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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Estes estranhos lugares existem aqui mesmo na Terra

Estes estranhos lugares existem aqui mesmo na Terra


Alguma vez você já olhou para uma foto e simplesmente não acreditou no que estavam vendo? São praias, lagos e outros lugares que parecem que pertencem a outro planeta.
A imagem acima é de um gêiser no estado de Nevada, Estados Unidos, que foi acidentalmente criado por uma perfuração de poços.

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 Vulcão Três Irmãs, Oregon, Estados Unidos. 
As Três Irmãs é um vulcão de três picos vulcânicos, no estado norte-americano de Oregon. Cada montanha possui mais de 3 mil metros de altura.
josecarvalho
 Praia Alentejo, Portugal. 
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 A Onda, Arizona, Estados Unidos. 
A Onda é uma formação de rocha de arenito perto da fronteira de Utah, nas encostas do Coyote Buttes.
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 Lago Abraão, Alberta, Canadá. 
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Lago Hillier, o Lago Rosa, Austrália. 
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 Lago Baikal, Sibéria, Rússia. 
Magic Palace
. Antártica. 
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. Apostle Islands National Lakeshore.
rainbowmountains
. Montanhas Arco-íris, China. 

www.mypixeland.com

Invenções dos egípcios que são utilizadas até hoje

Todos nós sabemos como os antigos egípcios foram de grande importância em toda a humanidade, contribuindo para o desenvolvimento das mais diversas áreas, como arquitetura, engenharia, escrita e contagem dos períodos por calendários.

Essa que talvez tenha sido a civilização mais avançada que o mundo já conheceu nos trouxe artefatos, dispositivos e formas de fazer algumas coisas que muita gente nem imagina que foram eles que criaram. Confiraabaixo quais foram algumas delas:

1 - Maquilhagem dos olhos

Em todas as ilustrações contidas em sarcófagos, nas tumbas dos faraós, qualquer outro tipo de local e documentos dos antigos egípcios em que se mostram pessoas, é possível observar com clareza que os olhos deles são destacados por um tipo de maquiagem com contorno definido.

Calcula-se que a criação da maquiagem dos olhos pelos antigos egípcios tenha acontecido por volta de mais de 3 mil anos a.c. E, desde então, pode-se dizer que o estilo nunca saiu de moda. O que é ainda mais interessante é que algumas culturas ainda utilizam técnicas egípcias de milhares de anos para criar os seus pigmentos para os olhos.

Para fazer essa maquiagem, que geralmente era negra ou verde (se combinado com o minério malaquita) muito escuro, os egípcios faziam uma pasta misturando óleos, galena (sulfeto de chumbo) e fuligem de carvão. A essa mistura se deu o nome de Kohl (ou kajal), e ela não era restrita às mulheres, pois homens e crianças também usavam.

Além da parte ornamental, eles acreditavam que o Kohl protegia os olhos contra doenças e raios agressivos do sol. Porém, com o tempo passou a ser usado com mais frequência para a beleza, sendo que, quanto mais alta a classe social, mais maquiagem usavam, como forma de poder. Cleópatra curtia muito.

2 - Calendário

Sempre que você for verificar quando tempo falta para aquele tão sonhado feriado em um calendário, agradeça aos antigos egípcios (não pelo feriado, mas pelo calendário). Você consegue imaginar a bagunça que seria o mundo sem um sistema de contagem de dias, meses e anos? Um caos!

No antigo Egito também era, até que eles inventaram o sistema como uma forma de sobrevivência, a princípio. Isso porque não saber o período da inundação anual do rio Nilo poderia acarretar nas mais diversas tragédias, começando pela perda de plantações e, consequentemente, fome.

Por essa razão, eles criaram um calendário que era intimamente ligado à agricultura, dividindo-se em três estações principais: inundação, crescimento e colheita. Cada uma dessas estações tinham quatro meses, sendo que cada um era dividido em 30 dias.

