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terça-feira, 21 de outubro de 2014

COMO ELES SABEM UNTAR A FORMA AO BOLO ! - Governo dá um aumento de 33% ao TC

Governo dá um aumento de 33% ao TC

O Tribunal Constitucional vai ter um aumento de cerca de 33% no seu orçamento para 2015. São cerca de 1,5 milhões de euros a mais a entrarem nos cofres do Palácio Ratton.

Governo vai aumentar orçamento do Tribunal Constitucional em 33%Manuel Almeida/LUSA
Autor
  • Miguel Santos

    O Tribunal Constitucional (TC) vai ter um aumento de cerca de 33% no seu orçamento para 2015. São cerca de 1,5 milhões de euros a mais a entrarem nos cofres do Palácio Ratton. Ao contrário do orçamento anterior, em que o TC foi o único tribunal superior a sofrer cortes, no próximo ano a sorte será outra.
    Em 2014, o Orçamento do Estado (OE) aplicou um corte de 4,4% no Constitucional, numa altura em que os juízes do Palácio Ratton estavam no centro da vida política por causa dos sucessivos pedidos de verificação de constitucionalidade de leis do Governo. Agora, de acordo com a proposta de OE para 2015, que vai começar a ser discutida no Parlamento, a verba do TC passa de 4,5 milhões de euros para 6,1 milhões (+33%).
    Apesar deste aumento no orçamento, o Governo voltou a criticar o TC no relatório do Orçamento. O Executivo liderado por Passos Coelho diz que as decisões do Constitucional provocaram um buraco de 1.360 milhões de euros e que a ação dos juízes condicionou “excessivamente a ação dos poderes legislativo e executivo”.
    Já o Tribunal de Contas sobe de 17,7 milhões de euros para 20,7 milhões (+16,8%). O Supremo Tribunal Administrativo, por sua vez, sobe de 5,9 milhões de euros para 6,2 milhões (5,3%) e o Supremo Tribunal de Justiça de 9,2 para 10,2 milhões (+9,3%).
    Destaque, ainda, para o aumento de cerca 800 mil euros no orçamento do Conselho Superior de Magistratura, o que representa um aumento de 24,2% em relação ao ano de 2014. A Presidência da República receberá mais 800 mil euros para gastar (0,65%) e a Assembleia da República mais 7,2 milhões de euros (7,4%).

    COLONIZAÇÃO, CONQUISTA E LIBERTAÇÃO DA ARGÉLIA

    Conquista francesa da Argélia

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    A conquista francesa da Argélia ocorreu entre 1830 e 1847. Usando uma diplomacia ligeira em 1827 porHussein Dey, o governante otomano da Regência de Argel, contra o seu cônsul como pretexto, a Françainvadiu e prontamente tomou Argel em 1830, e rapidamente assumiu o controle de outras comunidades costeiras. Em meio a conflitos políticos internos na França, as decisões foram tomadas várias vezes para manter o controle sobre o território e forças militares adicionais foram trazidas ao longo dos anos seguintes para acabar com a resistência no interior do país.
    As forças de resistência argelinas foram divididas entre as forças sob Ahmed Bey em Constantina, principalmente no leste, e as forças nacionalistas em Cabília e no oeste. Os tratados com os nacionalistas sobAbd El-Kader permitiram que os franceses concentrassem primeiramente na eliminação da ameaça otomana restante, alcançada com a captura de Constantina de 1837. El-Kader continuou a dar uma dura resistência no oeste. Finalmente dirigiu-se para o Marrocos em 1842 por uma ação militar francesa em grande escala, continuou a travar uma guerra de guerrilha até que o governo marroquino, sob pressão diplomática francesa na sequência da sua derrota na Primeira Guerra Franco-Marroquina, conduziu-o para fora de Marrocos. Ele se rendeu às forças francesas em 1847.
    Esta conquista terminou com a anexação da Argélia à República Francesa, com a criação dos departamentos franceses na Argélia em 1848.
    Em 1830, a conquista da Argélia é acompanhada por um assentamento colonial: os soldados franceses se tornaram colonos no estabelecimento e ajustamento do território conquistado. Os pioneiros foram gradualmente acompanhados por colegas vizinhos como os corsos ou os habitantes da região da Alsácia-Lorena que foi anexada pela Alemanha em 1870, e também por imigrantes estrangeiros que chegam em ondas sucessivas dos países costeiros do Mediterrâneo, especialmente da Espanha, mas também da Itália e Malta, uma possessão britânica desde 1814. Os cidadãos da Alemanha e da Suíça também são incentivados a participar da colonização.

