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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

BURLAS NA INTERNET - O FAMOSO VÍRUS DA POLÍCIA QUE CIRCULA HÁ ANOS NA INTERNET

BURLAS NA INTERNET
O FAMOSO VÍRUS DA POLÍCIA QUE CIRCULA HÁ ANOS NA INTERNET



Uma possível vítima estava “desesperada” com o que lhe havia acontecido. De repente este era vítima de sequestro do próprio computador… e com valor de resgate. Dizia ele que havia visitado um site, seguindo um link que lhe mandaram por mail e que depois disso o computador foi “hackeado” ! Se não pagasse 100 euros, via payshop era punido por lei… o IP estava identificado !
Este é certamente um cenário comum a muita gente, na verdade a PSP (Policia de Segurança Pública) faz referência a este caso e deixa mesmo um alerta na sua página.
A Polícia de Segurança Pública comunica o surgimento de uma nova forma de burla informática, a qual consiste na recepção de um email em que se dá conta de o visado ter acedido a “sites de conteúdo pornográfico, pedofilia, violência sobre menores, e bestialidade, pelo que é condenado a pagar 100 euros”.
O teor deste email aparece associado à PSP através de uma barra identificadora e do seu logótipo, indicando também as instruções para pagamento da suposta coima.
Alertamos assim para a necessidade de proceder à imediata eliminação deste email sem proceder à sua abertura, pois o mesmo é falso, constituindo uma tentativa de burla informática, conforme ilustração em cima.
Este é o procedimento e as vítimas pagam, na verdade esta vítima estava disposta a desembolsar, a quantia pedida !
Lá lhe deram algumas indicações do que deveria fazer, poupando assim os 100 euros e o incómodo de ter na mesma de levar a máquina para limpar o malware que lhe estava já a tomar conta do computador. Sim, não pensem que a máquina fica livre da praga, mesmo que pague, ficará com o computador refém desses “hackers”, como ele lhes chamou.
Para nota de rodapé, quero apenas alertar para algum deste spam que chega via Facebook, muita gente está a ser “assediada” com vídeos de algumas figurinhas da nossa praça em estado comprometedor… cuidado !
www.geralforum.com

nota: se isto acontecer deve-se desligar o computador, reiniciar calcando repetidamente na tecla F8 até aparecerem várias sugestões.Uma deles é a de iniciar em modo de segurança. Chegado aí procede-se à restauração do sistema para uma hora ou data anterior. Depois convém passar o programa Combo Fix (um poderoso programa de procura e eliminação de malware).Este programa é instalado no seu pc gratuítamente.
António Garrochinho

UM LIVRO - OPUS DEI - A SANTA INTRANSIGÊNCIA, A SANTA COAÇÃO E A SANTA DESVERGONHA

OPUS DEI, ANÁLISE E DEPOIMENTOS


Opus Dei, Análise e Depoimentos
O autor:
David Fernandes é engenheiro em eletrônica, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1977, mestre em Engenharia Eletrônica e doutor em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Desde 1982 é professor da Divisão de Engenharia Eletrônica do ITA, onde trabalha em regime de tempo integral e dedicação exclusiva. Atua em ensino e pesquisa na área de Telecomunicações com ênfase em Processamento de Sinais de Radar e Processamento de Imagens de Radar de Abertura Sintética. Nesta última área realizou o seu pós-doutoramento no Centro Alemão de Pesquisa Aeroespacial (DLR). É casado e pai de dois filhos. Foi membro numerário do Opus Dei durante 15 anos, de 1973 a 1988.

