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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Crianças portuguesas reconhecem a crise como um problema que afecta o seu quotidiano - As crianças portuguesas reconhecem a crise como problema, sentem que os adultos estão a sofrer com o desemprego e a falta de rendimentos, diz a Unicef. O Comité Português para a Unicef realizou, entre março e maio de 2013, um estudo, que envolveu 77 crianças e adolescentes com idades entre os oito e os 17 anos, com o objetivo de analisar o modo como elas observam a atual crise e sentem o seu impacto no dia-a-dia.

Crianças portuguesas reconhecem 
a crise como um problema que 
afeta o seu quotidiano

As crianças portuguesas reconhecem a crise como problema, sentem que os adultos estão a sofrer com o desemprego e a falta de rendimentos, diz a Unicef. 

O Comité Português para a Unicef realizou, entre março e maio de 2013, um estudo, que envolveu 77 crianças e adolescentes com idades entre os oito e os 17 anos, com o objetivo de analisar o modo como elas observam a atual crise e sentem o seu impacto no dia-a-dia.
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O estudo faz parte do primeiro relatório publicado pelo Comité Português para a Unicef, hoje divulgado, "As Crianças e a Crise em Portugal -- Vozes de Crianças, Políticas Públicas e Indicadores Sociais, 2013", que analisa a realidade das crianças em Portugal num contexto de crise económica e financeira.

Para as crianças entrevistadas, os adultos são os que sentem mais o impacto da crise, porque é sobre eles que recai a responsabilidade de sustentar as famílias.

Todas as crianças, independentemente da idade ou meio social, mostram-se sensíveis ao impacto das medidas de combate à crise na vida da população em geral, dos seus familiares e amigos.

"Mais do que espectadores passivos da vida familiar ou social, as crianças revelam-se observadores atentos e preocupados com o quotidiano dos pais ou cuidadores", salienta o estudo, a que a agência Lusa teve acesso.

As crianças mostram-se capazes de identificar dificuldades, privações e estratégias de resistência ou mudança em consequências das alterações económicas e sociais.

Quando questionadas sobre o impacto da crise nas diferentes gerações, uma percentagem significativa das crianças refere que os pais são os mais afetados pela crise no presente.

Consideram também que "os quotidianos familiares, escolares e sociais estão a ser afetados, em especial ao longo do último ano pela presente situação de incerteza económica e financeira em Portugal".
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A Unicef observa que as modificações identificadas no seu dia-a-dia "variam em intensidade e grau de privação de acordo com o seu meio social".

Para algumas crianças, as mudanças consubstanciam medidas de racionalização de gastos "a mais", e para outras traduzem-se num corte drástico no consumo de alguns bens e serviços.

"A crise parece ter ainda para muitas crianças um impacto nas relações familiares, tanto ao nível da relação conjugal como da relação pais-filhos", sublinha.

Como razões para esta situação apontam a falta de emprego e a dificuldade em assegurar as necessidades da família.

Sobre o impacto da crise no trabalho e nas condições do emprego dos pais sobressai para todas as crianças o aumento do número de horas que estes dedicam à vida profissional e que afeta a relação pais-filhos.

As crianças que vivem em situações de vulnerabilidade económica salientam um dos pais, ou ambos, ficaram sem emprego devido à crise.
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Nestes casos, o estudo constata que "são raras as situações em que o desemprego dos pais é percebido pelas crianças como representando mais tempo para os filhos".

O estudo mostra também que as crianças têm consciência de que a crise está a comprometer o seu futuro, antevendo as consequências negativas que poderá ter para os seus projetos de vida em termos de formação, do emprego e da vida familiar.

Falam já na hipótese de emigrar e questionam a possibilidade de aceder ao ensino superior.

* Se há gente que não é burra são as crianças, sentem as dificuldades quanto os adultos e muitas sofrem em silêncio. Mais uma glória para Coelho, Portas e o Mota da lambreta.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Negócios de Mesquita na mira da Judiciária Contratos ruinosos levam autoridades policiais a pedir documentação à Câmara de Braga.

Negócios de Mesquita na  
mira da Judiciária 
 
Contratos ruinosos levam autoridades policiais a pedir documentação à Câmara de Braga.

A Polícia Judiciária está a investigar vários negócios celebrados por Mesquita Machado enquanto esteve à frente da Câmara de Braga e este pode vir a responder por gestão danosa. Nos últimos meses foi pedida diversa documentação ao atual executivo, relativa a contratos celebrados pelo antigo presidente. 


Um dos negócios é a parceria público-privada (PPP) celebrada em 2008 com a Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga (SGEB), que resultou num buraco de 103 milhões de euros para a câmara – o valor não estava contabilizado e a dívida da autarquia atinge os 253 milhões.

A parceira público-privada é verdadeiramente ruinosa. Destinava-se à construção e requalificação de campos de futebol em 45 freguesias do concelho. No total, as obras custariam 50 milhões, mas o contrato celebrado – no qual a câmara se compromete a pagar rendas mensais de meio milhão de euros até 2033 – irá custar aos cofres da autarquia o dobro. E Braga passou a ter o maior índice de campos de futebol relvados por habitante do País.

A SGEB foi criada com o objetivo de, contornando a lei, permitir ao município fazer obras de milhões. A câmara não podia contrair empréstimos diretos à Banca. Construtoras como a Europa Ar-lindo e a Alexandre Barbosa e Borges comprometiam-se a iniciar com as construções, sendo que a câmara pagaria rendas mensais. As empresas teriam de avançar com pedidos de empréstimo à Banca, mas foi aí que a situação se complicou. 

A concessão de crédito foi travada, o que fez com que muitas das obras que estavam estipuladas no âmbito da parceria estejam por cumprir. A Europa Ar-lindo acabou por avançar com um processo especial de revitalização, mas a câmara já está a pagar a sua parte.

* À sua dimensão um parceiro exemplar do ex-"DDT" agora TDT.

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MUITO INTERESSANTE ! - Notas do meu rodapé: Como Kemal Ataturk aboliu o uso da burka na Turquia moderna

Notas do meu rodapé: Como Kemal Ataturk aboliu o uso da burka na Turquia moderna



Como Kemal Ataturk aboliu o uso da burka na Turquia moderna

Kemal Atatürk, o pai da Turquia moderna, que, sobre os escombros da califado do império otomano, na sequência da I Guerra Mundial, construiu um Estado Republicano secular e ocidentalizou culturalmente aquele país, conseguiu sem qualquer esforço abolir o uso da burka, que estava muito enraizado. Lembrou-se da lenda sobre a origem da adoção daquela indumentária pelas mulheres muçulmanas. Na Idade Média, no noroeste da India, os imãs de uma obscura tribo muçulmana, fazendo a sua interpretação pessoal do Alcorão, decretaram uma sharia, que obrigava todas as mulheres, solteiras, casadas e viúvas, a irem prostituir-se, num determinado dia do calendário islâmico, num bosque dos arredores da cidade principal. Para não serem reconhecidas posteriormente pelos homens a quem se entregavam, por obrigação, as mulheres começaram a usar nesse dia um lenço enorme que lhes tapava o rosto, tendo esse lenço evoluído progressivamente para o formato da atual burka. 
Atatürk, um estadista genial, sabia que, se proibisse o uso da burka, iria enfrentar uma grande resistência por parte dos fundamentalistas islâmicos e do respetivo clero, assim como a da população mais conservadora e tradicionalista, principalmente na Anatólia. 
Neste contexto complexo, em que os equilíbrios políticos são sempre difíceis, Atatürk resolveu publicar um decreto, que obrigava as prostitutas a usarem burka. Remédio santo. No dia em que o decreto entrou em vigor, nenhuma mulher se atreveu a sair à rua, trajando a burka.

Nota: Uma outra versão sobre o local de origem do uso burka, e que me foi comunicada por uma amiga, situava aquele local numa zona, algures entre Síria e o Iraque, precisamente onde hoje está instalado o fanático Estado Islâmico. Local de origem à parte, o que é certo é que Ataturk fez um golpe de génio, matando à nascença qualquer oposição e resistência dos muçulmanos islâmicos, que não lhe perdoavam a institucionalização de uma República secular e a da laicidade na educação, assim como a difusão da cultura europeia, a fim de promover a ocidentalização dos costumes e da sociedade.
Ataturk granjeou um enorme prestígio junto do seu povo, ao mesmo tempo deixou para a posteridade uma grande aura de heroísmo e, no ocidente, era muito respeitado e admirado. A Turquia de hoje deve muito a este político e militar, que conseguiu obter a independência da sua Pátria, tendo para isso sido obrigado a liderar grandes combates contra o exército britânico, pois à Inglaterra tinha sido concedido, através da Sociedade das Nações e do Tratado de Versalhes, o mandato da maior parte dos territórios do desmembrado Império Otomano, que deu muitas dores de cabeça à Europa, durante os seus quase quatro séculos da sua existência.


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PINTO DA COSTA JÁ FALA EM NOME DO BENFICA !? - Pinto da Costa nega que Luís Duque tenha sido sugerido por FC Porto ou Benfica

Pinto da Costa nega que Luís Duque tenha sido sugerido por FC Porto ou Benfica

Pinto da Costa nega que Luís Duque tenha sido sugerido por FC Porto ou Benfica
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lusa

O presidente do FC Porto rejeitou hoje, na Maia, que a ideia de sugerir o nome de Luís Duque para presidente da Liga de clubes de futebol tenha partido dos "azuis e brancos" ou dos "encarnados".

