AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Debate, amanhã: «Resgatar a PT»

Debate, amanhã: «Resgatar a PT»


«A PT é uma empresa estratégica que tem no nome Portugal. É preciso saber como é que a PT pode e deve ser resgatada e exigir dos poderes públicos que por uma vez respeitem "o primado do interesse e da responsabilidade públicas". Permitir a sua alienação a interesses financeiros, ou a estratégias multinacionais, é uma cedência que no futuro se pagará cara. Como consta do Apelo para Resgatar a PT, "o assunto já não é apenas empresarial, mas assume contornos políticos nacionais".»

Promovido pelo Observatório sobre Crises e Alternativas, realiza-se amanhã, 6 de Novembro, no Auditório do CIUL (Centro de Informação Urbana de Lisboa), no Picoas Plaza, Rua do Viriato, a partir das 18h00, o debate «Resgatar a PT, uma emergência», em que participarão, como oradores, Diogo Freitas do Amaral e João Cravinho (com moderação de Manuel Carvalho da Silva).
Foram convidados a participar no debate a Administração da PT Portugal, a Comissão de Trabalhadores da PT e Sindicatos onde estão representados/as trabalhadores/as da empresa. A entrada é livre.

ladroesdebicicletas.blogspot.pt

A oportunidade para Dilma desenhar o novo tempo

A oportunidade para Dilma desenhar o novo tempo

 
por Luis Nassif

Dilma Rousseff terá seis meses para garantir a governabilidade. Tem-se um país cindido, uma ansiedade nacional pelo novo - sem saber direito o que vem a ser -, as demandas empresariais e dosconsumidores.
Será o período crítico em que conviverá com falta de resultados na política econômica, com a 
marcação implacável dos grupos de mídia, com a falta de perspectivas da oposição (já que 2018 ainda 
estará distante), tudo confluindo para o ponto de ebulição da Operação Lava-Jato.
A reeleição traz um risco e uma oportunidade - dependendo da maneira da presidente planejar o 
segundo mandato. Se não conseguir reverter as expectativas, se passar a impressão de que tudo será 
como antes, Dilma não completará a travessia.
***
Qual é a medida fundamental, a chamada ideia fundadora capaz de sinalizar os novos tempos?
Há um conjunto de práticas anacrônicas que assombram o país, como ectoplasmas nunca exorcizados, 
amarrando o país ao passado. Práticas anacrônicas no Banco Central, na reforma fiscal, na falta de 
visão sistêmica das políticas públicas, no licenciamento ambiental, na metodologia dos órgãos 
fiscalizadores.
***
Não basta tentar atacar uma ou duas práticas anacrônicas, nem sair dando tiro a torto e a direito à base 
do poder da vontade pessoal. Tem que se convocar o país para uma cruzada em favor dos novos 
tempos.
E também não basta apenas a conclamação. Tem que se ter o modelo, o duto sendo construído para 
canalizar as aspirações dos diversos segmentos sociais, do empresariado aos movimentos sociais, das 
ONGs aos sindicatos para a construção conjunta de políticas públicas.
***
Um caminho para esse tiro inicial seria montar um pré-governo daqui até o final do ano, um pouco 
espelhado no que foi feito por Fernando Collor no Bolo de Noiva, antes da sua posse.
Na época, foram convocadas lideranças de vários setores. Das reuniões brotaram ideias relevantes, 
como a criação da Fundação Nacional da Qualidade, as primeira experiências de qualidade nas estatais 
e a criação do novo Sebrae.
Hoje em dia, a pauta é muito mais extensa, mas muito mais extensa é a vontade de participação e o 
manancial de ideias que brotam de todos os lados, das associações empresariais, dos movimentos 
sociais à nova economia.
***
Define-se um conjunto de temas centrais - do combate à burocracia às formas de participação social, 
por exemplo - e convocam-se lideranças da sociedade civil para uma imersão de alguns dias nos temas 
propostos.
Não haveria compromisso de acatar nenhuma proposta, mas a abertura para extrair das discussões as 
melhores propostas e torná-las exequíveis. E não seria um conchavo restritivo, mas o embrião de um 
acordo nacional em alto nível, que convoque lideranças civis de todos os naipes.
***
A partir dessas discussões, Dilma poderá extrair um plano de ação consistente a ser apresentado no 
primeiro dia do seu governo, projetos com começo, meio e fim e formas modernas de 
acompanhamento por parte da opinião pública.
Principalmente, sinalizaria para uma nova etapa na democracia social brasileira, em que a construção 
de políticas públicas com a sociedade deixaria de ser retórica de campanha para se transformar na nova 
praxis.