    Guerra de Independência Argelina

    A guerra de indepêndênia Argelina também conhecida como Revolução Argelina ou Guerra da Argélia (em árabe:الثورة الجزائرية‎ Ath-Thawra Al-Jazā’iriyya; em francêsGuerre d'Algérie) foi um movimento de libertação nacional da Argélia do domínio francês, que tomou curso entre 1954 e 1962.
    Caracterizou-se por ataques de guerrilha e atos de violência contra civis - perpetrados tanto pelo exército e colonosfranceses (os "pied-noirs") quanto pela Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale - FLN) e outros grupos argelinos pró-independência.
    O governo francês do tempo considerava criminoso ou terrorista todo ato de violência cometido por argelinos contra franceses, inclusive militares. No entanto, alguns franceses, como o antigo guerrilheiro anti-nazi e advogado Jacques Vergès, compararam a Resistência francesa à ocupação nazi com a resistência argelina à ocupação francesa.
    Uma campanha de atentados anti-árabes (1950-1953) havia sido praticada por colonos direitistas, desencadeando, em contrapartida, a luta lançada pela FLN em 1954, apenas dois anos antes de a França ser obrigada a desistir do seu controle sobre a Tunísia e Marrocos.
    O principal rival argelino da FLN — com o mesmo objetivo de independência para a Argélia — era o Movimento Nacional Argelino (Mouvement National Algérien - MNA), criado mais tarde, cujos apoiantes principais eram trabalhadores argelinos em França. A FLN e o MNA lutaram entre si durante quase toda a duração do conflito.

    Início das hostilidades
    Na madrugada de 1º. de Novembro de 1954, militantes da FLN lançaram ataques em vários locais da Argélia, contra instalações militares, postos de polícia, armazéns, infraestrutura de comunicações e serviços de utilidade pública..
    General Salan foi quem comandou a oposição ao processo de descolonização da Argélia.
























    http://www.pucminas.br/i

    TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO !? - O papel da máfia no assassinato de John F. Kennedy - A ninguém, nem à família, interessava revelar as ligações de Kennedy com a Máfia, os complôs para assassinar Fidel Castro e comprometer a CIA.

    O papel da máfia no assassinato de John F. Kennedy

    A ninguém, nem à família, interessava revelar as ligações de Kennedy com a Máfia, os complôs para assassinar Fidel Castro e comprometer a CIA.


     Arquivo

    “Es una mala noticia” - exclamou Fidel Castro, ao saber do assassinato do presidente John Kennedy, no dia 23 de novembro de 1963. No momento, ele estava almoçando, em Varadero, com o jornalista francês Jean Daniel, editor internacional de L’Express, que passara antes por Washington e a quem Kenndey solicitara que o sondasse sobre a possibilidade de normalizar as relações entre Cuba e Estados Unidos, caso ele adotasse uma linha de não-alinhamento, como a da Iugoslávia [1]. Ele, outrossim, havia instruído o embaixador William Attwood, adjunto de Adlai  Stevenson na ONU, no sentido de explorar a possibilidade de acomodar a situação com Fidel Castro, mediante a cessação de suas atividades subversivas na América Latina e a completa neutralização de Cuba, com a retirada dos militares da União Soviética, que lá ainda ficaram [2].

    O presidente John Kennedy, aparentemente, havia desistido de invadir a ilha, dado o alto custo político  e de vidas humanas, bem como por causa do acordo com a União Soviética, para a retirada dos mísseis (outubro/novembro de de 1962) que lá estava a instalar. E daí que passou a jogar outras cartas para resolver o problema com Cuba, antes da eleição presidencial a ocorrer em 1964.