Dedicatória

A todos os peixes que foram perseguidos, feridos e fisgados pelo arpão da divina pesca submarina do Opus Dei; a todos aqueles que, pela santa coação, pela santa intransigência e pela santa desvergonha, foram compelidos a entrar no Opus Dei, orientados por pessoas que pensavam fazer um obséquio a Deus; aos que entraram ainda crianças sem o conhecimento dos seus pais; aos que entraram ainda crianças com a conivência dos próprios pais; aos que são mantidos infelizes nos centros do Opus Dei; aos que saíram e foram esquecidos, abandonados e desprezados; aos que saíram e foram caluniados; aos que queriam ficar e foram expulsos por estarem doentes; aos que queriam ficar e foram expulsos sem saberem o motivo e a falta cometida; aos que perderam o juízo e foram devolvidos às suas famílias; aos que o desespero levou à tentativa do suicídio; aos que, no seu desespero, se suicidaram; aos que sofreram nas mãos dos obedientes e aos que perderam a fé devido à intransigência e à dureza do coração daqueles que os deveriam ter cuidado e amado.
A todos aqueles, enfim, cujos depoimentos estão citados neste livro.
Indice
1. Apresentação ..................................................................
2. Elementos da estrutura do Opus Dei ..............................
3. A Obra e a sua paradoxal complexidade ........................
4. Minha passagem pela Obra ............................................
5. Jamais tinha contado isso a alguém .............................
6. Reflexões sobre o modus operandi do Opus Dei .........
7. Famílias do Opus Dei ...................................................
8. Dores no caminho e marcas do passado ......................
9. Nuances de estilo na Obra ............................................
10. Considerações que ferem ...........................................
11. Removendo obstáculos e fazendo descartes ..............
12. Querida Obra ..............................................................
Notas ................................................................................
1 Apresentação
Este ensaio tem como objetivo evidenciar aspectos controversos na práxis da Prelazia do Opus Dei, Obra de Deus ou Obra, como também é chamada. Esses aspectos, por sua relevância, devem ser objeto de reconsideração por parte dos membros dessa Prelazia e devem ser objeto de observação, reflexão e em alguns casos de investigação, tanto por parte da Igreja Católica como por parte da sociedade. Não se trata de uma crítica à Igreja Católica, à qual o autor pertence e respeita, trata-se de um alerta e de uma crítica a práticas usuais, polêmicas e dissimuladas de uma organização inserida na hierarquia católica. Tais práticas afetam não só a instituição Opus Dei, mas vidas concretas de pessoas e de famílias e, como conseqüência, acabam afetando a própria Igreja e a sociedade. Portanto, este ensaio tem por meta promover uma reflexão crítica sobre fatos que configuram o modus operandi do Opus Dei, fatos estes que podem e devem ser revistos.
Não serão analisadas as práticas religiosas e de espiritualidade difundidas pelo Opus Dei, que são, em última instância, patrimônio da Igreja Católica e de toda a cristandade.
Práticas que levam à oração, à reflexão interior, ao aprofundamento na fé, à cultura religiosa, ao diálogo com Deus, à procura da santidade no meio do mundo, à prática das virtudes, à procura e freqüência dos sacramentos, etc. Faz-se uma crítica ao modus operandi característico do Opus Dei, aos meios que ele utiliza para alcançar suas finalidades e à sua agressiva e desumana forma de fazer proselitismo, principalmente em relação aos membros que vivem o celibato apostólico: os numerários(as) e adscritos(as).
A Obra tem defensores, dentre os quais autoridades eclesiásticas, autoridades civis e até ex-membros. Curiosamente, muitos ex-membros que defendem a Obra não se referem às suas peculiaridades institucionais, mas defendem justamente as suas práticas espirituais, que pertencem ao catolicismo ou ao cristianismo de modo geral. Por outro lado, há também muitos críticos, eclesiásticos, intelectuais, cristãos correntes e muitos, muitos ex-membros que denunciam práticas desumanas e de honestidade duvidosa.
Haverá então dois Opus Dei, um bom e outro mau? Todos os que criticam duramente o Opus Dei são mentirosos, ou ressentidos, ou movidos pelo ódio, ou anticatólicos, ou aliados das “forças do mal”? O Opus Dei faz somente o bem para a Igreja e para a sociedade? Os erros do Opus Dei são devidos a simples falhas pessoais de seus dirigentes e membros ou são erros estruturais? Seus métodos de atuação são sempre eticamente bons? O Opus Dei ostenta uma fachada diferente do que realmente é? Pode ser considerada uma seita dissimulada e enraizada na estrutura da Igreja Católica? Os seus membros agem coletivamente e inconscientemente em conformidade com um esquema de formatação de consciências, semelhante a uma lavagem cerebral, à qual são continuamente submetidos dentro da instituição? O Opus Dei respeita de fato a liberdade de consciência dos seus membros? O Opus Dei pode ser tido como um exemplo de amor a liberdade e de caridade cristã? É realmente uma obra de Deus? Essas e outras perguntas levaram o autor a escrever este ensaio.
Dirigindo-se ao Opus Dei, e parafraseando o que escreveu o seu Fundador no prólogo do seu livro Caminho, poderíamos escrever: Lê devagar estas críticas. Medita pausadamente estas considerações. São coisas que te digo ao ouvido, em confidência de amigo, de irmão, de pai. E estas confidências as escutam Deus. Não te contarei nada de novo. Vou revolver as tuas recordações, para que aflore algum pensamento que te fira. E assim melhores a tua práxis, peças perdão dos teus erros, te corrijas, e entres por caminhos de tolerância e de amor. E acabes por servir com dignidade a Igreja e a humanidade sem o desejo de dominá-las.
Dizia o Papa Bento XVI na Vigília das Jornadas Mundiais da Juventude em Marienfeld, na Alemanha, no dia 20 de agosto de 00 : Pode-se criticar muito à Igreja. Sabemos, e o Senhor mesmo nos disse: é uma rede com peixes bons e maus, um campo com trigo e joio. Portanto, não é absurdo supor que dentro da própria Igreja surjam distorções que mais cedo ou mais tarde podem se tornar objeto de escândalo, confusão, pedra de tropeço para muitos. O Opus Dei, e nenhuma outra organização, encontra-se, por nenhum tipo de constituição, quer humana quer divina, livre de ser protagonista destas distorções para as quais o tempo e a história se encarregarão de dar um julgamento cabal.