"Foi um nome que não foi proposto nem pelo FC Porto nem pelo Benfica, mas que aceitámos, porque estava dentro do perfil que idealizámos", disse Pinto da Costa, à margem da cerimónia da abertura da Academia Fernanda Ribeiro, que decorreu na Maia.
Em dia de eleições na Liga, nas quais Luís Duque é o único candidato a suceder a Mário Figueiredo enquanto dirigente máximo deste organismo, o líder "azul e branco" deixou elogios ao antigo vice-presidente "leonino".
"É um homem do futebol, um homem que vive apaixonadamente o futebol. Tem experiência da parte dos clubes e da parte das associações", afirmou.
Mostrando-se "esperançado" num "novo rumo" para a Liga, Pinto da Costa preferiu não entrar em grandes comentários quanto às críticas feitas por parte dos dirigentes do Sporting a propósito da escolha de Luís Duque e referiu apenas que, "embora no final se tenha recusado a assinar o documento que todos tinham acordado", o Sporting "esteve presente nas reuniões que houve".
O dirigente "azul e branco" salientou ainda que tanto FC Porto como Benfica estão "com a Liga", mas não "dentro da Liga".
"Nem o FC Porto nem o Benfica indicaram qualquer nome para as listas da Liga, seja em que setor for. A única coisa que queremos é que ela tenha sucesso, porque, sem a Liga, será muito difícil o futebol continuar na onda dos sucessos", assegurou, frisando que "se alguém quiser dizer que esta solução foi encontrada pelo FC Porto", só se pode responder que "caem no ridículo".
O presidente dos "dragões" negou também que Godinho Lopes, antigo presidente do Sporting, alguma vez tenha sido "mencionado" na "mesa de reuniões" e aproveitou a ocasião para voltar a criticar Mário Figueiredo, bem como o recente funcionamento da Liga.
"Alterar os estatutos para que os clubes deixassem de fazer parte da direção da Liga e nomear um presidente que tinha poderes para escolher quem quisesse para os cargos da Liga com direito a despedi-los, se quisesse, no mesmo dia, sem ter que ter justa causa nem ouvir ninguém? Isso não é um modelo falido, é uma coisa absurda", lamentou.
Pinto da Costa rejeitou ainda a ideia de este processo ter servido para reatar relações com o Benfica: "Isto não tem nada a ver com relações entre clubes. Foi um ato para que todos os clubes estivessem sentados à mesa para encontrar uma solução. Quando o interesse é comum a todos, todos têm a obrigação de nele participar".

A História da Arte - Desde os primórdios, o homem enquanto ser racional, passou a intervir no seu meio, modificando-o segundo a sua vontade. Ao longo da História, o homem tornou-se o centro da atuação no mundo. Por meio da arte o mesmo viu-se refletido por ele mesmo, como se a obra fosse um espelho da realidade em que vivia. Desse modo, a cada obra que criava, o ser humano deixava uma marca da sua passagem no mundo, e das circunstâncias em que se deu.

A História da Arte

Desde os primórdios, o homem enquanto ser racional, passou a intervir no seu meio, modificando-o segundo a sua vontade. Ao longo da História, o homem tornou-se o centro da atuação no mundo. Por meio da arte o mesmo viu-se refletido por ele mesmo, como se a obra fosse um espelho da realidade em que vivia. Desse modo, a cada obra que criava, o ser humano deixava uma marca da sua passagem no mundo, e das circunstâncias em que se deu. De períodos calmos a turbulentos, a expressão artística retratou o mais íntimo sentimento do homem na sociedade, fazendo com que a arte estivesse tão ligada a sua existência que ele não poderia viver sem ela, uma vez que ele é o protagonista de tal feito. Assim a História e a Arte se confundem revelando a evolução do homem e das sociedades de modo a uma ser testemunha da outra e assim contribuindo para a compreensão da essência do ser humano.

A Arte na Pré-História

Durante a pré-história, mais precisamente no período paleolítico, o homem utilizou-se da pintura como a forma mais expressiva de comunicação. Uma vez que ainda não tinha desenvolvido a escrita, o homem por meio da retratação do seu dia-a-dia na natureza passou a expressar a sua visão do mundo desenvolvendo o estilo de arte rupestre, onde a característica dessa arte era a utilização de minerais para a fabricação do pigmento. Assim como a pintura, o homem passou a expressar-se a partir da escultura, com a fabricação a partir do barro de jarros e até mesmo figuras humanas. Mais tarde com a técnica do manuseio do bronze e do ferro, o homem passou a fabricar ferramentas como lanças para a caça, que mais tarde passariam a serem usadas como armas.

A Arte no Antigo Egito

O Egito sem dúvida foi o berço da arte da Idade Antiga. Da região do Vale do Nilo, a arte desenvolveu-se nas mais variadas expressões, desde a pintura até a arquitetura. O maior marco da arte egípcia são as pirâmides, que possuíam a função de serem os mausoléus dos faraós. Mais que um túmulo, as pirâmides possuíam todo um simbolismo relacionado com a crença egípcia, desde o formato que aludia a uma escada até o Sol, a suprema divindade, até o seu posicionamento de modo que servisse de meio de ressurreição para o faraó futuramente. Assim como as pirâmides, todas as outras expressões artísticas do Egito Antigo tinham uma função religiosa. A arquitetura era centrada na religião, cujos palácios e templos eram erigidos segundo a tradição religiosa. Os templos e palácios eram decorados com um alto teor religioso. De deuses a faraós, as retratações representadas nas paredes dos palácios e templos seguiam um padrão ritualístico. Os deuses eram representados com um halo acima da cabeça, símbolo da emanação da santidade vinda da divindade principal, o Sol, Rá, semelhante a representação dos santos cristãos. O faraó era representado com as características de Osíris, o Deus da Vida. Com isso a razão de retratar o faraó dessa maneira vinha da vontade de imortalizá-lo entre os deuses. Outro tipo de arte muito difundida no Ocidente vinda do Antigo Egito foi o obelisco, que simbolizava uma pirâmide elevada que apontava para Rá, o Sol. Assim como a escultura, pintura e arquitetura, o Egito desenvolveu uma escrita peculiar, a escrita hieroglífica, cuja característica principal era a de possuir caracteres próprios que também possui conotação altamente religiosa.

A Arte na Mesopotâmia

Na Mesopotâmia desenvolveram-se quatro civilizações: A Suméria, a Caldeia, a Assíria e a Babilônica. Nessas civilizações destacaram-se a escrita, o relevo e a arquitetura. A escrita dessa região era parecida com a egípcia, sendo que em vez de hieróglifos, era em formato cuneiforme. A arquitetura também foi um marco na Mesopotâmia, com seus magníficos palácios. Nesses palácios a maior expressão artística vinha dos relevos. Nesses relevos eram esculpidas cenas da história da Mesopotâmia e seres míticos como grifos e animais alados. O relevo mesopotâmico mais famoso é o Código de Hamurábi, a coletânea das leis babilônicas que estão entalhadas numa pedra. Em cima dela está a representação da divindade suprema dando as tábuas da lei ao rei Hamurábi, semelhante à entrega do Decálogo a Moisés. Com o desenvolvimento do manuseio dos metais, os Babilônicos e Assírios aperfeiçoaram a fabricação de armas produzindo um armamento mais forte como espadas, armaduras e lanças.

A Arte no Oriente

No Oriente desenvolveu-se um estilo de arte peculiar. Na Índia, a arte era influenciada pela religião Hindu, cuja representação de cenas da história e mitologia era freqüente com a retratação dos deuses e demônios hindus. A arquitetura indiana também possuía uma grande expressividade com os seus templos e palácios detalhadamente adornados com esculturas e relevos cheios de simbolismos. Outro marco da arte hindu foi a literatura que revelou a grandeza da filosofia indiana mostrada nos clássicos Bhagavad Gitã, Mahabharata e no Kama Sutra. Na China, a arte estava presente principalmente na arquitetura, cujo traço é reconhecido ao redor do mundo. Passando por templos até palácios, a arte chinesa tinha como característica o elemento zoomórfico, presente em sua mitologia religiosa. Na arquitetura os dois maiores marcos são a Muralha da China e a Cidade Proibida cujos palácios serviam de residência ao imperador. Na escultura, os vasos chineses eram muito valorizados ao redor do mundo. No Japão, a arte foi influenciada pelo Budismo. Na arquitetura, o modelo budista dos templos e mosteiros eram singular. Outra modalidade de arte que floresceu no Japão foi o teatro característico do país. Na escultura, o elemento religioso marcava presença com a retratação da mitologia Budista e Xintoísta.

A Arte na África

No continente africano a arte tinha uma forte característica tribal, cujos elementos remetiam ao dia-a-dia como a fabricação de armas, máscaras de guerra, ou a pintura corporal cujos simbolismos tinham suas bases nas crenças das tribos. Outra característica da arte africana era a representação dos deuses tribais por meio de estátuas de madeira. Mais tarde civilizações como a Ioruba influenciariam a cultura de povos das Américas com suas crenças. Na arquitetura, o apogeu se deu no século XI quando foram erigidos vários palácios na região do Zimbábue contribuindo para o desenvolvimento de várias cidades na região.

A Arte na América Pré-Colombiana

Na América, a maior expressão artística se deu entre os povos da América como os Maias, Astecas e Incas. A maior característica desses povos era a arquitetura. Essas três civilizações desenvolveram cidades tão complexas que na época eram maiores e mais organizadas que muitas cidades européias. A arquitetura tinha sua base na religião. Seus palácios e templos eram ricamente decorados com elementos da mitologia desses povos. A arte dos templos giravam em torno da vida do Deus Quetzalcoatl e das leis da religião. As pirâmides Maias e Astecas possuíam um alto simbolismo astronômico, cujo posicionamento era relacionado com os astros. As cidades, que eram construídas segundo a posição dos templos, possuíam praças e largas avenidas cujo belo paisagismo contrastava com a fechada e estreita arquitetura medieval.

