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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

SONS de PAZ

SOFIA FERREIRA - 12 ANOS E TRÊS MESES DE CADEIA POR MOTIVOS POLÍTICOS

SOFIA FERREIRA - 12 ANOS E TRÊS MESES DE CADEIA POR MOTIVOS POLÍTICOS


SOFIA FERREIRA (1/5/1922-22/4/2010)
- A mulher que totalizou mais tempo de prisão por motivos políticos: 12 ANOS e 3 MESES
Sem condições para ir à escola estudar, começou a labutar na agricultura ainda garota, fazendo, com dez anos, todo o tipo de trabalho como “as mudas, as sachas, a apanha de favas, andar com as éguas a gradar” e ganhando “um pouco menos que a minha mãe, cerca de três escudos” [João Céu e Silva, Álvaro Cunhal e as mulheres que tomaram partido, Porto, Edições ASA, 2006].
Aos doze foi viver para casa dos padrinhos, em Lisboa, onde ajudava nos trabalhos domésticos: “Havia pessoas idosas e também cuidava delas, existia um quintal com criação e eu cuidava também da criação. Foi aí que aprendi a ler, com uma vizinha que me ensinou as primeiras noções, num livro do João de Deus, e a fazer contas. Na casa havia livros que me interessavam, As Pupilas do Senhor Reitor, por exemplo, que gostava muito de ler. Comecei a escrever para a minha família, para os meus pais e para as minhas irmãs que tinham ficado em Vila Franca. Depois, a minha irmã mais nova, a Mercedes, foi ter comigo e fez a 4.ª classe porque eles pagaram!” [palavras de Sofia Ferreira a João Céu e Silva].
Em 1945, na sequência do crescimento da luta política na zona de Vila Franca de Xira e por influência das irmãs Georgette [n. 25/7/1925] e Mercedes de Oliveira Ferreira [n. 9/12/1928], tornou-se militante do Partido Comunista Português, entrando, por intermédio de António Dias Lourenço [25/3/1915-7/8/2010], na clandestinidade em 1946. Tinha então 24 anos e, embora fosse mais velha do que aquelas duas, foi a última a entrar na luta política, sendo que o irmão não manteve intervenção política activa, o que se revelou importante por permitir dar apoio, com a mulher, aos pais já idosos, circulando as informações com muita dificuldade e morosidade, “apesar do esforço da direcção do Partido para obter informações dos familiares” [entrevista a Antónia Balsinha de 30/09/2000, p. 223].
Durante as suas duas prisões, recusou sempre prestar quaisquer declarações sobre as actividades partidárias, apesar da violência policial, incluindo a tortura, aquando da primeira detenção.
Esteve, durante pouco mais de dois anos, numa casa clandestina no concelho da Figueira da Foz onde era impresso O Militante: “Era uma localidade muito pobre. Havia uma vizinha que nos ia buscar água porque a casa não tinha electricidade, nem água, trabalhávamos à luz dos candeeiros. A casa ficava isolada dentro duma quinta e não existia nenhuma casa perto” [palavras ditas a João Céu e Silva].
Em finais de 1948, ocupou com Álvaro Cunhal [1913-2005] uma casa do Secretariado instalada no Luso (Mealhada), usando o pseudónimo “Elvira” e passando os dois por um “casal”. A 25 de Março de 1949 era presa pela primeira vez, juntamente com aquele e Militão Bessa Ribeiro [13/8/1896-2/1/1950] que, andando fugido à PIDE que estava no seu encalço, procurou ali refúgio: a detenção, “de uma violência impressionante”, tendo inclusivamente sido apontada uma arma à cabeça de Álvaro Cunhal, deu-se de surpresa durante a noite, quando todos dormiam, com a PIDE bem armada e o local cercado.
Levada para a sede da PIDE do Porto, aí encontrou Luísa Rodrigues [1903-1961], companheira de Militão Ribeiro detida a 10 de Fevereiro de 1949 em Macinhata do Vouga, Sever do Vouga, e que se encontrava em estado grave, sobretudo do ponto de vista psíquico, procurando, dentro do possível, aliviar o seu sofrimento psicológico.
Na sub-directoria do Porto, onde permaneceu seis meses “completamente isolada e proibida de fazer o que quer que fosse” [João Pina e Rui Daniel Galiza, “Sofia Ferreira – A prisioneira política portuguesa com mais tempo de detenção”, Por Teu Livre Pensamento – Histórias de 25 Ex-Presos Políticos, Lisboa, Assírio & Alvim, 2007, pp. 68-69 e 179-182], Sofia Ferreira seria sujeita a persistentes interrogatórios, que incluíram agressões físicas e ameaças várias.
Foi transferida para Caxias a 15 de Setembro, posta à disposição do Tribunal Criminal de Lisboa a 21 do mesmo mês e libertada no dia 31 de Outubro, por ordem do 3.º Juízo Criminal de Lisboa, mediante o pagamento de caução. Aquando do julgamento, com Álvaro Cunhal, no Tribunal da Boa Hora a 2 e 9 de Maio de 1950, foi defendida pelo advogado Manuel João da Palma Carlos [24/6/1915-1/11/2001]. Sofia Ferreira foi então condenada em dezoito meses, pena agravada para vinte meses e um ano de medidas de segurança e privada de direitos políticos durante três anos, por pertencer ao Partido Comunista, só saindo da cadeia a 4 de Fevereiro de 1953.
Regressou à actividade política e em Julho desse mesmo ano partiu para o Porto, onde esteve dois anos a desenvolver trabalhos técnicos.
Em 1957, passou a actuar em Lisboa e em Setembro, no V Congresso realizado numa casa em S. João do Estoril, foi eleita membro suplente do Comité Central.
Tornou a ser presa, desta vez em Lisboa, no bairro das Amoreiras, a 28 de Maio de 1959, quando se dirigia para um encontro político com o companheiro António Santo, também ele detido: embora fossem companheiros e pertencessem ao mesmo organismo partidário, por uma questão de segurança não habitavam a mesma casa clandestina.
Recolheu ao Forte de Caxias e recusou, mais uma vez, prestar quaisquer declarações à PIDE. Na sequência do julgamento realizado em Maio de 1960, foi condenada a cinco anos e meio de prisão, mais três anos de medidas de segurança, só sendo libertada a 5 de Agosto de 1968, o que a tornou a presa política com mais tempo de cativeiro: 12 anos e três meses. Nem mesmo quando a mãe, Joaquina de Oliveira Ferreira, faleceu em Março de 1965 lhe foi concedida autorização para ir ao velório.
Os anos de cativeiro em Caxias foram particularmente difíceis: “A alimentação nesse tempo era insuficiente e mal confeccionada. A assistência, praticamente não existia. Havia proibições e limitações constantes de entradas de jornais e livros e, até, de trabalhos manuais. Ao mesmo tempo assistia-se a constantes provocações dos carcereiros, castigos, tanto nas celas como nos segredos e espancamentos. Tinha-se conhecimento e presenciava-se as saídas e entradas de companheiros, mulheres e homens, para interrogatórios, de onde regressavam em estado lamentável, gritando, gemendo e arrastando os pés pelos corredores em consequência das torturas” [testemunho prestado a Rose Nery Nobre de Melo, Mulheres Portuguesas na Resistência, Lisboa, Seara Nova, 1975, pp. 48-57].
Depois de nove anos e três meses detida, exactamente o mesmo período do companheiro, este em Peniche, casou, em Novembro, com António Santo.
Após uma passagem de ano e meio pela União Soviética, onde viveu a lua-de-mel, procurou recuperar a saúde abalada e desempenhou tarefas políticas, voltou à militância, continuando a não viver na mesma casa do marido por questões de segurança: integrou, com Cecília Areosa Feio [5/12/1921-8/2/1980], Maria da Piedade Morgadinho, Maria José Ribeiro e Maria Luísa Palhinha da Costa Dias [15/10/1916-10/5/1975], a delegação portuguesa ao Congresso Mundial das Mulheres em Helsínquia, realizado entre 14 e 17 de Junho de 1969, onde se abordou as condições de vida das trabalhadoras, as iniciativas em defesa da paz e campanhas de solidariedade realizadas no país, e em 1970 regressou a Portugal.
Em Abril de 1974, residia, com Maria Lourenço Calção Cabecinha [n. 1937], numa casa clandestina na Damaia de Baixo.
Manteve-se no Comité Central até 1988.