A soma de todos esses períodos dava 360 dias, um pouco menos do que um ano real. Para compensar a diferença, os egípcios acrescentaram cinco dias entre as temporadas de colheita e inundação. Estes cinco dias foram designados como feriados religiosos reservados para homenagear os filhos dos deuses.

3 - Rebuçados de menta

O desejo por um hálito fresco não é de hoje. Além da criação da pasta de dente (que veremos mais adiante), os egípcios podem realmente ter sido os responsáveis pela invenção das balinhas refrescantes de menta para dar aquela disfarçada em um possível bafo de bode dos faraós.

Naquela época, o mau hálito também era um sintoma de má saúde dental e de descuido. Eles não tinham bebidas açucaradas e doces que causavam cáries, mas havia outras coisas que estragavam os dentes.

As pedras que eles utilizavam para moer a farinha para o pão se deterioravam na massa em areia e cascalho, que acabavam sendo consumidos e desgastavam o esmalte dos dentes até expor a polpa, tornando-os vulneráveis à infecção. O problema é que eles não tinham dentistas e nenhum tipo de cuidador dessa parte do corpo.

Então, os egípcios sofriam com dentes desgastados, gengivas doentes e dores, fatores que geravam um inevitável mau hálito. Para lidar com isso, eles inventaram as primeiras balinhas, que eram uma combinação de incenso, mirra e canela fervidos com mel e que eram moldadas em forma em pelotas.

4 - Bovling

O ato de reunir os amigos e jogar uma partida de boliche pode ter começado bem antes do que podíamos imaginar: lá no antigo Egito. O esporte, que consiste em arremessar uma bola e derrubar os pinos, porém, era um pouquinho diferente, de acordo com alguns achados arqueológicos.

Em Narmoutheos, um assentamento que fica a cerca de 90 quilômetros ao sul de Cairo (datado do segundo e terceiro séculos depois de Cristo), foi descoberta uma sala contendo um conjunto de pistas e uma coleção de bolas de granito de vários tamanhos. De acordo com o How Stuff Works, o lugar parecia um protótipo de um salão de boliche da era moderna.

Ao contrário do boliche atual, em que o objetivo é derrubar os pinos, os jogadores egípcios se esforçavam para acertar a bola em um buraco central. Os concorrentes se colocavam em lados opostos da pista e tentavam rolar as bolas de diferentes tamanhos nesse local e também podiam tentar acertar a bola do oponente para desviá-la do curso certo.

5 - Pasta de dente

Conforme falamos anteriormente no item 3, as condições dos dentes dos egípcios não eram das melhores e eles sofriam com muitos problemas de desgaste e infecções. Mas, ainda assim, tentavam dar o seu jeitinho para manter os dentes limpos, na medida do que era possível naquela época.

De acordo com o How Stuff Works, os arqueólogos encontraram palitos enterrados ao lado das múmias, que foram aparentemente colocados lá para que eles pudessem limpar restos de comida entre os dentes na vida após a morte.

Os egípcios também levam o título de inventores, junto com os babilônios, das primeiras escovas de dentes, que eram pontas desfiadas de galhos de madeira no princípio. Porém, além de tudo isso, se tinha escova, tinha que ter pasta, então eles também foram creditados como  os criadores do creme dental.

No entanto, a pastinha era bem diferente do que temos hoje, sendo que era uma mistura de ingredientes como pó de cascos de boi, cinzas, cascas de ovos queimados e pedras-pomes.

Provavelmente, o gosto era terrível, mas, com tantos itens abrasivos, talvez até tirasse umas boas “cracas” dos dentes dos egípcios. Mais tarde, a fórmula foi aprimorada com sal-gema, hortelã, flores secas de íris e grãos de pimenta.


