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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Partido do líder da Catalunha dá duas semanas a Madrid para negociar referendo - Artur Mas venceu o desafio da consulta simbólica sobre a independência, com mais de 2,3 milhões de catalães a saírem à rua para votar. Mas o mais provável é que os próximos meses sejam ocupados a negociar com o PP de Mariano Rajoy.

Partido do líder da Catalunha dá duas semanas a Madrid para negociar referendo

Artur Mas venceu o desafio da consulta simbólica sobre a independência, com mais de 2,3 milhões de catalães a saírem à rua para votar. Mas o mais provável é que os próximos meses sejam ocupados a negociar com o PP de Mariano Rajoy.
Artur Mas screverá a Rajoy pedindo-lhe que se celebre um referendo oficial sobre a independência 
Os mais de 1,8 milhões de catalães que votaram a favor da independência já limparam as lágrimas de emoção e agora esperam que os políticos lhes digam o que vai seguir-se. O partido de Artur Mas ameaça marcar eleições plebiscitárias se o Governo de Mariano Rajoy não responder, dentro de duas semanas, a um apelo para negocia. Mas o mais provável é que esse prazo seja dilatado e que os catalães ainda demorem a saber se algo vai mesmo mudar nas suas vidas.
Não há dúvidas que “o processo de participação cidadã”, o 9-N, foi um êxito: votaram 2.305.290 pessoas, num universo de 5,4 a seis milhões de eleitores possíveis. Mas este resultado ficou acima das expectativas mais optimistas. Dos que foram votar, 80,76% responderam “sim” às duas perguntas inscritas nos boletins: “Quer que a Catalunha seja um Estado?”; “Quer que a Catalunha seja um Estado independente?”.

O Partido Popular catalão sempre garantiu que só votariam apoiantes do “sim”, mas mais de 100 mil pessoas (104.772) deram-se ao trabalho de sair de casa para votar “não” (4,54%). Outras 232 mil escolheram votar “sim” na primeira pergunta e dizer “não” à secessão.
A delegação de eurodeputados que aceitou o convite para observar a ida às urnas considerou que esta “foi um êxito” e confirmou que o sistema informático funcionou, não tendo havido ninguém a votar duas vezes nem voluntários a pressionarem eleitores. “Esperamos que no futuro os catalães possam participar num processo destes sem os desafios que testemunhámos”, afirmou o chefe da delegação, o escocês Ian Duncan, do Partido Conservador.
Ainda com os votos a serem contados, o presidente da Generalitat (governo regional), Artur Mas, disse que os catalães “ganharam o direito a realizar um referendo legal e vinculativo”. Segunda-feira, o líder catalão deixou que o seu partido, a Convergência Democrática (CDC), falasse. Josep Rull, coordenador da formação, disse que há duas opções: uma é dialogar com o Governo do PP, outra é marcar eleições em que a declaração de independência surgirá como único ponto do programa.
Artur Mas, explicou Rull, escreverá a Rajoy pedindo-lhe que se celebre um referendo oficial sobre a independência. Admite que são “remotas” as possibilidades de êxito dessa negociação e avisa que a resposta não pode tardar “mais de uma ou duas semanas”.
Rull insiste que num cenário de eleições plebiscitárias, a Convergência vai tentar uma candidatura conjunta, que reúna todas as forças políticas que decidiram a consulta e as perguntas ao longo do último ano. Um cenário que o maior parceiro da Convergência neste processo, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), já recusou. “As coisas aparentemente impossíveis às vezes são possíveis. Parecia impossível que houvesse urnas e elas existiram”, afirmou.
O politólogo Joan Subirats diz ter poucas certezas sobre os próximos meses, mas não acredita numa candidatura unitária. “A ERC e a CUP sabem perfeitamente que não se podem apresentar com um partido manchado pela corrupção. E [Oriol] Junqueras [líder da ERC] acredita que pode ganhar as eleições sozinho”, diz o especialista em governação e políticas públicas.
O escândalo de corrupção que envolve o fundador do partido de Artur Mas, Jordi Pujol, e muitos dos seus membros, não será esquecido a tempo de uma ida às urnas, defende Subirats. A CUP é o partido anti-capitalista que nunca se tinha apresentado a eleições autonómicas até Novembro de 2012, quando elegeu três deputados. Tanto a ERC como a CUP, independentistas de sempre, beneficiaram muito do processo de consulta e esperam ganhar votos nas próximas eleições.
O peso das “presidentas”
Junqueras tem repetido que “a independência não se negoceia” e começou a defender uma declaração unilateral de independência desde que Artur Mas recuou e decidiu transformar a consulta que tinha convocado no “processo de participação cidadã”. A pedido do Governo, o Tribunal Constitucional suspendeu a consulta depois de esgotadas as vias para um referendo legal.
A verdade é que o mesmo Constitucional suspendeu o “processo de participação cidadã” e este aconteceu, organizado pela plataforma Ara És L’Hora, que reúne a Associação Nacional Catalã (ANC), grupo independentista criado no início de 2012, e a Omnium Cultural, uma associação de defesa da língua catalã que existe desde o franquismo. Carme Forcadell, líder da ANC, e Muriel Casals, que preside à Omnium, conseguiram mobilizar 40 mil voluntários e tornaram-se nos principais rostos da consulta simbólica. Muitos referem-se às duas mulheres como “as presidentas” e estarão disponíveis para seguir as posições que estas tomarem.