Guilherme Antunes no facebook

VERDADES OU MITOS - O EFEITO DA LUA NAS PESSOAS


EFEITO DA LUA NAS PESSOAS


No nosso sistema solar, a Lua é o corpo celeste que se movimenta com mais rapidez.
A cada 28 dias ela perfaz uma volta completa em torno da 

Terra e percorre 360º do zodíaco.

A cada 7 dias ela muda de fase. A cada 2 dias e meio 
atravessa um signo inteiro e em poucas horas visita outros planetas, fazendo e desfazendo aspectos e ângulos com eles.

A Lua move-se 1º a cada 2 horas.
Devido a este intenso movimento, atribui-se a ela o domínio sobre todas as atividades da natureza e do homem que sofrem grande variação, que têm ciclos rápidos e que se completam numa curta duração.

São portanto próprios dos domínios da Lua a mutação e a flutuação.
Se ela não é o fator decisivo nas subidas e descidas das atividades humanas – ao longo do ano – é, sem dúvida, o determinante principal de pressão dentro de um mês, uma semana e, sobretudo, a grande vedete das variações ocorridas ao longo de um dia.


A Lua e a Fertilidade 

Tradicionalmente, a Lua representa o Princípio Feminino por excelência: a mulher/mãe na sua capacidade de fecundar, gestar, proteger e nutrir sua cria.
Por isso, se atribui a ela o domínio sobre todos os processos e forma de fertilidade e nutrição. Partos, gravidez, gestação, concepção – estão todos sob a regência da Lua.
É conhecido o impacto sobre a incidência de partos na troca de Lua.
A Lua Cheia é a campeã na precipitação dos nascimentos. É muito difícil resistir à chegada da Lua Cheia quando as semanas de gestação já estão cumpridas ou próximas de se cumprirem.
Para quem tem ciclos de ovulação/menstruação irregulares recomenda-se um tratamento que siga a Lua de nascimento da pessoa para que a menstruação se regule assim naturalmente.
A Lua e a Nutrição

Ela também atua sobre o metabolismo, o apetite, a assimilação dos alimentos e dos líquidos no organismo e, portanto, sobre o processo de se ganhar, manter ou perder peso.
Dependendo do signo em que a Lua se encontra, os aspectos formados e a sua fase, até o tipo de consumo e a preferência de alimentos são alterados.
Por exemplo: a Lua transitando no signo de Touro ou de Leão estimula o consumo de produtos de delicatessen. Luxo puro! Pães e massas também são preferidos quando a Lua se encontra em Touro. Já sabores picantes e condimentados ganham destaque quando a Lua está em Escorpião. As carnes são mais consumidas também quando a Lua se encontra neste signo e em Áries. Como podemos ver há toda uma estimulação sensorial e principalmente do paladar de acordo com a posição da Lua nos signos.


