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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

25 ESCULTURAS ESPECTACULARES

Nossas cidades estão cheias de majestosos monumentos, esculturas impressionantes e estátuas artísticas, cada uma com uma história única para contar. Existem milhares delas, mas apenas algumas são realmente extraordinárias e merecem destaque. Estas peças escultóricas são realizadas não só com o propósito de embelezar diversos meios urbanos de forma artística, mas também o de contribuir uma mensagem reflexiva à sociedade que habite nela.

Nesse artigo mostramos uma coleção das estátuas e esculturas (talvez) mais criativas do mundo, que adicionam cor e emoção para as áreas mais chatas das cidades. Muito provavelmente você já tenha visto grande parte delas, mas, até agora, não sabia onde estava localizada.
1. Mustangs por Robert Glen, Las Colinas, Texas, EUA
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2. Expansão por Paige Bradley, Nova Iorque, USA
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3. O monumento de um transeúnte anônimo , Wroclaw, Polônia
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4. Escultura do Salmão, Portland, Oregon, EUA
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5. Pessoas do Rio por Chong Fah Cheong, Singapura
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6. Os sapatos no Danubio de Gyula Pauer e Can Togay
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7. A Pistola Amarrada, Turtle Bay, Nova Iorque, EUA
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8. Rompendo o molde por Zenos Frudaki, Filadelfia
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9. Fantasma Negro, Klaipeda, Lituânia
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10. O Viajante, Marselha, França
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11. Nelson Mandela, África do Sul
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12. De Vaartkapoen, Bruxelas, Bélgica
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13. Boada, Dallas, Texas, Estados Unidos
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14. Aranha, Tate Modern, Londres, Reino Unido
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15. Hipopótamos, Taipei, Taiwan
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16. Biblioteca, Melbourne, Austrália
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17. Parque Iguana, Amsterdã, Países Baixos
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18. Homem trabalhando, Bratislava, Eslováquia
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19. Mihai Eminescu, Onesti, Romênia
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20. Uma cena da Primeira Guerra Mundial em tamanho real, Eceabat, Turquia
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21. O homem pendurado, Praga, República Checa
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22. Kelpies, Grangemouth, Reino Unido
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23. Porcos do Shopping Mall, Adelaide, Austrália
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24. Soldado desconhecido, Reykjavik, Islândia
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25. O Tubarão, Oxford, Reino Unido
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AS 20 BIKES (BICICLETAS) MAIS LOUCAS DO MUNDO

As 20 bikes mais loucas do mundo

As 20 bikes mais loucas do mundo
Nós do yogui.co usamos a bicicleta como meio de transporte, consideramos coerente com nosso estilo de vida, cada vez tentando ser mais consciente. Na vaga da garagem, em lugar de carro, guardamos bicicletas para toda ocasião, clássica, esportiva e elétrica.
Mas nunca vimos nem imaginamos bikes para estas ocasiões abaixo, curta e se divirta com as bikes mais loucas do mundo.

1. A bicicleta mais alta do mundo
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Bikes altas são uma tendência, mas um DIYer* fez  sua bicicleta alta ao extremo: O atual titular do Record Guinness Book para a bicicleta mais alta, 5,53 metros de altura.
DIYer (Do It Yourself – Aquele que faz as coisas por ele mesmo com auto-instrução e as próprias mãos)

2. A bike de  trilhos
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A idade de ouro das ferrovias passou, mas alguns trilhos de trem abandonados estão dando uma segunda vida aos caminhos pedonais e de bicicleta. Will, leitor  da Bike Hacks, construiu uma bicicleta especialmente concebida para seu uso nos trilhos de trem.

3. A bike turbo-carregada
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Um passeio divertido que é melhor deixar para os profissionais. Robert Maddox projetou esta bike para acelerar com a ajuda de um motor turbo, que permite que a bicicleta acelere mais de 70 quilômetros por hora.

4. A Ninfa do Mar
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O popular usuário de Flickr Megulon5 participou em Aquachopper Expidition de 2011, evento que envolveu a criação de bikes que pudessem ser usadas na água ou no asfalto. A ninfa do mar, criada por Jay e Jessica de San Francisco, tem um sistema de ciclo-único tipo canoa que funciona mesmo na água como na terra.

