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sábado, 18 de outubro de 2014

Eleitos da CDU abandonaram, ontem, a Sessão Solene em que se comemorava o 1º Aniversário da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Eleitos da CDU abandonaram, ontem, a Sessão Solene em que se comemorava o 1º Aniversário da União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias

Depois de aberta a sessão, no Salão Nobre do Palácio do Marquês cheia de convidados e população, tomaram a palavra, na ordem prevista para as intervenções, a Presidente da Assembleia da União de Freguesias, o líder da bancada do CDS e, por ausência do Bloco de Esquerda, seguiu-se a CDU.
Rogério Pereira, líder da bancada desta Coligação Democrática Unitária, começou, após saudar os presentes, por enaltecer o desempenho na Assembleia de todas as forças aí representadas e a sua dedicação e o empenhamento em se encontrarem pontos de entendimento e consensos, na resolução dos problemas locais.
Rogério Pereira, salientou “Mesmo onde esse entendimento não existiu, na maior parte das vezes ele foi procurado e o confronto democrático tem decorrido, no essencial, dentro de um clima que dignifica este órgão deliberativo”, acrescentando que do diálogo terem-se gerado “ propostas, da nossa bancada, que conduziram a deliberações aprovadas por unanimidade, outras por maioria e não se pode afirmar, que a CDU se tenha posicionado com posturas de oposição pela oposição ou que se tenha posto à margem de qualquer iniciativa que considere ser em benefício das populações”.
O eleito da CDU deu como exemplo o facto de ele próprio ter sido eleito, por unanimidade, representante da União das Freguesias, no Conselho Municipal para a Saúde, facto que considerou ser um inequívoco sinal de confiança dos seus colegas da Assembleia.
Em passo seguinte da sua intervenção chamou a atenção da assistência para o facto de haver uma única área onde a CDU votou sistematicamente contra e referiu-se às matérias orçamentais denunciando que os instrumentos orçamentais “se limitam a legitimar um projecto de gestão autárquica, de forte centralização das decisões e com uma concentração desmesurada dos recursos patrimoniais e financeiros com fortes limitações à prestação de serviços de proximidade.”
Depois de referir o atraso no cumprimento da lei, quanto à delegação de competências e à não existência de “acordos de execução” que deveriam há muito ter sido assinados, foi dado como justificação dos votos contra o Orçamento, o exemplo das “ GOP, as Grandes Opções do Plano, que de grandes apenas se lhes pode apontar o título, a primeira , opção, fixa a verba 14.400,00 euros para o Boletim da União das Freguesias, verba bem superior a qualquer dos outros gastos previsionais em áreas de indiscutível importância, senão vejamos: 2.000 euros, no apoio a projetos pedagógicos; 9.074,00 euros, no apoio à cultura; 8.320,00 euros, no apoio às atividades desportivas, de recreio e de lazer; 6.500 euros no apoio a entidades e Associações Juvenis; 750,00 euros, no apoio à ação social-crianças e jovens; 11.500,00 euros, no apoio à ação social-séniores!!!”

A EXPLICITAÇÃO DO PROTESTO E O ABANDONO DA SESSÃO SOLENE


O líder da bancada da CDU relembrou várias passagens de uma Moção (27 de Novembro de 2013) aprovada por maioria (BE, PS, CDU e parte dos eleitos do IOMAF, tendo os restante optado pela abstenção) que se insurgia, em vários considerandos, contra a extinção das freguesias, nomeadamente o facto de as freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, terem sido extintas, á revelia da opinião expressa pelos respectivos órgãos autárquicos, sublinhava do texto a posição deliberada pela Assembleia: «1 – Reafirmar a sua oposição à liquidação de Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias e afirmar que as mesmas devem ser repostas, por aquilo que representam para as populações, com reforço das suas competências e meios financeiros.»
Referiu, de seguida, o que designaria por perplexidade de ver que as forças que aprovaram aquele texto, darem, de seguida, corpo ao objectivo de juntar as freguesias extintas num único brasão e numa única bandeira, e para «cúmulo da incoerência», aprovar e celebrar o que considerou «a celebração da extinção das Freguesias. (…) O que estamos celebrando, se coincide com o nascimento da União, é uma mistificação. Pois o dia 16 de Outubro celebra o desaparecimento de um passado com cultura e com história.»
Dirigindo-se, depois, ao Vice-Presidente da CMO, Carlos Morgado e ao Presidente da Junta, Nuno Campilho, deixou estas palavras finais: «Por este entendimento e em nome da coerência a CDU não pode permanecer nesta sala para escutar os vossos discursos. Depois de ouvirmos as intervenções dos líderes das outras bancadas, nossos colegas da Assembleia, abandonaremos esta sala.
É com um desgosto profundo que a abandonará nessa altura. Mas com uma palavra de esperança: a Moção aprovada irá ser cumprida, assim as forças políticas que a votaram acordem para uma posição coerente ou que as populações as façam acordar.»
Na altura anunciada abandonaram os eleitos da CDU abandonaram a sala, sendo seguidos por alguns presentes e perante o olhar compreensivo dos muitos que ficaram e acompanhariam a sessão solene até ao seu final.
dorl.pcp.pt

Nesta loja, mulher não entra! - Há uma barbearia, em Lisboa, que veda a entrada a mulheres e há uma cadeia de ginásios, em Portugal, que não permite a inscrição de homens. Segmento de mercado ou discriminação?

Nesta loja, mulher não entra!

Há uma barbearia, em Lisboa, que veda a entrada a mulheres e há uma cadeia de ginásios, em Portugal, que não permite a inscrição de homens. Segmento de mercado ou discriminação?

A Figaros Barbershop está aberta há seis meses. Situada na Rua do Alecrim, em Lisboa, dá nas vistas pela decoração a fazer lembrar a década de 1950 — com móveis vintage, cadeiras de barbear à antiga e arcadas de traço pombalino –, mas também pelo letreiro colocado na porta: podem entrar homens e cães, mas o acesso está interdito a mulheres. Há quem não tenha gostado da sinalética e do que ela implica. A polémica instalou-se, sobretudo depois de um artigo publicado no Diário de Notícias, esta sexta-feira, que coloca a seguinte questão: discriminação ou marketing?

