AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jovens judeus vivem ruptura com sionismo - Eles não apoiam o Estado de Israel. Mesmo vindo de famílias judaicas tradicionais, seus corações e mentes são solidários à causa palestina. Parentes e amigos reagem com rancor, mas este grupo de jovens rechaça as crenças sionistas

Jovens judeus vivem ruptura com sionismo


Eles não apoiam o Estado de Israel. Mesmo vindo de famílias judaicas tradicionais, seus corações e mentes são solidários à causa palestina. Parentes e amigos reagem com rancor, mas este grupo de jovens rechaça as crenças sionistas
Yuri Haasz, Elena Judensnaider, Shajar Goldwaser, Bruno Huberman e Bianca Neumann Marcossi gostam dos quadrinhos pró-palestinos de Joe Sacco e têm simpatia pelo polêmico “A Invenção do Povo Judeu”, de Shlomo Sand. Aplaudem filmes como “Lemon Tree” e documentários como “Defamation” ou “The Gate Keepers”, narrativas críticas ao Estado de Israel. 
Sandra Caselato/

Grupo de jovens que rompeu com o sionismo protesta em frente ao Consulado de Israel, em São Paulo
Para além de um repertório cultural pouco comum entre os judeus, os cinco chamaram atenção quando se reuniram, no dia 8 de julho, junto com outros colegas, para repudiar a ação militar de Israel na Faixa de Gaza. Diante do consulado desse país em São Paulo, ergueram cartazes de protesto que horrorizaram parte da comunidade judaica.
Estes jovens, em roda de conversa com Opera Mundi, relataram sua trajetória de contestação ao sionismo e a reação que sua atitude provoca entre familiares. Discutiram também o que é ser judeu no século 21, problematizando a proposta de dois Estados para dois povos e repensando a própria existência de um lar nacional judaico encarnado por Israel.
“Queremos deixar claro, em nossa condição judaica, que não compactuamos com a opressão ao povo palestino e o massacre de civis em Gaza”, afirma Yuri Haasz. “Israel não atua em autodefesa, mas com a intenção de ocupação territorial, para inviabilizar a criação de dois Estados.” 
“Eu queria entender a raiva dos palestinos”
Yuri é o mais velho integrante deste recém criado grupo de jovens que romperam com o sionismo.  Nasceu na cidade israelense de Haifa, em 1971. Seus pais, filhos de judeus imigrantes que escolheram viver no Brasil, tinham retornado a Israel em 1967, a bordo de um navio, porque acreditavam ter o dever de defender o país na guerra então travada contra nações árabes. Quando chegaram, o conflito já tinha acabado, após seis dias. Mas permaneceram até 1985, quando retornaram ao Brasil.
Quando estava em idade de serviço militar, Yuri repetiu o movimento dos pais. Voltou a Israel por uma temporada e decidiu se alistar na Força Aérea. Era a época da primeira Intifada, irrompida em 1987 e que se estenderia até 1993. Tinha muitos pesadelos e, aos poucos, começou a se sentir atormentado pela escolha que fizera, e decidiu retornar ao Brasil.  
A tensão árabe-israelense, porém, se já não o animava a pegar em armas, continuava a ser de seu interesse como estudo, para entender sua lógica. “Li muito dos novos historiadores israelenses, autores da sociologia crítica e acadêmicos pós-sionistas”, relata. “Eu queria entender a raiva dos palestinos. Fui encontrar essas explicações em escritores como Avi Shlaim, Ilan Pappe, Benny Morris e Tom Segev, que descreviam a criação do Estado de Israel de forma antagônica à narrativa nacionalista convencional, mostrando a expulsão dos árabes de suas terras e o processo de limpeza étnica inerente à construção do Estado judaico.”