A Arte na Grécia Antiga

Sem dúvida, a expressão artística grega foi a que mais influenciou o desenvolvimento da arte no Ocidente. As duas modalidades de arte mais marcantes na Grécia Antiga são a escultura e a arquitetura. A escultura grega possuía uma peculiaridade, uma vez que seguindo os ensinamentos da filosofia grega, as representações do ser humano eram feitas segundo a ideia da perfeição e do equilíbrio pela simetria. A arte na Grécia assim como em toda a história da humanidade, esteve altamente ligada com a religião, com isso a maioria da sua expressão se dava pela religião, seja pela representação dos deuses, seja pela construção de templos. A arquitetura grega legou ao ocidente elementos como estilos de colunas como o dórico, jônico e corinto assim como outros elementos como o frontão, e o próprio formato das construções, cujo estilo marcou a construção de muitos prédios públicos principalmente no século XIX. As mais famosas construções gregas foram o Templo de Zeus e o Parthenon, o Templo de Atena. Outra modalidade arquitetônica que a Grécia legou ao ocidente foi a estrutura do Teatro, cuja arquitetura inclinada de modo a que todos os espectadores assistissem ao espetáculo influenciaria a construção do Coliseu romano e mais tarde os estádios esportivos.

A Arte na Roma Antiga

A arte romana foi altamente influenciada pela arte grega. Algumas peculiaridades estão presentes na arte romana com por exemplo a escultura que apresenta uma nova modalidade, o busto, que em vez de representar o corpo por inteiro só o representa peito acima. Arte essa muito difundida, principalmente para representar autoridades como senadores e imperadores. A cultura romana prezava muito pela beleza, por isso a arte romana era marcada pelos detalhes. Desde o relevo presente nas armaduras dos oficiais até a decoração das casas romanas, a arte tinha como função engrandecer aquilo que ela representava, seguindo a ideia de grandeza do Império Romano. Outra característica da arte romana foi o mosaico, cuja imagem era formada pela união de pedras coloridas. Esse estilo mais tarde marcaria altamente a arte no Império Bizantino com a representação religiosa. A utilização do mármore na decoração era muito presente e influenciou a sua utilização posteriormente no ocidente como um símbolo de riqueza e ostentação. Na arquitetura, o maior marco é o Coliseu, a arena de combate cujo formato influenciou a construção de estádios mundo afora. Assim como o Coliseu um dos poucos marcos que sobraram foi o Panteão, o Templo a todos os deuses, que após a cristianização da cultura romana, tornou-se a Igreja de Todos os Santos. A arte romana tinha uma função mais política que religiosa cujo foco era a representação dos líderes e figuras históricas de Roma, fazendo com que a sociedade romana valorizasse muito o seu passado.

A Arte no Império Bizantino

Com a ascensão do Império Romano do Oriente, sua cultura teve como característica principal a religião cristã. Futuramente sua influencia iria muito além do Império Bizantino estendendo-se por toda a cultura ocidental e árabe. A arte bizantina tinha como herança a arte romana tendo uma intensa influencia da então organizada religião cristã. Na arquitetura, o marco principal era a Basílica da Divina Sabedoria, Hagia Sophia, na capital Constantinopla. Até a construção da Basílica de São Pedro, Hagia Sophia seria o maior templo cristão do mundo. As principais características dessa Basílica era a sua decoração formada em suma por mosaicos altamente trabalhados representando figuras da religião cristã como o característico “Cristo Pantocrator”, o Cristo Todo Poderoso, figura que marcaria a arte cristã e a utilização maciça do mármore. Outro elemento emprestado da arquitetura romana foi a cúpula, cujo estilo influenciaria a arquitetura ortodoxa. Uma inovação na arte bizantina foi a utilização de ícones, pinturas feitas em madeira representando personagens da religião cristã.

A Arte no Império Islâmico

Com a ascensão do Islã, a arte na Arábia tomou rumos diferentes. Antes do Islã, a cultura árabe tinha uma conotação tribal. A arte girava em torno das divindades cultuadas pelas tribos. A escultura era a modalidade mais expressiva na época. Com o advento do Islã a escultura passou a ser proibida como uma lei religiosa, característica vinda da cultura judaica. O marco desse iconoclastismo foi a destruição dos ídolos feita pelo profeta Mohammed. A partir de então as duas modalidades de arte mais difundidas seriam a arquitetura e a escrita. Na arquitetura o marco são as mesquitas, cujos elementos foram absorvidos da cultura bizantina, após a tomada de Jerusalém e Constantinopla pelos árabes. Características como a cúpula, os arcos e a nave aberta estão presentes em quase todas as mesquitas. Outros elementos arquitetônicos de destaque são o mihrab e o minarete. A diferença entre a Mesquita e as basílicas bizantinas é que trocou-se a pintura do elemento arquitetônico, por questões religiosas, pela caligrafia. Com isso, a ornamentação das mesquitas é feita com a trabalhada caligrafia árabe, muitas vezes sendo transcrições do Corão. Por ser o centro da crença islâmica, o livro sagrado, o Corão, é por si só uma expressão da arte muçulmana. Da capa até a última página, o livro é todo trabalhado de modo a ser sagrado somente ao ser visualizado. Embora seja proibida por questões religiosas, a pintura não foi esquecida pela cultura árabe, sendo muita das suas representações feitas com temas religiosos com a representação do profeta Mohammed, que por questões canônicas sempre é representado com o rosto coberto a fim de evitar a idolatria.

A Arte na Idade Média

Com a consolidação do poder da Igreja na Idade Média, a arte seria marcada pelo forte elemento religioso. Desde da arquitetura até a pintura, o tema roda em torno da vida religiosa. O apogeu da arquitetura se deu na Alta Idade Média onde as catedrais se tornavam cada vez maiores. O estilo Gótico foi o mais expressivo cuja a grandeza e ostentação simbolizavam o poder e autoridade da Igreja. Elementos como a abside, a nave longa, a rosácea, a abobada e os arcos estão presentes na maioria das catedrais medievais. Outro estilo que marcou a Idade Média foi o Românico, cujas características vinham da arquitetura Bizantina como as janelas em arco, as naves abertas lembravam muito os prédios da época em Jerusalém. A construção de fortalezas era também presente, uma vez que cada feudo vivia em constante conflito com outros, as fortalezas sempre eram necessárias. Desse modo tanto a morada dos reis quanto os mosteiros tinham uma função de proteção. Na pintura predominava a representação religiosa. O foco era a simples retratação da vida e principalmente da morte dos santos, como um fator de purgação dos pecados. A gravura possuía também a função de retratar o dia-a-dia da vida na sociedade feudal. Com isso era frequente a representação da nobreza e até mesmo de camponeses. Outro tipo de arte desenvolvida na Idade Média foi o vitral, técnica que formava imagens a partir da combinação de vidros coloridos. Com a assolação da Peste Negra pela Europa, criou-se um tom apocalíptico na arte, onde a expressão se dava por temas mais sombrios como a morte e a retratação de cenas macabras do fim do mundo segundo o pensamento cristão medieval.

A Arte na Renascença

Com o Renascimento, há uma ruptura com o modelo de arte medieval. Em vez do frio e simples estilo medieval, agora a arte passa a ser moldada segundo os princípios da estética Greco-Romana. O Renascimento começa a tomar forma com o surgimento de Giotto e Boccaccio. Diferentemente da arte medieval. Esse novo estilo tinha como característica a perspectiva que mais tarde seria altamente explorada pela pintura. Os temas continuam a ser religiosos, entretanto cada vez mais os personagens são retratados como sendo mais humanos. Essa expressividade humanista toma forma definitivamente com os mestres da época. Da arquitetura à escultura, o Renascimento é um marco na História da Arte. Na arquitetura as maiores realizações foram a construção da Catedral de Florença e o Vaticano. A cúpula voltou a ser uma característica da arquitetura religiosa, onde a cúpula da Basílica de São Pedro ultrapassou a da Basílica de Hagia Sophia em Constantinopla. Outro elemento arquitetônico era a utilização de formas geométricas como o quadrado, retângulo e a elipse como é visto na Praça de São Pedro no Vaticano. Com a retomada da cultura grego-romana, um elemento presente na arquitetura renascentista era a utilização de obeliscos nas praças, que serviam de demarcação de territórios religiosos com a colocação de uma cruz no topo do obelisco. Os maiores representantes da arquitetura renascentista foram Michelangelo e Bernini. Na escultura, ouve uma retomada dos padrões clássicos com a valorização da técnica da perfeição do corpo. Contrariando a moral cristã medieval, retomou-se o gênero nu representando até mesmo figuras religiosas nuas como o clássico “Davi” de Michelangelo. Na pintura destacaram-se vários mestres desde Da Vinci até Rafael. Valorizando o ser humano como a medida ideal das coisas, a pintura mostrava cada vez mais um ser humano perfeito com traços cada vez mais realistas como as Madonas de Rafael, até o misterioso sorriso da Mona Lisa de Da Vinci. Outros artistas que se destacaram na época foram Botticelli, El Greco, Mantegna, dentre outros. A promoção da arte no Renascimento foi patrocinada principalmente por nobres e pela Igreja, que via no Renascimento uma maneira de reerguer-se após a crise do fim da Idade Média.