Fábio Marques, barbeiro há 14 anos, é o fundador do projeto. Ao Observador conta que se trata de uma barbearia de estilo americana, onde se apara a barba à navalha e se fazem cortes de cabelo “clássicos”. Os serviços destinam-se em exclusivo aos homens, à semelhança do que acontece em países como Estados Unidos da América, Holanda e Bélgica.

“As mulheres, quando acompanham os maridos ou os namorados, devem entender que este é um espaço reservado a homens. A sua presença vai deixá-los pouco à vontade”, diz Fábio Marques. “Se eu pago uma renda por ele e os [poucos] lugares que existem são para quem está à espera, porque tenho de permitir a entrada de pessoas que não vão usufruir dos serviços? Não vamos tratar por igual aquilo que é diferente e, felizmente, os homens são diferentes”. 
Dito isto, lançamos a questão: até que ponto pode um espaço comercial barrar a entrada consoante o género? Diogo Santos Nunes, da Deco (Associação de Defesa do Consumidor), explica que — ao contrário de estabelecimentos como hotéis, restaurantes e bares — não existe matéria na legislação que regule o acesso a espaços como a barbearia. Diz que “só se pode vedar o acesso a pessoas quando há um motivo justo, o que não é o caso”.

No centro do debate está uma eventual discriminação dos sexos. Diogo Santos Nunes refere que, naquele caso, as mulheres têm o direito de acompanhar os homens, até porque “o facto de não haver legislação não quer dizer que não seja ilegal, na medida em que contraria os princípios básicos do direito que ainda são fontes de direito”.

Sandra Ribeiro, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), diz que existe uma diretiva europeia que assegura a não-restrição de bens e serviços em função do género e que a legislação portuguesa está de acordo com ela. “A existência de estabelecimentos que vedam o acesso a um dos géneros, ou que tenham preços mais caros em função do sexo — como a questão clássica dos cortes de cabelo –, parece-nos ilegal do ponto de vista da legislação europeia”.

Apesar da polémica, o CITE não tem conhecimento oficial de outros espaços que operem de forma semelhante em Portugal — embora Sandra Ribeiro esteja convicta da sua existência. A presidente diz ainda que os portugueses são, por enquanto, pouco sensíveis à situação, razão pela qual o comité não recebeu quaisquer queixas relacionadas a matéria. O Observador tentou ainda contactar a Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, mas não recebeu uma resposta atempada.

Eles também não entram…
Para Fábio Marques, da Figaros, esta é uma “não-questão” e afiança que o conceito da barbearia não pretende ser depreciativo nem comparar as mulheres com os animais. “É humorístico. Achamos que a emancipação das mulheres é um dado adquirido em pleno século XXI e que há questões mais sérias, como a igualdade salarial”. Acrescenta ainda que nunca enxotou uma mulher mas que já houve pessoas a saírem contrariadas da barbearia, a qual compara aos ginásios femininos Vivafit: “Ninguém vai para o Vivafit invadir as salas de desporto das senhoras”. 

O Vivafit, cadeia de ginásios franchisados com mais unidades em Portugal, oferece um conceito focado nas necessidades das mulheres, esclarece o CEO e fundador Pedro Ruiz. Ao Observador, salienta que os homens podem entrar nas instalações — “não somos fundamentalistas” –, mas que não podem fazer-se sócios ou treinar. “Os ginásios não estão preparados para eles e as modalidades presentes são as preferidas das mulheres. Nem há instalações sanitárias para o sexo masculino [salvo para o staff]“. Ainda assim, há homens que dão aulas em alguns dos ginásios.
O certo é que o nicho de mercado é salvaguardado pela lei. O mesmo jurista esclarece que estes ginásios podem invocar o direito da privacidade, justificando, assim, a limitação de acesso aos homens. Tal não impediu que algumas queixas chegassem à Deco. O mesmo não acontece do outro lado da barricada: desde que o primeiro Vivafit abriu, em 2003, Pedro Ruiz diz nunca ter recebido uma queixa. “É a mesma coisa que ir a um cabeleireiro para mulheres. Não se trata de discriminação. Se um homem entrar, como os maridos fazem, não há problema nenhum. Muitas vezes são eles que não se sentem à vontade e que se vão embora. Percebem que estão a mais”.

* Muita falta de senso para falsas questões.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Gestores e consultor da ESCOM receberam 16 milhões de bónus no negócio dos submarinos

Gestores e consultor da ESCOM receberam 16 milhões de bónus no negócio dos submarinos

LUSAOs submarinos portugueses Tridente (na foto) e Arpão. (Arquivo)

Três gestores e um consultor da ESCOM, empresa ligada ao Grupo Espírito Santo, receberam 16 milhões de euros de bónus, com o negócio dos submarinos.


De acordo com o semanário Expresso, o valor faturado pela ESCOM, em 2004, por serviços de consultoria na venda de dois submarinos ao Estado português, foi declarado como rendimentos pessoais, por Hélder Bataglia, Pedro Ferreira Neto, Luís Horta e Costa e o irmão, Miguel Horta e Costa.                                                                                     

O dinheiro passou por três paraísos fiscais: as ilhas Virgens Britânicas, Caimão e Bahamas.                                                                                                                                 
A compra dos submarinos está a ser investigada pelo DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), por suspeitas de corrupção, tráfico de influência, prevaricação e branqueamento de capitais.

Passos Coelho vaiado e apupado pelos "amigos" da CGTP

Passos Coelho vaiado e apupado pelos "amigos" da CGTP



O primeiro-ministro escusou-se a falar hoje aos jornalistas por causa do barulho provocado pelos manifestantes que o receberam com apupos naquela cidade. “Creio que nós não temos condições, dada [a presença] dos nossos amigos da CGTP, para fazer aqui grandes declarações”, disse aos jornalistas o chefe do Governo, depois de ter participado, de manhã, em Coimbra, numa cerimónia evocativa da Grande Guerra.