Yuri fez mestrado em Relações Internacionais, decidido a estudar resoluções de conflito. Foi parar em Tóquio, já casado com Sandra Caselato, uma brasileira goy (uma não-judia, em hebraico). A bolsa incluía uma pesquisa de campo para passar seis meses em Jerusalém e nos territórios palestinos ocupados na Cisjordânia.
“Foquei minha pesquisa  nos principais ativistas israelenses em ONGs de direitos humanos que lutam por justiça social e histórica para os palestinos, e são altamente críticas das políticas israelenses e como lidavam com sua educação sionista padrão”, explica. “Alguns vinham de famílias religiosas ortodoxas, outros de colônias nos territórios palestinos, e outros de famílias da esquerda sionista, e quase todos tinham experiência militar. Viram absurdos que ocorriam nos territórios palestinos, praticados pelas forças de segurança ou colonos israelenses, e se sentiam em um conflito profundo entre tudo o que sua educação os levou a acreditar, e a realidade em que se encontravam. Alguns entrevistados confessaram tentativas de suicídio em meio à profunda confusão e depressão. Uma situação dramática, na qual se perde a identidade que você sempre acreditou que deveria ter.”
“O problema de fundo é o sistema erguido pelo sionismo”
“Apesar de não ser religioso, sou muito judeu”, brinca Shajar Goldwaser, de 21 anos. Assim como Yuri, ele nasceu em Israel. Mais precisamente, em Jerusalém. Aos quatro meses, partiu para Buenos Aires e em 2001 chegou a São Paulo, sempre frequentando escolas judaicas tradicionais. “Volto para Israel ao menos uma vez por ano. Sempre falei hebraico em casa, é minha língua materna”, conta.  
O estudante de Relações Internacionais relata que um momento decisivo para sua guinada crítica foi quando participou da Marcha da Vida, em 2011. Trata-se de uma viagem de duas semanas que engloba colégios judaicos de todas as partes do mundo com o intuito de conhecer antigos campos de concentração na Polônia e destinos sagrados em Israel.
“Na volta da viagem, a professora pediu para escrevermos uma redação e ‘A hipocrisia judaica’ foi o título que dei a meu trabalho”, relata Goldwaser. “A viagem me fez questionar se o sentimento dos palestinos não seria, atualmente, o mesmo dos judeus naquela época.”


A partir de suas reflexões acerca dessa experiência, Shajar começou a repensar o papel de Israel. Militante do Dror, movimento juvenil sionista alinhado com setores mais progressistas, seus questionamentos passaram a ir além de questionar eventualmente politicas do governo israelense. “O problema de fundo é o sistema erguido pelo sionismo, cujos resultados não podem ser diferentes que a segregação e o colonialismo”, ressalta.
Saindo do armário
“Falar que deixou de ser sionista, na maioria dos ambientes judaicos, é como sair do armário: você já sabe, sempre sentiu, mas quando fala para a família, é pura tensão”, brinca a socióloga Elena Judensaider, de 22 anos.
Embora tenha frequentado o clube Hebraica na infância, Elena se desligou da instituição após a separação dos pais e se afastou da convivência com a comunidade judaica. Por muito tempo manteve-se distante de qualquer discussão sobre o tema Israel-Palestina.
“Sabia que, se fosse enfrentar esta questão, iria me incomodar com suas contradições”, relata Elena. “Um dia, porém, acordei assim, do nada, e decidi estudar esse conflito – e meu trabalho de conclusão do curso foi sobre isso. Minha opinião era clara: o Estado de Israel era a origem de tanto ódio e sofrimento do povo palestino.” Lembra-se que não demorou a sofrer retaliações, na medida em que começou a difundir suas opiniões críticas nas redes sociais.
“Uma amiga de infância colocou mensagens em hebraico, no mural do meu Facebook”, recorda. “Eram frases do tipo ‘você tem que morrer com esses terroristas’. Até uma prima me ligou chorando e berrando que eu era antissemita.”
Sua relação com a mãe, porém, passou por transformações positivas. “Nunca tínhamos conversado a respeito de Israel”, conta Elena. “Quando eu passei a estudar sobre o tema, ela via os filmes e lia os livros que eu deixava no meu quarto. Um dia, escreveu em seu blog que, pelo exemplo da filha, tinha mudado a cabeça em seis meses sobre temas que tinha acreditado por 40 anos.”


“Pra quê você foi para a Palestina?”