10 piratas desconhecidos que foram incrivelmente bem sucedidos

10 piratas desconhecidos que foram incrivelmente bem sucedidos

A maioria das pessoas que gosta de história, está bastante familiarizada com os nomes  de Barba Negra ou de Calico Jack, porém, houve um número expressivo de piratas bem sucedidos que conseguiram evitar os holofotes. Embora não sejam tão famosos como os seus homólogos, esses desconhecidos saqueadores do mar também deixaram suas marcas na sociedade e  tiveram enorme influência na região em que operaram. Falamos de piratas tais como...


1 - Pier Gerlofs Donia 
Piers Gerlofs Donia

Pier Gerlofs Donia, um fazendeiro do século 15, virou-se para a pirataria depois que sua aldeia, uma pequena cidade na Frísia, atual Holanda, foi saqueada, e sua esposa estuprada pelos invasores. Conhecido como "Grutte Pier" ( Grande Pedro) por causa de seu enorme tamanho e força, Donia formou uma milícia conhecida como a Arumer Zwarte Hoop ( em português: Bando Negro de Arum) e lutou contra o Império Romano-Germânico sempre que teve a oportunidade. Quando os suspeitos de serem inimigos  eram abordados, Donia obrigava-os a dizer o seguinte:Buter, brea en Griene tsiis: wa't dat sizze parentes net, é Gjin Fries oprjochte.  A frase pode ser traduzida assim: "Manteiga, pão e queijo verde: se você não pode dizer isso, você não é um verdadeiro frísio", aparentemente, era muito difícil para  holandês e alemães pronunciarem o enunciado corretamente.

Adversário terrível em terra, especialmente com sua Zweihander, uma intimidante  espada larga que segundo os relatos teria mais de 2,1 metros de comprimento, Donia era um estrategista meticuloso no mar, perito em capturar navios inimigos. Perto de uma centena de embarcações caíram para a "Cruz do Holandês", sendo que muitos dos navios mercantes capturados foram adaptados para servir como transporte para o  crescente exército do pirata. Originalmente determinado a trazer a independência ao povo frísio, Donia, com o passar do tempo, entrou em disputa com os outros líderes da causa e abandonou os interesses da pátria. Em 1519, depois de  cerca de quatro anos de luta, ele aposentou-se, vivendo o último ano de sua vida em paz, até que morreu enquanto dormia.


2 - Cornelis Jol
Cornelis Jol
"Antes da Batalha do Downs" por Reinier Nooms, 1639. Cornelis Jol comandou um esquadrão de sete navios nesta batalha naval.
Conhecido pelo apelido carinhoso de "Houtebeen", que se traduz como Perna de Madeira, Cornelis Jol foi um pirata holandês que viveu durante o século 17. (Sua perna foi arrancada por uma bala de canhão, quando ele era menino.) Principalmente focado em atacar alvos espanhóis nas Índias Ocidentais, ele começou sua carreira  na marinha holandesa, antes de entrar para aCompanhia das Índias Ocidentais em 1638.
Agindo mais como um corsário holandês do que como um pirata propriamente dito, Jol era visto como um herói nacional por ajudar a virar a maré em uma série de confrontos com o espanhóis e portugueses no Novo Mundo. O espanhóis cantavam uma canção sobre ele, que começava com o verso: "Houtebeen é um pirata ruim, que come polvos crus e bebe água do mar." O aspecto mais famoso da vida de Jol como pirata foi justamente sua  perna de pau, ele foi um dos primeiros capitães  do mar  com essa peculiar característica.


3 - Jean Lafitte

Jean Lafitte
Jean Lafitte foi um pirata francês que começou sua carreira logo após o início do século 19,  navegando ao redor do Golfo do México sob a não reconhecida bandeira de Cartagena, uma cidade espanhola, na Colômbia, que havia declarado independência. Ele era também um contrabandista, que levava uma série de mercadorias ilícitas, bem como escravos, para os Estados Unidos. Embora ele culpasse o governo americano por tê-lo forçado  a entrar para a vida do crime, Lafitte lutou contra os britânicos na guerra de 1812.
Os britânicos  contataram Lafitte primeiro, e tentaram convencê-lo a se juntar a eles em batalhas navais perto de Louisiana. Em vez disso, o bucaneiro fingiu aceitar a proposta, recolheu informações importantes e as ofereceu aos americanos em troca do perdão completo dos crimes para ele e sua tripulação. O governo dos Estados Unidos  aceitou a oferta; os homens de Lafitte levaram vidas produtivas como cidadão cumpridores da lei após a guerra; Lafitte não conseguiu abandonar os antigos hábitos, ele voltou a praticar  a pirataria perto do Texas até 1820. A data, causa e local de sua morte permanecem um mistério.


4 - Laurens de Graaf 
Navio Pirata
Outro pirata holandês do século 17, Laurens de Graaf era um cavalheiro fora da lei que viajava pelos sete mares com violinos e trombetas, os quais tocava para seus homens. Ele começou sua carreira como um marinheiro cumpridor da lei, mas virou-se para a pirataria, depois de perder seu emprego em um navio, e, em seguida, ser capturado por piratas em outro. As fontes divergem sobre sua infância, alguns historiadores afirmam que ele foi um prisioneiro ou escravo dos espanhóis, enviado às colônias da Espanha nas Américas como punição.
De qualquer maneira, de Graaf acabou nas Índias Ocidentais, onde capturou o seu navio mais famoso, o Tigre, originalmente um navio de guerra espanhol de 24 canhões. Durante décadas, ele e seus homens pilharam guarnições e povoados espanhóis e ingleses em todo o Golfo do México e também mais ao sul. Mesmo com um grande número de piratas e outros caçadores de recompensas o procurando, de Graaf nunca foi capturado, mais tarde, ele retirou-se-se para o sul dos Estados Unidos, onde se acredita que  tenha morrido.