5. A bike limpa-neve
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Este limpa-neve movido a pedal por Firefly Workshops, faz a limpeza pós-tormenta mais divertida.

6. A corta-grama
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7. A galopante
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Se você está procurando uma bicicleta que é mais divertida que funcional, vai apreciar esta peça custodiada por Smitty Regula, que incorpora dois cavalos de plástico que parecem galopar enquanto as rodas giram em cada lado da bike.

8. A Nimbus 2000
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Voar numa vassoura sempre foi para bruxas ou para Harry Potter, se esse sempre foi seu sonho, nessa bike, você estará o mais perto possível de fazê-lo realidade. Por Will O’Brian da Engadget.

9. A bike como cadeira de escritório
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Quando se trata de conforto, esta cadeira de escritório reclinada pelo usuário da Instructables, “Woodenbikes” é a melhor. Possui uma cadeira de escritório de 35 quilos e foi construída em comemoração do dia “Bike to Work Day”.

10. Com carrinho para carona
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Se motocicletas podem ter carrinho para carona, por que não bicicletas? Modelo por Stevebod da Instructable Nosite, mostra como fazer a sua igualzinha, até com cinto de segurança.

11. A corta-vento
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Motociclistas enfrentam insetos, vento e mau tempo, também os ciclistas. George de New Hampshire, leitor da Bike Hacks, construiu um pára-brisas personalizado que usa uma cesta de arame como base. A janela de acrílico na parte da frente pode ser deslocado para cima ou para baixo com base nas necessidades do piloto.

12. A eco-bike
the_tree_bicycle_bx8to                   Fonte: Automotto

13. A bike que calça tênis
Shoe bicycle                    Fonte: Crooked Brains

14. Hybrid Bike
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Esta bike, design de Di-Cycle está desenhada para funcionar tanto na água quanto no asfalto

15. A praiana
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Este modelo, pela Beach Bikes, conta com pneus bem grandes para poder passear pela praia mesmo.

16. Horsey Bike
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Eungi Kim agregou fantásia nesta bike.

17. A backpacker
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18. A Camper Bike
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Esta bike, por Kevin Cyr, é uma casa e um transporte ao mesmo tempo

19. A bike com teto
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Designer Torkel Dohmers

20. Bike de “supermarket”
Shopping Card Bicycle              yogui.co           Fonte: Automotto

A LOUÇA DAS CALDAS - A SUA HISTÓRIA

Louça das Caldas
No último quartel do século XIX, do mesmo passo que o balneário termal caldense se tornava o mais concorrido do País e a vila um dos mais atractivos centros de vilegiatura, a louça das Caldas, um tipo de faiança fundamentalmente decorativa inspirada em motivos naturalistas, constituía-se como a principal indústria local. 
Em 1886, Ramalho Ortigão referiu-se à «tradicional indústria das Caldas», a expressão é dele «cujos antigos modelos preciosos, constituindo um importante museu, se perderam por desleixo e delapidação com os despojos do convento da Madre de Deus». Nos finais do século XVIII e princípios do século XIX essa «indústria» atingira um ponto alto, seguindo-se uma decadência que só a entrada em cena de Rafael Bordalo Pinheiro, dois anos antes, permitira, na opinião deste Autor, interromper. Ramalho refere-se ainda à «encantadora tradição», naturalista, que gostaria de ver convertida à modelação ao vivo dos animais e plantas, isto é «insuflada da energia palpitante de talento criativo» e apoderada pela «tríplice ciência do escultor, do colorista e do decorador» Bordalo Pinheiro.
Entre as qualificações da olaria caldense, que apesar de tudo não se teriam perdido, ramalho salienta: «uma notável facilidade de imitação em grosso, e um vidro incomparável cobrindo todos os produtos de um brilho luminoso, irisado, com um reflexo de água tepidamente ao sol, banhando e envolvendo o barro como um inducto Diamantino, translúcido, deslumbrante, maravilhoso».

Essas características criaram a marca distinta da produção cerâmica local e fizeram o seu êxito comercial.