“Falaremos noutra altura, está bem?”, acrescentou Passos Coelho, quando se dirigia para o carro em que se deslocou até à Avenida Sá da Bandeira, em Coimbra, onde decorreu a cerimónia e onde algumas dezenas de manifestantes o receberam e se despediram dele com apelos de “demissão” e defendendo que “está na hora de o Governo ir embora”, entre assobios e apupos.
Exibindo cartazes e faixas de organizações sindicais como a União dos Sindicatos de Coimbra e da CGTP/IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses/Intersindical Nacional), do Sindicato dos Professores da Região Centro e da FENPROF (Federação Nacional dos Professores), os manifestantes gritaram ainda palavras de ordem como “quanto mais calados, mais roubados”.
Na cerimónia, durante a qual foram lidas mensagens do Presidente da República e do presidente da Liga dos Combatentes, os manifestantes respeitaram o pedido de silêncio, em “respeito para com os camaradas que tombaram” na Grande Guerra, feito pelos organizadores da evocação.
No final, Passos Coelho e Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra, descerraram uma placa de “Homenagem aos combatentes pela Pátria” na “evocação do centenário da Grande Guerra”, afixada no monumento existente no jardim central da Avenida Sá da Bandeira, dedicado aos combatentes do conflito mundial que decorreu entre 1914 e 1918, junto ao qual teve lugar a cerimónia.
O Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Luís Macieira Fragoso, também participou na sessão.

8 invenções estranhas e interessantes há quase 100 anos atrás

8 invenções estranhas e interessantes há quase 100 anos atrás

Desde 1902, a revista norte-americana Popular Mechanics publica novas ideias e invenções interessantes, que também podiam ser um tanto estranhas ou futuristas demais para as suas épocas. Confira abaixo algumas delas que o pessoal do Mental Floss selecionou e mostramos aqui para vocês:

1 – Mesa de cozinha elétrica de 1917

Imagine uma mesa de cozinha que pudesse fazer boa parte do trabalho doméstico desse setor? Já no início do século 20, os inventores pensavam numa forma de aliviar o grande volume de trabalho das donas-de casa, criando projetos como esse da imagem acima, que era a mesa elétrica.
A mesa/armário de cozinha podia amassar o pão, cortar alimentos e ainda fazer sorvete por meio de um hardware acoplável ligado a correias e motores. Imagina que inovação! O item também tinha uma máquina de lavar louça automática e um timer para interromper o serviço no momento necessário, de modo que não fosse necessária a atenção constante da dona-de-casa.

2 – O grande "tanque marinho" de 1917

Os projetos para um tanque marinho poderoso foram enviados ao Conselho de Defesa Nacional dos Estados Unidos em 1917, sendo destinado a auxiliar em ofensivas que deveriam desembarcar em praias.
Referido nos projetos como “um pouco" anfíbio, o tanque marinho tinha basicamente duas rodas de água com torres de armas nas calotas, bem como outra torre montada no centro do eixo. Uma parte do eixo também podia levar mais tripulantes para as missões.

3 – Mesa de escritório extensível de 1917

Essa invenção provavelmente foi um das únicas que foi concretizada e, na verdade, não era algo tão mirabolante. Enquanto alguns projetos pareciam levar aos caminhos claros do fracasso antes mesmo de sair do papel, outros realmente podiam acontecer, como o dessa mesa de escritório extensível.
A mesa era uma “poupadora” inteligente de espaço, combinando as peças e estrutura deslizante com a capacidade de se expandir. Provavelmente você já viu algo parecido em uma mesa de jantar de alguma tia, da sua avó ou mesmo na sua própria casa.

4 – Elevador para montanha de 1921

Era 1921, quando o projeto de um elevador para o topo da montanha Jungfrau, dos Alpes Suíços, foi pensado. Esta bela obra de engenharia poderia realmente ter sido construída, se a Primeira Guerra Mundial não tivesse aparecido.
A estrada de ferro de Jungfrau foi construída ao longo de 16 anos, terminando em 1912, a fim de aumentar o fluxo turístico. A ideia de um elevador que levasse as pessoas ao cume da montanha parecia um ótimo negócio, mas a obra nunca chegou a ser realizada.
Embora o elevador nunca tenha acontecido, a estação ferroviária de Jungfrau ainda é a mais alta do mundo e seu limite sob a montanha contém muitas cavernas e túneis projetados para encantar os turistas.

5 – “Personal” submarino de 1921

O veículo aquático proposto na imagem acima foi pensado para ser algo exclusivo para diversão e brincadeiras na praia. Parece uma ideia incrível, mas pensando de forma prática, ele não fazia muito sentido. Não era nem um submarino real nem uma lancha pessoal de qualquer maneira.
A profundidade que o submarino pessoal poderia chegar seria controlada por quatro "asas" montadas nos lados do veículo, que a pessoa podia controlar com pedais. A direção controlava o leme e, para evitar afogamentos, havia uma "bola flutuante montada sobre uma guia tubular na popa do barco”, conforme dizia o projeto. Será que a ideia daria certo?

6 – Bangalô portátil de 1918

Este protótipo de um “auto-bangalô” de 1918 pode ter sido o precursor dos trailers de viagem que vemos por aí e que surgiu décadas mais tarde. Ele tinha uma estrutura de madeira com espaço para uma mesa, pia, tanque de água e armários.

7 – Velocípede movido à força dos braços de 1918

Em 1918, a mais nova forma de transporte em Paris era um velocípede movido à força dos braços. Este veículo foi projetado para ter a mesma ação do barco a remo, mas com rodas. A direção que ele devia seguir era para ser controlada com os pés.

8 – Playground 5-em-1 de 1918

O playground 5-em-1 era sim inteligente para a época, mas nem um pouco seguro. Ao mexer em sua estrutura, era possível ter gangorras, escorregador, rampa e outras formas de brincadeira, mas não oferecia muita segurança de encaixe e muito menos para as crianças.

www.megacurioso.com.br

A entrada para o "inferno" está no centro da Ásia e é aterrorizante



Você está olhando para a cidade de Mirny, localizada bem no coração da Ásia, na República da Yakutia, uma propriedade associada à Federação Russa. Esse buraco aterrorizante é uma mina aberta com 525 metros de profundidade e 1,2 km de diâmetro, ao lado da própria cidade. Parece as portas do inferno para mim.
Aqui eles colhem 25% de todos os diamantes do mundo. A pedreira aberta foi inaugurada em 1955, e tornou-se o centro da produção de diamantes na Rússia. As operações aéreas abertas terminaram em 2009 e, desde então, os diamantes são colhidas por estas máquinas monstruosas.
Ver um enorme buraco ao lado da cidade é inacreditável. 

www.osmafiososdanet.com

Os 15 carros presidenciais mais luxuosos do mundo

Os 15 carros presidenciais mais luxuosos do mundo


Um carro presidencial é o veículo oficial usado pelo presidente  em exercício de cada país. O veículo é utilizado em visitas oficiais durante o cotidiano do chefe-de-estado. Esse veículo oficial também pode ser utilizado em datas comemorativas, porém, alguns países possuem um segundo carro oficial, geralmente algum clássico para esse tipo de exposição, como na posse do presidente ou da presidenta.