Adaptado de How Stuff Works
top5danet.blogspot.com.br

Algumas Pinturas de Vladimir Volegov

Pinturas de Vladimir Volegov



Lendo um Romance






Café da Manhã Para Dois 






Colhendo Flores






Jardim Ensolarado







Lanche da Tarde







Beleza Espanhola 






Perfume da Manhã







Rio de Sonhos 







Rosas Amarelas 








Tarde Ensolarada







Uma Caminhada na Luz do Sol



www.pinturasdoauwe.com.br

7 controversos pontos de vista de famosos eventos Históricos - È instrutivo olhar para alguns acontecimentos históricos famosos de outro ângulo, de outra perspectiva; nunca se sabe que tipo de novas informações e esclarecimentos podemos obter

7 controversos pontos de vista de famosos eventos Históricos
È instrutivo olhar para alguns acontecimentos históricos famosos de outro ângulo, de outra perspectiva;  nunca se sabe que tipo de novas informações e esclarecimentos podemos obter. Conforme diz o ditado: toda história tem dois pontos de vista, portanto, os fatos tais os conhecemos, talvez não reflitam toda a verdade, mas somente parte dela.  Venha comigo analisar sete importantes eventos históricos de uma maneira diferente da conhecida
.



1 – Estávamos melhores quando éramos coletores-caçadores

Apesar da noção de que nossos antepassados levavam vidas sombrias antes de descobrirem a agricultura, eles realmente viviam muito bem apenas caçando e coletando. As horas de trabalho eram relativamente curtas, as dietas mais saudáveis e havia menos doenças crônicas.

Para provar essa teoria, cientistas analisaram os restos de esqueletos de antigos caçadores-coletores na Grécia e na Turquia. Segundo as conclusões, um déficit de altura ocorreu depois da humanidade ter se deslocado para a agricultura. Grãos e animais domesticados também exerceram um papel relevante na introdução de novas e mortíferas doenças. As pesquisas ainda sugerem que a população humana diminuiu de forma drástica,  depois da mudança para a agricultura.

Junto com a  agricultura nasceu a desigualdade social. Pela primeira vez um fazendeiro com boa terra poderia contratar trabalhadores, ficar rico e expandir seu território até se tornar um governante. A situação das mulheres também mudou para pior nas sociedades agrícolas. Antes elas trabalhavam ombro a ombro com os homens na caça e na coleta de alimentos, com a agricultura, as mulheres ficaram relegadas ao papel doméstico de produzir filhos e cuidar da casa.


2 – O Tibete está melhor sob o controle da ChinaDalai Lama
De acordo com os chineses, a sua "libertação" do Tibete em 1950 levou aos tibetanos uma melhor infra-estrutura, educação e assistência médica para todos. Se ignorarmos os protestos sangrentos e as questões dos direitos humanos, chegaremos à conclusão de que os tibetanos estão melhores com os chineses do que quando tinham autonomia política.

Embora isso possa soar como uma tentativa de propaganda comunista, alguns historiadores independentes afirmam que o Tibete pré-chinês estava longe de ser um paraíso budista, na verdade, o país se parecia mais com a Europa medieval. A população camponesa trabalhava em regime de escravidão em terras controladas por monges e famílias aristocráticas.

No topo da pirâmide do poder estavam os lamas. Ao contrário da reputação de líderes religiosos pacíficos, esses homens historicamente governaram o país com mão de ferro durante séculos. Mantiveram milhares de escravos e eram donos de vastas propriedades de terra. Regras opressivas e punições brutais marcaram o reinado dos lamas; um Dalai Lama chegou a ordenar que os servos que tentassem fugir tivessem as mãos decepadas e os olhos arrancados.

O isolacionismo passado e atual do Tibete, dificulta que os historiadores verifiquem a história real do país. Por enquanto, debates acirrados ainda estão em curso para definir se Tibete era o paraíso ou um inferno na terra.


3 – Os antigos romanos não eram tão devassos como conta a história
Orgia romana
A crença popular diz que os antigos romanos cultuavam todo tipo de espetáculos e depravações sexuais, mas na verdade, eles formaram uma das sociedades mais pudicas que já existiram. Até mesmo participar em exposições abertas de afeto, era considerado ofensivo, durante o período de República do Império Romano; prova disso é que um senador acabou sendo expulso do senado simplesmente por ter beijado sua mulher em público.