militanciaviva.blogspot.pt

Das Lajes à condecoração: a história de Durão, o mordomo



Corria o ano de 2004. Nos corredores burocratas de Bruxelas, discutia-se a sucessão de Romano Prodi e o nome de Durão Barroso surgia como terceira ou quarta opção para o cargo. Barroso não era uma personalidade destacada da cena política internacional mas cumpria requisitos de subserviência que poderiam ser muito úteis, como foi possível verificar, para servir os interesses das principais potências europeias. Algo que de resto tinha já ficado provado quando se colocou no papel de mordomo da Cimeira das Lajes, arrastando o nosso país para uma guerra absurda que não nos dizia respeito e que colocou Portugal nos radares do terrorismo islâmico. Uma guerra sem qualquer tipo de legitimidade e que mais não foi do que uma violação da soberania de um Estado para controlar os seus recursos petrolíferos e um aviso à navegação para outros chefes de Estado que tivessem a ousadia de, tal como Saddam, levantar a possibilidade de transaccionar petróleo em euros ou noutra moeda que não o dólar.
Faltava apenas libertar o novo fantoche das suas responsabilidades perante o povo português, que o havia conduzido ao poder 2 anos antes para liderar um governo de coligação entre o seu PSD e o CDS-PP de Paulo Portas, um governo “submarino” que pouco ou nada fez excepto aumentar a dívida pública de um país, nas palavras de Barroso, “de tanga”. Um governo liderado por um homem que passou os 10 anos seguintes a falar de responsabilidade mas que não hesitou um segundo em lançar o seu país para uma crise política quando confrontado com a hipótese de ganhar mais dinheiro e viver como um verdadeiro aristocrata na corte europeia onde a austeridade não existe e trabalhar não é propriamente uma obrigação, como o vídeo que abre este post comprova. Assim se resume o conceito de serviço público de Durão: é tudo uma questão de “condições laborais”.
A fuga não foi difícil. Estávamos em pleno Euro2004 e o país vibrava com a prestação da selecção nacional. Neste clima de euforia permanente, Durão cozinhou calmamente a sua saída da cena política nacional. No dia seguinte ao histórico Portugal x Inglaterra no qual o Ricardo defendeu o penalti sem luvas, Durão vai a Belém e informa Jorge Sampaio sobre a sua ida para Bruxelas, apontando o seu amigo Santana Lopes como seu sucessor. A sociedade estava-se nas tintas porque, é sabido, o futebol é prioridade, a política é uma coisa chata e a ressaca do dia anterior ainda se fazia sentir. Dias depois, mais concretamente a 5 e Julho de 2004, Barroso apresentou a sua demissão e o país, ainda em choque depois de perder a final do Europeu contra a Grécia no dia anterior, não deu grande importância à ocorrência. Claro que a escolha deste calendário foi mera coincidência.
Há quem diga que Durão ajudou Portugal enquanto presidente da Comissão Europeia. O que essas pessoas não conseguem explicar é exactamente de que forma. Mistérios insondáveis do “porque sim”. Para a história fica um homem que abandonou o país que o elegeu, lançando-o para uma crise política que culminou com a dissolução do Parlamento, um ano depois, e que deu espaço à primeira maioria absoluta do PS, à ascensão de José Sócrates e a tudo o que isso significou. Fica também a cara de pau de um manipulador profissional que teve a distinta lata, ao ser condecorado pela “coisa” de Belém, de afirmar que
Durão Barroso até pode tentar iludir-se com esta absoluta demência de achar que está a ser condecorado pelo país. Mas nem ele acredita, limita-se a seguir a cartilha do politicamente correcto e até convence uns quantos carneiros. A verdade é que foi a partidocracia que o condecorou. Foi esse sistema podre do bloco central que distribui condecorações a todos os que cumprem os desígnios da elite e que ajudou a branquear a traição barrosista. Mas a lata do cherne foi ainda mais longe ao afirmar que tinha executado um “programa português“, ao mesmo tempo que defendeu a necessidade de combater algum “soberanismo” patente em alguns sectores da opinião pública portuguesa. Durão deve achar que isto da soberania é uma grande maçada e que bom bom seria mesmo alienar o que sobra dela, transformando Portugal num mero resort periférico da União, destinado ao turismo dos países ricos do norte. De preferência com poucos licenciados que a “senhora” Merkel acha que temos cá em excesso.
Durão Barroso é um traidor. Traiu Portugal quando lhe virou as costas, quando se submeteu ao poder do centro da Europa em detrimento da periferia e volta agora a traí-lo quando afirma que a soberania do nosso país deve ser combatida. E se dúvidas restassem quanto às suas intenções, Durão é claro e reafirma que a decisão de abandonar o seu país foi a acertada. E a forma como foi saudado por alguns sectores da sociedade, depois desse exercício de manipulação absolutamente nojento e desprezível, é ilustrativa do tipo de gente que nos governa, que nos controla e que nos espezinha. Todos os dias perante a nossa mansidão. Ou acham que há inocentes nesta história?
aventar.eu

||| O que é que esperavam da direita temente a Deus e obediente à Santa Madre Igreja? - ||| O que é que esperavam da direita temente a Deus e obediente à Santa Madre Igreja?

PUBLICADO POR JOSÉ SIMÕES




Só o que falha aqui são só os viúvos, porque "maravilhosas são as Suas obras e insondáveis são os desígnios do Senhor" e ninguém fica viúvo por sua vontade. É a vida. Terrena. Não se compreende por isso.

Porque dos solteiros, schnell! schnell! "crescei e multiplicai-vos", ide constituir família. Muita e grande.

Divorciado[a] e com filhos. Família monoparental por vontade do Homem e não por desígnio de Deus Pai. Ide comprar uma Bíblia. Schnell! schnell! também.

derterrorist.blogs.sapo.pt