A maioria dos carros presidenciais são de luxo, e equipados com vários itens de segurança, que claro, são mantidos em segredo.

Conheça a lista dos 15 carros oficiais mais luxuosos do mundo! (PS.: não está em ordem de importância)


Estados Unidos - Cadillac One
Apelidado de "A Besta", esse Cadillac One foi totalmente modificado para ser o carro oficial do presidente dos Estados Unidos. Com armadura pesada, essa limousine (que foi feita a partir da plataforma de um SUV) aguenta quase tudo que um ser-humano pode atirar contra um carro, inclusive mísseis.



Índia - Mercedes-Benz S600 (W221) Pullman Guard
Esse veículo preto foi modificado para se tornar uma limousine fortemente armada. Utilizada pelo presidente da Índia, esse veículo possui a proteção mais alta que existe, a famosa VR6/VR7.



Reino Unido - Bentley State Limousine
Os membros da família real utilizam esse veículo há anos. Em ocasiões especiais, a Rainha Elizabeth II usa um dos dois veículos oficiais que ficam na garagem do palácio (ambos do mesmo modelo).



Primeiro Ministro do Reino Unido - Jaguar XJ Sentinel
Em ocasiões especiais, o primeiro ministro do Reino Unido utiliza esse Jaguar XJ Sentinel altamente armado, escoltado por jipes Range Rover ou Land Rover Discovery, além de motos de escolta.



China - Hongqi Limousine
Os líderes chineses têm usado as limousines Hongqi há anos. Esse veículo armado possui um potente motor de cilindro de alumínio V12, e o design é totalmente copiado exclusivo.



Itália - Lancia Thesis
O presidente da Itália usa um dos 2 Lancia Thesis equipados e blindados identicamente. Ainda há um terceiro modelo que também é idêntico por fora, mas não possui blindagem, que serve apenas para confundir. Um Lancia Thesis S85 limousine e 3 Maserati Quattroporte também são utilizados em visitas oficiais.



Alemanha - Mercedes-Benz S600L
Políticos e chanceleres alemães utilizaram um Mercedes-Benz classe S há anos, mas atualmente, o veículo oficial um Mercedes-Benz S600L altamente armado e muito bem equipado.



Japão - Toyota Century Royal
O imperador e a imperatriz do Japão utilizam o Toyota Century Royal customizado de 500 mil dólares, com 6.2 metros de comprimento e 2 metros de largura, e tudo à prova de balas.



Rússia - Mercedes-Benz classe-S limousine
A maior parte do tempo o presidente usa essa Mercedes classe-S limousine altamente equipada, com vários outros veículos e motos de escolta.



Uzbequistão - Range Rover Supercharged
O veículo oficial do Uzbequistão é esse Range Rover Supercharged modificado e à prova de balas, feito especialmente pela empresa em 2010.



Vaticano - Mercedes-Benz classe-M
O famoso Papamóvel é uma Mercedes-Benz classe-M projetado especialmente pela Mercedes, à prova de balas e com um aquário compartimento exclusivo para acomodar o Papa.



Brunei - Rolls Royce Phantom VI
O sultão de Brunei usa esse Rolls Royce Phantom VI landaulette de 1992 como carro oficial para cerimônias e ocasiões especiais. Em outras ocasiões ele também utiliza uma Mercedes-Benz class-M W163 ML55 AMG, o mesmo do Papa (mas claro, sem aquela customização).



Noruega - Binz
Uma limousine Binz 2013 é utilizada pelo rei da Noruega, que também usa outras carros de luxo, como o Audi A8 de 2007.



Tailândia - Maybach 62 limousine
O rei da Tailândia usa esse Maybach 62 limousine com escolta de uma Mercedes-Benz classe-S e de uma BMW serie-5, além de carros da polícia.



Brasil - Ford Fusion Híbrido e Rolls-Royce Silver Wraith

Batizado de Fusion Presidencial, esse Ford Fusion híbrido é o carro oficial do Brasil desde a eleição do Presidente Lula. Antes, o veículo oficial utilizado por Fernando Henrique Cardoso era um Omega.


O Presidente ou a Presidenta da República em exercício ainda possui um outro veículo utilizado apenas em cerimônias, posse de mandato e comemoração da Independência do país (como fazem vários outros países). Nessas datas especiais, a relíquia utilizada é um Rolls Royce Silver Wraith 1953, doado por Assis Chateaubriand a Getúlio Vargas. Atualmente, ele continua sendo o primeiro veículo oficial do Brasil.

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NEGÓCIO DA DROGA: UM MERCADO DE UTILIDADE PÚBLICA PARA O CAPITAL


NEGÓCIO DA DROGA: UM MERCADO DE UTILIDADE PÚBLICA PARA O CAPITAL


1 - Há cerca de 15 dias, cerca de 50 estudantes de uma Escola Superior de formação de professores do ensino primário do México - denominados, no país, por normalistas - foram assassinados, por uma acção conjunta, das autoridades municipais, policiais e um "gangue" de narcotraficantes, na região da cidade de Iguala, no Estado de Guerrero.



(O México é uma República federal, constituída por 32 estruturas federativas, sendo que 31 se apelidam de Estado e uma de distrito federal, que enquadra a capital: Ciudad de Mexico, com os arredores e localidades próximas, com mais de 30 milhões de pessoas. A cidade mais povoada do Estado de Guerrero é Acapulco (mais de 800 mil), sendo que Iguala tem uma população de cerca de 130 mil habitantes.).

A razão deste massacre está centrado numa represália por aqueles estudantes se organizarem para combater, justamente, a íntima ligação entre as autoridades e os gangues de narcotraficantes, que comandam a política local e nacional.

Segundo o relato da imprensa, e eu estou a fazer referência à edição mexicana do jornal madrileno El País, os estudantes, desde a sua entrada em Iguala, "foram seguidos por carrinhas de pistoleiros, que deram apoio armados aos policiais, quando após um conflito de protesto no decorrer de um evento onde estava a mulher do Presidente da Câmara".