A Lua e as Águas

Devido à força gravitacional que exerce sobre a Terra, a Lua atua sobre o volume, o fluxo e refluxo dos líquidos e das águas existentes sobre a Terra, nas camadas subterrâneas pressionando o interior da Terra, no interior dos vegetais e no corpo humano.
As marés dos oceanos, dos rios, a seiva dos vegetais e o fluxo de sangue e de líquido no organismo sofrem a influência da Lua, na medida em que ela se movimenta em relação ao Sol.
Com isto a vegetação, a agricultura, a pesca, o clima e até a saúde se tornam fortes áreas de influências da Lua. Há toda uma ligação entre humidade e as fases da Lua. Por exemplo: a secagem da madeira, a fase propicia para seu corte, a predisposição maior para sua conservação ou apodrecimento ou até a melhor absorção de tinta e verniz têm a ver com as fases da Lua.
A maior ou menor durabilidade das folhas, frutas e legumes também.
As mudanças do clima – principalmente as chuvas – podem ser indicadas pela Lua.
A presença de halo amarelado em torno do disco na fase de Lua Cheia é sinal certo de chuva. As próprias mudanças da fase da Lua são precipitadoras de mudanças de tempo
Lua e as Emoções

É a Lua que dá o tom emocional do dia.
Ela causa um grande impacto sobre o comportamento humano, sobre o humor das massas e sobre o estado de ânimo coletivo.
A sensibilidade, as reações e as flutuações emocionais das pessoas são em grande parte reflexos dos movimentos da Lua.
Certas posições da Lua no Céu predispõem as pessoas a se sentirem muito mais receptivas, extrovertidas e encorajadas, ao passo que outras, ao contrário, inclinam as pessoas a se mostrarem mais desanimadas, fechadas e até pessimistas.
O grau de carência emocional e maior necessidade de afeto também estão muito associados aos ciclos da Lua.
As pessoas ficam muito mais bem humoradas quando a Lua se encontra em Sagitário. Mais sensíveis com a Lua em Câncer. Mais radicais e desconfiadas com a Lua em Escorpião, e tagarelas com a Lua em Gêmeos.
A Lua Cheia costuma ser catártica para as emoções e a Lua Minguante será a mais propícia para digeri-las e elimina-las. Em silêncio.


A Lua e o Público

A Lua não regula só as marés dos oceanos. Rege também as marés humanas.
Os comportamentos de massa estão muito sujeitos às influências da Lua.
Ela atua sobre o humor e o estado de espírito das pessoas e interfere sensivelmente sobre o comportamento do público.
A maior ou menor freqüência de público a um evento é muito marcada pela posição da Lua no Céu.
Não há dias em que todo mudo sai às ruas, e os shopping, bares, restaurantes, teatros, cinemas e shows estão lotados? E não há dias em que todos parecem preguiçosos e resolvem se recolher? Onde foi parar todo mundo? Consulte a Lua do dia…
A Lua Minguante é desaconselhável para qualquer atividade que pretenda atrair um grande público. Para isto é melhor a Lua Crescente e mais que todas a Lua Cheia.
A Lua no signo de Áries é boa para atrair um público novo.
A Lua em Gêmeos, um público eclético. Em Capricórnio conservador, exigente e seletivo.
Em Libra, a audiência mais chique e requintada que existe.
A Lua e as Atividades

O comércio, os setores de entretenimento e lazer e todas as atividades que dependem diretamente de público são as mais sensíveis às influências da Lua e sofrem as naturais oscilações próprias do setor, devido aos rápidos movimentos da Lua geradores de inconstância e flutuação.


A Lua e os Negócios

Os negócios também recebem forte pressão dos movimentos da Lua.
A flutuação do mercado financeiro é um típico exemplo de atividade que responde muito às influências da Lua. Este mercado depende muito de uma resposta psicológica positiva e confiante das pessoas: outro típico campo de influencia da Lua: o psicológico.

A Lua e Ciclos de Crescimento

A Lua regula as subidas e descidas de qualquer ciclo.
Há definitivamente crescimento e queda de energia numa maré de pico ou de baixa associada à Lua.
Qualquer atividade, situação ou comportamento que tenha um começo determinado, se expanda e se desenvolva até alcançar os seus resultados plenos e, depois, se retraía em direção a uma diminuição, está diretamente sob a influência da Lua.
Por exemplo, engordar ou emagrecer é, em última instancia, a extensão dos efeitos da Lua em suas fases de aumentar – crescer – diminuir – minguar. Como uma visível barriga no céu.
Tudo que quisermos que cresça e se revele ou ao contrário, diminua, se contraia, perca a força ou até desapareça, devemos fazer sob a correta influência da Lua.
No mesmo caso se incluem: tratamentos de saúde e beleza, dietas, gestação, jardinagem, agricultura, transações bancarias, relacionamentos e muitas outra atividades. Para prolongar o corte do cabelo ou o efeito das tinturas a boa Lua é a Minguante. Depilação entram nesta fase também.
Cortar cabelo para crescimento rápido é bom na Lua Crescente. Em compensação começar dieta de emagrecimento é perda de tempo nesta fase.
A Lua e os Relacionamentos


O mais próximo corpo celeste da Terra, a Lua mexe espetacularmente com as emoções e os desejos coletivos; reflete, portanto, nos romances e na vida afetiva.
Dependendo do signo em que a lua se encontra no céu, da sua fase ou dos aspectos formados com outros planetas, ocorre uma disposição maior das pessoas para os romances, os encontros e as aproximações.
Os sentimentos podem estar mais apaixonados ou mais esfriados. A comunicação emocional pode estar mais fácil ou, ao contrário, as manifestações afetivas mais contidas. Laços antigos podem, em alguns momentos, ser mais gratificantes do que novas aventuras.
Tudo isto depende da Lua!
Durante a Lua Cheia é quando nos sentimos mais ávidos de relacionamento e ansiamos por um par. Mas as maiores crises também ocorrem nesta fase.
É mais fácil terminar relacionamentos e se desligar dos nossos afetos na Lua Minguante.




A Lua e a Saúde

A Lua tem atuação decisiva sobre todos os líquidos do nosso planeta, inclusive do nosso corpo. Por esta razão, é aconselhável observar o comportamento da Lua antes de nos submetermos às cirurgias. Devido ao controle que a Lua exerce sobre os líquidos do organismo, pode inibir ou predispor inchaços, hematomas, edemas, hemorragias e interferir na qualidade e na duração do pós-operatório.
Dependendo do signo em que a Lua se encontra ou dos aspectos formados por ela alguns órgãos ficam mais sensibilizados e certos tipos de tratamento se tornam mais eficazes. A Lua Cheia é menos indicada para cirurgias e a Minguante a mais favorável.