Ao contrário de Elena, a professora de história Bianca Neumann Marcossi, de 25 anos, teve uma formação sionista forte. Após o suicídio da mãe e do pai, a comunidade judaica foi um dos seus principais alicerces. “Aprendi na escola que tinha que salvar Israel e tinha pesadelos com palestinos”, relata.
A mudança viria ao ingressar no curso de história, na USP (Universidade de São Paulo). O ambiente crítico às atitudes tomadas pelo governo de Israel foi um verdadeiro choque. “Fiquei assustada. Ou eu estava no meio de antissemitas e precisava sair dali ou era a ignorante e precisava estudar”, conta.
Durante a formação universitária, Bianca descobriu um programa que tinha como objetivo levar pessoas estrangeiras para passar uma temporada na Cisjordânia e reportar os problemas da região para ONGs de direitos humanos. “Estar na Palestina mudou tudo. Ficou tudo muito claro. Ver as leis da ocupação, as terras roubadas. Sofri bastante”, suspira.
O problema mesmo viria depois da excursão. Bianca dava, à época, aulas de História Geral em um colégio judaico. Quando voltou da viagem aos territórios ocupados, foi informada que tinha sido demitida. A direção da escola não lhe deu satisfações sobre os motivos, mas descobriu que muitos pais pediram para ela ser afastada.  “Foi um choque muito grande quando voltei. Eu tinha tanto a dizer, mas ninguém queria ouvir minhas histórias”, conta.
“Nem vamos conversar que vai dar merda”
O espaço para discutir sobre a vivência na região também afetou o jornalista e mestre em Relações Internacionais Bruno Huberman, de 26 anos. Ele conta que em 2011 foi pela primeira vez a Israel por meio do Taglit, uma excursão de 10 dias organizada por entidades judaicas. “Foi uma imersão sionista, uma lavagem cerebral”, classifica.
Huberman aproveitou a viagem para fazer um especial sobre territórios palestinos para a revista Carta Capital. “Foi o primeiro choque. Muitos primos me xingaram”, conta. A tensão na família piorou depois do ato diante do consulado. “Fui ao aniversário de uma priminha e minha tia já veio falando: ‘nem senta aqui, nem vamos conversar que vai dar merda’.”
Como a recusa ao sionismo é encarada como uma verdadeira subversão, situações como essas com familiares e amigos fazem parte da rotina de Yuri, Shajar, Elena, Bianca e de Bruno. “Eles não querem entrar em uma discussão sobre o conflito. Se entrarmos em uma conversa mais profunda, nem sei aonde isso vai chegar”, rebate Bruno.
Voz dissidente
Aos poucos estes cinco jovens judeus, ao lado de mais duas ou três dezenas de outros colegas com trajetórias similares, foram se agrupando para estudar coletivamente o tema e organizar sua participação no debate dentro da comunidade.
O primeiro espaço no qual se aglutinaram foi no Forum 18, surpreendentemente incentivado pela B’nai B’rith, a mais antiga organização sionista e dedicada a temas de direitos humanos. Disposta a enfrentar o debate sobre um conflito que permeia a juventude judaica no Brasil, a entidade resolveu abrir uma série de seminários que abrigassem as distintas narrativas sobre Israel e a questão palestina. Incluindo os pontos de vista não-sionistas.
“Aqueles que haviam rompido com o sionismo foram criando uma nova identidade, dissidente da posição majoritária na comunidade”, explica Yuri Haasz. “Não nos definimos por uma solução específica para o problema, ainda que sejamos favoráveis à autodeterminação palestina. A verdade, porém, é que não acreditamos no comprometimento de Israel com essa solução. Dentre as várias correntes que existiram no início do movimento sionista, a que se consolidou e deu forma ao Estado foi a corrente que promove a exclusividade judaica, o expansionismo e a colonização, e é contrária à existência de um Estado palestino. Muita gente se assusta, mas essa situação nos faz entender claramente a resistência do povo palestino.”
Fotos: Mikhail Frunze/Opera Mundi

Elena, Shajar, Yuri, Bianca e Bruno: eles romperam com o sionismo e apoiam a causa palestina
O grupo não tem nome, mas se identifica com grupos como o Jewish Voice for Peace, que nos EUA já conta com milhares de apoiadores da comunidade judaica. Vários de seus integrantes trabalham em programas de educação focados em direitos humanos, como a FFIPP (antiga Faculty for Israeli-Palestinian Peace, renomeada como Educational Network for Human Rights in Palestine/Israel). A associação organiza anualmente estágios  com ONGs de direitos humanos nos Territórios Palestinos Ocupados e em Israel, para quem quiser conhecer de perto a realidade do conflito, a partir de um roteiro que se desafia a narrativa oficial Israelense.

“Nós trabalhamos e nos organizamos para denunciar os crimes cometidos pelo Estado de Israel”, afirma Haasz. “Queremos que mais judeus possam enxergar o que se passa e romper com dogmas de sua formação, abrindo-se para a solidariedade anticolonial com o povo palestino, na busca por soluções na região que atendam à dignidade de todos, tanto judeus quanto palestinos."