    Não obstante, ao mesmo tempo em que Kennedy experimentava abrir um caminho para a negociação, em 22 de novembro de 1963, o agente Desmond FitzGerald (1910 -1967), substituto de William Harvey como chefe da Cuban Task Force W, da CIA, apresentou em Paris, como representante pessoal de Robert Kennedy, ao major Rolando Cubela Secades, antigo dirigente do Directorio Revolucionario, representante de Cuba na UNESCO e recrutado pela CIA desde 1961, a fim de tramar o golpe de Estado, em Havana, e entregou-lhe uma caneta com um dardo envenenado, para que disparasse contra Fidel Castro, operação  esta conhecida pelo criptônimo de AM/LASH. Se Fidel Castro fosse eliminado até novembro de 1964 e se instalasse em Cuba um governo aceitável para os Estados Unidos, Kennedy poderia apresentar-se ao eleitorado americano como o presidente que impediu o avanço do comunismo no hemisfério.

    Conforme alguns dos seus colaboradores, talvez a CIA não



    houvesse informado ao presidente Kennedy sobre o projeto AM/LASH, embora ele não tivesse preconceito contra assassinatos políticos. Quando a CIA, 1961, articulava o golpe contra Leónidas Trujillo, na República Dominicana, Kennedy declarou que os Estados Unidos, “as a matter of general policy, could not condone assassination” e também autorizou o golpe de Estado contra o presidente do Vietnã do Sul, Ngo Dinh Diem, assassinado em 2 de novembro de 1963, em negociações secretas com o Vietnã do Norte. Entretanto, em 23 de novembro, no dia seguinte à entrega da caneta com dardo envenenado a Rolando Cubelas por Desmond Fitzgerald, foi Kennedy que tombou assassinado, em Dallas, por Lee Harvey Oswald. O projeto AM/LASH fracassou como dezenas de outras tentativas de matar Fidel Castro.

    O assassinato do presidente John F. Kennedy constituiu um ato de terrorismo individual, cujas causas a razão de Estado (Raison d´État) obstaculizou a investigação realizada pela President's Commission on the Assassination of President Kennedy, conhecida como Warren Commission, nome do chefe da Justiça dos Estados Unidos, Earl Warren. Sua conclusão foi que Lee H. Oswald atuara, isoladamente, assim, como Jack Leon Ruby, quando o matou na estação de polícia [3].




    Houve um "covert-up", acobertamento, usual nos Estados Unidos. Embora a viúva, Jacqueline Kennedy, estivesse convencida de que seu marido fora morto não pelos comunistas, como J. Edgar Hoover e outros queriam crer, mas como resultado de uma conspiração doméstica, a ninguém, nem à família, interessava revelar as ligações de Kennedy com a Máfia, os complôs para assassinar Fidel Castro, comprometer a CIA. O presidente Lyndon B. Johnson temia que um inquérito mais profundo indicasse algum envolvimento da União Soviética e de Cuba na morte de Kennedy e tornasse inevitável uma guerra nuclear [4], ou, quiçá, por algum motivo pessoal.







    No entanto, após exaustiva investigação, o Select Committee on Assassinations of the U.S. House of Representatives (HSCA), estabelecido, em 1976, constatou que foram dois os atiradores que dispararam contra o presidente Kennedy, que o terceiro tiro partiu de Lee Oswald e que, com bases nas evidências disponíveis, se podia assentar "that President John F. Kennedy was probably assassinated as a result of a conspiracy" [5].

    O professor G. Robert Blakey, chefe do Conselho e diretor da equipe da House Select Committee on Assassinations, e Richard N. Billings, diretor editorial da House of Commmitte e antigo diretor da revista Life, assinalaram que Lee Oswald tinha estabelecido significativas conexões com ativistas anti-Castro e o crime organizado, e afirmaram que “we concluded from our investigation that organized crime had a hand in the assassination of Presidente Kennedy” [6].