5 - Roberto Cofresi
Cofresí
Bem conhecido em Porto Rico, Roberto Cofresi era um pirata do século 19, que operou em torno da pequena ilha durante quase toda sua vida. Cofresi tinha a intenção de levar uma vida honesta como comerciante, mas, aos 20 anos, ele começou sua carreira na pirataria, graças às condições econômicas devastadoras em sua ilha natal. No início, Cofresi atacava somente os navios dos Estados Unidos, especialmente os que operavam com a exportação de ouro. O governo local de Porto Rico  era espanhol, e pouco esforço fazia para capturar o pirata, ignorando os veementes pedidos do governo americano.
No entanto, devido ao aumento dos maus tratos aos indígenas porto-riquenhos às mãos dos espanhóis, Cofresi começou a saquear os navios da Espanha, provocando a ira da realeza espanhola. Graças a uma intrincada rede de contatos, que levou anos para ser desvendada, o pirata conseguiu evitar sua captura por muito tempo. Parte da dificuldade em capturá-lo pode ter sido o amor do povo para com Cofresi, que é visto como o Robin Hood de Porto Rico. Em 1825, a sorte finalmente acabou: El Pirata Cofresi foi  capturado e executado, junto com 11 de seus homens.


6 - François L’Olonnais 
Navio pirata
Nascido na França como  Jean-David Nau, este pirata do século 17 mudou seu nome algum tempo depois de viver como trabalhador escravo para os espanhóis no Caribe. Após ser libertado da servidão, o intenso ódio por todas as coisas espanholas que havia crescido em L'Olonnais há anos, começou a manifestar-se. Além disso, ele também era um homem violento, propenso a demonstrações extremas de tortura e violência para assustar seus inimigos. Certa história  conta que ele matou um prisioneiro, tirou o coração do sujeito, mordeu-o, e, em seguida, jogou o órgão ensanguentado em outro prisioneiro.
O saque da cidade venezuelana de Maracaibo é, talvez, a sua façanha mais conhecida, já que a cidade era considerada inexpugnável, graças aos 16 fortes que a protegiam. No entanto, L'Olonnais era um estrategista brilhante e conseguiu dominar os seus inimigos em apenas algumas horas. Igualmente brutal às populações nativas que encontrava, o pirata e seus homens torturaram os moradores da cidade, até que eles lhe revelaram a localização do tesouro. Encantado com sua riqueza recém-adquirida, o pirata continuou a navegar em busca de novas pilhagens, até ser obrigado a desembarcar, depois que seu navio encalhou em um banco de areia nas costa de Darién, no Panamá. L'Olonnais encontrou seu fim na ilha. Ele foi devorado pela tribo Kuna, sendo rasgado membro a membro ainda vivo. Seus companheiros de pirataria tiveram o mesmo destino.


7 - Rahmah ibn Jabir 
Jabir
Descrito como o mais bem sucedido corsário e  o ladrão mais  tolerado pelas autoridades que já infestou qualquer mar, Rahmah ibn Jabir era um pirata do Bahrein que viveu no final do século 18 e início do 19. Seu clã (Al Jalahma) esteve em guerra com um clã rival (Al Khalifa) por quase 20 anos antes dele se tornar  pirata, por essa razão, seu ódio por seus inimigos influenciou a maioria de suas decisões na pirataria.
Por ter a cautela de deixar os navios britânicos em paz e concentrar seus ataques no clã Al Khalifa e em outras tribos rivais, Jabir ibn conseguiu evitar  a ira da coroa inglesa. Cerca de 2.000 homens seguiram-no auge de sua fama, a maioria deles sendo escravos africanos libertados. Homem violento, Jabir  sofreu uma série de ferimentos graves, perdendo um olho e a maior parte de seu braço direito. Além disso, a  enorme propensão do pirata para a brutalidade, acabou unindo outras forças árabes contra  ele.  Jabir foi finalmente derrotado em batalha em 1820. Resignado com a derrota e determinado a não morrer nas mãos do clã Al Khalifa, Jabir  ficou ao lado dos barris de pólvora em seu navio, junto com seu filho de oito anos de idade, então os  explodiu, matando a si mesmo, a seu filho, e a toda a sua tripulação.


8 - Olivier Levasseur 
Batalha de piratas
Oliver Levasseur, também conhecido como "La Buse" (uma espécie de ave de rapina") foi um pirata do século 18, que navegava em águas perto do Caribe, no início de sua carreira. Ele recebeu seu  apelido graças à velocidade e ferocidade com as quais atacava seus inimigos. Forçado a mudar de área por seus próprios companheiros corsários, Levasseur voltou-se para  o Oceano Índico, onde suas maiores proezas aconteceram. Foi na Ilha da Reunião, em 1721, que Levasseur capturou o navio português  conhecido como Nossa Senhora do Cabo, uma embarcação carregada com riquezas incalculáveis, sendo um bom número delas compostas de artefatos religiosos importantes.
Esse acontecimento foi a gota d'água para as autoridades francesas. Confrontado com um interesse renovado na sua morte, Levasseur foi finalmente capturado, levado para a cadeia, e enforcado como resultado de seus crimes. Pouco antes de morrer, ele jogou um colar com símbolos gravados, que desde então está desaparecido, e também alguns papéis codificados para a multidão reunida para o seu enforcamento, dizendo: "Encontre meu tesouro quem for capaz!" Até o momento, a localização desse suposto tesouro enterrado não foi descoberta.