Os reparos de Ramalho, justificativos da presença de Rafael, são todavia algo injusto. Desde meados do século a tradição barrista caldense surge bem representada por mestres e fabricantes que cultivam o chamado «Palissy das Caldas».

Depois de Maria dos Cacos (1820-1853), Manuel Cipriano Gomes Mafra, António de Sousa Liso, José Francisco de Sousa, José Alves da Cunha, Francisco Gomes de Avelar (Júnior) e João Coelho César, dirigiram pequenas mas muito activas unidades de produção cerâmica que levaram os barros das caldas a feiras e mercados de todo o país e até ao estrangeiro.
De pequena indústria se tratava.

Nela prevalecida a estrutura familiar e artesanal, tanto na organização da produção como no regime financeiro. As sucessivas gerações de oleiros cimentaram uma tradição forte nas áreas da modelação e da vidração. Em contrapartida, tecnologias de formulação de pastas duras, de produção mecânica de peças ou de cozedura a altas temperaturas, ensaiadas na grande indústria da época na Europa e até em Portugal, tiveram limitado impacte sobre a cerâmica da das Caldas nesse período.

Registou-se, é certo, uma tentativa, mal sucedida, de fabricar louça utilitária de pó-de-pedra, à maneira Inglesa, por parte da fábrica de faianças de Caldas da Rainha, criada em 1884. Tendo por suporte empresarial na sociedade anónima denominada Companhia da Fábrica de Faianças de Caldas da Rainha, com sede social em Lisboa, e direcção técnica atribuída a Rafael Bordalo Pinheiro, a unidade estruturava-se em 3 secções: materiais de construção, louça artística e louça comum.

A primeira secção a ser organizada foi a dos materiais de construção. Entrou em funcionamento logo em Setembro de 1884. Produziu telha, tijolo e azulejo. Mas havia também a intenção de fabricar manilhas, sifões, etc. O sector da louça artística principiou a laborar em Junho de 1885, depois de experiências realizadas por Rafael na Fábrica de Gomes e de Avelar. O sector de maiores proporções físicas e de mais complexa, instalação seria o da louça comum. Só começou a funcionar em Agosto de 1888. Mas a produção de faiança utilitária não resolveu satisfatoriamente os problemas técnicos, mau grado o investimento tecnológico realizado, e de pressa comprometeu a saúde financeira da empresa.

Pela mesma altura, a vila recebeu um dos primeiros estabelecimentos de ensino técnico criados no país. As novas escolas, promovidas pelo ministério das obras públicas, comércio e indústria, destinavam-se explicitamente a ministrar formação profissional aos operários. Caldas recebeu uma escola industrial três anos mais tarde. Muito embora a escola das Caldas não se tenha transformado numa escola nacional de cerâmica, como chegou a ser proposto, constituiu um equipamento prestigiado entre as classes medias urbanas (refira-se a este propósito que entre os professores da escola, na viragem do século, se contaram nomes como os de Rafael Bordalo Pinheiro e diversos estrangeiros como o austríaco Karl von Bonhorst, o alemão karl Holthoff, o suíço Emile Possoz (que se ocuparam da química aplicada as artes e especialmente à cerâmica, entre 1887 e 1890), o alemão Hugo Richer e mais tarde o austríaco, Joseph Fuller (que trataram de matérias de desenho e pintura).

Mas se Rafael Bordalo Pinheiro não foi bem sucedido na reformulação da base tecnológica da produção de cerâmica local, obteve um êxito estrondoso com as inovações que introduziu nas formas, elementos e estilos decorativos da loiça das Caldas.Com Bordalo, a cerâmica caldense foi divulgada a uma escala sem precedentes. Foi reconhecida pelo gosto das elites e, consequentemente, diversificou os seus mercados sociais.

A partir de então mantendo feição e características idênticas, encontramos uma produção menos apurada e imaginativa, destinada ao consumidor popular, que se escoa através de feiras e mercados, a par de uma produção mais cuidada e sofisticada, adapta às exigências e posses das classes abastadas, vendida em loja. Poder-se-á referir ainda um terceiro livro de produção de pequenas séries de peças complexas, onde o aspecto artístico e decorativo é absolutamente dominante quando não exclusivo, garantido por um artista reconhecível.

"João B. Serra"