A Lua e o Sono

Como contra partida do Sol – o astro do dia – ela preside a noite e interfere diretamente sobre a quantidade e qualidade do sono e dos sonhos.
Sonos agitados, noites mal dormidas ou ao contrário horas reparadoras de descanso e sonhos sublimes dependem, em grande parte, da passagem da Lua pelos signos e dos aspectos formados a outros planetas.
Pessoas com mais predisposição à insônia sofrem mais na Lua Cheia.
Lua e Netuno sob má influência dão sono e Lua e Urano tiram o sono.
A Lua e a Casa

Como rege mudanças em geral, mudanças de casa ou de escritório não escapariam de sua influência.
É recomendável observar o comportamento da Lua para realizar qualquer tipo de operação que envolva um imóvel: compra, venda, obras, consertos, instalações e principalmente o dia da mudança.
Boas ligações entre Lua e Saturno são ideais para transações imobiliárias e reparos da casa. Lua e Plutão para jogar coisas inúteis fora.

A Lua e o Ambiente de Trabalho

A Lua interfere muito em nossa produtividade, disposição, concentração, estado de espírito e relacionamento com as pessoas. O ambiente de trabalho é portanto profundamente afetado por ela. Principalmente para as pessoas que trabalham diretamente em contato com o público. Até a natureza das atividades recebe influência deste manhoso satélite. 

lvsitania.wordpress.com

CASTELOS MEDIEVAIS

Origem dos castelos da Idade Média: as invasões bárbaras deixaram as cidades em ruínas


Castelo de Jonzac, Poitou-Charentes, França.
Castelo de Jonzac, Poitou-Charentes, França.

A França do século IX era um país em plena formação.

Seus habitantes descendiam das tribos bárbaras convertidas no século IV por São Remígio, e que com o suceder das gerações tinham ido se civilizando sob a influência benéfica da Igreja.

O gênio poderoso de Carlos Magno havia unificado o país e lhe dera uma organização definida que, apoiando-se sobre os valores locais, ia formando uma sociedade orgânica, com um crescimento espontâneo, forte, vital.

Sobre esta civilização incipiente abate-se um cataclismo.

São invasões maciças de sarracenos pelo sul, de húngaros ferocíssimos pelo leste, e, piores que todos, de normandos vindos do norte em navios, com os quais não só pilhavam as costas como entravam pelos rios adentro.

Estas hordas saqueiam cidades e vilas, queimam as igrejas, devastam os campos, levam atrás de si multidões de cativos.

Por toda parte vêem-se cidades arrasadas, e nas ruínas só habitam animais selvagens.

Os soldados, incapazes de resistir, aliam-se aos invasores e pilham com eles.

Castelo de Fenis, Val d'Aosta, Itália.
Castelo de Fenis, Val d'Aosta, Itália.
A autoridade soberana perece, as lutas privadas entre indivíduos, famílias e grupos são infinitas.

Então, os mais fortes se entregam a violências; não há mais comércio, indústria, agricultura; todos os costumes, leis e instituições desmoronam; não há mais laços que unam os habitantes do país.

O Estado desaparece nessa imensa catástrofe.

Fugindo ao terror e à desordem, os homens buscam abrigo no fundo das florestas, no alto das montanhas, no meio dos pantanais — em lugares inacessíveis, onde a cupidez e a crueldade dos invasores não os atinja.

Cidades, vilas e aldeias se dispersam, e cada qual foge para onde pode.

Cada qual, ou melhor, cada família. Pois a família é, neste caos, a única célula social que permanece intacta. 

Castelo de Karlstejn. República Checa.
Castelo de Karlstejn. República Checa.
Tendo seu fundamento não nas leis, mas na ordem natural e no coração humano, enrijecida pela força sobrenatural da graça que a Igreja lhe comunica, ela é o único baluarte que resiste ao ímpeto da barbárie.

Dela partirá o trabalho de reconstrução social.

No seu refúgio a família resiste, se fortalece, torna-se mais coesa.

Animada pelo espírito católico que a vivifica, ela não se deixa esmagar pela adversidade, mas reage.

Obrigada a bastar-se a si mesma, cria os meios para se sustentar e se defender.



Malbork (Marienburg), capital do Estado cruzado e religioso da Ordem Teutônica



Em 1280, os cruzados da Ordem Teutônica começaram a construir o maior castelo do mundo numa colina sobre o rio Nogat.

A região que fica no norte da Polônia atual.

Trata-se do castelo de Malbork.

Seu nome original em alemão é muito bonito: Marienburg, quer dizer a Cidade de Nossa Senhora.

Ele se tornou o centro de um Estado poderoso bastante singular.

Porque era um Estado monástico-cruzado que expandiu o Evangelho naquelas terras vencendo a agressividade bélica dos pagãos.

Além de converter os perigosos pagãos, os cruzados teutônicos tiraram vastas florestas medievais do caos e as transformaram em terras agricultáveis capazes de acolher e alimentar uma crescente população e desenvolver uma civilização original.

As tribos prussianas do sudeste do mar Báltico eram uma ameaça para o cristianismo e um empecilho para o desenvolvimento da civilização.

A Ordem Teutônica fez uma série de cruzadas para garantir a liberdade dos fiéis.

O Estado Monástico dos Cavaleiros Teutônicos foi formado em 1224 em território que hoje pertence à Alemanha e à Polônia.

Como resultado, por volta do século XIV, o Estado teutônico contava com uma população de mais de 220.000 almas.

Nesse número estavam incluídos os novos colonos que se instalaram nas cidades fortificadas e castelos dos cavaleiros.