A Arte no Barroco

Com a chegada da Idade Moderna há um alinhamento entre o período histórico e as expressões artísticas. Como é visto nas obras dessa época, o foco principal se dá no barroco, estilo que marca não só a arte na Europa mas principalmente a arte no Brasil. Num período tão tenso envolvendo a Reforma e Contra-Reforma, descoberta de novos territórios e a expansão do conhecimento no campo científico, a arte se mostra em conflito onde a pintura é a expressão mais destacada com a introdução da perspectiva e da sombra como um elemento realístico. Os personagens se tornam mais reais levando para a obra suas emoções. A riqueza de detalhes é impressionante assim como a grandeza das obras. Na pintura destacaram-se nomes como Rubens, Caravaggio, e Rembrandt. A música tem um grande destaque na época do barroco onde as composições com ondulações e contrastes de tempos intensos e suaves revela a ideia de conflito na época. Vários compositores se consagraram na época como Bach, Haendel, Vivaldi. No Brasil o barroco se destacou na arquitetura e na escultura. Na arquitetura as igrejas se mostravam cada vez mais elaboradas com altares cada vez mais ostentadores e templos cada vez mais trabalhados. Com a mineração cada vez mais há a utilização do ouro nas obras, a ponto de igrejas e altares serem totalmente decorados com o metal. Na escultura há uma transposição da filosofia barroca à realidade. As imagens sacras são retratadas com um impressionante realismo a ponto de exprimirem o sofrimento que desejavam seus autores, para com isso passar o sofrimento dos santos às pessoas. O auge da riqueza da colônia verifica-se principalmente em Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

A Arte no Neo-Classicismo

O Classicismo foi uma tentativa de retomada dos padrões iniciados pelo Renascimento, opondo-se veemente à filosofia barroca. Situado na época das revoluções científicas e filosóficas como o Iluminismo, o Classicismo busca uma arte centrada na razão. Os temas giram novamente em torno da cultura Greco-Romana, tomando uma forma mais academicista. O padrão de construção Greco-Romana é retomado assim como seus elementos arquitetônicos. Na música, há uma evolução nas composições, onde as sinfonias são o marco musical da época. Vários artistas se consagram como Mozart e Beethoven.

A Arte no Romantismo

Com a consolidação de Revoluções como a Francesa e a Americana assim como a chegada de Napoleão ao poder, percebe-se uma estética voltada para o nacionalismo, a exaltação da pátria e do seu líder. A conquista e a vitória são os temas principais o que se percebe tanto na pintura quanto na escultura onde as obras tomam proporções de grandeza. A pintura também se torna reflexiva levando os temas a também refletirem a angústia da vida. Na pintura o maior destaque é Goya. Na música também há uma introspecção quando troca-se a intensidade das sinfonias pela suavidade das sonatas e das valsas. Os maiores destaques da época são Chopin, Schubert, Brahms, Tchaikovsky e Liszt.

A Arte no Realismo e Naturalismo

Após o Romantismo houve novamente uma tentativa de fusão da arte com ciência daquela época. Indo desde as ideias desenvolvidas na filosofia até as descobertas da biologia, a arte passou a retratar cada vez mais a realidade atendo-se a coisas do dia-a-dia. Há uma valorização da simplicidade e de novos estilos como vistos nos pintores Manet, Van Gogh, Millet. Na literatura destacam-se principalmente no Brasil Machado de Assis, Raul Pompéia e Aluízio Azevedo.

A Arte no Modernismo

Com o fim do século XIX e a chegada do século XX, há uma total ruptura dos padrões estéticos anteriores, onde busca-se uma renovação total na maneira de se fazer arte. Numa época turbulenta anunciando vários conflitos como guerras civis e a 1ª Guerra Mundial, a arte toma um viés de expressão original, onde o artista passa a exprimir tudo o que ele sente da maneira como lhe convém. Desse modo aparecem várias correntes como o Expressionismo, onde o artista exprime suas emoções por meio da sua obra. O Impressionismo, que tenta captar o movimento colocando-o na obra. Surrealismo que tomando por base as concepções psicanalistas de Sigmund Freud, passa para a obra a essência do subconsciente do homem. O Cubismo, que por meio da utilização de formas geométricas a obra toma a forma que o artista deseja. E por fim, o Dadaísmo, que influenciado pelos conflitos da 1ª Guerra Mundial, tenta chocar o público com obras que não tem sentido nenhum, assim como a guerra. Nesse início do século XX, vários artistas se consagram como Salvador Dalí, Frida Kahlo, Pablo Picasso, Claude Monet, Edgar Degas, dentre outros. Na arquitetura moderna, houve um total rompimento com as tendências ortodoxas, quando ao invés de valorizar-se a rígida estética de traços lineares, passou a dar-se valor às formas arredondadas e às curvas. Os maiores nomes da arquitetura moderna são Antoni Gaudí e Oscar Niemeyer. No Brasil o Modernismo destaca-se principalmente na literatura quando surgem vários nomes consagrados como Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, dentre outros. Na pintura destacam-se Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. O marco da introdução do Modernismo no Brasil foi a realização da Semana de Arte Moderna em 1922 em São Paulo.

A Arte no Pós-Modernismo

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, a arte toma um novo rumo onde ela determina a sua independência por completo dos antigos padrões estéticos. O foco da expressão artística agora está na sociedade contemporânea, onde ela passa a andar lado a lado com o “sistema”. No começo dos anos 60 estabeleceu-se a chamada “Pop Art” que tinha a função de seguir as tendências da cultura de massa estabelecidas na sociedade consumista da época. Cada vez mais há uma valorização da utilização de materiais alternativos e recentemente de materiais orgânicos como um novo meio de expressão. Outro gênero que passou a ser valorizado foi o da fotografia, onde as concepções de cada artista sobre a realidade davam mais valor à obra, desse modo também, criando vários gêneros do tipo. Na arquitetura, os traços agora são mais livres e as formas cada vez mais soltas, muitas vezes contrastando umas com as outras. Há um forte jogo de cores e preza-se muito por ambientes mais abertos.

A arte está ligada diretamente à História, mais precisamente ligada diretamente ao ser humano, que por meio da arte, expressa suas emoções e a maneira como ele vê a sua realidade. Cada período da arte revela um período da História, assim como revela seus conflitos, suas conquistas. Revela também a capacidade criativa do homem enquanto ser racional, produzindo obras cada vez mais fantásticas. Da simples pintura rupestre até o colossal arranha-céus de Dubai, o ser humano mostra que a arte faz o homem superar-se a cada dia. Seja nas suas esperanças, seja nas suas crenças. No campo da crença, a arte também se mostra ligada à fé. Indo desde a convicção até a dúvida, o homem demonstra sua fé pela arte. De deuses a demônios, essas figuras povoaram e ainda povoam a mente do ser humano de modo que a cada reflexão a cerca da sua crença, o mesmo a molde pela expressão artística, desde um simples símbolo, até a mais complexa retratação do divino. A arte é mais do que uma expressão do homem ao longo da História. É a tradução mais perfeita da essência humana, essência essa que é revelada não por um ponto de vista externo, mas pela criação do próprio homem, onde de criatura ele se torna criador. Criador de uma expressão única chamada arte. E desse modo, o homem cria sua cultura, reflexo do que ele pensa, vê e sente. Com isso criando não uma cultura particular, mas uma cultura global. A cultura da humanidade.

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Budismo


Budismo (páli/sânscrito: बौद्ध धर्म Buddha Dharma) é uma religião1 e filosofia1 2 não-teísta1 que abrange uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito: "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a.C.3 .
Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento (ou Dukkha), alcançando oNirvana (páli: Nibbana) e escapando do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento.
Os ensinamentos de Buda Shakyamuni chegaram ao Tibete pela primeira vez no século V. Foi somente a partir do século VII, no entanto, quando o Rei Trisong Deutsen convidou da Índia o monge e erudito Shantarakshita e o Mestre Guru Padmasambava para construírem o Monastério de Samye, que o budismo firmemente se estabeleceu no país das neves. Durante a primeira fase de propagação do Carma no Tibete, surgiu a escola mais antiga do Budismo Tibetano, conhecida como Nyingma, palavra tibetana que significa “antigo”.
As quatro escolas; posteriormente, após um período em que um dos reis tentou dizimar o budismo do país, houve um novo fluxo de mestres indianos e novas traduções de textos sagrados. Com isso formaram-se novas linhagens de práticas. Quatro escolas principais foram estabelecidas e são conhecidas até hoje: Nyingma, Kagyu, Sakya, Gelupa.
Através dos séculos, os ensinamentos de Buda Shakyamuni foram transmitidos de professor a aluno por meio das diferentes linhagens de práticas existentes nas quatro escolas principais. A pureza dos métodos se manteve porque os detentores dessas linhagens alcançaram realização e maestria das instruções recebidas.
Mesmo o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo .
As escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Joias: O Buda (como seu mestre), o Dharma (ensinamentos baseados nas leis do universo) e a Sangha (a comunidade budista) . Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista.Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânsc.pāliBhikkhu) ou monja (sânsc.; pāli: Bhikkhuni).





