vida foram destruídas sem terem chegado a tribunal e alguns deles até mereceram da justiça que os destruiu um atestado de que estava, afinal inocentes.
  
É impossível ignorar que quando Durão Barroso estava em dificuldades nas sondagens surgiu o caso Casa Pia e não foi apenas Paulo Pedroso o atingido, o então secretário-geral do PS Ferro Rodrigues (bom recordar que quem divulgou a falsa acusação a Ferro Rodrigues foi o digníssimo Expresso, que pertence ao mesmo grupo que detêm a televisão que com a CMTV partilhou o exclusivo da detenção de Sócrates Público) também teve o nome manchado e contra eles foram dirigidas acusações de pedofilia. Na segunda vez em que Sócrates se candidatou a primeiro-ministro estalou o Caso Freeport e agora que a direita volta a estar em apuros surge este caso. Podemos falar de teorias da conspiração, de meras coincidências ou dizer como os espanhóis que “yo no cre o en brujas, pero que las hay, las hay”. Enfim, se calhar também é coincidência os jornais e jornalistas que têm acesso aos segredos da justiça serem os mesmos.
  
A  justiça bem administrada é indispensável à democracia e necessária ao desenvolvimento do país, mas, quer se queira quer não, é também verdade que a justiça portuguesa nunca foi grande coisa, em toda a nossa história, desde os autos de fé da inquisição aos actuais espectáculos, nunca nos proporcionou muitas alegrias, durante a ditadura foi mesmo uma vergonha e em democracia também não tem sido grande coisa, a grande diferença é que as fogueiras da Inquisão eram alimentadas de lenha e as actuais são alimentadas com notícias das Felícias Cabritas. A democracia não deve nada às nossas magistraturas, elas é que devem à democracia um estatuto de remuneratório, social e uma dignidade que nunca tiveram em ditadura. 
  
Este caso judicial é a oportunidade para de uma vez por todas a justiça portuguesa mostrar ao país se está do lado da verdade, da justiça e da democracia portuguesa ou se está ao serviço de estratégias corporativas como a dos sindicatos que fazem congressos de luxo com o alto patrocínio do BES ou das associações sindicais que vasculham as contas dos governantes que lhes reduziram as férias de três meses para um mês. Não está em causa inocentar ou culpar Sócrates ou seja quem for, está em causa se os magistrados impedem que a uma qualquer jornalista do Sol  tenha acesso aos seus “segredos”, está em causa saber se o calendário judicial está ou não ajustado ao calendário político, está em causa se é mesmo necessário esperar um arguido à saída da manga de um avião como se fosse um traficante mexicano.
  
Mais do que uma crença na justiça e nos magistrados tenho confiança na democracia e nos democratas, é a eles que devo a liberdade e já que a legalidade democrática é tantas vezes violada é nos democratas em quem o povo vota sem influencias maldosas alheias ao processo político que confio, a sede da democracia é o parlamento e não os tribunais e muito menos um qualquer tribunal de instrução ou um gabinete de um magistrado do Ministério Público. Se Sócrates merecer uma condenação então que seja condenado, mas enquanto isso não vier a acontecer não restam quaisquer dúvidas que nestes três dias já foram cometidos muitos crimes e muitas violações das mais elementares regras da justiça e da democracia que, como é costume, ficam sempre impunes.


jumento.blogspot.pt