    De fato, todas as evidências apontaram para a existência de um complô, com a participação da CIA e da Máfia e de cubanos asilados [7]. Segundo o gangster Sam Giancana, Lee Harvey Oswald trabalhava para a CIA, participara de uma série de sessões de intensivo treinamento em inteligência, quando servira como marine, servira como espião na União Soviética, onde se casara, em Minsk, com Marina Prusakova, e tinha ligações com a Máfia desde a juventude [8]. Quando voltara aos Estados Unidos, em 1962, proclamava-se abertamente a favor de Fidel Castro e não só distribuíra material de propaganda do Fair Play for Cuba Committee [9] como tentara obter, no México, visto para Cuba, que lhe foi várias vezes negado [10].

    Ele estava preparado para representar o papel do terrorista no complô contra Kennedy [11] . Tinha características similares às de  Marinus van der Lubbe, o autor do incêndio do Reichstag, na Alemanha (1933) [12] e que fora fichado como comunista, de acordo com o plano dos dois próceres do nazismo, Joseph Goebbels e Hermann Goering, a fim de possibilitar que Adolf Hitler obtivesse poderes extraordinários e implantasse a ditadura, legalmente, sem revogar uma linha sequer da Constituição de Weimar.

    A CIA, logo após o assassinato, havia elaborado um Memorandum com as informações de que Lee H. Oswald estivera no México, entre 23 de setembro 2 de outubro, e visitara o vice-cônsul Kostikov [13], conhecido agente do KGB, especialista em sabotagem, e previu que ele seria assassinado, a fim de que nada pudesse revelar às autoridades americanas, se estivesse realmente envolvido em uma conspiração estrangeira. E cumpriu-se a previsão.

    Dois dias depois, 24 de novembro, Lee H. Oswald foi executado por Jack Ruby, proprietário de cassino em Dallas e, vinculado ao crime organizado de Chicago [14]. Ele prestara serviços à Máfia, contrabandeando dinheiro de Cuba, nos anos 1950, quando o sargento Fulgencio Batista era o ditador. Sua eliminação, dentro da própria estação de polícia, sob o olhar impassível dos detetives, que o agarravam para impedir qualquer reação, teve como objetivo impedir que ele revelasse a extensão do complô. Tornava-se necessário apagá-lo [15].

    Sam Giancana revelou ao irmão Chuck, que escreveu suas memórias, haver escolhido Jack Ruby para executar essa tarefa, porquanto ele havia trabalhado com a CIA, na invasão da Baía dos Porcos, e sempre tivera entendimento com os policiais de Dallas [16].  Cada homem envolvido no complô para matar Kennedy recebeu US$ 50.000,00, revelou Sam Giancana, confessando que ele, pessoalmente, ganhara milhões em petróleo, “from the wealth right-wing Texas oilmen” [17].

    O complô, no entanto, não se restringiu aos membros da Máfia, Jimmy Hoffa, Sam Giancana, Johnny Rosselli, articulados com Frank Fiorini Sturgis, que também trabalhara com a CIA na invasão da Baía dos Porcos e recrutara Marita Lorenz para envenenar Fidel Castro [18].  Giancana afirmou que o complô envolveu “right up to the top of the CIA” e "meia dúzia de texanos de direita fanáticos, o vice-presidente Lyndon Johnson" e Richard Nixon, que havia encorajado os preparativos para a invasão da Baía dos Porcos, sob o governo do presidente Dwight Eisenhower [19].







    O general Alexander Haig, secretário de Estado no governo de Ronald Reagan, declarou que o presidente Lyndon Johnson, de quem fora assessor, acreditou até morrer que o “obsessivo desejo” de matar Fidel Castro [20], alimentado por Bob Kennedy, estava por trás do assassinato e  ressaltou que a existência do grupo secreto, que o tramava, não fora revelado à Comissão Warren nem à opinião pública, e o operação de cobertura visou a proteger a reputação do Presidente [21].

    O jornalista Seymour M. Hersh escreveu que o custo de uma completa investigação seria muito alto, porquanto revelaria a verdade a respeito do presidente Kennedy e de sua família [22] , os vínculos com Sam Giancana e Johnny Rossely, que se consideravam traídos por causa do processo contra eles movido por Bob Kennedy, como procurador-geral. Robert Kennedy talvez por isso se evadiu de prestar depoimento perante a Warren Comission [23]. O custo seria, realmente, muito alto.