A vida de Buda


De acordo com a narrativa convencional, o Buda nasceu em Lumbini (hoje,patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) por volta do ano 566 a. C. e cresceu em Capilvasto : ambos, atuais localidades nepalesas. Logo após o nascimento de Sidarta, um astrólogo visitou o pai do jovem príncipe, Suddhodana, e profetizou que Sidarta iria se tornar um grande rei e que renunciaria ao mundo material para se tornar um homem santo, se ele, por ventura, visse a vida fora das paredes do palácio.
O rei Suddhodana estava determinado a ver o seu filho se tornar um rei, impedindo, assim, que ele saísse do palácio. Mas, aos 29 anos, apesar dos esforços de seu pai, Sidarta se aventurou por além do palácio diversas vezes. Em uma série de encontros (em locais conhecidos pela cultura budista como "quatro pontos", ele soube do sofrimento das pessoas comuns, encontrando um homem velho, um outro doente, um cadáver e, finalmente, um ascético sadhu, aparentemente contente e em paz com o mundo. Essas experiências levaram Gautama, eventualmente, a abandonar a vida material e ir em busca de uma vida espiritual.
Sidarta Gautama fez uma primeira tentativa, experimentando a ascese e quase morreu de fome ao longo do processo. Mas, depois de aceitar leite e arroz de uma menina da vila, ele mudou sua abordagem. Concluiu que as práticas ascéticas extremas, como o jejum prolongado, respiração sem pressa e a exposição à dor trouxeram poucos benefícios, espiritualmente falando. Deduziu, então, que as práticas eram prejudiciais aos praticantes . Ele abandonou o ascetismo, concentrando-se na meditação anapanasati, através da qual descobriu o que hoje os budistas chamam de "caminho do meio": um caminho que não passa pela luxúria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas práticas demortificação do corpo.
Quando tinha 35 anos de idade, Sidarta sentou-se embaixo de uma figueira-dos-pagodes (Ficus religiosa)17 18 hoje conhecida como árvore de Bodhi , localizada em Bodh Gaya, na Índia e prometeu não sair dali até conseguir atingir a iluminação espiritual
A lenda diz que Sidarta conheceu a dúvida sobre o sucesso de seus objetivos ao ser confrontado por um demônio chamado Mara, que simboliza o mundo das aparências e muitas vezes é representado por uma cobra naja. Ainda segundo a lenda, Mara teria oferecido o nirvana à Sidarta, contudo ele teria percebido que isso o levaria a se distanciar do mundo e o impediria de transmitir seus ensinamentos adiante. Assim, por volta dos quarenta anos, Sidarta se transformou no Buda, o Iluminado, atraindo um grupo de seguidores e instituiu uma ordem monástica. A partir de então, passaria seus dias ensinando o darma, viajando por toda a parte nordeste do subcontinente indiano. Ele sempre enfatizou que não era um deus e que a capacidade de se tornar um buda pertencia ao ser humano. Faleceu aos oitenta anos de idade, em 483 a. C., emKushinagar, na Índia.
Os estudiosos se contradizem em relação às afirmações sobre a história e os fatos da vida de Buda. A maioria aceita que ele viveu, ensinou e fundou uma ordem monástica, mas não aceita de forma consistente os detalhes de sua biografia. Segundo o escritor Michael Carrithers, em seu livro O Buda, o esboço de uma vida tem que ser verdadeiro: o nascimento, a maturidade, a renúncia, a busca, o despertar e a libertação, o ensino e a morte
Ao escrever uma biografia sobre Buda, Karen Armstrong disse: "É obviamente difícil, portanto, escrever uma biografia de Buda, atendendo aos critérios modernos, porque temos muito pouca informação que pode ser considerada 'histórica'... mas podemos estar razoavelmente confiantes, pois Siddhartta Gautama realmente existiu e os seus discípulos preservam a sua memória, sua vida e seus ensinamentos" .

Conceitos budistas

A vida e o mundo

Carma: lei de causa e efeito


No budismo, o Carma (do sânscrito कर्म, transl. karmam, e em palikamma, "ação") é a força de samsara sobre alguém. Boas ações (pálikusala), e/ou ações ruins (páli: akisala) geram "sementes" na mente24 , que virão a aflorar nesta vida ou em um renascimento subsequente . Com o objetivo de cultivar as ações positivas, o sila é um conceito importante do budismo, geralmente, traduzido como "virtude", "boa conduta", "moral" e "preceito".
O carma, na filosofia budista, refere-se especificamente a essas ações (do corpo, da fala e da mente) que brotam da intenção mental (páli: cetana)26 e que geram consequências (frutos) e/ou resultados (vipaka). Cada vez que uma pessoa age, há alguma qualidade de intenção em sua mente e essa intenção muitas vezes não é demonstrada pelo seu exterior, mas está em seu interior e este determinará os efeitos dela decorrentes.
No budismo Teravada, não pode haver salvação divina ou perdão de um carma, uma vez que é um processo puramente impessoal que faz parte do Universo. Outras escolas, como a Maaiana, porém, têm opiniões diferentes. Por exemplo, os textos dos sutras (como o Sutra do LótusSutra de Angulimala e Sutra do Nirvana) afirmam que, recitando ou simplesmente ouvindo seus textos, as pessoas podem expurgar grandes carmas negativos. Da mesma forma, outras escolas, Vajrayana por exemplo, incentivam a prática dos mantras como meio de cortar um carma negativo





Renascimento


Renascimento se refere a um processo pelo qual os seres passam por uma sucessão de vidas como uma das muitas formas possíveis de senciência. Entretanto, o budismo, natural da Índia, rejeita conceitos de "autoestima" permanente ou "mente imutável", eterna, como é chamada no cristianismo e até mesmo no hinduísmo, pois, no budismo, existe a doutrina do anatta, sobre a inexistência de um "eu" permanente e imutável.
De acordo com o budismo, o renascimento em existências subsequentes deve antes ser entendido como uma continuação dinâmica, um constante processo de mudança - "originação dependente" (sânscrito: pratītya-samutpāda) - determinado pelas leis de causa e efeito (carma), em vez da noção de um serencarnado ou transmigrado de uma existência para outra.
Cada renascimento ocorre dentro de um dos seis reinos, de acordo com os nossos reinos de desejos, podendo variar de acordo com as escolas
  1. seres dos infernos: aqueles que vivem em um dos muitos infernos;
  2. preta: o reino de seres que padecem de necessidades sem alívio, sofrimento, remorsos, fome, sede, nudez, miséria, sintomas de doenças, entre outros;
  3. animais: um espaço de divisão com os humanos, mas considerado como outra vida;
  4. seres humanos: um dos reinos de renascimento, em que é possível atingir o nirvana.
  5. semideuses: variavelmente traduzido como "divindades humildes", titãs e antideuses; não é reconhecido pelas escolas Teravada e Maaiana, que os consideram como devas de nível mais baixo;
  6. deva: comparado ao paraíso;
O renascimento em alguns dos céus mais altos, conhecido como o mundo de Śuddhāvāsa (moradas puras), pode ser alcançado apenas por pessoas com enorme realização espiritual, conhecidos como não-regressistas (sânscrito:anāgāmis). Já o renascimento no reino sem forma (sânscrito: arupa-dhatu) pode ser alcançando apenas por aqueles que podem meditar sobre o arupajhanas, o maior objeto de meditação.
De acordo com o budismo praticado no leste asiático e o budismo tibetano, há um estado intermediário (o bardo) entre uma vida e a próxima. A posição Teravada ortodoxa rejeita esse conceito, no entanto existem passagens noSamyutta Nikaya do Cânone Páli (coleção de textos em que a tradição Teravada é baseada) que parecem dar apoio à ideia de que o Buda ensinou que existe um estado intermediário entre esta vida e a próxima.

O ciclo de samsara


Samsara é o ciclo das existências nas quais reinam o sofrimento e a frustração engendrados pela ignorância e pelos conflitos emocionais que dela resultam . O samsara compreende os três mundos superiores (deva, espiritual e seres humanos) e os três inferiores (seres ignorantes, inferiores e animais), julgados não por um valor, mas em função da intensidade de sofrimento.
Os budistas acreditam, em sua maioria, no samsara. Este, por sua vez, é regido pelas leis do carma: a boa conduta produzirá bom carma e a má alma produzirá carma maléfico. Assim como os hindus, os budistas interpretam o samsara não-esclarecido como um estado de sofrimento. Só nos libertaremos do samsara se atingirmos o estado total de aceitação, visto que nós sofremos por desejar coisas passageiras, e alcançarmos o nirvana ou a salvação

Sofrimento: causas e soluções

As Quatro Nobres Verdades


De acordo com o Cânone Páli, As Quatro Nobres Verdades foram os primeiros ensinamentos deixados pelo Buda depois de atingir o nirvana34 . Algumas vezes, são consideradas como a essência dos ensinamentos do Buda e são apresentadas na forma de um diagnóstico médico:
  1. a vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento e/ou mal-estar (dukkha), de uma forma ou outra;
  2. o sofrimento é causado pelo desejo (trishna). Isso é, muitas vezes, expressado como um engano agarrado a um certo sentimento de existência, a individualidade, ou para coisas ou fenômenos que consideramos causadores da felicidade e infelicidade. O desejo também tem seu aspecto negativo;
  3. o sofrimento acaba quando termina o desejo. Isso é conseguido através da eliminação da ilusão (maya), assim alcançamos um estado de libertação do iluminado (bodhi);
  4. esse estado é conquistado através dos caminhos ensinados pelo Buda.
Esse método é descrito por alguns acadêmicos ocidentais e ensinado como uma introdução ao budismo por alguns professores contemporâneos do Maaiana, como por exemplo o 14º Dalai Lama36 , Tenzin Gyatso.
De acordo com outras interpretações de mestres budistas e eruditos, e recentemente reconhecidas por alguns estudiosos ocidentais não-budistas, as "verdades" não representam meras declarações e/ou indicações, entretanto estas podem ser agrupadas em dois grupos :
  1. o sofrimento e as causas do sofrimento;
  2. a cessação do sofrimento e os caminhos para a libertação.
Assim, a Enciclopédia Macmillan de Budismo simplifica As Quatro Nobres Verdades, deixando-as da seguinte maneira:
  1. "A Verdade Nobre Que Está Sofrendo";
  2. "A Verdade Nobre Que É O Surgimento do Sofrimento";
  3. "A Verdade Nobre Que É O Fim do Sofrimento";
  4. "A Verdade Nobre Que Produz o Caminho para o Fim do Sofrimento".
A compreensão tradicional do Teravada sobre As Quatro Nobres Verdades é que estas são um ensino avançado para aqueles que estão "prontos" . A posição Maaiana é que eles são ensinamentos prejudiciais para as pessoas que ainda não estão prontas para ensinar . No Extremo Oriente, os ensinamentos são pouco conhecidos