9 - Samuel Bellamy 
Samuel Bellamy
Sendo o pirata com a carreira mais breve nesta lista (ela só durou cerca de um ano ou dois, dependendo da fonte), Samuel Bellamy ainda assim foi capaz de deixar sua marca nos livros de história, tornando-se o ladrão dos mares mais rico que já existiu, com uma cerca de US $ 120 milhões em ganhos durante seu tempo de pirataria. Bellamy começou sua vida adulta como um caçador de tesouros, mas,  não encontrando nada de valor, voltou-se para a pilhagem de navios. Sendo um justo e leal capitão, Bellamy instituiu uma espécie de democracia em seu navio, o que o tornou muito respeitado junto a seus homens. Ele também foi misericordioso para com os capturados em batalha.
Em pouco mais de um ano, Black Sam e seus homens (conhecidos como "Homens de Robin Hood", devido ao fascínio de Bellamy  pelo popular herói inglês)  capturaram mais de 50 navios, principalmente no Caribe e no Atlântico. No entanto, seu maior feito foi a captura de um navio negreiro inglês chamado Whydah . Repleto com mais de 20.000 libras esterlinas, o navio tinha riqueza o suficiente para durar o resto das vidas dos piratas. Infelizmente, o resto das vidas deles seria apenas de cerca de dois meses. Ao enfrentar  uma das piores tempestades da história, o navio naufragou, matando todos a bordo, com exceção de dois dos homens de Bellamy.


10 – Arúj

Arúj nasceu de um pai turco e mãe grega em algum momento na década de 1470. Ele cresceu na ilha de Lesbos, onde  sofreu nas mãos dos Cavaleiros de São João, um grupo cristão determinado a travar uma guerra santa contra os muçulmanos do mundo. Depois de ser capturado por eles e ter servido como escravo por três anos, Arúj voltou para sua família, cheio de desejo ardente de vingança.  Junto com seu irmão Hizir, ele se tornou um saqueador temido em todo o Mediterrâneo, começando sua carreira como corsário a serviço dos interesses egípcios.
Arúj e seu irmão ganharam o apelido de "Barbarossa", o que se traduz em "barba ruiva".  Graças aos seus talento em pirataria, Aruj e seu irmão se tornaram dois dos homens mais ricos da região. No entanto, após uma série de batalhas mortais com várias frotas espanholas, e mesmo muçulmanas, Aruj foi morto em combate, deixando seus ganhos ilícitos para seu irmão. O ato mais notório do pirata foi, provavelmente, a captura da galera de negociação do própria Papa, que ele realizou na costa da ilha de Elba.

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ALGUMAS UTILIDADES CURIOSAS

Bola de tênis quando você não é atleta

Uma bola de tênis pode ter mais funções do que você imagina. E olha o que nossa equipe não atlética encontrou no Pinterest:
A bola de tênis pode ser multifuncional, segurar chaves, contas e até toalhas. Você só precisa cortar um lado dela, colar os olhos e usar super cola para fixá-la na parede. (Reprodução/Pinterest)
A bola de tênis pode ser multifuncional, segurar chaves, contas e até toalhas. Você só precisa cortar um lado dela, colar os olhos e usar super cola para fixá-la na parede. (Reprodução/Pinterest)

Furar a parede sem fazer sujeira

Quando você tem que usar uma furadeira sempre espalha aquele pó pelo chão, muito difícil de varrer e que exige um pano úmido para limpar de vez. Mas a solução para isso é mais simples do que pensávamos.
Cole um post-it bem abaixo do local aonde você vai furar e dobre o papel. O pó vai cair todo ali e você só precisa jogar fora depois. A gambiarra também funciona com filtro de café ou qualquer outra coisa que você possa grudar na parede. (Reprodução/Pinterest)
Cole um post-it bem abaixo do local aonde você vai furar e dobre o papel. O pó vai cair todo ali e você só precisa jogar fora depois. A gambiarra também funciona com filtro de café ou qualquer outra coisa que você possa grudar na parede. (Reprodução/Pinterest)

Medo de prego, amigo?

Tudo bem que nem todo mundo tem a pontaria perfeita. Mas ter que martelar um prego na parede estando nessa situação é acidente na certa.
Se você não quer arriscar martelar o dedo, então usa um pregador (daqueles de roupa) para segurar o prego. (Reprodução/Pinterest)
Se você não quer arriscar martelar o dedo, então usa um pregador (daqueles de roupa) para segurar o prego. (Reprodução/Pinterest)

Dobrar a camisa sem amassar tudo

Se você assiste “The Big Bang Theory” já deve ter rido com a maneira que o Sheldon dobra as camisas. E não é que funciona mesmo? Essa técnica não deixa a camisa ficar amassada depois.
Agora é só dizer adeus aqueles amassados que apareciam quando você tirava a camisa do armário. (Reprodução/Pinterest)
Agora é só dizer adeus aqueles amassados que apareciam quando você tirava a camisa do armário. (Reprodução/Pinterest)

deixaqueeumanjo.pop.com.br

JÁ FORAM TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO, HOJE SÃO REALIDADES

5 TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO QUE SE REVELARAM VERDADEIRAS



Separamos uma lista com 5 conspirações que se provaram verdadeiras. 
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Conspirações são parte da cultura popular há muitos anos. As mais conhecidas geralmente envolvem extraterrestres ou um plano de dominação mundial. Mas a realidade algumas vezes pode ser tão distópica quanto um livro de Júlio Verne e apresentar coisas que não apareceriam nem nas mais loucas teorias.
Separamos uma lista com 5 conspirações que se provaram verdadeiras. Não, aliens ainda não foram confirmados. Mas podem ser os próximos.