Sexo durante o dia era desaprovado; sendo reservado somente para a noite. Durante o ato, não era permitido a luz de velas ou lâmpadas  porque isso seria considerado de mau gosto; a mulher não poderia ficar totalmente nua porque era considerado imoral. Os antigos romanos só se tornaram mais sexualmente aventureiros depois que assimilaram a cultura grega.

O que dizer então sobre as infames orgias romanas? Segundo o Dr. Alastair Blanshard, pesquisador da Universidade de Sydney, as chamadas orgias romanas não eram nada mais do que um ritual religioso para homenagear Dionísio, o deus das festas e do vinho. Sexo em público só ocorreu duas vezes em todas as orgias conhecidas da Roma antiga. Os festivais romanos eram de fato extravagantes, contudo Blanshard argumenta que nos simpósios gregos, aparentemente inocentes, aconteciam brigas e incidentes muito mais violentos, além é claro, da devassidão sexual.

Então de quem é a culpa por este retrato grosseiramente exagerado da sexualidade romana? De acordo com Blanshard, além dos libertinos modernos, que usaram o mito para justificar o próprio estilo de vida, o cristianismo foi o grande responsável. Escritores cristãos, na promoção da sua religião, quando escreviam sobre a forma de vida romana, erroneamente usavam as peças satíricas romanas como suas fontes,. Para eles, atacar o estilo de vida romano era a melhor forma de atrair novos discípulos para a sua fé.


4 – Os americanos forçaram o Japão a bombardear Pearl Harbor
Pearl Harbor
Todos nós já ouvimos essa pergunta um milhão de vezes: Será que os americanos tinham conhecimento prévio do ataque japonês a Pearl Harbor? Da mesma forma, porque os japoneses atacaram o Estados Unidos, um gigante econômico e militar que até mesmo alguns líderes nipônicos reconheciam ser impossível derrotar?

Se levarmos em conta algumas fontes, o governo do presidente Roosevelt começou tudo. Roosevelt, a fim de conseguir o apoio do público para uma guerra contra a Alemanha, impôs embargos e sanções severas que aleijaram a economia do Japão, deixando os japoneses sem outra escolha, a não ser atacar os EUA. O que torna essa conspiração plausível é a existência do memorando McCollum.

O memorando, escrito em 1940 por Arthur McCollum, oficial da inteligência naval, recomendava oito maneiras de forçar o Japão a declarar guerra contra os americanos. Não existe evidência convincente de que o documento tenha chegado a Roosevelt, mas dois superiores de McCollum que o revisaram, serviam como assessores próximos do presidente americano.



5 – Provocações da Coréia do Sul resultaram na Guerra da CoréiaGuerra da Coréia
Professores de história dizem que a Guerra da Coréia começou devido a invasão do sul pelas forças do norte, sem qualquer motivo. No entanto, eles convenientemente não mencionam  que a Coréia do Sul teve um papel igual na construção do conflito.

Nos anos após a Segunda Guerra Mundial, as tensões entre as duas Coréias cresciam rumo à guerra, com o Norte e o Sul sendo responsáveis por um número igual de incidentes. O Presidente sul-coreano Syngman Rhee, que era tão insanamente ditatorial como o seu homólogo do norte, queria unificar as duas Coréias, pela força se necessário. Seu governo rotineiramente fazia ameaças de guerra e as suas forças armadas invadiam regularmente o território norte-coreano.


6 – Os bombardeios atômicos eram desnecessários

Hiroshima 
Nós já falamos sobre como um plano alternativo da Segunda Guerra Mundial para invadir o Japão quase entrou em vigor, o que teria resultado na morte de milhões de americanos e japoneses. Se levarmos em conta esse fato, os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki evitaram um derramamento de sangue  ainda maior. Mas eles eram realmente necessários?


Um mês antes da rendição alemã, o Japão já enviara uma série de mensagens secretas para os aliados, deixando claro a sua intenção de se render, com a condição de que o imperador permanecesse intocado. Os Aliados rejeitaram a proposta e os Estados Unidos soltaram as duas bombas. Em um ato de amarga ironia, foi esse ataque dos americanos que permitiu ao imperador manter sua posição entre os japoneses quando a guerra terminou.