ESTA NOTÍCIA TEM VENENO ! Passos Coelho continuará na liderança do PSD mesmo que possa ter derrota nas legislativas

Passos Coelho continuará na liderança do PSD mesmo que possa ter derrota nas legislativas

Passos_em_Manta_RotaA um ano do embate eleitoral, os sociais-democratas posicionam-se atrás do líder – para bloquear eventuais movimentações internas rumo à sucessão e para transmitir a imagem de que o partido está coeso em torno de Passos.
O vice-presidente do PSD Carlos Carreiras defende que Passos Coelho deve manter-se à frente do partido para lá de 2015, mesmo que saia derrotado das eleições legislativas.
Carlos Carreiras, num artigo de opinião publicado no i, escreve que, “independentemente dos resultados, os dois [Passos e António Costa] devem continuar como líderes partidários depois das legislativas”. Essa, explica, “será a única forma de não paralisar o país num cenário, largamente previsível, de necessidade de soluções políticas e reformadoras”. Ao i, o presidente da Câmara de Cascais acrescenta que “seria muito aconselhável que [o presidente do PSD] continuasse” em funções, em nome da “estabilidade” dos “compromissos”.
Carreiras não esteve no encontro da última quinta-feira entre o presidente do PSD e os líderes das distritais, mas nessa reunião Passos deixou no ar a mensagem: em eleições são tão naturais as vitórias como as derrotas, e uma vitória do PS não é sinónimo de que a vida política acabe para ele. Passos Coelho não descartou a reeleição – aliás, está convicto de que a vitória está ao alcance do partido – e foi isso que quis dizer aos dirigentes locais no encontro da última semana.
A mensagem serve tanto para mobilizar os apoiantes como para dissuadir os que “gulosamente” já olham para 2015 como o momento certo para renovar o ciclo da liderança.Carreiras pensa que a vitória é tarefa “difícil, mas não impossível”. E se isso não acontecer, será uma “profunda injustiça” para o PSD, refere. Uma tese que ganha apoios dentro do partido. Na verdade, sem tirar nem pôr, Hugo Soares reafirma estar “mais que convencido de que o PSD tem todas as condições para ganhar” as eleições de 2015. Mesmo que os eleitores entendam que o trabalho desta legislatura “não foi suficiente”, o líder da JSD considera que “o projecto para o país não pode terminar em 2015″. Trocando por miúdos, “se assim quiser, Pedro Passos Coelho tem todas as condições e legitimidade para continuar como líder”, independentemente do resultado eleitoral. Mesmo que venha a ficar como eventual número dois de António Costa? “Devemos é perguntar se o líder do PS estará disponível para ser número dois de Passos Coelho”, devolve o deputado. A crença é forte.
As cartas vão estar na mão de Passos Coelho daqui a menos de um ano. Pedro do Ó Ramos – que, já este ano, dirigiu a campanha de recandidatura do líder do partido – lembra que a decisão é pessoal, mas não esconde que, pelo trabalho feito ao longo da legislatura, o presidente do partido “merece” continuar aos comandos do PSD. E, “se decidir” fazê-lo, acredita o vice-presidente da bancada parlamentar (em substituição de Teresa Leal Coelho), “contará com o reconhecimento do partido pelo trabalho que foi feito e que precisa de ser continuado, porque requer mais de uma legislatura”.
Neste jogo não há regras formais. Crente numa vitória no próximo ano, Pedro do Ó Ramos lembra, porém, que “a prática dita que os líderes derrotados saem”. Perder e ficar “não é comum, mas este primeiro-ministro já quebrou algumas regras em Portugal”, diz. De qualquer modo, a convicção do deputado é a de que, seja qual for a decisão de Passos, o primeiro-ministro “não vai deixar de ter intervenção política em Portugal”. De que forma? É esperar para ver.O resultado é a lei O PSD não fala, porém, a uma só voz e há quem relativize a assertividade dos que defendem a continuação de Passos antes mesmo de perceber o que os portugueses vão dizer nas legislativas. Fontes sociais-democratas ouvidas pelo i notam que a distância do PSD face ao PS, no final da noite eleitoral, fará toda a diferença no momento de pesar qual será o passo seguinte.

Putin: os americanos querem dominar o mundo

Putin: os americanos querem dominar o mundo

Putin
Fonte: SITA
tradução google


4 horas atrás | MOSCOU - O presidente russo Vladimir Putin na sexta-feira, durante uma reunião de Valdai clube em Sochi criticou duramente a política dos Estados Unidos. Em suas palavras, os norte-americanos querem com as suas ações desestabilizar a ordem mundial e acusou o Ocidente do caos que eclodiu na Ucrânia. 
Por outro lado, disse que a Rússia não deseja obter uma posição única no mundo e não está tentando construir um império.
Vladimir Putin na reunião de cientistas políticos acusou os Estados Unidos que querem reviver o esquema político da Guerra Fria e estão impondo na discussão pública do mundo unipolar qmanipulando a opinião pública Os EUA fazem tentativas ditatoriais para controlar o mundo, mas  vão ter o efeito oposto.
"Mais uma vez estamos a assistir a tentativas de dividir a coligação russa no mundo e criar a imagem do inimigo, como foi durante a Guerra Fria. 
Esforço para ganhar o direito de liderança mundial é igual a tentativa de ganhar o direito de ditadura", disse Putin.
Segundo ele, durante a Guerra Fria, os americanos ganharam na proteção contra o "inimigo" com o apoio da direita Agora, no entanto, as condições são diferentes e os EUA novamente  estão tentando estabelecer um sistema de governança global. O presidente russo, vê nisso os esforços para provar a sua excelência e ganhar dividendos políticos e econômicos.