    A investigação revelaria que Sam Giancana, que lhe fora apresentado por sua amante (de ambos) Judith Campbell Exner, ajudara-o durante a campanha presidencial nas eleições primárias em West Virgínia e Chicago, juntamente com outros gangsters, tais como Joseph Frischetti e Meyer Lansky, e entendimento com a Máfia foi intermediado por Frank Sinatra e conduzido por seu pai, Joseph Kannedy.

    Os que tramaram o assassinato do presidente Kennedy, provavelmente, tiveram o propósito de compelir os Estados Unidos a invadir Cuba, sonho acalentado pela Máfia, pelos Cuba Project plotters da CIA e do Pentágono [24], assim como pelos mobsters Sam Giancana, Johnny Rosseli, Joseph Frischetti, Meyer Lansky, Santo Trafficante e outros capi da Máfia, ansiosos para reabir os cassinos em Havana.

    Estavam todos inconformados com o esforço de Kennedy para conseguir uma acomodação com Fidel Castro. Frustraram-se, porém. Lyndon B. Johnson (1963-1968), ao assumir a presidência, não deu maior atenção ao conflito com Cuba, como o fizeram os irmãos Kennedy, que se deixaram dominar pelo compulsivo anseio de revanche, após a humilhante derrota da Brigada 2506 em Playa Girón. Em 7 de abril de 1964, ordenou à CIA que cessasse as operações de sabotagem e não mais participasse dos raids contra Cuba, assim como cancelou um plano elaborado durante a administração de Kennedy para uma segunda invasão, que deveria ocorrer entre março e  junho de 1964 [25].

    Entre 1975 e 1976, quando Senate Select Committee to Study Governmental Operations with Respect to Intelligence Activities (Church Committee), tratou de esquadrinhar as ações da CIA, FBI etc., seu presidente, o notável senador Frank Church, do Partido Democrata, ampliou seu raio  de investigação até o assassinato de Kennedy e intimou vários gangsters a prestar depoimento. Nenhum, porém, pôde comparecer perante o Church Committee. Foram misteriosamente assassinados, a fim de que não rompessem ou traíssem o código de silêncio, a omertà.

    San Giancana, que mantinha relações pessoais com Kennedy e colaborava com a CIA para matar Fidel Castro, morreu com um tiro na nuca e seis em torno da boca, em 19 de junho de 1975 [26]. “Undoubtedly, Giancana was murdered to prevent him from talking about CIA-Castro plot or any other Mafia secret”  - afirmou o advogado do gangster (mob lawyer) Frank Ragano em suas memórias [27]. Cerca de dez dias depois, em 30 de julho de 1975, o líder sindical James (Jimmy) R. Hoffa, vice-presidente da Teamsters Union, que fizera doações para a campanha de Nixon, desapareceu, misteriosamente, quando viajava para encontrar-se, em Detroit, com o gangster Anthony Giacalone [28]. Ele também estava convocado pelo Church Committee, dado ter ligação com os gangsters Santo Trafficante, proprietário de extensa rede de jogo em Cuba, fechada por Fidel Castro, e Carlos Marcello, cujo nome aparecera vinculado ao assassinato de Kennedy. Sam Giancana, conforme seu irmão Chuck, revelou que articulara, antes dele próprio ser assassinado, a execução de Hoffa, por solicitação da CIA, tarefa empreendida por cinco soldados: dois de Chicago, um de Boston, um de Detroit e um de Cincinnati [29].

    Muitos anos depois, em 14 de janeiro de 1992, o New York Post afirmou que Hoffa, Santo Trafficante e Carlos Marcello participaram do complô para matar Kennedy. O advogado Frank Ragano, em suas memórias, confirmou que, em começo de 1963, Hoffa lhe incumbira de levar a Trafficante e Marcello mensagem relativa a um plano para assassinar Kennedy: “The times has come for your friend and Carlos to get rid of him, kill that son-of-a-bitch John Kennedy” – disse-lhe Hoffa [30].