Sua missão [do Opus Dei] consiste em difundir a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias do dia-a-dia são ocasião de encontro com Deus, de serviço aos outros e de melhora da sociedade. O Opus Dei colabora com as igrejas locais, oferecendo meios de formação cristã (palestras, retiros, atenção sacerdotal), dirigidos a pessoas que desejam renovar sua vida espiritual e seu apostolado. Quanto a essa nobre finalidade, se for verdadeira, não deveriam procedercríticas. Mas é preciso que essa nobre finalidade seja alcançada com meios que também sejam nobres e bons em si. Admitir nos seus quadros, por exemplo, crianças a partir de anos e meio como membros celibatários e ainda mais sem o conhecimento e consentimento pleno dos seus pais ou responsáveis é algo deplorável e condenável. Mais condenável ainda é camuflar, perante a Igreja e a sociedade, essa incorporação com apanágios jurídicos que induzem a uma interpretação falsa e errônea da práxis utilizada. Coagir em nome de Deus as pessoas, maiores ou menores de idade, para que se associem à Prelazia e nela perseverem como membros celibatários também é uma prática desumana e desonesta. Mais condenável e cruel ainda é tolher a liberdade dessas pessoas e camuflar esse procedimento com palavras de louvor, respeito e amor à liberdade. Discutível é também a prática apostólica de selecionar pessoas que interessam à instituição e descartar as outras, ainda mais quando a seleção prioriza atributos culturais, estéticos e econômicos. A afirmação de que colaboram com a Igreja local oferecendo meios de formação cristã é uma meia verdade, pois oferecem esses meios de formação cristã (palestra, retiros, atenção sacerdotal) para uma pequena elite selecionada segundo os critérios e interesses “apostólicos” do Opus Dei. Essa ajuda à Igreja local não é para qualquer um dos membros dessa mesma igreja. Ainda mais que essas atividades conduzidas pelo Opus Dei são eminentemente proselitistas (visam selecionar mais membros e admitir colaboradores que dêem ajuda financeira ou que com sua influência os ajudem a penetrar em ambientes seletos).
São muitos os membros celibatários do Opus Dei que o deixam. Estima-se que de cada cinco numerários quatro saem. Há os que saem voluntariamente, depois de muito con-
flito interior e sofrimento; há os que são expulsos sem direito a defesa e até mesmo sem saber o real motivo da expulsão; e há os que são devolvidos para as suas famílias por motivos de doenças, depressões profundas ou distúrbios mentais, muitas dessas doenças, de cunho psíquico, causadas por conflitos existenciais provocados pela própria Obra. A maioria deixa a Obra em situação vexatória e em completo abandono material e espiritual. Por esse motivo não comentam com ninguém a sua saída da instituição e muito menos se atrevem a criticar essa Prelazia. A quem poderiam se queixar? Quem daria crédito a eles? São vítimas isoladas pelas circunstâncias e vítimas pequenas de um agressor grande, forte e poderoso. Entretanto, toda vítima indefesa, por menor que seja, traz dentro de si o potencial de reação que a oportunidade e o tempo podem fazer com que se manifeste.
Este é o caso das recentes críticas à Prelazia do Opus Dei, que serão cada vez mais freqüentes e intensas. Que a Igreja e a sociedade não se deixem enganar pelas práticas pseudodivinas e pseudo-honestas da Obra, pois a injustiça não combatida e que permanece por vários anos ou por várias gerações pode gerar graves distorções de comportamento e conseqüências funestas para a Igreja e para o bem-estar social.
Defender a Prelazia com o argumento de que foi aprovada pela Igreja ou que o seu Fundador foi canonizado, fechando-se os olhos para as denúncias a respeito do mal que a Obra faz ou o que está mal em sua práxis, ou relativizando e minimizando seus erros institucionais, ou atribuindo-os a simples falhas humanas ou a causas acidentais — tudo isso constitui uma atitude injusta, fria e desprovida de sentimentos humanitários. Trata-se de uma atitude cega e irresponsável que mais cedo ou mais tarde pode acarretar um grande dano à Igreja e à sociedade.
As considerações que serão feitas aqui estão baseadas na experiência pessoal do autor, que viveu 15 anos como membro numerário da Prelazia do Opus Dei, na reflexão dos fatos vividos e no testemunho de muitos outros ex-membros da Obra, que atestam a experiência pessoal e particular do autor por serem semelhantes às suas. Os relatos de muitas outras experiências semelhantes podem ser encontrados em outros livros. O principal deles, no Brasil, foi lançado em 2005 com o título Opus Dei: os bastidores. Além deste livro, vale a pena citar os sites críticos ao Opus Dei. Entre eles destacam-se: opuslivre (Brasil), opuslibros (Espanha), ODAN (EUA), opuslibre (França), exopusdecostarica (Costa Rica) e sinfoniaopuszero (Portugal).
O título deste livro é baseado no ponto 8 de Caminho, escrito pelo Fundador do Opus Dei. Diz este ponto: O plano de santidade que o Senhor nos pede é determinado por estes três pontos: a santa intransigência, a santa coação e a santa desvergonha. Palavras dúbias, uma moeda com duas faces. Santa Intransigência será intransigência com o erro, com o pecado, com a maldade, com a desonestidade, com os maus instintos, ou será intransigência com os que discordam, com os que não querem se entregar, com os que não querem se submeter? Santa Coação para que se faça o bem, para que se faça o “certo”, para que se faça o “melhor”, ou será coação proselitista, coação para que se faça o que o Opus Dei quer que se faça? Coação para seguir a Deus segundo o estilo da Obra, ou coação para entrar e permanecer no Opus Dei? Santa Desvergonha, para que se difunda, com respeito à liberdade do próximo, à doutrina cristã, para que se vá contra a corrente e se siga a consciência, para que se “dê a cara” pelo que é bom e justo, ou desvergonha para atuar de modo que os meios sejam justificados pelos fins, para mentir por uma boa causa, camuflar os fins nos meios, “culturizar” o que já é culto ou “cristianizar” o que já é cristão? Desvergonha para aparentar algo que não se é, desvergonha para se conseguir vantagens, poder e influência?