Então, por que a necessidade das  bombas atômicas? Para os revisionistas, os Estados unidos queriam instilar o medo nos soviéticos e conter o crescimento do comunismo. Se esse foi realmente o caso, o tiro saiu pela culatra. O ataque ao Japão inspirou os soviéticos a acelerar o seu próprio programa atômico. Eles detonaram com êxito uma bomba nuclear apenas quatro anos após o fim da guerra.


7 – Os mongóis não eram tão sanguinários

A maioria de nós presume que os mongóis foram bárbaros sanguinários que mataram milhões de pessoas durante o  seu domínio. Embora eles tenham realmente feito o sangue dos inimigos regar a terra, os relatórios do número de mortes muitas vezes foram exagerados por aqueles que os temiam. Em uma estimativa, os mongóis supostamente massacraram dois milhões de pessoas em Herat, uma pequena cidade localizada hoje no Afeganistão. Na época, toda a população da região em torno da capital Samarcanda, era de apenas 200.000 habitantes.

Esta contagem inflada de corpos servia perfeitamente aos planos mongóis. Com o  império se expandindo em um ritmo acelerado, eles começaram a usar a propaganda para complementar seus números já sobrecarregados de vítimas,  encorajando as lendas sobre suas atrocidades. A estratégia funcionou como um encanto. Com muita frequência, os mongóis entraram em cidades sem nenhuma resistência e sem derramarem o sangue de ninguém.

kid-bentinho.blogspot.pt

AFIRMA O DETIDO DIRECTOR DO SEF - Manuel Palos Diretor do SEF tinha "instruções políticas" para agilizar vistos gold

AFIRMA O DETIDO DIRECTOR DO SEF


Manuel Palos Diretor do SEF tinha "instruções políticas" para agilizar vistos gold
O diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) admitiu que agilizou alguns processos de atribuição de vistos gold, mas, segundo o Diário de Notícias, fê-lo porque recebeu “instruções políticas” para tal.





Manuel Palos foi ouvido pelo juiz de instrução criminal Carlos Alexandre na sexta-feira, mas o seu interrogatório só terminou no sábado à tarde.


Fonte ligada ao processo revelou ao Diário de Notícias que o diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) confessou ter agilizado alguns processos com vista à atribuição de vistos gold após pedidos do presidente do Instituto de Registos e Notoriado, mas não só. Estes favores eram também pedidos por outros altos funcionários do Estado.

Manuel Palos garantiu, contudo, que só o fazia porque “tinha instruções políticas para tudo fazer para dinamizar os vistos gold”, bem como as autorizações de residência para quem estivesse disposto a investir em Portugal.

O Diário de Notícias entrou então em contacto com o gabinete do vice-primeiro-ministro que negou ter dado tais instruções. “Daqui não houve certamente nenhuma instrução política”.

Relativamente às garrafas de vinho oriundas da quinta de António Figueiredo (presidente do Instituto dos Registos e Notoriado) que Manuel Palos recebeu, o diretor do SEF garantiu que foi apenas uma “lembrança institucional”.

lusibero.blogspot.pt

MACEDO NÃO "SALVOU" O GOVERNO: ENTERROU-O

MACEDO NÃO "SALVOU" O GOVERNO: ENTERROU-O




Manuel de Carvalho

"Saio para defender o Governo, a autoridade do Estado e a credibilidade das instituições”, afirmou Miguel Macedo no momento em que anunciou a sua demissão do cargo de ministro da Administração Interna.

Basta um pouco de boa vontade para acreditar que a sua saída pode ajudar a superar a devastação que o caso dos vistos gold está a causar em organismos sensíveis como o SEF ou o SIS, instituições que fazem parte dos pilares da tal autoridade do Estado. Mas ninguém acredita que a sua saída sirva para “defender o Governo”. Principalmente quando se sabe que o próprio primeiro-ministro fez tudo o que pôde para que o ministro se poupasse à árdua tarefa de sair em sua defesa.