Completamente o efeito oposto?

No entanto, todas estas tentativas para induzir a contrapressão, retaliatory terá completamente o efeito oposto. A menos que um sistema de obrigações e acordos entre as potências mundiais mútuos, eles são sinais descobrindo cada vez mais de anarquia mundial.
Hoje sob Putin é susceptível de produzir uma série de graves conflitos com envolvimento direto ou indireto das grandes potências. "A Ucrânia é um exemplo, mas, de longe, não será a última", ressaltou. 

Os valores tradicionais eo programa de paz

Putin também rejeita reivindicações dos políticos ocidentais que Moscou está tentando restaurar o antigo império soviético e prejudica a soberania dos países vizinhos. Há muito tempo que disse que o caos não são na Ucrânia ou  na Rússia, mas sim nos Estados Unidos e na União Europeia.
Como  prioridade atual da Rússia Putin vê o desenvolvimento da democracia e da economia aberta, acelerar o desenvolvimento interno usando as tendências globais positivas e a consolidação da empresa com base em valores tradicionais e patriotismo.
"Moscou não pode reservar-se o direito de posição excepcional no mundo, eu quero enfatizar", disse Putin. "Nós somos pela integração, a paz e o programa positivo. Nós respeitamos os interesses dos outros, e queremos que os outros possam honrar nossos interesses", acrescentou.

Ordem mundial em Perigo

Segundo ele, o mundo entrou em um período de profunda mudança e transformação, e que é essencial garantir a vigilância e evitar ações impensadas. A política mundial a Guerra Fria estava perdendoe há quem queira renovar isso.
Caso contrário, a esperança de um desenvolvimento pacífico e estável será como uma ilusão perigosa e atualmente estes choques  podem se tornar um prenúncio do colapso da ordem mundial.
Autor: Michael Michalova
Fonte: noviny.sk, RT, Reuters

CUIDADO ! NÃO REFILE COM A POLÍCIA MESMO QUE TENHA RAZÃO, NÃO ESBOCE GESTOS DE ATAQUE A QUALQUER AGENTE MESMO QUE SEJA MALTRATADO, O MÍNIMO QUE LHE PODE ACONTECER É SER ABATIDO E FICAR FAMOSO COMO PERIGOSO ISLAMISTA

Um homem atacou dois polícias com um machado em Nova Iorque e acabou por ser abatido. Segundo as autoridades, o atacante tinha inclinações extremistas.
Por Isabel Faria
Um homem, identificado nos media americanos como Zale Thompson, de 32 anos, atacou na quinta-feira dois polícias no bairro de Queens, em Nova Iorque. A polícia acabou por abater o atacante que, de acordo com as mesmas fontes, publicara no YouTube e Facebook declarações que "revelam uma inclinação racista" e indiciam uma possível ligação a extremistas islâmicos.
Zale Thompson tinha cadastro em Chicago e foi expulso da marinha norte-americana por comportamento indevido.
O ataque de Thompson deixou dois polícias feridos, um no ombro e outro na cabeça, que se encontra internado em estado grave. Uma mulher de 29 naos ficou também ferida.
Este ataque surge dois dias após um homem armado ter morto um soldado canadiano, sendo depois morto dentro do Parlamento local. As autoridades estão agora a investigar se existe relação entre os crimes.

Cameron parte a loiça em Bruxelas e recusa pagar - O primeiro-ministro britânico confessou-se "verdadeiramente furioso" por a Comissão Europeia lhe exigir mais dois mil milhões de euros de contribuição para as finanças comunitárias. E não quer pagar.


Cameron parte a loiça em Bruxelas e recusa pagar


Christian Hartmann, Reuters

O primeiro-ministro britânico confessou-se "verdadeiramente furioso" por a Comissão Europeia lhe exigir mais dois mil milhões de euros de contribuição para as finanças comunitárias. E não quer pagar.

Visivelmente alterado, e por vezes completamente fora de si, David Cameron afirmou hoje em conferência de imprensa à margem da cimeira da União Europeia que "isto não é forma aceitável de [alguém] se comportar". Confessou-se também "verdadeiramente furioso" com a exigência europeia de pagamento adicional, dirigida ao Reino Unido.