Santa coação, santa intransigência e santa desvergonha, palavras dúbias como são dúbias muitas das práxis do Opus Dei. Como pode ser divina, ou cristã, a afirmação de que o plano de santidade que o Senhor nos pede está baseada na santa coação, na santa intransigência e na santa desvergonha? Que fundamento bíblico ou evangélico tem esta afirmação grotesca? Que pobre e desvirtuado plano de santidade é este!?
organização 
Este livro contém capítulos com reflexões críticas sobre a práxis do Opus Dei, acompanhados de muitos depoimentos e capítulos que reproduzem integralmente o testemunho de pessoas que, com as suas vidas, sentiram de diversos modos a faceta tenebrosa e desumana do que é chamado “Espírito da Obra”, ou do plano de santidade proposto pelo Fundador da Obra, expresso no ponto 387 de Caminho. Todos os depoimentos e testemunhos que constam deste livro condizem e apresentam coerência com o que o autor observou e vivenciou na Obra na condição de membro numerário. Muitíssimos outros testemunhos, senão a totalidade dos apresentados nos sites opuslibros, opuslivre e ODAN, também poderiam fazer parte deste ensaio.
No capítulo 2 são apresentados e comentados alguns dos elementos básicos e alguns dos jargões usuais referentes à estrutura e organização do Opus Dei.
No capítulo 3 mostra-se como a Obra se vê: divina e com membros com vocação divina. Utilizam-se muitas citações da coleção de livros internos da Obra chamada Meditações; o acesso à maioria dessas citações foi possível graças ao trabalho intitulado La conciencia y la Obra, de E. B. E., de outubro de 2005, disponível na seção Tus Escritos do site opuslibros. Enfatiza-se também o que internamente é chamado “Espírito da Obra”, destacando-se algumas contradições e a situação e a atitude de ex-membros.
No capítulo 4 está o testemunho pessoal do autor, em que se conta o seu ingresso no Opus Dei e a sua saída após 15 anos. Este testemunho, como os outros apresentados, tem como objetivo fazer com que os leitores percebam o que é o tal de “Espírito da Obra”, tendo em vista fatos concretos que, longe de serem exceções, são a regra.
No capítulo 5 apresenta-se o depoimento de uma exnumerária que ingressou na Obra com 15 anos de idade. Nesse testemunho, além de muitos outros aspectos importantes, pode-se perceber como os jovens são manipulados e qual é o critério desumano, nada sobrenatural ou cristão, de seleção de quem deve freqüentar os centros de numerários(as), chamados centros de São Rafael.
No capítulo 6 faz-se uma reflexão sobre o modus operandi do Opus Dei. Nessa análise, fica patente a promiscuidade entre meios e fins. Critica-se a técnica de dissimulação que dá a entender que os meios utilizados são os fins que se procuram. Essa dissimulação é realmente criativa e eficiente, pois apresentando-se os meios como fins, no caso da Obra, é difícil admitir que a sua práxis é desumana e em alguns casos desonesta. Uma situação paralela seria uma ONG estrangeira atuar na Amazônia com o objetivo oculto de fazer um inventário biológico e mineral da região para futura atividade comercial, mas que se utilizasse do expediente da promoção social, dissimulando suas verdadeiras finalidades. Essa ONG imaginária promoveria escolas, ajuda assistencial, levaria médicos para atender a população carente, enfim, faria tudo o que há de bom e honesto. Se alguém criticar ou denunciar tal ONG, os incautos, que honestamente se beneficiam dos seus meios de promoção social, não vão acreditar nas denúncias, que serão qualificadas como calúnias. Os beneficiados da ONG irão defendê-la com unhas e dentes. Ainda nesse capítulo faz-se um exercício de imaginação, em que a Obra surge com milhões de membros e a ortodoxia, a seu modo, é implantada na terra.
No capítulo 7 está o depoimento de uma moça que não foi do Opus Dei, mas teve a experiência do contato com pessoas que receberam a “boa doutrina da Obra”. Seria um caso isolado, um acidente de percurso? Não, definitivamente não. Quem conheceu o Opus Dei por dentro pode atestar que o testemunho dela é absolutamente coerente com o que pode emanar do “Espírito da Obra”.
No capítulo 8 encontram-se os depoimentos de um ex-numerário e de uma ex-numerária. Ele ingressou na Obra com anos e meio. Nos depoimentos transparecem as marcas nefastas que o modus operandi do Opus Dei deixa nas vidas das pessoas.
No capítulo 9 analisam-se alguns aspectos referentes ao Opus Dei. Reflete-se sobre o título “Opus Dei” (Obra de Deus) e sobre o conceito de amizade no Opus Dei. Faz-se amigos para se fazer proselitismo. Se o amigo torna-se membro da Prelazia, a amizade é sublimada pelo fim corporativo; se o amigo não interessa à Obra, ou porque não será membro ou porque não irá colaborar com trabalho ou dinheiro, ele é simplesmente “deixado em paz”, é descartado. Discute-se também neste capítulo sobre o que seria o mal menor para um numerário(a) ou adscrito(a) em crise. Um numerário(a) ou adscrito(a), ao querer deixar a Obra, fica entre o dilema de sair e trair a Deus ou ficar e ser infeliz.
No capítulo 10 há comentários sobre certas máximas do Opus Dei que causam perplexidade, que ferem. Analisamse, entre outros assuntos, as atitudes do seu Fundador sob a luz do que ele escreveu no ponto 667 de Caminho“Ouro, prata, jóias..., terra, montões de esterco. - Gozos, prazeres sensuais, satisfação dos apetites ..., como uma besta, como um mulo, como um porco, como um galo, como um touro. Honras, distinções, títulos..., balões de ar, inchaços de soberba, mentiras, nada.”
O capítulo 11 mostra algumas formas do Opus Dei remover obstáculos e inconvenientes aos seus propósitos. Entre outros casos, um jesuíta suíço é obrigado a ficar por mais de 20 anos em silêncio, uma ex-numerária espanhola que ousou escrever um livro criticando a Obra é caluniada, uma outra ex-numerária que ocupou cargos de alta direção, inclusive trabalhou com o Fundador, é mantida confinada em Roma, privada de documentos e ameaçada de calúnia. São apresentados também alguns exemplos do conceito “se encaixar no ambiente do centro”.
Finalmente, no capítulo 12 é apresentada uma carta de um ex-numerário para a Obra. A carta critica o modus operandi, desumano, da Obra e a sua fachada. Os pontos tratados são um convite à reflexão e, deste modo, finalizam este ensaio a respeito daquela que se auto-intitula “Obra de Deus”.