Custa a acreditar. Num dos casos de corrupção nas altas instituições do Estado mais graves dos últimos anos, o chefe do Governo chegou a acreditar que poderia passar incólume à tempestade. No seu absurdo entendimento, o indício de envolvimento de directores de serviços policiais e as suspeitas de conluio dos serviços secretos num caso de corrupção toleravam a ideia de que a responsabilidade política haveria de morrer solteira. Miguel Macedo não teve nenhum envolvimento pessoal no escândalo, mas o escândalo desenrolou-se nos serviços que tutela e envolveu quatro pessoas das suas relações pessoais, profissionais e societárias. Sim, ele tem culpas políticas pelo que aconteceu. Felizmente, percebeu-o, teve o bom senso de reconhecer que a sua carreira de ministro acabara e demitiu-se; infelizmente, o primeiro-ministro deve julgar que o nojo que um país em crise sente com este festival de escândalos é apenas um espirro e tentou conservá-lo.

Pedro Passos Coelho tem em relação a este caso uma manifesta má-consciência – só isso explica o seu pedido para que Miguel Macedo “reponderasse” a sua demissão. Nos últimos meses, uma ministra politicamente responsável pelo caos informático que paralisou o sistema judicial durante semanas e um ministro politicamente culpado por uma fórmula de colocação de professores que afectou o quotidiano de milhares de pessoas acabaram por ser protegidos pelo mesmo autismo e insensibilidade do primeiro-ministro. No seu alheamento, Passos Coelho acreditou que o mesmo podia acontecer com Macedo. Porque não percebe que a política não tem como fim o umbigo da sua equipa. Não percebe que os cidadãos querem apenas que o Governo seja um conjunto de homens sujeitos às regras básicas da decência, nas quais o mérito, a competência e os erros se avaliam, nas quais a responsabilidade tem um preço.

A saída de Miguel Macedo é uma brecha nessa concepção imperial do poder que leva o primeiro-ministro a acreditar que um ministro é por natureza inimputável pelo que se passa na sua esfera política. Em vez de ser uma “defesa do Governo” é uma farpa que confronta a prática recente do primeiro-ministro. O perfil e a dimensão do escândalo é tão aterrador que a ligeireza com que Passos os encarou não geram apenas perplexidade: implicam indignação. Aceitar o empobrecimento por causa do estado onde nos levaram é uma coisa, calar ou assobiar para o lado quando se suspeita que o Estado se despedaça com cheques em rublos ou yuan endossados a meia dúzia de servidores públicos em organismos sensíveis do aparelho do Estado, é outra. Completamente dif
erente.
(Público)

O CORO DE ELOGIOS A MIGUEL MACEDO. - O coro de elogios a Miguel Macedo por se ter demitido é grande, mas não deve impedir-nos de pensar.

O CORO DE ELOGIOS A MIGUEL MACEDO.




O coro de elogios a Miguel Macedo por se ter demitido é grande, mas não deve impedir-nos de pensar. É claro que a capacidade de um ministro para avaliar da suas condições para o ser contrasta com a incapacidade de outros ministros para enxergarem o papel que andam a fazer. Mas não pode esgotar-se aí a questão. Neste caso, o argumento do ministro que se demite é claro: o que está a acontecer minava a sua autoridade política. Julgo que tem razão, na medida em que suspeitas relevantes atingem gente vária do sector que tutelava. Isso nada tem a ver, prima facie, com a responsabilidade do próprio; tem a ver com a lógica objectiva do exercício político. E, esperemos que não, mas também podia ter a ver com responsabilidades pessoais que o público não conhece. Nesse caso, esta demissão seria apenas uma boa táctica para aliviar a pressão. Não tenho, contudo, nenhum dado que me leve a concluir nesse sentido - nem é isso que me interessa de momento. 