    Quando o encontro se realizou no Royal Orleans Hotel, Ragano falou: “Vocês não acreditarão no que Hoffa quis que eu lhes dissesse. Jimmy quer que vocês matem o Presidente”. Ambos - Trafficante e Marcello – deram-lhe a impressão de que pretendiam efetivamente executar a ordem.

    Em sua autobiografia, publicada em 1994, Ragano contou ainda que, em julho de 1963, Hoffa lhe mandara outra vez a New Orleans, com outra mensagem sobre o assassinato de Kennedy. Conforme contou, Carlos Marcello, Santo Trafficante e Jimmy Hoffa tiveram de fato importante participação na morte de Kennedy [31].

    Santo Trafficante odiava Kennedy e dizia haver ele traído os cubanos anti-Castro, não dando apoio aéreo à invasão da Bahia dos Porcos, em 1961 [32]. Hoffa, por outros motivos, destestava também os Kennedy [33]. E todos esperavam que Lyndon Johnson, ao assumir a presidência, demitisse Bob Kennedy da procuradoria-geral [34] e cessasse a investigação por ele promovida contra o crime organizado.






    Os Kennedy haviam violado o compromisso assumido pelo pai, Joseph Kennedy, quando buscou seu apoio financeiro e político para a campanha do filho, John, em 1960 [35]. Com efeito, alguns poderosos chefões da Máfia e Frank Sinatra, a eles vinculado, apoiaram financeiramente a campanha de Kennedy, o que foi constatado por um agente do FBI, em New Orleans, em março de 1960 [36]. Sam Giancana e os mobsters do nordeste dos Estados Unidos, sobretudo de Chicago, julgavam que haviam colocado John Kennedy na Casa Branca e tinham direito a um "quid pro quo" [37]. Todos, os cubanos anti-Castro e os mobsters, julgavam-se também traídos [38].  Seu assassinato configurou, portanto, uma vendetta.



    NOTAS 
    [1] Schlesinger Jr., 1965, pp. 998-1000. U.S. Senate - Alleged Assassination Plots Involving Foreign Leaders, pp. 173 e 176. 

    [2] Memorandum by William Attwood, Washington, September 18, 1963;  Memorandum for the Record. Subject: Minutes of the Special Meeting of the Special Group, 5 November 1963. Washington, November 5, 1963; Memorandum from William Attwood to Gordon Chase of the National Security Council Staff, New York, November 8, 1963. Ibid. pp. 868 a 870, 878 e 879 .

    [3] Report of the President's Commission on the Assassination of President Kennedy - United States Government Printing Office - Washington, D.C. U.S. Government Printing Office, Washington : 1964 

    [4] Trento, 2001, pp. 265-270.

    [5] Report of the Select Committee on Assassinations of the U.S. House of Representatives - Union Calendar No. 962 - 95th Congress, 2d Session - House Report No. 95-1828, Part 2 - Findings and Recommendations March 29, 1979.--Committed to the Committee of the Whole House on the State of the Union and ordered to be printed - U.S. Government Printing Office, Washington: 1979.
    http://www.archives.gov/research/jfk/select-committee-report/


    [6] Blakey & Billings, 1981, pp.  177-180. 

    [7] Ibid.,  pp. 173, 174 e 176. Schlesinger Jr., 1965, p. 1029.

    [8] Giancana & Giancana, 1992, pp. 330-333.
    [9] Movimento em favor de Cuba existente no Estados Unidos, sustentado em grande parte pelos militantes do Socialist Works Party (trotskista) e também pelo Partido Comunista, com apoio financeiro, ao que tudo indicava, do Governo de Havana.
    [10] Hinckle & Turner, 1992, p. 241. .Dobrynin, 1995, pp. 112.
    [11] Sam Giancana explicou que Oswald nunca foi simpatizante de Castro, porém “CIA all the way”, um fuzileiros naval treinado para falar russo e infiltrar-se na União Soviética. Hinckle & Turner, 1992, pp. 271 e 272.

    [12] Em 1933, agentes da Gestapo induziram Marinus van der Lubbe, doente mental e fichado como comunista a empreender o incêndio do Reichstag (Parlamento alemão), conforme a idéia de dois próceres do nazismo, Joseph Goebbels e Hermann Goering. Esse que permitiu a Adolf Hitler obter poderes extraordinários e implantar a ditadura, legalmente, sem revogar uma linha sequer da Constituição de Weimar.