Alex Brown e Aleks Pluskowski da Universidade de Reading, no Reino Unido, relataram noJournal of Archeological Science a formidável obra civilizatória empreendida por esses cavaleiros desde a capital de seu Estado: Malbork.

Brown e Pluskowski analisaram os grãos de pólen presos nas camadas de lama da região.

Estudando as mudanças no pólen, puderam formar uma idéia de como foi o clima no passado.

O pólen foi retirado do muro exterior do castelo de Malbork e de depósitos de turfa no sul do castelo.

A análise mostra que a partir de meados do século XI o pólen das árvores diminui acentuadamente sendo substituído pelo pólen de plantas herbáceas e cereais.

“Desde os séculos XII e XIII até XV houve uma mudança fundamental na vegetação e no uso da terra de Malbork”, escrevem eles.

“De uma floresta com mínima influência humana se passou a uma paisagem aberta com cultivo intensivo de cereais, especialmente o centeio, pastagens e campos agrícolas”.
castelosmedievais.blogspot.pt

VÍDEOS







CASOS CHOCANTES DO NOSSO MUNDO - ALGUMAS IMAGENS PODEM FERIR SENSIBILIDADES

Fotos Históricas – Imagens chocantes de acontecimentos que marcaram época

Marilyn Monroe morta
Emmet Louis Till, homem negro que foi morto por assobiar pra uma branca
Esta foto de uma criança sudanesa sendo perseguida por um abutre, é uma imagem chocante mesmo. Enquanto a criança agonizava, morrendo de fome, o urubu a perseguia e esperava pacientemente. Ninguém sabe o que aconteceu com a criança, que deflagrou ajuda urgente das Nações Unidas aos refugiados no Sudão. O fotógrafo Kevin Carter ganhou o Prêmio Pulitzer por esta foto chocante, mas ele acabou se suicidando três meses depois da foto ser tirada.
Massacre da Ruanda (1994)
Captura de Saddam
Vietnam
Quebra do muro de Berlim
Princesa Dianna morta
Soldado sobrevivente de uma guerra
Uma mulher leva o corpo do filho de seis anos, enquanto chora. Ele foi morto quando o carro da família ficou sob fogo por desconhecidos armados em Baquba, capital da província iraquiana de Diyala, 60 km a nordeste de Bagdá, em 16 de setembro de 2007. O irmão de 10 anos do menino ficou ferido no ataque.
Epidermodisplasia Verruciforme também conhecida como doença do ‘homem-árvore’, é uma doença hereditária extremamente rara que leva a formação de verrugas na pele que nunca param de crescer. Ela costuma se manifestar entre um e 20 anos de idade e afeta normalmente as mãos e os pés. O único tratamento conhecido é a remoção cirúrgica das verrugas que voltam a crescer em seguida, o que exige cirurgias freqüentes. Em 2007, Dede, da Indonésia, teve quase seis quilos de verrugas removidas e hoje necessita novamente de cirurgia para poder utilizar novamente as próprias mãos.
Por incrivel que pareça, infelizmente isso é a mão de uma criança.
A Rebelião de Stonewall foi um conjunto de episódios de conflito violento entre gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros e a polícia de Nova Iorque que se iniciaram com uma carga policial em 28 de Junho de 1969 e duraram vários dias. Stonewall foi um marco por ter sido a primeira vez que um grande número do público LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia para com a sua comunidade, e é hoje considerado como o evento que deu origem aos movimentos de celebração do orgulho gay.
Terremoto do Haiti
Capa da revista Time, que dá destaque à trágica história de Aisha, uma jovem afegã, de 18 anos, a quem foram cortadas as orelhas e o nariz por não respeitar as regras talibans e ter fugido da casa da família do marido.
John Wayne foi um serial killer, conhecido como o “palhaço assassino”.
Em 22 de maio Jeffrey Rignall saiu para tomar uns drinques. Um carro cortou-lhe o caminho e o homem se ofereceu para levar-lhe até a região dos barzinhos. Rignall aceitou o convite. John Wayne Gacy atacou-lhe com clorofórmio e a seguinte imagem que Rignall viu foi John nu em sua frente exibindo uma impressionante coleção de objetos de tortura sexual. Na manhã seguinte, o jovem apareceu cheio de feridas e com o fígado destroçado pelo clorofórmio diante da estátua de Lincoln Park em Chicago. Teve a sorte de ainda estar vivo. Em apenas seis anos, 33 jovens como ele viveram a mesma experiência.
Uma vez cumprido seu ritual, Gacy enterrava os corpos no mesmo jardim de sua casa onde organizava as festas mais conhecidas do bairro. Depois de uma árdua luta burocrática, a polícia conseguiu uma ordem de busca e uma vez que entraram em sua casa encontraram o mais completo arsenal de instrumentos de tortura jamais visto. Não precisou muito para que Gacy confessasse e entregasse à polícia um completo mapa onde jaziam 23 dos 33 cadáveres.
Em 1988 foi condenado a 21 prisões perpétuas e a 12 penas de morte.
Suas últimas palavras foram:
- Beijem meu cu! Nunca saberão onde estão enterrados os demais.

circuscircus.com.br

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CARNAVAL


História do Carnaval

História do Carnaval
Por Monique Cardoso

Das festas populares do Brasil, o Carnaval é, sem dúvidas, a mais grandiosa delas e uma das poucas manifestações folclóricas que ainda sobrevivem e conseguem envolver o grande público. A história do Carnaval começa há mais de 4 mil anos antes de Cristo, com festas promovidas no antigo Egito, como as festas de culto a Ísis. Eram principalmente eventos relacionadas a acontecimentos religiosos e rituais agrários, na época da colheita de grandes safras. Desde essa época as pessoas já pintavam os rostos, dançavam e bebiam. Há também indícios que o Carnaval tem origem em festas pagãs e rituais de orgia. Em Roma, as raízes deste acontecimento estão ligadas a danças em homenagem ao Deus Pã e Baco, eram as chamadas Lupercais e Bacanais ou Dionísicas.