O que me interessa é outro aspecto, mais geral, da questão. Não creio que qualquer responsável político, atingido por qualquer suspeita, deva demitir-se sem mais. Creio mesmo que, em certas circunstâncias, é dever de um responsável político resistir à facilidade de sair de cena quando pareça suspeito. Por que digo isto? Porque, se o resultado de qualquer suspeita, mesmo alicerçada na máquina judicial, for automaticamente a demissão cautelar do político visado, daí resultará um mecanismo vicioso para a democracia. A saber: a construção de processos sem qualquer base sólida com o mero fito de provocar dificuldades políticas a certos adversários. E, se as demissões cautelares se generalizassem sem mais, esse comportamento irregular seria premiado.

Por exemplo, o anterior PM, José Sócrates, foi visado por suspeitas, que correram trâmites na máquina judicial, e que, pelo menos num caso, se veio a saber (escrito em sentença) terem nascido de verdadeiros conluios, especificamente congeminados por pessoas identificadas, para montar tais "acontecimentos". Nunca tendo essas demandas chegado a lado nenhum (sem nunca serem bem sucedidos esses processos a provar seja o que for), elas teriam mesmo assim atingido os seus objectivos se JS tivesse optado, para ser poupado a essas guerras, por se afastar. Se o tivesse feito, a escolha democrática dos cidadãos teria sido torpedeada por obscuras personagens jogando um jogo enviesado e desleal. JS perdeu, quando perdeu e nas circunstâncias que perdeu, mas nunca tomou a iniciativa de ceder aos ataques que, indignamente, se mascararam de justiça.

Não constitui este meu apontamento nenhuma tentativa de resolver o problema de determinar o que fazer nestes casos. Pretendo, apenas, chamar a atenção para a necessidade de não tomar por simples o que é complexo. E de não deixarmos que a táctica política sobredetermine a nossa forma de pensar o fundo destes problemas. Deixando, claro, que a separação de poderes valha aquilo que todos dizem que deve valer.

(imagem LUSA)

maquinaespeculativa.blogspot.pt

O HOMEM É O ÚNICO MAMÍFERO QUE - Cada pessoa tem os seus caprichos e eu, sendo uma pessoa e não uma rã ou um berbequim eléctrico, também não me livro dos meus.