O Nobre Caminho Óctuplo


Nobre Caminho Óctuplo - A Quarta Nobre Verdade do Buda - é o caminho para a o fim do sofrimento (dukkha). Tem oito seções, cada uma começando com a palavra samyak (que em sânscrito significa "corretamente" e "devidamente"), e são apresentadas em três grupos:
  • prajna: é a sabedoria que purifica a mente, permitindo-lhe atingir uma visão espiritual da natureza de todas as coisas. Engloba:
  1. dṛṣṭi (ditthi): ver a realidade como ela é, não apenas como parece ser;
  2. saṃkalpa (sankappa): a intenção de renúncia, de liberdade e inocuidade.
  • sila: é a ética ou moral, a abstenção de atos nocivos. Engloba:
  1. vāc (vāca): falando de uma maneira verdadeira e não-ofensiva;
  2. karman (kammanta): agir de uma maneira não-prejudicial;
  3. ājīvana (ājīva): o meio de vida deve seguir os preceitos citados anteriormente .
  • samadhi: é a disciplina mental necessária para desenvolver o domínio sobre a própria mente. Isso é feito através de práticas, engloba:
  1. vyāyāma vyāyāma (vāyāma): fazer um esforço para melhorar;
  2. smṛti (sati): ver as coisas como elas estão com a consciência clara da realidade presente dentro de si mesmo, sem desejo ou aversão;
  3. samādhi (samādhi): meditar ou concentrar-se de maneira correta.
A prática do Caminho Óctuplo é compreendida de duas maneiras: desenvolvimento simultâneo dos oito itens paralelamente, ou como uma série progressiva pela qual o praticante se move, ao conquistar um estágio. Contudo, os quatro nikāyas principais e o Caminho Óctuplo, geralmente, não são ensinados para leigos e são pouco conhecidos no Extremo Oriente39 .
Os oito itens do caminho normalmente são apresentados em três divisões (ou treinamentos elevados), como mostrado abaixo:
DivisãoItemSânscrito, PaliDescrição
Sabedoria
(Sânscrito:prajna,
Pāli: paññā)
1. Visão corretasamyag dṛṣṭi,
sammā ditthi
Enxergar a realidade como ela é, não como ela parece ser
2. Intenção corretasamyag saṃkalpa,
sammā sankappa
Intenção de renúncia, libertação e inofensividade
Conduta Ética
(Sânscrito:sila,
Pāli: sīla)
3. Fala corretasamyag vāc,
sammā vāca
Falar de forma verdadeira e não agressiva
4. Ação corretasamyag karman,
sammā kammanta
Agir de forma não agressiva
5. Viver corretamentesamyag ājīvana,
sammā ājīva
Viver de forma não agressiva
Concentração
(Sânscrito e Pāli:samadhi)
6. Esforço corretosamyag vyāyāma,
sammā vāyāma
Se esforçar para melhorar
7. Atenção corretasamyag smṛti,
sammā sati
Estar atento para enxergar as coisas com a consciência clara;
estar consciente da realidade presente dentro de si mesmo, sem qualquer desejo ou aversão
8. Concentração corretasamyag samādhi,
sammā samādhi
Correta meditação e concentração, como os primeiros quatro jhanas

Caminho do Meio

Um importante princípio orientador da prática budista é o Caminho do Meio, que se diz ter sido descoberto pelo Buda, antes de sua iluminação. O Caminho do Meio tem várias definições:
  1. a prática de não-extremismo: um caminho de moderação e distância entre a autoindulgência e a morte;
  2. o meio-termo entre determinadas visões metafísicas;
  3. uma explicação do nirvana (perfeita iluminação), um estado no qual fica claro que todas as dualidades aparentes no mundo são ilusórias;
  4. outros termos para o sunyata, a última natureza de todos os fenômenos (na escola Maaiana).

A forma como as coisas são




Debate entre monges do Sera Monastery, noTibet.
Estudiosos budistas têm produzido uma quantidade notável de teorias intelectuais, filosóficas e conceitos de visão do mundo (por exemplo: filosofia budistaabhidharma e arealidade no budismo). Algumas escolas do budismo desencorajam estudos doutrinários, algumas os consideram como essenciais, pelo menos para algumas pessoas em algumas fases do budismo.
Nos primeiros ensinamentos budistas, de certa forma, compartilhado por todas as escolas existentes, o conceito de libertação (nirvana) está intimamente ligado com a correta compreensão de como a mente lida com o estresse. Ao termos conhecimento sobre o apego, um sentimento de desapego é gerado e se é liberado do sofrimento (dukkha) e do ciclo de renascimento (samsara). Para esse efeito, o Buda recomendou ver as coisas através das três marcas da existência.

Impermanência, sofrimento e não-eu


Anicca é uma das três marcas da existência. O termo exprime o conceito budista de que todas as coisas são compostas ou fenômenos condicionados, sendo estes, inconstantes, instáveis e impermanentes. Tudo o que podemos experimentar através dos nossos sentidos é composto de peças e sua existência depende de condições externas. Tudo está em fluxo constante e, assim, as condições e coisas em si estão mudando constantemente. As coisas estão vindo constantemente a ser e deixar de ser. Como nada dura, não há nenhuma natureza inerente ou fixada em qualquer objeto ou experiência.
Segundo a doutrina da impermanência, a vida humana incorpora esse fluxo no processo de envelhecimento, no ciclo de renascimento e em qualquer existência de perda. A doutrina afirma ainda que, pelo fato de as coisas serem impermanentes, o apego a elas é inútil e leva ao sofrimento (dukkha).
Dukkha ou sofrimento (pāli दुक्ख; sanskrit दुःख duḥkha) é um dos conceitos centrais do budismo. A palavra pode ser traduzida de diversas maneiras, incluindo sofrimentodor, insatisfação, tristeza, angústia, ansiedade, desconforto, estresse, infelicidade e frustração, por exemplo. Apesar disso,dukkha é traduzido, muitas vezes, como "sofrimento", o seu significado filosófico é mais semelhante a "inquietação", como na condição de ser perturbado . Devido a isso, algumas literaturas preferem não traduzir o verbete, como é o caso do inglês, com o objetivo de englobar em uma palavra todos os significados
Anatta, ou anatman, refere-se à noção da inexistência de um "eu". Após uma análise cuidadosa, verifica-se que nenhum fenômeno é realmente "eu" ou "meu", estes conceitos são, na realidade, construídos pela mente. O nikayas, no anatta, não é entendido como uma afirmação metafísica, mas como uma aproximação para ganhar sofrimento. O Buda rejeitou ambos os conceitos, afirmando que eles nos ligam ao sofrimento.





Originação dependente


A doutrina do pratītyasamutpāda é uma parte importante da metafísica budista. Ela afirma que os fenômenos surgem juntos em uma teia interdependente de causa e efeito. É variavelmente traduzida como "orientação dependente", "gênese condicionada", "co-dependente decorrentes" ou "emergência".
O conceito mais conhecido e aplicado do pratītyasamutpāda é o regime dos Doze Nidānas (do páli: nidāna, que significa "provocar", "fundação", "fonte" e "origem"), que explicam a continuação do ciclo de sofrimento e renascimento em detalhe. Os Doze Nidānas descrevem uma relação entre as características subsequentes, cada uma dando origem ao nível seguinte:
  1. Avidyā: ignorância (especificamente espiritual)
  2. Saṃskāras: formações;
  3. Vijñāna: consciência;
  4. Nāmarūpa: nome e forma (refere-se à mente e ao corpo);
  5. Ṣaḍāyatana: suas bases dos sentidos (olhos, nariz, ouvidos, língua, corpo e mente);
  6. Sparśa: contato (traduzido, também, como "impressão" ou "estimulo" por um objeto)  ;
  7. Vedanā: sensação, traduzida como algo "desagradável", "agradável" ou neutro  ;
  8. Tṛṣṇā: sede, mas, no budismo, refere-se ao desejo
  9. Upādāna: apego ou apreensão45  ;
  10. Bhava: ser (existência) ou se tornar (no Teravada possui dois significados: o carma, que produz uma nova existência, e a existência em si) ;
  11. Jāti: nascimento (entendido como ponto de partida) ;
  12. Jarāmaraṇa: velhice e morte, também traduzida, através dośokaparidevaduḥkhadaurmanasyopāyāsa, como tristeza, lamentação, dor e miséria..