Com o advento da Era Cristã, a Igreja começou a tentar conter os excessos do povo nestas festas pagãs. Uma solução foi a inclusão do período momesco no calendário religioso. Antecedendo a Quaresma, o Carnaval ficou sendo uma festa que termina em penitência na quarta feira de cinzas. Os cristãos costumavam iniciar as comemorações do Carnaval na época de Natal, Ano Novo e festa de Reis. Mas estas se acentuavam no período que antecedia a Terça-feira Gorda, chamada assim porque era o último dia em que os cristãos comiam carne antes do jejum da quaresma, no qual também havia, tradicionalmente, a abstinência de sexo e até mesmo das diversões, como circo, teatro ou festas.

No Corso, os carros abertos desfilavam nas principais ruas das grandes cidades




De acordo com o calendário gregoriano, utilizado oficialmente na maior parte do mundo, o Carnaval é uma festa móvel porque é indicado pelo domingo de Páscoa, também uma data comemorativa móvel para que não coincida com a páscoa dos judeus. Para saber em que dia cairá as duas festas, determina-se primeiro o equinócio da Primavera (no Brasil é Outono). Não se pode esquecer que o calendário segue as estações do ano de acordo com o hemisfério norte, onde foi criado. O primeiro domingo após a lua cheia posterior ao equinócio da primavera é o domingo de Páscoa. Face a essa regra, o domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede à Páscoa. A quaresma tem início na quarta feira de cinzas e como o próprio nome diz, tem duração de 40 dias.
Em 1938, as grandes sociedades, ainda famosas, desfilavam com carros alegóricos
Na Idade Média, predominavam nos festejos de Carnaval os jogos e disfarces. Em Roma havia corridas de cavalos, desfiles de carros alegóricos e divertimentos inocentes como a briga de confetes pelas ruas. O baile de máscaras foi introduzido pelo papa Paulo II, no século XV, mas ganhou força e tradição no século seguinte, por causa do sucesso da Commedia dell'Arte. As mais famosas máscaras são as confeccionadas em Veneza e Florença, muito utilizadas pelas damas da nobreza no século XVIII como símbolo máximo da sedução.
Ala de baianas numa primitiva escola de samba aguardando o desfile, em 1931
Datam dessa época três grandes personagens do Carnaval. A Colombina, o Pierrô e o Arlequim tem origem na Comédia Italiana, companhia de atores que se instalou na França pra difundir a Commedia dell'Arte. O Pierrô é uma figura ingênua, sentimental e romântica. É apaixonado pela Colombina, que era uma caricatura das antigas criadas de quarto, sedutoras e volúveis. Mas ela é a amante de Arlequim, rival do Pierrô, que representa o palhaço farsante e cômico.

O Rancho Flor de Abacate, vencedor do carnaval carioca de 1932





Na Europa um dos principais rituais de Carnaval foi o Entrudo. A palavra vem do latim e significa início, começo, a abertura da Quaresma. Existe desde 590 d.C., quando o carnaval cristão foi oficializado. O povo comemorava comendo e bebendo para compensar o jejum. Mas, aos poucos, o ritual foi se tornando bruto e grosseiro e o máximo de sua violência e falta de respeito aconteceu em Portugal, nos séculos XVII e XVIII. Homens e mulheres atiravam água suja e ovos das janelas dos velhos sobrados e balcões. Nas ruas havia guerra de laranjas podres e restos de comida e se cometia todo tipo de abusos e atrocidades.
O Carnaval no Brasil
Por causa das atuais maneiras de se brincar o Carnaval. muita gente pensa que esta festa tem origem na cultura trazida pelos escravos. Mas, ao contrário disso, o carnaval brasileiro se origina no entrudo português e aqui chegou com as primeiras caravelas da colonização. Recebeu também muitas influências das mascaradas italianas e somente no século XX é que recebeu elementos africanos, considerados fundamentais para seu desenvolvimento. Com essa mistura de costumes e tradições tão diferentes, o Carnaval do Brasil é um dos mais famosos do mundo e, todos os anos, atrai milhares de turistas dos cinco continentes.
Mais precisamente, o entrudo desembarcou no Brasil em 1641, na cidade do Rio de Janeiro. Assim como em Portugal, era uma festa cheia de inconveniências da qual participavam tanto os escravos quanto as famílias brancas. Após insistentes intervenções e advertências da Igreja Católica, os banhos de água suja foram sendo substituídos por limões de cheiro, esferas de cera com água perfumada ou água de rosas e bisnagas cheias de vinho, vinagre ou groselha. Esses frascos deram origem ao lança-perfume, bisnaga ou vidro de éter perfumado de origem francesa. Criado em 1885, chegou ao Brasil nos primeiros anos do século XX. Também substituindo as grosserias, vieram então as batalhas de flores e os desfiles em carros alegóricos, de origem européia.
Uma das figuras mais marcantes da festa é a do Rei Momo, inspirada nos bufos, atores portugueses que costumavam representar comédias teatrais para divertir os nobres. Há também o Zé Pereira, tocador de bumbo que apareceu em 1846 e revolucionou o carnaval carioca. Tem origem portuguesa e, tendo sido esquecido no começo do século XX, deixou como sucessores os ritimistas que acompanhavam os blocos dos sujos tocando cuíca, pandeiro, reco-reco e outros instrumentos.
As máscaras e fantasias começaram a ser difundidas aqui ainda na primeira metade do século XIX. O primeiro baile de máscaras do Brasil foi realizado pelo Hotel Itália, no Largo do Rocio, RJ. A idéia logo virou um hábito e contagiou a cidade. Mas, apesar de ser uma maneira sadia e alegre de se brincar o carnaval, contribuiu para marcar as já gritantes diferenças sociais que aqui sempre existiram. O carnaval dos salões veio para agradar a elite e a classe emergente do país, o povo ficava do lado de fora, nas festas de rua ao ar livre. E mesmo com o grande sucesso dos bailes de salão, foi na esfera popular que o carnaval adquiriu formas genuinamente autênticas e brasileiras.
Um dos itens mais importantes do carnaval brasileiro também obedece à evolução histórica. Na falta de um gênero próprio de música carnavalesca, inicialmente as brincadeiras eram acompanhadas pela Polca. Depois o ritmo passou a ser ditado pelas quadrilhas, valsas, tangos, charleston e maxixe, sempre em versão instrumental. Somente em 1880 as versões cantadas - entoadas por coros - invadiram os bailes. A primeira música feita exclusivamente para o carnaval foi uma marchinha, "Ó abre alas", composta para o cordão Rosa de Ouro pela maestrina Chiquinha Gonzaga em 1899 e inspirada pela cadência rítmica dos ranchos e cordões. Desde então este gênero, que rapidamente caiu no gosto popular, passou a animar os carnavais cariocas. Elas sobreviveram por um longo tempo, mas foram substituídas pelo samba, que na década de 60 passou a ocupar definitivamente o lugar das velhas marchinhas populares de carnaval nas rádios, nas gravadoras de discos e na recente televisão.