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Banco do Vaticano é o principal acionista da maior indústria de armamentos do mundo - Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas Pietro Beretta Ltda. (a maior indústria de armas no mundo) é controlada pela Holding SpA Beretta e que o acionista majoritário da Holding SpA Beretta, depois de Gussalli Ugo Beretta, é o Instituto para Obras de Religião (IOR), comumente conhecido como Banco do Vaticano,

Banco do Vaticano é o principal acionista da maior indústria de armamentos do mundo




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Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas Pietro Beretta Ltda. (a maior indústria de armas no mundo) é controlada pela Holding SpA Beretta e que o acionista majoritário da Holding SpA Beretta, depois de Gussalli Ugo Beretta, é o Instituto para Obras de Religião (IOR), comumente conhecido como Banco do Vaticano, instituição privada, fundada em 1942 pelo Papa Pio 12 e com sede na Cidade do Vaticano.
A história por trás de tudo isso é a seguinte:
Roma não foi construída em um dia, tampouco o Vaticano, e menos ainda sua opulência atual. Isso tem suas raízes no século 4 da era cristã, quando o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e colocou à disposição do papa Silvestre I uma fortuna colossal – de fato o transformou no primeiro papa rico na história.
A Igreja Católica é a única organização religiosa do mundo que tem como quartel-general um estado independente: a cidade do Vaticano. Com seu 0,44 quilômetro quadrado de superfície o Vaticano é muito menor do que muitos campos de golfe no mundo; e para percorrê-lo sem pressa não se necessita muito mais que uma hora; contar suas riquezas, contudo, levaria bastante mais tempo.
A moderna opulência do Vaticano baseia-se na generosidade de Benito Mussolini que, graças à assinatura do Tratado de Latrão entre seu governo e o Vaticano, outorgou à Igreja Católica uma série de garantias e medidas de proteção. A Santa Sé conseguiu que a reconhecessem como um estado soberano, beneficiou-se com a isenção fiscal de sua propriedade para beneficiar seus cidadãos, que não precisavam pagar os direitos aduaneiros pelo que importavam do exterior. Foi-lhe concedida imunidade diplomática e seus diplomatas começaram a desfrutar dos privilégios da profissão, igual assim como os diplomatas estrangeiros reconhecidos junto à Santa Sé. Mussolini prometeu introduzir o ensino da religião católica em todas as escolas do país e deixou a instituição do casamento sob a égide das leis canônicas, que não admitiam o divórcio. Os benefícios que o Vaticano recebeu foram enormes, dentre eles, os benefícios fiscais foram preponderantes.
Em 1933, o Vaticano mais uma vez demonstrou sua capacidade de estabelecer negócios lucrativos com os governos fascistas. A concordata de 1929, assinada com Mussolini, foi seguida por outra entre a Santa Sé e o 3º Reich de Hitler. O gestor Francesco Pacelli foi uma das figuras-chave do pacto com Mussolini: seu irmão, o cardeal Eugênio Pacelli, futuro papa Pio 12, foi responsável pela negociação como secretário de Estado do Vaticano, assinando um tratado com a Alemanha de Hitler. Pio 12 conhecia bem a Alemanha. Ele fora núncio em Berlim, durante a 1ª Guerra Mundial, e depois, como secretário de Estado de Pio 11, teve inúmeras intervenções no rumo que estava tomando a política alemã. Nesta qualidade interveio decisivamente na encíclica de Pio 11, conhecida como Mit brennender sorge (que se pode traduzir “Com preocupação ardente”). A iniciativa da encíclica partiu, ao contrário do que se acredita, dos bispos alemães, sendo o primeiro rascunho escrito em Roma pelo Cardeal Faulhaber. O então cardeal Pacelli, que fala alemão, deu-lhe a forma final, apresentada a Pio 11, sendo então assinada e publicada. Apesar da constante e grande pressão mundial, o papa Pio 12 sempre se negou a excomungar Hitler e Mussolini; seu pontificado foi caracterizado pela adoção de uma falsa postura de neutralidade. Quando os nazistas invadiram a Polônia, o papa Pio 12 se recusou a condenar a invasão; uma das maiores vantagens que obteria o Vaticano do muito lucrativo acordo que mantinha com Hitler era a confirmação de Kirchensteuer, um imposto eclesiástico; trata-se de um imposto estadual que ainda hoje os fiéis alemães devem pagar, e só podem escapar se renunciarem à sua religião. Na prática, muito poucos renunciam. Este imposto representa por si só entre 8 e 10% dos impostos totais arrecadados pelo governo alemão.
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Estima-se que o Vaticano seja o dono de cerca de 20% a 30% dos imóveis da Itália, incluindo igrejas, escolas, hospitais, clínicas e até hotéis.