E, após entrarem em três autocarros, começou um tiroteio indiscriminado contra os veículos onde se encontravam os jovens.

Foram detidos pela Polícia Municipal, e - assinala o jornal - "os normalistas foram transferidos para o pátio do quartel-general policial, e, lá, entregues ao crime organizado. Qual era o seu delito: terem desafiado o poder do narcotráfico. Um a um eles foram abatidos no lugarejo desabitado de Pueblo Viejo. Tinham entre 18 e 23 anos. Os corpos foram empilhados. Os pistoleiros atearam um fogo bárbaro com galhos, troncos e petróleo. Algumas das vítimas foram mutiladas antes de serem executadas. A ordem de raptar os normalistas partiu do chefe da polícia, Francisco Salgado Valladares, e de morte partiu de um *capo* apelidado El Chuky. 

As duas faces da mesma moeda".

A terceira face é o Presidente da Câmara, homem de mão do gangue.

Refere o jornal que uma parte dos polícias de Iguala está organizado no gangue "Guerreros Unidos".

Na reportagem, o El País sublinha ainda: "os dois suspeitos principais (os principais mentores.NM), o Presidente da Câmara, José Luís Abarca e o seu chefe de segurança, fugiram com facilidade espantosa".

Teoricamente, estão dados como desaparecidos.


manifestações contra o governo

2 - Em 1996, como jornalista profissional, acompanhei o primeiro-ministro português de então António Guterres durante uma visita oficial à América Latina, que começou no México e depois prosseguiu no Chile para reportar a VI Cimeira Ibero-Americana, que se efectuou em Santiago e Viña del Mar, onde esteve presente, também, o chefe de Estado português em exercício Jorge Sampaio.

Nessa visita ao México era interlocutor de Guterres o Presidente da República Ernesto Zedillo Ponce Léon,  já que a chefia do governo local era atribuição do Chefe de Estado.

As conversações decorreram no Palácio Nacional, situado no Zócalo, como é conhecido na cidade, cuja denominação oficial é Praça da Constituição - fazendo parte do centro histórico da capital mexicana. 

Ergue-se no local onde ficava situado o palácio imperial azteca de Montezuma II, que foi transformado pelo conquistador colonial espanhol Hernán Cortez.

Tem uma particularidade: toda a parede ao lado das escadas em caracol desde a entrada até à sede do executivo está repleto de magníficos frescos do pintor Diego Rivera.





Frescos de Rivera na escadaria do Palácio


Zedillo fez questão de mostrar a Guterres - e naturalmente aos jornalistas que faziam a cobertura - algum do espólio da Revolução mexicana, que instituiu a República, nomeadamente a espada de Emiliano Zapata.

Mas vamos ao que realmente interessa.

Na cobertura deste evento, estavam vários jornalistas mexicanos. 

Nestas ocasiões, trocavam-se palavras de circunstâcia entre profissionais. 

Como as reuniões demoraram um certo tempo, um dos jornalistas mexicanos atirou-me uma frase, meio sussurrada, que me ficou na memória: "Aqui (no palácio presidencial) está o centro dirigente do narcotráfico". 

Não respondi, nem liguei muito, porque, por experiência, sabia que havia de ter cautelas sobre as mensagens que nos queriam dar. 

Ao ler nesse dia, alguma imprensa diária da capital, verifiquei, no entanto, que algo poderia ser verdade, já que existia polémica com a prisão, meses antes, do irmão do anterior Presidente Carlos Salinas de Gortari de nome Raul por tráfico de influências, evasão fiscal, ligação ao narcotráfico e autoria moral do assassinato de um um político destacado chamado Ruiz Massieu.

Este investigava o homicídio do candidato Luís Donaldo Colosio, designado pelo Partido no poder há 70 anos, o PRI, a que pertencia Salinas, à  sua sucessão, e não era do seu agrado.

Ora, o escolhido, após a morte de Donaldo Colosio, foi um burocrata desconhecido, membro do gabinete presidencial de Carlos Salinas, chamado Ernesto Zedillo.

(A eleição de Carlos Salinas foi muito contestada, já que nos primeiros resultados saídos após o acto eleitoral referiam que o candidato oposicionista Cuauthtémoc Cárdenas Solórzano levava uma grande vantagem. 

De repente, foi provocada uma interrupção na contagem e quando, oficialmente, foi divulgado o vencedor surgiu Salinas à frente com mais de 20% do que o opositor).

De registar, que quer Salinas, quer Zedillo se licenciaram nos Estados Unidos - o primeiro em Harvad, o segundo em Yale - ambos com bolsas de estudo.

Já com Zedillo no poder, uma investigação judicial veio a implicar Carlos Salinas na "compra de votos", tráfico de influências, e, na eventual ligação aos cartéis da droga.

O antigo presidente saiu do país e exilou-se (acusou Zedillo de vingança), primeiro nos Estados Unidos, depois em Cuba e em seguida no Canadá, para fixar-se na Irlanda, onde não havia tratado de extradição entre os dois países e o Estado europeu considerado já na altura um território de "paraísos fiscais" oficiais.

//Salinas foi um homem de mão - tal como Zedillo - dos EUA, pois acordou, em 1994, com aquele país o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), que, praticamente, colocou o México na dependência do capital financeiro norte-americano.

Foi ainda Salinas quem privatizou a principal empresa telefónica do país, a Telmex, que entregou a um então obscuro empresário chamado Carlos Slim, hoje um dos homens mais ricos do mundo, privatização que envolveu a banca, os seguros, as empresas de aviação, os grandes meios de comunicação social, entre outras firmas de importância estratégica para o pais//

Mas a observação do jornalista naquele dia no Palácio mais me avivou a memória mais tarde, quando surgiu na imprensa internacional em 1997 que o então número dois das Forças Armadas mexicanas o general de divisão Jesús Gutiérrz Rebollo, que fora indigitado por Zedillo para dirigir a principal força repressora do tráfico de estupefacientes, o Instituto Nacional para o Combate das Drogas (INCD), era o principal protector do principal narcotraficante mexicano Amado Carrilo Funtes, apelidado como "O senhor dos Céus", que dirigia o cartel de Juárez.

A imprensa do regime, inclusive a norte-americana, incensara o general Gutiérrez como "absolutamente honesto e incorruptível", pois contribuira para o combate "sem freio" ao narcotráfico. 