    [13] U.S. Senate - The Investigation of the Assassination of President John F. Kennedy: Performance of the Intelligence Agencies, Book V, Final Report of the Select Committee to Study Governmental Operations with Respect to Intelligence Activities, April 23, 1976, pp. 91 e 92.
    [14] Hersh., 1997, pp. 450 e 451.  Hinckle & Turner, 1992, p. 246.
    [15] Vide Bakley & Billings, 1981, p. 279.
    [16] Giancana & Giancana, 1992, pp. 330-333.
    [17] Id., ibid., p. p. 332.
    [18] Frank Fiorini Sturgis foi um dos cinco que arrombaram o Comitê Nacional do Partido Democrata, no complexo hoteleiro de Watergate, em 1962.
    [19] Giancana & Giancana, 1991, p. 333.
    [20] Johnson, após o assassinato de Kennedy, comentou: “Kennedy tried to get Castro, but Castro got Kennedy first”. Haig, 1992, 114.

    [21] Id., ibid., p. 115.
    [22] Hersh, 1997 , p. 456.
    [23] A Warren Commission on the Assassination of President Kennedy foi criada por uma order executive do presidente Johnson. Seus trabalhos foram presididos Earl Warren, chefe da Justiça da Suprema Corte. Sua conclusão de que o assassinato de Kennedy resultou de um ato individual de Lee H. Oswald não convenceu e as controvérsias sempre existiram.
    [24] Hinckle & Turner, 1992, p. 239.
    [25] Essa decisão Johnson tomou, não porque respeitasse a soberania de Cuba, e sim porque Robert Kennedy, a quem odiava, era o mentor do projeto.
    [26] Giancana & Giancana, 1992, pp. 353-354.

    [27] Ragano & Raab,  1994, p. 325.
    [28] Em 1983, Hoffa foi declarado legalmente morto. 

    [29]Giancana & Giancana, 1992, p. 354.
    [30] Ragano & Raab, 1994, pp. 144-145

    [31] Id., ibid., pp. 348-349.
    [32] Id., ibid., p. 154.
    [33] Dallek, 2003, p. 299.
    [34] Ragano & Raab, 1994, p. 359.
    [35] Id., ibid., p. 358.
    [36] Dallek, 2003, p. 298.
    [37] Ragano & Raab, 1994, pp. 357-359.
    [38] Id., ibid., p. 357.
    www.cartamaior.com.br

    O segredo da Cúpula de Brunelleschi

    O segredo da Cúpula de Brunelleschi



    O segredo da Cúpula de Brunelleschi é um dos maiores mistérios da história da construção e tudo indica que tenha sido finalmente descoberto. A cúpula da Catedral de Florença - Santa Maria del Fiore - foi construída nos anos 1420/1430. A descoberta agora anunciada foi realizada pelo arquitecto italiano Massimo Ricci que se dedicou ao estudo deste mistério desde 1975, ou seja, levou 36 anos a desvendar o mistério que muitos tinham tentado sem sucesso. Brunelleschi utilizou técnicas diferentes na construção da estrutura externa e da estrutura interna, e além disso ainda deixou pistas falsas na expectativa de ludibriar quem tentasse descobrir o seu segredo, levando-os no sentido errado.


    A dúvida que mais vezes se colocou foi como aguentaria a cúpula sendo que não há nenhum suporte de madeira ou ferro. A estrutura interna da cúpula efectua o suporte, aguentando o peso da construção, onde os tijolos foram dispostos na diagonal como "a espinha de um peixe". Através de um sistema de cordas, Brunelleschi calculou a posição e ângulo exacto que cada pela teria que ter. Os tijolos que ficaram à superfície foram marcados com um risco para levar os observadores a pensar que esses tijolos tinham sido colocados na vertical.