MKUltra

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A teoria: dizia que durante a Guerra Fria, os Estados Unidos teriam pesquisado formas de controlar mentes.
A realidade: entre 1950 e 1973, a CIA esteve por trás de um projeto que conhecido como MKUltra, com o propósito de descobrir formas de controlar pensamentos e induzir estados que pudessem ser usados em interrogatórios para forçar a vítima a confessar o que sabe.
Entre os métodos testados pela agência, incluem-se uso de drogas como LSD e Mescalina, privação de sono, abuso sexual, tortura, privação da ingestão de comida e água por dias e choques elétricos. Os testes foram levados a cabo em prisões, universidades e hospitais de maneira clandestina.
Os arquivos só seriam abertos ao público em 1977 mas, como grande parte havia sido destruída em 1973, vários experimentos do MKUltra nunca vieram a público e muito tem se especulado sobre o que mais pode ter acontecido durante os anos em que o projeto esteve em andamento.

CIA financiava traficantes

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A teoria: a CIA financiou traficantes e chegou a auxiliar no tráfico de drogas dentro dos Estados Unidos.
A realidade: por volta de 1980, a CIA esteve por trás do comércio de cocaína em algumas regiões do México. As denúncias foram feitas principalmente por Celerino Castillo, um agente da DEA (Divisão de Narcóticos).
Segundo as denúncias, a CIA facilitou a entrada de drogas e o tráfico de cocaína nos Estados Unidos como forma de levantar fundos para financiar a atuação do Contras, uma milícia envolvida na Guerra da Nicarágua e apoiada pelo então presidente, Ronald Reagan. Ironicamente, Reagan foi um dos presidentes que mais levou a cabo a bandeira da Guerra às Drogas durante seu mandato.

O governo norte-americano espiava outros governos

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A teoria: as agências do governo dos Estados Unidos estariam supostamente grampeando telefones e a internet ao redor do mundo.
A realidade: pouco conhecida até 1982, a NSA recentemente esteve envolvida num escândalo mundial sobre monitoramento de governos e empresas após o vazamento de informações sigilosas pelo seu ex-funcionário, Edward Snowden, em 2013. 
Antes das provas apresentadas por Snowden, a espionagem em nível internacional por alguma agência do governo norte-americano era tida como uma simples conspiração pouco fundamentada.
Mas, com a abertura dos arquivos, ficou provada a existência de um programa de espionagem que atingiu até o governo brasileiro. As revelações criaram uma preocupação generalizada com segurança e rapidamente, soluções anti-espionagem virtual começaram a ser comercializadas em todo mundo. Fabricantes de softwares também começaram a implementar medidas de segurança mais sofisticadas. Tais medidas, no entanto, não barram a espionagem por hardware, a qual também foi delatada por Snowden.

FBI modificava bebidas alcoólicas adicionando aditivos tóxicos

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A teoria: durante a lei seca da década de 1920, nos Estados Unidos, o FBI estaria supostamente envolvido numa modificação da composição química do álcool produzido no país, com o intuito de matar os cidadãos que burlassem a lei.
A realidade: após mais de 1.200 pessoas adoecerem e 400 morrerem em decorrência do consumo de bebidas alcoólicas, o médico Charles Norris decidiu investigar e descobriu que diversas bebidas vendidas ilegalmente continham querosene, gasolina, benzeno, mercúrio, acetona e até mesmo o metanol, um álcool altamente tóxico com cheiro e sabor muito similares ao etanol.
Com a intenção de amedrontar as pessoas sobre como o álcool era perigoso, o governo começou a manipular o álcool industrial com pequenos desnaturantes pouco tóxicos. Os traficantes de álcool (sim, isso existiu) perceberam a armadilha do governo e contrataram químicos para redestilarem as bebidas, tornando-as inofensivas – ou talvez não tão inofensivas assim – novamente.
Como resposta, as agências governamentais começaram a contratar químicos para formularem compostos ainda mais letais e mais difíceis de serem separados do álcool. A decisão de desnaturar o álcool com componentes tóxicos levou à morte de pelo menos 10 mil pessoas até ser revogada, junto com a lei seca, em 1933.

A CIA controlava a imprensa

the-intercept.si
A teoria: a CIA – sempre ela – estaria manipulando a mídia com jornalistas infiltrados durante a Guerra Fria.
A realidade: conhecida como Operação Mockingbird, a CIA conduziu na década 1950 e 1960 um projeto de contratação de jornalistas para infiltrarem os maiores meios de comunicação e espalharem notícias com um viés pró-governo.
Os jornalistas serviram como linha auxiliar do governo, limpando os abusos e polêmicas em torno de operações, como a invasão da Guatemala em 1954. Pouco se sabe sobre a verdadeira atuação e o número exato de jornalistas contratados pela CIA, com estimativas que variam entre 400 e 3 mil. Os agentes foram responsáveis por notícias publicadas em pelo menos 22 grandes jornais da época, como o Newsweek, New York Times, Washington Post, Time e CBS News.
Alguns conspiradores afirmam que projetos similares estão em curso até hoje, infiltrando inclusive jornais de outros países, algo que talvez se confirme com o passar dos anos. Ou não.