Antes de assumir o cargo no INCD, que só durou 72 dias, o general comandou, durante sete anos, a poderosa XV Região Militar, com sede em Guadalajara, capital do Estado de Jalisco, que enquadrava aquele, e ainda os Estados de Zacatecas, Colima, Sinaloa e Aguascalientes. 

Jalisco e Sinaloa era considerados, na altura, os principais centros, onde reinavam "os capos" da droga. 

Normalmente, segundo noticiou então a imprensa mexicana, o período de comando das regiões militares era de dois anos, mas o general Jesus Gutiérrez, ali se manteve de 1989 até 1997 - atravessou o mandato de Carlos Salinas, continuou com Ernesto Zedillo, viu passar um ministro da Defesa, estiveram três governadores em Jalisco, todos os outros comandos castrenses sofreram rotações. 

Ele ficou, com uma folha de serviço que registava a prisão de "El Guero Palma, dos chefes de gangue mais procurados no país (1995), do colombiano Ivan Taborda (Maio de 1996), dos irmãos Lupercio Serratos, em Aguacalientes, em Agosto de 1996, todos chefões de bandos rivais do cartel de Juárez.

Foi considerado o *herói nacional* do combate ao tráfico, apadrinhado pelos Estados Unidos América, tendo inclusive o embaixador norte-americano na Ciudad de Mexico de então James Jones lhe dado um louvor público.

O general Jesus Gutiérrez era, ainda, o interlocutor, para o combate à droga, da CIA e da DEA norte-americanas.

Mas o general já estava a ser investigado, pois em Dezembro de 1996 foi viver num palacete, transacionado em seu nome, que pertencera a Eduardo González Quirante, que os agentes de investigação admitiam ser o lugar-tenente de Amado Carrillo. 

Vivia, há muito, à grande e a francesa. 

Segundo a imprensa mexicana, o alto responsável da investigação revelou, depois de o general ter sido detido, que havia gravações de Gutiérrez Rebollo em troca de impressões com Amado Carrilo, onde discutiam a entrega dos subornos em troca da protecção ao cartel.

O general Gutiérrez foi detido em condições um pouco rocambolescas.

(Convém referir que Amado Carrillo se escapuliu com toda a naturalidade).

A 6 de Fevereiro de 1997, o director do INCD, quando já se encontrava na cama a dormir, foi mandado comparecer, de urgência, no gabinete do Ministro da Defesa general Enrique Cervantes.

Ali um grupo de quatro generais do Estado-Maior, juntamente com o Ministro do ramo, determinou a detenção de Gutiérrez, mas no mais absoluto segredo, que Cervantes manteve durante 13 dias.

Nunca se soube realmente o que sucedeu nesse intervalo.

De repente, a 18 desse mês, o general Cervantes convocou uma inesperada conferência de Imprensa no seu Ministério, em que aquele apareceu rodeado de toda a estrutura superior das Forças Armadas - quase 300 oficiais-generais e oficiais superiores, incluindo os comandantes de 31 regiões militares.

O aparato do general Cervantes bisou considerar que o seu par, Gutiérrez, era o único envolvido na "protecção" aos cartéis de droga, e, especialmente ao de Juaréz, actuando deste modo como *um traidor* à instituição castrense e praticado um *atentado contra a segurança nacional*.

Cervantes engendrou, deste modo, a trama: o general Gutiérrez actuava fora do controlo militar, contratava *desertores* das Forças Armadas, que agiam, sob a direcção do detido, como Exército próprio, tendo como principal colaborador um seu parente, um capitão, de nome Horácio Montenegro, que liderava os serviços secretos da V Região Militar e que o acompanhou quando ascendeu ao cargo dirigente do INCD.

Os EUA, que estavam em conciliábulo dito "anti-droga" com o general Gutiérrez, através da DEA e da CIA, começaram a fazer constar que foi a primeira instituição a dar a conhecer às autoridades mexicanas o envolvimento do director do INCD no apoio ao cartel de Juarez.

Piedosa e cinicamente, o Presidente do EUA, na altura Bill Clinton, a secretária de Estado Madeleine Albrigth, fizeram declarações sonoras de repúdio, distanciando-se da anterior fraternidade colaborante do general.

A versão norte-americana foi desmentida pela parte mexicana.

Aproveitando aquela "descoberta", a  imprensa local iniciou uma campanha de denúncias da penetração constante do narcotráfico nas estruturas estatais mexicanas, apontando a presença de narcopolíticos - representantes políticos dos cartéis - e mesmo *capos* da droga em cargos, desde os mandatos de Miguel de la Madrid e Carlos Salinas, que persistiam no de Ernesto Zedillo.

E apontava o dedo: são altos responsáveis militares a ocupar funções não castrenses, cargos que eram até ocupados por civis; as Forças Armadas, em especial o Exército, veio a ocupar o controlo da luta contra a droga; a estrutura militar tinha no Congresso seis deputados e senadores (todos do PRI), e o ministro da Defesa surgia sempre ao lado do Chefe de Estado, em todos os grandes actos oficiais.

Todas as forças policiais passaram a estar sob o controlo da instituição castrense.

Esta pressão levou a continuar a investigação, obrigando o Ministério da Defesa a enviar o processo do general Gutiérrez para a magistratura civil.

Assim na segunda metade de Março de 1997, A Procuradoria-Geral da República e da Defesa (PGR) anunciava a detenção de um outro oficial-general, o general de brigada Alfredo Navaro Lara, que estava ligado ao cartel rival de Carrillo, o de Arellano Félix.

E segundo a acusação procurava subornar também o general José Luis Chávez, o representante da PGR para o Estado da Baja Califórnia.

Navarro era há sete anos o responsável dos serviços secretos da II Região Militar em Tijuana, o principal centro de contrabando de droga para os Estados Unidos. 

Um mês depois, os * lobos* começaram a sair da toca: mais três generais são detidos, sugerindo a investigação que um deles era o elo de ligação entre Amado Carrillo e Gutiérrez Rebollo.

A imprensa noticiou, então, que havia um "cartel de militares" no México.

Dias depois, perante o incremento das investigações, o Ministro da Defesa chamou à sede do Ministério todos os comandante das regiões militares.