No vídeo da conferência de imprensa, vê-se Cameron a classificar como "completamente inaceitável que se apresente uma conta destas [2.100 milhões de euros] com tão pouco tempo para pagar".

Airmou também: "Andei à volta da mesa, olhei os colegas nos olhos e disse-lhes: pagámos mil milhões para combater a crise do ébola, pusemos o dinheiro sobre a mesa, enviámos médicos, pusemos tropas em movimento. O que é que vocês contribuem para isso?". E explodiu, afirmando que firmas como a Ikea "pagaram mais para isso do que alguns países membros da União Europeia".

A ameaça de rebelião por parte de Cameron foi absolutamente clara: "Não vamos puxar de repente do nosso livro de cheques e passar um cheque de dois mil milhões de euros. Isso não vai acontecer".

Por seu lado, Jacek Dominik, porta-voz do comissário europeu do Orçamento, mostrou-se pouco impressionado com o inventário de envolvimentos britânicos em missões internacionais e lembrou o motivo essencial para a reivindicação europeia: "No caso da Grã-Bretanha e da Holanda, o PIB de 2014 foi muito mais alto do que eles próprios tinham pensado no princípio do ano; por isso, a contribuição tem de ser mais alta".

Um outro porta-voz da Comissão Europeia, citado em Der Spiegel, admitiu "que o momento não é o ideal [para reclamar o pagamento adicional], mas há regras que temos de seguir".

Cameron procura, entretanto, apoios para a sua objecção ao pagamento, tanto internamente com a nível internacional. Na UE não poderá esperar mais apoio que o do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, o outro contribuinte confrontado com exigências adicionais de Bruxelas, neste caso no valor de 642 milhões de euros. Com ele se reuniu já na noite de ontem.

Especialmente irritante, e factor de especial impopularidade no Reino Unido para o pagamento adicional é o facto de a Alemanha, que viu o seu PIB crescer menos do que o esperado, ir receber uma devolução na ordem de 780 milhões de euros.

LUGAR DE GALA AOS GRAFFITIS









5 ESTRELAS
LUGAR DE GALA AOS GRAFFITIS - O MUNDO MARAVILHOSO DOS GRAFFITIS
não meus amigos isto não são pessoas reais...são graffitis em paredes de um dos mais famosos graffiteiros do mundo.

O CEMITÉRIO JUDEU MAIS ANTIGO DO MUNDO - BAIRRO JUDEU DE PRAGA

Explorar a cidade de Praga é uma viagem no tempo e um grande mergulho na história, principalmente quando visitamos Josefov, conhecido como o Bairro Judeu de Praga, e onde fica o Cemitério Judeu mais antigo do mundo.
Cemitério Judeu de Praga

Por dentro da história

Os judeus começaram a se estabelecer em Praga durante o século X. Após o primeiro pogrom(como é chamado o ataque em massa a pessoas, casas, negócios e centros religiosos, simultaneamente), os judeus passaram a viver em um único bairro de Praga, cercados por um muro.
Muitos pogrons se repetiram, sendo que um dos mais sangrentos massacrou mais de 3 mil judeus durante a Páscoa.
Além de viver dentro desse bairro, os judeus também deveriam ser enterrados dentro dele. O cemitério existente dentro do bairro logo ficou lotado, e na falta de espaço a solução foi a remoção de todas as lápides para que uma nova camada de terra fosse depositada por cima. As lápides antigas foram recolocadas e novas foram surgindo.
Cemitério Judeu de Praga
Com o tempo essa nova camada de terra também lotou e todo o processo foi refeito. Isso se repetiu por séculos! Acredita-se que pelo menos 12.000 pessoas foram enterradas no pequeno cemitério, que chegou a ter 12 níveis de terra.
O fim desse processo chegou quando o imperador José II libertou os judeus desse bairro. Os muros deixaram de existir e lugar passou a ser um bairro de Praga, chamado então de Josefov – em homenagem aos judeus.
Cemitério Judeu de Praga
Com as datas presentes nas lápides é possível comprovar que este é o cemitério judeu mais antigo do mundo.