spotniks.com

Professor com lugar em 21 escolas acabou a 280 km de casa

Professor com lugar em 21 escolas acabou a 280 km de casa

Professor com lugar  em 21 escolas acabou a 280 km de casa
Ficar colocado nos primeiros concursos acabou por penalizar docente face a colegas pior classificados
Imagine que lhe aparece um trabalho a 280 quilómetros de casa, longe da mulher e dos dois filhos. Aceita, na certeza de que, nos termos da lei, terá um mês para mudar de ideias e de que tem em aberto outras hipóteses mais compatíveis com a vida familiar. Mas três dias depois fica a saber que se enganou: de facto, tinha qualificações para ter entrada imediata em 20 outros postos de trabalho. E seis deles até eram bem perto. Mas devido a uma opção técnica, nem sequer foi considerado. O primeiro sim, excluiu-o automaticamente das outras alternativas.
Este é o caso de um professor que, por ter ficado colocado na fase de "contratação inicial" dos concursos do Ministério da Educação - fase em que teoricamente entram os melhores - acabou excluído de vagas bem mais apetecíveis, ocupadas por colegas ciom menos graduação profissional. Como este, houve muitos casos este ano letivo.

DN

Tempo para psicólogos - Aquilo a que temos assistido nos últimos dias na vida política portuguesa é política de tempos de chumbo, mas a dureza das palavras, a crispação dos políticos e as estratégias ensaiadas escondem uma realidade, estamos num tempo rico para psicólogos,

Tempo para psicólogos

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Aquilo a que temos assistido nos últimos dias na vida política portuguesa é política de tempos de chumbo, mas a dureza das palavras, a crispação dos políticos e as estratégias ensaiadas escondem uma realidade, estamos num tempo rico para psicólogos, alguns comportamentos e mesmo os novos discursos políticos reflectem mais um estado de alma do que estratégias cuidadosamente preparadas. Se os anarquistas têm razão ao dizer que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe de forma absoluta,  não deverá ser fácil a quem tem governado com um total desprezo por tudo e por todos ver que as sondagens os condenam à perda do poder. 
  
A ministra da Justiça vez uma reforma brilhante implementada de forma exemplar, o Crato vê a escolas abrirem no momento certo, Passos Coelho vem o crescimento no horizonte como se a turba de investidores levantasse uma nuvem de poeira, Aguiar-Branco vê os russos a invadir Portugal, o imbecil da Horta Seca vê a Catherine Deneuve a tomar banho com o António Costa na nova “piscina” junto ao arsenal, a Maria Luís vê a realidade a exceder as previsões, Portas vê os contribuintes a serem reembolsados pelo que pagaram de sobretaxa.
  
Poderíamos começar pelo imbecil da Horta Seca e a sua fixação na Catherine Deneuve, sem querer foi enganado pelo psico e quem não deve ter gostado da referência foi o Paulo Portas. Então vai lembrar-se logo de uma artista cuja alusão está proibida no CDS desde que o seu nome foi usado maldosamente como alcunha de um ministro do CDS no governo do Durão Barroso? E ainda por cima brinca com a velha alcunha atribuída a alguém do CDS por andar no Parque Eduardo VII disfarçado com uma cabeleira loira, segundo noticiou o francês Le Point, com tiques efeminados? De certeza que era no António Costa que o imbecil da Horta Seca estava a pensar? Pires de Lima devia consultar um psicólogo sobre esta sua fixação na artista francesa.
  
E o que dizer de Aguiar-Branco que no road show do OE 2015 assegurou que o PSD e o CDS ganhariam ao PS do António Costa porque, disse ele, “somos melhores”? Tanto quanto se sabe Aguiar-Branco nunca deverá ter sido melhor do que ninguém em nada e vê-lo pôr-se atrás de um Passos Coelho que o humilhou na luta pela liderança do PSD para fazer frente a António Costa só pdoe levar a sugerir-lhe que consulte um psicólogo.
  
E o que pensar de Cavaco quando fala em partidos que se beliscam, em ponto final ou em crispações? Cavaco tem um conflito psicológico com o passado com o qual mantém uma relação bipolar, umas vezes chama a atenção para o que diz ou o que escreveu no passado para justificar o presente. Cavaco é uma personagem do Halloween, uma assombração pois nada está sempre no passado, o que diz hoje resulta do que ele disse ou outros disseram no passado. Outras vezes faz o inverso, agarra-se ao presente para negar a existência do passado, é o que faz argumentando com a Constituição como justificação para não adiar as eleições quando há um ano foi para a Feira da Ladra vender eleições antecipadas.
  
A política portuguesa começa a deixar de ser um domínio do debate político ou económico para ser um tema do foro da psicologia e da psiquiatria. Começa a fazer sentido que as televisões comecem a dispensar os comentadores políticos para contratarem psicólogos e psiquiatras que expliquem aos portugueses que estão metidos num manicómio que está de pernas para o ar, um manicómio onde os doentes mais graves e profundos estão armados em médicos.

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A ineficácia das velhas ideias - No passado dia 5, o primeiro-ministro declarou que o descida do desemprego e a criação do emprego, verificadas desde o início deste ano, se deviam às alterações laborais introduzidas pelo seu Governo.

 A ineficácia das velhas ideias

No passado dia 5, o primeiro-ministro declarou que o descida do desemprego e a criação do emprego, verificadas desde o início deste ano, se deviam às alterações laborais introduzidas pelo seu Governo.