 O Estado da cidade do Vaticano tem 0,44 quilômetro quadrado, sendo o menor estado independente do mundo, de acordo com o banco de dados do livro CIA, o World Factbook. O Vaticano tem pouco mais de 800 moradores – 836, de acordo com estimativas de julho de 2012, só há dois estados com menos habitantes. Em 2011, a força de trabalho somava 2.800 pessoas, a maior parte delas mora fora do Vaticano e está empregada na área de serviços.
Estima-se que o Vaticano seja o dono de cerca de 20% a 30% dos imóveis da Itália, incluindo igrejas, escolas, hospitais, clínicas e até hotéis. Durante a crise econômica, um antigo imposto sobre bens imóveis que tinha sido extinto retornou e a oposição pediu que ele também fosse aplicado às propriedades do Vaticano.

Crise

Assim como seus pares na Europa, o Vaticano também sentiu a crise financeira. O livro da CIA afirma que nem o Vaticano escapou das dificuldades financeiras que afetaram a Europa e, em 2012, começou a avaliar onde cortar custos para reverter o déficit no orçamento de 2011. Os rendimentos foram de US$308 milhões em 2011 enquanto os gastos foram de US$326,4 milhões.
A maioria dos gastos públicos vai para salários e outros custos com pessoal. O relatório afirma que os rendimentos e condições de vida dos trabalhadores são comparáveis aos dos que trabalham em Roma.
O Vaticano é financiado por diversas fontes, incluindo investimentos, aluguel dos imóveis e doações. Uma coleta anual nas dioceses somada a doações diretas vai para um outro fundo usado diretamente pelo papa para caridade, desastres e ajuda a igrejas em países em desenvolvimento, segundo o CIA, o World Factbook. As doações aumentaram entre 2010 e 2011, segundo a CIA.
O orçamento do Estado da cidade do Vaticano inclui a receita dos museus, correio e venda de souvenir. A receita também aumentou entre 2010 e 2011 por causa do aumento no número de horas de funcionamento dos museus e do maior número de visitantes, segundo o relatório.

limpinhoecheiroso.com

A PAPISA JOANA - VERDADE OU MITO - A HISTÓRIA, O VÍDEO

A PAPISA JOANAVersão para impressão

papisa joanaA lenda da Papisa Joana é, das histórias que cercam o Vaticano, uma das que mais intriga historiadores e crentes. Há quem defenda que apenas se trata de uma lenda e há quem ateste que se trata da mais pura verdade.
O problema e argumento principal para quem defende que é uma lenda é a falta de registos sobre a Papisa em documentos da época. No entanto, os defensores de que se trata de uma história verdadeira consideram que o poder da Igreja naquela altura explica a falta de registos sobre a Papisa, uma vez que o Vaticano nunca iria permitir a divulgação de documentos que confirmassem a ascensão de uma mulher ao trono de São Pedro.
A história original relata que tudo começou no final do Século IX, mas os mais renomados historiadores afirmam que Joana foi Papisa na época da confusão da Diocese de Roma; o ano não se sabe ao certo, porque todos os relatos fora da biblioteca do Vaticano foram queimados e ninguém tem acesso aos da Santa Sé, no entanto presume-se que tenha sido entre o ano 850 e 1100.
No livro A Papisa da romancista norte-americana Donna Woolfolk Cross, um dos livros mais vendidos sobre o assunto, a Papisa teria nascido em Constantinopla e fez-se passar por homem para fugir das perseguições impostas pela própria igreja em relação ao acesso á educação pelas mulheres; o romance descreve uma mulher extremamente culta com um elevado grau de entendimento em filosofia e teologia. Ela terá ido para Roma e ter-se-á apresentado como monge convencendo os restantes membros da igreja com a sua sabedoria. Com a morte de Leão IV assumiu o Trono de Pedro com o nome de Leão VII. Teria sido descoberta, quando acometida pelas dores do parto, deu há luz em plena procissão uma criança fruto de um caso com um dos guardas. A população terá reagido com sua indignação, apedrejando-a.
Há ainda quem defenda que o mito pode ter surgido em Constantinopla, devido ao ódio da Igreja Ortodoxa à Igreja Católica ou que, no século XIII, o papado tinha um grande número de inimigos, especialmente entre a Ordem dos Franciscanos ou a dos Dominicanos, que descontentes com as diversas restrições a que eram submetidas, teriam espalhado o boato. Em ambos os casos o objetivo seria desmoralizar a igreja através do boato que esta seria dirigida por uma mulher e desmoralizando-a devido à intensa misoginia característica da Igreja medieval.
Verdade ou mito, não podemos deixar de notar a preocupação da Igreja Católica em negar a existência desta mulher enquanto papisa. Uma das mais interessantes façanhas da vivência de Joana é um decreto publicado pela corte de Roma, proibindo que se colocasse Joana no catálogo dos papas, decreto que ainda hoje está em vigor.
A história em torno da Papisa Joana é um exemplo ilustrativo do papel das mulheres na Igreja Católica, e que atravessa séculos de misoginia e descriminação no acesso aos cargos da organização.
Mas o calvário das mulheres na igreja começa muito antes desta lenda. Começa quando as ordens eclesiásticas defenderam que a mulher era filha e herdeira de Eva, a fonte do pecado original e instrumento do Diabo, mostrando-a como inferior, e desprovida de inteligência, deixando-se enganar por uma serpente e enganando Adão, fazendo-o perder o paraíso, e seduzindo-o. Esta visão passou a fazer parte dos artigos teológicos da época, sem a mínima contestação, passando-se a ver na mulher um carácter maléfico e promíscuo, que precisava de ser disciplinado. Surge então a Lei canónica, que permitia que a mulher fosse agredida e espancada em qualquer classe social.
Foi proibido à mulher ocupar ou desempenhar cargos públicos e a Lei Secular determinava que as mulheres eram "frívolas por natureza, ardilosas, perspicazes, apegadas ao material (avarentas) e de pouquíssima ou quase nenhuma inteligência". A Lei eclesiástica de forma abrangente, mas não menos diminutiva, deixava claro o motivo, a razão e circunstância pelas quais as mulheres não podiam ocupar cargos públicos: "as mulheres não foram feitas para esse tipo de serviço, mais sim, para as ocupações femininas e domésticas".
Assim sendo o casamento era o destino, que acontecia com ou sem amor, acordados entre as famílias sem que elas tivessem uma palavra a dizer, apenas teriam obrigação de serem companheiras, fieis, amigas, excelentes donas de casa e mães.
O drama sofrido pelas mulheres prolongou-se até finais do séc. XVIII e início do séc. XX, quando de forma mínima, as mulheres passaram a reivindicar os seus direitos em busca da emancipação feminina. No entanto, a igreja permanece fechada á emancipação feminina e á alteração do papel das mulheres no seio da igreja.
Muitas vezes comparado a uma eleição politica, o conclave que terminou com a nomeação de Jorge Bergoglio tem uma diferença essencial em relação a outras eleições: a falta de participação de mulheres. Enquanto numa boa parte do mundo elas podem votar e ser votadas, na Igreja Católica o poder de decisão ainda é restrito aos homens. A demanda por mais participação das mulheres, e até mesmo a sua ordenação, é algo que tem crescido nos últimos anos entre os católicos. Até mesmo as freiras admitem que o papel das mulheres na Igreja ainda precisa crescer, mas o modo como e quando isso pode efectivamente acontecer ainda divide opiniões. Ainda no ano passado, um grupo de freiras, nos Estados Unidos, foi expulso da igreja por defenderam o acesso das mulheres aos cargos de poder desta organização. A igreja considerou o grupo como sendo de orientação feminista e decidiu desvinculá-las da igreja.
No Dia Mundial da Mulher, alguns padres presentes em Roma aproveitaram a ocasião para discutir o papel desta na Igreja. Desconhece-se até ao momento o resultado dessa discussão.
Aquando da eleição de Bento XVI falou-se na importância de colocar mais mulheres em posições de influência na cúria romana, mas foram feitos poucos progressos. Actualmente as mulheres apenas podem chegar ao cargo de subsecretário nas congregações do Vaticano, mas há apenas duas nessa posição.
Sabemos que existe a necessidade de mais participação das mulheres na Igreja, mas sabemos que isso não vai acontecer tão cedo. Porquê? "As mulheres são naturalmente ineptas para exercer cargos políticos; a ordem natural e as escrituras ensinam-nos que o homem é o ser politico por excelência; a mulher é sempre o apoio do homem e actuante, mas nada mais do que isso" – declarações do mais recente eleito Papa Jorge Bergoglio.