Visitando o Cemitério Judeu em Praga

Para visitar o Cemitério Judeu de Praga você precisa adquirir uma espécie de ticket combo, que vai autorizar sua entrada no cemitério e também em algumas sinagogas do bairro. Não é possível comprar um ingresso exclusivo para o cemitério, somente esse do combo é vendido.
A visita não é demorada. Existe uma caminho definido para avista, e você deve seguir a direção indicada. Lá dentro existem alguns avisos de que fotos são proibidas. Eu acredito que essa proibição se deva ao fluxo de pessoas que fazem a visita. Para o lugar não ficar muito cheio, é ideal que as pessoas só passem e não parem para fotografar. Durante a minha visita estava bem vazio e confesso que não resisti – acabei fotografando pois o lugar é realmente impressionante.
Cemitério Judeu de Praga
Visitar um cemitério, ainda mais carregado de tanta história e de uma passagem tão triste, acaba deixando o clima meio diferente. Senti uma sensação muito mais melancólica nessa visita do que pesada – como foi no Campo de Concentração de Dachau, na Alemanha.
Cemitério Judeu de Praga

Depois da visita ao cemitério eu saí para visitar algumas sinagogas do bairro. Em algumas eu entrei rapidamente, mas fotos lá também eram proibidas, então no máximo tirei uma foto por fora mesmo. O ticket permite visitar cerca de 10 sinagogas, mas eu não fui em todas pois não achei algo tão interessante para o tempo que eu tinha na cidade.
Evite fazer a visita aos sábados, pois alguns locais da visita fecham neste dia da semana.

As principais sinagogas do bairro judaico são:

Sinagoga Velha Nova

Esta é a Sinagoga mais antiga da Europa, datada de 1270. Vale destacar o estilo gótico primitivo da sua arquitetura.
Sinagoga Velha-Nova Praga

Sinagoga Maisel

Foi construída em 1592 e era local particular, pertencente a Mordecai Maisel, um cortesão judeu e conselheiro de finanças de Rodolfo II. Lá dentro é possível ver objetos tradicionais e religiosos.
Sinagoga Maisel

Sinagoga Pinkas

Construída entre 1519 e 1535, foi convertida em um memorial das vítimas do holocausto. Lá todas as paredes estão cobertas por nomes de vítimas desta época trágica da história.
Sinagoga Pinkas

Sinagoga Klaus

Datada de 1694, foi construída onde antes era o local de escolas e centros de oração judaicos. Hoje abriga objetos que remetem a vida dos judeus e trajes tradicionais judaicos.
Bairro Judeu de Praga

Sinagoga Espanhola

Está é a mais recente das sinagogas e considerada uma das mais bonitas. Construída em 1868, hoje abriga um museu onde se pode ver uma exposição sob a vida dos judeus das últimas décadas.
www.umviajante.com.brSinagoga Espanhola

Como funciona o sistema de castas na Índia - Poucos temas geram tanta curiosidade em um estrangeiro na Índia quanto o sistema de castas. Saciar essa curiosidade, no entanto, não é tarefa fácil: considerado tabu pela maior parte dos indianos, não é um assunto que você vai puxar na mesa de jantar com aquela família que você conheceu sem causar constrangimento.

Como funciona o sistema de castas na Índia


Poucos temas geram tanta curiosidade em um estrangeiro na Índia quanto o sistema de castas. Saciar essa curiosidade, no entanto, não é tarefa fácil: considerado tabu pela maior parte dos indianos, não é um assunto que você vai puxar na mesa de jantar com aquela família que você conheceu sem causar constrangimento. Perguntar a casta de alguém é indelicado, para não dizer outra coisa. Acreditem, eu já vi isso acontecer e morri de vergonha alheia.
O sistema de castas vigora no país há muitos e muitos séculos e sua origem é incerta. Apesar de ter origem na fé hindu, foi incentivado e até mesmo reforçado pelos britânicos durante a colonização, transformando-o em algo muito mais rígido.

Hoje, existem cerca de 3 mil castas na Índia, o que é um confusão e tanta pra gente entender. Mas essas castas todas podem ser divididas em quatro grupos, que eram as castas originais:
sistema de castas na india
Brahmin (Brâmanes): A casta mais alta, é formada por pensadores e letrados, pessoas consideradas próximas aos deuses. Entre as profissões exercidas por eles estão as de sacerdotes, professores e filósofos. Na mitologia hindu, foram criados a partir da cabeça de Brahma.
Kshatriya (Xátrias): São os guerreiros, nasceram dos braços de Brahma. Exercem profissões como as de soldados, policiais e administradores.
Vaishya (Vaixás): São os comerciantes, nasceram nas pernas de Brahma.
Shudra (Sudras): São camponeses, artesãos e operários. Nasceram dos pés de Brahma.

Templos de Udaipur, Índia
Declarado ilegal em 1950, na época da independência, o sistema chegou bem vivo ao século 21 em forma de tradições, desigualdade social e preconceito. Isso foi possível porque, ao contrário da escravidão, o sistema de castas trabalha de uma forma muito mais sutil e informal.
Sim, hoje em dia não é mais possível criar, por exemplo, clubes exclusivos para membros de uma certa casta, mas as profundas desigualdades sociais e preconceitos originados por séculos de divisão garantem que a exclusão continue a acontecer.