Sunyata

O budismo Maaiana foi fundado baseado nas teorias de Nagarjuna, provavelmente o estudioso mais influente dentro das tradições da escola budista. A principal contribuição do filósofo budista foi a exposição sistemática do conceito de sunyata, ou "vazio", comprovada amplamente nos sutras, comoPrajnaparamita, importantíssimos na época.
O conceito de "vazio" reúne as outras principais doutrinas budistas, particularmente a anatta e a pratītyasamutpāda (orientação dependente), para refutar a metafísica da Sarvastivada e Sautrāntika (não extintas da escola Maaiana). Para Nagarjuna, não são apenas os seres sencientes que estão vazios de atman; todos os fenômenos (dharmas) são, sem qualquer svabhava(literalmente "própria natureza" ou "autonatureza") e, portanto, sem qualquer essência fundamental, pois eles são vazios de ser independentes, assim, as teorias heterodoxas de Svabhava, circuladas na época, foram desmentidas com base nas demais doutrinas budistas.
Os pensamentos de Nagarjuna são conhecidos como Madhyamaka. Alguns dos escritos atribuídos a Nagarjuna fazem referências explícitas aos textos de Maaiana, mas sua filosofia foi argumentada dentro dos "parênteses" estabelecidos pela ágama. Ele pode ter chegado à sua posição a partir de um desejo de alcançar uma exegese coerente da doutrina do Buda, tal como o Canon. Aos olhos de Nagarjuna, o Buda não era apenas um precursor, mas o próprio fundador do sistema Madhyamaka46 .
Os ensinamentos sarvastivada, que foram criticados por Nagarjuna, foram reescritos por estudiosos como Vasubandhu e Asanga e foram, posteriormente, adaptados para a prática do Yoga (sânscrito: Yogacara). Enquanto a escola Madhyamaka declarou que afirmar a existência ou a inexistência de qualquer coisa, em última análise, era inadequado, contudo, alguns expoentes daYogacara afirmaram que a mente, e só a mente, é real (doutrina conhecida comoconsciência). Entretanto, nem todos dentro do Yogacara consideram essa afirmação; Vasubandhu e Asanga, em particular, são um exemplo47 .
Além do vazio, a escola Maaiana, muitas vezes, dá ênfase nas noções de discernimento espiritual pleno (prajnaparamita) e na natureza búdica (tathagatagarbha, que significa "embrião budista"). De acordo com o sutras detathagatagarbha, o Buda revelou a realidade da imortal natureza budista, que se diz ser inerente a todos os seres vivos e permite que todos eles, eventualmente, atinjam a iluminação completa, ou seja, tornando-se Budas.

Especulações contra a existência direta na epistemologia budista

A distinção entre o budismo e outras escolas filosóficas indianas é uma questão da justificação da epistemologia. Apesar de todas as escolas de lógica indianareconhecerem vários conjuntos das justificativas válidas para o conhecimento (pramana), o budismo, por sua vez, reconhece um conjunto menor do que os outros. Todos aceitam a percepção e a inferência, por exemplo, mas, algumas escolas budistas não.
De acordo com as escrituras, durante a sua vida, o Buda permaneceu em silêncio quando questionado sobre as várias questões metafísicas. São perguntas como: se o universo é eterno ou não (ou se é finito ou infinito), se há unidade ou separação do corpo e do atman, a inexistência completa de uma pessoa depois do nirvana, entre outros. Uma explicação para esse silêncio é que tais questões atrapalham a atividade prática para o bodhinota 1 e trazem o perigo de substituir a experiência de libertação através da compreensão conceitual da doutrina ou pela fé religiosa.

Escolas


sangha original, após a realização de um concílio no século IV a.C., dividiu-se em duas escolas de pensamento: Mahasanghika e Sthaviravada. Desses dois troncos, a única escola remanescente é a Theravada.48 Os três veículos principais são: Escolas Antigas, Escolas Mahayana e Escolas Vajrayana.49

Nirvana

  1. É a meta do budismo.
  2. É o apagar do fogo das paixões e a extinção do ego.
  3. É não necessitar mais reencarnar.
  4. É o que todo budista procura por toda vida, a paz absoluta.
  5. É o que faz do homem comum um Buda.
  6. É a iluminação.
  7. É a extrema paz.

Origens

O budismo formou-se no nordeste da Índia, entre o século V e IV a.C.. Este período corresponde a uma fase de alterações sociais, políticas e econômicas nessa região do mundo. A antiga religiosidade bramânica, centrada no sacrifício de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.
Um desses mestres religiosos, como visto acima com mais detalhes, foi Sidarta Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos acadêmicos ocidentais e indianos situa entre 563-483 a.C., embora os acadêmicos japoneses considerem mais provável as datas 448 a 368 a.C. Sidarta nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (ksatriya).
Várias lendas posteriores afirmam que Sidarta viveu no luxo, tendo o seu pai se esforçado por evitar que o seu filho entrasse em contato com os aspectos desagradáveis da vida. Por volta dos 29 anos, o jovem Sidarta decidiu abandonar a sua vida, renunciando a todos os bens materiais e adotando a vida de um renunciante. Praticou o ioga (numa forma que não é a mesma que é hoje seguida nos países ocidentais) e seguiu práticas ascéticas extremas, mas acabou por abandoná-las, vendo que não conseguia obter nada delas. Segundo a tradição, ao fim de uma meditação sentado debaixo de uma figueira, descobriu a solução para a libertação do ciclo das existências e das mortes que o atormentava.
Pouco depois, decidiu retomar a sua vida errante. Chegou a um bosque perto deBenares, onde pronunciou um discurso religioso diante de cinco jovens, que convencidos pelos seus ensinamentos, se tornaram os seus primeiros discípulos e com quem formou a primeira comunidade monástica (sangha). O Buda dedicou, então, o resto da sua vida (talvez trinta ou cinquenta anos) a pregar a sua doutrina através de um método oral, não tendo deixado quaisquer escritos




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Cosmologia

cosmologia budista considera que o Universo é composto por vários sistemas mundiais, sendo que cada um desses possui um ciclo de nascimento, desenvolvimento e declínio que dura bilhões de anos. Num sistema mundial existem seis reinos, que por sua vez incluem vários níveis, num total de trinta e um.
O reino dos infernos situa-se na parte inferior. A concepção do inferno budista é diferente da concepção cristã, na medida em que o inferno não é um lugar de permanência eterna nem o renascimento nesse local é o resultado de um castigo divino; os seres que habitam no inferno libertam-se dele assim que o mau karma que os conduziu ali se esgota. Por outro lado, o budismo considera que existem não apenas infernos quentes, mas também infernos frios.
Acima do reino dos infernos pelo lado esquerdo, encontra-se o reino animal, o único dos vários reinos perceptível aos humanos e onde vivem as várias espécies. Acima do reino dos infernos pelo lado direito, encontra-se o mundo dos espíritos ávidos ou fantasmas (preta). Os seres que nele vivem sentem constantementesede ou fome, sem nunca terem essas necessidades saciadas. A arte budista representa os habitantes desse reino como tendo um estômago do tamanho de uma montanha e uma boca minúscula.
O reino seguinte é o dos Asura (termo traduzido como "Titãs" ou dos antideuses). Os seus habitantes ali nasceram em resultado de acções positivas realizadas com um sentimento de inveja e competição e vivem em guerra constante com os deuses.
O quinto reino é o dos seres humanos. É considerado como um reino de nascimento desejável, mas ao mesmo tempo difícil. A vida enquanto humano é vista como uma via intermédia nessa cosmologia, sendo caracterizada pela alternância das alegrias e dos sofrimentos, o que de acordo com a perspectiva budista favorece a tomada de consciência sobre a condição samsárica.
O último reino é o dos deuses (deva) e é composto por vários níveis ou residências. Nos níveis mais próximos do reino humano, vivem seres que, devido à prática de boas acções, levam uma acção harmoniosa. Os níveis situados entre o vigésimo terceiro e o vigésimo sétimo são denominados como "Residências Puras", sendo habitadas por seres que se encontram perto de atingir a iluminação e não voltarão a renascer como humanos.

Escrituras

Buda não deixou nada escrito. De acordo com a tradição budista, ainda no próprio ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de Rajaghra, onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma assembleia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus discípulos. Porém, a historicidade desse concílio é alvo de debate: para alguns esse relato não passa de uma forma de legitimação posterior da autenticidade das escrituras.
Por volta do século I, os ensinamentos do Buda começaram a ser escritos. Um dos primeiros lugares onde se escreveram esses ensinamentos foi no Sri Lanka, onde se constituiu o denominado Cânone Pali. O Cânone Pali é considerado pela tradição Theravada como contendo os textos que se aproximam mais dos ensinamentos do Buda. Não existem, contudo, no budismo um livro sagrado como a Bíblia ou o Alcorão, que seja igual para todos os crentes; para além do Cânone Pali, existem outros cânones budistas, como o chinês e o tibetano.
O cânone budista divide-se em três grupos de textos, denominado "Triplo Cesto de Flores" (tipitaka em pali e tripitaka em sânscrito):
  1. Sutra Pitaka: agrupa os discursos do Buda tais como teriam sido recitados porAnanda no primeiro concílio. Divide-se por sua vez em vários subgrupos;
  2. Vinaya Pitaka: reúne o conjunto de regras que os monges budistas devem seguir e cuja transgressão é alvo de uma penitência. Contém textos que mostram como surgiu determinada regra monástica e fórmulas rituais usadas, por exemplo, na ordenação. Estas regras teriam sido relatadas no primeiro concílio por Upali;
  3. Abhidharma Pitaka: trata do aspecto filosófico e psicológico contido nos ensinamentos do Buda, incluindo listas de termos técnicos.
Quando se verificou a ascensão do budismo Mahayana, essa tradição alegou que o Buda ensinou outras doutrinas que permaneceram ocultas até que o mundo estivesse pronto para recebê-las; dessa forma a tradição Mahayana inclui outros textos que não se encontram no Theravada.