A evolução do carnaval carioca
No carnaval Carioca os cortejos carnavalescos eram organizados pelas "sociedades", clubes ou agremiações que competiam entre si em desfiles de alegorias que geralmente satirizavam o governo. A primeira surgiu em 1855 e se chamava "Congresso das Sumidades Carnavalescas", tendo José de Alencar como um de seus fundadores. Depois vieram a União Veneziana e muitas outras que eram uma verdadeira coqueluche durante o Império. Uma das poucas que de fato se consolidaram foi a Democráticos. Outro importante movimento foi o dos Cordões, surgidos em 1885, que originaram os blocos e posteriormente as escolas de samba. Eram formados por negros, mulatos e pessoas humildes em geral, que saíam às ruas animando o povo ao som de instrumentos de percussão e músicas compostas especialmente para os desfiles comandados pelo apito do mestre que estava sempre à frente dos músicos. Cada Cordão era identificado por um estandarte. É a primeira manifestação de carnaval bastante influenciada pela cultura e religião africana. A religião, desta vez a católica, também deu origem ao Rancho, semelhante aos Cordões, que inicialmente desfilavam no Dia de Reis, quando as pessoas se fantasiavam de pastores e pastoras e saíam em procissão, simulando um rumo à Belém. E assim como os cordões, os ranchos tiveram de ceder espaço às escolas de samba.
O século XX chega com novidades também para o carnaval. Logo depois da inauguração da Av. Central surgiu o Corso, um desfile de caminhões e carros abertos, com ou sem decoração conduzindo famílias e grupos de foliões pelo centro da cidade. Era uma brincadeira animada entre as pessoas que estavam nos carros e as que acompanhavam a pé o cortejo, com direito à guerra de confete e serpentina. O Corso foi ficando para trás na medida em que o progresso e o trânsito iam para frente.
As famosas matinês tiveram início praticamente na mesma época do Corso, com a realização do primeiro baile infantil em 1907. Também se multiplicavam os bailes nas casas das famílias mais abastadas da cidade. Em 1909 surgiu o primeiro concurso num baile de carnaval. Somente os homens tinham direito à voto e os prêmios eram valiosas jóias. Premiava-se a melhor fantasia, a mais bela mulher e a mais criativa dança.
Surgimento das Escolas de Samba
Foi no bairro do Estácio que surgiu o ritmo que iria dar um novo tom ao Carnaval e viria, em pouco tempo, a se consagrar como uma das marcas registradas da música brasileira, o samba. Com notas mais longas e um andamento bem mais rápido que os ritmos amaxixados que o antecederam, o samba fora criado especialmente para arrebanhar as massas durantes os desfiles de um dos mais famosos blocos de carnaval, o Deixa Falar. A maior novidade estava por conta da evidente marcação que a música apresentava, graças a um novo instrumento, o surdo, criado por um dos bambas do Estácio, Alcebíades Barcelos, o Bide.
O surgimento de tantas novidades provocou uma verdadeira revolução, trazidas pelos compositores do Deixa Falar. Foi Ismael Silva o primeiro a atribuir ao bloco a expressão "escola de samba", e devido ao prestígio que gozavam, os sambistas eram chamados de professores. Há, porém, uma outra versão para o emprego da expressão "escola de samba". Bem próximo à sede do Deixa Falar, fundado em agosto de 1927, havia uma Escola Normal, formadora de professores. Como muitos sambistas de outros locais procuravam os compositores do Largo do Estácio para conhecerem as novidades do samba, estes também eram chamados "professores" e a sede do bloco, "escola de samba".
A Deixa falar foi então, a primeira escola a desfilar, no carnaval de 1929, ano em que surgiu a Estação Primeira, que até os dias de hoje reivindica para si o pioneirismo entre as escolas de samba. A primeira competição entre as escolas teve início em 1932, na Praça Onze, concurso promovido pelo jornal Mundo Sportivo, do jornalista Mário Filho. Devido à grande repercussão, o Jornal O Globo assumiu o concurso no ano seguinte. Somente em 1935 a Prefeitura do Rio tomou frente na organização do evento que é hoje, um dos maiores espetáculos do mundo.
O Carnaval da Bahia
Em Recife e Olinda o carnaval é dominado pelos imensos bonecos embalados pelo frevo
O Carnaval de Rua foi desaparecendo à medida que as Escolas de Samba ganhavam popularidade e apresentavam à público desfiles cada vez mais grandiosos. Na Bahia aconteceu exatamente o contrário. O carnaval de Salvador, a primeira capital do Brasil, evoluiu como no Rio de janeiro e em diversas outras partes do país. As iniciativas tomadas para conter os abusos do entrudo português fizeram surgir os bailes dos salões, com grande destaque para as festas à fantasia do teatro São João, o corso, os cordões e blocos diversos. O ano de 1884 é considerado um marco pelos baianos devido a organização apresentada pelas manifestações populares a partir deste ano.
No finalzinho do século XIX, por volta de 1894, 1895, surgiu o Afoxé, um tipo de grupo formado por negros que representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras. Os afoxés exibiam-se na Baixa dos Sapateiros, Taboão, Barroquinha e Pelourinho, enquanto os grandes clubes desfilavam em áreas mais nobres. O mais famoso afoxé é o "Filhos de Gandhy", criado em 1949 - ano do IV centenário da cidade - pelos estivadores do Porto de Salvador. O nome é uma homenagem ao pacifista indiano Mahatma Gandhy, assassinado um ano antes.
A maior inovação do Carnaval da Bahia porém, foi o Trio Elétrico de Dodô e Osmar, que surgiu em 1950 e representa a consagração do carnaval de rua. A primeira apresentação foi feita em cima de um Ford 1929, com guitarras elétricas e som amplificado por auto-falantes, às cinco da tarde do Domingo de carnaval. O desfile aconteceu no Centro da cidade arrastando uma verdadeira multidão. Na verdade, o nome "trio elétrico" só surgiu mesmo no ano seguinte, quando três músicos se apresentaram em cima do tal carro.
Nos anos 70 o carnaval presenciou o nascimento de grupos históricos, como os Novos Baianos e o bloco afro Ilê Aiyê, além do renascimento do Filhos de Gandhy. Era o começo do crescimento cultural do Carnaval de Salvador, que passou a enfatizar os conflitos e a protestar contra o racismo. Na década de 80, grupos como Camaleão, Eva e Olodum escreveram seus nomes na história da festa mais popular da Bahia.