A PAPISA JOANA

História ou lenda, o que se sabe é que com a ascensão do Cristianismo, e o advento da Igreja católica, as mulheres ficaram em segundo plano, sem muitos direitos.
Vemos isso com Maria Madalena, que era pra ser a líder da nova igreja, tendo assumido esse posto o apóstolo Pedro. Logo a Igreja deturpa a imagem de Madalena, para que nenhuma outra mulher assuma postos no alto escalão,  fato que até nos dias atuais ainda perdura, de ela ser uma prostituta arrependida, coisa não relatada na Bíblia.


Entre os anos 850 e 858 começou a circular na Europa, histórias sobre um Papa do sexo feminino, sendo considerada para alguns, uma mera lenda, para outros, um dos maiores segredos da Igreja Católica, permanecendo até hoje envolta mistérios.
 
Na idade das trevas, a mulher era dispensado quaisquer direito, sentavam-se ao fundo nas igrejas, não podiam falar em publico, estudar, sua função era procriar e obedecer, porque Deus quisera assim...


Sobre a lenda há diversas vertentes:

•     De que Joana havia nascido no oriente, com nome de Giliberta, e vestia-se de homem para estudar Filosofia e Teologia. Sendo o estudo proibido a mulheres. Por isso alguns acreditam que os Católicos Ortodoxos possam ter implantado essa lenda para macular o nome da igreja “inimiga”.

Depois de algum tempo, Joana (ainda como homem), impressionara  os doutores da Igreja Católica com sua sabedoria. Após a morte do Papa Leão IV, ela/ele assumiria o cargo papal como João VII, pois a votação a época era da comunidade. A mesma versão também conta que Joana havia se apaixonado por um guarda suíço e engravidara dele.

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•     Já a versão difundida pelo cronista Martinho de Opava conta que Joana havia nascido na Alemanha, e era filha de um casal inglês.

Na idade adulta, casou-se  com um monge e foi morar na Grécia, onde teria se vestido de homem para não causar escândalos. Começou a se chamar Johannes Angelicus, e tornou-se monge, e posteriormente um cardeal (João, O inglês). Após a morte do Papa Leão IV, com voto unânime, tornou-se Papa. Nessa versão também engravidara. A justificativa de ninguém descobrir o fato é que as roupas do Papa são largas o suficiente para não se perceber uma barriga.