Não é nova esta ideia de que o desemprego baixa por se tornar o trabalho e o despedimento mais baratos. Faz parte de todo um programa político importado das instâncias internacionais e abraçado pela direcção do PSD como seu ideário. E, por isso, fez parte dos pontos de vistas de Passos Coelho, explanados antes de ser dirigente do PSD, desde que preparou as eleições de 2011 e quando se tornou primeiro-ministro. No início de 2012 defendeu que "se a legislação laboral durante anos provocou tanto desemprego, tem de mudar, e os sindicatos têm de aceitar".
Após as alterações introduzidas em 2012, oMinistério de Economia chegou mesmo a apresentar projecções sobre os efeitos. Os custos de trabalho iriam descer 5,23% e, com isso, aumentar o aumentar o emprego no curto prazo em 2,5% e em 10,5% no longo prazo.

Só passados mais de dois anos, os números do emprego deram sinais de estancar a queda, apresentando um crescimento médio nos 3 trimestres de 2014 de 0,7% em termos homólogos. E os empregos criados nada têm a ver com a ideia que o Governo tinha de como iria evoluir a competitividade externa nacional - mais de metade da subida deu-se no comércio, na administração pública, saúde e educação. Se calhar, estes números mostram, sim, que o Governo terá mudado de política, à beira de eleições.

A falta de aderência à realidade desta tese é tanto mais visível quando se observa o gráfico em cima, com os dados do INE, do Inquérito ao Emprego.
As primeiras grandes alterações laborais ocorreram em 2003, pela mão de mais um governo desta Maioria de direita, se bem que um pouco menos acriançada do que esta. Após as alterações legais, o emprego mal cresceu. Dir-se-á: "Ah, é porque foram insuficientes". Talvez. Mas em 2004/5, o Governo socialista de Sócrates mexeu novamente na legislação, aliás no mesmo sentido. O emprego mal pestanejou. E o desemprego continuou a subir como subia desde o início da década.
Foi esse o cenário encontrado por Passos Coelho quando chegou ao Governo. Novamente se alterou a lei laboral e, de forma profunda: sem nunca cortar directamente nos salários, cortou-se nas remunerações suplementares laborais e transformou-se tempos de lazer em tempo de produção, naquela que considerada a maior transferência de rendimento do trabalho para o capital. Tudo a par de um enorme aumento de impostos. O emprego não despontou.

Apenas este ano subiu ligeiramente. E Governo exulta de satisfação, mesmo que não se cumpram as previsões que inicialmente fez e sem qualquer explicação para esse facto.
Todas as mexidas na lei, desde 2003 a 2012, foram apresentadas como necessárias à competitividade nacional - se bem que esteja sobejamente provado que a redução de custos salariais pouca influência tem na competitividade. Aliás, foi isso mesmo que, por exemplo, o economista José Silva Lopes foi dizer ao Parlamento em 2002 e que o mal da economia portuguesa estava, sim, no seu endividamento externo... O que fez então a Maioria PSD/CDS sobre isso?

E agora, face à "resiliência" do emprego que teima em não exorbitar, volta-se - Comissão Europeia e FMI inclusivé - a insistir em novas mexidas na legislação laboral.
Bem sei que é possível encontrar uma correlação improvável entre duas variáveis que nada têm a ver uma com a outra. Mas se assim é, e se já se provou que as medidas laborais pouca ou nada mexem no emprego, talvez seja de olhar para outro lado.

Não sendo um economista profissional, proponho a que está no gráfico ao lado, construída com dados do INE para as contas nacionais trimestrais. Se o emprego surge do investimento, então talvez o investimento seja possível pelo aumento da procura, interna e externa. E que o investimento cai - e com ele o emprego - sempre que a procura cai. Por isso, cortar na procura pode ser uma má ideia.

Uma das implicações das alterações legais de 2012 foi, contudo, "dizer" às entidades patronais que o Governo está com elas e que "agora vale tudo". Fale-se com advogados de direito laboral e ouça-os contar casos cada vez mais violentos, próprios de quem não tem mais forma de reagir.

Cada vez mais se conclui - à custa de milhares de vidas - que a alteração da legislação laboral não é uma variável de ajuste económico; é mais um sinal de incapacidade de encontrar soluções para o problema bicudo que a política monetária europeia criou e que a intervenção da troika acentuou. Mas que esta Maioria cavalgou como o seu cavalo de batalha ideológica que visa também - como "plus" politico - acabar com os sindicatos como elementos activos de intervenção política. Mais uma velha ideia.


Administração Regional de Saúde do Alentejo (explicação aos autóctones) - O dramático desfecho da falta de comparência, em tempo útil, da «viatura médica de emergência e reanimação» (VMER), adstrita ao Hospital do Espírito Santo/Évora (HESE), no dia 2 de Setembro (2014), originou a morte de um doente em paragem cardiorrespiratória.