    Estes resultados só foram possíveis devido à utilização de uma sonda que penetrou a estrutura por uma fenda existente até dois metros de profundidade. Massimo Ricci afirmou que os resultados que obteve com a sonda foram importantes não só para desvendar este enorme mistério da construção mundial, mas também para permitir uma melhor intervenção de consolidação e restauro. Massimo Ricci, falado hoje em todo o mundo, é membro do Fórum Mundial da Unesco como especialista no restauro de monumentos.

    www.engenhariaeconstrucao.com

    Descoberto segredo da cúpula de Florença

    O método de construção da cúpula tem sido um dos maiores mistérios da arquitectura DR
    Durante seis séculos foi um dos maiores mistérios da história da arquitectura mas agora, depois de um estudo de 30 anos, o arquitecto italiano Massimo Ricci garante ter desvendado o segredo sobre a técnica que Filippo Brunelleschi utilizou na construção da cúpula da Catedral de Florença, Santa María del Fiore. Brunelleschi utilizou técnicas diferentes na estrutura interna e externa da cúpula e o próprio criou falsas pistas na construção para despistar os possíveis investigadores.“Brunelleschi achava divertido o facto de ninguém conseguir desvendar o seu segredo”, disse Massimo Ricci numa conferência em Florença, transmitida em directo no site da National Geographic. “Ludibriar, despistar, confundir as ideias, foi um rasto típico da personalidade de Brunelleschi”, continuou o especialista.

    Construída nos anos 1420/1430, a cúpula da Catedral de Florença, um dos símbolos máximos da cidade italiana, foi a primeira obra do género, de grandes dimensões, construída sobre uma enorme base octogonal, desconhecendo-se até hoje o plano de construção. O arquitecto renascentista não só construiu um monumento robusto e imponente, como escondeu o truque que mantém a estrutura.

    Ao longo dos séculos foram vários os investigadores e arquitectos que tentaram perceber e até reproduzir a sua construção. A grande dúvida foi sempre descobrir como é que Brunelleschi conseguiu construir a enorme cúpula sem usar um suporte de madeira ou ferro. As teorias multiplicaram-se mas nunca com uma base científica credível, ao contrário do que aconteceu com Massimo Ricci, que apresentou esta semana os resultados da investigação “de uma vida”.

    Dispostos em duas camadas diferentes e de duas formas diferentes, é a estrutura interna, que é a que aguenta o peso da construção, onde os tijolos foram dispostos na diagonal, “como a espinha de um peixe”, disse Ricci, explicando que “sem utilizar material metálico algum, como muitos estudiosos defenderam no passado, mas sim graças a um sistema de cordas que permitia calcular a posição e o angulo exacto a que cada tijolo devia ser posto”. Para esconder esta técnica, Brunelleschi ordenou que se marcassem os tijolos que ficavam à superfície com um risco, para deixar crer que tinham sido dispostos na vertical. “Um sistema único e nunca mais repetido na história”, garante.

    Estas foram as conclusões do estudo desenvolvido por Ricci que só foi possível através do recurso a uma sonda, que entrou na estrutura através de uma fenda aberta na cúpula. Desta forma, o arquitecto conseguiu ter acesso ao “coração” do monumento. A sonda conseguiu entrar na estrutura com uma profundidade de cerca de dois metros, permitindo a Massimo Ricci obter imagens endoscópicas nunca antes conhecidas.

    “Aquilo que eu pude verificar com um exame endoscópico na cúpula não contribui apenas para o conhecimento aprofundado da estrutura, como é também muito importante para intervir no seu restauro e consolidação. De facto, eu pude ver que os buracos estão em boas condições e isto é particularmente importante para a futura conservação desta obra-prima italiana”, disse ao La Repubblica o arquitecto.

    O arquitecto e professor Massimo Ricci começou a estudar a construção da cúpula em 1975, ambicionando tornar-se no primeiro investigador a descobrir o método de construção de Filippo Brunelleschi. Em 1984 construiu uma réplica da cúpula à escala de 1:5 e desde então tem vindo a publicar vários artigos científicos na área.

    Massimo Ricci é ainda presidente da associação “Ser Filippo Brunelleschi” e em Novembro de 2002 foi nomeado membro do Fórum Mundial da Unesco como especialista no restauro de monumentos.