Assim começou uma "limpeza" antecipada, antes de prisão, de várias dezenas de oficiais-generais e de um número não revelado de oficiais superiores.

zedillo cervntes
Ernesto Zedillo e o general Cervantes, sempre juntos

Mas a imprensa foi rebuscar ligações, não só a ligação a barões da droga, mas a políticos: divulgaram na ocasião que o Estado de Jalisco, onde o general Gutiérrez foi o verdadeiro *manda-chuva*, era um "terreno político" de excelência da actividade da família Garcia Paniagua, dos quais Javier Garcia Paniagua fora, anteriormente, o Presidente do PRI.

O próprio Ministro da Defesa de Zedillo, Cervantes,  tinha sido chefe de gabinete do seu antecessor general Garcia Barragán, ligado, por laços familiares a Paniagua. 

O seu irmão coronel foi formalmente constituído arguido.

Cinco meses depois, os próprios Serviços Militares foram obrigados a divulgar, que 34 comandantes militares e oficiais estavam directamente ligados ao narcotráfico.

Soube-se nesta ocasião, a fonte é jornal semanário Proceso, que o Ministério da Defesa - e logicamente a Chefia do Estado - estava a para das ligações, há anos, dos chefes militares ao narcotráfico.

Revelaram-se então documentos classificados de secretos: um deles que citava um tal informador Pedro (que se descobriu ser o próprio Amado Carrillo) que dava conta de *uma reunião - onde ele estava presente - com o senhor Paul Bradley de EMBA USA e o secretário pessoal de essa superioridade (general Tomás Angeles Dahuhare, o braço direito do Ministro da Defesa), para coordenar a realização de operações técnicas, analisando-se a possibilidade do emprego de satélite, aviões modernos FLIRO Schwizer à luz de um plano da área adstrita ao domicílio de Pedro, que inclui a escolas dos filhos, determinando-se a dificuldade para empregar qualquer desse meios".

Refere ainda a mensagem do informador chefe do cartel que "um especialista da EMBA USA com dois elementos do CIAN efectuaram reconhecimentos, concluindo que se teria de estabelecer vigilância técnica, com equipamento fotográfico e electrónico, desde um lugar próximo do domicílio do branco".

Curiosa é a transcrição de um interrogatório - com data de 6 de Março de 1997 - a uma alta autoridade militar, apenas citada como "X", que trata por tu quem lhe está a fazer o interrogatório - os investigadores assinalaram nos autos, mais tarde ser o general Guttiérrez Rebollo: "reuniram-se na casa de Javier Garcia Paniagua (ex-Presidente do PRI), o seu filho Javier Garcia Morales, tu (o general), Acosta Chaparro (general) e Amado Carrillo Fuentes".

O documento da estrutura secreta castense - S-2 - acrescenta que Garcia Morales disse a *X* que Amado Carrilo dava somas de dinheiro a Gutiérrez Rebollo e Acosta Chaparro em troca de *protecção*. 

E prosseguiu: " *O senhor dos Céus* está relacionado com o governador de Morelos, general Jorge Castillo Olea e com os governadores de Yucatán, Quintana Roo, Sonora, Campeche e Chihuahua".

Muitos outros responsáveis pllíticos, militares, judiciais foram citados - uns quantos foram afastados, outros permaneceram nos cargos.

Zedillo permaneceu no cargo presidencial até 2000, correndo já rumores da sua ligação ao narcotráfico.

Mas foi depois da sua saída que, abertamente, foi considerado como um dos responsáveis políticos da existência daqueles.

Zedillo está hoje sob a protecção dos EUA, que lhe deu imunidade, e isto porque a 22 de Dezembro de 1997, foi praticado um massacre - a Matança de Acteal - na localidade daquele nome, na autarquia de Chenalhó, na região de Los altos de Chiapas por um grupo de paramilitares.

Foram mortas 45 pessoas, incluindo crianças e grávidas, que se encontravam numa igreja a assistir a uma missa.

Eram indíos tzotziles, enquadrados por uma organização chamada "Las Abejas". Opunham-se aos desmandos das autoridades locais.


funeral em Chiapas

Verificou-se após prolongada investigação que os paramilitares actuaram sob a autoridade do Exército, que, por seu turno, recebia ordens para actuar dos principais responsáveis de Estado.

Em 2011 foi colocada uma acção judicial contra Ernesto Zedillo, como último mandante.

O processo ainda hoje decorre.

Os EUA prontamente o socorreram.

Actualmente é o director do Centro para o Estudo da Globalização da Universidade de Yale e, cinismo dos cinismo, trabalha para as Nações Unidas em programas ditos de apoio aos países subdesenvolvidos.

É igualmente membro dirigente do grupo espanhol PRISA, proprietário do jornal El País, desde 27 de Novembro de 2010.

(Notícia de Agosto de 2014. O grupo espanhol Prisa, que detém a quase totalidade do grupo de media português Media Capital, dono da TVI e da Rádio Comercial, entre outras, alienou 16% do seu capital a três credores. 

Na sequência deste movimento de conversão de dívida em capital, Telefónica, Santander e Caixabank são os novos accionistas do grupo espanhol da comunicação social, ficando com, respectivamente, 5,29%, 5,38% e 5,34% do capital. Há uma semana, o banco norte- americano Morgan Stanley ficou também com 4,7% da Prisa e oempresário mexicano Roberto Alcántara - este está ligado por relações familiares a um dos barões políticos mexicanos, José Murat,  antigo governador do Estado de Oaxaca - investiu num aumento de capital do grupo em 100 milhões de euros, que lhe garante 9,3% do capital e a posição de segundo maior acionista, a seguir à sociedade Rucandio, da família Polanco, o principal accionista com 12,4%).

Mas Zedillo tem mais ligações aos EUA: depois de abandonar o cargo presidencial foi, de imediato, para administrador de várias empresas, nomeadamente a Procter and Gamble, Alcoa e Union Pacifix, esta última que controla a companhia Ferromex (a antiga Ferrocarriles Nacionales de México, privatizados por sua autorização).

3 - O mercado das drogas ilícitas é um negócio tornado lícito pelo capital financeiro internacional, sediado em Wall Street e no Estado Papal, defendido, claro que encobertamente, como essencial para manter o poder dos grandes Estados da actualidade.

O que se passa no México é o exemplo gritante, mas mais gritante é o que sucede com os Estados Unidos da América que utiliza as Forças Armadas, a CIA e a DEA para controlar o negócio desde a antiga Indochina ao Afeganistão, passando pela Turquia, Albânia e Kosovo.