O HOMEM É O ÚNICO MAMÍFERO QUE


Cada pessoa tem os seus caprichos e eu, sendo uma pessoa e não uma rã ou um berbequim eléctrico, também não me livro dos meus. Um deles é um choque diário de realidade: a minha oração da manhã que consiste em bisbilhotar as capas dos jornais enquanto tomo o pequeno-almoço.
Hoje, na primeira página do Correio da Manhã, somos informados de que «Euromilionária esconde prémio nos seios». A notícia não tem nada de impressionante uma vez que faz parte do nosso imaginário cinematográfico de filmes de espionagem, conceber essa parceria público-privada do corpo feminino como esconderijo. O que me deixou perplexo foi ler isto depois de na sexta-feira me ter acontecido o que passo a contar durante uma aula de Filosofia.
Estava eu a explicar já não sei bem o quê, quando digo qualquer coisa do género «O Homem é o único ser que...». Entretanto, deu-me para ter um dos meus dramaticamente habituais momentos de parvoíce. Desta vez, um momento Bloco de Esquerda. Interrompi o que ia dizer, defendendo que não era justo para as mulheres dizer o "Homem". Pensei um bocadinho e disse então que iria passar a dizer "ser humano" em vez de "Homem". Mas mal o disse, vi que não adiantava nada, uma vez que "humano" remete para "homini". Pedi então sugestões ao público presente para resolver a minha angústia conceptual. Uma aluna da primeira carteira sugeriu-me então que passasse a dizer "mamífero". Ouço-a mas de de imediato percebo que também não dá, e começo a explicar que neste caso são os homens que ficam prejudicados, pois mamífero tem que ver com... tem que ver com...com...(tosse nervosa)...com... fazendo então com os braços, ainda meio engasgado e com o rosto a arder, um gesto circular no meu peito.
Claro que acharam imensa graça à minha triste figura mas eu não me livrei de um enorme embaraço. Um embaraço que faz e não faz sentido. Recorramos à Wikipédia para explicar a complexidade de tão delicado assunto. Explica o artigo que «as mamas são conhecidas popularmente também como seios ou peitos nos humanos». Uma pessoa lê isto e fica baralhada. Para o senso comum é exactamente o contrário: as mamas é que parecem ser uma versão popular de seios ou peitos. Uma pessoa educada diz "seios" ou "peito", não diz "mamas". Dizer "mamas" soa a lasciva brejeirice. Numa empresa, um colega não diz a outro «Eh pá, já reparaste nos seios da Sónia?». Nem o segundo responde que sacrificava uma vitória do Benfica só para poder «adejar aquele peito». A Sónia lá da empresa não tem seios nem peito, tem um par de mamas. Tem seios ou peito, sim, quando abordada com deferência e obséquio.
Mas depois ouvimos falar em cancro da mama. os cirurgiões plásticos falam em fortalecimento das mamas. Em problemas mamários. Ou seja, vai para aqui uma grande confusão epistémica. Um grave problema de ruptura epistemológica muito mal resolvido entre dois registos mentais estruturalmente diferentes: o científico e erudito, e o popular. "Mamas" tem um sentido científico, é em mamas que pensam e verbalizam os médicos e cientistas. Mas entretanto imagino o impacto de estar numa sala de aula e falar em mamas. Ou de dizer a uma das minhas tias velhinhas que gosto mais das mamas da Kim Novak do que das mamas da Gina Lollobrigida. Claro que é no peito da Kim Novak que irei falar.
Mas se eu disser numa aula que não é justo arrumar homens e mulheres no conceito de "mamífero" pois apenas as mulheres têm seios, arrisco-me a fazer figura de senhor Palomar na praia. Por que raio digo hei-de dizer "seios" para me referir às "mamas" de "mamífero"? Parece-me estúpido dizer que o "Homem é um mamífero com seios". Neste caso, por todos os sentidos e mais algum. A aula é um espaço formal, de técnica e de conhecimento, como um consultório médico ou uma livraria onde se vendem livros sobre o cancro da mama. Ora, dizer seios em vez de mamas revela a minha necessidade de desnaturalizar essa parte do corpo feminino, denunciando, por via do pudor, o seu impacto erótico na minha consciência. Quer dizer, é pior a emenda do que o soneto.
O ideal seria eu dizer mamas sem ficar vermelho e sem ter à minha frente uma turma com risinhos parvos e a pensar que o professor de filosofia vai para as aulas falar de mamas. Mas a realidade está longe de tornar isso possível. Agora, o que é verdadeiramente interessante aqui é pensar na promiscuidade epistémica que referi há pouco. O que significa ela? Nada melhor do que o livro do Génesis para a explicar, graças à árvore do conhecimento do bem e do mal. Nesta árvore encontram-se reunidas duas dimensões: o conhecimento e a moral. A partir do momento em que dela se comeu, criou-se uma situação complexa. O homem (digamos assim) conquistou o conhecimento mas com este descobriu moralmente o corpo. Antes da queda, não havia conhecimento nem moral, depois da queda surgiram as duas. Claro que o ideal seria haver conhecimento sem moral. Mas isso significaria almoços grátis, coisa bem complicada, como sabemos. Instalou-se depois a confusão e, no caso português, reflectida babelicamente. O médico conhece e fala da mamas que conhece. Mas o homem comum não encara as mamas como objecto de conhecimento mas de desejo, ou seja, moralmente condicionado, sendo esse condicionamento tal que acaba também por manchar a neutra e impessoal relação científica com o objecto.
Ganhar um registo sem perder o outro não é coisa fácil e estamos condenados a viver nesta ambiguidade. Mas ainda bem, digo eu. As mamas do consultório médico não têm gracinha nenhuma e eu, felizmente, não sou médico, sou um professor de filosofia que também comeu a sua maçãzinha na árvore do conhecimento do bem e do mal.

ponteirosparados.blogspot.pt