Administração Regional de Saúde do Alentejo (explicação aos autóctones)

©Joaquim Palminha Silva

    O dramático desfecho da falta de comparência, em tempo útil, da «viatura médica de emergência e reanimação» (VMER), adstrita ao Hospital do Espírito Santo/Évora (HESE), no dia 2 de Setembro (2014), originou a morte de um doente em paragem cardiorrespiratória.
            Entretanto, a Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) entendeu levar a cabo um «inquérito», para averiguar se houve «actuação digna de censura» ou até algum «ilícito de natureza disciplinar», que tenham motivado a inoperacionalidade da viatura e seus respectivos técnicos-tripulantes.
No passado dia 6 de Novembro o jornal diário local (Évora) transcrevia parte da “explicação” que a ARSA, um mês depois (!), enviou à agência noticiosa «Lusa». Assim, é publicamente comunicado que não houve nenhum «ilícito de natureza disciplinar» nem tão pouco «actuação digna de censura». Em poucas palavras, o resultado do inquérito da ARSA conclui que a lamentável falta de assistência médica a um doente, em tempo oportuno, no dia 2 de Setembro, ficou a dever-se ao facto de nesse mesmo dia a VMER ter estado inoperacional por falta de recursos humanos!       
Nem a índole do espaço («a cinco tons»), nem a proporção de uma crónica, nem as habilitações do cronista, fazem decerto esperar dos cidadãos leitores, nestas breves linhas, e tão breves quanto é possível, um estudo técnico da gestão praticada pela ARSA.
            1) Comecemos pelo princípio. Não é necessário ser muito inteligente para perceber que se determinado serviço médico de emergência sofre falta de recursos humanos e, portanto, está incapacitado para qualquer actuação eficaz de emergência, temos inelutavelmente de concluir que, para além da papelada administrativa, não existe no terreno da realidade material, e pronta a circular, VMER alguma;
            2) Contra a fatalidade “cruel da vida”, segundo declaração da ARSA a inoperacionalidade da VMER têm-se feito sentir «com alguma frequência», pelo que em 2013 a sua operacionalidade era de 77,25% e em meados de Setembro de 2014 já alcança os 96%. Enfim, nada nos impede de acreditar que o HESE, a ARSA, a própria tutela principal, o Ministério da Saúde, iniciam a sua prestação de serviços na área da saúde pública desta forma:
- Dia de inauguração do serviço, 0% de operacionalidade;
-Alguns meses depois, 25% de operacionalidade:
- Mais uns quantos meses, 50% de operacionalidade, e assim de seguida até chegar aos 100%, supomos…
            Quer isto dizer que os doentes necessitados com urgência de «reanimação» médica, antes “de se colocarem” numa situação de perigo de vida, devem indagar dapercentagem de operacionalidade que tal ou tal mês “autoriza”, sob risco de não o fazendo, ao chamarem uma VMER, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), garantirem apenas o seu transporte num esquife…motorizado e com rodas de borracha (!);
3) Por fim, excluindo o Burkina Faso, devemos considerar singular (e de “grande imaginação” a nível europeu), esta forma de inaugurar serviços públicos às fatias percentuais de operacionalidade e, o que é mais pitoresco (informa-nos a própria ARSA), sem que o próprio Departamento de Urgência/Emergência do HESE tenha um director que assegure a orientação geral do serviço… Oxalá o dito «Departamento» não esteja a viver uma experiência de autogestão demasiado prolongada, dado que esta se revela… perigosa para os cidadãos!
O facto é que a ARSA realizou um «inquérito» exclusivamente direccionado para onde de antemão sabia nada haver a assinalar e, assim, concluiu o que tinha de concluir: nada de grave a assinalar, independentemente da morte, provavelmente escusada, de pessoas não assistidas pela VMER “atempadamente” (como gostam de dizer).
Todavia, apesar de alguma autonomia administrativa, a ARSA, não supervisiona o HESE? E o HESE não fiscaliza e orienta conscienciosamente o seu Departamento de Urgência/Emergência? – Face a este imbroglio, que faz o Ministério da Saúde? Encontra-se entretido com as poupanças nos Hospitais e Centros de Saúde e, nos intervalos, acorre às janelas a acenar o seu adeus entusiasta aos clínicos que emigram, continuando entretanto a destruição paulatina do Serviço Nacional de Saúde?!




Last but not least, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) descobriu que as unidades hospitalares do serviço público podem receber clientes privados! (in Público, 8/11/2014)
Naturalmente, avisa esta ERS, tal só poderá ser admitido após o Hospital preencher capacidades razoáveis de atendimento dos utentes do Serviço Nacional de Saúde… Pronto! - Está aberta mais uma porta para a desigualdade de tratamento entre quem tem e quem não tem dinheiro para pagar tratamento, operações, consultas, exames, etc.!  
Podem os donos desta geringonça avisar que tomam medidas cautelares, de forma a não autorizarem concorrências e injustiças… Porém, uma vez aberta esta porta quem acredita?
Neste contexto de febril procura de clientes privados, eis mais uma “brilhante” orientação dos gestores do serviço de saúde pública de Évora: - A cardiologia do Hospital do Espírito Santo/Évora é apontada como de imediata disponibilidade…
Como é isto possível? - Não aumentou o número de médicos especialistas, nem de enfermeiros, nem de instalações, nem houve modernização/aquisição de equipamentos. Mais: - As consultas de rotina em cardiologia chegam a ter um ano de espera. Como vai acontecer: - Os hipotéticos e endinheirados clientes privados passam à frente dos utentes do SNS?
É-nos lícito, na apatia e na indiferença em que vivemos, querer instituições regionais de Estado democráticas, transparentes e sagazmente previdentes? Francamente, tenho sérias dúvidas. Porque a isso opõe-se o ”regime” tradicional das indiferenças e das contemporizações, em que vamos indo a escorregar com velocidade assustadora, no plano inclinado de uma geral decomposição cultural, cívica, social e económica.


Não devemos estranhar, portanto, as explicações aos autóctones. As instituições de Estado, regionais e locais, acreditando talvez que somos todos de compreensão lenta, quando pretendem fazer de conta que comunicam connosco, só lhes ocorre o recurso à lógica simplória e ao palavreado enfadonho das antigas autoridades coloniais em África. E assim nos vão escangalhando a saúde… e a Democracia!

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