Claro que a China e a Rússia, igualmente, também, são metidos no negócio, mas o poder do seu sistema bancário não se compara ao papel desempenhado pelos chamados "grandes bancos ocidentais".

Só não vê quem não quer!!!

De acordo com o Centro Anti-Droga da ONU (ONUDC) e o FMI, são lavados, anualmente, mais de 600 milhões do crime organizado em todo o mundo e *isto com conhecimento do sistema bancário legal*.

Para a ONUDC, o tráfico ilegal de drogas é o segundo em movimento de capitais do mundo, depois do petróleo, *pelos lucros extraordinários que acumula*.

O ONUDC estima que, na actualidade, esse tráfico gera uma receita entre 320 mil milhões a 700 mil milhões de dólares*, que, segundo fontes ligadas a investigações, pode gerar uma receita real superior a 3,5 bilhões de dólares.

Refere a ONU que "apenas 20 dos maiores bancos do mundo fazem 75% das transacções financeiras dos Estados Unidos, França e Inglaterra*. 

Frisando que a lavagem do dinheiro da droga passa exactamente pelo grande sistema bancário ocidental.






A ONU não cita os bancos mas o seu estatuto pode ser buscado, rapidamente, aos relatórios que fazem as triagens, como a *Global Banking 500", edição 2014, que coloca a Wells Fargo, com o maior valor de marca do mundo este ano.

A plêiade bancária norte-americana enquadra, segundo outras fontes, o JP Morgan Chase, Bank of América, Citigroup, Goldman Sachs,Morgan Stanley, Taunus Corporation (sede na Alemanha), US Bancorp, The Bank of New York Mellon, HSBC (sede Reino Unido). 

Para que conste, segundo a ONU, o consumo de drogas atinge mais de 240 milhões de pessoas no mundo (valor este enquadrado naqueles que compram a droga ilícita do mercado clandestino). Um rico negócio.

Estes números são frios. 

A verdadeira fase *quente* é que os capitalistas financeiros são os promotores e beneficiários principais, sem escrúpulos, do tráfico ilegal da droga.

A denúncia não é minha.




Drug money saved banks in global crisis, claims UN advisor

Drugs and crime chief says $352bn in criminal proceeds was effectively laundered by financial institutions
Drugs money worth billions of dollars kept the financial system afloat at the height of the global crisis, the United Nations' drugs and crime tsar has told the Observer.
Antonio Maria Costa, head of the UN Office on Drugs and Crime, said he has seen evidence that the proceeds of organised crime were "the only liquid investment capital" available to some banks on the brink of collapse last year. He said that a majority of the $352bn (£216bn) of drugs profits was absorbed into the economic system as a result.
This will raise questions about crime's influence on the economic system at times of crisis. It will also prompt further examination of the banking sector as world leaders, including Barack Obama and Gordon Brown, call for new International Monetary Fund regulations. Speaking from his office in Vienna, Costa said evidence that illegal money was being absorbed into the financial system was first drawn to his attention by intelligence agencies and prosecutors around 18 months ago. "In many instances, the money from drugs was the only liquid investment capital. In the second half of 2008, liquidity was the banking system's main problem and hence liquid capital became an important factor," he said.
Some of the evidence put before his office indicated that gang money was used to save some banks from collapse when lending seized up, he said.
"Inter-bank loans were funded by money that originated from the drugs trade and other illegal activities... There were signs that some banks were rescued that way." Costa declined to identify countries or banks that may have received any drugs money, saying that would be inappropriate because his office is supposed to address the problem, not apportion blame. But he said the money is now a part of the official system and had been effectively laundered.
"That was the moment [last year] when the system was basically paralysed because of the unwillingness of banks to lend money to one another. The progressive liquidisation to the system and the progressive improvement by some banks of their share values [has meant that] the problem [of illegal money] has become much less serious than it was," he said.
The IMF estimated that large US and European banks lost more than $1tn on toxic assets and from bad loans from January 2007 to September 2009 and more than 200 mortgage lenders went bankrupt. Many major institutions either failed, were acquired under duress, or were subject to government takeover.
Gangs are now believed to make most of their profits from the drugs trade and are estimated to be worth £352bn, the UN says. They have traditionally kept proceeds in cash or moved it offshore to hide it from the authorities. It is understood that evidence that drug money has flowed into banks came from officials in Britain, Switzerland, Italy and the US.
British bankers would want to see any evidence that Costa has to back his claims. A British Bankers' Association spokesman said: "We have not been party to any regulatory dialogue that would support a theory of this kind. There was clearly a lack of liquidity in the system and to a large degree this was filled by the intervention of central banks."



The Guardian/Observer















Retirei a notícia do jornal diário inglês institucional The Guardian/Observer, de 23 de Dezembro de 2009, publicado cerca de um ano depois da falência fradulenta de alguns dos principais bancos norte-americanos, que provocaram a crise económica e financeira que hoje perdura.

"O dinheiro das drogas salvou os bancos na crise global", titula o jornal, que cita, precisamente, o então responsável da ONUDC o italiano Antonio Maria Costa.

Costa divulgou que 352 mil milhões de dinheiro das drogas foram lavados e entraram no circuito das instituições financeiras com o perfeito conhecimento dos Estados e dos administradores dos bancos.

Sim indicar que bancos estavam inseridos no esquema - com a justificação de que seria inapropriado porque o seu departamento tem o objectivo de encaminhar o problema e não de atribuir culpas -, mas sublinhou: o dinheiro faz parte agora do sistema oficial e tinha sido, efectivamente, lavado.

Apenas especificou que o dinheiros das drogas que entrou nos bancos foi autorizado por responsáveis da Inglaterra, Suíça, Itália e Estados Unidos da América.

Admitiu, de passagem,que as suas fontes foram as investigações judiciais e serviços secretos.

"Em muitos exemplos - explicou ele ao jornal  - o dinheiro das drogas era o único capital de investimento líquido. Na segunda metade de 2008, a liquidez era o principal problema do sistema bancário, e, portanto, o capital líquido tornou-se um factor importante".

Explicou: "Empréstimos entre bancos foram financiados pelo dinheiro que proveio do comércio de drogas e outras actividades ilegais... Havia sinais de que alguns bancos foram resgatados dessa forma".


Tudo efectuado em nome da defesa do sistema capitalista financeiro, com autorização institucional.

tabancadeganture.blogspot.pt