Para a morte de Joana também existem duas versões:
Na primeira delas, ela morreu com complicações no parto enquanto os cardeais gritavam ao pé da cama: “É um milagre!”.

Na segunda, Joana teria as dores do parto em meio de uma procissão e morreria apedrejada pelos fiéis, pois eles acreditavam que o trono de São Pedro havia sido profanado.
Até hoje pouco se sabe sobre o quanto há de verdade nessa lenda. Um fato muito peculiar é que uma das cartas do Tarot teria “A Papisa” representa a “sabedoria e a chave de todos os mistérios do mundo”.
 
Para muitos a história da Papisa é pura lenda, e o argumento principal é a falta de registos sobre ela em documentos da época.

Entretanto, ao analisar o poder da Igreja naqueles tempos, e que os historiadores eram prelados(ligados a Igreja), esses fatores por si só já levantam dúvidas sobre o que realmente aconteceu, pois, a Igreja modificou, e ou deturpou, diversos fatos históricos de acordo com seus interesses.
A mãe Isis e o menino Hórus, 3000 anos depois, virou a Virgem maria com o menino Jesus
 Como toda boa teoria da conspiração, que não pode ser provada, mas que algumas evidencias apontam para uma determinada direção, temos:
  
•     Em 1276, o Papa João XX, após rigorosa investigação, mudou o seu nome para João XXI, reconhecendo, assim, o papado de Joana;

•     Existiu também, até 1601, entre os diversos bustos papais de terracota, na Catedral de Siena, um da Papisa. Por determinação do Papa Clemente VIII, desapareceu, nesse ano de 1601.

•     A rua evitada. Durante toda a alta e baixa Idade Média eram quase diárias as idas e vindas do palácio do Latrão (e residência oficial dos papas) à catedral de São Pedro. Essas procissões eram sempre feitas por um caminho direto.


•     Em 1486, o bispo-mestre-de-cerimônias-pontifícias, John Burchard, escreveu que Inocêncio VIII "na ida e na volta passou casualmente por aquela rua onde está localizada a estátua da papisa Joana como sinal de que João VTI Anglicus lá deu à luz uma criança. É por este motivo que não é permitido mais aos papas passar lá a cavalo" (John Burchard; "Liber Notarum"; em "Rerum Ibalicarum Scriptores"; Ed. L. A. Muratori).
  
•     Outro fato importante foi à existência de uma cadeira com um buraco no assento, que foi usada nas cerimônias da consagração papal, exatamente a partir do ano 857, data da morte da Papisa, até ao século XIX.
 
 O recém-eleito era ali sentado e procedia-se a um exame palpável para se determinar se havia testículos, a masculinidade, na versão da Igreja era uma cadeira para o pontífice se aliviar de suas necessidades fisiológicas.
 
•     Foi um monge irlandês, Marianus Scotus (1028-1086) que escreveu, primeiro, a vida da papisa Joana. Esse monge irlandês passou os últimos 17 anos de sua vida na abadia de Mainz, a mesma cidade alemã que cerca de 200 anos antes, viu nascer Joana. Marianus escreveu "História sui temporis clara'', que podemos encontrar em "Rerum Germanicarum Scriptores aliquot insignes", na edição de J. Pistorius, do ano de 1725.

Referindo-se ao ano de 854, Marianus escreve: “o papa Leão morreu  e foi sucedido por Joana, uma mulher, que reinou durante dois anos, cinco meses e quatro dias".

•     Outro historiador que fala da papisa Joana é Otto, bispo de Frisingen (Alemanha), parente dos imperadores do sagrado romano império, que morreu em 1258 depois de ter escrito sete livros de Crônicas.

“Há uma interrogação a respeito de um certo papa, ou melhor, papisa, que não é incluído na lista dos papas de Roma porque era uma mulher que se disfarçava de homem. Um dia, quando montava a cavalo, deu à luz uma criança”.


•     Outro historiador que fala da papisa Joana é Gotfrid de Viterbo, capelão e secretário da Corte Imperial que escreveu no "Pantheon", no ano 1185, a seguinte observação: "Joana, a papisa, não é contada depois de Leão IV".


•     Também o dominicano; Jean de Mailly, de Metz (França), que escreveu "Chronica Universalis Mettensis" no ano de 1250. Escrevendo sobre os acontecimentos do ano de 1099, diz:   "Há uma interrogação a respeito de um certo papa, ou melhor, papisa, que não é incluído na lista dos papas de Roma porque era uma mulher que se disfarçava de homem e a motivo de seus grandes talentos tornou-se secretário curial, cardeal e papa. Um dia, quando montava a cavalo, deu à luz uma criança".


De fato, ao longo da historia diversas mulheres se travestiram de homens, por diversos motivos, nos jogos Olímpicos da antiguidade, por exemplo, como era vedado as mulheres participarem, e para não terem certeza que só homens participarem, os competidores ficavam nus durante as provas.
Na maçonaria, o rito de iniciação é feito com um lado da camisa rasgado, de forma a aparecer o peito do novato, pois não é permitida a entrada de mulheres nas lojas maçônicas, como irmãos somente os homens.
 

No caso da Igreja, na Idade Media, as mulheres eram consideradas pecadores, sem almas e sem inteligência. O poder e as ordens vinham do homem, e a mulher deveria ser vista como personificação de Eva, do satanás, da culpada pela desgraça do homem. Por isso é plausível que mulheres se disfarçaram de homens para fugir da difícil e bruta  realidade que as assolavam.
 
 
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