Difusão do budismo

Índia




Porcentagem de budistas por país.
A partir do seu local de nascimento no nordeste indiano, o budismo espalhou-se para outras partes do norte e para o centro da Índia. Durante o reinado do imperador máuria Asoka, que se converteu ao budismo e que governou uma área semelhante à da Índia contemporânea (com excepção do sul), essa religião consolidou-se. Após ter conquistado a região de Calinga pela força, Asoka decidiu que a partir de então governaria com base nos preceitos budistas. O imperador ordenou a construção de hospedarias para os viajantes e que fosse proporcionado tratamento médico não só aos humanos, mas também aos animais. O rei aboliu também a tortura e provavelmente a pena de morte. A caça, desporto tradicional dos reis, foi substituída pela peregrinação a locais budistas. Apesar de ter favorecido o budismo, Asoka revelou-se também tolerante para com o hinduísmo e o jainismo.
Asoka pretendeu também divulgar o budismo pelo mundo, como revelam os seuséditos. Segundo estes, foram enviados emissários com destino à SíriaEgito eMacedónia (embora não se saiba se chegaram aos seus destinos) e para o oriente, para um terra de nome Suvarnabhumi (Terra do Ouro) que não se conseguiu identificar com segurança.
Império Máuria chegou ao fim em finais do século II a.C.. A Índia foi então dominada pelas dinastia locais dos Sunga (185–173 a.C.) e dos Kanva{{nwrap||c.73|25 a.C., que perseguiram o budismo, embora este conseguisse prevalecer. Perto do início da era actual, o noroeste da Índia foi invadido peloscitas, que formariam o Império Kushana. Um dos mais importantes reis desta dinastia, Kanishka (c. 127-147), foi um grande proselitista do budismo.
Durante a era da dinastia Gupta (320-540), os monarcas favorecem o budismo, mas também o hinduísmo. Em meados do século VI, os Hunos Brancos, oriundos da Ásia Central, invadem o noroeste da Índia, provocando a destruição de inúmeros mosteiros budistas. A partir de 750, a dinastia Pala governou no nordeste da Índia até ao século XII, apoiando os grandes centros monásticos budistas, entre os quais o de Nalanda. Contudo, a partir do século XII, o budismo entra num declínio definitivo devido a vários factores. Entre estes, encontravam-se o revivalismo hindu, que se manifestou com figuras como Adi Shankara e pelas invasões dos muçulmanos dos séculos XII e XIII.
Embora o budismo tenha passado por uma verdadeira renovação a partir de1959, ano em que o Dalai Lama escolhe o exílio, ele parece quase ausente daÍndia, a ponto de termos, muitas vezes, de seguir turistas estrangeiros para localizar os lugares santos de antigamente. Nesse percurso, ao longo dos séculos, o budismo suscitou desvios, heresiasseitas.50

Sri Lanka e Sudeste da Ásia

A tradição cingalesa atribui a introdução do budismo no Sri Lanka ao mongeMahinda, filho de Asoka, que teria chegado à ilha em meados do século III a.C., acompanhado por outros missionários. Esse grupo teria convertido ao budismo o rei Devanampiya Tissa e grande parte da nobreza local. O rei ordenou a construção do Mahavihara ("Grande Mosteiro" em pali) na então capital do Sri Lanka, Anuradhapura. O Mahavihara foi o grande centro do budismo Theravada na ilha nos séculos seguintes.
Foi no Sri Lanka que, por volta do ano 80 a.C., se redigiu o Cânone Pali, a colectânea mais antiga de textos que reflectem os ensinamentos do Buda. No século V, chegou à ilha o monge Buddhaghosa que foi responsável por coligir e editar os primeiros comentários feitos ao Cânone, traduzindo-os para o pali.
Na Tailândia, o budismo lançou raízes no século VII nos reinos de Dvaravati (no sul, na região de Banguecoque) e de Haripunjaya (no norte, na região de Lamphun), ambos reinos da etnia Mon. No século XII, o povo Tai, que chegou ao território vindo do sudoeste da China, adoptou o budismo Theravada como a sua religião.
A presença do budismo na península Malaia está atestada desde o século IV, assim como nas ilhas de Java e Sumatra. Nessas regiões, verificou-se um sincretismo entre o budismo Mahayana e o xivaísmo, que está ainda hoje presente em locais como a ilha de Bali. Entre o século VII e o IX, a dinastia budista dos Xailendra governou partes da Indonésia e a península Malaia, tendo sido responsável pela construção de Borobudur, uma enorme estupa que é o maior monumento existente no hemisfério sul. O islamismo chegou à Indonésia no século XIV, trazido pelos mercadores, acabando por substituir o budismo como religião dominante. Atualmente o budismo é principalmente praticado pela comunidade chinesa da região.

China

Pintura nas grutas de Bezeklik, oeste da China, retratando monges budistas.
A tradição atribui a introdução do budismo na China ao imperador Ming de Han(25-220 d.C.), o segundo imperador da dinastia Han do leste. Este imperador teve um sonho no qual viu um ser voador dourado, interpretado por seus conselheiros como uma visão do Buda. O imperador enviou emissários a outros países, a oeste da China, para obter informações sobre a doutrina de Buda.
Escrituas budistas teriam sido trazidas à China, nas costas de cavalos brancos, por Dharmarakṣa e Kaśyapa Mātaṅga, dois grandes monges indianos. Então o imperador ordenou a construção do primeiro templo budista da China, o monastério Baima, na atual cidade de Luoyang, província de Henan. Os monges levaram para a China 42 sutras, contendo 600 000 palavras em sânscrito.
Independentemente da tradição, o budismo só se espalhou na China nos séculos V e VI com o apoio da dinastia Wei e Tang. Durante este período estabelecem-se na China escolas budistas de origem indiana ao mesmo tempo em que se desenvolvem escolas próprias chinesas.

Coreia e Japão





Kanji japonês para "Zen".
O budismo entrou na Coreia no século IV. Nesta altura, a Coreia não era um território unificado, encontrando-se dividida em três reinos rivais: o reino deKoguryo no norte, o reino de Paekche no sudoeste e o reino de Silla no sudeste. Estes três reinos reconheceriam o budismo como uma religião oficial, tendo sido o primeiro a fazê-lo Paekche (384), seguindo-se o Koguryo (392) e Silla (528). Em 668, o reino de Silla unificou a Coreia sob o seu poder e o budismo conheceu uma era de desenvolvimento. Foi nesse período que viveu o monge Wonhyo Daisa(617-686), que tentou promover um budismo do qual fizessem parte elementos de todas as seitas. No século VIII, foi difundido na Coreia o budismo da escola chinesa Chan, denominado son (ou seon)em coreano e que se tornou a escola dominante. O budismo continuou a florescer durante a era Koryo (935-1392), até que a dinastia Li (1392-1910) favoreceu o confucionismo.
A partir da Coreia e da China, o Budismo foi introduzido no Japão em meados do século VI. Em 593, o príncipe Shotoku declarou-o como religião do Estado, mas o budismo foi até à Idade Média um movimento ligado à corte e à aristocracia sem larga adesão popular (os missionários coreanos tinham apresentado à corte japonesa o budismo como elemento de protecção nacional). Durante a era Nara(710-794)-Héian (794-1185), várias seitas de expressão chinesa começaram a implantar-se no Japão. São deste último período a escola Shingon e Tendai (Tien Tai). Durante a era Kamakura (1185-1333), o budismo populariza-se finalmente com as escolas Terra PuraNichiren e Zen (Chan)nas suas principais vertentes chinesas das escolas Rinzai (Linji) e Soto (Caodong).

Tibete




Deus lamaísta da fortuna.
No Tibete, o budismo propagou-se em dois momentos diferentes. O rei Srong-brtsan-sgam-po (Songtsen Gampo, c.627-c.650), influenciado pelas suas duas esposas budistas, decidiu mandar chamar ao Tibete monges indianos para ali difundirem a religião. Durante o reinado de Khri-srong-lde-btsan (Trisong Deutsen), construiu-se o primeiro mosteiro budista tibetano e em 747chegou ao território o notável iogue indianoPadmasambhava, que organizou o budismo tibetano e fundou a escola hoje conhecida como Nyingma (ou "escola da tradição antiga", em relação às posteriores escolas estabelecidas por outros professores). Contudo, uma reação hostil da religião nativa, o Bön, levaria ao declínio do budismo nos dois séculos seguintes.
O budismo seria reintroduzido no Tibete a partir do século XI, com a ajuda do monge indiano Atisa, que chegou ao território em 1042. Com o passar do tempo, formaram-se quatro escolas: Sakyapa, Kagyupa, Nyingmapa e Gelugpa. Em 1578, membros desta última escola converteram o mongol Altan Khan à sua doutrina. Alta Khan criou o título de Dalai Lama, que concedeu ao líder da escola Gelugpa. Em 1641, com ajuda dos mongóis, o quinto Dalai Lama derrotou o último príncipe tibetano e tornou-se o líder temporal do Tibete. Os seguintes dalai lamas foram na prática os governantes do Tibete até à invasão chinesa. O quinto dalai lama criou o cargo de Panchen-lama, que reside no mosteiro de T-shi-lhum-po e que foi visto como uma encarnação do Amitabha.
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