Curiosidades do Carnaval no mundo
O carnaval de Veneza reúne, até hoje, os mais elegantes mascarados da Europa
A festa mais tradicional acontece, sem dúvida, na cidade de Veneza, na Itália, onde os foliões invadem as ruas e salões com luxuosas fantasias e as mais belas máscaras de carnaval. Mas em outros pontos da Europa e Américas há muito que comemorar. Com uma tradição de mais de 800 anos, o carnaval na cidade suíça da Basiléia ainda mantém as tradições seculares. Às quatro horas da madrugada da terça-feira gorda, chamados pelo sino da catedral e pelo rufar dos Schnitzelankler (tambores), os foliões mascarados invadem as ruas com lanternas coloridas cantando sátiras dos temas mais diversos, embalados pelo som de pífanos e flautas. Em Nice, na França, duzentas mil lâmpadas iluminam o desfile de carros alegóricos, liderado por aquele que leva o Rei do Carnaval. Os carros levam ainda enormes bonecos de papelão e moças ornamentadas de flores. Um tradição mantida é a queima do Rei do Carnaval em meio a um show de fogos de artifício na madrugada da quarta-feira de cinzas. Na capital, Paris, o carnaval se resume à terça-feira gorda, quando os estudantes espalham-se pelas ruas, praças e cafés. Além de cantar e dançar, eles promovem uma verdadeira guerra de ovos e farinhas, cujas maiores vítimas são os motoristas e ocupantes de automóveis, que não têm como escapar.
Na Alemanha, o carnaval mais animado acontece na cidade de Colônia. As tradições param nos desfiles de fantasias, pois a celebração maior é o encontro das pessoas nas ruas, quando os jovens tomam as cervejarias, adegas e salões de festa. Há também um cortejo de carros alegóricos onde os foliões fazem chover balas e bombons na multidão que acompanha a parada.
Na Bélgica, os foliões mantém a tradição e vestem-se de Gilles, os bufões da Idade Média
Em Nova Orleans, nos Estados Unidos, a tradição do carnaval, que começa na segunda feira, é mantida com o desfile de barcos enfeitados no Rio Mississipi. Há um tradicional baile de máscaras e fantasias no Spanish Plaza, aberto pelo rei da festa, chamado de Rex. Na terça-feira a multidão sai em massa nas ruas para assistir às parades - desfiles de carros alegóricos - organizadas pelas sociedades carnavalescas. Na América do Sul, além do Brasil, a Bolívia tem um carnaval bastante pitoresco. É nesta época do ano que acontece a Diablada, um desfile onde é encenada uma dramática batalha entre o Bem e o Mal, na cidade de Oruro, centro da mineração boliviana. Os homens se fantasiam com máscaras demoníacas, ornamentadas com serpentes aladas e dragões de três cabeças, representando os espíritos malignos que assombravam os primeiros operários, que temiam o trabalharem nas minas de estanho e prata por causa do perigo de passarem longo período de tempo debaixo da terra. Já o Bem é caracterizado pela figura da Virgem de Socavón, a virgem do túnel da mina para onde convergem os "diabos" no fim do desfile, já com suas máscaras na mão. Eles se ajoelham dentro da igreja e pedem proteção à Santa. Na saída, passam por um túnel prateado, que simboliza a saída da mina, e são banhados por água benta pelos padres da cidade, consumando o ritual do exorcismo. Em qualquer lugar do mundo, o carnaval sempre é uma festa única que, para estar completa, não deixa de reunir o sagrado e o profano.


Fontes: Carnaval, de Hiram Araújo e sites oficiais da Liesa - Liga Independente das Escolas de Samba, Prefeitura Municipal de Salvador, Estação Primeira de Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel.
Origem da palavra Carnaval
Estudiosos divergem quanto a origem do termo Carnaval. Para uns, a palavra vem de CARRUM NAVALIS, os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C. Uma outra versão é a de que a palavra Carnaval surgiu quando Gregório I, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "qüinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente se abreviado para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialetos italianos (milanês, siciliano, calabres, etc..) e que significam ação de tirar , quer dizer: "tirar a carne" A terça-feira. (mardi-grass), seria legitimamente a noite do carnaval. Seria, em última análise, a permissão de se comer carne antes dos 40 dias de jejum da Quaresma.
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