Para nós, o sistema parece indecifrável e confuso, mas ele está bem arraigado na cultura dos indianos. Eles conseguem saber a qual casta uma pessoa pertence apenas pelo sobrenome. Foi por isso que os Sikhs, religião monoteísta muito popular no norte da Índia e que rejeita a divisão de castas, adotou para todos os seus membros um mesmo sobrenome: Singh para homens e Kaur para mulheres.
Golden Temple dos Sikhs Amritsar
Na Índia urbana, o sistema vem perdendo força com os anos, ainda que muito lentamente. Casamentos entres as três castas superiores, embora ainda não extremamente comuns, já não chegam a ser malvistos. No entanto, ainda continua valendo como lei em vilarejos e na Índia rural, onde vivem 857 milhões de indianos.
A consequência mais óbvia desse sistema é a perpetuação da desigualdade social. Mas, pelas coisas que eu vivi lá, eu diria que há mais. Nunca em um ambiente de trabalho eu senti a arrogância dos chefes quanto na Índia. Humilhações públicas eram ocorrências rotineiras no escritório. Era como se aquela posição tivesse sido designada a eles pelo próprio Brahma e não fosse fruto de um punhado de privilégios que eles tiveram desde o nascimento.

Jaipur, Índia
Claro que isso não é um regra absoluta. Há muita gente bem nascida (aos olhos do sistema) que vê a ignorância presente nessa divisão e luta contra as castas na Índia. Mas a minha experiência me mostrou que grande parte os membros das castas superiores ainda acredita que eles são merecedores natos do bom e do melhor e que são mais dignos de respeito que todos.
São pessoas difíceis de lidar, que não aceitam ser contrariadas e que acham que todos devem baixar a cabeça para o que dizem. Uma vez, em uma festa na minha casa, um playboyzinho chegou a chamar o Rafa para a briga porque ele queria impor a música que iria tocar e o volume do som. Quando nos recusamos a ceder, ele simplesmente tirou o som da tomada. Repetindo: era a minha casa, não a dele.
Por outro lado, membros de classes inferiores se resignavam a ouvir abusos que no Brasil dariam um ótimo caso de assédio moral. Se você ouviu a vida inteira que é um lixo inferior, uma hora você passa a aceitar. Além disso, se rebelar contra a “vontade de deus” tem consequências graves na fé hindu. Viva sua vida de dalit ou sudra humildemente e, quem sabe, na próxima encarnação você volta por cima da carne seca.


Fábrica de especiarias indianas

Dalits, os intocáveis

Se os sudras surgiram dos pés de Brahma, os dalits tiveram uma origem ainda menos nobre: foram criados a partir da poeira em que o deus pisou. Tratados como párias, excluídos da sociedade, os dalits não têm casta e são considerados impuros. Para eles são guardados os trabalhos que os outros indianos se recusam a fazer por considerarem indignos: recolher lixo e limpar banheiros, por exemplo.
Considerados portadores de impurezas por onde quer que passem, eles vivem um sistema opressivo digno de um apartheid. Um dalit não pode se sentar à mesa com membros de outras castas ou usar os mesmos pratos e copos. Em casas mais conservadoras, eles possuem uma entrada especial que só permite que eles cheguem até o banheiro e a área de coleta de lixo, sendo proibidos de colocar os pés na casa principal.


Trichy, Índia
Como o sistema hoje é cultural e não oficial, alguns poucos dalits conseguiram escapar de seu destino e ascender socialmente. No entanto, como cidadãos de um país que também sofre com extrema desigualdade, nós sabemos que quebrar o ciclo da miséria não é fácil.
Para reparar os males causados por séculos de um sistema cruel, o governo indiano oferece cotas nas universidades e outros programas sociais, como a concessão de microcrédito, que visam a inserção dos párias na sociedade.
Um grupo minúsculo deles, aproveitando a abertura econômica do país nos últimos vinte anos, até mesmo enveredou pelo empreendedorismo e alcançou seus milhões de dólares, criando um fenômeno conhecido como Dalits Millionaires (link em inglês).
Mas ainda existe um longo caminho a percorrer. Apenas 30% dos dalits é alfabetizado (a média do país é de 75%) e a discriminação contra crianças dalits nas escolas acaba fazendo com que elas abandonem as aulas. Eles também são as maiores vítimas de violência e crimes de ódio.

Mulher em Udaipur, Índia

Hoje, os dalits que conseguem escapar da sina de exercer as profissões indignas são aceitos na convivência de outros indianos. Contudo, mais que qualquer outra união entre castas, casar-se com um dalit é um ainda tabu tremendo.
www.360meridianos.com